Últimas indefectivações

domingo, 16 de agosto de 2026

Mais 3 pontos...

Leiria 1 - 2 Benfica


Segunda vitória, em dois jogos, novamente contra um dos candidatos à subida! E mais uma vez, entrámos melhor, a 1.ª parte foi boa, mas no 2.º tempo acabámos por ter alguma sorte!!!

Marcámos por duas vezes de penalty, e ainda ficou outro por assinalar escandalosamente!!! Aliás, a arbitragem foi péssima, o Leiria conseguiu acabar o jogo sem um único Amarelo, após várias agressões e entradas a matar!!! Incrível como o VAR, que ficou calado no penalty que ficou por assinalar a favor do Benfica, teve o descaramento de chamar o árbitro para verificar o 2.º penalty assinalado!!!

Para mim, o Moreira deveria ser opção na equipa principal, neste momento, dá mais do que o Sudakov! Mais um bom jogo do Diogo na baliza, dentro dos postes é de facto muito bom, mas tem que melhorar o controlo da profundidade, o jogo com os pés, e a saída aos cruzamentos!

Destaque ainda para a estreia do Quintas a titular... mais um bom jogo do Bernardes enquanto teve pernas! O Duarte com muito trabalho, mas depois dum mau início, percebeu o que tinha que fazer... O Anísio acabou por fazer um mau jogo, muito trapalhão!!!

Última nota para o inarrável par da SportTV! Com certeza fanáticos adeptos desde dos seus nascimentos da União de Leiria, só assim se explica as dezenas de orgasmos precoces sempre que a bola se aproximava da baliza do Benfica!!! O anti-Benfiquismo primário contina bem vivo!

José Mourinho nunca foi personagem


"O principal erro está naquilo que muitos entendem por sinceridade. Durante mais de duas décadas muitos perguntaram quem era Mourinho por detrás de Mourinho. Quem existia para lá do Special One, que correu pela linha lateral em Old Trafford, que arrebatou troféus e competições, que transformou conferências de imprensa em combates e temporadas inteiras em batalhas com todos aqueles que atravessassem o seu caminho. A pergunta sempre partiu de uma certeza: aquilo não podia ser tudo. Tinha de existir outro Mourinho. E existe.
O documentário da Netflix, que estreou esta semana, deixa-o aparecer algumas vezes. Está lá quando fala do pai e a voz muda. Está nos silêncios, em certas memórias, na consciência das ausências. Está até na dura e extraordinária admissão de que a família provavelmente se diverte mais quando ele não está.
Mourinho sabe. Sabe o que ganhou e o que perdeu. Sabe o que futebol lhe exigiu. Sabe que uma vida construída em torno de uma profissão deixa inevitavelmente outras vidas à espera. A diferença é que Mourinho não parece considerar que nos deva mais do essa admissão. E talvez seja esse o problema. Não para ele. Mas para quem vê.
Vivemos numa época que transformou a exposição numa prova de autenticidade. Já não basta sentir. É preciso mostrar que sentimos. Não basta sofrer. É necessário explicar o sofrimento. Não basta ter fragilidades. Espera-se que as identifiquemos, que falemos sobre elas, que as partilhemos e, de preferência, que exista uma câmara por perto quando o fazemos.
Criámos uma estranha equivalência entre vulnerabilidade e verdade. Quem se expõe é autêntico. Quem se protege está a representar. Mourinho recusa essa lógica. Não porque seja incapaz de sentir, mas porque acredita numa ideia que se tornou quase antiquada: há coisas que são só nossas. E não temos obrigação de partilhá-las.
Muitas das críticas feitas ao documentário, pelos viciados no consumo da vida alheia, foi que não conheceram o verdadeiro Mourinho. Esperavam a lágrima longa, a confissão, o arrependimento. Queriam o momento em que o Special One desapareceria finalmente e ficaria apenas José, desarmado diante da câmara. Mas por que razão teria de fazê-lo?
Mourinho mostra algumas partes. Depois fecha a porta. Isso não significa que não exista nada atrás dela. Significa apenas que a porta é dele. Alguém que percebeu muito cedo que um treinador moderno não gere apenas futebolistas. Gere ambientes, narrativas, atenção, medo e confiança. Uma conferência de imprensa pode ser tão útil como um treino. Uma frase pode retirar pressão dos seus e colocá-la no outro lado.
E, por isso, e com esse objetivo em mente, construiu uma armadura. Mas uma armadura não prova que não exista um homem lá dentro. Prova precisamente o contrário. As armaduras existem porque os homens podem ser feridos.
Mourinho parece ter aprendido cedo que demonstrar fraqueza não era o seu caminho. Há quem possa discordar. Quem possa pensar que a ideia pertence a outro tempo, a outra educação, a outra conceção de liderança. Mas também podemos conceder-lhe uma coisa bastante simples. É uma escolha legítima. Tão legítima como a escolha de quem decide contar tudo.
O problema é que a nossa cultura deixou de olhar para estas duas opções da mesma maneira. A exposição passou a ser coragem. A reserva tornou-se suspeita. Queremos entrar nas casas, nos casamentos, nos quartos, nas depressões, nas inseguranças. Queremos saber o que alguém sentiu quando perdeu, quando foi despedido, quando o pai morreu. E chamamos profundidade ao acesso.
Num mundo de tanto voyeurismo, é refrescante haver alguém tão mediático que nos nega uma parte ele. Diz-nos: «Até aqui, bem-vindos. O resto não vos pertence.» Num percurso profissional filmado e catalogado desde o início, é bom que a personagem principal desta história conserve alguma coisa para si.
O futebol, porém, Mourinho entrega-nos. Sem qualquer barreira. Mostra a sua relação obsessiva com o jogo, o treino, a preparação, a atenção a todos os detalhes. E, claro, a vitória. O futebol não ocupa um espaço equilibrado na sua vida. Provavelmente nunca ocupou. E aqui que surge outro desconforto para muitos dos que assistem.
Admiramos pessoas extraordinárias, mas preferimos imaginar que chegaram ao extraordinário vivendo vidas perfeitamente ordinárias. Queremos o resultado sem olhar demasiado para o preço. Não é preciso glorificar esse preço. Muito menos recomendar que alguém o pague. Mourinho fez escolhas. Algumas terão magoado pessoas, como também ele foi magoado no processo. Outras terão custado momentos que não regressam. Ele é o primeiro, sem máscaras, com toda a sinceridade, a mostrar essa consciência. Mas consciência não tem de significar arrependimento. Também aqui muitos querem uma confissão que nunca chega. Porque gostariam que Mourinho olhasse para as taças e concluísse que nenhuma valeu o preço de tantas guerras. Seria uma situação agradável para quem vê e julga à distância. Mas não seria verdade. A verdade é o que Mourinho oferece a cada momento do documentário dividido em três partes. É a vida que escolheu.
Isso não significa que não exista ternura. Existe. Aparece quando fala do pai. Aparece nas relações com alguns jogadores. Aparece naquele vínculo quase inexplicável que tantos homens que trabalharam com ele continuam a sentir décadas depois. Materazzi não chorou no Bernabéu abraçado a uma personagem. Drogba não fala de uma personagem. Os jogadores do Inter não atravessaram uma época inteira emocionalmente agarrados a uma invenção publicitária. Mas a humanidade de Mourinho nunca foi incompatível com a brutalidade da sua ambição. Faz parte dela. É possível amar profundamente e trabalhar obsessivamente.
É possível sentir culpa e voltar a fazer exatamente a mesma escolha. É possível saber que a família é mais leve na nossa ausência e, ainda assim, ter a família no topo de tudo. Não é uma lição de vida. E a ideia não é essa. Não há filosofia barata ou a ideia de que o meu caminho é o único. Nada disso. É apenas uma vida.
O problema, uma vez mais, não está na forma como Mourinho partilha, mas no complexo de quem assiste. Há qualquer coisa de estranho na forma como observamos pessoas extraordinariamente bem-sucedidas. Admiramos o resultado e depois ficamos incomodados quando descobrimos o processo. Queremos a Champions, mas não queremos as noites ser dormir. Queremos Michael Jordan sem a crueldade competitiva, Cristiano Ronaldo sem a disciplina quase patológica, Guardiola sem a loucura dos arranhões na cabeça. Queremos génio em horário de expediente. E quando o mesmo não aparece, dizemos que não é real, que é personagem. Porque é mais cómodo do que admitir uma verdade e um caminho completamente diferentes do nosso.
Numa sociedade que transformou a intimidade em conteúdo e a vulnerabilidade em espetáculo, existe dignidade em alguém continuar a acreditar que nem todas as lágrimas precisam de audiência. Mourinho não nos deve a sua fragilidade. Não porque tenha medo de que descubramos quem ele é. Mas porque entende, e bem, que ninguém tem esse direito."

Curiosidades sobre o árbitro Gustavo Correia (AF Porto):

Diferença...



"Há uma diferença que merece ser assinalada na forma como o Sport Lisboa e Benfica mobiliza os seus sócios quando entende que uma matéria é importante.
Em outubro e novembro de 2025, quando estavam em causa as eleições para os órgãos sociais do quadriénio 2025-2029, a Direção mobilizou o Clube como poucas vezes se viu: SMS, apelos à participação, comunicações sucessivas, presença constante do tema na comunicação do Benfica e até a tentativa de estabelecer um recorde mundial de participação. Votaram 86.297 sócios na primeira volta e 93.891 na segunda. A participação foi apresentada como um momento histórico da vida associativa.
E compreendia-se. Estava em causa escolher quem dirigiria o Benfica.
Meses depois, o Benfica lançou uma petição à Assembleia da República pela suspensão e revisão do modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais. Uma matéria de enorme relevância para o futebol português e com consequências particularmente importantes para o Benfica.
A petição pode ser assinada por qualquer cidadão, sócio ou não, benfiquista ou não. Bastam 7.501 assinaturas para que seja apreciada em Plenário da Assembleia da República. Atingirá certamente esse número. Mas 7.501 é apenas a fasquia legal. 50 mil, 90 mil ou 100 mil assinaturas dariam à iniciativa outro peso político, tornando muito mais difícil aos deputados e grupos parlamentares ignorar o tema.
Para escolher quem dirigiria o Benfica, a Direção mobilizou quase 94 mil sócios. Para defender o Benfica numa matéria que o próprio Clube considerou suficientemente importante para levar ao Parlamento, a iniciativa parece ter ficado entregue ao seu curso natural.
A questão nunca será a capacidade de mobilização dos benfiquistas, mas a prioridade que a Direção dá à sua mobilização.
No fundo, fica uma questão simples: o que é mais importante — mobilizar para escolher quem dirige o Benfica ou mobilizar para defender o Benfica?
Da minha parte, fica o meu contributo com o link onde pode ser assinada a petição:"

Contas coloridas...

Néscio...

Zero: Mercado - Benfica vai encaixar milhões com Dedic

BF: Saídas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é.... - Um Sporting de duas faces. E Suárez deve ir para a equipa B?

Liga: Rio Ave 0 - 2 Benfica

Liga: Académico 0 - 1 Santa Clara

Liga: Alverca 2 - 2 Estrela

Liga: Sporting 3 - 2 Guimarães

Investimento em Portugal. Quem beneficia?


"O futebol português está de volta à rotina competitiva. Os objetivos traçados ao nível da governação são claros: integridade das competições, sustentabilidade financeira e capacidade competitiva dos clubes, com maior aposta no desenvolvimento do jovem jogador português. Recordo que os jovens formados localmente têm, além de uma janela de inscrições e transferências mais alargada, um regime de cedências temporárias mais flexível. As circunstâncias justificam a aposta no talento que formamos no nosso país.
Um dos temas que marca este arranque de época é a confirmação da entrada em força do capital estrangeiro nos clubes nacionais, em condições bastante vantajosas para quem investe, comparativamente com outros mercados, uma realidade que impacta cerca de dois terços das sociedades desportivas participantes nas competições profissionais. Os números nas competições não profissionais também crescem de forma galopante, mesmo em clubes distritais com finalidades claramente recreativas, tornando-se plataformas de negócio marcadas pela opacidade, os conflitos de interesses e a exploração de atletas. Tem sido possível observar comentários de vários especialistas a estes números, acompanhados de propostas de melhoria do sistema. Ironicamente muitos deles têm sido os procuradores da entrada de investidores com projetos duvidosos, estratégias que arruínam clubes e o envolvimento de pessoas que não deviam ter lugar no futebol. Culpam sempre o sistema, mas continuam a lucrar à custa dele. Em boa hora este tema foi trazido pelo Sindicato dos Jogadores para a última Cimeira de Presidentes da Federação Portuguesa de Futebol.
O país desportivo precisa de investimento racional e regulado, capacitando órgãos especializados e independentes que sejam responsáveis pelo licenciamento e auditoria. Não se podem restringir a escrutinar o cumprimento das obrigações fundamentais, com uma regularidade definida em benefício do infrator. Devem exigir garantias financeiras prestadas por quem entra no futebol português, alinhada com uma estratégia de capacitação dos nossos clubes de base ao nível das suas infraestruturas e oferta à comunidade. No final desta cadeia de procedimentos, é preciso ter a capacidade para aplicar sanções efetivamente dissuasoras para os incumpridores. Este é provavelmente o tema mais importante para garantir a nossa sustentabilidade futura. Temos de debater com sentido de responsabilidade, evitando danos para centenas de agentes desportivos e a queda de clubes históricos que, num sistema eficiente, nunca seriam condenados ao desaparecimento."

Morte na Volta: mais uma sexta-feira no asfalto


"O ministro da Administração Interna anunciou medidas, mas as leis chegam sempre tarde para quem fica pelo caminho

A minha manhã de sexta-feira começou com o sobressalto banal de quem vive nas estradas portuguesas. À saída de casa, quando me deslocava para o meu carro, dei de caras com um motociclista a circular descontraidamente, numa moto de alta cilindrada, em sentido proibido.
Pouco depois, numa viagem de mais de 300 quilómetros, confirmei que esse pequeno sobressalto era apenas a introdução de uma norma não escrita. Ao longo de todo o percurso, a ignorância intencional das regras (quando é que aprendemos a conduzir à direita nas autoestradas?) e o desrespeito pela prioridade dos outros repetiram-se quase a cada quilómetro. Sobre velocidade não há ninguém inocente em Portugal.
Na passada quarta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, utilizou uma expressão dura, para descrever o panorama rodoviário nacional: vivemos uma «guerra civil» nas estradas. Ao anunciar que o novo Código da Estrada pode criminalizar a condução acima dos 180 km/h e reforçar substancialmente a fiscalização nas zonas urbanas, o Governo reconhece o que é evidente para todos. Porque todos conhecemos quem tenha morrido num acidente. O problema é que as leis chegam sempre tarde para quem fica pelo caminho.
Finlay Tarling tinha apenas 19 anos. Corria com as cores da sua equipa na Volta a Portugal em bicicleta, alimentando o sonho de uma carreira no ciclismo profissional. O seu futuro foi ceifado numa fração de segundo porque, alegadamente, um condutor decidiu ignorar as indicações das autoridades. Um jovem atleta, protegido apenas pelo seu capacete e pela sinalização de uma competição oficial, acabou vítima do absoluto desprezo que muitos condutores nutrem pelas ordens mais elementares de segurança.
A tragédia de Finlay Tarling não pode ser isolada sob o carimbo do «azar» ou de um «incidente lamentável». Porque é reflexo da mesma mentalidade que vejo à porta de minha casa, na autoestrada ou nas vias nacionais. E que você também vê. É a cultura do «passo eu primeiro» - a sério que nos chateamos por dois metros e meio de alcatrão? - , do «o sinal é para os outros».
Portugal tem mesmo um problema grave, estrutural e sangrento nas suas estradas. O diagnóstico do ministro está correto, mas a mudança exige mais do que radares e coimas: exige uma profunda alteração de mentalidade. Enquanto continuar a imperar o egoísmo ao volante, o país continuará a somar lutos. Para a família do jovem ciclista galês, este dia ficará marcado para sempre pela dor irreparável; para a Volta, como um dos episódios mais trágicos da sua História; para Portugal, infelizmente, como mais uma sexta-feira."

A tragédia, o civismo e a RTP


"Neste início de temporada futebolística, tinha pensado escrever sobre o investimento dos mais representativos emblemas, sobre os desafios que se colocam à competitividade da Liga portuguesa, sobre o esforço crescente para a dignificação da arbitragem.
Tinha pensado discorrer sobre as principais transferências, os grandes beneficiados do defeso ou as surpresas nas transações internacionais.
Deixei de pensar nisso há duas horas, justamente quando, embora em férias no meu refúgio da ilha do Faial, acompanhava a etapa da Volta a Portugal.
Morreu um ciclista na estrada, a mesma estrada que tantos anos palmilhei, na cobertura da prova rainha. Para quem anda no ciclismo, ainda que não contacte com o pelotão há mais de vinte anos, o vício impregna-se e não sai do corpo e da alma.
Pelo meio cobri algumas edições do Tour de France, do Giro d’Italia e da Vuelta a España.
E aumentei, a cada quilómetro narrado, a cada chegada exultada, a admiração profunda pelos heróis da estrada, pela magia da modalidade, pela estratégia que ultrapassa, em muito, o desempenho individual, pelo sacrifício de lutar por outro ou pelo todo, pelo empenho e pelo prazer de se fazer o que se gosta, independentemente do país, do dinheiro ou do prestígio.
Porque o corredor (o rider, como muito bem lhe chamam os ingleses), é um animal do asfalto, sempre pronto a lutar pelos seus objetivos, sempre direto na abordagem, com a máquina que apenas se move pela força motriz da energia humana.
O profissional das bicicletas merece-me, desde sempre (desde 1988, quando pela primeira vez cobri, para a Antena 1, a Volta a Portugal em Bicicleta), uma admiração apenas igualável ao profundo respeito que por ele tenho.
Finlay Tarling, 19 anos, tinha todos os sonhos do planeta alicerçados numa família de quem tinha diretamente herdado o gosto e o talento em bruto para a modalidade.
Inserido numa equipa de academia, num conjunto de jovens promissores que ali encontram o seu espaço próprio de desenvolvimento, sem a exigência imediata de resultados, antes com a certeza de um acompanhamento de qualidade profissional para subirem, degrau a degrau, a longa escadaria do sucesso num desporto de e para campeões.
Numa etapa duríssima como a ligação de Melgaço a Fafe, na curva e contra-curva de um Minho aliciante para as corridas de bicicletas, o miúdo sonhador de 19 anos encontrou o fim da linha.
Depois se apurarão os detalhes, mas parece certo que, sendo colhido por um veículo a circular em contra-mão, antes da passagem do carro vassoura e, por conseguinte, do fecho formal da caravana da Volta a Portugal, houve um motorista que, percebendo que o grosso da coluna já havia passado, foi a avançando, ao arrepio das instruções das forças de segurança móveis e estáticas.
Há muito tempo que isto sucede. Não apenas nas estradas portuguesas, mas nas italianas, espanholas, francesas ou em quaisquer outras por onde circulem caravanas de provas profissionais de ciclismo. É uma questão de paciência, ou de falta dela. De civismo, ou de falta dele. De respeito, ou de falta dele.
A morte de um jovem de 19 anos ensombra, definitivamente, a Volta a Portugal em Bicicleta mas, mais do que isso, volta a levantar todas estas questões, transportando para patamares talvez dificilmente conclusivos a equação da segurança nas provas internacionais em percurso aberto.
O momento é de consternação na caravana, e a sua equipa (a NSN Development Team) já não estará hoje na estrada, em óbvia decisão de homenagem ao seu jovem promissor.
Se foi correta a decisão da organização, neutralizando os quilómetros finais até Fafe e cancelando a etapa e respetivas celebrações, é importante que A Portuguesa continue na estrada, no fim de semana final. Essa será a principal homenagem a Finlay Tarling, prestada em competição e com indecisão até ao final, por todos os companheiros de pelotão.
Nem se trata, neste caso, da velha máxima segundo a qual the show must go on, mas apenas do reconhecimento de que, para homenagear uma esperança do ciclismo internacional, só concluindo a prova e lutando até ao final, segundo a segundo, pelo alinhamento e pelos melhores lugares.
Sou dos que entendem, ao cabo de 41 anos de jornalismo profissional, que a gestão das situações de crise é um dos primeiros elementos de avaliação, por ser dos mais marcantes, decisivos e difíceis. Na emissão de ontem, a equipa da RTP deu um exemplo de extraordinária dignidade, sem perder o sentido do momento, da notícia, da reação e do comentário.
João Pedro Mendonça, Marco Chagas, Alexandre Santos e Ana Barros souberam sempre o que fazer e como fazer. E fazer bem, no respeito absoluto pela situação inusitada, percebendo o alcance, o significado e o impacto de cada palavra, de cada ideia, de cada intervenção ou entrevista. E fazendo-o em televisão, com a seriedade mas, também, com o distanciamento que sempre deverá caraterizar o repórter.
A RTP conseguiu juntar a componente informativa factual a um conjunto de reações e de informações adicionais no tempo certo, não antecipando por respeito, mas não adiando sem necessidade.
E garantiu equilíbrio e sobriedade. Num momento como o do falecimento do jovem ciclista, pergunto-me quantas estações de televisão e quantos profissionais de comunicação o conseguiriam, garantindo o fluxo e a narrativa, sem nunca comprometer o perfil e a descrição.
Talvez nenhuma e nenhuns, o que só sublinha a indesmentível qualidade e sobriedade do serviço público de televisão.

João Palhinha
Bem sei que o jogador pretenderá o melhor para o seu futuro profissional, agora que o Bayern Munique oficializou a sua dispensa dos planos de Vincent Kompany.
Mas a novela em torno de João Palhinha torna-se dificilmente suportável, sobretudo pelo alongar de informações difusas, e, seguramente, de fontes muito mal informadas.
A gestão da comunicação em torno do jogador não está a ser bem acautelada, com as inerentes fugas, contradições e muitas opiniões.
Palhinha, um dos excelentes e muito experientes jogadores da sua geração, merece tranquilidade para o próximo passo da sua carreira. Admissivelmente, um passo decisivo para que o centrocampista se mantenha (ou não…) no centro das atenções do futebol internacional…"

Operação: Hearts...

Vinte e Um - Como eu vi - Hearts...

WonderKid: Our U25 Stars XI Ready to EXPLODE in 2026/27 🚀