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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Portugal vende jogadores, não vende futebol


"Portugal é um caso raro no desporto mundial. Produz alguns dos melhores jogadores do planeta. Produz treinadores campeões nas maiores ligas do mundo. Produz dirigentes, árbitros e especialistas reconhecidos internacionalmente. Exporta talento de forma consistente há mais de duas décadas.
Mas continua sem conseguir produzir uma liga de classe mundial.
A contradição é evidente. Se o talento fosse o fator decisivo, a Liga Portugal deveria estar hoje muito mais próxima da Premier League, da La Liga ou da Bundesliga. Não está. E isso obriga-nos a colocar uma questão incómoda: o problema do futebol português não é o talento. O problema é o produto.
Basta olhar para os exemplos mais recentes. Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes, Rafael Leão ou Diogo Costa são jogadores que qualquer grande campeonato gostaria de ter. A Seleção Nacional continua a produzir gerações de enorme qualidade e os clubes portugueses mantêm uma capacidade impressionante de formação e valorização de ativos.
O paradoxo é que quase todos os anos essas estrelas acabam por sair. E a saída não acontece apenas porque os salários são mais elevados noutros mercados. Acontece porque os outros campeonatos conseguem oferecer aquilo que Portugal ainda não conseguiu construir: uma plataforma global de visibilidade, entretenimento e negócio.
Durante muito tempo ouvimos que a dimensão do país explicava esta realidade. Hoje essa justificação já não chega. Os Países Baixos têm uma população semelhante. A Bélgica tem uma dimensão comparável. Mesmo mercados mais pequenos conseguem criar competições internacionalmente mais relevantes do que a portuguesa.
A diferença está na forma como encaram o produto. Em Portugal continuamos frequentemente a olhar para a competição como uma soma de jogos. As ligas mais desenvolvidas olham para a competição como uma indústria de entretenimento. Parece a mesma coisa. Mas não é.
A Premier League não vende apenas futebol. Vende histórias. Vende rivalidades. Vende experiência. Vende conteúdos. Vende emoção. Vende espetáculo. E, acima de tudo, vende atenção global. É precisamente aí que está a grande mudança do desporto moderno.
O principal concorrente da Liga Portugal já não é a liga espanhola ou a liga francesa. É o Netflix. É o TikTok. É o YouTube. É qualquer plataforma que disputa o mesmo recurso escasso: o tempo das pessoas.
Enquanto isso, continuamos demasiado dependentes dos resultados dos três grandes para gerar interesse. Quando um produto depende excessivamente de três marcas para sobreviver, tem um problema estrutural. 
As grandes ligas perceberam que o valor não está apenas nos líderes. Está na profundidade do ecossistema. Está na capacidade de transformar clubes médios em histórias relevantes, cidades em destinos, jogadores em personagens e jornadas inteiras em acontecimentos mediáticos.
Portugal ainda está longe dessa realidade.
Temos estádios modernos, clubes históricos, uma tradição futebolística invejável e uma das melhores escolas de formação do mundo. Mas continuamos a ter dificuldades em transformar esses ativos num produto internacional consistente. A experiência digital continua desigual. A exploração comercial permanece limitada. A narrativa global é frágil. E a internacionalização continua a depender mais da exportação de talento do que da valorização da competição.
O mais curioso é que a matéria-prima existe. O futebol português produz jogadores para o Manchester City, PSG, Bayern Munique, Barcelona ou Liverpool. Produz treinadores para os maiores clubes do mundo. Produz conhecimento. Produz competência. Produz reputação. O que não produz à mesma escala é valor interno.
É como uma economia que exporta toda a indústria de ponta e fica apenas com a matéria-prima.
O início de mais uma época deveria servir para pensar precisamente nisso. Não apenas em quem será campeão. Não apenas em quem contratou melhor. Mas sobretudo em que passos estão a ser dados para tornar a Liga Portugal mais relevante, mais atrativa e mais global.
Porque os resultados desportivos continuarão a mudar todos os anos. Os jogadores continuarão a sair. Os treinadores continuarão a ser recrutados pelos mercados mais fortes. Mas a verdadeira questão permanecerá.
Como é possível um país que produz tantos protagonistas do futebol mundial continuar sem conseguir produzir uma liga com a mesma dimensão?
Talvez a resposta seja simples. Portugal aprendeu a formar talento. Ainda não aprendeu a vender o produto."

Precisaremos de um futebol de impacto?


"O Mundial de futebol de 2026 terminou há pouco, mas já nos deu muitas razões para parar de acreditar — se ainda o fazíamos — nos seus méritos desportivos. As ingerências de Trump, a fraca figura da FIFA, as denúncias de corrupção, os problemas com o controlo de fronteiras e entradas no país — com expoente máximo no tratamento e condições da seleção do Irão —, ou a excessiva dependência de uma tecnologia com margens de erro superiores a alguns dos offsides assinalados.
A nível nacional, não foi melhor: o fracasso de uma Seleção portuguesa refém da sua grande vedeta — o que é diferente de ser o seu melhor jogador (e não, não querer o Ronaldo 90 minutos em campo não é ser mal-agradecido) —, com um Selecionador que quase não disse uma coisa acertada em todo o mundial, das referências à numerologia ao orgulho em perder 1-0 com Espanha.
A tudo isto junta-se o modelo make the rich richer levado ao expoente máximo, com David Beckham, que já nem joga futebol, mas é dono do Inter de Miami (equipa onde joga Lionel Messi), a liderar nos contratos publicitários com patrocinadores do Mundial e a beneficiar da americanização do futebol, que passou a ter três pausas publicitárias.
Mas não é sobre isto que quero escrever, nem sobre o cartel de patrocinadores liderado por casas de apostas que, tal como acontece na Federação Portuguesa de Futebol, um pouco por todo o Mundo e também noutros desportos, arruínam famílias e vidas de jogadores enquanto nos querem convencer (e aos milhões de crianças que vêm os jogos do Mundial) que apostar é fácil, dá dinheiro e faz sonhos acontecer.
O que pretendo é fazer uma reflexão mais profunda sobre o desporto em geral, mas em especial sobre o futebol como desporto-Rei.
O futebol de seleções era uma espécie de último reduto para os que queriam vibrar com futebol, com grandes jogos, grandes jogadores e grandes golos de forma descomplexada, sem a sombra da monetização, dos casos de corrupção, das manipulações de resultados, dos clubismos exacerbados ou dos vieses criados pela entrada de capital privado na estrutura de capital dos clubes. Para os que queriam apenas amor à camisola, orgulho na seleção e deixar tudo em campo. Hoje, isso acabou.
Mas é quando os sistemas vigentes e os incumbentes falham que as alternativas avançam. Foi quando a economia mostrou que, apesar da criação de riqueza, não era possível evitar a sua má distribuição nem assegurar a inclusão dos mais desfavorecidos, que nasceu a economia social. Foi quando os Bancos falharam na transparência e nos valores que nasceu a Banca Ética. Foi quando as utilities deixaram de ter o objetivo de servir o consumidor e passaram a ter como prioridade maximizar os lucros, que renasceram as cooperativas de energia («renasceram», porque as primeiras tiveram origem na eletrificação onde as elétricas não chegavam). E foi quando as gestoras de fundos falharam em deixar fora dos seus investimentos áreas como armamento, guerra, jogo ou destruição ambiental que nasceu o investimento de impacto.
Será que precisamos de um futebol de impacto? Futebol jogado pelo jogo, pela glória, mas sem faltas simuladas, sem corrupção, sem o 11 inicial condicionado pelos empresários mais influentes... Um futebol em que a equipa e o jogo estão acima do ego (admito, aqui, um viés de português).
Podemos chamar a estas áreas ou setores nicho, mas a verdade é que assumem volumes já muito relevantes: são investidos, anualmente, mais de 50 mil milhões de euros em impacto e há mais de 500 milhões de pessoas que escolheram a banca ética e estruturas cooperativas ou mutualistas. Contudo, estes números ainda representam só as pessoas e empresas que decidiram atuar quanto a uma preocupação. O potencial é gigante.
No futebol também já conseguimos encontrar alguma iniciativas com relevância e com impacto, como o Futebol de Rua da Associação CAIS em Portugal, o A.E. Ramassá na Catalunha (o primeiro clube ONG de futebol em Espanha), o Dragones de Lavapies em Madrid, e torneios como a Homeless Word Cup, focada em combater o problema dos sem-abrigo (que deu origem ao filme The beautiful game), ou a FENIX Cup, para clubes de gestão democrática ou um propósito especial, e outras iniciativas mais institucionais como a Common Goal ou Football for the Goals das Nações Unidas.
Não sei exatamente a que se parecerá o futebol de impacto ou o futebol ético, mas tenho a certeza que será parecido com aquilo que devia ter sido."

Andebol: Os Oito Grandes da Europa e a ascensão portuguesa por detrás deles


"Os últimos cinco anos redesenharam o mapa do andebol europeu de clubes. O Barça construiu uma dinastia e depois teve de a defender; a Alemanha regressou ao topo através do Magdeburg e, mais recentemente, do Füchse Berlin; a Escandinávia produziu uma geração de eternos segundos no Aalborg; e, primeiro em silêncio, depois nem tanto, um clube português subiu até à elite.
Isto não é uma lista de nostalgia. Tomando como espinha dorsal o atual ranking europeu de clubes (à data de junho de 2026, que combina os resultados das últimas épocas na Liga dos Campeões, na Liga Europeia e nas provas continentais), ficam aqui as oito melhores equipas da Europa: como cada uma chegou até aqui nos últimos cinco anos, os resultados que as definem e os jogadores que as sustentam. E depois, porque me importa a mim e ao desporto no meu país, a história por baixo da tabela: a ascensão portuguesa, impulsionada por um motor de formação que continua a alimentar o topo.

1. SC Magdeburg (GER), 692 pontos
O percurso. Nenhum clube percorreu maior distância em cinco anos. O Magdeburg entrou neste período como equipa de Liga Europeia, finalista dessa segunda prova em 2022, e saiu dele como a força dominante da prova maior. Venceu a Liga dos Campeões em 2023 e de novo em 2025, juntou o Mundial de Clubes da IHF em 2024 e alcançou uma terceira Final4 consecutiva em 2026.
Resultados. Campeão da Liga dos Campeões em 2023 (30:29 após prolongamento frente ao Kielce) e em 2025 (32:26 sobre o Füchse Berlin); campeão do Mundo de Clubes em 2024; medalha de bronze em Colónia em 2026. Três presenças seguidas na Final4.
Melhores jogadores. Gísli Kristjánsson e Omar Ingi Magnússon formam o núcleo criativo islandês; o guardião Sergey Hernández assinou uma das grandes exibições de sempre numa final, em 2025. A mão de Bennet Wiegert no comando técnico é a constante.

2. FC Barcelona (ESP), 691 pontos
O percurso. A referência da era, e apenas a um ponto do topo no ranking. O Barça venceu quatro Ligas dos Campeões neste período e ergueu o 12.º troféu em 2026, o padrão pelo qual todos os outros se medem, mesmo numa época em que o ranking em bruto o coloca em segundo. Resultados. Campeão da Liga dos Campeões em 2021, 2022, 2024 e 2026; quarto lugar em 2025. Campeão quase permanente da ASOBAL em casa, com uma época 2025/26 de domínio quase total. Melhores jogadores. O capitão Dika Mem, tricampeão da Liga dos Campeões, comanda o ataque, e a sua saída anunciada para o Füchse Berlin em 2027 dá a este ciclo um travo de fim. Aleix Gómez (antigo melhor marcador da prova) e o guardião Gonzalo Pérez de Vargas continuam ao mais alto nível.

3. Füchse Berlin (GER), 654 pontos
O percurso. A melhor história de ascensão da Europa. Ausente de Colónia durante mais de uma década, o Füchse tornou se campeão alemão em 2025 e chegou depois a duas finais consecutivas da Liga dos Campeões, em 2025 e 2026, perdendo ambas, mas afirmando se como o projeto mais entusiasmante do desporto.
Resultados. Finalista da Liga dos Campeões em 2025 (frente ao Magdeburg) e em 2026 (frente ao Barça); campeão alemão em 2024/25.
Melhores jogadores. Mathias Gidsel, duas vezes Jogador Mundial do Ano pela IHF e detentor de um recorde de golos numa única época, batido em 2026, é a cara do clube e, talvez, do desporto. Lasse Andersson e o guardião Dejan Milosavljev (cujas defesas nos livres de sete metros afastaram o Veszprém em 2026) completam uma coluna vertebral temível, com Mem a chegar em 2027.

4. Aalborg Håndbold (DEN), 572 pontos
O percurso. O estandarte da Escandinávia e o mais doloroso quase da era. O Aalborg chegou à Final4 três vezes neste período e à final por duas, e perdeu ambas as finais para o mesmo adversário, o Barça. Resultados. Finalista da Liga dos Campeões em 2021 e 2024 (ambas frente ao Barça); de regresso à Final4 em 2026, onde terminou em quarto. Um modelo de consistência a que só faltou o troféu. Melhores jogadores. Sander Sagosen trouxe peso de craveira mundial à primeira linha, ao lado do emergente Simon Pytlick e da experiência de Aron Pálmarsson, um núcleo dinamarquês construído para continuar a bater à porta.

5. One Veszprém (HUN), 491 pontos
O percurso. O eterno candidato. O Veszprém passou os cinco anos como presença fixa nas fases decisivas sem conquistar a Liga dos Campeões, mas venceu o Mundial de Clubes da IHF em 2024, ao derrotar o Magdeburg, prova de um plantel que pertence ao topo absoluto.
Resultados. Campeão do Mundo de Clubes em 2024; presença regular na Final4 e nos quartos de final; eliminação nos quartos de final de 2026 decidida apenas nos livres de sete metros, frente ao Füchse Berlin.
Melhores jogadores. Nedim Remili e Hugo Descat conduzem um ataque cosmopolita, com Ivan Martinovic e o guardião Rodrigo Corrales a darem o equilíbrio.

6. HBC Nantes (FRA), 486 pontos
O percurso. O outsider francês que se instalou na elite, por vezes à frente do próprio Paris. O Nantes transformou percursos longos numa presença de pódio, confirmando que já não é surpresa nenhuma.
Resultados. Medalha de bronze da Liga dos Campeões em 2025, ao vencer o Barça por 30:25 no jogo do terceiro lugar; presença repetida nos quartos de final ao longo do período.
Melhores jogadores. O guardião Emil Nielsen está entre os melhores do mundo na sua posição; Aymeric Minne e Théo Monar fornecem o poder de fogo à frente dele.

7. THW Kiel (GER), 462 pontos
O percurso. O gigante silencioso. O Kiel abriu a era como campeão europeu em título (2020) e, embora um regresso a Colónia lhe tenha escapado ao longo destes cinco anos, a excelência continuada na Bundesliga e os percursos longos nas eliminatórias europeias mantêm no bem firme no topo do ranking.
Resultados. Sem Final4 no período, mas com presença constante na fase a eliminar e candidatura permanente ao título alemão; casa de um antigo melhor marcador da prova em Emil Madsen.
Melhores jogadores. Harald Reinkind e Emil Madsen encabeçam um plantel que nunca deixa de se reforçar, apoiado na tradicional disciplina defensiva do Kiel.

8. Sporting Clube de Portugal (POR), 447 pontos
O percurso. É este o salto. Durante quase todo o período, o Sporting foi presença habitual na Liga Europeia e superpotência doméstica. Em 2025/26 deu o passo em frente: uma campanha a sério na Liga dos Campeões, que o levou às eliminatórias de acesso aos quartos de final e o deixou empatado no total com o Veszprém dentro do grupo (64:64), e uma subida até aos oito primeiros da Europa, oitavo no ranking continental, empatado em pontos com o Flensburg e à frente de Szeged, Kielce e até do PSG.
Dez anos da minha vida foram passados a vestir este símbolo, por isso não vou fingir que sou neutro. Mas o número é o número: o Sporting é, neste momento, um clube europeu de elite pelos resultados, e não por sentimento.
Resultados. Acesso às eliminatórias da Liga dos Campeões em 2025/26; vencedor da Taça Challenge da EHF (2010 e 2017); o clube mais titulado da história de Portugal, com 23 títulos de campeão nacional (o mais recente em 2025) e 19 Taças de Portugal.
Melhores jogadores. O capitão Salvador Salvador encarna a identidade coletiva da equipa, construída em torno de uma espinha de internacionais portugueses que cresceram juntos ao longo do percurso das seleções.

Portugal em ascensão
O salto do Sporting para os oito primeiros não é um acaso, e não é a história toda. Por baixo dele existe uma cultura de andebol nacional a atingir um patamar que nunca antes tinha conseguido sustentar.
O FC Porto compete ao mais alto nível, ao lado do Sporting: presença na Liga dos Campeões, campeão nacional por diversas vezes (o 23.º título de Andebol 1 chegou em 2021/22) e 17.º clube do ranking europeu. O eixo Sporting e Porto, aguçado pelo Benfica e pelo ABC de Braga, transformou o campeonato português num verdadeiro terreno de prova, competitivo, e não numa procissão de uma só equipa. É essa qualidade interna que eleva os clubes quando pisam o palco europeu.
E por baixo dos clubes seniores está o motor que mais importa: os resultados da formação. Portugal já não é uma promessa, é uma fábrica. A seleção de juniores chegou à final do Campeonato do Mundo em 2025, cedendo apenas frente à Dinamarca; e conquistou a prata europeia em 2022 (em casa, no Porto) e de novo em 2024, depois de um segundo lugar já em 2010. Um marcador como Francisco Costa, que iluminou o Europeu de juniores de 2022, é exatamente o perfil que agora se gradua para o Sporting, para o Porto e para a seleção principal.
É isto a integração contínua: uma geração de ouro que passa, época após época, dos pódios de formação para as rotações das melhores equipas portuguesas e, cada vez mais, para a própria Liga dos Campeões. O Sporting em oitavo na Europa é a ponta visível de um manancial que se renova sem parar.

A época que aí vem: mais uma grande luta
Tudo aponta para um 2026/27 mais renhido, disputado sob o novo formato da prova.
No topo, Magdeburg e Barça estão separados por um único ponto no ranking, uma corrida ao título em miniatura, o campeão em título contra o campeão recordista, com o Barça a renovar se mesmo enquanto começa a contagem decrescente para a mudança de Dika Mem para o Füchse Berlin em 2027. O próprio Füchse chega com o atacante mais perigoso do mundo em Gidsel e uma primeira Liga dos Campeões como obsessão. O Aalborg continua a perseguir o troféu que já lhe escapou duas vezes em Colónia. Veszprém e Nantes espreitam, prontos a castigar qualquer deslize.
E o Sporting? A missão agora é transformar um lugar entre os oito primeiros num primeiro acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões, converter a chegada em permanência. Com o Porto a pressionar ao mais alto nível e uma geração de formação que acabou de alcançar uma final mundial, o andebol português nunca esteve tão bem colocado para forçar a entrada na festa dos grandes.
O mapa foi redesenhado. A próxima época é onde todos lutam para manter, ou conquistar, o seu lugar nele.
Força, e que vença a melhor luta."