Últimas indefectivações

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Campeão do Mundo, outra vez... e mais uma Prata !!!


Pimenta novamente Campeão Mundial, desta vez nos K1 5000m, um título que já lhe fugia a algum tempo!!!

E no K2 500m, João Ribeiro e Messias Baptista, terminaram em 2.º lugar, conquistando a Prata!

Um Mundial com 4 medalhas para Portugal, excelente participação.

Derrota...

Amarante 1 - 0 Benfica


Primeira derrota da temporada, num jogo onde sofremos cedo, e depois mesmo com mais posse de bola, acabámos por criar pouco perigo, com o adversário a aproveitar as transições, criando mais perigo...
Notou-se a falta do Gonçalo Moreira...

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Estoril

BI: Antevisão - Estoril

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles #S02E09 - Estoril

Verdade...

Agenda...

Energia...


"Há empresas que desaparecem porque o mundo muda e deixa de precisar delas. Há outras que desaparecem, ou estiveram em vias disso, porque, durante demasiado tempo, se esquecem daquilo que as tornou grandes. Com os clubes é exatamente igual.
Hoje parece difícil imaginar, mas a Apple em 1997 era uma empresa em declínio. Anos de decisões erradas, produtos a mais, prioridades a menos e sucessivas mudanças de liderança tinham transformado uma das empresas mais inovadoras do mundo numa organização à procura de uma razão para continuar a existir.
A empresa não tinha deixado de ter talento. Não tinha perdido a sua história, nem recursos. Tinha perdido uma coisa mais decisiva: energia. 
Foi nesse momento que Steve Jobs regressou. E antes do iMac, do iPod ou do iPhone, Jobs recuperou uma coisa que não aparecia nos balanços da empresa: a crença de que a Apple podia voltar a fazer coisas extraordinárias.
O Benfica destes dois últimos meses voltou a transmitir energia e devolveu aos adeptos a crença de que pode voltar ao topo. A comparação com a Apple é propositadamente exagerada, mas nem por isso deixa de haver semelhanças de contexto.
Depois de anos de enorme instabilidade, sucessivos treinadores, investimentos desproporcionados, contratações discutíveis, muitas falhadas, e uma equipa incapaz de transmitir aos adeptos a dimensão do clube, começou a instalar-se algo particularmente perigoso numa grande instituição: a normalização da mediocridade.
É por isso que o trabalho de Marco Silva nestes primeiros meses merece ser olhado para além dos resultados. Herdou problemas do passado e ainda trabalha sobre erros acumulados durante demasiado tempo, mas já conseguiu uma coisa que há poucos meses parecia difícil: recuperou a ambição da equipa. E, numa grande organização, recuperar a ambição pode ser o primeiro passo para recuperar tudo o resto. O Benfica de Marco Silva voltou a transmitir energia.
Isso não significa que tudo mude de repente e que o Benfica volte a ganhar o que deve ganhar. O futebol tem demasiadas variáveis para permitir esse tipo de certezas, mas significa que voltou a parecer possível.
As grandes organizações renascem quando alguém consegue alterar o estado de espírito coletivo e transformar resignação em ambição. Marco Silva está a conseguir fazê-lo, esperemos que tenha companhia dentro da SAD."

Perfect!!!

DAZN: Recap do fim-de-semana...

Benfica, Sporting, FC Porto e mais — não está na hora?


"As últimas semanas no futebol português voltaram a ser marcadas por provocações, mais ou menos disfarçadas, entre os líderes dos principais clubes. Nada de novo, portanto. É natural que presidentes de Benfica, Sporting e FC Porto discordem em temas de fundo que possam contrariar aquilo que entendem ser o melhor para os clubes que dirigem, que debatam e lutem para defender os respetivos direitos.
O que é incompreensível é a insistência em prejudicar aquele que é, afinal, o produto do negócio: o próprio futebol. Há problemas, claro que os há, e não são poucos nem de pouca dimensão. A falta de consciência em algumas tomadas de posição, porém, serve apenas e só — assim parece, pelo menos — para acicatar, provocar e alimentar os adeptos com mensagens que vão exatamente na direção contrária à ideal.
Rui Costa, presidente do Benfica, recusou, e muito bem, comentar as palavras de Frederico Varandas sobre a contratação de João Palhinha — a meu ver, deselegantes, sobretudo para o jogador, quando retira crédito ao valor da contratação pelo facto de o internacional português ter 31 anos.
Não faltam, no entanto, exemplos de presidentes a atacar presidentes, presidentes a bater de frente com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, respostas, comunicados, newsletters oficiais, gravações «filhas de pai incógnito» divulgadas na praça pública, suspeitas relacionadas com árbitros e cúpula dirigente ainda antes do início da nova época… é realmente demais.
Os adeptos desconfiam — na realidade sabem, mesmo que não o possam confirmar —, mas seria preciso tornar tão claro que no futebol nacional se joga quase tanto fora do campo como dentro dele?
Claro que desconheço, e desconhecemos, argumentos, dados importantes e fatores que influenciam, determinam e justificam modos de atuação, mas numa altura em que o foco deveria ser melhorar todo o contexto do futebol nacional, o que prometeu a antecâmara e o arranque de 2026/27 é… mais do mesmo. Os estádios melhoraram? Não. Os relvados? Não. As condições para potenciar as transmissões e o benefício do espetáculo deram passos em frente? Não me parece. Remodelações de quadros competitivos, uma ou outra ideia, mas de concreto a Liga portuguesa inicia uma nova temporada com nada de inovador para oferecer ao público — além da quantidade de caras novas nos plantéis e da expetativa de competição e esperança na conquista de títulos — e carregada com os mesmos defeitos.
O ar fresco que se adivinhava com presidentes novos e jovens, em clubes e instituições, discursos mais arejados, a promessa de uma nova direção para a liga nacional, temo não passará disso mesmo. Para quando a noção de que pode mesmo haver rivalidade e, ao mesmo tempo, uma consciência do bem maior?
Está mais do que na hora de os principais atores — e, já agora, não ficaria mal ao Governo assumir a liderança deste processo — se sentarem na mesma mesa e definirem uma estratégia além dos respetivos umbigos. E nem me chocaria se convidassem a Cindy Crawford e a Angelina Jolie para se sentarem e ficarem só ali, a olhar e sem precisarem de falar, como aquele anúncio de Brad Pitt a uma plataforma financeira. Certamente o tom da discussão passaria a ser mais ponderado e amistoso."

Benfica: sai Trubin, entra Ederson


"O plano que poderá estar a ser criado na Luz

O Benfica tem, a meu ver, um plano para a baliza: encontrar uma solução para Anatoliy Trubin e criar condições para o regresso de Ederson à Luz. Sai Trubin, entra Ederson. A equação é simples de escrever, mas bastante mais difícil de concretizar. Entre a necessidade de encontrar colocação para o internacional ucraniano e o enorme esforço salarial que implicaria recuperar o guarda-redes brasileiro, os últimos dias de mercado prometem transformar a baliza encarnada num dos dossiers mais interessantes até 31 de agosto.
Trubin chegou ao Benfica em 2023 como uma grande aposta de presente e futuro. Custou €10 milhões, mais €1 milhão por objetivos, ficando o Shakhtar Donetsk com direito a 40% de uma futura mais-valia. Tem contrato até 2028 e cláusula de €100 milhões. É, além disso, um dos jogadores com maior peso salarial no plantel encarnado e na Liga.
Três anos depois, o cenário mudou. Com Marco Silva, Samuel Soares conquistou a titularidade e Trubin passou para o banco. Uma decisão técnica, naturalmente, mas que ganha outra dimensão quando falamos de um internacional, de um ativo importante do clube e de um dos salários mais elevados do plantel. E aqui começa o problema…
Não considero que Samuel Soares, neste momento, dê ao Benfica todas as garantias necessárias para assumir, sem discussão, a baliza de uma equipa que tem obrigação de lutar pelo campeonato, Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga Europa. Tem 24 anos, conhece a casa, possui qualidade e margem de progressão. Pode até vir a demonstrar que estou errado, mas uma coisa é ter potencial para ser guarda-redes do Benfica, outra completamente diferente é estar preparado para ser, hoje, o dono da baliza do Benfica.
Se Trubin sair, há um nome que surge naturalmente: Ederson.
Há regressos que fazem sentido pela qualidade do jogador. Outros fazem sentido pela história. Este reúne as duas coisas. Ederson conhece o Benfica, conhece a Luz, é amado pelos adeptos e sabe o que significa jogar sob a pressão de ganhar. Foi no clube que se afirmou antes de partir, em 2017, para construir uma carreira extraordinária no Manchester City. Oito temporadas, 18 títulos e uma influência que foi muito além das defesas. Ederson ajudou a transformar a forma como olhamos para o guarda-redes no futebol moderno: deixou de ser apenas aquele que impede golos para ser também o primeiro jogador do processo ofensivo.
Hoje, aos 33 anos, encontra-se numa fase completamente diferente da carreira. Está no Fenerbahçe, mas a experiência turca não terá correspondido inteiramente ao que procurava. Já em maio surgiram notícias dando conta da sua insatisfação e vontade de procurar uma saída depois de apenas uma temporada.
O Benfica representaria algo diferente. Um regresso a uma cidade que adora, a uma casa que conhece, a um clube com o qual mantém uma forte ligação emocional e onde poderia voltar a competir por títulos. Desportivamente, percebo perfeitamente o interesse. Financeiramente, começa outra discussão…
Ederson recebe na Turquia valores completamente fora da realidade portuguesa - cerca de €12 milhões anuais. Mesmo admitindo, como acredito, que esteja disponível para reduzir drasticamente o vencimento para regressar à Luz, continuará sempre a representar um investimento salarial muito significativo. E é aqui que surge a grande pergunta: depois do enorme investimento realizado pelo Benfica para reforçar o plantel, nomeadamente com João Palhinha, haverá espaço financeiro para fazer mais um esforço desta dimensão?
Não me parece que o principal obstáculo seja necessariamente o valor de uma eventual transferência, o problema é o salário. Ederson pode querer regressar e o Benfica pode querer Ederson, mas entre duas vontades existe uma folha salarial que tem de continuar a fazer sentido para ambos.
É também por isto que custa olhar para aquilo que aconteceu recentemente no mercado português. Lukás Hornícek estava no SC Braga. Tem 24 anos, conhece a Liga, estava perfeitamente adaptado ao nosso futebol e, na minha opinião, reúne condições para se tornar num dos melhores guarda-redes europeus nos próximos anos. O Newcastle percebeu o potencial e pagou €30 milhões por ele. Benfica e FC Porto tiveram durante anos, praticamente à porta de casa, um guarda-redes que hoje já está a brilhar na Premier League. Falo de Benfica e FC Porto por razões distintas. No Benfica, a questão da baliza nunca me pareceu verdadeiramente encerrada, apesar das boas exibições que Trubin foi protagonizando — e até de um momento absolutamente improvável e inesquecível como o golo frente ao Real Madrid. No FC Porto, a realidade é outra: Diogo Costa é, na minha opinião, um dos cinco melhores guarda-redes do mundo e está claramente preparado para outros voos. A qualquer momento, um dos gigantes europeus poderá avançar para a sua contratação — e atenção ao Real Madrid. Não incluo o Sporting nesta discussão por uma razão simples: em Alvalade, a baliza está entregue.
Mas há outro caso ainda mais difícil de compreender: Ricardo Velho. Português, internacional, 28 anos, eleito melhor guarda-redes da Liga em 2023/24 e com provas dadas no Farense. Acabou de sair para o Aris de Salónica por um valor próximo dos €3,5 milhões. Como é possível que um guarda-redes internacional por Portugal, na flor da idade, conhecedor do campeonato e disponível por estes valores não tenha despertado maior interesse nos grandes clubes portugueses?
Não estou a dizer que Ricardo Velho tivesse obrigatoriamente de ser o titular do Benfica. Estou a falar de planeamento, antecipação e visão. De perceber que, por vezes, o mercado oferece soluções antes de existir um problema e que esperar pelo problema costuma tornar a solução muito mais cara…
Agora, porém, o Benfica já não está nessa fase. Tem uma decisão para tomar. Trubin perdeu a titularidade. Samuel Soares ganhou espaço, mas, na minha opinião, não oferece garantias suficientes para fechar a discussão. E Ederson reúne quase tudo aquilo que se procura numa solução imediata: qualidade, experiência, liderança, conhecimento do clube, identificação emocional e características perfeitamente adaptadas ao futebol que Marco Silva pretende implementar. Para além de ser um jogador amado pelos adeptos. Há apenas um enorme obstáculo: dinheiro.
É por isso que tudo começa em Trubin. O clube da Luz dificilmente poderá manter um dos seus ativos mais importantes e um dos maiores salários do plantel no banco e, simultaneamente, assumir o esforço financeiro necessário para contratar Ederson. Para uma peça entrar, outra terá primeiro de sair: sai Trubin, entra Ederson. Não significa que seja uma operação simples, muito menos que esteja garantida. O mercado terá de encontrar uma solução para Trubin, Ederson terá de fazer um esforço financeiro muito significativo e o Benfica terá de decidir até onde está disposto a ir para recuperar o internacional brasileiro.
Há uma coisa que me parece evidente: a baliza do Benfica, que nunca foi um tema totalmente encerrado com Trubin, transformou-se agora num problema que exige uma solução urgente, sob pena de comprometer não apenas os objetivos desportivos da equipa, mas também a gestão financeira de um dos ativos mais valiosos. Uma grande ironia desta situação é o facto do Benfica poder acabar por realizar um investimento extraordinário para resolver uma posição para a qual, há poucas semanas, existiam no futebol português soluções como Hornícek e Ricardo Velho.
O mercado de transferências também se faz de oportunidades. Das que aproveitamos e das que deixamos passar e não há tempo para olhar para trás. Trubin é a chave. Ederson é o desejo. E 4 de setembro é o limite…"

Nem todos são Samaris


"É interessante ver como protagonistas nas mesmas funções se adaptam à língua portuguesa; da conferência dos novos donos do E. Amadora aos casos de dois gregos no Benfica

O domínio da língua não decide jogos nem campeonatos, mas não é um mero detalhe: cria empatia e ajuda os protagonistas a ganhar um estatuto superlativo entre os adeptos, especialmente nos períodos áureos. Ao contrário dos nossos vizinhos espanhóis, o futebol português nunca foi demasiado exigente para com os estrangeiros no que respeita à forma como aprendem ou não o idioma local. Seja pela secular tradição de um país aberto ao mundo ou pelo entendimento de que, ao contrário de outras línguas latinas, assumiu-se que é muito mais difícil aprender a dizer bom dia do que buenos días.
Mas depois há as exceções. E quando nos lembramos delas, pensamos de como especiais se tornaram treinadores e jogadores. O esforço de Bobby Robson em usar as 50 palavras que conhecia de português entrelaçadas com o inglês nativo quando treinava o FC Porto (quem não se lembra do célebre «passe precise») ou o pouquíssimo tempo que demorou até Michel Preud’Homme dominar as palavras de Camões e Pessoa.
Vem isto a propósito da recente conferência de imprensa do novo presidente da SAD do Estrela da Amadora, o alemão Johannes Mosmang, num português mais do que esforçado. Não se trata apenas de um ato de relações públicas, revela vontade de aproximação às respetivas cores. E também respeito.
Não há qualquer código de conduta ou regras pré-definidas nestas situações, mas talvez fosse interessante aos clubes, principalmente àqueles que se podem dar ao luxo de o fazer, de exigir contratualmente o domínio mínimo do idioma do país onde trabalham e se expressam. Caso contrário, dependerá sempre de como exigentes são (ou não) as respetivas sociedades desportivas ou da vontade individual em aprender.
Basta recordar os exemplos de Vlachodimos e Samaris. Um esteve cinco anos no Benfica, ou outro seis. Ambos gregos (o guardião nasceu na Alemanha), mas duas formas distintas de ser e estar publicamente: o guarda-redes nunca falou em português, o médio já se atravessava com desenvoltura na sua segunda época na Luz.
Uma carreira não se define pela forma como cada um comunica, mas acredito que é um sinal identitário: Guardiola fez um esforço enorme para aprender alemão antes da sua primeira conferência de imprensa no Bayern e José Mourinho estudou italiano antes de se apresentar no Inter. Dos casos que ajudam a entender a força de um caldo cultural que coloca em perspetiva o lugar de cada um."

FC Porto e Sporting: quando um 'não assunto' se torna um problema


"Mora deixou marcas internas e ninguém quer ficar com o ónus de ter sido o responsável pela venda. Já Varandas sentiu necessidade de justificar o motivo pelo qual não avançou para a contratação de Palhinha.

No futebol existem vários caminhos que nos podem levar à vitória. Cada clube define a sua estratégia e a forma como a coloca em prática. Não tenho dúvidas de que quem dirige os clubes pretende ter sucesso. Sendo o futebol um desporto tão emocional, há decisões que os líderes tomam em consciência, mas que os deixam desconfortáveis. Nestes casos, um não assunto pode tornar-se em algo difícil de lidar.

A venda de Mora
O FC Porto vive duas realidades diferentes. No plano financeiro, ainda atravessa dificuldades, o que obriga a uma gestão muito rigorosa e racional. No plano desportivo, o cenário é mais alegre. O FC Porto voltou a vencer o campeonato num ano que ficou marcado pela chegada de Farioli e pela mudança substancial do plantel. Quando Villas-Boas contratou Farioli, sabia qual o caminho que estava a seguir.
O treinador portista imprime muita intensidade, fisicalidade e disciplina ao seu jogo. Muitas das ocasiões de golo que o FC Porto de Farioli cria surgem na sequência de recuperações altas ou em transições. Os jogadores mais irreverentes e que têm capacidade para desequilibrar no um contra um estão, por norma, nas alas. Num meio-campo que se quer de alta rotação, não há muito espaço para jogadores com perfis diferentes e que tenham como principal atributo a magia. Esta introdução explica a venda de Rodrigo Mora.
No plano financeiro, era fundamental gerar um encaixe substancial que permitisse equilibrar as contas e gerar liquidez para a operação diária ou reforçar o plantel. Na vertente desportiva, todos percebemos que o FC Porto pretendia vender alguém que não tivesse uma enorme influência na forma de jogar da equipa. A escolha óbvia foi Mora e destaco quatro motivos.
O primeiro é que é um jogador diferenciado, com enorme talento e que já demonstrou que pode fazer a diferença. O segundo é que, se analisarmos a forma de jogar de Farioli, dificilmente Mora iria ser um jogador fundamental. Aliás, com a contratação de Hwang, Mora passou para terceira opção. O terceiro é que, por ser um jogador da casa e ter um valor contabilístico de zero, o valor total da transferência entrará na totalidade como mais-valia contabilística, ajudando e muito a equilibrar as contas. O último ponto prende-se com a evolução do jogador. Mora sabia que não iria ser uma opção regular e que teria a possibilidade de ir trabalhar com um treinador que gosta de jogadores com as suas características, num grande clube como a Roma. Foi inclusivamente o maior investimento da história do clube italiano.
Então, se este foi um negócio que agradou a todas as partes, por que motivo tanto Farioli como Villas-Boas sentiram necessidade de se justificar perante os adeptos? Farioli, por exemplo, dedicou 12 minutos de uma conferência de imprensa a falar de Mora. Abordou os minutos que jogou, fez comparações com o jogador que jogava na mesma posição e tentou passar a imagem de que não foi por ele que Mora saiu.
Já Villas-Boas escreveu um editorial em que tentou dispersar este tema com comparações face ao rival Benfica e ao caso da saída de Diego Moreira. A ideia que fica é que um não assunto, desportivo e financeiro, deixou marcas internas e ninguém quer ficar com o ónus de ter sido o responsável pela venda de um miúdo que pode vir a ser um dos melhores do mundo. Só isto justifica a necessidade que tanto Farioli como Villas-Boas tiveram de se justificar através de comparações sem grande lógica.

A Imprensa do Sul
O FC Porto é um clube e uma marca reconhecidos internacionalmente. Se dentro do relvado esse estatuto foi justamente conquistado, fora das quatro linhas o cenário é diferente. 
A gestão de Pinto da Costa sempre fez questão de manter o FC Porto numa ótica regional: o Porto contra o poder de Lisboa! A chegada de Villas-Boas trouxe uma expectativa diferente. Os primeiros sinais foram positivos: uma gestão mais rigorosa e uma preocupação em expandir e gerar valor da marca.
Farioli, numa das últimas conferências de imprensa, foi infeliz na forma como se referiu «à comunicação do sul».
Para os mais fanáticos, este tipo de declarações demonstra que Farioli é um treinador à Porto. Para quem olha para o clube com uma perspetiva mais abrangente, este tipo de declarações não se enquadra no contexto atual. O FC Porto do século XXI é um clube que soube conquistar a Europa e o mundo nos relvados, e que agora se está a modernizar e a desenvolver num ecossistema cada vez mais global e competitivo.
Para que o futebol português se possa desenvolver e crescer, não basta apontar o dedo aos outros. É também determinante que cada um olhe para dentro e para si mesmo, contribuindo para melhorar a cultura desportiva e organizacional. Hoje em dia, os clubes não são avaliados apenas com base nos resultados desportivos. Como tal, nem todos os meios justificam os fins.

João Palhinha
Frederico Varandas sentiu necessidade de justificar o motivo pelo qual não avançou para a contratação de Palhinha. Não é usual ouvir presidentes explicar porque não contratam jogadores. Isto aconteceu porque o jogador acabou por assinar pelo rival Benfica e tinha uma ligação forte aos adeptos, depois de vários anos de grande profissionalismo e utilidade no Sporting.
A explicação até era simples. Varandas explicou que Palhinha não se enquadrava no projeto Sporting e que, pelos valores apresentados, a contratação não fazia sentido. Apesar de isto me parecer básico, é interessante a necessidade que teve de vir à praça pública explicar o processo. 
Acabou até por ser deselegante quando se referiu à gestão do rival, dizendo que «o Sporting não ia gastar tantos milhões num jogador«. Na realidade, qual o motivo que fez com que Varandas tivesse necessidade de se justificar? Parece-me óbvio: o facto de Palhinha ter assinado pelo Benfica e a preponderância que este pode vir a ter na época encarnada.
Para os adeptos não existe disciplina financeira, existem sim títulos e vitórias. A emoção está sempre presente e os líderes nunca vão conseguir controlar esta variável. A sua missão é mais abrangente. Enquanto os adeptos pensam no curto prazo, os líderes devem pensar e agir numa ótica mais alargada. Para os líderes, o importante não é hipotecar tudo para poder vencer um ano, mas sim criar condições para vencer de uma forma mais recorrente.

A VALORIZAR: GONÇALO RAMOS
Marcou grande golo no seu primeiro jogo em San Siro. Começa a justificar o investimento. Jorge Jesus deve estar atento.

A DESVALORIZAR: CARLOS CARVALHA
Chegou com expectativa elevada. A realidade tem sido outra. Hoje tem mais uma oportunidade de dar a volta ao momento negativo."

Falar Benfica #259 - Análise ao sorteio e calendário da Liga Europa

BF: Comunidade #2 - KAROUANI, MERCADO, MARCO SILVA...

Zero: Mercado - FC Porto com duas caras novas para o ataque

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto intocável, Benfica corta "gorduras" para fechar a loja

Observador: 17h - 17h. Patrícia Sampaio ganha bronze no Grand Slam de Lausanne

Puskas?!

Liga: Famalicão 0 - 0 Gil Vicente

Liga: Casa Pia 0 - 1 Moreirense

A dose certa de proteína: o que diz a ciência?


"A proteína desempenha um papel fundamental na remodelação muscular, recuperação e adaptação ao treino. Nos atletas, as necessidades proteicas parecem ser superiores às da população sedentária, não apenas para manutenção e aumento da massa muscular, mas também para compensar a maior oxidação de aminoácidos durante o exercício e ajudar nos processos de recuperação.
Os dados mais recentes, apontam para uma ingestão diária de aproximadamente 1,8 g/kg de peso corporal/dia em atletas de endurance. Este valor pode aumentar para cerca de 2,0 g/kg/dia ou mais em períodos de baixa disponibilidade energética, restrição de hidratos de carbono ou durante dias de recuperação. Por sua vez, para uma população mais sedentária, cerca de metade (0,9-1,2 g/kg de peso corporal por dia) poderá ser suficiente.
A distribuição da proteína ao longo do dia também parece ser relevante para maximizar a síntese proteica muscular.

É necessário tomar suplementos de proteína?
Não. Os suplementos não são indispensáveis para atingir as necessidades proteicas. Alimentos convencionais podem fornecer a proteína necessária. No entanto, os suplementos podem constituir uma solução prática e conveniente, sobretudo quando as necessidades proteicas são elevadas ou quando é necessário controlar a ingestão energética. Atualmente existem no mercado muitas opções de alimentos enriquecidos em proteína, como por exemplo os iogurtes proteicos, leites ou barras, além dos outros alimentos proteicos que sempre existiram, como a carne, peixe, ovos, etc…
Por exemplo, se um atleta de 80kg que necessitar de ingerir 160g de proteína por dia, facilmente as consegue atingir sem recorrer a suplementos. Ingerindo uma boa porção de carne ou peixe ao almoço e jantar e, colocando 20g de proteína em 3 lanches diários, por exemplo através da inclusão de ovos, queijo ou iogurtes, facilmente chega a este valor sem recorrer a suplementos de proteína. No entanto, por vezes, poderá ser mais prático usar o suplemento, dependendo das preferências e rotinas de cada um.

Preciso de consumir a proteína logo após o treino para usufruir da 'janela anabólica'?
O conceito de uma janela anabólica extremamente curta, segundo a qual seria obrigatório consumir proteína nos primeiros 60 minutos após o treino, não é sustentado pela evidência científica atual.
A síntese proteica muscular permanece sensível à ingestão proteica durante um período consideravelmente superior a uma hora após o exercício. A ingestão de proteína imediatamente antes ou depois do treino também pode produzir resultados semelhantes.
Assim, a quantidade total de proteína ingerida diariamente parece ser mais importante do que cumprir uma janela temporal rígida. A ingestão pós-treino continua, contudo, a ser uma estratégia prática para atingir as necessidades diárias.
Em suma, mais do que procurar uma quantidade perfeita ou preocupar-se excessivamente com o momento exato da ingestão, o mais importante é garantir uma ingestão de proteína adequada às necessidades individuais, distribuída ao longo do dia e integrada numa alimentação equilibrada. Para a maioria dos atletas, esta estratégia pode ser alcançada através de alimentos convencionais, sem necessidade obrigatória de recorrer a suplementos, embora possam ser utilizados em alguns casos."

domingo, 30 de agosto de 2026

Campeão do Mundo


Pimenta o imortal! Campeão do Mundo, pela terceira vez, aos 37 anos, na prova rainha da Canoagem de velocidade, K1 1000m.
Portugal de tempos em tempos, encontra estes atletas, que se transformam em lendas mundiais nas respectivas modalidades, muito por culpa da perseverança e teimosia individual destes individuos!
Parabéns Fernando...

Na Sexta, o K4 500m, Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, conquistaram a medalha de Bronze, numa distância que já é Olímpica!
Parabéns a todos...

Bom arranque...

Benfica 34 - 23 - Águas Santas
16-8

Excelente entrada no campeonato, boas indicações principalmente na defesa e nas transições, mas também fica a impressão que a equipa não tem capacidade de rotação para manter a intensidade o jogo todo! Falta-nos dois jogadores para o conseguir, um está lesionado, mas o outro não foi contratado! 

Calendário Europeu...


Como não podia de ser, apesar dum Sorteio 'morno', a construção do calendário, deu-nos a fava: um Milan-Benfica, 4 dias antes do Corruptos-Benfica!!!!!
Vamos ter uma sequência, logisticamente complicada: Funchal ao Sábado, Quarta seguinte, em Moreira de Cónegos, provavelmente Sábado na Luz com o Gil Vicente, Quarta em Milão e Domingo no Antro da Corrupção! 5 jogos, 4 deslocações, todos com 72h a 96h de diferença, com as viagens pelo meio... Numa altura, onde o plantel ainda não está consolidado, com o Capitão lesionado, e com os últimos reforços, ainda a ambientar-se...

59 faltas assinaladas = 1 Amarelo !!!

Segue...

Nada muda...

Day One | João Palhinha

UM BENFIQUISTA FELIZ NO BENFICA!

 

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

Prestianni e a rua como laboratório


"O miúdo recebe a bola. O treinador grita: «Dois toques.» O miúdo obedece. Domina. Passa. Corre para o lugar marcado. O treinador aplaude. Tudo limpo. Tudo rápido. Tudo certo.
É assim que se começa a fabricar um jogador moderno. Também pode ser assim que se começa a estragá-lo. Nunca houve tantos campos perfeitos. Tantos treinadores preparados. Tantos dados sobre crianças de 12 anos. A velocidade. A potência. O pé dominante. O número de decisões certas. O futebol sabe quase tudo sobre elas. Só não sabe quem seriam se as deixassem em paz.
Pablo Aimar contou o problema de uma forma difícil de esquecer. Irrita-o ouvir que já não existem jogadores criativos depois de centenas de treinos automatizados. É como ensinar uma criança a tocar piano seguindo sempre a mesma partitura e, anos depois, acusá-la de não saber improvisar.
Primeiro, tiramos-lhe a liberdade. Depois, perguntamos onde ficou a imaginação.
A academia não é o inimigo. Protege. Alimenta. Ensina. Dá relva, médicos, ginásios, acompanhamento escolar. Apanha um miúdo com talento e oferece-lhe uma estrada onde antes havia pedras. O problema começa quando também lhe diz por onde deve passar em cada curva.
Batistuta lamentou o desaparecimento daquele avançado que vivia para o golo. O 9 à antiga. Como ele. Como Vieri. Como tantos outros que não têm lugar no futebol moderno. Homens reconhecíveis pela função, pelo instinto, pela maneira de respirar dentro da área. O jogo, viciado na intensidade e no GPS, transformou-os em trabalhadores completos. Todos pressionam. Todos defendem. Todos interpretam o espaço. Todos cumprem.
Parece sensato. Mas quase tudo o que mata lentamente parece sensato. Falta ao jogador, por vezes, um lugar onde se possa perder. Esse lugar era a rua. A rua não tinha cones. Tinha buracos. Não tinha árbitro. Tinha discussões. Não tinha treinador. Tinha o maior, o mais velho, o dono da bola. As balizas eram duas pedras. O campo acabava num passeio, num muro ou no primeiro carro mal estacionado. 
Ali, o jogo não ensinava respostas. Criava problemas. A bola saltava mal. O espaço era curto. O adversário era mais velho e não queria saber da pedagogia. Era preciso sobreviver. Usar o corpo. Esconder a bola. Inventar um túnel. Descobrir um passe onde ninguém via passagem. Aprender que a vergonha de perder a bola durava menos do que a alegria de voltar a pedi-la. Ninguém dizia ao miúdo para ser criativo. A criatividade era a única saída. Esse tipo de jogador está em vias de extinção. Por isso, é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni.
A fazer um grande arranque de época, com apenas 20 anos, o miúdo argentino joga como se ainda trouxesse a rua agarrada às botas. Recebe a bola e procura o adversário. Não para fugir dele. Para o desafiar. Ainda acredita que uma finta pode servir para chegar à baliza. Ou apenas para provar que era possível. Pertence a essa espécie cada vez mais rara. A daqueles jogadores que rasgam o guião e fazem as suas próprias regras quando têm a bola. A desobediência pela banalidade é a melhor arma de Prestianni.
O Brasil construiu uma parte da sua grandeza nesses lugares. Na praia. Na várzea. No asfalto. Na favela. Em campos tortos onde a geometria oficial não servia. Garrincha não driblava apesar das pernas tortas. Driblava com elas. Romário encontrava espaço onde nem dava para montar uma cabine telefónica. Ronaldinho tratava a bola como um brinquedo porque, antes de se tornar profissão, tinha sido isso. E, para ele, nunca deixou de ser isso. O seu brinquedo preferido.
O Brasil tem hoje academias melhores. Centros de treino de qualidade. Metodologias importadas. Jovens mais fortes, mais rápidos, preparados para chegar à Europa aos 17 anos e perceber o que o treinador lhes pede.
É o progresso, dizem. Mas o progresso tem sempre uma fatura. Ao aproximar-se da Europa, o Brasil também se afasta de si próprio. Produz laterais que sabem entrar por dentro. Médios que dão equilíbrio. Extremos que pressionam. Jogadores prontos para o sistema. Verdade. Mas antes o sistema é que tinha de estar pronto para eles.
Não se trata de pedir o regresso romântico a uma infância pobre. A rua também era abandono. Também era falta de condições. Ninguém deve confundir carência com método. Um buraco no asfalto não é um plano de formação.
Mas havia naquele caos uma coisa preciosa. Tempo sem adultos. Tempo sem instruções. Tempo para fazer uma coisa inútil muitas vezes até ela se tornar genial.
As academias querem eliminar o erro. A rua precisava dele. Um drible falhado não saía no relatório. Não custava a titularidade. Custava uma gargalhada dos outros. E a resposta chegava na jogada seguinte.
Hoje, um miúdo perde a bola e olha para o banco. Antes, perdia a bola e tentava outra loucura. Quem olha para o banco procura autorização. Quem olha para a bola procura uma solução.
O futebol moderno não expulsou os artistas. Fez algo mais eficaz. Educou-os para não incomodarem. Ensinou-lhes o momento certo para arriscar, a zona certa para fintar, a percentagem aceitável de perigo. Deu-lhes liberdade dentro de um quadrado desenhado no chão. Uma liberdade vigiada.
Depois aparecem treinadores a pedir jogadores capazes de desbloquear jogos fechados. Querem alguém que veja o que os outros não vêem. Alguém que rompa uma linha. Alguém que invente. Mas a invenção não nasce por ordem. O rasgo não vem no plano semanal.
A solução não é destruir a academia. É abrir-lhe uma janela. Criar espaços onde o treinador se cale. Onde não haja limite de toques. Onde o melhor jogador não seja o que erra menos, mas o que imagina mais. O caminho passa por levar a rua para dentro do laboratório. Não a pobreza. Não o abandono. Não a falta de meios. A liberdade.
O futebol precisa de jogadores bem formados. Claro que precisa. Mas também precisa de um miúdo que receba a bola, ouça o treinador gritar «dois toques» e, por um segundo, finja que não ouviu."

A propósito de Palhinha


"Um texto que pretende deixar bem claro tudo aquilo que um bom profissional deve fazer, e que pode servir de reflexão àqueles adeptos que ainda vivem no tempo em que a lei da opção escravizava os jogadores, cerceando-lhes os direitos…

Não há forma do futebol português se libertar de uma doença irritante e profundamente canhestra chamada «clubite». Porquê essa necessidade de exigir que um jogador pago para dar o melhor de si, sinta pela instituição o mesmo amor cego, lírico e apaixonado, não obstante legítimo, que um adepto sente, no topo da bancada? Não chega jogar bem; é como se os sócios dos clubes gostassem de ser enganados pelas juras de amor eterno, que só são eternas enquanto duram, o que é, convenhamos, é um disparate de todo o tamanho.
O futebol moderno é, por natureza, desapaixonado nas secretarias e frenético no relvado. O que deve pedir-se a um profissional não é paixão de infância, é brio. É que corra, que se esfarrape, que não encolha a perna e jogue até ao limite das suas forças. Se fizer isto tudo com honestidade, cumpriu a sua parte. A sua alma pertence-lhe a ele. Será que André Villas-Boas, quando treinava o Marselha, não queria ganhar ao FC Porto? Ou Frederico Varandas, quando defrontava o Sporting como médico do V. Setúbal, não torcia pelo triunfo sadino? Ou Rui Costa, que até marcou na Luz ao Benfica, nunca deu tudo nos encarnados, nos ‘viola’ ou nos ‘rossoneri’?
Saltemos, então, para o caso de João Palhinha. Um homem forjado nas escolas do Sporting, que ‘dava a vida’ em cada lance, mas que guardava a quota de sócio do Benfica na carteira desde os dez anos. E então? Alguma vez correu menos por causa disso? Alguma vez se poupou para proteger o coração encarnado? Claro que não. Foi exemplar porque sabia perfeitamente a diferença entre a sua obrigação aos domingos e a nostalgia dos seus afetos privados.
Valerá a pena, aqui chegado, falar de Rui Jordão, um príncipe, dentro e fora das quatro linhas, que depois de ter brilhado no Benfica, foi estrela cintilante do Sporting, sem nunca renegar o passado. Jordão era sportinguista e mesmo assim, no ano do centenário do clube de Cosme Damião, compareceu a um almoço de velhas glórias do Benfica. Foi lá por respeito aos amigos e a um clube que representou, mas teve a delicadeza soberba de recusar manifestações que fossem para além disso . Não precisou de ser falso para com o Sporting, nem mal-educado para com o Benfica. Foi apenas um senhor.
No meio do turbilhão de um jogo, as camisolas são a nossa pele e a pele dos nossos companheiros. Ali, embora haja lealdade à direção, aos adeptos e à história do clube, tudo se resume a um ‘nós’ contra ‘eles’, ao companheiro do lado que está a suar a mesma camisola e a defender a mesma trincheira, e aos ‘outros’, que nos querem derrotar.
Tudo o resto — as discussões azedas sobre quem ama mais o quê — é apenas conversa para encher o tempo nos cafés. O futebol de elite agradece um bocado menos de dramatismo e muito mais dignidade. A dignidade que está em cada profissional que atravessa a carreira sempre de cabeça erguida."

A vitória extraordinária de Portugal e a vitória inevitável do Sporting


"Seleção Nacional de basquetebol fez história; leão cumpriu a obrigação; e a razão pela qual o sorteio da Liga Europa poderá ter aproximado o Benfica do título

A Seleção Portuguesa de basquetebol fez história, ontem, ao vencer pela primeira vez a Espanha em jogos oficiais. E fora de casa.
É certo que esta Espanha já não é a dos irmãos Gasol, de Ricky Rubio, de Rudy Fernández ou até de Sergio Lull. O seu mais conceituado jogador da atualidade é provavelmente Santi Aldama, trocado este verão dos Memphis Grizzlies para os Dallas Mavericks, que nem defrontou os linces.
Há dois anos, a Espanha não foi além do 10.º lugar nos Jogos Olímpicos (com 12 seleções na fase final). Mas na primeira fase da qualificação só tinha perdido um jogo, por dois pontos, na Geórgia, e nas cinco vitórias a mais curta tinha sido por dez.
Só que os nomes não ganham jogos. Pelo menos os nomes dos países. Para Portugal, dois nomes ajudaram a fazer toda a diferença: Neemias Queta e Rúben Prey. O primeiro é titular de uma das melhores equipas da NBA, os Boston Celtics; o segundo, depois de dois anos a amargar no banco, tem prometido o lugar de titular num dos mais conceituados programas do basquetebol universitário norte-americano, St. John's.
O problema é que o basquetebol não é como o futebol. Não há um calendário internacional com pausas para seleções, não há obrigação de libertar jogadores, e Neemy e Rúben só podem jogar no verão, quando a NBA e a NCAA estão em pausa. Por isso, ainda não tinham jogado nesta qualificação, em que Portugal tinha vencido três jogos e perdido três.
Com eles dois, os linces são outra coisa. Mas mesmo com eles, mesmo com todas as circunstâncias, vencer fora a Espanha é algo extraordinário, se calhar irrepetível, porque no próximo jogo, em casa, a 26 de fevereiro, nem Neemias Queta nem Rúben Prey vão estar disponíveis.

O grande desafio do Sporting
Se a vitória de Portugal foi um acontecimento, a do Sporting frente ao Rio Ave, em Vila do Conde, a abrir a quarta jornada da Liga de futebol, dificilmente seria menos surpreendente.
É certo que, tal como aconteceu com os linces, as circunstâncias ajudaram o leão, a começar pelo golo de Flávio Gonçalves logo a abrir. Antes da meia hora a vitória estava garantida, aos 37' a goleada estava fechada. Mas ficou a sensação de que seria apenas uma questão de quando, não de se.
A diferença entre os candidatos ao título e o resto é cada vez maior, mesmo considerando os empates (claramente acidentais) de Sporting e Benfica logo a abrir o campeonato. Possivelmente, a Liga será decidida nos jogos entre eles, como já foi de certa forma no ano passado, pelo menos entre os dois primeiros, depois de o Sporting perder 14 pontos (em 18 possíveis) nos jogos com FC Porto, Benfica e SC Braga (nos restantes perdeu 6 pontos em 84).
Os muitos empates do Benfica tiraram-no da corrida e o FC Porto não facilitou (mesmo não tendo conseguido ganhar às águias). Mas mais do que a mudança de treinador na Luz, e os primeiros sinais de Marco Silva são muito positivos, há uma alteração de cenário que pode ser decisiva: desta vez é o FC Porto que está na Champions e o Benfica na Europa League.
E olhando para o sorteio de ontem da segunda competição europeia, os encarnados parecem ter um calendário suficientemente acessível na fase de liga para fazerem o que o dragão fez há um ano: pouparem na UEFA e acelerarem no campeonato. Se o fizerem, estarão provavelmente mais perto do título."

Mundial 2030: agarramos ou lamentamos?…


"Mundial 2030 começa amanhã, e é oportunidade sagrada para convocar os nossos melhores Deuses: receber bem, tratar melhor, considerar acima da média e valorizar os nossos bens.

Se, no final do século passado, me dissessem que Portugal iria organizar uma fase final de um Mundial de futebol, diria que estavam loucos. Mesmo um Europeu. Em 1999, quando foi outorgada ao país a realização do Euro 2004, estávamos perante um sonho dificilmente justificável.
Porque foi isso mesmo: um sonho, com todos os riscos e loucuras mas, também, com um lobby muito importante, que agrupou dirigentes federativos, figuras do futebol e instituições governativas para, junto da UEFA, conseguirem para o país algo pouco verosímil alguns anos antes.
Há, sempre, que juntar vontades, organização e talento. Essa é a trilogia do sucesso, sobretudo quando se trabalha em patamares sempre alvo de grande pressão internacional, e cuja visibilidade pode alavancar fatores económicos e de desenvolvimento que muito dificilmente teriam a mesma notoriedade com qualquer outro evento que não tivesse a ver com o desporto-rei.
Ora o mesmo se passa agora. O Mundial 2030 é amanhã. Com 48 seleções (no mínimo, não vá a FIFA adicionar mais 16, para um formato inédito com 64, para comemorar o centenário da maior competição do planeta).
Porque é disso que se trata: a maior, juntamente com os Jogos Olímpicos (também de periodicidade quadrienal), e com a Volta a França, na sua peculiaridade anual. Por tudo o que movimenta, em várias áreas e em múltiplas dimensões, o Mundial 2030 não pode ser negligenciado. Representa uma dourada oportunidade para um pequeno e periférico país europeu (sim, não nos desviemos da efetiva realidade portuguesa…). Representa uma possibilidade de difusão de imagem transversalmente para o mundo inteiro, sabendo que o minuto de televisão está pela hora da morte, e que tudo o que se puder arregimentar, em torno da promoção e da projeção nacionais, será de uma dimensão sem preço.
Estamos preparados? Tem Portugal a noção do que aí vem? Quer do ponto de vista da promoção direta junto de 47 potenciais delegações visitantes (embora muitas não cheguem a pisar solo nacional, em face da tripolaridade organizativa, que engloba também Espanha e Marrocos), quer do reconhecimento — após avaliação — dos media de todos os recantos do mundo, quer da sensibilidade única dos turistas oriundos das calendas, e que querem o melhor ambiente, a melhor gastronomia, a melhor hotelaria, o melhor atendimento…
Está Portugal preparado? Mais do que isso, ou mesmo muito antes disso: está Portugal ciente do imenso desafio que se lhe coloca adiante, e que chega à velocidade da luz, considerando que a consolidação das estruturas e das conjunturas é imediata?
As estruturas turísticas e hoteleiras, agregando aqui o peso da restauração, na qualidade dos produtos confecionados e consumidos mas, sobretudo, no atendimento, que devemos projetar até aos mais elevados patamares.
A dimensão desportiva, dos valores acrescentados pelos centros de estágio e de treino e pelas mais-valias das condições diretamente proporcionadas a cada delegação que pisar o país.
A dimensão humana, na consciência direta da responsabilidade que é receber o Mundial do centenário e, essencialmente, da oportunidade magnânima que significa acolher um evento cuja transversalidade e lucros advenientes são dificilmente projetáveis à partida, e decerto também surpreendentemente mensuráveis à chegada.
O Mundial 2030 é uma inolvidável oportunidade para vender Portugal. Na sua óbvia dimensão desportiva, diretamente relacionada com as seleções participantes e com o calendário a apurar, mas também, numa visão holística e abrangente, na dimensão turística, cultural e patrimonial.
Será difícil encontrar um território tão pequeno e tão rico, nesses aspetos, e que permita, por consequência direta deste facto, uma programação coordenada, pensada e articulada da difusão ampla de uma imagem que concatene valores históricos, de património, de gastronomia, de natureza e de humanismo.
Cinco vertentes de uma mão cheia de mais-valias, que devem ser pensadas em concreto, de per si, mas com a perspetiva de um enquadramento conjunto, que permita ao país ser o melhor embaixador de si próprio e a melhor jogada de trunfo para o médio e longo prazo.
Porque, se os 104 jogos (101 serão disputados entre Espanha, Portugal e Marrocos) se esgotam em cinco semanas e meia, o rasto que, colateralmente, eles irão provocar, permanece, para o bem e para o mal, para uma ou duas gerações vindouras.
Portugal tem a grande vantagem de não necessitar de criar estruturas de raiz: excelentes vias de comunicação, magníficas estruturas hoteleiras, bons centros de treino, acessos tranquilos e seguros (Beja e o seu aeroporto serão sempre determinantes, no quadro de um evento tão específico…).
Então, potenciemos o que de nós diretamente depende: a qualidade no atendimento, a confeção de pratos que nos diferenciam, o sorriso, os castelos que exalam história, as praias que convocam banhos, a orografia generosa de um território multiforme, sempre considerando uma tão pequena e contida dimensão geográfica.
Sejamos competentes. O Mundial 2030 começa amanhã, e é uma oportunidade sagrada para convocar os nossos melhores Deuses: receber bem, tratar melhor, considerar acima da média e valorizar os nossos bens. Sejamos mais do que portugueses. Sejamos do Mundo, que o mundo saberá reconhecer. E recompensar.

Cartão branco
Não é fácil regressar. Ainda mais, regressar a um clube com a dimensão e a história do Real Madrid. E se é certo que a vitória em Barcelona, frente ao Espanhol, caiu do céu, não é menos verdade que a segunda parte dos merengues, no Bernabéu, frente à Real Sociedad, foi convincente.
José Mourinho ganhou o primeiro round, frente aos descrentes no retorno ao banco blanco. Ganhou Mbappé e parece ter ganho Vinícius. O mágico aí está, bem vivo e seguro de que, afinal, experiência e tempo não se compram na farmácia…

Cartão vermelho
Tão feio, mas tão feio!… Ao intervalo, no jogo entre Vasco e Vitória, para a Taça do Brasil, uma perseguição à equipa de arbitragem, que havia expulso um jogador vascaíno no decurso da primeira parte do jogo.
As imagens são eloquentes: de filho da p... (o menos grave dos ditames…) a coisas ainda mais indizíveis e impensáveis, por parte dos dirigentes e staff do Vasco da Gama. O futebol brasileiro tem coisas fantásticas, gente única. E energúmenos que não valem nada."

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Puerta aberta: médio colombiano quer o Benfica

BF: Puerta?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Sporting goleia, mas os jogadores ainda não festejam. Porquê?

Ambição na Liga Europa


"Em destaque nesta edição da BNews, as declarações de Mário Branco acerca da participação europeia do Benfica na presente temporada.

1. Honrar os pergaminhos benfiquistas
Mário Branco, diretor-geral para o futebol profissional do Benfica, refere a abordagem europeia do Clube: "O lugar natural do SL Benfica é a Liga dos Campeões, pelo que tudo faremos para que esta presença na Liga Europa seja a exceção que confirma a regra. Aqui chegados, e depois de ultrapassadas com distinção as três fases de qualificação, vamos encarar esta prova com ambição e respeito pelos adversários e pela história e pergaminhos europeus do SL Benfica."

2. Adversários na Liga Europa
Conheça, em detalhe, os 8 adversários do Benfica na fase de liga da Liga Europa.

3. Seja onde for
O apoio à chegada a Beja da comitiva benfiquista regressada da Dinamarca.

4. Agenda do fim de semana
No futebol de formação, hoje jogam, no Benfica Campus, os Juniores com a União de Leiria (16h30) e os Iniciados com o Portimonense (15h00). Domingo, a equipa B visita o Amarante (11h00) e os Juvenis deslocam-se ao reduto do Amora (17h00).
Em andebol, neste sábado na Luz, a equipa masculina recebe a Águas Santas (15h00) e a feminina é anfitriã do Feirense (19h00).
Nota ainda para a participação em torneios das equipas masculina (International Masters) e feminina (Copa Ibérica) de futsal.

5. Continuar a ganhar
Em entrevista à BTV, Mónica Jorge, diretora-geral para o futebol feminino do Benfica, partilha os objetivos da temporada: "O Benfica, sempre que entra em competições, é sempre para pensar no melhor e alcançar vitórias de jogo a jogo. Ser Benfica em todos os momentos e tentar conquistar todas as competições em que entramos."

6. Entrevista
Diana Gomes faz um balanço da primeira temporada de águia ao peito, na qual ajudou o Benfica a perfazer uma dobradinha no futebol no feminino, e aborda a nova época.

7. Movimentações do defeso
A futebolista Joana Valente é cedida, por empréstimo, ao Valadares Gaia. A basquetebolista Josephine Filipe está de regresso ao Benfica.
E Pedro Henriques, guarda-redes de hóquei em patins, prolonga a ligação ao Clube.

8. Mais apoio ao Benfica
Conheça o novo modelo de acesso às Modalidades para a época 2026/27, assente em dois objetivos: valorizar a presença dos Sócios nos Pavilhões e premiar quem apoia regularmente ao longo da época.

9. Campeonatos mundiais de velocidade
Acompanhe a prestação dos canoístas do Benfica. Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha conquistaram o bronze em K4 500 metros.

10. Recorde nacional 
Fatoumata Diallo bate recorde de Portugal nos 400 metros barreiras.

11. Casa Benfica Grândola
O 11.º Circuito Ciclista Jorge Nunes em destaque."

Sem dúvida...

Agência de empregos?!

É só reflexões !!!

O Clube dos heterônimos !!!

Futpedia #24 - QUEM É O IMPOSTOR? FT. PESTANATORI

Liga: Académico 0 - 3 Corruptos

Liga: Arouca 2 - 1 Marítimo

Liga: Alverca 1 - 1 Santa Clara

Liga: Rio Ave 0 - 4 Sporting

Vinte e Um - Como eu vi - Aarhus

El precio de ser ídolo

sábado, 29 de agosto de 2026

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Que Optimismo é Este?!

Vitória histórica...

Liga Europa


Finalmente, um Sorteio 'aceitável', com o Benfica a desviar-se das principais armadilhas, que havia nos Potes inferiores! Acabámos por 'fugir' aos Ingleses, aos Franceses, aos Espanhóis e ao Alemão!  Teria que calhar duas equipas do Pote 1, acabou por ser o AZ e o Milan fora: o único jogo onde o Benfica não é favorito!

Agora, ser favorito e ganhar, são coisas distintas! O Mercado ainda não fechou, as coisas podem melhorar ou piorar... depois vão existir sempre lesões... e talvez, o mais importante, o encaixe no calendário!

Será importante pontuar cedo, nas primeiras jornadas. O grande objetivo para já, será um dos primeiros 8 lugares, pontuando cedo, poderemos gerir o plantel de outra forma em Novembro e Dezembro. Terminando nos 8 primeiros, teremos menos 2 jogos em Fevereiro!

Garantir um plantel capaz de rodar, quase a 100% entre Tugão e Europa será fundamental...

O ano passado fomos surpreendidos na Luz, pelo Qarabag, nenhum adversário será fácil, o nível de motivação destas equipas menos conhecidas, ao defrontarem o Benfica, será enorme...

Análise...

BI: Sorteio...

5 Minutos: Live - Sorteio...

Daizer: Sorteio...

DAZN: Sorteio...

11: Sorteio...

Zero: Sorteio...

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #64 - Vitória na Dinamarca, Sorteio Liga Europa e recepção Estoril-Praia

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E12 - Aarhus

Fura-Redes: Circati...

A Verdade do Tadeia - 2027/04: A Europa para 2027

MasterVi: Mercado...