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segunda-feira, 27 de julho de 2026

James, Jordan, Messi, Ronaldo… Eu vi-os!


"Jordan não diminui LeBron. LeBron não apaga Jordan. Messi não retira um centímetro à grandeza de Cristiano. Cristiano não apaga as pinceladas fantásticas de Messi. Pelo contrário. Uns engrandecem os outros.

LeBron James vai trocar os Los Angeles Lakers pelos Philadelphia 76ers e, aos 41 anos, prepara-se para entrar na 24.ª temporada da carreira, um dos inúmeros recordes que ostenta na NBA. Sem me dar conta, olho para trás e constato que tenho sido um sortudo. Costumamos entreter-nos naquelas discussões intermináveis sobre quem é o melhor, no caso do basquetebol a envolver king James e Michael Jordan.
Sim, o debate eterno e planetário é outro, protagonizado por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Conversas apaixonantes, mas que impedem-nos tantas vezes de apreciar o essencial — gastamos demasiadas energias a argumentar sobre quem deve ser o número um sem percebermos que o verdadeiro privilégio foi vê-los em ação do primeiro ao último capítulo de histórias de encantar.
Um argentino a tornar-se num génio que obrigou os compatriotas a compará-lo a Diego Maradona, ou seja, a Deus. Lionel Messi fez-nos acreditar de novo que a bola podia ser uma extensão do corpo e continua a provar que nunca houve um jogador tão sublime a assistir como a faturar.
Um português a conquistar o mundo com arte única para gritar golo. Cristiano Ronaldo fez do talento o ponto de partida e com uma ética de trabalho indestrutível o improvável é só rotina.
Um rapaz de Akron, no Ohio, a desafiar os limites. LeBron James é a imagem da excelência que atravessa diferentes gerações, treinadores, estilos de jogo, companheiros e adversários.
Ou aquele senhor de língua de fora que parecia voar sempre um pouco mais alto do que a concorrência. Michael Jordan jogava como se cada posse de bola fosse uma questão de vida ou de morte. Air Jordan transformou a NBA num fenómeno global e criou uma imagem de invencibilidade que ainda hoje serve de medida para todos os que vieram depois.
Jordan não diminui LeBron. LeBron não apaga Jordan. Messi não retira um centímetro à grandeza de Cristiano. Cristiano não apaga as pinceladas fantásticas de Messi. Pelo contrário. Uns engrandeceram os outros.
Será difícil às gerações futuras entenderem o que significava viver numa época em que, jogo após jogo, éramos capazes de abrir a boca de espanto. Um drible impossível. Um remate do meio da rua. Um lançamento sobre a buzina. Um afundanço com estrondo. Os recordes serão batidos, os títulos poderão ser igualados. É a natureza do desporto. O que dificilmente voltará a repetir-se é a coincidência histórica de quatro atletas com impacto tão profundo.
Eu tive a sorte de os ver aos quatro!"

A importância da Medicina Dentária Desportiva


"Não existe desempenho desportivo sem saúde. E não existe saúde plena sem saúde oral.
O desporto evoluiu e tornou-se cada vez mais exigente. Em paralelo, a Medicina Dentária acompanha essa evolução, assumindo um papel integrado no acompanhamento do atleta, desde a avaliação clínica e prevenção de lesões orofaciais até à intervenção em contexto competitivo.
Esta realidade traz consigo novas responsabilidades. A formação deve acompanhar a evolução da Medicina Dentária e responder às necessidades emergentes da sociedade e do desporto, preparando profissionais capazes de integrar equipas multidisciplinares, compreender as exigências específicas da prática desportiva e contribuir para uma abordagem integrada da saúde do atleta. A Medicina Dentária Desportiva exige conhecimentos e competências próprias. Não basta reconhecer uma lesão; é necessário compreender o mecanismo do trauma, interpretar as estruturas envolvidas e decidir a abordagem mais adequada em cada situação clínica.
Hoje, a Medicina Dentária Desportiva assume um papel determinante ao integrar a saúde oral numa abordagem global do atleta. Ao aliar prevenção, avaliação clínica, atuação em contexto de urgência e acompanhamento continuado, contribui para proteger a saúde do atleta, otimizar a resposta perante situações de urgência e promover uma prática desportiva mais segura, mais informada e centrada no atleta.
Perante um traumatismo orofacial, onde muitos veem apenas sangue, o médico dentista com formação específica consegue interpretar o que está por detrás da lesão. É essa leitura clínica que orienta a decisão e a intervenção imediata em contexto de sideline.
A Medicina Dentária Desportiva não vive da reação. Vive da antecipação.
A consulta de pré-época começa por uma pergunta essencial: o que deve ser avaliado no atleta? 
O atleta não pode ser visto apenas quando se lesiona. Tem de ser acompanhado antes, durante e depois da época competitiva. A avaliação clínica, a identificação de fatores de risco e a definição de estratégias de prevenção e proteção permitem antecipar problemas antes de se manifestarem clinicamente.
Ensinar Medicina Dentária Desportiva implica aproximar os profissionais e estudantes da realidade clínica e desportiva, porque é no contacto com o atleta que o conhecimento ganha verdadeiro significado. É essa proximidade entre a formação, a investigação e o terreno que prepara profissionais mais competentes e uma Medicina Dentária capaz de responder aos desafios do futuro do desporto.
A excelência clínica não se mede apenas pela forma como se trata uma lesão. Mede-se pela capacidade de a antecipar, interpretá-la e acompanhar o atleta antes, durante e depois da competição."