Últimas indefectivações

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa o mercado que o fundo americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) renunciou à aquisição de uma participação qualificada no capital social da Benfica SAD.
Durante o período de tempo previsto no pré-acordo com o Grupo Valouro e José António dos Santos, foram mantidas com o EEP reuniões produtivas e encetada uma troca de informação que conduziu a um entendimento comum entre ambas as partes de que, face ao seu plano de crescimento e investimento em participações minoritárias noutros clubes europeus, o perímetro futuro do EEP poderia colidir com princípios de não concorrência, previstos nos Estatutos da Benfica SAD.
Nesse sentido, para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD."

Reagir...

Sporting 8 - 2 Benfica

Tinha pedido para não repetir o jogo da Champions, mas foi isso que aconteceu! A ausência do André Coelho explica alguma coisa, mas a quantidade de erros individuais absurdos que deram golos ao adversário, matou o jogo!
Ir com tudo para o jogo 3...

Craque!

Estragaram os planos ao 'pompiere' Amorim


"Ruben Amorim deixou que Ibrahimovic 'estragasse' os planos para 2026/27: mantém a rotina de lutar por títulos e pode agora também deixar algum espaço para o acaso

Celebrizada por Salvador Sobral - mas cantada anteriormente por Joana Barra Vaz no Festival da Canção de 2018, ano em que Ruben Amorim iniciou a carreira de treinador -, a canção «Anda estragar-me os planos» é banda sonora ideal para o novo desafio do técnico.
Não foi o Benfica, foi outra paixão de infância a baralhar as ideias de Ruben, que abdicou do ano sabático que tinha em mente para aceitar um convite do ilustre AC Milan, clube que tinha o sonho de treinar, conforme revelou em entrevista de 2017, ao Expresso.
As cassetes de Paolo Maldini, Franco Baresi, Ruud Gullit, Frank Rijkaard e Dejan Savicevic talvez tenham influenciado o regresso antecipado aos bancos, já em 2026/27, e se o timing não foi o previsto, o destino segue o planeado, novamente no estrangeiro. Depois de Casa Pia, SC Braga, Sporting e Manchester United, Amorim volta a assumir o papel de bombeiro. O pompiere que vai tentar apagar o fogo numa casa que não vence o scudetto desde 2022 e que, desde então, só conquistou uma Supertaça, sob o comando de Sérgio Conceição, contratado uma semana antes para suceder ao compatriota Paulo Fonseca.
O Milan anda de olho nos treinadores portugueses, está visto, e se o sucesso desportivo não tem sido muito, isso dirá mais do momento do clube italiano do que propriamente da qualidade dos nomes referidos.
Amorim gosta desse contexto, como assumiu ao trocar o Sporting pelo Manchester United, dizendo então que ia para um clube no qual também podia fazer as coisas à sua maneira. A experiência em Old Trafford mostrou que dificilmente encontrará uma corporação como aquela que teve em Alvalade, nomeadamente a nível diretivo.
Só que para lá da questão sentimental, a tal simpatia antiga pelo AC Milan, Amorim sabe que depois de um ano sabático dificilmente teria um convite que permitisse lutar por títulos, como este que agora recebeu. Pelo menos nas principais ligas europeias...
Mas se Amorim deixa Zlatan Ibrahimovic estragar-lhe os planos, se está farto de manhãs mecânicas, tardes tontas e serões serenos, como diz a canção, permita-se também deixar algo ao acaso e quebrar a rotina de alguns anos. Sem renunciar às ideias fortes que sustentaram a ascensão meteórica como treinador, Ruben pode, aos 41 anos, deixar-se levar um pouco pela dança, e não apenas do ponto de vista tático."

Karetus - Cantar por Portugal ft Camponeses de Pias,Galandum Galundaina,Luís Guerreiro,Joana Almeida

Zero: Mercado - Revelação do Mundial já não foge aos holofotes

BF: Mercado...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cabo Verde e outros escândalos mundialistas

Observador: E o Campeão é... - Amorim no Milan: sonho milionário ou casa a arder?

Observador: Três Toques - Cabo Verde trava Espanha e Vozinha brilha no Mundial

BolaTV: Dias de Mundial...

LiveMode: IRL do Move #1

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #3

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #3

Atualidade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada a diversas notícias da atividade do Benfica.

1. Campeonatos da Europa de canoagem de velocidade
Fernando Pimenta sagrou-se campeão europeu em K1 5000 metros e conquistou o bronze em K1 1000 metros, enquanto Messias Baptista alcançou a prata em K1 200 metros.
Na mensagem de felicitações a Fernando Pimenta, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta que o Clube "continuará o seu investimento na modalidade."

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Melhor em Toulon
Entre os vários jogadores do Benfica que ajudaram Portugal a vencer o Torneio Maurice Revello para seleções sub-20, em Toulon, João Rego foi o que mais se destacou, tendo sido o melhor marcador e considerado o melhor jogador.

4. Na frente
O Benfica ganhou ao Sporting por 3-2 no jogo 1 da final do play-off do Campeonato Nacional de hóquei em patins.

5. Outros resultados
A equipa masculina de basquetebol foi derrotada pelo FC Porto por 75-71 no jogo 4 da final do play-off e terminou o Campeonato Nacional na 2.ª posição. No futebol de formação, os Iniciados ganharam por 3-0 ao Tondela.

6. Títulos na formação
O Benfica é campeão nacional Sub-17 masculino de futsal e de Cadetes femininos de voleibol.

7. Concerto de balneário
Ana Bacalhau atuou para as pentacampeãs nacionais de andebol do Benfica.

8. Torneio infantil
O Benfica Campus recebeu cerca de 100 crianças neste domingo, 14 de junho, num torneio que reuniu 15 Benfica Escolas de Futebol dos distritos de Lisboa e de Setúbal."

Sem surpresa...

SportTV: NBA - S04E36 - Os novos reis de New York 🗽

SportTV: Grelha de Partida - S04E17 - Mas que Bulega!

Centralização: oportunidade estratégica ou mera redistribuição de receitas?


"A centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional português é frequentemente apresentada como uma das reformas mais importantes das últimas décadas para o setor. No entanto, a sua implementação levanta uma questão fundamental: estará o mercado perante um verdadeiro mecanismo de criação de valor ou apenas perante uma nova fórmula de repartição das receitas existentes?
A experiência internacional demonstra que a venda coletiva dos direitos televisivos pode constituir uma poderosa alavanca de crescimento. Os principais campeonatos europeus transformaram este modelo numa ferramenta de valorização comercial, aumentando a capacidade negocial das ligas, reforçando a previsibilidade financeira dos clubes e criando produtos mais atrativos para operadores, patrocinadores e investidores.
Em Portugal, porém, o desafio vai muito além da alteração do modelo contratual.
O sucesso da centralização dependerá da capacidade da Liga em aumentar o valor global do produto que coloca no mercado. Sem crescimento efetivo das receitas, a reforma corre o risco de produzir apenas uma redistribuição dos recursos existentes entre os diferentes participantes da competição.
Nesse contexto, os clubes de menor dimensão tendem a ser os principais beneficiários da mudança. Uma repartição mais equilibrada poderá proporcionar maior estabilidade financeira, reduzir a dependência de receitas extraordinárias e melhorar a capacidade de planeamento a médio prazo. Para muitos destes clubes, a previsibilidade das entradas de caixa representa um ativo tão importante quanto o montante recebido.
Já para os maiores emblemas, a equação apresenta maior complexidade. Habituados a negociar individualmente contratos de elevado valor, os clubes com maior capacidade de gerar audiências poderão enfrentar um potencial efeito de diluição das suas receitas relativas, caso o crescimento global do mercado não compense a perda de poder negocial individual.
A questão central reside, por isso, na criação de valor adicional. E é precisamente neste ponto que surgem os maiores desafios.
O futebol português continua a enfrentar limitações estruturais no plano internacional. Apesar da reconhecida capacidade de formação de talento e da competitividade demonstrada por alguns clubes nas competições europeias, a Liga portuguesa permanece distante dos níveis de exposição mediática alcançados pelos principais campeonatos do continente.
A internacionalização dos direitos audiovisuais continua a representar uma oportunidade por concretizar. A concorrência das grandes ligas europeias absorve uma parte significativa da procura global por conteúdos desportivos, dificultando a valorização dos campeonatos de dimensão intermédia. Consequentemente, a margem para aumentar receitas através da venda internacional de direitos permanece condicionada por fatores de mercado que ultrapassam a própria reforma.
Do ponto de vista dos investidores e financiadores, a centralização poderá, ainda assim, produzir efeitos positivos. Uma estrutura de receitas mais previsível tende a reduzir o risco operacional dos clubes, melhorar indicadores de sustentabilidade financeira e aumentar a visibilidade sobre fluxos de caixa futuros. Estas características são particularmente relevantes num setor historicamente marcado pela volatilidade dos resultados desportivos e financeiros.
Contudo, a reforma apenas atingirá o seu potencial máximo se for acompanhada por uma estratégia comercial robusta. A valorização da marca Liga, a modernização dos formatos de transmissão, o reforço da presença digital e a captação de novos parceiros comerciais serão fatores decisivos para transformar a centralização numa verdadeira operação de crescimento.
Mais do que uma alteração administrativa, o processo representa um teste à capacidade do futebol português para se afirmar como um produto de entretenimento competitivo num mercado global cada vez mais disputado. O objetivo não deverá ser apenas repartir melhor as receitas existentes, mas criar condições para aumentar o valor total gerado pela indústria.
A diferença entre sucesso e fracasso poderá resumir-se a uma única questão: a centralização servirá para dividir o mesmo bolo ou para fazer crescer o mercado?
A resposta determinará não apenas o impacto financeiro da reforma, mas também a competitividade futura do futebol português."

Os americanos estão-se nas tintas para o Mundial


"PALM BEACH - Para quem chega da Europa com a cabeça cheia de futebol, convencido de que o Campeonato do Mundo é o centro de gravidade do planeta, a imensidão da Florida aplica uma cura de humildade instantânea.
Mal pusemos os pés no asfalto americano, percebemos que a nossa armada, as nossas ânsias e até o próprio Cristiano Ronaldo são pouco mais do que uma nota de rodapé invisível na rotina desta gente.
A verdade nua e crua é que os norte-americanos estão-se completamente nas tintas para isto tudo. Enquanto em Lisboa o país para para ver o Vitinha falar ou o Rafael Leão a coxear, aqui a vida corre em formato XL, impávida e serena, focada em desportos com nomes diferentes e em marcas que nós mal arranhamos.
A caminho de Palm Beach, a bordo da nossa viatura de reportagem, sintonizámos as rádios locais e, mais tarde, passámos pelos canais de desporto das televisões. O cenário é desconcertante. O soccer continua a ser um parente pobre, uma curiosidade exótica para preencher espaço enquanto não começam os debates sérios sobre o draft da NFL, as finais da NBA ou as estatísticas infindáveis do basebol.
Portugal instalou-se num resort de luxo, fechou um complexo desportivo com forte aparato policial e montou uma operação logística digna de uma cimeira de chefes de Estado. Mas basta sair do perímetro de segurança para perceber que, para o cidadão comum de Palm Beach Gardens, aquele aparato todo é só um incómodo no trânsito ou um mistério sobre que estrela pop estará hospedada na zona.
Não há cartazes nas ruas, não há febre nas esplanadas, não há camisolas das seleções a desfilar nos centros comerciais. A América consome-se a si própria e ao seu entretenimento doméstico. Este choque de realidades é o mais delicioso combustível para quem escreve.
Enquanto tentamos furar o bloqueio da FIFA para caçar uma história, o empregado do restaurante olha para as nossas acreditações com um encolher de ombros. No império do espetáculo, o desporto-rei do resto do mundo é apenas um figurante que veio passar férias."

O talento não tem idade


"Talento vs idade. Idade vs talento. Dois termos frequentemente utilizados em futebol, mas que nem sempre caminham de mãos dadas.
Apesar de ser comum ouvirmos um treinador dizer que o talento não tem idade, são raros os exemplos de coragem, coerência e congruência por parte dos líderes das equipas técnicas no que toca à aposta segura em jovens talentosos.
Felizmente ainda há quem olhe e veja para lá da data de nascimento dos jogadores. Ainda há quem reconheça que o jovem talento precisa de tempo, espaço e, acima de tudo, palco para poder se afirmar. Como Mohamed Ouahbi e Emerse Faé, seleccionadores de Marrocos e da Costa do Marfim, respectivamente.
Quem assistiu ao Brasil vs Marrocos da jornada inaugural do Grupo C do Mundial 2026 certamente ficou encantado com a exibição de Ayyoub Bouaddi.
O médio-centro marroquino de apenas 18 anos de idade, encheu o campo com e sem bola. Revelou classe e maturidade ímpares em todos os momentos e em todas as fases do jogo. Nunca se escondeu – muito pelo contrário – e procurou ser solução constante ao colega portador da bola, fosse qual fosse o centro de jogo (sobre os corredores laterais ou sobre o corredor central).
À invejável condição física demonstrada ao longo de todo o encontro juntou ainda uma clarividência e um critério na tomada de decisão muito acima da média. Com elevada qualidade técnica. De pé direito ou de pé esquerdo. Sempre de cabeça levantada. A primeira grande exibição individual do Mundial 2026.
No domingo foi a vez de Yan Diomande responder a Bouaddi e dizer que também quer ser o melhor jogador jovem deste Campeonato do Mundo de selecções.
Frente ao Equador, o jovem extremo costa-marfinense de apenas 19 anos foi um autêntico terror para a defensiva equatoriana. Hincapié que o diga. O lateral esquerdo sul-americano foi ultrapassado de todas as maneiras e feitios pelo seu adversário directo e só 'descansou' quando Diomande passou para o flanco oposto.
Ambidestro, forte no 1 vs 1 (tanto em campo aberto, como em zonas mais congestionadas), o extremo da Costa do Marfim protagonizou uma exibição plena de recursos ofensivos: boa relação com a bola, velocidade, mudanças de direcção em ambos os sentidos (para fora ou para dentro), técnica individual apurada, acutilância ofensiva.
Em ambos os casos, Bouaddi e Diomande beneficiaram do ditado que tantos conhecem, mas tão poucos colocam em prática – o talento não tem idade.
Quando assim é, por norma, o campo não mente. E não mentiu…"

Um Diomande de alto quilate


"Dia de Cabo Verde. Diante de uma Espanha a quem muitos juntam o prefixo Super, mas que enquanto não conseguir estender as asas recuperadas — Lamine Yamal e Nico Williams, grandes obreiros do título europeu, jogaram apenas 19 e 3 minutos, respetivamente — dificilmente será assim tão majestosa, os Tubarões Azuis cavaram trincheiras e ergueram barricadas, atrás das quais sofreram e aproveitaram a falta de imaginação que assolou os jogadores da Roja. Ainda tentaram uma ou outra investida no ataque, porém o dia era sobretudo de solidariedade e luta, com o eterno Vozinha a assinar a exibição de uma vida.
É fantástico para um país estreante, e um que nos diz muito, e que agora pode, de forma legítima, aspirar aos oitavos de final, se conseguir manter o foco e a organização para os próximos embates. Sem entrar em deslumbramentos.
Belo jogo foi o Países Baixos-Japão, num confronto de estilos com o ataque e a velocidade como denominador comum, todavia, interessou-me um pouco mais o Costa do Marfim-Equador.
Fortíssimos os africanos na dimensão física do jogo, com os sul-americanos, mais estratégicos e cheios de individualidades, a perderem-se muitas vezes nos momentos de definição. Interessou-me mais porque estava no relvado de Filadélfia um verdadeiro diamante, Yan Diomande, do qual provavelmente já ouviram falar. E as minhas expetivas não saíram defraudadas. Aos 19 anos, o extremo do Leipzig, a jogar desta vez pela direita, algo menos comum, destruiu por completo a compostura de um defesa com a qualidade de Piero Hincapie. Foram inúmeros os duelos ganhos logo desde o arranque, com uma facilidade e simplicidade que faz lembrar Michael Olise. Que, sim, é canhoto e não destro, e procura terrenos interiores poucos pisados desta vez por Diomande. Mas um poderia ser o reflexo do outro invertido no espelho. Pelo menos um pouco.
É mais um daqueles que não precisa do Mundial para provar nada, mas ainda bem que lá está para nos divertirmos a observá-lo. Em breve, o veremos num dos grandes clubes da Europa, não tenham dúvidas!"

É só futebol, mas pode significar para as crianças de Cabo Verde a possibilidade de um futuro melhor


"Cabo Verde tem qualidade individual como nunca, e já não é uma seleção de jogadores amadores. Aqui, hoje em dia, as crianças querem ser como o Vozinha, Stopira, Jovane, ou como o “Pico” (Roberto Lopes). Já não estão apenas ligadas ao futebol pelo sucesso dos mais conceituados astros internacionais porque sentem, pelo apuramento para o Mundial, que também para eles é possível ter sucesso. Essas referências criam esperança e esta é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento da seleção no futuro

Estou em Cabo Verde, ilha de Santiago, na marcante cidade do Tarrafal, utilizada como sede de uma das mais terríveis prisões políticas por parte do Governo colonialista de Salazar - o Campo de Concentração do Tarrafal. Na segunda-feira assistirei à estreia da seleção de Cabo Verde no Mundial 2026, no dificílimo jogo com a congénere espanhola, junto dos habitantes da cidade de Tarrafal.
É só futebol, não é assim tão importante.
Cabo Verde tem qualidade individual como nunca, e já não é uma seleção de jogadores amadores. Aqui, hoje em dia, as crianças querem ser como o Vozinha, Stopira, Jovane, ou como o “Pico” (Roberto Lopes). Já não estão apenas ligadas ao futebol pelo sucesso dos mais conceituados astros internacionais porque sentem, pelo apuramento para o Campeonato do Mundo, que também para eles é possível ter sucesso. Que o sucesso é palpável e está mesmo ali ao lado. Essas referências criam esperança e esta é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento da seleção no futuro.
Com a primeira presença no Mundial de futebol, e vários jogadores a entrar em campo em bons campeonatos da Europa, não se joga só o presente. A febre não vai terminar com a retirada das bandeiras dos carros que aqui fazem furor (como Portugal em 2004 com as bandeiras nas janelas). Quase todos os carros carregam bandeiras como adereço (uma ou duas) e a união à volta da equipa está vincada neste pequeno simbolismo, mas sobretudo na comunicação constante de todos sobre o feito dos Tubarões Azuis - estão todos ansiosos com a estreia.
Independentemente dos resultados, esta geração de jogadores vai e já está a deixar lastro. Há uma crença generalizada nos miúdos e graúdos que ser jogador de futebol profissional é uma realidade também para os cabo-verdianos, e esta é a melhor mensagem de hoje para hoje e também para amanhã.
Quando se diz que “é só futebol, não é assim tão importante”, eu concordo. Estou de acordo com o ser só futebol. Discordo que a possibilidade de se transformar num motor social para milhares, neste caso, e milhões (pensando no passado da modalidade em todo o mundo) não seja importante.
Acalentar e concretizar o sonho de uma vida melhor, por meio do futebol, que pode ter impacto em várias das gerações seguintes; com isso também ajudar a melhorar as condições do país para que no futuro todos tenham mais qualquer coisa no que diz respeito a ter uma vida melhor; aceito que seja só futebol, talvez tenha, porém, a sua importância."

Vergonhoso...

SporTV: Mundial #2 - Podia ser isto, mas não vai ser nada disto!

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Chuveirinho #176

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Terceiro Anel: Mundial - Grupo J

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FIFA: Resumo - Arábia Saudita - Uruguai

A devoção a Riquelme


"Durante as últimas duas semanas, o universo futebolístico nacional andou agitado. O Mundial das Américas está à porta, o melhor marcador do campeonato português vendeu-se (à revelia da sua equipa) a um candidato a presidente de um clube turco e foi aprovada, pela maioria das equipas da I e II Liga, a chave de distribuição dos direitos televisivos. Temas que dariam boas discussões e análises profundas, mas infelizmente não houve tempo nem espaço para tal. É que o tema principal foram as eleições no Real Madrid.
Na verdade, as eleições foram apenas um pretexto para se poder atacar o SLB. Durante alguns dias, ouvimos tudo e o seu contrário por parte dos especialistas. Na noite de domingo, com os votos contados, veio a desilusão. Florentino Pérez ganhou com larga margem (65% contra 35%), José Mourinho vai treinar os blancos e chegam 15 milhões de euros à Luz. Saiu tudo furado aos apoiantes de Enrique Riquelme, o candidato desconhecido. Em especial os apoiantes portugueses de Riquelme, os que estavam a torcer para que o Glorioso fosse afetado pelas eleições madridistas. Lembro-lhes que Riquelme só há um: Juan Román, astro argentino do Boca Juniors e Barcelona, entre outros. Por esse, ainda acredito que valha a pena torcer, mas não. Os entendidos andaram semanas a esfregar as mãos, a desejar e antever fogo e devastação no planeta Benfica, mas as contas saíram furadas. Condenaram o silêncio dos dirigentes, a postura dos treinadores e a alegada falta de planeamento, viraram o bico ao prego e desdisseram-se. Demonstrando uma capacidade acrobática acima da média, pudemos ver flic flacs à retaguarda nas opiniões como se estivéssemos nuns campeonatos do mundo de ginástica. Afinal, era apenas desconforto e tendinite no cotovelo perante o silêncio do SL Benfica. Em alguns casos, a ausência de ruído é uma grande arma. Foi."

O Mundial


"Na minha infância quase não havia futebol na televisão. Apenas eram transmitidos alguns jogos da selecção no estrangeiro, a final da Taça dos Campeões e pouco mais. O Mundial era, também por isso, uma festa para os adeptos. Mesmo sem a participação portuguesa (em todo o século XX só houve Magriços e Saltillo), o facto de durante um mês termos jogos diariamente na TV era suficiente para viver esse período com enorme entusiasmo.
Recordo-me vagamente do Argentina 1978, mas sobretudo do Espanha 1982, quando Maradona, Rummenigge, Zico, Sócrates, Falcão, Platini e Rossi, entre outros nomes lendários do futebol, fizeram as delícias de um jovem ávido de jogos e golos em quantidade suficiente para alimentar a sua paixão
Nesse tempo, as principais selecções eram mais fortes do que qualquer clube. Havia poucas transferências, e os clubes tinham limite de estrangeiros – não se assemelhando sequer às multinacionais sugadoras de talento que hoje vemos em alguns campeonatos. Por isso, os Mundiais eram o palco para o melhor futebol, para a revelação de jogadores, e até para as inovações tácticas. Esse lugar foi tomado nas últimas décadas pela Champions League e pelas principais ligas nacionais da Europa, que durante todo o ano, e quase diariamente, vemos na televisão em doses desmesuradas.
Em parte, o fascínio pelo Mundial já não é, pois, o mesmo. Vamos ter jogos na televisão diariamente… como no resto do ano. Vamos ver equipas cansadas a pedir férias e longe do fulgor físico e táctico a que estamos habituados. Algumas delas longe, muito longe, do nível técnico dos principais clubes europeus.
Tudo se perdeu? Não. Ganhámos uma selecção portuguesa candidata legítima ao título de campeã do mundo – o que em 1978 ou 1982 era absolutamente fantasioso. Veremos se essa ambição se concretiza."

Luís Fialho, in O Benfica

Jogar!


"Parece uma palavra de brincar e uma coisa ao alcance de todos: jogar, simplesmente jogar, estar entre amigos, dar o máximo, marcar e celebrar depois em conjunto a vitória de todos, oferecida pelo sucesso de cada um à vez. E é mesmo isto que para a maioria de nós começa quase com os primeiros passos, no vão da escada ou no jardim dos pequeninos, cresce e aprofunda-se na escola, em muitos casos entra pelos clubes e pela competição, das escolinhas aos escalões de equipas competitivas. Tudo isto está do lado bom da vida, faz-nos sentir bem, edifica a nossa personalidade, melhora-nos, e liga-nos uns com os outros tirando daí as melhores consequências para o nosso bem-estar. Só que não é assim para todos: para muitos, estas dádivas simples da vida não estão tão ao alcance, mas felizmente também não são impossíveis.
Compete, por isso a todos os que têm o privilégio de uma vida saudável, garantir que os que a não têm também possam ter acesso às melhores coisas que a vida nos dá. E jogar é uma delas. É por isso que a Fundação Benfica desenvolve um projeto de desporto adaptado e tenta proporcionar aos jovens o máximo de experiências possível no plano da prática desportiva e também da competição. Treinar no Estádio da Luz regularmente é um sonho tornado realidade para estes jovens e famílias, mas sair a voar pelo mundo e jogar fora é qualquer coisa de verdadeiramente extraordinário. É isso mesmo que queremos proporcionar a estes jovens, e sabemos bem que eles nos dão em dobro tudo do que lhes possamos oferecer. E aqui quem dá e quem recebe é o Benfica!"

Jorge Miranda, in O Benfica