Últimas indefectivações

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Vermelhão: Vitória, com susto desnecessário...

Benfica 2 - 1 Estoril


Mais um jogo com um marcador mentiroso, mas ao contrário da primeiro jogo na Luz, ganhámos, apesar das muitas oportunidades perdidas, e da super-eficácia do adversário! Um Estoril, sem estratégia ofensiva, se tinham, o Benfica nunca os deixou sair a jogar... apostaram tudo na defesa, com um duplo-autocarro! O Benfica voltou a sentir dificuldades em ultrapassar o 'muro', mas as oportunidades acabaram por aparecer...

Os primeiros minutos até foram estranhos, com o Estoril a parecer que queria 'disputar o jogo', mas foi só uma sequência de lançamentos laterais ocasionais! Contra este tipo de adversário, não temos Alas desbloqueadores, precisávamos de Extremos que fossem à Linha, sem o pé trocado, e dum 2.º Avançado, com presença na área, com capacidade de jogar entre-linhas, com tabelinhas rápidas tipo Jonas! Os nossos Laterais, ofensivamente também tiveram muitas dificuldades em ultrapassar os adversários, o Bah quando recebe a bola 'parado' não consegue driblar, e o Dahl normalmente cruza de 'olhos fechados'!!! E com o Sudakov, a decidir quase sempre mal no momento de assistir... o nosso jogo ofensivo, contra estes esquemas defensivos do Tugão, fica previsível...

Mesmo assim, principalmente nos últimos 10m da 1.ª parte, o Estoril começou a abrir brechas, o cansaço começou a afectar os movimentos, e além do golo do Pavlidis, podíamos ter ido para o intervalo, com um resultado mais confortável... Já agora, alguém é capaz de me explicar, como é que os meninos das estatísticas, dos site da especialidade, chegaram ao fim deste jogo, e conseguiram 'assinar' que o Benfica, além dos dois golos, só criou mais duas oportunidades claras de golo?!

O outro problema do Benfica, nestes jogos, é a falta de ameaça de longa distância! Os nossos adversários estão tão pouco preocupados com os nossos remates de longe, que deixaram o Lenglet jogar à vontade em zona de remate, e ainda bem... que golão!!!

Mais uma vez, não recuámos, continuámos à procura do 3.º golo, a equipa não pode ser acusada de ter facilitado. A atitude manteve-se... Continuámos a criar e a desperdiçar golos, e sem fazer nada por isso, praticamente no 1.º remate com intenção do Estoril, sofremos um golo!!!


Com os recorrentes traumas que temos tido nas últimas épocas, com perda de pontos nos últimos minutos, os jogadores sentiram o 2-1, mas nestes últimos 12 minutos, o Estoril não criou uma jogada de perigo! Tentaram, com ajuda do apitadeiro, inventando várias faltas, mas nem assim...


Dito isto, o momento da noite, acabou por ser entrada do Palhinha!!!! Uma lesão do Enzo, que não parece ser grave, e o Palhinha acabou por entrar muito mais cedo, do que estava planeado! E entrou bem, com personalidade, fisicamente pareceu-me bem, com alguma velocidade e mobilidade! Nos últimos minutos do jogo, faltou-lhe algum pulmão, algo normal, dado as circunstâncias da pré-época que fez!!! Agora, ficou claro que principalmente nestes jogos, contra estes adversários, a sua presença é fundamental... dá capacidade física, na recuperação de bola, mas também na posse de bola, pela forma como sabe usar o corpo para proteger a bola...


Outro jogo onde não houve uma grande exibição individual, mas não fosse a estreia do Palhinha, o Pavlidis provavelmente seria o MVP! Pelo golo, mas não só... E se os canarinhos praticamente não atacaram isso muito se deveu à boa exibição dos nossos Defesas, os Centrais defensivamente estiveram muito bem, arriscaram muito, foram atrás dos avançados contrários, deixaram muito espaço nas suas costas, mas sempre que a bola foi lá colocada, conseguiram recuperar e ganhar os duelos... No passe, o Araújo esteve irreconhecível! Arriscou muito, é verdade, mas não é normal falhar tantos passes...


O Barreiro foi muito importante na pressão e nas recuperações de bola, fez muitas faltas, mas quase sempre necessárias, agora ofensivamente acabou por não ter o impacto normal, muito porque acabou por ter direito a uma marcação individual, sempre que se aproximava da área adversária!!!

Gosto da 'banda sonora' sempre que o Samu agarra ou soca uma bola, nos cruzamentos! Estamos tão mal habituados, que ter um guarda-redes que não tem medo dos cruzamentos e que é de facto bom no jogo aéreo, que as nossas ansiedades não aguentam ficar em silêncio!!!

Arbitragem horrível. Ainda não vi os lances, por isso não vou discutir os potenciais penalty's e cartões, mas só a forma como o critério técnico foi completamente torto, é suficiente para tirar a pinta a este Lagarto asqueroso! Já o ano passado, foi uma vergonha, em todos os jogos que apitou do Benfica! O critério 'largo' é só para os nossos adversários... os nossos adversários, qualquer piscina é imediatamente falta! Hoje, a maioria das faltas do Estoril foram agarrões, cínicos, sem qualquer intenção de disputar a bola... fizeram mesmo muitas faltas longe da bola, agarrando ou bloqueado os nossos jogadores, quando eles tentavam desmarcar-se... chutaram ou agarraram a bola, após a falta ser assinalada reiteradamente, para retardar o marcação da falta pelo Benfica, impunemente, durante o jogo todo! Este tipo de faltas, em Inglaterra são Amarelo imediatamente, no Tugão, contra o Benfica, podem fazê-lo dezenas de vezes, durante os 90 minutos, e nada acontece!

Antes da viagem ao Funchal, o Mercado vai fechar, finalmente! Além das potenciais Entradas, ainda podem existir saídas: Trubin, Ríos ou Lukebakio são os 'favoritos'! Saindo algum destes jogadores, alguém terá que entrar... Além da questão 'Sudakov' que parece estar encaminhada, a questão da Ala Direita, para mim é um problema tão 'grave'! Hoje, o Rafa jogou como um falso Ala Direito, jogando no Interior deixando a Ala para o Bah, o problema é que o Rafa não é o avançado para 'desmanchar' este tipo de 'autocarros'... e neste momento, não existem rumores sobre esta posição! Na questão do Trubin, obviamente que ter um activo destes, com um ordenado muito alto, no banco não é a solução ideal, mas ao contrário da aparente maioria, acho que o Samu tem um potencial enorme, e tem estado muito bem...


Regresso aos Barreiros, contra uma equipa muito lutadora, que nos vai criar problemas no início duma semana onde vamos ter 3 jogos em 8 dias, com duas viagens longas pelo meio! Seria uma boa ideia, fazer alguma rotação, e temos jogadores para isso, mesmo sem as putativas contratações! Cuidado com o relvado... pelo que tenho visto, a relva dos Barreiros continua horrível, muito solta, cheia de buracos, aliás no final dos jogos, parece existir mais buracos do que relva!!!

5 Minutos: Live - Mercado...

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Argentino do Manchester City prestes a ser emprestado ao Benfica

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quantos pontos fazem FC Porto, Sporting, Torreense, Benfica e SC Braga?

Observador: E o Campeão é... - Mercado. O acordar do FC Porto e o "problema" Pote

Observador: Três Toques - O adeus de Pogačar da Vuelta

Vencer o Estoril


"Benfica e Estoril encontram-se, hoje às 20h15, no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Ganhar com os adeptos
Marco Silva salienta a importância de ter os Benfiquistas junto da equipa: "Jogamos em casa, queremos ser fortes, queremos ser dominadores, queremos ganhar o jogo. Vai ser a primeira vez que os adeptos do Benfica vão poder ver a equipa a jogar para o Campeonato no Estádio da Luz. Têm sido espetaculares nesse sentido de apoiar a equipa sempre e de fazer do Estádio da Luz aquilo que queremos realmente, que nos sintamos em casa e que seja um palco muito difícil para os nossos adversários."

2. Calendário
O jogo de estreia do Benfica na fase de liga da Liga Europa é em Milão.

3. Reforço integrado
O primeiro dia de trabalho de João Palhinha no Benfica Campus.

4. Ouro a dobrar
Canoístas do Benfica em evidência nos Mundiais de Velocidade, com destaque para as conquistas de Fernando Pimenta, vencedor de duas medalhas de ouro, João Ribeiro e Messias Baptista, que alcançaram a medalha de prata, e ainda Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, que asseguraram o bronze.
Nas mensagens de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, refere Fernando Pimenta como: "Um exemplo dos valores que queremos ver associados ao Sport Lisboa e Benfica: talento, trabalho, ambição e uma permanente vontade de vencer."

5. Resultados – formação
A Equipa B foi derrotada, por 1-0, pelo Amarante. Os Juniores venceram, por 5-0, ante a União de Leiria. Os Juvenis ganharam, por 0-2, no reduto do Amora. Os Iniciados triunfaram frente ao Portimonense (5-0).

6. Outros resultados
As equipas masculina e feminina de andebol registaram vitórias ante Águas Santas (34-23) e Feirense (46-12), respetivamente.
Em futsal no masculino, o Benfica ganhou ao Jimbee Cartagena (5-2) e perdeu com o Palma Futsal (2-3) no International Masters Futsal. E, no feminino, as águias conquistaram a Copa Ibérica.
A equipa feminina de futebol bateu o Racing Power por 3-1 num jogo de preparação.

7. Entrevista
Michaely Bihina, atleta do Benfica considerada a melhor guarda-redes da Taça das Nações Africanas, fala sobre a conquista pelos Camarões e do regresso ao trabalho no Benfica Campus."

O espírito de classe que existia entre os árbitros perdeu alguma força nos últimos tempos


"Durante muitos anos, os árbitros reuniram-se, discutiram, reivindicaram e procuraram melhorar as condições em que exerciam a sua atividade. Muitas vezes fizeram-no via APAF, outras diretamente junto dos seus responsáveis. Houve até momentos em que levámos preocupações a responsáveis governamentais. Hoje o problema surge quando aquilo que foi conquistado no passado passa a ser confundido com aquilo que está assegurado no presente

Tento sempre resistir à tentação de dizer “no meu tempo é que era bom“. Penso que não é justo para aqueles que são de eras diferentes.
Quando fui árbitro tínhamos outras limitações, cometíamos os mesmos (ou mais) erros e trabalhávamos num futebol que, em muitos aspetos, estava mais atrasado do que o atual. Também por isso não sou entusiasta de discursos saudosistas nem da ideia de que as gerações anteriores eram melhores do que as atuais.
Mas há uma coisa que guardo com orgulho desse tempo: o espírito de classe que existia entre os árbitros. Não falo de corporativismo no sentido mais pobre. Falo de consciência coletiva.
Durante muitos anos, os árbitros reuniram-se, discutiram, reivindicaram e procuraram melhorar as condições em que exerciam a sua atividade. Muitas vezes fizeram-no via APAF (Associação Portuguesa de Árbitros Profissionais), outras diretamente junto dos seus responsáveis. Houve até momentos em que levámos preocupações a responsáveis governamentais (aconteceu quando, por exemplo, esteve em causa a nossa segurança ou a das nossas famílias).
Nem todas as batalhas foram sobre dinheiro. Falava-se sobretudo de condições de treino e de assistência médica, de fisioterapia e de equipamentos, de viagens e seguros, de alojamentos e projeção de carreira, de preparação física e de acompanhamento técnico. Falava-se de avanços que hoje, por estarem minimamente assegurados, parecem naturais. 
A maioria dessas conquistas aconteceu devido à insistência, ao diálogo e à perseverança de muitos árbitros. Houve momentos em que foi preciso negociar, ceder e esperar e houve outros em que foi preciso dizer “não“, ser intransigente e não desviar um milímetro do caminho traçado.
Recordo-me de que vivemos intensamente essa fase. Se calhar mais do que devíamos, face à responsabilidade maior que tínhamos.
Nessa altura, a maioria de nós - de geografias, sensibilidades e personalidades distintas - discutia arbitragem bem para lá das quatro linhas. Fizemos dezenas e dezenas de reuniões que demoravam horas a fio e que nos obrigavam a deslocações demoradas. Mas no fim havia sempre fumo branco. Discutíamos, votávamos e fazíamos. Todos envolvidos, todos a participar, todos pela classe.
Sabíamos que éramos competidores em campo, queríamos as melhores nomeações e classificações, mas nunca ultrapassámos a fronteira que punha em causa a dignidade da função. Nunca confundimos ambição pessoal com o que achávamos ser o melhor para o grupo.
Talvez seja precisamente aqui que valha a pena fazer uma reflexão comparativa.
Penso que parte desse espírito perdeu alguma força nestes tempos. Isso não significa que os árbitros de hoje sejam menos solidários, corajosos ou interessados na classe. Nada disso. Significa apenas que nasceram e cresceram numa realidade diferente. Significa que pertencem a outra geração, formada noutro contexto social e cultural.
O problema surge quando aquilo que foi conquistado no passado passa a ser confundido com aquilo que está assegurado no presente. Nada está verdadeiramente garantido numa atividade como esta.
Acho que o verdadeiro espírito de classe não pode servir apenas para reivindicar aumentos ou melhores condições materiais. Serve para isso e para proteger carreiras, para defender melhores meios e condições de formação, exigir mais ética e respeito institucional, uma liderança transparente, genuína e presente. A dar a cara, a mostrar o que pretende. Serve para salvaguardar o futuro, para projetar o que se fará depois de se pendurar o apito.
O desafio atual não é recuperar o passado, mas encontrar uma nova forma de reconstruir esse sentimento coletivo perdido num tempo em que tudo é cada vez mais difícil de pensar e fazer."

Bruno Fernandes, o homem que saiu cedo e chegou tarde


"Bruno Fernandes teve dois pequeninos azares: saiu do Sporting em janeiro de 2020 e chegou ao Man. United em janeiro de 2020. Espero que ainda vá a tempo de ser campeão...

Bruno Fernandes completa 32 anos daqui a pouco mais de uma semana. Entre os 30 jogadores mais internacionais por Portugal, apenas três nunca se sagraram campeões nacionais por nenhum dos clubes onde alinharam: Rui Patrício, Bruno Fernandes e William Carvalho. Os três somaram passagens longas pelo Sporting, clube ao qual chegaram demasiado cedo relativamente ao período de regresso aos títulos de campeão.
Os três vestiam de leão ao peito em maio de 2018, quando se registou o episódio mais infame da história do Sporting: o ataque à Academia de Alcochete. Rui Patrício rescindiu e saiu de Alvalade logo a seguir, passando, desde 2018, por Wolverhampton, Roma, Atalanta e Al Ain. Ainda foi a tempo de conquistar, ao serviço do emblema romano, a Liga Conferência. Mas nada mais. William Carvalho saiu na mesma altura e representou, desde 2018, Betis e Pachuca, rumando agora ao Palm City, contando no seu palmarés com a conquista de uma Taça do Rei. Mas nada mais.
Diferente é a história de Bruno Fernandes. Em dois anos e meio no Sporting esteve em 137 jogos e marcou 63 golos. Saiu do Sporting em janeiro de 2020 com uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga na bagagem. Saiu, na perspetiva leonina, demasiado cedo: apenas 35 dias depois de ter assinado pelo Manchester United (29 de janeiro), Rúben Amorim assumia o comando técnico do Sporting (4 de março). E a partir daí foi o que se viu em Alvalade: três campeonatos.
Bruno Fernandes está há seis anos e meio no Manchester United. Leva 110 golos em 329 jogos pelos red devils. Se saiu do Sporting demasiado cedo, chegou a Manchester demasiado tarde. Ganhou uma Taça de Inglaterra e uma Taça da Liga. Se tem chegado três anos antes, tinha uma Liga Europa no bolso. Se tem chegado em 2013, era campeão.Nunca chegará ao patamar lendário de Charlton, Best ou Law (anos 60), nem ao de Giggs, Rooney, Cantona, Scholes, Keane, Schmeichel, Robson ou Beckham (fim do século XX e início do XXI). Mas nos últimos seis anos e meio, digam o nome de um jogador mais importante na história do Man. United. Maguire? Não. Pogba? Não. Cavani? Não. Mata? Não. Rashford? Não. Ronaldo? Não. Casemiro? Não. McTominay? Não. Lisandro Martínez? Não. Matheus Cunha? Não. Resumidamente: não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
Não acredito que seja esta época que Bruno Fernandes deixará de integrar o trio Patrício-William-Bruno. Aliás, aos quase 32 anos, dificilmente vencerá a Premier League no Manchester United, a não ser que os red devils aproveitem as falhas de reconstrução de Manchester City e Liverpool, a eventual falha de confirmação do campeão Arsenal e mais falhas na construção de Chelsea e Tottenham. O excecional futebolista que é Bruno Fernandes teve dois pequeninos azares: saiu cedo do Sporting e chegou tarde ao Man. United. Espero que ainda vá a tempo."

Não há surpresas: José Mourinho foi sempre assim


"Treinador português ganhou muito e não se cansa de o dizer. O estilo é sempre o mesmo e resultou quase sempre. Veremos agora em Madrid quem será o vilão, porque sim, tem de haver um...

VI o documentário sobre José Mourinho que está disponível numa plataforma de streaming (no link abaixo pode ler a entrevista ao produtor) e a principal conclusão que retirei é que o próprio tem pouco a dizer sobre si.
Penso que não estarei a ser demasiado redutora se resumir as palavras de Mourinho a «ganhei muitos títulos», «faço tudo para ganhar» e várias formas de culpar outros, sejam eles árbitros, jornalistas, jogadores, donos de clubes, ou até a antiga médica do Chelsea. O estilo é sempre o mesmo: direto, convencido, arrogante até. E a verdade é que há toda uma carreira a provar que isto resultou, como podemos ver não só nas imagens de arquivo, como também nos atletas de renome entrevistados ao longo do documentário, que não poupam elogios à forma como o português os convenceu que iam ganhar, contra tudo e contra todos.
É uma boa oportunidade também para recordarmos como isto resultou rapidamente em clubes que tanto tinham a provar em determinado momento, mas depois deu lugar a saídas, despedimentos e confusões quando o tempo passou e o desgaste era evidente para todos. Mourinho chegou, venceu e depois teve de partir.
As raízes, a família e a personalidade fora dos bancos não foram muito exploradas - e a entrevista de A BOLA ao produtor explica-o: o técnico não quis falar disso. Há também pouco do Tottenham, da Roma, do Fenerbahce e do Benfica, mas ficamos a perceber melhor essas escolhas (a determinada altura, fica claro que Mourinho precisava apenas que gostassem dele).
Agora está de volta ao Real Madrid e, do streaming para a realidade, já vemos o português a defender Vinícius Júnior. Pode ser confuso quando diz praticamente o contrário do que afirmou quando treinava Prestianni, mas não é surpreendente que mude consoante precisa de defender os seus jogadores. Nos últimos dias também advogou a Bola de Ouro para Mbappé, ou não tivesse o francês marcado um hat trick importante para a equipa (e para o treinador). É assim José Mourinho: faz tudo para ganhar. E ganhou de facto muito.
Veremos quem será o vilão da sua segunda estadia em Madrid, pois agora não tem Pep Guardiola ou Casillas, e porque sim, tem sempre de haver um vilão na história de Mourinho. É, aliás, a falar desses vilões que o português mostra mais emoções ao longo do documentário. Provoca, ri, conta um ou outro pormenor novo. Se a intenção do Real foi ir buscar um treinador que derrube o Barcelona, então escolheram o que quer mais isso mesmo."

Mourinho é quem quer ser


"1- José Mourinho é o protagonista do documentário «Mourinho». Abre a sala de troféus, a casa em Setúbal, outras casas pelo mundo, mas vemos ali o verdadeiro Mourinho? Penso que não. Em conversa com Miles Coleman, um dos produtores da série de 3 episódios que pode ser vista em streaming, sabemos que vemos um concentrado do que acedeu a mostrar em horas de entrevista - o treinador, aquilo que o identifica no Mundo, mais do que o homem. Nem mais se poderia esperar, como Mourinho diz, «quiseram fazer um documentário com um treinador ganhador», e foi isso que tiveram. Trata-se de alguém, que habituado a semanas a fio do lado do que tem de dar respostas em conferências de imprensa, sempre teve controlo da narrativa. Quando o assunto foi tática, o Chelsea, o conflito com então dono do clube, Abramovich, houve sorrisos. Quando o assunto era mais íntimo, como a relação com a família - que, chega a dizer, se diverte mais quando ele não está - a morte do pai, ou a ‘maldição’ do terceiro ano, a concha fechava. O verdadeiro Mourinho ele guarda para si, o que por um lado é uma pena, por outro respeito, algo que Miles tinha plena consciência. Refere que em almoços - por exemplo em Setúbal, onde se come bem - Mourinho põe todos a rir. Isso não se vê no documentário, apenas o que o português quis mostrar. Como sempre fez.

2- O anúncio da gravidez da jogadora Diana Silva, do Benfica, foi dado pelo clube, um sinal a registar. Num vídeo, uma nervosa Diana dá a novidade às companheiras de equipa. O treinador Ivan Baptista sublinha «um ato de coragem que não devia ser». É a primeira vez que um grande clube em Portugal lida com esta condição numa atleta, algo sublinhado pela diretora Mónica Jorge, resta saber se a porta se escancara para que mais possam sentir-se à vontade para dar esse passo."

Oliveira: Liga Europa...

ACF: Mónica Jorge...

Segundo Poste - S06E04 - "Benfica obrigado a fazer top-4 nesta fase da Liga Europa"

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - A metamorfose de Farioli e Borges vai dar borboleta?

Zero: Ataque Rápido - S09E05 - FC Porto, Sporting e Benfica: os 'grandes' a crescer

Antena 3: Triplo Duplo - Paulo Marques

O azar de Tadej Pogačar explica porque é que os robôs nunca nos vão roubar o desporto


"Na última semana fui acompanhando com um misto de incredulidade, fascínio, preocupação e, claro, também alguma jocosidade, os feitos dos robôs humanoides nos Jogos Mundiais dos ditos cujos na China, em que máquinas feitas de metal, chips e fios condutores conseguiram a proeza de, por exemplo, correr mais rápido do que Usain Bolt nos 100 metros, saltar mais alto do que o mítico cubano Javier Sotomayor, ainda hoje detentor do recorde mundial do salto em altura, ou jogar uma partida de ténis com um humano.
Por momentos, aterrorizei-me com a possibilidade de aquilo ser “O” futuro, assim com ó grande. Será que daqui a alguns anos o desporto será isto? Será que os feitos das máquinas vão raptar o interesse de quem assiste a uma prova desportiva? Esse momento de trevas esfumou-se num par de segundos, não mais que isso, segundos.
(Isto do ponto de vista meramente desportivo, porque a possibilidade destes humanoides engordarem sem alma ou questões éticas uma máquina de guerra deixa-me para lá de apavorada.)
Deixou de me preocupar porque aos robôs faltará sempre uma condição humana que, no fundo, é o que nos faz ficar agarrados a uma televisão ou de pé num estádio a assistir a uns Jogos Olímpicos ou outra qualquer competição desportiva. Porque dos robôs esperamos que apenas melhorem, apenas façam coisas cada vez mais impressionantes, que se tornem inevitáveis. Dos atletas humanos também esperamos tudo isso, mas sabendo sempre que pode acontecer um dia mau, um azar, uma preparação que correu menos bem, a inclemência do tempo e das naturais fraquezas de quem é feito de músculos e alma e não de fibra de carbono ou placas de titânio. As pessoas não vão ligar desportivamente aos feitos dos robôs humanoides da mesma forma que desprezam um atleta que se dopa.
Tudo isto tornou-se subitamente real quando, este fim de semana, Tadej Pogačar, o mais sobre-humano dos ciclistas, talvez até de todos os desportistas, perdeu uma Volta a Espanha que estava virtualmente conquistada.
À 4ª etapa, logo à 4ª etapa da Vuelta, uma das três grandes voltas de três semanas do ciclismo, a única que falta ao palmarés obeso do curvilíneo Pogačar, escrevi que “só uma calamidade, uma queda, um azar” poderia roubar a sua primeira vitória em Espanha, tal era o domínio avassalador do esloveno, fosse a desferir ataques a 50 quilómetros da meta ou a ser mais rápido que todos os outros contra o relógio.
E essa calamidade, essa queda, esse azar acabou mesmo por acontecer.
Já Pogačar tinha três etapas no bolso e quase quatro minutos de vantagem para uma incapaz concorrência quando, numa anónima etapa em linha, sem qualquer dificuldade, construiu-se uma daquelas sequências de acontecimentos que só é mesmo possível atribuir aos ditames das coincidências. Pogačar ia tranquilamente no pelotão quando resolveu beber água - coisa que os robôs não necessitam. Surgiu então uma pedra, da qual o esloveno se tentou desviar, sem sucesso. Caiu, foi de cara ao chão e as suas capacidades sobre-humanas tornaram-se subitamente mais humanas: de nada vale ter uns pulmões e um coração de grande capacidade e uma mente sólida quando se tem uma fratura na clavícula esquerda, outra numa vértebra e uma concussão. Para tratar de tamanhas mazelas, não bastará mudar uns fios e umas placas, como quando os robôs alucinam e batem contra paredes: serão meses e meses de paragem para um atleta que dominou como quis as últimas temporadas do ciclismo.
Não há, portanto, nunca, em tempo algum, vencedores antecipados no desporto, porque quem o pratica é humano e coisas humanas podem sempre acontecer. O azar de Pogačar explica porque é que o desporto nunca será dos robôs, será sempre dos homens que ganham, mas que também podem falhar, ter uma lesão, um revés inesperado. As histórias de superação, de recuperação, mas também as de queda, de infortúnio e desventura serão sempre muito mais fascinantes para o ser humano do que a evolução tecnológica, por muito que ela faça parte do desporto.
De Tadej Pogačar já escrevemos vezes sem conta sobre os seus feitos, recordes, a forma como revolucionou o ciclismo, a sua fome e capacidade de ganhar em todas as grandes competições, sejam clássicas ou nas grandes voltas. Agora está na hora de contar a história da sua recuperação e regresso. Tudo isto é muito humano, de tudo isto se faz a paixão humana pelos desportos.
E, dentro do azar de uns, abrem-se novas narrativas, daquelas que um robô nunca terá a capacidade de protagonizar. Sem Pogačar, o líder da Vuelta passou a ser Enric Mas, maiorquino que arrancou a temporada com uma exibição pálida na Volta a Itália, que lhe valeu críticas públicas da sua equipa, a Movistar. Agora, quando muitos já o consideravam acabado, aquele que foi em tempos uma das esperanças do ciclismo espanhol pode escrever uma incrível história de resistência e surpresa. Tenta lá isto, robô humanoide."

BolaTV: Falso Plano #137 - A corrida está Mas aberta que nunca

Tailors - Final Cut - S05E36 - Diogo Jesus

Liga: Nacional 2 - 3 Estrela