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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

VALERAM OS TRÊS PONTOS


"Benfica 1 - 0 Alverca

PRÉ-JOGO
1. Bem, que onze ofensivo aquele que o Marco Silva escalonou para hoje, estão lá todos!

2. Que lindo ver no relvado tantos craques que vi e aplaudi nos bons velhos tempos desde as bancadas da velha Luz.

JOGO
3. Dez minutos tipo treino: uns só atacam, outros só defendem. Um lance de muito perigo protagonizado por Bah, remate com pé esquerdo rasteiro, difícil para o redes do Alverca. 
Lenglet ja fez uns três passes de longa distância a virar jogo com enorme precisão - a dar mostras de um dos atributos que lhe era atribuído quando foi contratado.

4. Muito domínio, mas zero de grandes oportunidades até aos vinte e cinco minutos. E são eles que à primeira descida marcam... O VAR a examinar, está a demorar, tanto tempo, se forem linhas à Porto, nunca se sabe. Golo anulado, fora de jogo! Melhor assim...

5. Não estamos inspirados na frente, que é o nosso ponto forte, e o Alverca está a fechar-se muito e bem. Querem ver que isto vai a zeros para o intervalo? Vem apoio das bancadas - e algum nervosismo também.
Schjelderup e Pavlidis ainda não entraram em campo e a primeira parte está a acabar.

6. Quase adormeci - e estou com dúvidas se foi do jogo ou do jetleg de sete horas que ainda não normalizei. Talvez das duas coisas juntas. Temos que acelerar na segunda parte. Marco vai mudar jogadores?

7. Vim com expectativas de mais uma goleada, aqui chegados já só quero os três pontos, meio a zero chega.
Voltámos com Echeverri para o lugar de Schjelderup, Prestianni para a esquerda. Parece-me bem.

8. Echeverri muito bem a mudar de direção em velocidade na área e a sofrer penálti de falta indiscutível. Vamos Pavlidis. UM-ZERO! 50 minutos, estamos na frente. Como vão eles jogar agora? Vamos ter mais espaços?

9. O Bah tem feito grandes jogos, mas hoje...
A nossa pressão também não está a funcionar como a temos visto noutros jogos.
Também estamos a falhar muitos passes, erros não forçados, como se diz no ténis.
Eles estão a ir cada vez mais à nossa área. E cada vez que lá vão o meu pacemaker desata a funcionar.

10. Quantas faltas já sofreu o Prestianni?
O tribunal a puxar pela equipa. Muito bem. É que isto está longe de estar resolvido. 54.082 na Luz. A sofrer.
Echeverri egoísta. Era só dar ao Pavlidis. Miúdo, tens o resto da época para marcares. Hoje, agora, temos é que arrumar com o jogo, OK?

11. A gerir o jogo, mas vamos criando algum perigo. E o segundo golo?
Já agora: para quando um golo de canto?
Eles vão somando cantos e nós, na bancada, ansiedade. Mais três minutos.

12. Importante ganhar jogos menos conseguidos.
Hoje valeram os três pontos.
Quinta-feira há mais na Catedral."

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

Com uma camisola das antigas, o Benfica serviu-se da juventude para o difícil desafio que foi o Alverca


"Frente aos ribatejanos, e usando uma camisola vintage, o Benfica arrancou uma das mais difíceis vitórias da época (1-0). A ligação Gianluca Prestianni e Claudio Echeverri foi essencial para, por uma vez, encontrar um erro na sempre organizada defesa da equipa de Sérgio Ferreira. O penálti marcado por Pavlidis volta a deixar os encarnados a cinco pontos do líder FC Porto

Com uma camisola daquelas, quase que se entra a ganhar. Tem peso, histórico, estético, as mangas compridas, os números como antigamente. Sem nomes, porque alturas houve em que, em campo, o coletivo suplantava qualquer veleidade individual, porque o indivíduo se reconhecia ao longe.
Foi com uma réplica da camisola vermelha viva da época 1980/81 que o Benfica se apresentou para o jogo com o Alverca e lá bonitos iam eles. Mas a carga da elástica não deu super-poderes à equipa de Marco Silva, que teve nos ribatejanos um dos
desafios mais complicados da época.
A vitória curta, por 1-0, com um golo de penálti, é um retrato real de um jogo em que os encarnados sofreram sempre com a organização defensiva da equipa de Sérgio Ferreira, antes de precisarem de cerrar os dentes para segurar uma frágil vantagem nos últimos minutos, num jogo partido.
Talvez aí a camisola tenha dado essa tal aura, o embalo necessário em dias em até o que tem corrido bem parece não sair. E ela caiu melhor na pele dos miúdos que nasceram já aquele jersey era um maravilhoso clássico vintage.
Gianluca Prestianni e Claudio Echeverri nasceram no mesmo mês e no mesmo país em 2006 e seria numa ligação entre ambos que o Benfica conseguiu desbloquear o jogo. A entrada do segundo, ao intervalo, para o lugar de Schjelderup, parece ter dado vida ao primeiro, que tem no lado canhoto a sua via primordial, de onde lhe saem as melhores obras. Na 1ª parte, a jogar no meio, Prestianni foi um dos que mais tentou, mas também um dos mais tapados pela rigoroso processo do Alverca - outro foi Pavlidis, desaparecido até marcar o golo da vitória.
O jogo, diga-se, até começou com um Alverca de peito feito, a tentar surpreender logo à entrada. O Benfica respondeu aos 5’ com um remate de Bah, que Matheus Mendes defendeu com classe, sujando os calções para ir buscar aquela bola rasteira com selo de golo. Mas essa seria a única oportunidade flagrante dos encarnados na 1ª parte.
Apareceram algumas boas combinações, nomeadamente pela esquerda, entre Schjelderup, Dahl e Prestianni, e o Benfica conseguia, numa fase inicial da construção, com poucos toques e as já reconhecíveis dinâmicas entre os jogadores, encontrar linhas de passe. A muralha do Alverca, bem junto à área, impedia que o fluxo atacante continuasse.
A equipa do Ribatejo ia testando as suas forças. No jogo direto, Chiquinho dava trabalho a Lenglet e Dahl, ganhando muitas bolas nos duelos com os defesas. Mas com poucas consequências, é certo. Aos 25’, o Alverca ainda festejou, num livre lateral ensaiado, com Figueiredo a aparecer sem marcação para um remate que teve oposição milagrosa de Samuel Soares. Na recarga Bojang marcou, mas estava adiantado.
Ao intervalo, Marco Silva fez entrar Claudio Echeverri e seria recompensado pelo jovem argentino, que abanou o jogo. Depois do golo, inventado por Prestianni e Echeverri, rasteirado na área por Sergi Gómez, e convertido aos 11 metros por Pavlidis (10º golo da temporada na I Liga), seria sempre dos dois miúdos os momentos de maior sobressalto para um Alverca que nunca se desconfigurou, nem nunca descaiu fisicamente.
Os últimos 25 minutos seriam assim de sobrevivência para o Benfica, com dificuldades claras em controlar as bolas longas do Alverca, com Chiquinho a ter depois a companhia de Vivaldo Semedo na frente de ataque. O ex-Wolverhampton e Mallorca seria displicente num par de remates e o marcador ficar-se-ia por um único magro golo e uma vitória sofrida do Benfica, que mantém-se assim a 5 pontos do FC Porto na tabela da I Liga."

Mesmo quando há pouco... há Pavlidis: as notas do Benfica


"Avançado só fez dois remates e, mesmo assim, deu a vitória ao Benfica. Echeverri entrou para agitar a equipa. Prestianni sente-se como peixe na água... na esquerda. Lenglet foi o patrão da defesa

Melhor em campo: Pavlidis (7)
Não foi a exibição mais cintilante, longe disso, mas não tremeu na hora da verdade. Rematou, com frieza, para o centro da baliza, na marcação do penálti que valeu a vitória. Houve poucas oportunidades, poucas situações de finalização, mas, como se viu, vai sempre havendo Pavlidis, desta vez para conquistar três pontos. Foi um jogo exigente, quase sempre a jogar de costas para a baliza. Além do penálti, só teve mais um remate, já de ângulo fechado na área, depois de a bola lhe ter sobrado de um ressalto, mas o alvo não foi atingido. Mesmo com dificuldades, conseguiu desbloquear três vezes o ataque, na função de referência para combinação, para três lances junto à área do Alverca. Ainda não tinha marcado aos ribatejanos. Das equipas da Liga, já só lhe falta o Marítimo.

Samuel Soares (6) — Tocou na bola, pela primeira vez, de cabeça, obrigado a sair da área. Aos 25' desviou para o poste esquerdo um remate de Figueiredo e não evitou que Bojang fizesse a recarga para golo. Mas o lance foi anulado por fora de jogo. Mais em ação na segunda parte, segurando remates de Figueiredo, Matheus França e Chiquinho. Agarrou centros e socou uma vez a bola num canto. Também teve de recorrer ao jogo com os pés: bom passe, sob pressão, para Dahl aos 56'.

Bah (6) — Quase marcou, após mau alívio de Isaac James, aos 5', num remate rasteiro de pé esquerdo que obrigou Matheus Mendes a reagir como um gato e desviar para canto. Pouco antes já tinha cabeceado após um canto, ameaça que repetiu aos 84'. Cortou vários ataques do Alverca e colaborou com Lukebakio no ataque.

Tomás Araújo (6) — Jogo tranquilíssimo, até porque poucas vezes foi chamado a intervir na área de ação. Não precisou de fazer dobras a Lenglet. Utilizou o recurso dos passes longos apenas duas vezes, e bem, quando serviu Echeverri e Prestianni.

Lenglet (7) — Iniciou muitos ataques, alguns com passes longos a procurar Lukebakio e Prestianni. Mas sai do jogo marcado pelo bom desempenho no combate que travou com Dawda — na antecipação, na aplicação do físico, pela relva e pelo ar, saiu-se quase sempre bem. Viu um cartão amarelo por falta sobre Chiquinho, por travar um contra-ataque ameaçador. Prevaleceu, aí, a inteligência e a experiência. Foi patrão da defesa.

Dahl (5) — Apanhou Chiquinho pela frente e teve o maior dos desafios, muitas vezes entregue a ele próprio. Aos 25', na marcação de um livre, deixou Figueiredo escapar, Bojang marcaria, mas o golo seria anulado por fora de jogo. Nunca virou a cara à luta e tentou sempre contribuir ofensivamente.

Aursnes (5) — Pareceu soltinho e foi muito prático e vertical no início do jogo. Mas os minutos foram passando e foi perdendo influência no momento ofensivo. Contra a muralha ribatejana, esteve muitas vezes perto dos defesas e, por isso, sem causar impacto. Na missão defensiva, apoiou Palhinha, mas também precisou de ajuda. Os dois contra o mundo chegou ontem, pode não chegar noutro dia.

Palhinha (6) — Com muita área para cobrir, foi acumulando recuperações de bola, até no meio-campo adversário, e cortes, ajudando a equipa a defender adiantada. Simples a entregar a bola, ainda tentou marcar, num cabeceamento por cima da barra. Também cometeu erros — aos 72' foi batido por Chiquinho à entrada da área, aos 89' teve perda de bola comprometedora.

Lukebakio (5) — Terá de fazer mais e melhor para ganhar o lugar. Não teve a capacidade para desequilibrar, não se viram os movimentos da linha para o centro. Cobrou um livre por cima da barra e rematou fraco uma vez à figura. Nota para um lance aos 23': corte sobre Chiquinho, como um central, depois de um canto do Benfica.

Prestianni (7) — Jogou a primeira parte no apoio a Pavlidis e aos 20' abria os braços por sentir que o jogo lhe estava a passar ao lado, apesar de dois bons lances individuais. Após o intervalo, na esquerda, sentiu-se melhor. Depois de arrancada pela esquerda, serviu, de trivela, Echeverri, que foi derrubado na área. Aos 81' quase marcou num remate cruzado e rasteiro de pé esquerdo. É a partir da linha que se sente como peixe na água.

Schjelderup (4) — Para lá de uma boa combinação com Dahl e Prestianni, pouco mais lhe saiu, falhou no drible e no remate.

Echeverri (7) — Explosivo e agitador, sofreu penálti, tentou várias vezes o remate, sofreu faltas (duas castigadas com amarelos a Chiquinho e Ian Luccas) e nunca se deu à marcação. Importante para acelerar o jogo no último terço e para abrir espaços, foi solução para finalizar e permitir que outros finalizassem.

Rafa (5) — Serviu de letra, na área, Echeverri, que rematou por cima da barra. Foi o melhor em 21 minutos. Não teve oportunidade de explorar a velocidade.

Manu (—) — Chamado à ação na compensação, posicionou-se ao lado de Aursnes.

Durán (—) — Perdeu a bola antes de o árbitro apitar para o final.

Kaminski (—) — Trinta e oito dias depois de se ter lesionado, voltou a jogar."

Às vezes também é preciso saber conduzir um veículo utilitário


"A máquina de golos de 2026/2027 teve uma noite diferente, diante de um Alverca mais uma vez bastante organizado e capaz de discutir espaços e tempos frente a um grande

O Benfica venceu o Alverca por 1-0, retoma vantagem segura no segundo lugar da Liga e desta vez foi obrigado, por um adversário muito organizado, a abdicar de notas artísticas e goleadas. Soube chegar à vantagem, que no final se justifica, mas também defender-se nos minutos finais, algo a que está pouco habituado. O Alverca quase não chegou a criar uma verdadeira oportunidade de golo, mas a verdade é que o Benfica também não, com exceção de dois lances ainda na primeira parte. Vamos lá a factos.
Há muito tempo que um bloco de apontamentos não ficava tão vazio até à chegada do intervalo. Aos cinco minutos, sem ter havido sequer tempo para se perceber a tendência do jogo, Alexander Bah encontrou forma de rematar à entrada da área e proporcionou a Matheus Mendes uma belíssima defesa. A tal oportunidade encarnada que referimos acima.
Se a bola tivesse entrado tudo poderia ter sido diferente, claro. Assim como teria sido se o Benfica tivesse cavalgado esse lance e tivesse posto em prática o espírito esfomeado com que tem abordado os jogos recentes. Recordemos as outras notas do bloco: aos 25 minutos o Alverca, em bola parada muito inteligente, chegou ao golo, mas o último homem a tocar na bola estava em fora de jogo. Antes a bola embateu no poste, e aí não haveria irregularidade. A tal oportunidade dos ribatejanos. Aos 42 Lukebakio conseguiu chutar à baliza, mas foi fraquinho para Matheus agarrar sem problemas.
O que nos diz isto sobre o jogo até ao intervalo? Que o Alverca se encaixou bem nas dinâmicas do Benfica. Trazia-las bem estudadas e nem precisou, até então, de encostar autocarros à área. Preencheu os espaços e anulou as principais peças encarnadas à primeira ou em dobras preciosas. Prestianni jogou pelo meio e teve os seus momentos habituais de magia, sim. Schjelderup atiçou algumas brasas pela esquerda, sim. Lukebakio ia tentando forçar, é certo. Mas tudo ia sendo anulado pelos ribatejanos, que na realidade quase nem deixaram Pavlidis tocar na bola no sítio onde é realmente letal — a área.
O Alverca já tinha causado mossas e aborrecimentos em Alvalade e no Dragão. Sai dos três terrenos mais difíceis da Liga com três derrotas, mas talvez fique na memória de qualquer um deles como o adversário mais complicado até ao momento.
Valeu ao Benfica, além de uma igualmente meritória organização que já vem de há vários jogos, uma chave argentina que veio do banco desbravar o momento do jogo, logo aos quatro minutos da segunda parte. Echeverri entrou para o lugar de Schjelderup, Prestianni foi para onde tem sido mais feliz — a esquerda — e foi de lá que serviu o compatriota para ele receber e ser carregado na área. Penálti, Pavlidis, golo.
Podia ter sido o móbil para a aceleração e o regresso do Benfica mandão, mas o Alverca não deixou. Não soçobrou, não se desorganizou e continuou a manter os donos da casa em sentido, algo que faria até final.
A dada altura, quando se entrou no último quarto do jogo, chegou a ver-se os ribatejanos dominarem o jogo, terem mais bola e afoitarem-se para perto da área de Samuel Soares. Já se disse que nada disto resultou em reais oportunidades de golo, mas as ameaças existiram e os benfiquistas sentiram. Sobretudo na bancada, razão pela qual terão ido buscar forças para, na contrariedade, acentuarem o apoio à equipa e fazerem da Luz, nos minutos finais, o tal inferno de que tanto se fala.
O Alverca não o sentiu, pelo que se foi vendo, mas certamente os próprios jogadores da casa terão acusado a responsabilidade e fizeram o que tinham a fazer, até final, para manter a vantagem. Foi um daqueles jogos em que entrar com moral em cima ou moral em baixo pode fazer a diferença... e neste caso fez para melhor, vistas as coisas pelo lado do Benfica."