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sábado, 24 de outubro de 2026
GANHAR E GOLEAR!
"Omonia 1 - 4 Benfica
PRÉ-JOGO
1.
A milhares de quilómetros, com despertador a acordar-me com o primeiro sono a meio, Benfica é Benfica.
2.
Gosto da gestão que Marco Silva vai fazendo do plantel. De uma forma ou de outra todos vão tendo oportunidades, hoje a mais surpreendente é a chamada de Manu ao onze.
JOGO
3.
Entrámos mandões no jogo. Estamos a jogar em casa de uma equipa que também ganhou os dois primeiros jogos - com adversários de menor valia que os nossos - e é assim, a tomar conta do jogo desde o início, que mostramos o ADN de equipa que foi ganhar a Milão.
4.
UM-ZERO! Os autogolos valem tanto como os golos, preferia que tivesse sido do Echeverri, em todo o caso muito obrigado amigo Négo. Estar em vantagem para uma equipa como a nossa, muito ofensiva, seja aos 14 ou em qualquer outra altura do jogo, é ótimo: obriga o adversário a abrir-se.
5.
Já foi tempo em que jogar com equipas cipiotras era sinal de três pontos garantidos, normalmente eram até despachados de goleada. O jogo tem corrido em toada algo morna, pautada, mas nota-se que o Benfica é claramente superior. Estamos é a falhar muitos últimos passes, a entrarem poderiam colocar-nos em posição de aumentar a vantagem.
6.
UM-UM. Julguei que o malandro que comeu o Bah de cebolada e assistiu com precisão para o golo fácil, só empurrar, arrancou fora de jogo, mas se o sistema semi-automático da UEFA, muito mais fiável que o nosso, dá-o em jogo, nada a dizer, é aceitar.
7.
Acho que Manu, reclamado por muitos Benfiquistas, não está a aproveitar a oportunidade. O meio campo está a sentir a falta de Palhinha e o ataque a do Prestianni - por onde andas Rafa?
Intervalo.
8.
DOIS-UM! Echeverri a fazer de Prestianni a meter cruzamento tenso na área e o Bah a aparecer - já vai sendo um clássico - na cara do redes, que faz grande defesa. Depois é o que se sabe dos verdadeiros pontas de lança: a bola vai ter com eles, Pavlidis é um desses, só teve que empurrar. Boa reentrada!
9.
Pressão alta com recuperações junto à área deles, domínio absoluto do jogo, boas combinações ofensivas ao primeiro toque, vamos lá arrumar com isto? É só ser mais certeiros no momento final, adivinha-se o terceiro, mas parece que os estamos a poupar.
10.
Tripla alteração: Prestianni, Palhinha e Sudakov para o jogo.
Estamos mesmo com pena deles: agora já lhes oferecemos umas bolas perigosas à entrada da nossa área...
11.
TRÊS-UM! A pressão alta, mais uma vez a pressão alta, eles atrapalhados a querer sair a jogar, bola nos pés do capitão e toma lá que este golo já devia ter aparecido há muito tempo no jogo. Que bom é ver Aursners a marcar!
12.
QUATRO-UM! O Prestianni que vá agradecer ao Lukebakio a recuperação preciosa, a cavalgada de 50 metros, a assistência de toma lá e empurra.
Em amarelos a goleada ainda é maior, pelo menos dois deles foram ridículos foram, à árbitro tuga.
O Anísio a querer molhar a sopa, o redes fez grande defesa. Pena, o miúdo tem que ganhar confiança - e essa para os avançados é com golos que se consegue.
13.
Acabou, mais uma vitória rumo aos oitavos de final, o futebol português que nos agradeça: em semana desastrosa para Porto e Sporting os pontinhos do Benfica (e do Braga) valem ouro, sem eles era o descalabro.
Pensamento agora no jogo dos Açores, onde mora uma equipa super bem orientada por Petit, esse mesmo."
Jaime Cancella de Abreu, in Facebook
Claudio Echeverri, a arma atirada ao Omonia por um Benfica com recursos infinitos
"Por mais rotação que faça, o rendimento do Benfica não tem flutuações. Os encarnados deram mais uma prova da profundidade do plantel em Chipre e alcançaram frente ao Omonia a terceira vitória em três jogos na Liga Europa (4-1).
Claudio Echeverri foi o 28º jogador titular com Marco Silva e Anísio Cabral tornou-se o 33º utilizado pelo técnico
Claudio Echeverri tornou-se o 28º jogador diferente a ser titular no Benfica esta época. A tamanha democratização do acesso ao onze é uma prática pouco generalizada. Para efeitos de comparação, o Sporting e o FC Porto deram acesso à equipa inicial a apenas a 21 e 20 jogadores, respetivamente. De Miguel Figueiredo a Tomás Araújo, têm existido oportunidades espalhadas pelo balneário para que todos as possam encontrar.
Nem todas as peças têm encaixes universais para se unirem àquilo que têm ao lado. A beneficência de Marco Silva para com o plantel poderia romper ligações e comprometer a homogeneidade dos desempenhos, mas o Benfica tem a coordenação de uma orquestra. Com todos ao mesmo ritmo, os encarnados já ultrapassaram a fase da assimilação de uma ideia de jogo e estão agora a desenvolver alternativas. As sete mudanças introduzidas contra o Omonia em nada dificultaram o acesso à terceira vitória na fase principal da competição.
Mesmo com uma fórmula inédita, o meio-campo do Benfica foi um laboratório de química. Na elaboração do golo inaugural, os três elementos mostraram um notável entendimento dos espaços. Fredrik Aursnes caiu sobre a direita e foi lançado por Manu Silva, mais posicional. O cruzamento teve a intromissão de Echeverri, embora os créditos por ter colocado a bola dentro da baliza tenham recaído em Loïc Nego, defesa do Omonia.
Os cipriotas, que sofreram pela primeira vez na prova, são uma equipa impertinente e capaz de reduzir o volume atacante do adversário. Em vantagem, o Benfica foi paciente na procura de agredir novamente o conjunto comandado pelo norueguês Henning Berg. Os remates de longa distância eram a única maneira de o Omonia assombrar Trubin.
Um momento de supressão do rigor defensivo perturbou os encarnados, que contavam chegar na frente ao intervalo e não foram capazes de o fazer. A ousadia do setor recuado do Benfica expôs Alexander Bah à entrada de rompante de Jaden Montnor nas suas costas. O extremo livrou-se do dinamarquês e, com toda a última linha das águias ainda a reorganizar-se, premiou o surgimento de Andronikos Kakoulis na zona que devia ser vigiada por Souffian El Karouani.
Claudio El Diablito Echeverri adotou uma postura intrépida e foi imaginando apenas as consequências positivas dos seus riscos. O desamarrado jovem argentino alavancou o Benfica com a ânsia de causar uma boa impressão na estreia a titular. Quando decidiu flutuar do associativismo para um estilo mais direto, tirou um cruzamento que deixou três companheiros na cara do guarda-redes. Vangelis Pavlidis foi o mais lesto a bater Fabiano, ex-FC Porto.
O Omonia exigia uma certa atenção com as transições. Quando Aursnes também faturou, percebeu-se o motivo para os campeões de Chipre serem tão económicos na quantidade de passes. Uma ambiciosa tentativa de sair a jogar dentro da grande área permitiu a recuperação ao médio, que não desperdiçou a oportunidade.
A ponta final do jogo do Benfica foi uma demonstração da profundidade que tem vindo a evidenciar. As contas de um jogo já decidido foram fechadas por Gianluca Prestianni, após trabalho de Dodi Lukebakio. O banco de onde ambos saltaram rendeu o 4-1. Além disso, Anísio Cabral somou minutos pela primeira vez com Marco Silva ao substituir Pavlidis, que ainda atirou ao poste. Foi o 33º jogador utilizado pelo técnico esta época. Os recursos parecem não ter fim."
Este Benfica gosta mais de banquetes do que de dietas mediterrânicas
"Equipa de Marco Silva continua a passear na Liga Europa
O mar de influência sobre Nicósia e a ilha de Chipre poderia sugerir uma tragédia grega ou um banho turco, mas a região é banhada pelo Mediterrâneo, quente, tranquilo e propício, e o Benfica nele navegou com alguma calma.
Logo ao minuto 4, Vangelis Pavlidis parece ter poupado os amigos cipriotas-gregos, pois em frente ao guarda-redes adornou e a bola acabou nas mãos de Fabiano Freitas. Esse mesmo, antigo guarda-redes do FC Porto.
Não se jogava bem e ao minuto 11' Montnor começou a mostrar quem era, convidando Trubin a voar, com disparo de longe, ao centro da baliza, mas a bola ia com força e o ucraniano jogou pelo seguro, cedendo canto. Importa referir que tudo resultou de um erro benfiquista e que o Benfica viveu o susto e tentou crescer, tornando-se o adulto na sala.
Em pouco tempo ganhou a bola, ficou com ela, trabalhou-a bem e Aursnes serviu Echeverri, que atirou de cabeça, mas o gesto imperfeito beneficiou de um empurrãozinho cipriota. O golo acabaria por ser atribuído a Loic Négo.
O primeiro aviso não foi, todavia, suficiente e Ewandro reagiu ao minuto 19, atirando com perigo. Segundo alerta para os encarnados.
Os adversários têm dito que o Benfica é adversário de Champions, que é demasiado grande para navegar estas águas de Liga Europa. Neste Mediterrâneo, parecia, pois, um transatlântico, demasiado grande e forte, fora do contexto.
Os brindes, ainda assim, não cessavam, Manu ia fazendo as suas asneiras à frente da área (25'), mas o Omonia não era um paquete, era um pesqueiro lento a tentar apanhar um atum rabilho.
Passava da meia hora, o Benfica carregava, jogava bem, dominava e jogava bonito, construindo lance que poderia ter vindo do andebol, com sucessivos passes laterais, libertando Schjelderup para remate perigoso, que Fabiano deteve com dificuldade.
O perigo relativo do Omonia resumia-se praticamente ao aproveitamento das asneiras de Manu, que errou passes sucessivos em zonas perigosas: aos 36' Trubin defendeu tentativa de Montnor após mais uma entrega falhada, Marco Silva olhava para a relva...
Ao minuto 42, todavia, saía mesmo uma truta ao pesqueiro. Mas como? Se não as há naquelas águas? A defesa do Benfica tratou disso. Bah fez-se à bola à queima, com excesso de confiança, levou o popular cabrito de Montnor, que com toda a calma e categoria serviu Kakoullis, que só teve de encostar. Fez lembrar o golo do Benfica, mas mais bonito e mais consentido.
O intervalo, e ouvir (de) Marco Silva fez bem. Segunda parte autoritária, logo a abrir com golo de Pavlidis. O grego, que não celebrou em frente aos cipriotas-gregos, aproveitou uma trapalhada boa, que envolveu Bah, Fabiano e o poste e fez o 2-1, aos 48 minutos.
O mesmo Pavlidis rondou o 3-1 aos 65' e Circati ameaçou na sequência do canto, sucediam-se as oportunidades, o Omonia caía.
Marco Silva meteu então a carne toda no assador, fazendo entrar Palhinha, Sudakov e Prestianni e este também ameaçou a baliza cipriota logo aos 72'. Sem dar margem para respirar, o Benfica carregou, Pavlidis atirou ao poste aos 75', segundos depois Aursnes fazia o 3-1. O transatlântico agitava as águas, as pequenas embarcações naufragavam. Lukebakio, isolado, ofereceu o golo a Prestianni, 4-1, tudo contado. Águia de barriga cheia e sem dieta do Mediterrâneo."
Echeverri chegou, viu e já ameaça ser titular
"O argentino 'quase' marcou o primeiro golo do Benfica e 'quase' fez a assistência para o segundo. Antes e depois dessas duas jogadas mostrou ao que vem: talento, velocidade e risco
Melhor em Campo:
Echeverri (7)
El diablito, como lhe chamam na Argentina, foi o único a ter em Nicósia aquilo que se pede a um grande jogador: rasgo, talento, desequilíbrio, agressividade, velocidade e risco. Logo aos 4’, entrou como um foguete pela linha média cipriota, ofereceu o golo a Pavlidis e, na sequência da tentativa do grego, rematou para defesa fácil de Fabiano. Era o primeiro sinal positivo do argentino de Resistencia. O segundo foi o desvio de cabeça, após cruzamento de Aursnes, que originou o primeiro golo. O terceiro surgiu já na segunda parte, num lançamento perfeito para a zona do penálti na jogada do golo de Pavlidis. Deu mostras de que, a curto ou médio prazo, lutará pela titularidade.
Trubin (6) — Suplente na Liga, somou a terceira titularidade seguida na Liga Europa (Milan, Celtic e Omonia). Estava ainda relativamente frio quando teve de desviar para canto um remate forte de Montnor. Impotente para deter o desvio de cabeça de Kakoulis, que restabeleceu a igualdade.
Bah (6) — Surpreendido pelo chapéu de Montnor que esteve na origem do golo do Omonia. Recompôs-se e quase marcou instantes antes de Pavlidis fazer o segundo do Benfica. Aos 75’, serviu Pavlidis para um remate ao poste direito.
Circati (6) — Sempre que foi titular, jogou ao lado de Tomás Araújo. Foi um pouco lento a fechar a zona central no golo do Omonia, mas, de resto, assinou uma exibição sem problemas.
Tomás Araújo (6) — Sem muito trabalho pela frente, mostrou-se imponente sempre que foi solicitado a proteger a baliza de Trubin.
El Karouani (5) — Segunda vez no onze inicial, depois do jogo em Milão. Atacou sempre com algum perigo, embora a defender tenha sentido dificuldades, sobretudo no golo de Kakoulis, ao deixar-se antecipar pelo 9 do Omonia.
Aursnes (6) — Teve um jogo sossegado a fazer dupla com Manu Silva. Desenhou um cruzamento perfeito para a cabeça de Echeverri no lance do 0-1 e, bem mais tarde, recebeu um passe inesperado de Brouwers para, de primeira, assinar o 3-1.
Manu Silva (5) — Terceira titularidade da época, todas na Europa: St. Gallen, Hearts e agora Omonia (as anteriores tinham sido em Rio Maior, na goleada por 7-0 ao Casa Pia). Esteve bem a abrir na direita para o cruzamento de Aursnes que originou o primeiro golo, mas menos bem no resto do tempo, acumulando algumas perdas de bola.
Rafa Silva (3) — Esteve, mas não esteve; entrou, mas não entrou; jogou, mas não jogou. Na única oportunidade que teve para colocar em campo a sua velocidade de ponta, perto da hora de jogo, atrapalhou-se e perdeu a bola. Saiu pouco depois.
Schjelderup (5) — Discreto, como tem sido em quase todos os jogos do Benfica pós-Mundial. O único momento de algum destaque foi a participação inicial na jogada que culminou no remate de Pavlidis ao poste.
Pavlidis (7) — Dezasseis jogos, dezasseis golos. Marcou um golo à ponta de lança, aproveitando uma defesa incompleta de Fabiano, e ainda enviou uma bola ao poste direito. Além disso, como sempre, revelou-se fulcral na construção ofensiva a jogar de costas para a baliza.
Prestianni (6) — Teve um primeiro remate para defesa atenta de Fabiano e, na fase final do encontro, acompanhou pelo meio a correria de Lukebakio pela direita. Esperou a assistência do belga e encostou para o golo mais fácil da carreira: baliza aberta e sem oposição.
Sudakov (5) — Pouco mais de 20 minutos em campo, pautados pela intenção de fazer girar a bola.
Palhinha (5) — Desvio de cabeça num canto de El Karouani, seguido de dois passes falhados. Teve ainda um papel importante na compensação ao 'mostrar os dentes' a Diony, após este cometer uma falta agressiva sobre Prestianni.
Lukebakio (7) — Entrou a dois minutos do fim e, estando fresco, arrancou pela direita, passou por dois jogadores cipriotas e correu desalmado rumo à baliza de Fabiano. Podia ter rematado, mas preferiu (e bem) ceder a bola a Prestianni para o 4-1 final. Pouco tempo em campo, mas o arranque e a oferta do golo valem-lhe nota alta.
Anísio Cabral (5) — Estreia na equipa principal em 2026/27 com um remate a mostrar que, se Pavlidis e Durán se descuidarem, podem ter concorrência."
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