Últimas indefectivações

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Boa vitória...

Bakken Bears 81 - 91 Benfica
16-19, 20-19, 14-27, 29-26

Excelente vitória, neste regresso à Dinamarca, num jogo de alto e baixos, onde jogámos muito bem em vários momentos, seguido de pelo menos duas 'brancas' onde permitimos a recuperação do adversário!
Regresso do Broussard às grandes exibições... permitimos demasiados ressaltos ofensivos ao Bakken!!!

Esta equipa em teoria é o 2.º adversário mais complicado deste grupo, os Turcos devem ser o nosso principal adversário, e num Grupo de 6 equipas, onde só os dois primeiro passam, esta vitória poderá ser muito importante...

'Made in' Benfica


"Há nove jogadores formados no Benfica na atual Seleção portuguesa. João Cancelo, Rúben Dias, Tomás Araújo, Nuno Tavares, João Neves, Bernardo Silva, João Félix, Gonçalo Ramos e Samuel Soares passaram pelo Benfica Campus.

Prestianni foi o jogador que mais valorizou na Liga portuguesa na última atualização do Transfermarkt. Não é propriamente uma surpresa para quem tem acompanhado a época do argentino. Talvez seja para alguns dos especialistas que ainda há pouco tempo não encontraram razões para votar nele como melhor jogador do mês.
Não faço das avaliações do Transfermarkt uma ciência exata. Estão longe disso. Mas servem para perceber como o mercado olha para os jogadores e, no caso de Prestianni, confirmam aquilo que se vê em campo. Está muito melhor jogador do que era quando chegou ao Benfica. Continua a ter apenas 20 anos e ainda tem muito para corrigir, mas hoje já tem outra importância na equipa.
Há mais jovens do Benfica a subir. Banjaqui e Gabriel Índio estão entre os dez sub-19 mais valorizados do mundo. Banjaqui é mesmo o terceiro. Convém não meter tudo no mesmo saco. Banjaqui fez o seu percurso no Benfica Campus. Gabriel Índio chegou este ano ao clube, ainda muito novo, e é uma aposta feita fora de portas. São histórias diferentes. O que têm em comum é estarem hoje entre os jovens mais valorizados da sua idade.
Depois há aquilo que já não é promessa nem projeção de mercado. Há nove jogadores formados no Benfica na atual seleção portuguesa. João Cancelo, Rúben Dias, Tomás Araújo, Nuno Tavares, João Neves, Bernardo Silva, João Félix, Gonçalo Ramos e Samuel Soares passaram pelo Benfica Campus. Fábio Silva também teve uma passagem pela formação do Benfica, durante duas épocas, mas não o incluo nesta conta porque a sua passagem foi muito curta.
Nove jogadores numa seleção que ganhou os últimos quatro jogos e que vai chegar aos próximos desafios, nomeadamente à Liga das Nações, ao Europeu e ao Mundial, com a ambição de conquistar estes títulos.
No meio de tudo o que se escreve e diz sobre Cristiano Ronaldo, é fácil deixar passar o resto. Ronaldo continua a ser Ronaldo e é natural que concentre grande parte das atenções. Mas a presença do Benfica nesta Seleção já atingiu uma dimensão que também merece ser olhada.
No último jogo, contra a Noruega, João Cancelo marcou um dos golos, Gonçalo Ramos fez o outro e João Félix deu a assistência para o golo da vitória. Tudo made in Benfica.
Quando uma seleção com as ambições de Portugal tem nove jogadores formados no mesmo clube, não estamos apenas perante uma fornada particularmente boa. Já passaram várias e os jogadores continuam a aparecer.
Entretanto, no FC Porto, a renovação do plantel prossegue a bom ritmo. Depois de, em janeiro, ter contratado um central de 40 anos, chegou agora Chris Smalling, com 36. Está a rejuvenescer. Smalling teve uma carreira importante, jogou muitos anos no Manchester United e na Roma e pode perfeitamente ser útil ao FC Porto. A idade, por si só, não impede ninguém de jogar bem. No entanto, não deixa de ser algo que devemos assinalar. Smalling é o sexto central contratado pelo FC Porto em pouco mais de um ano de Farioli. Seis centrais! Não é coisa pouca.
Também será interessante conhecer os custos da operação. Smalling estava sem clube, portanto não há transferência para pagar. Isso não quer dizer que venha de graça. Há salário, prémio de assinatura e outros encargos que seria interessante conhecer. Digo isto porque nos habituámos a um escrutínio minucioso das contratações do Benfica. Sabemos quanto custou o jogador, as comissões, os objetivos e, algumas vezes, até quanto é que o jogador vai receber ao longo do contrato. Não me incomoda. Pelo contrário. Quanto mais transparência houver no futebol, melhor.
E já que falamos de transparência, há um assunto que merece bem mais atenção do que aquela que tem tido. Há quase um mês, o Benfica entregou ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol e ao Conselho de Arbitragem um documento com propostas para mudar a arbitragem portuguesa. Fê-lo sem grande alarido e, talvez por isso, falou-se pouco do assunto. É pena. Passamos horas a discutir arbitragens e quase tempo nenhum a discutir a arbitragem. O documento mexe em algumas das questões que há muito levantam dúvidas no futebol português. Desde logo, quem manda na arbitragem e de quem depende quem manda. O Benfica defende que a gestão deixe de estar na esfera da Federação e da Liga e passe para uma entidade externa, com autonomia total. Os mandatos seriam fixos e não coincidiriam com os ciclos eleitorais das entidades que regulam o futebol. Para a liderança dessa estrutura poderia passar por um concurso internacional.
Há depois uma questão que também me parece difícil de contestar: quem nomeia não deve ser quem avalia. O Benfica propõe uma separação total entre as duas funções.
O documento vai mais longe e entra também no VAR. Defende a sua profissionalização e a introdução do fora de jogo automático. Se temos tecnologia que permite reduzir o erro numa decisão que é objetiva, não vejo razão para continuarmos a não o fazer. Também há uma mudança na forma de olhar para o desempenho dos árbitros e dos VAR. Quem tiver desempenhos de mérito deve ser premiado financeiramente. Quem não atingir os níveis exigidos deve ter consequências. Parece-me normal. Se queremos uma arbitragem cada vez mais profissional, também temos de aceitar que o desempenho conte. Não faz sentido avaliar árbitros se depois essa avaliação não tiver qualquer efeito.
Independência, profissionalização, transparência e responsabilização. É nestes quatro pontos que o Benfica assenta a sua proposta.
Não significa que tudo tenha de ser aceite como está. Pode haver outras soluções e certamente haverá quem discorde de algumas. Mas o Benfica fez mais do que apontar problemas. Colocou uma proposta em cima da mesa.
Agora gostava de ouvir os outros.
Sobretudo aqueles que durante anos fizeram da verdade desportiva uma bandeira e os que chegaram mais recentemente a anunciar lufadas de ar fresco no futebol português.
É uma boa altura para perceber quem quer mesmo discutir uma mudança na arbitragem e quem prefere continuar a discuti-la apenas depois dos jogos."

À boleia com Gonçalo Pinto

D. Monarca - 💣 Baixas para o Vitória SC preocupam. Saída do Benfica Prestianni já falou com Jorge Mendes!

BF: Baliza...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que o comunicado de Cristiano Ronaldo transmite

Observador: E o Campeão é... - A despedida de Messi contrasta com a crise de Ronaldo?

Observador: Três Toques - O "monumento" de Cristiano Ronaldo ao abandono de estágio

A Bola é minha, Eu é que sei! - S04E01 - MARCO SILVA SEM FILTROS 🔴 Porto bate tudo | Sporting em crise?

Zero: Canto - Três...

Notícias do Benfica


"A atualidade benfiquista na BNews.

1. Contributos internacionais
Acompanhe a prestação dos futebolistas do Benfica ao serviço de seleções. Banjaqui marcou pelos Sub-21 de Portugal e Edokpolor coroou com um golo a sua estreia pela A da Nigéria.

2. Dérbi na Luz
O jogo entre Benfica e Sporting a contar para a 5.ª jornada da Liga BPI de futebol no feminino está agendado para 24 de outubro, às 15h30, no Estádio da Luz.

3. Jogo do dia
As águias iniciam o percurso na fase de grupos da FIBA Europe Cup de basquetebol com a deslocação à Dinamarca para defrontar o Bakken Bears (17h30).

4. Derrota tangencial
O Benfica perdeu por 32-31 na visita ao TTH Holstebro em jogo da 2.ª jornada fase de grupos da EHF European League de andebol.

5. Mundiais de hóquei em patins
São 13 os hoquistas do Benfica ao serviço de diferentes seleções nos Mundiais de hóquei em patins no masculino e no feminino.

6. Chamadas internacionais
Oito futsalistas do Benfica estão convocados por Portugal para a Ronda Principal de apuramento para o Campeonato do Mundo.

7. À boleia com…
Gonçalo Pinto, hoquista do Benfica, é o atleta em destaque."

The Viciado: CEO da SPORTTV passa dos LIMITES e aponta a GERAÇÃO DE CRIMINOSOS

Terceiro Anel: Café #26 - Nuno Machado

Prata da Casa #71 - 5 a Quê?, Pitch Invaders, Quentne

Pre-Bet Show #195 - DE OLHOS POSTOS NO REGRESSO DOS CLUBES 🔥

Comercial - Bola Bronca - Manuel Cardoso

Mega Hits - Fui Mordido Por... - #52 - Jorge Jesus

Renascença - Extremamente Desagradável - Pelé, Maradona e Ronaldo

Zorlak: Comunicado...

Mata Mata - RONALDO vs JORGE JESUS: QUEM TEM RAZÃO?

Tji: Ronaldo...

A Cor do Dinheiro - Ronaldo: O Falhanço da Federação Portuguesa de Futebol - Think Tank

Rabona: Jürgen Klopp Has 61 Days To Fix Germany

BolaTV: Pepa...

DAZN: Paddock Club - Max is back: he never left

Terceiro Anel: DRS #65 - O RUGIDO DO LEÃO & SINGAPORE GP!! 🏎️🏁

A Bola Não Mente - S02E03 - Duren encaixa, KAT espera, Ronaldo "comunica"

Profeta do La Palice !!!

Indesculpável !!!

Distração oportuna !!!

Tudo isto, porque o tom, não foi o adequado !!!

Homelander, a melhor alcunha!!!

Propaganda sem amnesia !!!

Falta o King, para este cartoon ser exacto!!!

O Patrão...

Excelente ideia...

Imparáveis...

Nem um....

Marionetas...

Carapuça bem enfiada... que figurinha!!!

Crazy !!!

Onze homens e nenhuma estátua


"Francisco Conceição, rapaz ágil e de espírito inquieto, discutiu com o homem do apito, foi punido e teve de sair do jogo. Os onze eram agora dez. Nenhuma estátua. A Noruega insistiu, Rúben Dias e Renato Veiga foram fechando os caminhos, Diogo Costa guardou a baliza. Passaram os 90 minutos, passaram os cinco anunciados depois. Aos 96’, ouviu-se pela última vez o apito. Os homens podiam descansar

Um homem soprou num apito e a esfera rodou sobre si mesma. Descobriu-se então que um pé podia entregá-la a outro pé e continuar a correr, certo de que a encontraria mais adiante. A bola podia ir ter com qualquer um e qualquer um podia dar-lhe um destino. Os portugueses experimentavam estas novidades com evidente agrado. Nuno Mendes de um lado, João Cancelo do outro, subindo, descendo, reaparecendo como as primeiras espumas dos primeiros mares. Vitinha, oferecendo o objecto redondo a quem o instinto lhe ordenava, contanto que vestisse de igual. João Félix aparecia onde momentos antes só existia espaço. Gonçalo Ramos recebia de costas, devolvia, voltava-se, disposto a recebê-la outra vez. Os portugueses estavam a gostar uns dos outros. Era um diálogo feito com os pés. E era bom.
Os noruegueses também tinham vindo jogar. Antonio Nusa, escandinavo apesar do nome, rematou e Diogo Costa lançou-se para lhe impedir o sucesso. Aos trinta e seis minutos, na sequência de um livre de Martin Ødegaard, Kristoffer Ajer encontrou a bola à entrada da área e, com a parte de fora do pé direito, mandou-a para dentro da baliza dos rapazes portugueses. Fora um remate muito bonito. A rede acolheu a esfera e agitou-se com a força do impacto, dando assim a novidade aos que estavam mais longe. Bruno Fernandes, incumbido de liderar o conjunto, não fora capaz de cortar a bola ao homem da Noruega. Mas não desanimou, pois tudo era novo. E era possível.
No grande rectângulo luminoso apareceram os números um e zero.
Dois minutos depois, junto a uma das longas linhas brancas, Nuno Mendes ergueu a bola nas mãos e confiou-a a João Cancelo. A esfera bateu no chão, levantou-se, deu-se a jogar; e o rapaz, diante do grande rectângulo traçado à frente da baliza, mediu o que havia a medir e acertou-lhe em cheio. Foi uma pancada magnífica. Selvik estendeu-se, mas não chegou; já a bola estremecia naquele lugar da rede que nenhum braço seria capaz de alcançar.
Nas bancadas, gente colorida com os tons do conjunto português levantou-se de repente, como se aquele remate lhes tivesse restituído uma mobilidade perdida, e soltou um bramido no modo próprio de pronunciar a palavra “golo” na região onde a partida se disputava.
Ao intervalo, um golo para cada lado. Os rapazes recolheram para beber água e ouvir os homens que tinham ficado cá fora a pensar.
Quando regressaram, continuaram a conversa. Cancelo voltou a rematar, Selvik voltou a defender. Erling Haaland falhou o alvo e, pouco depois, saiu. Os espectadores de Portugal aplaudiram-no, no que parecia ser um sinal de quem está satisfeito com a própria vida e pode dispensar uns segundos a um adversário. E aplaudiram bem. Rúben Neves apareceu sozinho ao segundo poste e mandou a bola por cima: havia aquele céu enorme, que remates assim nos faziam recordar.
Aos setenta e nove minutos, Rúben Neves confiou no juízo de Vitinha, e Vitinha encontrou João Félix para lá dos defesas. Não é possível ter certeza do sentido que o passe levava, mas João Félix acrescentou-lhe a cabeça e encaminhou a jogada para Gonçalo Ramos que acompanhara tudo. Bateu-lhe na barriga da perna e entrou. Dois a um. A bola estava na rede e cada um tinha feito alguma coisa pelo outro.
Francisco Conceição, rapaz ágil e de espírito inquieto, discutiu com o homem do apito, foi punido e teve de sair. Simples. Os onze eram agora dez. Nenhuma estátua. A Noruega insistiu, Rúben Dias e Renato Veiga foram fechando os caminhos, Diogo Costa guardou a baliza. Passaram os noventa minutos, passaram os cinco anunciados depois. Aos noventa e seis, ouviu-se pela última vez o apito. Os homens podiam descansar."

Os meus oito pontos sobre o comunicado de Cristiano Ronaldo


"Sem ajuda, muito menos aprovação de terceiros, listei os meus oito pontos sobre o bombástico comunicado de Cristiano Ronaldo. É apenas a minha interpretação.
1 - É (era) inimaginável ver Jorge Jesus lendo em jeito de penitência uma carta feita por outras pessoas. Quem o conhece sabe perfeitamente isso. Entretanto, se analisarmos friamente o contexto, o treinador acabou por seguir boa parte do roteiro. Não o fez de forma literal, mas, sim, com as próprias palavras. À sua maneira. Alinhou, em parte, no discurso fabricado por várias mãos, sobretudo ao comparar Ronaldo com Pelé e Maradona.
2 - Admitiu que participou na escolha de Jorge Jesus e também na validação da carta de mea-culpa do treinador. Escancarou para o mundo o tamanho da sua influência nas decisões da Seleção. Um poder quase absoluto. Consequentemente, levantou um questionamento óbvio: fez isso outras vezes? Teve papel fundamental em quantas decisões nos últimos anos?
3 - Pediu desculpas aos portugueses e também aos companheiros por ter abandonado a equipe. Enfim, assumiu que errou. Fez bem. Neste caso, não há muito mais a dizer.
4 - Confirmou a presença de Simão Coutinho, diretor-desportivo do Al Nassr, para "mediar" as conversas internas com Jorge Jesus. Um profissional que nada tem a ver com a Federação. Evidenciou o que muitos sabiam e outros desconfiavam: a seleção é refém das escolhas de um único jogador, assim como já havia acontecido, por exemplo, com o amigo Ricardo Regufe.
5 - Foi o primeiro — e por enquanto o único — a levantar a possibilidade de ser punido por ter abandonado a equipe, algo que, convenhamos, deveria ter sido esclarecido prontamente pelo próprio presidente da Federação. Fragilizou, mais do que nunca, o posto hierárquico de Pedro Proença.
6 - Sublinhou que não é um jogador qualquer, que é o capitão. Verdade. Porém, isso não o impediu de abandonar a equipe em plena concentração. Tudo isso porque o treinador não leu aquilo que ele queria ter escutado. Uma atitude infantil de um homem de 41 anos com nítida perturbação narcísica.
7 - Voltou atrás na decisão de não retornar agora à seleção. Assim que abandonou a equipe, fez questão de passar a mensagem de que o regresso estava dependente da presença de Jorge Jesus. Honestamente, sempre acreditei neste recuo, ainda que de forma ingênua. Bingo.
8 - Apesar de ter arrasado Jesus em praça pública, algo que poucos fizeram nas últimas décadas, deu um arriscado passo para uma "reconciliação", ainda que somente para inglês ver.
Se isso acontecer, entretanto, muito provavelmente vai ser uma "paz podre". Esta é, acreditem, a mais pura das verdades."

Tiago Craveiro, para quem tem memória curta:

Fui emigrante, obrigado Cristiano Ronaldo


"Numa publicação que fiz nas redes sociais sobre o possível adeus de Cristiano Ronaldo à Seleção Nacional, alguém deixou um comentário que me ficou na memória: «Fui emigrante, obrigado Cristiano Ronaldo.»
Poucas palavras dizem tanto. Há ali uma experiência de vida, uma distância de casa e um agradecimento que vai muito além do futebol. Há o reconhecimento de quem encontrou, no nome de um jogador, uma maneira de ser visto e de sentir orgulho no país de onde partiu. É por isso que me custa imaginar que a história de Cristiano Ronaldo com a Seleção possa terminar desta forma…
O episódio é conhecido: no jogo com a Noruega, Ronaldo aqueceu durante largos minutos, mas acabou por não entrar. Jorge Jesus reconheceu depois que o deixara a aquecer mais tempo do que devia, explicando que as suas decisões tinham sido tomadas em função da equipa. Entretanto, Edu Aguirre, jornalista e amigo do jogador, apresentou uma versão segundo a qual Ronaldo se sentiu traído: esperava um pedido público de desculpa que, no seu entendimento, deu lugar a uma reafirmação de autoridade. É um relato que deve ser tratado como tal, sem o confundir com uma verdade estabelecida sobre o que foi conversado em privado.
Depois veio a saída do estágio, em Copenhaga, e o avião privado a caminho da Dinamarca. Ronaldo anunciou que explicaria, a seu tempo, as razões da decisão. O adeus definitivo à Seleção permanece por esclarecer, mas a possibilidade de aquele ter sido o último capítulo já nos obriga a pensar na despedida que gostaríamos de lhe dar.
Não pretendo julgar se fez bem ou mal deixar o estágio da Seleção. Tão pouco julgar se Jorge Jesus esteve ou não correto. Não conheço todas as conversas, todos os compromissos ou todas as circunstâncias, mas penso que todos – sem exceção – ficaram a perder neste episódio que correu mundo.
O que quero dizer é mais simples: se esta for a despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção, merecia ter acontecido de outra forma. Merecia um estádio capaz de lhe devolver, em aplausos, uma parte do que ele nos deu. Merecia que os portugueses soubessem que estavam a vê-lo pela última vez com aquela camisola. Merecia, fundamentalmente, tempo para um obrigado, porque CR7 foi muito mais do que um extraordinário jogador ao serviço de Portugal…
Durante mais de duas décadas, foi uma presença constante na nossa vida coletiva. Vimos o jovem crescer, o talento transformar-se em exigência e a exigência sustentar uma carreira que parecia desafiar o tempo. Com ele, aprendemos a esperar mais da Seleção. A entrar nas grandes competições com ambição. A acreditar que também podíamos ganhar.
As conquistas tiveram muitos protagonistas. Nenhuma equipa vence sozinha através de um jogador, mas há figuras que marcam uma época e lhe dão um rosto - Cristiano deu rosto à ambição de uma geração portuguesa, e levou esse rosto ao mundo.
Para muitos portugueses que vivem fora do país, o seu nome passou a fazer parte das primeiras conversas sobre as suas origens. Dizer «sou português» podia trazer, do outro lado, um sorriso e uma resposta imediata: «Ronaldo.» Nesse encontro tão breve havia uma forma de reconhecimento. Portugal tornava-se próximo, mesmo a milhares de quilómetros.
É isso que leio naquele comentário. Quem escreveu «Fui emigrante, obrigado Cristiano Ronaldo» estava a agradecer uma companhia à distância, uma razão para levantar a cabeça, um nome que ajudou a levar consigo o país.
Na rubrica Liderar o Jogo, esta história também nos deve fazer pensar sobre a maneira como terminam os grandes percursos. Liderar exige decisões sobre o presente, mas exige igualmente cuidado com as pessoas e consciência da história que transportam. Uma despedida bem conduzida dá espaço ao futuro e permite agradecer o passado.
Ronaldo tem defeitos, como todos. A sua carreira nunca esteve acima da crítica. Ainda assim, podemos discutir uma reação, uma exibição ou uma escolha e reconhecer a dimensão do que construiu. A gratidão não exige unanimidade.
Foi o fim da história de CR7 na Seleção? Não sei. O que desejo é que ainda haja oportunidade para lhe prestar o reconhecimento que merece.
Cristiano continuará a representar Portugal quando deixar de vestir a camisola das quinas. O seu nome ficará ligado ao nosso, nos livros, nas memórias e nas conversas de quem vive longe de casa. Entrou na história do desporto e na história de um pequeno país que ajudou a tornar mais conhecido.
Por tudo o que nos deu, pelo orgulho que fez viajar e pelo que continuará a significar para tantos portugueses: obrigado Ronaldo."

Adeus que me vou embora


"Tendo em atenção este fenómeno do abandono de Cristiano Ronaldo da Seleção de todos nós, nome consagrado pelas circunstâncias do tempo, absolutamente extravasante em termos de discussão pública, campeão de todos os campeões, deixo à reflexão dos meus estimados leitores a consulta a uma 'Carta Aberta' de 22 de junho passado (antes do Mundial), que lhe foi por mim dirigida e publicada neste órgão de comunicação social no qual muito me honra colaborar.
Sem entrar em linha de conta com o que para tal minha opinião importa, quero, contudo, e numa tentativa de ajudar a compreender o fenómeno da transição de carreira de jogadores de elite, abordar em dois artigos o que para tal possa servir de melhor reflexão.
O abandono de carreira ou transição da mesma, no âmbito de jogadores de elite, deverá merecer uma especial atenção, logo a partir do momento que a mesma se inicia, no sentido de os atletas se prepararem individualmente de acordo com os recursos pessoais, experiências e estratégias a percorrer. Esse acontecimento pode representar para uns estados de pressão, intranquilidade e crise, enquanto para outros dum estado de alívio.
Sabe-se que o tempo de prestação em alto rendimento e o seu elevado grau de exigência para a função, é muito mais curto do que a maioria das carreiras. Para muitos, o desempenho de elevada competência, exercido e potenciado pela sua entrega total, pouco tem a ver com a inclusão noutras áreas e, por isso, por vezes vacilam e desistem.
Por outro lado, o investimento na prestação atlética e competitiva poderá proporcionar uma série de privilégios, insuscetíveis de perpetuação, após o afastamento da atividade. Tal facto pode por vezes colocar a questão sobre o porquê de uma carreira tão limitativa, no seu aspeto temporal. A razão apontada para a generalidade dos jogadores é uma e apenas uma: a paixão pelo que se faz, o amor ao futebol.
Os benefícios retirados de uma carreira com sucesso, ao mais alto nível, refletem-se muitas vezes, nas palavras dos próprios, no que corresponde à sua própria realização pessoal, mas também no robustecimento do aspeto financeiro. Fatores esses que, no mundo da transição, podem funcionar no sentido contrário, levando a que entrem em declínio, pelo afastamento de poder viver no mundo real. Nos diversos estudos realizados, alguns autores: Lavalle e Wylleman (2000); Maurphy (1995) e Olgilvie (1998) e eu próprio, Neto, J. (2010); referimos como fatores mais significativos da causalidade na transição de carreiras, a idade, a existência de lesões, a simples dispensa ou a livre escolha do próprio.
Um outro elemento a ser referido como causa perturbadora na transição de carreira tem a ver com o medo de ser dispensado. Essa brutal realidade de deixar de merecer confiança da equipa técnica, ou dirigente na manutenção de capacidades, até então superiormente desempenhadas, pode assumir uma expressão mesmo dramática para o atleta.
Outras causas derivadas da anterior, podem resumir-se no facto da incapacidade de respostas físico-atléticas devido ao avanço da idade. Por vezes é o próprio atleta, por sua iniciativa, a retirar-se, tendo assim a possibilidade de estar mais tempo com a família, ou abraçar outros projetos de vida; no entanto existe sempre um certo grau de dificuldade no momento do abandono, muito em especial quando os níveis de performance assumiram um estado de excelência, demonstrando essa identidade atlética perante uma plateia difícil de reeditar noutras vertentes profissionais.
Os autores atrás referidos juntamente com Werthner & Orlick (1996) e confirmados por mim próprio (2011), referem o caso dos atletas que se retiraram devido à existência e prevalência de graves lesões, experienciaram severo stress psicológico, manifestado em depressões, uso e abuso de substâncias, incluindo pensamentos arrasadores e tentativas de suicídio. Ainda se acrescenta um conjunto de reações experienciadas como seja: formas extemporâneas, e por vezes persistentes, dum estado de luto, perda de identidade, separação e solidão, medo e ansiedade e até um estado crítico de angústia pela perda duma importante parte do seu eu.
Um eu social, porque este eu, digamos, personalístico, é um constructo mental e social. Sabemos que, duma forma geral, os atletas, devido à dedicação extraordinariamente profissional à aquisição e manutenção de altas competências, declinam a atenção noutros vetores educacionais e formativos na aprendizagem da vida, tendo, por conseguinte, muita dificuldade de integração noutras áreas profissionais após o abandono da carreira desportiva.
Seguindo esta linha de orientação, surgem alguns casos de revelado interesse para objeto de reflexão. Algumas medidas reativas do afastamento que conduzem ao abuso do álcool, aumento do tabagismo, negligência de higiene pessoal, abandono da manutenção e controlo duma condição física adequada. Pelo contrário, os atletas que se mantinham ocupados, continuando a treinar de forma regular, formulando novos objetivos de conquista, sujeitos a um grande apoio social e preparando antecipadamente a sua retirada, apresentaram baixos níveis de ansiedade e maior capacidade de confronto com os problemas inerentes à transição de carreira já evidenciados.
Como é também de salientar a esta luz e que importa interpretar alguns casos de longevidade desportiva ao mais alto nível de atletas, como Paolo Maldini, Luís Figo e neste caso o próprio Cristiano Ronaldo. Neste âmbito, será importante programar um conjunto de medidas no sentido de ajudar os atletas a ultrapassar as dificuldades que se podem reportar a uma transição de carreira, inserindo-os num novo estado participativo da vida, que muito espera de quem pelo desporto lhe deu o suor misturado tantas vezes com as lágrimas da ingratidão ... ou porventura abençoadas pela força da razão.
Procurarei referenciar algumas dessas medidas no próximo artigo (Parte II)."

As notas que validei: três jogos de suspensão para CR7


"Cristiano Ronaldo contou a sua versão dos factos, com pormenores que talvez fosse melhor nem sabermos. Dispõe-se a regressar após castigo, mas quanto aguentará Jesus ignorar?

O comunicado é longo, mas merece leitura profunda. A cronologia da quebra de relação com Jesus está lá, contada por Ronaldo, mas com intervenientes pelo meio que ficamos sem perceber como têm direito a tanta presença na Seleção.
Simão Coutinho, diretor-desportivo do Al Nassr, é referido várias vezes, sendo contextualizado como a pessoa que contratou JJ para este clube e a quem o treinador reportava na época passada. Como é que o responsável de uma equipa árabe acaba em reuniões entre o selecionador e o capitão, num momento de tensão? E já agora, porque não chamar outros diretores-desportivos que contrataram Jesus noutras alturas? Quem permitiu isto? Onde estava a FPF nestas reuniões? Como o aceitou JJ? Inexplicável.
Tiago Craveiro, consultor estratégico de CR7, também foi chamado, desta vez, diz Cristiano, para uma reunião a pedido de JJ. Todos juntos, tiveram a bondade de escrever o que o selecionador teria de dizer na fatídica conferência de imprensa. A ser verdade que Jesus aceitou tudo isto até aqui como se fosse normal, realmente mais valia ter levado o papel e só o ter lido perante os jornalistas, sem direito a perguntas. Só um selecionador amordaçado se prestaria a isto, mas tendo em conta todo o contexto já nada me surpreende muito. Surpreendeu-se, no entanto, CR7 ao ouvir JJ com «uma atitude de quero, posso e mando», em vez de ler coisas como «Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito». Imaginem o quão natural isto teria saído. Tanto consultor, tanto diretor-desportivo, tanto amigo, e ninguém conhecia Jorge Jesus? O selecionador vai ter de explicar muito bem como aceitaria tanta pressão e condicionamento, ou então desmentir grande parte desta versão, o que afastaria totalmente o regresso de Ronaldo.
O capitão pediu também desculpa aos colegas e aos portugueses por ter abandonado, o que só lhe fica bem, como teria ficado uma ou outra palavra de elogio aos resultados e exibições recentes. Atirou para o lado da Federação a responsabilidade pelo seu castigo, o que tendo em conta as palavras de Pedro Proença no passado domingo deve indicar que a FPF já recebeu umas notas previamente validadas: a suspensão será de três jogos, com retroativos para os dois jogos com a Noruega e outro com a Dinamarca.
Depois disto, só resta ver quanto estão os restantes intervenientes dispostos a ignorar. Já não tenho grandes dúvidas: CR7 vai voltar à Seleção, resta saber se JJ aguenta. Mesmo com um trabalho destes..."

Derrota na Dinamarca...

Holstebro 32 - 31 Benfica
15-15

Jogo equilibrado, mas na entrada dos últimos 10 minutos, tivemos uma 'branca' e ficámos a 4 golos, ainda recuperámos mas não foi o suficiente...
As insuficiências do plantel são evidentes!

Falar Benfica #262 - Regresso da Liga, propostas arbitragem e modalidades

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E19 - Especial Benfica