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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Terceiro Anel: Bola ao Centro #236 - FINALMENTE ESTAMOS DE VOLTA!! 🦅🔴

Afinal, o futebol pode ser coletivo


"Jorge Jesus não abdicou das suas ideias, os resultados foram bons e as exibições, solidárias. A posição da FPF face a Cristiano Ronaldo (atenção ao Regulamento Disciplinar) coloca nos ombros do jogador do Al-Nassr o ónus da reconciliação, que, a verificar-se, não passará de um ato de hipocrisia. Tenho pena, mas foi CR7 que escolheu a via da arrogância…

Quatro jogos, quatro vitórias, nos dois terços iniciais da fase de grupos da Liga das Nações, colocaram Portugal, desde já, nos quartos de final da competição de que é campeão em título.
Mas há jogos e jogos e cada um deles é o próprio e a sua circunstância. E como foram diversas as circunstâncias, para Portugal, ao longo destes 360 minutos. Jorge Jesus começou com o modelo de Roberto Martínez e obteve uma vitória justa, mas anémica, sobre o País de Gales; depois, introduziu, em Oslo, as suas próprias ideias, com pressão alta e futebol atacante, de alas bem abertas, e derrotou, fora de portas, a seleção que eliminou o Brasil no Mundial de 2026; seguiu-se a crise com CR7 e a resposta surgiu em forma de grande exibição, solidária e personalizada, que valeu um triunfo em Copenhaga onde, nos últimos anos, só a Espanha passara; e, com um discurso já voltado para colocar nas costas de Ronaldo o ónus de fumar o cachimbo da paz, novo triunfo, no Dragão, frente aos noruegueses, após 90 minutos de trabalhos forçados, que tiveram um acréscimo inesperado com a expulsão infantil de Francisco Conceição.
A Seleção de Portugal foi uma verdadeira equipa, cada um quis saber dos companheiros antes de saber de si próprio, não houve quem recusasse uma corrida para trás, no momento defensivo, e o talento individual e as movimentações coletivas possíveis nesta fase embrionária do trabalho de Jesus foram, naturalmente, de menos a mais ao longo destes quatro jogos. Estamos a assistir ao começo de um novo ciclo? Não tenho qualquer dúvida disso, de olhos postos em 2030.
Felipe Melo, 43 anos, ex-jogador internacional pelo Brasil, com passagens por Espanha, Itália e Turquia, publicou uma reação nas redes sociais, em defesa de Cristiano Ronaldo, onde dizia que nenhum dos outros jogadores da Seleção Nacional lhe chegava aos tornozelos. CR7 respondeu com um ‘gosto’, deixando claro como se via face aos companheiros da turma das quinas. Quando se fala numa forma digna de o jogador do Al-Nassr se despedir da equipa de todos nós, ficou claro que Ronaldo não valoriza essa vertente e insiste em deitar sal na ferida aberta por tudo o que sucedeu depois do Noruega, 1-Portugal, 2.
No fundo, devemos estar gratos a Cristiano Ronaldo por não esconder o que pensa dos companheiros de percurso na Seleção Nacional, o que nos leva a perceber que o mal-estar instalado transcendia em muito Jorge Jesus. Mas mais lhe devemos agradecer o facto de, com este simples ‘gosto’, ter unido ainda mais a turma das quinas, dando-lhe uma motivação extra. Ao mesmo tempo, qualquer tentativa de criar condições para uma saída limpa de CR7, caiu pela base. A não ser que, para o jogo de homenagem (contra a Arábia Saudita, sem dúvida), a Federação Portuguesa de Futebol conceda a Cristiano Ronaldo a faculdade de ser selecionador, treinador e capitão (e mesmo assim terá dificuldade em encontrar dez jogadores que queiram fazer parte da sua equipa). Muito se tem falado do prejuízo para a FPF provocado pelo adeus intempestivo de CR7. Não vejo como, a não ser na virtualidade das redes sociais. No que respeita aos vários contratos em vigor até 2030, a FPF não recebe mais ou menos por ter CR7 (e era sabido que o jogador do Al-Nassr terminaria a carreira em 2027, três anos antes do termo desses compromissos); e a questão dos ‘cachês’ dos jogos particulares, a partir do momento em que a Liga das Nações veio ocupar as datas FIFA consagradas aos embates a feijões, deixou de se colocar. Portanto, o que tem sido dito sobre a influência da marca CR7 nas contas federativas não passa de poeira para os olhos: e tenho a certeza de que os adeptos da Seleção Nacional, que com a qualidade que possui continuará a apurar-se para as grandes competições internacionais, vão continuar ao lado da equipa.
É verdade que o adeus rocambolesco de Cristiano Ronaldo à Seleção provocou uma onda mediática a nível planetário. O que não significa que tenha existido um movimento de solidariedade com o antigo astro madeirense. Pelo contrário. Cristiano Ronaldo constará nos livros da história do futebol como um dos melhores intérpretes de sempre. Mas também será lembrado, em nota de rodapé, como alguém que não teve noção das suas crescentes insuficiências e terminou a carreira como caricatura do gigante que foi. Creio que a Proença e JJ fazem bem em tentar encontrar-lhe um adeus digno à Seleção Nacional, embora me pareça - e talvez esteja enganado - que nem o próprio estará interessado em entendimentos.
Talvez o maior favor que a FPF lhe faça, em nome de tudo o que, desde 2003, representou para Portugal, seja não agir disciplinarmente contra ele junto da FIFA, o que seria absolutamente normal depois da deserção que protagonizou, e dessa forma permitir-lhe que chegue aos desejados 1000 golos. E há uma coisa que parece pacífica: face ao Regulamento Disciplinar da FPF, a situação de Cristiano Ronaldo é, neste momento, de jogador suspenso automaticamente. A FPF está a tentar criar condições para um adeus digno de CR7 à Seleção. Mas é um pouco como a canção de Rui Veloso: na Cidade do futebol sabe-se que Cristiano Ronaldo não gosta, mas mesmo assim quer-se empenhar o anel de rubi, para levá-lo ao concerto do Rivoli.
Do ponto de vista político, o que a FPF (atenção ao Regulamento Disciplinar, repito, que é perentório) está a ensaiar é inteligente, remetendo para CR7 a decisão de querer conversar sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias, na linha, aliás, do que foi dito pelos jogadores, antes e depois do jogo. Porém, parece-me que foram ultrapassadas linhas vermelhas, que tornam qualquer entendimento, que transcenda a hipocrisia, impossível. Imagine-se, por absurdo, que Ronaldo pedia desculpa (alguém antecipa esse cenário?), cumpria a sanção decorrente da deserção de Copenhaga e voltava a ser convocado por Jorge Jesus. Depois do que disse dos companheiros (o ‘gosto’ a Felipe Melo), alguma vez seria bem aceite pelo grupo? E mais: sabia-se que CR7 já não tinha lugar no melhor onze de Portugal há vários anos; logo, será crível que ele viesse para aceitar jogar quando houvesse espaço para o pouco que ainda tem para dar?
Deixemo-nos de eufemismos. Cristiano Ronaldo, com jogo de homenagem ou sem jogo de homenagem, hipotecou o adeus à Seleção Nacional, que tudo o que fez por Portugal justificaria. Estamos perante um ‘citizen Kane’ que vai, mais ano, menos ano, deixar de ter o mundo a seus pés, nos termos que conhecia."

A decisão está nas mãos de Cristiano, se Deus quiser


"Quatro vitórias em quatro jogos são o saldo, até agora, da Seleção de JJ. O momento positivo fica marcado, no entanto, pelo abandono de CR7. Agora resta aguardar que ele decida o que fazer

Portugal terminou o ciclo de quatro jogos da Liga das Nações com quatro vitórias e sinais de crescimento exibicional que empolgaram os adeptos como poucas ou nenhumas vezes nos últimos anos. O momento positivo da Seleção Nacional ficou marcado, no entanto, pelo abandono de Cristiano Ronaldo, cuja versão dos factos está ainda por contar.
Nos últimos dias, começaram a surgir os sinais de mediação da FPF com o objetivo de evitar este final abrupto da maior figura da Seleção. Jorge Jesus não só aprovou a reconciliação como está mesmo interessado em convocar CR7 para os próximos jogos, já em novembro, conforme A BOLA avançou ainda durante o jogo com a Noruega. Afinal, o estatuto ainda vale tudo. Proença falou ontem finalmente, mas só à RTP e apenas para prestar uma «vénia» a Ronaldo. Regulamento? Não se aplica, suponho. Só faltou mesmo pedir desculpa.
Do capitão (sendo assim, não se pode dizer antigo capitão, certo?) ainda nada se sabe sobre a intenção de ouvir (ou não) a outra parte. Os cenários, nesta altura, parecem ser estes: ou CR7 não responde, ou dá uma nega à FPF e a Jesus e este foi mesmo um triste adeus; ou Cristiano acalma os gostos nas redes sociais e a narrativa à sua volta de traição e acede a um regresso, seja ele total ou por via de uma homenagem.
Aguardamos, portanto, a decisão de Ronaldo. Vinte e três anos depois, é ele quem vai escolher como acabar ou prolongar mais um bocadinho esta ligação tão benéfica para todos, muitas vezes mais desportivamente, outras financeiramente. Verdade seja dita: o próprio sempre disse que seria ele a decidir. E como a FPF claramente não está preparada para o fim, será assim tão surpreendente que tenhamos chegado até aqui? É como se o adeus de CR7 à Seleção fosse um permanente aquecer para não entrar.
No meio disto tudo, há uma equipa para gerir e em campo não parece haver grandes motivos de preocupação. Para alguns fãs (ou bots) os jogadores também serão traidores, mas se houver um português desinteressado em ver a qualidade que Portugal apresentou nos últimos jogos então confesso que também me apetece desistir.
A Seleção Nacional está apurada para os quartos de final da Liga das Nações, venceu adversários difíceis e apresentou a elevada nota artística que JJ tanto prometeu - e várias vezes cumpriu. Há motivos para entusiasmo e celebração, mas também há que esperar que quem ficou chateado por não jogar e partiu decida se quer voltar. É uma espécie de ato de fé: o treinador é Jesus, mas o futuro é se Deus quiser."

Sem proteção!!!

Proposta...

Transparência... pessoalmente, sou mais pessimista, enquanto as personagens sejam corruptas, não existe modelo que funcione!!!

Backstage | #VóleiBenficaFem 3-0 PV Colégio Efanor | Jogo de Apresentação

BF: Avançado...

5 Minutos: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Jesus afina um rolo compressor. Ronaldo entra na engrenagem?

Terceiro Anel: Diário...

No Princípio Era a Bola - Acabou a circulação em U de Martínez na seleção, começou o quase delírio em torno de Ronaldo

Falsos Lentos - S07E03 - Carlos falou com Elma sobre Ronaldo

ESPN: Futebol no Melhor #637

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Futebol à Parte - S02E06 - PIZZI de volta e POLÉMICA RONALDO

Chuveirinho #191

Tailors - Final Cut - S05E41 - Rafael Bracali

DAZN: F1 - A vitória de Max no caos de Sepang

Sem vaselina!!!

Birra aos 41...

Que ofensa tão baixa... e tão merecida!!!

Verdades...

Profecia!

Muito treino!

Cumulo da Parolice !!!

Oremos !!!

Nem com um desenho...

Simples...

Culto...

BnR: Noruega...

Bola na Trave - Noruega...

Área Técnica #28 - O fim do regime!

Observador: Relatório do Jogo - Noruega...

Simples: Noruega...

Oliveira: Noruega...

Terceiro Anel: Noruega...

The Seleção Podcast #121 - What Do We Know After 4 Matches?

AA9: Noruega...

BnR: Noruega...

4 JOGOS = 4 VITÓRIAS


"Jogar com 11 é outra coisa.
Jogar com um 9 que marca golos e é o primeiro defensor da equipa é outra coisa. Ter um treinador que percebe disto e sabe montar uma equipa que joga para a frente, que arrisca e tem um futebol objetivo é outra coisa.
Ter uma equipa que é uma equipa, onde todos jogam para o foco comum, mais solidária, mais igualitária, é outra coisa.
Agora apetece ver Portugal."

Valores...

BI: Voo Picado #39 - Ronaldo bateu com a porta, City em apuros

Antena 3 - Triplo Duplo - João Figueiredo

BolaTV: Clubes de Chelas ‘renascem’ em camisolas que são arte à flor da pele

A saúde oral também entra em campo


"No desporto de alto rendimento, quase todos os detalhes são avaliados. Monitorizam-se cargas de treino, composição corporal, sono, nutrição, recuperação, risco de lesão e disponibilidade competitiva. Contudo, a saúde oral continua frequentemente ausente da avaliação integrada do atleta.
Esta omissão não é coerente com um modelo moderno de gestão da saúde e do desempenho. A boca não funciona isoladamente do restante organismo e uma doença oral não deixa de existir apenas porque o atleta não sente dor.
A Medicina Dentária Desportiva vai muito além da confeção de protetores bucais ou da resposta a um traumatismo durante uma competição. Inclui avaliação clínica, prevenção, tratamento, acompanhamento durante a época, educação para a saúde, gestão do risco nutricional, resposta a situações urgentes e articulação com os restantes profissionais que acompanham o atleta.
A cárie dentária, a inflamação gengival, o desgaste dentário, as infeções, a dor orofacial e os traumatismos podem afetar o conforto, a alimentação, o sono, a concentração e a disponibilidade para treinar ou competir. Isto não significa afirmar que o tratamento dentário melhora automaticamente o rendimento desportivo. Significa reconhecer que um atleta com dor, inflamação ou infeção não se encontra nas melhores condições possíveis de saúde.
Num estudo desenvolvido pelo nosso grupo e publicado na revista Scientific Reports, avaliámos 114 atletas de elite. Os resultados demonstraram que 55,1% apresentavam comprometimento periodontal, predominantemente gengivite, e 47,4% tinham cárie dentária. Mais de metade dos atletas apresentava dois ou mais achados orais em simultâneo.
Um dos resultados mais importantes foi a ausência de uma correspondência clara entre a condição clínica e a perceção dos próprios atletas. Muitos valorizavam a sua saúde oral e não referiam um impacto significativo na qualidade de vida, apesar de apresentarem doença identificada através da observação clínica.
Esta aparente contradição transmite uma mensagem relevante: a ausência de sintomas ou de uma queixa não é sinónimo de saúde. Esperar que um atleta tenha dor para intervir significará, muitas vezes, atuar demasiado tarde. Os resultados reportados pelo atleta são fundamentais, mas devem complementar, e não substituir, a avaliação realizada por profissionais preparados.
Num segundo estudo, publicado na revista Nutrients, foram avaliados 80 atletas, com particular atenção à cárie, ao desgaste dentário erosivo e aos hábitos nutricionais. Metade apresentava cárie e 40% evidenciavam erosão dentária. Cerca de 15% referiram que a sua condição oral já tinha afetado o treino e 12,5% indicaram impacto na competição.
A nutrição desportiva representa um desafio específico. As bebidas desportivas, os géis e outros produtos ricos em hidratos de carbono podem ser necessários para responder às exigências energéticas do treino e da competição. Não compete ao médico dentista eliminar de forma isolada uma estratégia definida para apoiar o rendimento e a recuperação.
A solução passa por trabalhar com o nutricionista e adaptar a prevenção à modalidade, à duração do esforço, à frequência de consumo e ao risco individual do atleta. A utilização adequada de flúor, a redução da frequência de exposição quando nutricionalmente possível, o consumo de água após produtos ácidos ou açucarados e a orientação sobre o momento da escovagem são exemplos de medidas que podem reduzir o risco sem comprometer a estratégia desportiva.
A pré-época constitui uma oportunidade privilegiada para realizar uma avaliação médico- dentária estruturada. Permite identificar focos de doença, estabelecer prioridades e programar tratamentos que podem exigir algum tempo de recuperação antes do início da competição.
Uma extração, uma cirurgia, um tratamento endodôntico ou uma infeção aguda têm consequências diferentes consoante sejam geridos durante a pré-época ou na véspera de um jogo decisivo. Antecipar estes problemas é proteger a saúde do atleta e reduzir a possibilidade de situações evitáveis interferirem com o treino ou com a competição.
Contudo, a avaliação de pré-época não pode ser uma ação isolada. Deve constituir o início de um ciclo permanente: avaliar, identificar o risco, definir prioridades, intervir, acompanhar e reavaliar.
Não é suficiente observar dezenas de atletas, produzir um relatório e não garantir que os problemas identificados são tratados. O rastreio só tem verdadeira utilidade quando existe comunicação dos resultados, um plano preventivo individualizado, acesso a tratamento e uma via de acompanhamento ao longo da época.
Sempre que exista autorização do atleta, a informação clinicamente relevante deve ser articulada com a equipa médica, respeitando a confidencialidade e a autonomia individual. O médico dentista deve compreender a organização do clube e trabalhar em conjunto com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fisiologistas e demais profissionais.
Durante a época competitiva, a intervenção deve adaptar-se às necessidades do atleta. Perante uma dor aguda, infeção ou traumatismo, a decisão clínica deve considerar o diagnóstico, a segurança, a medicação necessária, as regras antidopagem e o tempo previsto para a recuperação.
A prevenção do traumatismo também exige mais do que a entrega de um protetor bucal. O dispositivo deve ser indicado de acordo com a modalidade e o risco, confecionado individualmente, confortável, retentivo e revisto ao longo do tempo. As equipas devem ainda saber como atuar perante uma fratura ou avulsão dentária, porque os primeiros minutos podem ser determinantes para o prognóstico.
A avaliação funcional do sistema estomatognático pode igualmente complementar a observação clínica, através da análise da força de mordida, da atividade muscular, da dor, da mobilidade e de outras variáveis. No entanto, estes resultados devem ser interpretados com rigor. A Medicina Dentária Desportiva não pode basear-se em promessas simplistas de aumento do rendimento que não estejam sustentadas por evidência científica.
A tecnologia poderá ajudar a tornar a avaliação mais eficiente. Num estudo de validação realizado com radiografias panorâmicas de 114 atletas, um software assistido por inteligência artificial apresentou concordância completa com a referência clínica em 86% dos casos.
Este resultado demonstra potencial, mas também exige prudência. Foram identificados falsos positivos e limitações na deteção de algumas condições. A inteligência artificial pode funcionar como uma segunda observação e ajudar a sinalizar áreas que necessitam de maior atenção, mas não substitui o exame clínico nem a decisão do médico dentista.
Na Egas Moniz, mais de 500 atletas profissionais já foram avaliados e acompanhados no âmbito da atividade assistencial desenvolvida ao longo dos últimos anos. Atualmente, este trabalho inclui relações protocolares com três equipas da Primeira Liga portuguesa e com estruturas como a Federação Portuguesa de Basquetebol.
A experiência acumulada permitiu desenvolver um modelo que articula assistência clínica, investigação, formação e ligação ao terreno. Permitiu também confirmar que a Medicina Dentária Desportiva exige preparação específica, capacidade de integração e continuidade dos cuidados.
Associar uma marca a um atleta ou a um clube não é, por si só, praticar Medicina Dentária Desportiva. O patrocínio pode ser legítimo e contribuir para aumentar o acesso aos cuidados, mas não substitui a formação, os protocolos clínicos, a integração multidisciplinar, o tratamento e o acompanhamento longitudinal.
Da mesma forma, uma fotografia com um atleta não demonstra a existência de um programa de saúde. A comunicação deve ser uma consequência do trabalho clínico realizado e não o seu substituto. O atleta não pode ser utilizado apenas como veículo de promoção de uma instituição.
Os clubes investem valores muito significativos na contratação, preparação e recuperação dos seus jogadores. Neste contexto, não faz sentido manter a saúde oral como um ponto cego. Integrar uma avaliação médico-dentária na pré-época representa uma medida concreta, preventiva e relativamente simples dentro da gestão global da saúde.
O futuro da Medicina Dentária Desportiva não será construído apenas através de visibilidade. Será construído através de ciência, competência, ética e compromisso continuado com a saúde dos atletas.
A saúde oral também faz parte da saúde. E, no desporto, também entra em campo."