Últimas indefectivações

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Coisas normalíssimas.

Tremoços!


"Permitam-me um preâmbulo a este texto escrito após ouvir as palavras do Presidente do Benfica no Dragão : Rui Costa parecia estar a comentar a meteorologia numa tarde de domingo. Com a energia vibrante de um bocejo e uma acutilância digna de um pires de tremoços! Chegamos aqui também por culpa nossa!
No futebol, como na vida, todos somos iguais perante a lei. Ou devíamos ser. Mas há uma condição indispensável: a lei também tem de ser igual para todos.
Na arbitragem, isto devia ser um mandamento.
Ontem, em Alvalade, Debast foi expulso por uma entrada violenta sobre Rukavina. Bem expulso. Hoje, numa entrada igual de Gabri Veiga sobre Bah, o critério foi diferente e o VAR ficou em silencio.
É precisamente aqui que começa o problema. Trata-se de coerência ou, neste caso, falta dela.
Com 24 horas de diferença, lances iguais não podem ser avaliados de forma diferente. Um vermelho é um vermelho seja ao minuto 5” ou aos 90”. Quando isto acontece, sobretudo numa arbitragem que já vive rodeada de desconfiança, o problema deixa de ser apenas o erro de um árbitro. Passa a ser a credibilidade de todo o sistema.
Mais ainda quando se insiste na nomeação de árbitros cujo desempenho anterior já tinha levantado dúvidas. Se se repetem as escolhas e se repetem os problemas, alguém tem de explicar o critério.
Desta vez tenho de dar razão a Proença, o nível da nossa arbitragem é miserável.
Miguel Nogueira não é culpado do Benfica ter uma defesa com Lengelet e Circati,(Marco Silva tb não) só é mesmo culpado de ter inclinado o campo desde o minuto 5”.
O problema não é só para o SL Benfica, mas para todo o futebol português. É por desempenhos como este que o nosso futebol não vale - na centralização - aquilo que podia valer!"