"Depois da vitória em Milão, onde o Benfica confirmou que tem um plantel bastante melhor do que muitos antecipavam e com uma arbitragem excelente de um senhor australiano que apita na Liga inglesa, o que é estranho, o Benfica desceu à liga do burgo para ir jogar um clássico com arbitragem do recordista mundial dos descontos (que fez jus aos seus irrepetíveis 22 minutos) e não foi capaz de ultrapassar todas as coisas estranhas que foram acontecendo depois de ter entrado no jogo a pressionar e a criar oportunidades.
Num jogo em que, estranhamente, Prestianni apareceu com sangue na cara sem que o árbitro, o seletivo assistente, o VAR ou os comentadores de arbitragem consigam ter explicação para tal, o treinador do F. C. Porto tranquilizou-nos assegurando que, e cito, "correu tudo bastante bem". Afinal, como estranhar o que se passou no Dragão quando a arbitragem é dirigida por um presidente investigado por denúncia do seu ex-número dois sobre combinações de nomeações, inconfidências a mais de 200 km/hora e, alegadamente, fins de semana pagos no Algarve perante o silêncio do presidente da Federação que o tutela.
"Sic transit gloria mundi", assim vai o Mundo, de uma Liga que, já se sabe, só com pressão antes, durante (estranho ballet daquele roupeiro que o Mundo ficou a conhecer) e após o jogo às equipas de arbitragem se consegue ter igualdade de tratamento. Marco Silva recordou assim um curso rápido da Liga portuguesa e fez muito bem no final do jogo em ter a arte e a calma de fazer a coisa mais "estranha" em Portugal nestas circunstâncias: falar do jogo e da sua equipa. Assim vai ganhar muitas coisas, mesmo que possa parecer estranho para alguns."

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