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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Animais puros... e como eu já tinha profetizado, nenhum dos Animais foi identificado


"O festejo do golo de uma criança de 4 anos adepta do Benfica esteve, alegadamente, na origem dos incidentes registados na zona dos camarotes situados no lado contrário aos bancos do Estádio do Dragão durante o clássico entre FC Porto e Benfica (3-1). A versão é avançada por Daniel Magalhães, um dos elementos do grupo que se encontrava no camarote e que garante que os desacatos começaram após a menina celebrar o cabeceamento certeiro de Bah.
De acordo com o que foi noticiado, depois do segundo golo do FC Porto, apontado por Victor Froholdt, gerou-se grande confusão naquela zona do recinto, com trocas de palavras entre adeptos posicionados na bancada inferior e pessoas instaladas nos camarotes. Alguns adeptos tentaram mesmo aproximar-se daquele setor, obrigando à intervenção de vários agentes da PSP, que conseguiram controlar a situação.
Agora, Daniel Magalhães, de 23 anos e que se afirma sócio do FC Porto há 13, apresenta uma versão diferente daquela que tem circulado desde domingo. Segundo esclareceu a Record, fazia parte de um grupo de 14 pessoas, composto por 11 adultos e três crianças, convidado por uma empresa para assistir ao encontro num camarote.
"Éramos todos portistas, sócios e simpatizantes, apenas uma criança era do Benfica", assegura. Apenas a criança, uma menina de 4 anos, encontrava-se identificada com uma camisola branca das águia. "Tudo começou porque a criança festejou o golo do Benfica. Começaram a atirar isqueiros contra ela", afirma Daniel.
De acordo com o seu relato, não foram apenas isqueiros a voar na direção do camarote. "Também foram lançados copos com cerveja, água e refrigerantes", refere. Perante a situação, a menina recolheu imediatamente para o interior do espaço acompanhada pela mãe. Apesar do susto, o nosso interlocutor deixa claro que não houve necessidade de assistência médica. "Ficou em choque e não quer voltar a um estádio", lamenta Daniel, que diz ser primo da criança e ter optado por não revelar a sua identidade.
O jovem mostra-se particularmente incomodado com aquilo que considera serem versões erradas sobre a origem dos incidentes. "Estou desiludido, sobretudo porque se tem dito muita mentira sobre o que causou os incidentes. Nunca tinha vivido uma situação destas, ainda por cima no estádio do meu clube. Tudo começou porque uma criança de 4 anos festejou o golo do Benfica. Nada justifica agressões a uma criança, isto é de se condenar", sublinha.
Confusão nos camarotes durante o clássico obrigou a intervenção policial Daniel garante ainda que o grupo apenas reagiu depois das alegadas agressões vindas da bancada. Em algumas das imagens que circularam nas redes sociais, vê-se um copo de vidro a ser atirado do camarote. O administrativo assegura que não testemunhou isso, alegando que já tinha recolhido ao interior do camarote.
Segundo relata, alguns elementos do grupo foram identificados pela PSP. "Ninguém que estava na bancada foi identificado", adianta. Após a intervenção policial, o grupo optou por abandonar o estádio, não assistindo ao restante desenrolar do clássico. Passadas 24 horas dos acontecimentos, Daniel Magalhães admite que os envolvidos continuam a ponderar os passos a seguir, mantendo a convicção de que a situação teve origem no festejo de uma criança de apenas 4 anos."

Jornal Record

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