"1. Não temos Benfica desde 20 de setembro. Por Benfica entenda-se jogos da equipa de futebol. Nesse
sentido, só voltamos a ter Benfica a 11 de outubro.
São 20 dias sem Benfica. Um exagero. E porquê
este martírio? Ora por causa da pausa nas competições internas motivada pelo trabalho da seleção.
2. Outro exagero. O Benfica, que é o que nos interessa, forneceu jogadores para meia dúzia de equipas
nacionais deixando Marco Silva, no Seixal, com um
reduzido número de jogadores a cargo. Seixal que
passou a ter um novo nome depois de celebrado o
contrato de renovação da parceria com a adidas.
Chama-se agora o centro de formação do nosso
clube “adidas Benfica Campus”. O Benfica e a adidas mantêm uma relação desde 1997. Já é uma
coisa séria.
3. Quando ainda não se chamava adidas Benfica
Campus já era uma “escola” de renome mundial.
Se olharmos para a atual seleção nacional vemos
por lá um conjunto impressionante de jogadores
formados no Seixal. Mais exageros. Estas quatro
vitórias da seleção no arranque do apuramento
para a Liga das Nações tem a marca Benfica
impressa jogo a jogo. Ou, se quisermos, tem a
marca da formação do Benfica quase golo a golo.
4. João Félix, João Cancelo, Gonçalo Ramos foram
autores dos sucessos da nova era da seleção
nacional. Podiam ter-se limitado a marcar golos e
já seriam merecedores de aplauso. Mas, para além
desses pormenores, jogaram que se fartaram.
5. Os jogadores estrangeiros do Benfica que estiveram de serviço nas suas respetivas seleções também foram notícia. A notícia que não queríamos
ouvir foi a da lesão de Sudakov ao serviço da sua
Ucrânia. Houve, no entanto, jogadores que brilharam como o nosso Lukebakio, internacional belga,
que marcou à Itália e à França, e como Leandro
Barreiro, que marcou pelo seu Luxemburgo. E também como Prestianni, que se estreou a marcar
pela seleção da Argentina.
6. Neste período sem Benfica e com seleções encontraram-se por duas vezes em campos opostos
cinco jogadores da nossa equipa. Samuel Soares,
Tomás Araújo e João Palhinha pelo lado português
e Fredrik Aursnes e Andreas Schjelderup pelo lado
norueguês. Trocaram-se muitos abraços no fim
desses encontros. O benfiquista mais utilizado foi o
nosso capitão Aursnes, que foi titular nos 4 jogos da
Noruega e jogou a lateral-direito, a lateral-esquerdo
e a médio. A máquina Aursnes a funcionar.
7. Vinte dias depois, volta o Benfica a jogar para o
Campeonato Nacional. É já neste domingo, às 6 da
tarde, e o adversário é o Vitória que vem de Guimarães. Carrega, Benfica!"
Leonor Pinhão, in O Benfica




