Últimas indefectivações

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Circati


Apresentação oficial do novo Central do Benfica, poucas horas após os rumores terem aparecido nas redes sociais, completamente de surpresa, depois de semanas e semanas, ouvindo os especialistas das televisões e dos jornais a debitar praticamente todos os defesas-centrais do planeta futebol e a errarem todas as suas previsões!!! Prova provada que o departamento de futebol do Benfica, está a funcionar bem, sem fugas de informação, e que aqueles que vomitam palavras sobre o Benfica diariamente, não sabem nada!!!

Gostei do Circati no Mundial, não vi os jogos no Parma, mas conhecia a 'fama' do sector defensivo, com a minha atenção a focar-se mais no Suzuki, o 'goleiro' japonês!


As informação que recolhei após o rumor sair, deixam-se descansado. Central agressivo, que não se importa de sujar os calções, e forte no jogo aéreo. Passada larga para a sua altura, não me parece que vamos ter problemas com as bolas nas costas... Sendo mais alto, parece-me um jogador na 'linha' do Otamendi, em termos de atitude!

A única dúvida que tenho é a adaptação ao sistema de 2 Centrais, já que jogou sempre em Itália, em sistemas de 3 Centrais! Também desconheço a sua capacidade de colocar bolas longas, algo que o Tomás e o Lenglet fazem bem...

A questão da realização da Taça Asiática em Janeiro, poderá ser um problema, mas com 4 Centrais prontos a jogar a qualquer momento, não será grave!

Em Inglaterra, nas últimas horas continuam a existir rumores, sobre o interesse do Benfica, em outro Central, neste caso um emprestado pelo Chelsea!!! A ser verdade, poderá indicar o interesse no Tomás por parte dum 'grande' Europeu... se calhar o Bayern, com o negócio Palhinha pelo meio! Fisicamente, até poderíamos ficar a ganhar, mas ter dois Centrais que sabem jogar com os pés, dá uma dimensão diferente a esta equipa...

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Aarhus

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E07 - Aarhus

O Cantinho Benfiquista #234 - Fé no Mister!

Marco Silva não teve cuidado (e ainda bem)


"Um elogio à conferência de imprensa do treinador do Benfica em Rio Maior e uma reflexão sobre as ideias assumidas pelo próprio, o que ajuda sempre a compreender melhor as opções

Marco Silva ainda brincou, no rescaldo da goleada ao Casa Pia, ao dizer que precisava ter cuidado com o que dizia, mas a conferência de imprensa de anteontem foi a prova de que vale a pena ter uma comunicação «honesta e aberta».
É verdade que fica sempre mais fácil falar depois de uma goleada por 7-0, mas o treinador do Benfica não muda propriamente o discurso consoante o resultado. Claro que nem tudo se diz publicamente, e que a seguir a uma escorregadela há menos vontade de falar, mas é de louvar que Marco Silva — que também não está imune a dias menos felizes — tenha estado 20 minutos a dissertar abertamente sobre as ideias que tem para a equipa. E não foi apenas para explicar a reação ao lance em que Lukebakio adormeceu em posição irregular, no flanco direito, ou admitir que também «não estaria com boa cara» se tivesse perdido a titularidade como Trubin.
Marco não escondeu que o zero do Casa Pia no marcador foi tão ou mais importante do que o sete do Benfica. Está à vista de todos que a equipa, ao dia de hoje, dá mais garantias ofensiva do que defensivamente. A responsabilidade é coletiva, mas é indiscutível que a qualidade e quantidade de opções é mais limitada à retaguarda. «Temos de trabalhar sem bola, os alas andarem para a frente e para a trás», disse o técnico, que vê melhorias na reação à perda de bola mas sabe que é no ataque que está mais descansado, como comprovou o jogo de Rio Maior.
É preciso ver, em todo o caso, até onde vai o voto de confiança em Sudakov. Marco não esconde que é o jogador com o perfil mais próximo daquilo que pretende para o terceiro médio, e que a equipa até o tem servido nas costas da linha média, mas depois falta criatividade e decisão ao ucraniano, como se viu naquele penálti em andamento com o Casa Pia, para o qual André Gomes não devia ter defesa possível. Rafa e Prestianni são vistos pelo técnico como aceleradores, embora o argentino seja descrito como «o mais versátil» dos desequilibradores. Tem sido o melhor, a par de Pavlidis, mas talvez seja preciso tirar proveito dessa versatilidade para abrir espaço a Schjelderup, mais merecedor dessa oportunidade do que propriamente Lukebakio, tendo em conta o rendimento da época passada.
O tempo ajustará os planos iniciais de Marco Silva, sem esquecer que o mercado de transferências está aberto até 4 de setembro. Para já o treinador do Benfica não está a ter cuidado nas conferências. Ainda bem."

Marco Silva e Lukebakio


"Marco Silva é um treinador habitualmente tranquilo na área técnica e as sete expulsões que regista, por protestos com as equipas de arbitragem, em 560 jogos oficiais, atestam-no. Nas conversas com os jogadores, o ex-técnico do Fulham prima pela sobriedade, registo que mantém nas conferências de Imprensa pós-jogo, nas quais por norma não se lhe conhece nenhuma opção pela realidade virtual, preferida por muitos dos seus colegas nos dias em que as coisas não correm bem.
Mas, como não há regra sem exceção, na partida com o Casa Pia, estava já o resultado em 7-0, Marco teve aquilo que na gíria se chama um passanço com Dodi Lukebakio. O internacional belga tinha entrado aos 78 minutos e 120 segundos volvidos foi apanhado em fora de jogo, após passe de Richard Ríos.
Marco Silva não gostou e teve direito a uma detalhada cobertura televisiva, enquanto expressava a sua frustração. Mas haveria razão para tanta azia com Lukebakio, responsável por um dos cinco foras de jogo dos encarnados na partida de Rio Maior?
O que terá desagradado sobremaneira a Marco Silva foi a forma desligada como o belga entrou em campo, e esse lance, do minuto 80 é a tradução perfeita dessa displicência. Lukebakio estava encostado à linha lateral do lado direito, a dois palmos do árbitro assistente, e tinha visão perfeita quanto ao posicionamento de todos os defensores dos gansos. Percebeu que Ríos, que estava sem oposição, ia endossar-lhe o esférico, mas nem mesmo assim cuidou de se manter on side, um erro de principiante só explicável pela falta de concentração. E isso desagradou a um treinador que já se viu que não quer períodos mortos, exigindo aos seus jogadores que se mantenham ligados a 100 por cento ao jogo.
Não sei se o internacional belga, autor do golo do empate em Edimburgo, vai ser emprestado ao Besiktas; se, por ter jogado (já com compensação) apenas 14 minutos contra o Casa Pia, será primeira opção contra o Aarhus, na quinta-feira; e também não imagino o que treinador do Benfica espera dele para o resto da época. Sei, isso sim, que numa noite de tranquilidade quanto ao resultado e de uma exibição muito bem conseguida, Dodi Lukebakio conseguiu levar Marco Silva aos arames."

Vender ou ter de vender?


"Um clube forte não é necessariamente aquele que não vende. É aquele que consegue escolher quando vende, quem vende e em que condições vende. Pensar o futebol é o espaço de opinião de Carlos Carneiro, dirigente desportivo

Durante muitos anos, o futebol português aprendeu a fazer muito com menos recursos do que os seus principais concorrentes. Formámos jogadores, desenvolvemos treinadores, descobrimos talento antes dos outros e construímos equipas capazes de competir internacionalmente com organizações de dimensão económica muito superior. Essa capacidade tornou-se parte da nossa identidade e uma das maiores forças do futebol português.
Mas o futebol mudou. As diferenças económicas aumentaram, os grandes mercados cresceram e a capacidade financeira tornou-se cada vez mais determinante. Perante esta realidade, há uma discussão que devemos fazer sem preconceitos: o futebol português precisa de mais investimento externo para continuar a crescer e competir?
E esta necessidade não diz respeito apenas aos clubes de média dimensão ou àqueles que enfrentam maiores dificuldades financeiras. Também os grandes clubes portugueses terão provavelmente de encontrar novas formas de capitalização se quiserem manter, de forma sustentada, a capacidade de competir com a elite europeia.
Portugal continuará a ter uma vantagem importante: sabemos formar e valorizar talento. O nosso modelo tem produzido jogadores para os melhores campeonatos do mundo e gerado receitas muito relevantes através das transferências. Não devemos abandonar aquilo que fazemos bem. Devemos fazê-lo cada vez melhor.
Mas existe uma diferença fundamental: vender talento faz parte do modelo português. Ter de vender talento é diferente.
Um clube forte não é necessariamente aquele que não vende. É aquele que consegue escolher quando vende, quem vende e em que condições vende. A verdadeira autonomia não está em recusar o mercado, mas em não depender permanentemente dele para equilibrar a sua atividade.
Quando uma venda resulta de uma decisão estratégica, o clube controla o processo. Pode avaliar o momento desportivo, o potencial de valorização, a capacidade de substituição e a proposta recebida. Quando a venda é uma necessidade financeira, essa margem de decisão diminui.
Construir uma equipa competitiva exige qualidade, mas também continuidade. Se os melhores jogadores permanecem pouco tempo, os treinadores são obrigados a reconstruir constantemente processos e dinâmicas. Portugal tem demonstrado enorme capacidade para encontrar substitutos, mas existe um valor competitivo associado ao tempo que nenhum mercado consegue substituir.
É aqui que o investimento externo pode assumir uma importância estratégica.
Não para impedir os clubes portugueses de venderem, nem para alterar a nossa capacidade de desenvolver jogadores. Mas para permitir que vendam por estratégia e não por obrigação. Para que um jogador possa permanecer mais uma época quando fizer sentido, para que uma proposta possa ser recusada quando não corresponde ao valor pretendido e para que a construção da equipa não esteja sempre condicionada pela necessidade do próximo mercado.
Nos grandes clubes portugueses esta discussão ganha particular relevância.
Benfica, FC Porto e Sporting possuem história, dimensão, marcas internacionais, milhões de adeptos e uma reconhecida capacidade de gerar talento. Mas nas competições europeias enfrentam organizações inseridas em realidades económicas profundamente diferentes, com receitas televisivas e comerciais muito superiores e uma capacidade de investimento difícil de acompanhar. E esse é um desafio que não podemos continuar a adiar.
Discutir novas formas de capitalização não significa diminuir os nossos clubes. Pode significar precisamente aumentar a sua capacidade competitiva.
Nos restantes clubes profissionais, o investimento poderá ter um impacto ainda mais estrutural. Muitos necessitam de melhorar centros de treino, academias, scouting, áreas médicas, tecnologia e recursos humanos. Sem capital, algumas dessas transformações serão inevitavelmente mais lentas.
Mas há uma distinção essencial: investir não é simplesmente financiar.
Colocar dinheiro num clube para contratar jogadores pode melhorar uma equipa durante uma época. Construir uma academia, melhorar um centro de treino, profissionalizar departamentos, desenvolver novas receitas ou introduzir conhecimento e tecnologia pode melhorar um clube durante muitos anos.
Por isso, a pergunta não pode ser apenas quanto está disposto a investir. Devemos perguntar qual é o projeto, qual o horizonte temporal, que conhecimento traz, onde pretende investir e que clube existirá cinco ou dez anos depois.
Existe ainda uma dimensão que nunca poderá ser ignorada: a identidade.
Um clube de futebol não é uma empresa como qualquer outra. Representa uma cidade, uma região, famílias e gerações de adeptos. Carrega símbolos, memórias e sentimentos que nenhum balanço financeiro consegue quantificar.
Quem investe num clube não adquire apenas uma participação numa sociedade. Assume responsabilidade sobre uma instituição que existia antes de chegar e que deverá continuar depois de partir.
É possível internacionalizar uma estrutura acionista sem internacionalizar a alma de um clube. Capital externo, acompanhado por regras claras, boa governação e respeito pela história das instituições, pode coexistir com a preservação daquilo que torna cada clube único.
Portugal também não deve esperar que os investidores apareçam apenas quando os clubes precisam urgentemente de dinheiro. Deve criar condições para atrair capital quando existe capacidade de escolher.
Há uma enorme diferença entre procurar investimento por necessidade e escolher investimento por estratégia.
Capital sério procura projetos credíveis, organizações transparentes, estabilidade regulamentar, informação financeira clara e boa governação. Quanto melhor organizarmos o futebol português, melhores investidores poderemos atrair.
A discussão não deve, portanto, ser simplesmente entre aceitar ou rejeitar investidores. Deve ser sobre que capital queremos, com que regras e para cumprir que objetivos.
O investimento externo pode ser uma das ferramentas para acelerar esse crescimento, desde que seja utilizado para fortalecer os clubes e não apenas as equipas.
O objetivo não pode ser simplesmente ter mais dinheiro para gastar. Deve ser construir organizações mais fortes, criar património, aumentar receitas, melhorar infraestruturas, reter talento e dar aos decisores maior liberdade para escolher.
Porque vender continuará a fazer parte do futebol português. E ainda bem que assim é. Desenvolver jogadores e colocá-los nos melhores campeonatos do mundo é também uma demonstração da qualidade do nosso trabalho.
O que devemos procurar é outra coisa: deixar de vender porque temos de vender e passar, cada vez mais, a vender porque decidimos que é o momento certo.
Talvez seja essa uma das maiores diferenças entre sobreviver no mercado e ter força para competir nele.
E talvez seja também por aí que deva começar a discussão sobre o próximo passo do futebol português."

SportTV: Mercados - Quem ainda falta entrar?

Zero: Mercado - Procura por avançado complica-se no Dragão

BF: Aursnes...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Rodrigo Mora em Roma: bom ou mau negócio?

Observador: E o Campeão é... - SLB reforça a defesa e Porto vende Mora

Observador: Três Toques - Selecionador KO após discussão entre a mulher... e a ex

Terceiro Anel: DRS #59 - ACABARAM-SE AS FÉRIAS & ZANDVOORT GP!! 🏎️🏁

Sem "Piadade"


"No primeiro jogo em que lhe foi permitido ter público e contra um adversário que tem sido difícil de ultrapassar, o Benfica não desperdiçou uma segunda oportunidade para causar uma boa impressão na Liga e amealhou com estilo a primeira vitória fora de casa, depois da derrota na Suíça e do empate na Escócia.
Mostrando um poder atacante que já tinha aparecido nos jogos anteriores, mas sem a consistência e o acerto deste jogo, e com Pavlidis, Prestianni e Rafa em grande, ao contrário do que aconteceu em jogos anteriores, o Benfica arrancou uma segunda parte ainda melhor que a primeira e provou que os índices físicos de uma pré-temporada mais uma vez atípica estão a normalizar e a afastar os fantasmas que já pairavam. Foi sem "piadade" que, durante 70 minutos, fustigou um adversário que agora vão apelidar de fraco, mas é importante lembrar que jogadores previsivelmente titulares, como Aursnes, Schjelderup ou Rios, ou não jogaram ou partiram do banco, e isto sem falar dos reforços que estarão para chegar. Por falar em banco, nele sentaram-se quatro jovens de 18 anos, que há um ano jogavam nos juniores e hoje são alternativas na equipa principal, e Durán, que, contrariando algumas vozes que anunciavam o caos, entrou feliz, marcou um grande golo, esteve sempre ligado ao jogo e até acabou a proteger um colega de uma falta escusada de um jogador do Casa Pia, que conseguiu ser expulso no último lance do jogo.
Agora é preparar a semana europeia, sem euforias, mas com confiança, e garantir a entrada na Liga Europa, "normalizando" uma temporada que se iniciou cedo demais. Só faltará o fim do mercado para que, com a tranquilidade possível num clube como o Benfica, Marco Silva possa preparar uma época que, como aqui escrevi há uma semana, terá muitos e difíceis obstáculos."

Não é muito complicado!!!

Somas vermelhas!!!

Cegueira selectiva...

Coincidência seguramente...

Bombástico!

Contas de sumir !!!

Eureka!

3x4x3


Segunda Bola


Pre-Bet Show #188 - OS TRÊS GRANDES JÁ MOSTRAM AO QUE VÊM 👀

Possessivo: Casa Pia...

DAZN: The Premier Pub - A espera terminou: a Premier League está de volta!

Prata da Casa #64 - Ouves ou Não Ouves?, Onde Anda Daniel Alves?, A Pirâmide do Melo

Sem Filtros #57 - Tomás Ribeiro

SportTV: Best of Vamos à Bola !!!

Do treino à leitura do jogo: a importância da cognição no futebol


"A gestão da carga cognitiva é o próximo passo na periodização de treino, especialmente agora que sabemos que a fadiga mental afeta diretamente a tomada de decisão e o tempo de reação.
A cognição não é mais considerada um fator extra, antes pelo contrário. É um fio condutor que está presente em todo o processo. É por isso que Bernardo Silva e Pep Guardiola foram os melhores amigos durante 9 anos. Trabalharam juntos no Manchester City desde a chegada do médio português no verão de 2017 até à saída de ambos no final da época 2025/2026. Quando Bernardo Silva confirmou a sua saída oficialmente, o treinador não poupou elogios ao internacional português: «Gostaria de agradecer, em nome deste clube, por tudo o que Bernardo fez. Ele provou que o futebol começa na cabeça e termina nos pés», afirmou Guardiola. Para o técnico, a maior qualidade de Bernardo não estava na sua velocidade, mas na capacidade de interpretar o jogo e de ter a decisão certa em cada momento.
Temos o hábito de periodizar rigorosamente a carga física ao longo das semanas competitivas, ao planear força, velocidade, trabalho tático e recuperação de acordo com as exigências de cada dia. Então, porque não aplicar os mesmos princípios à carga cognitiva?
São questões como esta que surgem em contexto académico e que, posteriormente, procuramos transformar em valor no plano prático. Nem todos os dias devemos exigir o mesmo nível de atenção, tomada de decisão, perceção e velocidade de reação.
No dia seguinte ao jogo, a prioridade terá de ser sempre a recuperação. Depois do jogo, também o cérebro precisa de recuperar. Por isso, se houver algum estímulo cognitivo, deve ser simples, curto e, idealmente, divertido, sem acrescentar fadiga. Nem sempre fazer mais significa treinar melhor.
No dia subsequente, pode começar-se a aumentar progressivamente a exigência.
É um bom momento para trabalhar a perceção visual, a velocidade de decisão, a reação e a agilidade. O objetivo é voltar a dar vários estímulos e preparar o corpo para as exigências do treino. Nos outros dias (ou dia) antes do próximo jogo, pode-se aumentar a complexidade e, sobretudo, integrar a cognição no próprio futebol. Um passe, uma receção, um sprint ou uma finalização não são apenas ações técnicas. Por isso, em vez de treinar estas ações de forma isolada, podem acrescentar-se estímulos e decisões que aproximem o exercício às exigências do jogo.
Mesmo no treino de força, podem ser estimuladas algumas capacidades cognitivas entre séries, como a atenção, a memória de trabalho ou o controlo inibitório, sem retirar o foco do objetivo principal da sessão de trabalho.
No dia de jogo, a necessidade de estímulo cognitivo pode variar de jogador para jogador. Alguns podem beneficiar de uma breve ativação antes do jogo, enquanto outros podem não precisar de qualquer estímulo adicional. A individualização é fundamental. Nesse momento, a exigência pode assumir outra forma. Como existe maior acumulação de fadiga, pode procurar-se que os jogadores mantenham a qualidade das decisões mesmo quando estão cansados. Afinal, o futebol não é jogado com o corpo e o cérebro sempre frescos.
No fundo, o objetivo não passa por simplesmente acrescentar um tipo de treino cognitivo ao futebol. Deve tornar-se o próprio treino mais rico cognitivamente, aproximando-o das exigências reais do jogo e preparando jogadores capazes de tomar boas decisões sob pressão.
Para além deste tipo de abordagem, o treino visual também tem feito parte da semana dos desportistas de alta competição. O desempenho visual é indissociável da cognição, da antecipação, da tomada de decisão e do movimento sob pressão.
O verdadeiro objetivo não é simplesmente melhorar a acuidade visual, mas ajudar os atletas a captar, processar e utilizar a informação de forma mais eficaz num ambiente dinâmico. É por isso que o treino deve integrar desafios visuais com movimento, reação, equilíbrio, coordenação e tomada de decisão, em vez de tratar a visão como uma competência isolada.
As competências visuais que mais se destacam são a coordenação olho-membro, a acuidade visual estática e dinâmica, a visão periférica, a capacidade de focagem espacial e a perceção da velocidade e distância de pessoas e objetos, como a bola.
Por outro lado, a capacidade de perceber a profundidade através da integração da informação proveniente dos dois olhos é uma função particularmente relevante em modalidades nas quais o atleta tem de avaliar rapidamente distâncias, trajetórias e relações espaciais entre si, a bola, os colegas e os adversários. No futebol, a exigência visual é especialmente complexa. No entanto, ainda não está completamente esclarecido se os atletas de elite desenvolvem melhores capacidades visuais através da prática ou se, por outro lado, determinadas capacidades visuais favorecem a aquisição de maior competência desportiva.
Depois de ser trabalhado a componente cognitiva e visual, a inteligência espacial também surge como uma capacidade fundamental no futebol. É a capacidade de perceber onde o jogador está em campo, onde estão os colegas e adversários e como o espaço está a mudar. No jogo, esta informação permite ao jogador antecipar movimentos, encontrar espaços e ajustar a sua posição antes mesmo de receber a bola. O cérebro cria uma espécie de mapa mental do campo, que é atualizado constantemente à medida que o jogo acontece. Por isso, exercícios que estimulem a perceção do espaço, a orientação corporal e a tomada de decisão podem ajudar a desenvolver esta capacidade, sendo preciso compreender o espaço para antecipar o que vai acontecer.
O desempenho de elite não é construído apenas através do talento. É construído através dos ambientes que permitem ao talento desenvolver-se."