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quinta-feira, 9 de julho de 2026

O “drama” das modalidades


"Ser o único clube no mundo a ter 5 equipas masculinas e 5 equipas femininas na primeira divisão das principais modalidades de pavilhão (andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol) parece nunca ser suficiente. Estar na fase decisiva da competição com 8 das 10 equipas é pouco. Ser campeão com 6 das 10 não chega. Tridecacampeãs no hóquei (sim, são 13 títulos seguidos), pentacampeãs no andebol e tricampeãs no basquetebol parece, para alguns, coisa pouca e fácil de alcançar, tal como bicampeões no futsal e a recuperação dos títulos pelos homens no hóquei e pelas mulheres no futsal. Já para não falar da conquista histórica do râguebi (no masculino) ou do polo aquático (no feminino). E todas as brilhantes prestações dos nossos atletas na canoagem, no atletismo ou no triatlo.
Pois, eu também gostaria muito de conseguir o pleno todos os anos, mas esta coisa de ter de se competir com adversários não dá jeito nenhum. É que, algumas vezes, eles são melhores em campo. Ou nós não somos suficientemente competentes durante toda a época. É o desporto.
Claro que estamos no direito de exigir sempre mais, mas temos também o dever de reconhecer o papel fundamental do SL Benfica no panorama das modalidades em Portugal. Sem o Glorioso, continuariam a ser meras notas de rodapé nos jornais nacionais. Até nas nossas invulgares derrotas (estou a lembrar-me da equipa feminina de futsal na época passada), o caso se tornou notícia.
É muito fácil medir o sucesso pelos troféus conquistados. Com o fim da temporada a chegar, fazem-se contas. É assim todos os anos, mas ao contrário da matemática e da sua exatidão, o total parece nunca agradar nem bater certo. É a cultura da exigência, dizem- -me. É a falta de cultura desportiva, respondo."

Ricardo Santos, in O Benfica

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