Últimas indefectivações

terça-feira, 28 de julho de 2026

Ainda o jogo com o St. Gallen


"A liderança também se mede pela capacidade de controlar as emoções nos momentos de maior pressão. Porque, no futebol como em qualquer organização, a confiança contagia. Mas a insegurança também.
Um líder comunica permanentemente, mesmo quando não diz uma única palavra e a imagem de Rui Costa no final do primeiro jogo com o St. Gallen, levando as mãos à cabeça, transmitiu uma mensagem profundamente errada.
Se o presidente demonstra desespero ao primeiro jogo oficial da temporada, que mensagem recebe o balneário? Que confiança sentem os jogadores? Que tranquilidade transmite à equipa técnica? E que conclusão retiram os sócios, que procuram precisamente no presidente a serenidade que muitas vezes lhes falta?
Os líderes existem para reduzir a ansiedade, não para a amplificar. Existem para ser o ponto de estabilidade quando tudo parece incerto, não para exteriorizar as dúvidas que inevitavelmente todos sentem.
Um presidente pode estar preocupado. Pode até ter dúvidas. Mas há uma diferença essencial entre sentir essas dúvidas e comunicá-las, ainda que involuntariamente.
Foi o primeiro jogo oficial da época ainda com muitos jogadores ausentes. Quando se acredita no projeto e na forma como se preparou a época não há razões para levar as mãos à cabeça. A não ser que o líder já não acredite!"

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