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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Será que há regras no Mundial?


"O jogo entre os Estados Unidos e a Bélgica teve um espectador particularmente incomodado com a realidade. A cada um dos golos, o presidente da FIFA foi fazendo uma cara cada vez mais de caso e, a seguir, deve ter recebido um telefonema a perguntar como foi possível os Estados Unidos não ganharem o jogo, mesmo com um pedido direto da Casa Branca.
O caso começa com Trump a mostrar que não respeita nada e a telefonar ao presidente da FIFA para pedir que não se aplicasse um cartão vermelho que iria afastar a estrela maior da seleção americana do jogo com a Bélgica. Pedido aceite e lá se foi o cartão vermelho. Coisa pouca. 
Noutros tempos, isto daria uma investigação por corrupção e um escândalo daqueles que derrubaria Infantino na hora. Mas o que aconteceu foi o que vimos. A UEFA lá salvou a honra do convento e denunciou a situação, mas o circo continuou em pleno e lá rolou a bola, sem interessar se o campo está mais ou menos inclinado e se o árbitro recebe ordens para moldar o resultado.
Depois do Catar, achei que era impossível fazer pior na transparência da organização e da própria verdade do jogo, mas a realidade mostra mesmo que tudo é possível e poucos se indignam como deve ser e com consequências.
O problema foi o jogo e os belgas ganharam claramente e mostraram que, afinal, Trump acha que manda em tudo, mas não é bem assim. Lá conseguiu afastar o incómodo Irão, uns quantos apoiantes de várias seleções, lançar suspeitas sobre um árbitro brasileiro com uma mirabolante teoria da conspiração, mas não ganhou o jogo.
O mundo não se indignou, nem se envergonhou com esta atitude. Estranho mundo. Felizmente, a bola é redonda e os belgas estavam inspirados com toda esta escandaleira e deram 4 à América."

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