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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Futebolzinho


"Num terreno agrícola, perante um adversário encarniçado, e com uma arbitragem complacente e tendenciosa. Foi assim que o Benfica teve de conquistar os três pontos no Funchal. Será assim muitas vezes, até ao final da temporada. Desta vez acabou bem. Noutras poderá acabar mal.
Quanto ao relvado, enfim, há clubes que nem estádio têm. Não há problema: metade das equipas do Campeonato também não têm adeptos. Não representam cidades, nem regiões, nem identidades, nem histórias, nada nem ninguém, a não ser os seus próprios investidores, na maioria dos casos, estrangeiros.
Quanto às arbitragens, sabemos pela boca do próprio presidente da Federação: os árbitros são fracos.
O VAR veio para ajudar. Como quem está no VAR também é fraco, não ajuda muito, ou não ajuda nada. De acordo com os protocolos, eu ainda não percebi o que é penálti e o que não é. O que era e deixou de ser. O que não era e passou a ser. Talvez seja conforme a cor das camisolas. Talvez seja mesmo para não percebermos. E o problema estende-se a outras modalidades sob o jugo da FPF, como pudemos ver nas Supertaças de futsal.
A saída de Duarte Gomes do Conselho de Arbitragem e as gravíssimas suspeitas que se seguiram caíram em saco roto. A comunicação social, tão ávida de sangue noutros temas, depressa esqueceu esse assunto. Porquê? Não sei.
Pela mesma altura ouvimos a voz do presidente da FPF, uns tempos antes, a ameaçar o Benfica: deve manter bico calado e cara alegre, senão…
Em breve virá a centralização dos direitos televisivos. O nosso dinheiro, com o qual pagamos canais de televisão para ver os jogos do nosso clube, seguirá para a carteira dos tais investidores externos. É o tiro que falta para matar definitivamente o futebolzinho português – que qualquer dia ninguém vê.
Não é mesmo possível jogarmos na liga espanhola?"

Luís Fialho, in O Benfica

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