"Num terreno agrícola, perante
um adversário encarniçado, e
com uma arbitragem complacente e tendenciosa. Foi assim
que o Benfica teve de conquistar os três pontos no Funchal.
Será assim muitas vezes, até ao
final da temporada. Desta vez
acabou bem. Noutras poderá
acabar mal.
Quanto ao relvado, enfim, há
clubes que nem estádio têm.
Não há problema: metade das
equipas do Campeonato também não têm adeptos. Não
representam cidades, nem regiões, nem identidades, nem
histórias, nada nem ninguém,
a não ser os seus próprios investidores, na maioria dos
casos, estrangeiros.
Quanto às arbitragens, sabemos pela boca do próprio presidente da Federação: os árbitros são fracos.
O VAR veio para ajudar. Como
quem está no VAR também é
fraco, não ajuda muito, ou não
ajuda nada. De acordo com os
protocolos, eu ainda não percebi o que é penálti e o que não é.
O que era e deixou de ser. O que
não era e passou a ser. Talvez
seja conforme a cor das camisolas. Talvez seja mesmo para
não percebermos. E o problema estende-se a outras modalidades sob o jugo da FPF,
como pudemos ver nas Supertaças de futsal.
A saída de Duarte Gomes do
Conselho de Arbitragem e as
gravíssimas suspeitas que se
seguiram caíram em saco roto.
A comunicação social, tão ávida
de sangue noutros temas,
depressa esqueceu esse assunto. Porquê? Não sei.
Pela mesma altura ouvimos a
voz do presidente da FPF, uns
tempos antes, a ameaçar o Benfica: deve manter bico calado e
cara alegre, senão…
Em breve virá a centralização
dos direitos televisivos. O nosso
dinheiro, com o qual pagamos
canais de televisão para ver os
jogos do nosso clube, seguirá
para a carteira dos tais investidores externos. É o tiro que falta
para matar definitivamente o
futebolzinho português – que
qualquer dia ninguém vê.
Não é mesmo possível jogarmos na liga espanhola?"
Luís Fialho, in O Benfica

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