"A designada verdade desportiva passou, nos primeiros anos, a ser uma realidade, mas há sinais menos bons que nos mostram que, mesmo com VAR, existem situações, no mínimo, estranhos.
Os protagonistas do jogo devem ser os jogadores. Devem, mas muitas vezes os árbitros são o centro das atenções. Mais: agora temos jogos em que os jogadores já só são os terceiros protagonistas, porque, nos últimos anos, o VAR, ou videoárbitro, chegou, viu e mudou tudo. Sim, a designada verdade desportiva passou, nos primeiros anos, a ser uma realidade, mas há sinais menos bons que nos mostram que, mesmo com VAR, existem situações no mínimo estranhas.
Caro leitor, o VAR até tem regras claras. Vejamos: deve intervir nos fora de jogo, na decisão de penálti, quando deve ser mostrado um cartão vermelho, quando o jogador errado seja sancionado e, agora, quando um canto seja atribuído erradamente.
Acresce que deve intervir quando o erro de arbitragem seja claro e óbvio. Não deve intervir em situações de dúvida. E deve intervir sem quebrar o ritmo de jogo. Ora, das piores coisas que o VAR tem é o tempo que leva a decidir. Quebra o ritmo de jogo, e de que maneira. E quebra o ritmo do espectador: uma eternidade à espera da validação de um golo. Talvez devesse ter um limite de tempo para decidir. Afinal, se não for claro e óbvio, o VAR não deve intervir.
Às vezes também não intervém quando é claro e óbvio. Ou seja, quando devia. Recentemente, nos Países Baixos, uma entrada violenta de Van Bommel (filho) sobre Aaron Bouwman levou apenas a cartão amarelo. Bouwman tem várias lesões, incluindo uma contusão no externo e outra pulmonar. Vai passar pelo menos um mês sem jogar.
A polémica é grande nos Países Baixos. «Isto é uma tentativa de assassínio», diz um comentador da ESPN. Veja-se ainda o golo que, este fim de semana, decidiu o dérbi de Manchester, que mesmo os árbitros acham que devia ter sido anulado !!!
Ou seja, não é só em Portugal que temos problemas com o VAR. Os problemas existem noutros países também. E o problema maior será se um dia se perceber que, mesmo com vários modos de visualização de um lance, os erros persistem. E, se persistem, voltam as dúvidas sobre a honestidade do jogo.
Lucro à Benfica
O Benfica SAD apresentou lucros de €19,1 M. As notícias são boas: aumento das receitas recorrentes, segundo ano consecutivo de lucros, dívida líquida a descer. As receitas televisivas também aumentaram. Rui Costa e a sua Direção estão de parabéns. E o Benfica continua a lutar contra a centralização dos direitos televisivos. A petição no Parlamento para mudar a lei vai levar a uma discussão em plenário sobre o assunto. Um raro exemplo de democracia a funcionar. «Acreditamos que ainda é possível reverter a situação», diz Nuno Catarino, CFO do clube.
Veremos se o maior clube de Portugal tem essa força, mas é um assunto para acompanhar com muita atenção.
O Direito ao Golo desta semana tem vários protagonistas: Diogo Costa, o jogador do FC Porto, que, no jogo contra o Manchester City, defendeu tudo o que era possível e o que não parecia possível. O FC Porto que se mantém invencível e dá mostras de que vai repetir o campeonato passado. E para Prestianni, o jogador do Benfica está em grande!"

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