"1. Nuno Lobo, o antigo presidente da Associação de
Futebol de Lisboa, é sócio do Benfica. Nas últimas
eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol foi o candidato derrotado por
Pedro Proença. Na qualidade de associado do
Sport Lisboa e Benfica, Nuno Lobo entregou
recentemente na secretaria uma carta pedindo “o
agendamento de uma proposta na próxima
assembleia geral para que seja incluído um ponto
na ordem de trabalhos” que permita “que seja discutida e votada a retirada do apoio formal do Benfica a Pedro Proença na presidência da FPF”.
2. Este tema sensível é um constante motivo de trocas de argumentos nos mais diversos fóruns onde
se reúnem adeptos benfiquistas que se empenham em discutir o Clube. Discutir o Clube – chamemos-lhe assim – não é, aliás, pecado nenhum.
É viver o Clube. É ser Benfica.
3. Em junho, o presidente do Benfica proferiu uma
declaração que pode ser considerada de rutura
com o regime em vigor. Disse, quando se prestou
a projetar a temporada de 2026/27, qualquer
coisa como: “Entraremos para esta época com
tolerância zero com o Conselho de Disciplina, com
o Conselho de Arbitragem e com Pedro Proença.
Não estamos amarrados ou presos a nada.” Isto
não se diz de ânimo leve. Nem se diz por dizer.
4. O presidente do Benfica terminou deste modo a
sua declaração: “Defenderemos o Clube seja contra quem for.” Não digam que não foi um belo terminar. É um propósito que une e só isso será sempre magnífico. Por isso mesmo não se descortina
nenhum obstáculo que impeça a discussão em
assembleia geral das relações do Benfica com as
entidades enunciadas por Rui Costa há três
meses. Não haverá mesmo qualquer outro lugar
tão próprio e tão digno para o efeito.
5. Será uma reunião acalorada? Obviamente que
sim. Outra coisa não poderia ser perante a dimensão do problema. Mas o Benfica não se deve
recear a si mesmo. E não há assunto que não
possa ser discutido em família. Independentemente das conclusões a que se chegar a família sairá
sempre mais forte da ocasião.
6. O Benfica já recebeu os cerca de 800 mil euros que
o FC Porto foi condenado a pagar no âmbito do processo dos e-mails. Uma ninharia por comparação
com o valor dos danos causados ao nosso clube.
7. Marco Silva e os jogadores do Benfica “obrigaram”
o árbitro a parar o jogo em Moreira de Cónegos,
nos instantes finais da primeira parte, para que o
VAR interviesse sobre o lance do pontapé na cabeça de Lenglet na área do Moreirense. Foi penálti,
mas muito a custo. Esta época promete."
Leonor Pinhão, in O Benfica

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