"O futebol já demonstrou à saciedade que sabe saltar para lá da
bola e ultrapassar as quatro
linhas para se transformar
numa poderosa mensagem de
humanidade. Foi o que aconteceu, sem tirar nem pôr, no Estádio da Luz, quando 22 mulheres
resistentes, que enfrentam ou já
venceram o cancro da mama,
entraram em campo acompanhando os jogadores até ao alinhamento central no relvado.
Desta vez, elas foram também
protagonistas porque inspiraram pelo exemplo e mostraram
a quem sofre com esta doença,
mulher ou homem, que resistência e superação não são
palavras vãs, mas atitudes ao
alcance de toda a gente. Com
isto, o Benfica quis recordar que
o cancro existe e não acontece
apenas aos outros, pelo contrário, é bem real e frequente, mas
é cada vez mais controlável se
detetado em fase embrionária e
já não é, como outrora, uma
sentença dada.
Mas ainda assim, mesmo com a
medicina atual, o diagnóstico
precoce ainda faz muitas vezes
a diferença entre a vida e a
morte. Por isso, informar, sensibilizar e incentivar a vigilância
da saúde e o rastreio adequado
são responsabilidades de todos.
O Benfica demonstrou, uma vez
mais, que a sua dimensão social
se mede também pela capacidade de mobilizar consciências e
colocar a enorme força do futebol ao serviço da vida e de mostrar que esta luta é uma luta de
todos para que ninguém se sinta
só e para que se levantem as
cabeças e se enfrentem o medo
e a doença. Porque para vencer
o cancro é preciso prevenir,
combater e sobretudo resistir!"
Jorge Miranda, in O Benfica

