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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Rui Costa...

Gustavinho e os 8 ladrões !!!

Segredo de Estado?!

John Durán 1-º dia...

Zero: Canto - Venha a "era" Marco com «obrigação» chamada St. Gallen

BI: Mundial #7

Terceiro Anel: Bola ao Centro #213 - VEM AI OS JOGOS A SERIO!!! 🦅🔴

Falar Benfica #253 - Vitória no Algarve, o 1 jogo da Gloriosa época 2026/27, mercado e mundial

Do inferno da Luz ao inferno de luxo


"Houve um tempo em que entrar no Estádio da Luz era entrar num autêntico vulcão. O velho lema "Inferno da Luz" não era apenas uma expressão feliz; era uma realidade. As bancadas rugiam, o relvado tremia e os adversários percebiam, desde o apito inicial, que tinham noventa minutos de sofrimento pela frente. Jogar na Luz era enfrentar doze jogadores.
Hoje, infelizmente, o inferno mudou de significado. Continua a haver "inferno", mas agora é um inferno de luxo.
Os Red Passes nasceram para premiar a fidelidade e aproximar os adeptos do clube. Em muitos casos, acabaram por se transformar num símbolo de estatuto. Para alguns, o Red Pass deixou de ser um passe de entrada para o Inferno da Luz e passou a ser um passe para as redes sociais. Vai-se ao estádio para publicar uma fotografia, fazer um direto antes do apito inicial ou garantir a selfie da praxe. O jogo? Esse, por vezes, parece ser apenas o cenário.
As bancadas enchem-se de telemóveis erguidos quando deviam estar cheias de cachecóis levantados. O brilho dos ecrãs começa a substituir o brilho dos olhos de quem vive cada lance como se dele dependesse a própria vida. Há mais filtros do que fervor.
É verdade que muitos detentores de Red Pass, quando não podem comparecer, cedem o lugar a familiares ou amigos. Nada contra isso. O problema começa quando esse lugar acaba ocupado por alguém que gosta de futebol, mas que não sente o Benfica. Vai assistir ao jogo como iria a um concerto, a um festival ou a qualquer outro grande evento. Está presente... mas raramente participa.
O benfiquismo não se mede. Não existe um aparelho capaz de dizer quem ama mais o clube. Mas a paixão sente-se. Vê-se em quem perde a voz ao fim de vinte minutos, em quem vive cada corte defensivo como um golo marcado, em quem canta quando a equipa está por cima e, sobretudo, quando está por baixo. A paixão nunca precisou de um certificado; sempre se reconheceu pelo barulho que faz.
Basta olhar para as imagens que a BTV transmite antes dos jogos e ao intervalo. A realização percorre as bancadas à procura dos rostos mais fotogénicos, das figuras de montra, daqueles que ficam bem em qualquer plano televisivo. E atenção, eu também gosto dessas imagens. Fazem parte da festa. Mas, sem falsa modéstia, mesmo sendo eu muito menos fotogénico do que qualquer um desses protagonistas de bancada, tenho a convicção de que faria muito mais falta ali a cantar e a puxar pela equipa. Porque o futebol nunca se decidiu pela beleza da bancada, mas pela força da bancada. Há alturas em que certas zonas da Luz parecem mais uma plateia VIP do que uma bancada onde se joga um campeonato. O adversário já não entra intimidado pelo ambiente; entra confortavelmente instalado no silêncio.
Enquanto isso, há milhares de benfiquistas que vivem os jogos no sofá ou nos cafés. Não porque lhes falte amor ao clube, mas porque lhes falta oportunidade. São aqueles que dariam tudo para ocupar uma dessas cadeiras. Não para aparecer na televisão. Não para colecionar fotografias. Apenas para fazer aquilo que sempre fez do Benfica um clube diferente: apoiar incondicionalmente.
E aqui reside o maior paradoxo. Muitos dos que mais poderiam ajudar a equipa são precisamente aqueles que ficaram do lado de fora.
O futebol moderno trouxe conforto, melhores infraestruturas e uma experiência mais sofisticada. Nada disso é mau. O problema surge quando o espetáculo nas bancadas passa a ser mais importante do que o espetáculo dentro das quatro linhas. Quando a plateia substitui a massa adepta. Quando o silêncio vence o cântico.
O Benfica sempre foi mais do que um clube. Sempre foi um sentimento passado de pais para filhos, de avós para netos. Não vive de fotografias, vive de memórias. Não cresce com publicações, cresce com paixão. E essa paixão não se mede pelo número de "likes" conquistados, mas pelo número de vezes que uma voz rouca ajudou a empurrar a equipa para a vitória.
Talvez tenha chegado o momento de refletir sobre o verdadeiro significado de possuir um Red Pass. Não é apenas garantir um lugar. É assumir a responsabilidade de ocupar um lugar que milhares de benfiquistas desejavam ter. Cada cadeira vazia de emoção é uma oportunidade perdida de tornar a Luz um verdadeiro inferno para quem nos visita.
Porque o Inferno da Luz nunca foi construído em cimento. Foi construído por gente. Gente que cantava, sofria, acreditava e fazia acreditar. Gente que percebia que apoiar a equipa não era um extra do espetáculo; era parte essencial dele.
O Benfica não precisa apenas de um estádio cheio. Precisa de um estádio vivo. Porque entre um lugar ocupado por quem quer dizer "eu estive lá" e outro ocupado por quem faz a equipa sentir "nunca estará sozinha", existe toda a diferença entre um Inferno da Luz... e um simples inferno de luxo."

Zero: Mercado - Schjelderup quer sair; Sporting tem novo alvo

BF: Não fica assim...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que esperar do novo Sporting?

Observador: E o Campeão é... - "Jesus não é burro" e sabe o que diz sobre a seleção

Observador: Três Toques - Trincão a ganhar mais do que os campeões mundiais?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #28

Tiki - Tasca #6 - FC Porto é o principal candidato ao Titulo!

Tailors - Final Cut - S05E30 - Fernando Tavares

Antena 3 - Triplo Duplo - Hugo Sousa

Durán apresentado


"Jhon Durán, avançado internacional colombiano, passa a representar o Benfica. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Reforço
Jhon Durán chega à Luz por empréstimo do Al-Nassr. "Quero jogar bem, dar tudo e sagrar-me campeão", sublinha.

2. Sorteio da Liga Europa
Passando a 2.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, o Benfica defronta o derrotado do embate entre Sturm Graz e Hearts.

3. Ingressos disponíveis
Na próxima sexta-feira, às 18h00, o Benfica tem um jogo de preparação com o Belenenses no Estádio da Luz.

4. Transferência
André Gomes passa a representar o Casa Pia.

5. Jogos-treino
A equipa B defrontou o Torreense e os Sub-23 e Juniores mediram forças com o Alverca B.

6. Calendário definido
Os Juvenis já conhecem o calendário da 1.ª fase do Campeonato Nacional.

7. Início da pré-época
A equipa feminina de futebol do Benfica começa a preparar a nova temporada amanhã, 22 de julho.

8. Reforços
Foram apresentados 3 novos elementos do plantel masculino de andebol do Benfica.

9. Zona Mística
Depois de 22 anos de águia ao peito, o hoquista Diogo Rafael termina o percurso no Clube.

10. Concerto de Balneário
Bia Caboz atuou para os bicampeões nacionais de futsal e para as tridecacampeãs nacionais de hóquei em patins.

11. Distinção
Jhonathan Andrade foi eleito, ao serviço de Portugal, para o 5 ideal do Europeu Sub-20 Divisão B de basquetebol.

12. Entrevista de despedida
A capitã da equipa feminina de polo aquático do Benfica termina a carreira."

Mundial 2026: o triunfo do futebol, a vitória do modelo de negócio


"Há muito que o Campeonato do Mundo deixou de ser apenas um torneio de futebol. O Mundial de 2026 veio confirmar esta evidência de forma particularmente expressiva. A competição disputada entre Estados Unidos, Canadá e México não representou apenas uma mudança de formato, ao acolher pela primeira vez 48 seleções, mas simbolizou também uma nova etapa na estratégia da FIFA para transformar o futebol num produto global de escala quase ilimitada.
O espetáculo cresceu. O negócio também. A questão que permanece é saber se o jogo (e o adepto de futebol, em particular) saiu verdadeiramente beneficiado. A resposta não é linear.
O alargamento da prova permitiu cumprir uma das ambições mais repetidas pela FIFA nos últimos anos: tornar o Mundial mais abrangente, mais representativo. E assim foi, nunca tantas federações tiveram acesso ao maior palco do futebol internacional e isso traduziu-se numa multiculturalidade que importa reconhecer.
Seleções tradicionalmente afastadas dos grandes centros do poder futebolístico apresentaram níveis de organização, competência tática e maturidade competitiva que desmentem a ideia de que o futebol de elite continua reservado às potências europeias e sul-americanas.
Marrocos confirmou que a extraordinária campanha de 2022 estava longe de ser um episódio isolado. A Noruega afirmou definitivamente uma geração capaz de competir com qualquer adversário. Paraguai, Cabo Verde ou Colômbia demonstraram que investir em estruturas, formação e estabilidade técnica pode reduzir diferenças históricas e fazer florescer talentos com potencial internacional.
O futebol global tornou-se, efetivamente, mais equilibrado e competitivo. Mas essa evolução positiva não deve esconder a outra face da moeda.
A expansão do Mundial responde, antes de mais, a uma lógica económico-financeira. Mais seleções significam mais jogos, mais receita com direitos televisivos, mais patrocinadores, maior volume de receitas e consequentemente maior influência política da FIFA. Poucos acreditarão que a principal motivação do alargamento da competição se esgote na dimensão desportiva.
As consequências foram, aliás, visíveis ao longo do torneio. O calendário tornou-se mais exigente, a recuperação física dos atletas mais difícil e as deslocações entre estádios e locais de concentração, distribuídos por três países e milhares de quilómetros de distância, levantaram questões legítimas sobre equidade competitiva. Nunca um Mundial exigiu tanto aos jogadores, precisamente numa época em que os principais treinadores europeus alertam para a sobrecarga física provocada pela sucessão interminável de competições.
Espanha e Argentina chegaram justamente à final porque foram, desde cedo, as equipas que melhor compreenderam aquilo que um torneio desta dimensão exige: qualidade individual aliada a um espírito de sacrifício coletivo, consistência tática e capacidade de adaptação.
Espanha representa provavelmente o projeto futebolístico mais sólido da atualidade. Durante anos discutiu-se se o país conseguiria reencontrar a identidade perdida após o ciclo extraordinário iniciado em 2008. A resposta chegou neste Mundial. A seleção de Luis de la Fuente recuperou os princípios históricos da escola espanhola — domínio da posse de bola, inteligência posicional e superioridade técnica — acrescentando-lhes intensidade e um posicionamento tático irrepreensível.
Mais impressionante do que a qualidade do seu futebol foi a naturalidade com que controlou adversários que poderiam ter criado grandes dificuldades. Eliminou Portugal, Bélgica e França praticamente sem perder o controlo emocional dos encontros. Sofreu pouco, concedeu poucas oportunidades e transmitiu uma maturidade tática raramente observada em seleções nacionais.
Rodri afirmou-se definitivamente como um dos médios mais influentes do futebol mundial, Pedri voltou a demonstrar uma inteligência posicional extraordinária e Lamine Yamal confirmou aquilo que já poucos ousavam negar: o futebol europeu encontrou mais uma figura destinada a marcar uma geração.
A Argentina percorreu um caminho distinto, mas igualmente convincente. A equipa de Lionel Scaloni não impressiona tanto pelo domínio territorial ou pela estética do seu futebol. É uma seleção que sabe sofrer, que aceita momentos de inferioridade sem perder organização e que conserva uma confiança quase inabalável mesmo quando o jogo lhe é desfavorável.
Conduzida por um génio, Lionel Messi, a Argentina conseguiu construir uma identidade coletiva suficientemente sólida para sobreviver às inevitáveis mudanças geracionais que se adivinham. Essa talvez seja a maior vitória de Scaloni.
Se Espanha simboliza a superioridade do modelo coletivo, a Argentina representa a força da cultura vencedora.
A França exibiu enorme profundidade de talento, mas revelou dificuldades em transformar superioridade em eficácia. A Inglaterra voltou a aproximar-se da excelência sem conseguir, ainda assim, alcançar a tão ambicionada final. O Brasil protagonizou uma eliminação que dificilmente poderá ser dissociada da instabilidade estrutural que tem marcado a CBF nos últimos anos.
Nunca, como hoje, o futebol esteve tão profundamente integrado nas estratégias de afirmação do poder político internacional. A utilização diplomática da competição, o negócio galáctico dos direitos televisivos e a valorização planetária que a sponsorização atingiu, transformaram este Campeonato do Mundo numa das maiores plataformas de influência à escala global.
A FIFA desde há muito que deixou de ser apenas uma entidade reguladora do futebol e transformou-se num dos principais atores políticos e económicos do entretenimento de massas.
Talvez essa seja a principal lição que o Mundial de 2026 nos deixa. O futebol continua a ser um desporto extraordinário. O problema é tudo aquilo que, hoje, gravita à sua volta."

Pedri e o pai, penáltis de amor


"O PENÁLTI. Pedri tem o futebol nos pés e o coração no lugar certo. Foge da tragédia a que chamamos futebol moderno, de bisturi nas mãos e a gratidão no pensamento.
Na relva, coze e costura o estilo prêt-a-porter do Barcelona e de Espanha, um casual chic prático e vencedor. Estampa a inteligência num passe de morte e a classe num beco aparentemente sem saída. Um craque.
Aos 23 anos, percebe o peso da memória na obrigação catalã de bem jogar e os ares da revolução tiki-takiana na La Roja – que a Fúria repouse em paz
Mais importante ainda: Pedri é, além de um tremendo futebolista, um extraordinário filho.
Um filho a quem a fama e a moda não roubam o chão: antes de ser o Pedri do Barcelona, Pedri era só o filho de don Fernando González.
Em Tegueste, pequena urbe em Tenerife, todos os conhecem. São respeitados por saberem respeitar, são queridos por se fazerem querer. E estimar.
Quando a família crescia e o dinheiro encolhia ao fim do mês, don Fernando tomou a mais difícil das decisões: abdicou do seu maior sonho.
A mulher ter-lhe-á exigido juízo. Os treinos noturnos, nas balizas enlameadas e de luvas mal calçadas, foram cancelados. Havia filhos e outros sonhos, prioritários: os sonhos dos pequenotes.
O avô de Pedri morreu, a cafetaria da família ficou sem dono e os treinos do próprio Pedro faziam-se tarde e a más horas. A lógica triunfou sobre a utopia.
Fernando deixou de agarrar bolas e agarrou-se ao volante, à máquina de café, ao balcão e às tortilhas.
Esse sacrifício acabou há alguns anos.
O sucesso de Pedri deu descanso aos pais. E devolveu don Fernando às balizas.
Após cada troféu conquistado, o ritual repete-se. Fernando assume a porteria e o filho remata-lhe a bola para as mãos, para que o pai voe e sonhe - por uns segundos - com o que poderia ter sido um dia, se a vida em Tegueste fosse diferente.
Em New Jersey, a cena foi particularmente bonita.
Pedri, novel campeão do mundo, afastou-se dos colegas e chamou o pai. Don Fernando avançou para a baliza onde Ferran Torres, minutos antes, marcara a Dibu Martinez. E voou.
Seja qual for a bola, a velocidade do pontapé ou o estádio, Fernando defende sempre. Afinal, não há paradas impossíveis para quem agarra o amor de um filho.

A FINAL. Permitam-me a derradeira vénia a Lionel Andrés Messi Cuccittini. Rodeado de banalidade e aspereza, o génio de Rosario caminhou de cabeça baixa, em sentida solidão, até à porta de saída do gigantesco MetLife Stadium.
«Mostrem-me um herói e escreverei uma tragédia», anunciou um dia F. Scott Fitzgerald, criador do The Great Gatsby e de outras epopeias de ascensão e queda.
Messi não merecia a ignomínia desta final, o peso de uma Argentina sem remates, sem futebol, impotente e vazia.
É possível amar o legado de dois génios (Leo e Diego Armando Maradona), de duas divindades, e execrar este grupo liderado por Scaloni? Sim, mil vezes sim.
O selecionador teve o mérito de escolher as ferramentas adequadas para entregar Leo Messi ao Olimpo em 2022, e até esteve perto de repetir o feito, só que perante a elite da Espanha Delafuentista as suas limitações foram sofríveis.
É impossível ver esta final de 2026 e não encontrar reminiscências de 1990, de uma Argentina maradoniana, batida pela RFA na final do Italia90. Uma Argentina também liderada por um D10S, mas castigada pela vulgaridade de apóstolos efervescentes e limitados.

DE LA FUENTE. Mérito total de uma enorme Espanha, onde o selecionador sereno não cede a pressões clubísticas (nem um jogador do Real Madrid nos convocados) e onde a diversidade vai do País Basco às Canárias, da Catalunha à Andaluzia, até ao Gana (Williams) e a Marrocos (Yamal).
Uma Espanha onde os futebolistas, quase todos, ostentam consciência social e política.
Daí ter sido especialmente conciliador, e uma luz de esperança, ter visto no pódio da final tantos deles a desprezarem, na indiferença e no desvio de olhares, aquele pateta que desconhece o significado de um cartão vermelho.
Na língua de Cervantes, o argentino Jorge Valdano, poeta e goleador de ironias, diria que «o futebol é um estado de ânimo» e que esse espírito decreta opções e caminhos.
Se assim for, a esta Espanha só lhe resta a Gran Vía da Eternidade. Um colosso!"

Trump e a FIFA: quando a política joga futebol


"O Direito ao Golo vai para a Seleção Espanhola, vencedora do Mundial. Jogou um futebol bonito, venceu e convenceu. O Mundial na América foi um sucesso: estádios cheios, adeptos contentes, um espetáculo fantástico. Foi mesmo a grande festa do futebol. A FIFA venceu a aposta de ter 48 seleções no Mundial. Não gostei de todas as inovações: o jogo devia ter duas partes e não quatro, não se pode ceder aos interesses comerciais em tudo! Mas no geral foi uma festa enorme.
Como em Mundiais anteriores a política esteve presente. Trump vangloriou-se de conseguir, com um telefonema ao presidente da FIFA, que esta suspendesse parcialmente a sanção aplicada a Folarin Balogun, jogador da seleção dos EUA. Na minha perspetiva, Trump não devia ter intervindo. Mas Gianni Infantino também não devia ter acedido. Certo que não deve ser fácil dizer não ao Presidente dos EUA, ainda para mais quando os Estados Unidos são o país anfitrião de um Mundial, que é, provavelmente, o mais bem-sucedido de sempre. E muitos eleitores americanos terão apreciado a ação do Presidente a defender os interesses do seu país.
A FIFA decidiu bem? Ou decidiu mal? E podia «suspender a implementação da medida disciplinar»? Podia. O artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA diz isso mesmo (na alínea 1: «O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a implementação da medida disciplinar». A alínea 2 explica que «a suspensão (…) da sanção sujeita a pessoa a um período probatório (…)».) Do ponto de vista técnico isto é importante pois a FIFA não tirou o cartão vermelho ao jogador. Este foi expulso e o jogo continuou. Houve sanção; o que não houve foi o cumprimento integral da mesma. O mesmo se tinha passado com Ronaldo. Curiosamente, também lhe foi retirada parte da sanção depois da visita à Casa Branca.
A Federação Belga argumentou que o artigo 66 do mesmo Código dizia que «uma expulsão incorre automaticamente numa suspensão para o próximo jogo (…)». E que por isso a decisão da FIFA estava errada. Mas, como era de esperar, a FIFA manteve a sua decisão.
Viu-se, no entanto, obrigada a dar explicações. Além de proclamar a sua «independência» num comunicado oficial, a FIFA explicou que manteve a sanção de multa (40 mil dólares) e, como vimos acima, que apenas suspendeu parcialmente os efeitos da sanção. Insistiu ainda que a suspensão parcial da execução de uma sanção é uma decisão habitual nas federações de futebol e, por isso, nada tem de extraordinário.
Num ponto a FIFA tem razão. A decisão nada tem de invulgar e não teria dado escândalo não fosse Trump ser um tipo de pessoa que torna, para o bem e para o mal, o exercício do poder mais transparente. Outros presidentes, americanos e não só, procurariam exercer as mesmas influências, mas não assumiriam o crédito publicamente. Trump é diferente: divulga imediatamente nas redes sociais as suas intervenções. Isso, claro, torna a vida difícil àqueles que, com vontade ou sem ela, se veem obrigados a fazer o que pede o Presidente americano.
A Lei Prestiani, a norma introduzida pela FIFA que prevê a expulsão de um jogador por tapar a boca durante uma conversa em campo, levou mais uma machadada. Como se escreveu nesta coluna, a regra era um disparate: os jogadores têm direito à sua privacidade. E por isso, quer a UEFA quer a Conmebol (a UEFA da América do Sul) decidiram pela sua não aplicação nas competições que organizam. Aposto que é uma regra que vai ter uma morte discreta."

Messi não vê o mesmo que Cristiano Ronaldo


"Um olhar sobre o futuro da Seleção Nacional sem Cristiano Ronaldo, em comparação com a Messi-dependência que a Argentina mostrou no Campeonato do Mundo

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi não anunciaram o adeus às seleções de Portugal e Argentina, até ver, mas o Campeonato do Mundo deste ano foi visto como uma última dança de ambos, pelo que não deixa de fazer sentido, agora que terminou a prova, olhar para o futuro de ambas as seleções sem estas lendas que inspiraram o futebol mundial nos últimos vinte anos.
Com oito golos e quatro assistências no torneio, Messi mostrou que, mesmo aos 39 anos, continua a ser um dos melhores do mundo, se é que não foi mesmo o elemento mais preponderante do campeonato. O corpo já não terá a reação de outros tempos, mas a relação entre a cabeça e o pé esquerdo continua sobrenatural, naquela genialidade tão individualista e coletiva ao mesmo tempo. Toda a gente sabe que a bola vai lá chegar, mas ele consegue encontrar espaço para a receber, mesmo que o adversário tenha montado uma teia para o tentar controlar. Se está sozinho contra um adversário, desequilibra; se atrai dois ou mais, entrega ao colega que ficou solto. Tão simples e tão distintivo ao mesmo tempo.
Mas aquilo que Messi fez no Mundial 2026, quando comparado com o rendimento de jogadores como Lautaro Martínez, Julián Alvarez, Nico González, Thiago Almada ou Giuliano Simeone, mostra que a dependência terá sido mais elevada até do que em 2022. E o problema não está só na frente: tirando Valentín Barco e Nico Paz, que pouco jogaram no Mundial, a Albiceleste tem pouco sangue novo para revitalizar a equipa.
Para Portugal, que mais tarde ou mais cedo vai ter de seguir em frente sem Cristiano Ronaldo, esse exercício parece mais auspicioso, tendo em conta que a convocatória para o Mundial tinha sete jogadores com menos de 25 anos: Tomás Araújo, Gonçalo Inácio, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves, Francisco Conceição e Gonçalo Ramos, que completou um quarto de século de vida durante o torneio. A Argentina tinha apenas três: Valentín Barco, Nico Paz e Giuliano Simeone.
Portugal não precisa de vitórias morais — nem sequer o argumento de que foi eliminado pelo campeão do mundo, ou que foi a equipa que mais perigoso criou aos espanhóis —, mas pode agarrar-se a argumentos positivos para o futuro.
O legado de Cristiano Ronaldo (e de Lionel Messi) é tremendamente pesado, até do ponto de vista financeiro, mas a última dança não levou todos os artistas."

Oliveira: CHEGA AO FIM O MUNDIAL! TODOS OS DESTAQUES!

TugaFut - A ESPANHA SALVOU O FUTEBOL 🇪🇸🏆

Pre-Bet Show - Mundial #11 - SERÁ ESPANHA A MAIOR SELEÇÃO DESTE SÉCULO? 🏆

Mata Mata - A ESPANHA É CAMPEÃ DO MUNDO! 🇪🇸🏆 O fim do Mundial… e o início de uma nova era!

Jogo Pelo Jogo - S03E50 - Espanha campeã del mundo

No Princípio Era a Bola - A melhor equipa do Mundial ganhou - e Espanha venceu mesmo de forma arrasadora

Segundo Poste - Mundial #6 - "Argentina e Messi não apareceram na final"

DAZN: Top ou Nem Por Isso - Que momentos marcaram este Mundial?