Últimas indefectivações

domingo, 12 de julho de 2026

Vermelhão: Arranque...

Benfica 1 - 2 Flamengo


Primeiro jogo da pré-época, aberto ao público (já tínhamos feito dois jogos particulares, à porta fechada no Seixal), com pouco tempo de trabalho, sem os Mundialistas (Dedic, Araújo, Ríos, Aursnes, Lukebakio, Schjelderup), e provavelmente, sem 2 ou 3 contratações, que serão necessárias...

O jogo acabou por ter uma intensidade inusitada, para um jogo de pré-época! Um adversário, repleto de atrasados mentais violentos, dentro do campo, e no banco! Usaram o incidente com o Prestianni, para se motivarem, e jogaram um jogo 'amigável', como se fosse uma Final da Libertadores! Tudo isto, com a colaboração do Verdísismo, que permitiu tudo: porrada e protestos constantes, com entradas assassinas, várias com clara intenção de lesionar os jogadores do Benfica, principalmente o Prestianni... Sendo que a fava acabou por calhar ao Umeh, que acabou por sair lesionado!!!

À boleira do Mundial, os sul-americanos, defendem este tipo de futebol! Acusando os Europeus de estarem mal habituados! Este tipo de futebol só é possível com a colaboração dos árbitros, é totalmente contra às regras! Hoje, cumprindo as regras o Flamengo estava a jogar, pelo menos com 9 ao intervalo!!! Ninguém vai ver jogos de futebol, para assistir a batalhas campais! Isto não é jogar duro, isto é não respeitar os colegas de profissão... é ser violento. Jogar para lesionar adversários de profissão é nojento!
 
Nestas condições, não era expectável muitas ilações, coletivas. Fizemos o 3.º jogo da época, contra um adversário que está a meio da sua época, sem mais de metade dos nossos titulares, contra um adversário com muito menos ausências!

Dito isto, será com estes jogadores, que vamos defrontar os Suíços do St. Gallen, talvez o Dedic regresse antes, mas por acaso, a posição de Lateral Direito é a menos necessitada!!! E com estes jogadores, vamos ter alguns problemas! Com o castigo do Prestianni e agora a lesão do Umeh, vamos ter pouquíssimas opções para as Alas, e o meio-campo, sem o Aursnes e o Ríos, também fica bastante curto!


Boas indicações do Lenglet e do Umeh no onze inicial, com o Rafa a trabalhar defensivamente fora de posição. Mas as principais indicações positivas da noite, na minha opinião, aconteceram no 2.º tempo: Kaminski não engana, o toque de bola, e até a forma como passa a bola mostra que é craque e vai ser titular, na esquerda ou no meio!!! Banjaqui e o Zé Neto voltaram a mostrar que estão prontos! Gostei muito dos duelos defensivos do Índio, vem do Brasil com ritmo, portanto fisicamente está melhor que os outros, mas mostrou que os 17 anos, não o vão impedir de ser opção! Quem também mostrou que merece ser titular, é o Manu, excelente entrada... Após as muitas substituições, a equipa ficou um pouco desorientada, mas quando a equipa encaixou, o Figueiredo, também deu excelentes indicações...

Resumindo, bons sinais para a época, com as três contratações e os jovens a mostrarem-se, com as alterações propostas pelo treinador principalmente na pressão, a não serem muito eficazes devido à falta de capacidade física dos jogadores! Agora, alguma preocupação para a pré-eliminatória, porque os jogadores disponíveis devem ser somente estes!

Pesar por Manú


"O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Manú, antigo jogador do Clube.
Manú representou o Benfica com dedicação e orgulho durante a temporada de 2006/07, onde completou 17 jogos.
Neste momento de dor, o Sport Lisboa e Benfica endereça à família, aos amigos e a todos os que com ele privaram as mais sentidas condolências."

Zero: Mercado - Chelsea quer novo guarda-redes e Diogo Costa é o preferido

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Jesus no comando traz a fé que faltava aos portugueses?

Concerto de Balneário | TT e as Campeãs Nacionais de Futsal

Jogo de estreia na pré-época


"Benfica e Flamengo encontram-se hoje no Estádio Algarve, com início da partida agendado para as 19h30. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Apoio à chegada
Benfiquistas marcaram presença nas imediações do hotel onde pernoitou o plantel às ordens de Marco Silva.

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Sub-23 já evoluem no relvado
Primeiro treino com bola da pré-época realizado.

4. Movimentações do defeso
Ruben Góis junta-se ao plantel bicampeão nacional de futsal.

5. Agenda
Já há local, data e horário das Supertaças de andebol.

6. Participação máxima
A 2.ª edição do Benfica Basketball Camp teve lotação esgotada.

7. Balanço de época
Em entrevista aos meios do clube, António Machado aborda mais uma temporada de grande sucesso da equipa feminina de polo aquático do Benfica.

8. Taça do Mundo de velocidade
Acompanhe o desempenho na prova dos canoístas do Benfica ao serviço da Seleção Nacional."

Na Seleção Nacional só existe um caminho – o do “Nós”


"Inicia-se agora um novo ciclo na Seleção Nacional com a apresentação oficial de Jorge Jesus como Selecionador Nacional.
Ainda nos Estados Unidos, acompanhei com atenção a conferência de imprensa de Jorge Jesus. Reconheci nas suas palavras princípios que sempre defendi para uma Seleção Nacional forte e vencedora. Há uma ideia que deve estar acima de todas: na Seleção Nacional só existe um caminho – o do “Nós”. É essa união, clara e inegociável, que transforma talento em vitória e equipa em identidade.
Só pode haver uma camisola acima de todas: a de Portugal.
Só pode haver uma bandeira acima de todas: a de Portugal.
Só pode haver um líder: o Selecionador Nacional. Só pode haver um compromisso: servir Portugal com humildade, disciplina, coragem, espírito de equipa e total sentido de missão.
Só pode haver um objetivo: ganhar por Portugal e para Portugal.
Quem anda no futebol há muitos anos sabe que as grandes equipas se constroem com grandes jogadores. Mas sabe também que os grandes títulos só se conquistam quando esses grandes jogadores colocam o coletivo acima das individualidades, o “nós” acima do “eu” e Portugal acima de tudo.
É esse o verdadeiro desafio que começa neste 10 de julho.
Independentemente dos clubismos, das diferenças políticas ou de quaisquer outras divergências, quando joga Portugal somos todos da mesma equipa. Há uma única camisola para defender, uma única bandeira para honrar e um único país para representar.
É isso que todos os portugueses querem ouvir. Mais importante ainda, é isso que todos os portugueses querem ver dentro das quatro linhas.
Desejo a Jorge Jesus e à sua equipa técnica os maiores sucessos nesta missão. Porque o sucesso da Seleção Nacional será sempre o sucesso de Portugal.
Na Seleção Nacional só pode haver um “Nós”.
É por esse “Nós” que se constroem as grandes equipas. É por esse “Nós” que se conquistam os grandes títulos. É por esse “Nós” que todos os portugueses voltarão a acreditar."

Jorge Jesus: «I'm the boss»


"O novo selecionador nacional declarou que não vai «facilitar em nada, nem ter receio de confrontar» quem quer que seja; quem manda é ele, portanto, e é assim que deve ser

Jorge Jesus foi o treinador mais influente em Portugal na segunda década do século XXI. Primeiro, pelo modo como pôs o Benfica a «jogar o dobro»; depois por levar as águias a duas finais europeias e a três campeonatos em seis épocas, mesmo com aquele ajoelhar doloroso no Dragão; também por ter trocado a Luz por Alvalade e ter recolocado o Sporting na luta por um título; mas, sobretudo, por ter influenciado o futebol em campo, com uma vaga de treinadores a segui-lo e uma série de jogadores a «deverem-lhe» carreira.
Inesquecíveis serão também algumas das intervenções em frente às câmaras e as de ontem também entrarão na história.
Já muito se falou dos desafios de Jesus: de ter de se adaptar a uma nova realidade em termos de trabalho, de uma posição mais institucional pelo papel que tem. A tudo isto o técnico respondeu, com algumas ideias em destaque e uma delas muito clara: quem manda é ele.
JJ nunca foi homem de deixar créditos nas mãos de outros e sobre o modo de trabalhar, pois não está com a equipa diariamente, atirou logo que não achava que teria de ser diferente e que não seria por aí que o sucesso não viria. Nos seus tempos menos mediáticos, JJ já dizia que era ele próprio quem desenhava os seus treinos. Indo um pouco contra a corrente de pensamento, Jesus crê que é possível criar um tipo de treino que faça uma equipa vencedora em pouco tempo e sem a ter todos os dias. «O futebol é uma ciência de cada um», frisou, como que a lembrar que ele é único.
 Na declaração inicial, Jesus também referiu que, ajudado por Lourenço Coelho, não vai «facilitar em nada, nem ter receio de confrontar seja quem for» pois quem define o caminho é ele. Era inevitável, fosse JJ ou outro, falar do papel de Ronaldo. Aí, Jesus disse logo que falaria «com o Cris» como falaria com os outros. «Desde que eu perceba até onde ele pode chegar e até onde posso chegar», declarou, para recordar o registo «do Cris», com ele e que ele, JJ, não terá problemas em fazer o que tiver de ser feito: «No ano passado, o Al Nassr fez 50 jogos e ele fez 31. No campeonato, substituí-o 16 vezes. Nunca confundimos o que é ele, o jogador, e o que sou eu, o treinador, e as decisões que tenho de tomar.»
Não pode haver dúvidas, nem para o maior jogador da História do país: quem manda, é ele, JJ. E caso duvidemos, perguntemos a Neymar, a quem ele atirou: «Tu, finish.» Jesus não o disse de forma taxativa, mas disse-o ao longo da apresentação. «I'm the boss»."

A 'Roja' já não passa sem Merino


"Quando Olmo não chega, Lamine e Nico ainda se procuram encontrar depois das lesões e Pedri parece carregar o fardo de uma época longa e desgastante, estão lá De La Fuente e Merino para criar impacto com a substituição decisiva.
Mikel faz-me lembrar os primeiros tempos de Championship Manager, em que descobríamos que em Inglaterra havia muitos jogadores que podiam ser centrais ou pontas de lança, e com bom rendimento nos dois papéis. Ambos eram fisicamente poderosos. Os defesas monolíticos que se transformavam em avançados conheciam na perfeição as manhas de quem os defendia e só precisavam de acertar no momento certo na baliza correta. E podiam subir e baixar no relvado, entre uma posição e outra, consoante a necessidade, sem qualquer problema. Sem necessidade de substituição. Importante, quando só havia duas. Já sabiam ao que iam.
Mikel Merino não fez carreira estrondosa, aliás, está precisamente a viver os seus melhores momentos. Formou-se no Osasuna e jogou pela primeira equipa, porém não se conseguiu impor primeiro no Dortmund e depois no Newcastle. San Sebastián foi porto de abrigo e aí sim, pelos 'txuri-urdin' da Real Sociedad finalmente estabilizou. Arteta viu nele reforço e levou-o para Londres, transformando-se neste jogador híbrido, que tanto se impõe no meio-campo como aparece do nada para atirar a baliza e, muitas vezes, decidir partidas apertadas. E não se importa. Mesmo que jogue menos do que os outros, aproveita bem melhor o tempo. Neste Mundial, De La Fuente, esperto, não o quis moldar. Coloca-o em campo precisamente para ser o mesmo jogador que entra sobretudo durante as segundas partes pelo Arsenal. É um homem com uma missão.
Os portugueses deviam conhecê-lo. Deram-lhe o espaço que nunca poderia ter. Já os belgas, a viver a última oportunidade da sua melhor geração, capitularam de forma ainda mais dramática. Courtois abriu a porta ao 1-0, marcado por Fabián Ruiz. Depois, lesionou-se e Lammens ainda fez pior. E estava lá... Merino!"

Messi ainda mora no impossível


"Quando chegou o apito final do jogo com o Egito, Messi chorou. Não eram lágrimas de campeão. Eram lágrimas de menino. 'Bar Nilo' é o espaço de opinião em A BOLA de Luís Aguilar, comentador desportivo

Os calendários são burocratas. Contam dias, riscam meses, acumulam aniversários. O futebol não. O futebol mede o tempo de outra maneira. Mede-o pelos instantes em que um homem consegue fazer esquecer o relógio. Lionel Messi tem 39 anos. Escrevê-lo parece um ato administrativo. Vê-lo jogar continua a ser um ato de fé. Mas não uma fé em vão. Uma fé que paga em milagres a cada jogo.
Neste Mundial, a Argentina tem mostrado que a sua maior força não se resume ao que Messi faz, mas à confiança que ele distribui. Há equipas que entregam a bola ao melhor jogador. Esta entrega-lhe também a esperança. Quando Messi baixa para receber, os companheiros de equipa respiram melhor. Quando levanta a cabeça, o campo parece crescer. Quando acelera, mesmo sem a velocidade de outros tempos, continua a acontecer um momento de magia.
Contra o Egito, o futebol decidiu recordar-nos que os deuses também sangram. A Argentina esteve encostada ao abismo. Messi voltou a tocar na angústia de quem vê o sonho escapar por entre os dedos. Mas a equipa levantou-se. Não porque um homem a tenha conseguido salvar sozinho, como tantas vezes aconteceu, mas porque todos acreditaram que, enquanto ele permanecesse em campo, ainda existia uma porta aberta para o impossível.
Quando chegou o apito final, Messi chorou. Não eram lágrimas de campeão. Eram lágrimas de menino. O rapaz de Rosário apareceu por um instante atrás do homem que conquistou o mundo. Naquele momento, o futebol devolveu-lhe a infância. Não jogava para ser o melhor. Jogava apenas para não perder aquilo que sempre o definiu: a capacidade de se emocionar. Em cima de todos os títulos, coletivos e individuais, essa é a maior vitória de Messi. Nunca permitiu que o génio expulsasse a ternura.
Vivemos uma época estranha. Uma época em que elogiar Messi parece obrigar a pedir desculpa aos admiradores de Cristiano Ronaldo. Como se a beleza tivesse de escolher uma única morada. Como se o aplauso fosse um bem escasso. Como se a admiração precisasse de fronteiras. É uma pobreza que o futebol nunca mereceu.
Cristiano pertence à mesma galeria dos homens que desafiaram o impossível. Messi apenas ocupa outra parede desse museu. Quem entra no Louvre não escolhe olhar para um único quadro. Caminha devagar. Contempla todos. Sai maior do que entrou.
Mas hoje nem sequer é dia de falar dessa comparação. Hoje é dia de olhar para um argentino que continua a brincar com uma bola como se a tivesse encontrado numa rua perto de casa. Alguém que já marcou golos suficientes para escrever uma enciclopédia, que já levantou taças que podiam encher um museu, que já cravou o seu nome no coração da eternidade. Mas continua a celebrar cada vitória como se fosse a primeira.
Eduardo Galeano escreveu um dia que «o futebol é a única religião que não tem ateus». Messi é um dos seus maiores devotos. Continua a amar o jogo como um principiante. Continua a fazer do futebol, o princípio, o meio e o fim para mergulhar na emoção. Não estamos apenas a assistir aos últimos capítulos de uma carreira. Estamos a ver um homem negociar, jogo após jogo, mais alguns minutos de pureza. Sem adornos, sem camadas, sem as dúvidas e as barreiras do mundo dos adultos. Apenas a bola. Porque, como dizia Maradona, «la pelota no se mancha»."

O Mundial dos guarda-redes


"Os avançados continuam a decidir jogos. Harry Kane continua a marcar. Erling Haaland continua a impor-se. Lionel Messi continua a fazer história. Kylian Mbappé continua a ser decisivo. Mas, neste Mundial, há uma posição que conquistou um protagonismo invulgar: o guarda-redes.
Esta edição da prova está a confirmar algo que o futebol moderno já vinha anunciando há vários anos: os guarda-redes deixaram de ser apenas os últimos homens da equipa. Hoje são, muitas vezes, os primeiros. São os primeiros a construir. Os primeiros a organizar. Os primeiros a orientar. E, sobretudo, os primeiros a transmitir confiança. Durante a fase de grupos vimos vários erros na construção desde trás. A insistência em sair a jogar curto, característica do futebol moderno, expôs algumas equipas e mostrou que a evolução da posição também trouxe novos riscos. Ultrapassada essa fase, o torneio revelou a outra face dessa transformação.
Quando o jogo aperta, quando o adversário domina e quando as oportunidades surgem em catadupa, continua a existir uma qualidade que nenhuma ideia de jogo consegue substituir: a capacidade para defender. E foi precisamente aí que os guarda-redes voltaram a assumir o protagonismo.
Este não tem sido apenas um Mundial das grandes estrelas. Tem sido também um Mundial dos homens da baliza.
O mais interessante é que esta evolução já não pertence apenas às grandes potências do futebol. Também seleções de menor expressão competitiva apresentaram guarda-redes capazes de decidir jogos e de manter as respetivas equipas competitivas durante largos períodos. Eloy Room, por Curaçau. Mohammed Al-Owais, pela Arábia Saudita. Alireza Beiranvand, pelo Irão. E Vozinha, por Cabo Verde.
Mesmo em países onde a tradição futebolística, os recursos e as estruturas de formação continuam distantes das grandes escolas europeias, a posição evoluiu de forma notável. Muitos destes guarda-redes competem hoje em campeonatos estrangeiros, trabalham diariamente com metodologias de treino altamente especializadas e chegam às grandes competições com um nível competitivo que, há duas décadas, seria difícil de imaginar. O resultado está à vista. Jogos cada vez mais equilibrados. Equipas mais competitivas. E guarda-redes capazes de manter seleções «vivas» durante noventa minutos.
Durante muitos anos dizia-se que as seleções de menor dimensão sobreviviam graças aos seus guarda-redes. Este Mundial mostrou-nos algo diferente. Hoje, muitas delas já não sobrevivem apenas por causa deles. Competem graças a eles. E isso explica, melhor do que qualquer estatística, a extraordinária evolução que esta posição conheceu nas últimas duas décadas.
Entre todos, o caso de Vozinha merece um destaque especial. O antigo guarda-redes do Grupo Desportivo de Chaves ultrapassou largamente o impacto desportivo. A consistência ao longo do Mundial e as exibições frente à Espanha e à Argentina de Messi transformaram-no numa das grandes figuras deste Campeonato e conquistaram a admiração de adeptos dos quatro cantos do planeta. Essa notoriedade refletiu-se nas redes sociais. Chegou ao torneio com menos de 50 mil seguidores no Instagram e, durante o encontro frente à Espanha, viu esse número ultrapassar um milhão em menos de noventa minutos. O crescimento continuou de forma impressionante. Hoje soma 28 milhões de seguidores, tornando-se o guarda-redes mais seguido do mundo, à frente de Manuel Neuer (15 M), Thibaut Courtois (17.9 M), Keylor Navas (19.1 M) e Iker Casillas (20.4 M). Mais do que um fenómeno das redes sociais, Vozinha tornou-se o símbolo de uma ideia que este Campeonato do Mundo tem vindo a confirmar: um grande guarda-redes pode projetar uma seleção, inspirar um país e conquistar o reconhecimento do mundo inteiro.
Portugal teve em Diogo Costa o exemplo mais completo desta realidade. Destaco particularmente as suas exibições frente à Colômbia, à Croácia e à Espanha. Foi, na minha opinião, a par de Renato Veiga, o jogador português mais consistente da competição. Em várias ocasiões, foi ele quem manteve Portugal vivo nos jogos.
Muito se falou da infelicidade na eliminação frente à Espanha. É verdade que houve um momento que podia ter mudado o resultado – o remate de Nuno Mendes à trave. Mas também é verdade que, antes disso, Diogo Costa já tinha impedido, por diversas vezes, que o desfecho chegasse mais cedo. Há ocasiões em que chamamos sorte àquilo que, na realidade, foi competência. Aquilo que mais me impressiona em Diogo Costa - e isso percebe-se com enorme facilidade em quem acompanha o FC Porto - nunca foi apenas aquilo que faz. É aquilo que provoca. Quando um guarda-redes transmite confiança, toda a equipa joga de forma diferente. Os centrais arriscam mais. Os laterais sobem mais. Os médios pressionam mais alto. Os adeptos respiram melhor.
Há efeitos no futebol que nunca aparecem nas estatísticas. Não surgem nos mapas de calor. Não entram nos relatórios de desempenho. Mas sentem-se. Diogo Costa é um desses jogadores. Muda o comportamento de uma equipa inteira sem precisar de tocar constantemente na bola. Tecnicamente, representa quase o retrato perfeito do guarda-redes moderno. É rápido entre os postes. Domina o jogo aéreo. Lê a profundidade com inteligência. Sai da baliza no momento certo. É forte no um para um. É especialista na defesa de grandes penalidades. E possui uma qualidade com os pés que lhe permite participar na construção do jogo como se fosse mais um elemento da linha defensiva.
Não é apenas um guarda-redes que evita golos. É um guarda-redes que permite à equipa jogar melhor. Mas reduzir Diogo Costa às suas qualidades técnicas seria profundamente injusto. Porque aquilo que verdadeiramente o distingue não cabe numa ficha de observação. É a serenidade. É a personalidade. É a capacidade de transmitir calma quando todos os outros sentem pressão.
Não é apenas uma perceção portuguesa. Ainda muito antes de assumir definitivamente a baliza do FC Porto, Iker Casillas viu nele o guarda-redes capaz de lhe suceder. Não era um elogio qualquer. Vinha de um campeão da Europa e do Mundo. De um dos melhores guarda-redes da história. Alguém que conhecia e conhece, como poucos, o peso daquela posição.
Hoje, custa-me encontrar três guarda-redes melhores do que Diogo Costa. E, sinceramente, não me surpreenderia vê-lo, num futuro próximo, assumir a baliza de qualquer um dos maiores clubes da Europa. Pela forma como interpreta o jogo, pela qualidade na construção, pela serenidade com que vive os momentos de maior pressão e pela capacidade de decidir partidas, encaixaria naturalmente em equipas como o Paris Saint-Germain de Luis Enrique, onde o guarda-redes é uma peça fundamental na primeira fase de construção; no FC Bayern Munich, quando chegar o inevitável momento da sucessão de Manuel Neuer; ou até no Real Madrid CF, como um dos candidatos naturais a assumir a baliza quando terminar o ciclo de Thibaut Courtois.
Digo-o não porque deseje vê-lo sair do FC Porto. Bem pelo contrário. Enquanto símbolo, capitão e uma das maiores referências do balneário portista, a sua permanência seria, por si só, uma das melhores notícias que os adeptos azuis e brancos poderiam receber. Mas há jogadores cujo talento acaba inevitavelmente por ultrapassar fronteiras. E Diogo Costa pertence, sem qualquer dúvida, à elite dos guarda-redes mundiais.
Quanto à Luva de Ouro, é provável que o prémio acabe nas mãos do guarda-redes da seleção campeã. A história da competição mostra que assim acontece com frequência. Mas, se o critério fosse apenas o impacto que cada guarda-redes teve no percurso da sua equipa, a minha escolha seria outra. Entregá-la-ia ao Bono de Marrocos ou a «nosso» Diogo Costa.
Os golos continuarão sempre a decidir jogos. E acabarão, também, por decidir quem levanta o troféu de campeão do mundo. Mas este Campeonato do Mundo voltou a lembrar-nos uma verdade que o futebol, por vezes, insiste em esquecer: antes de um avançado poder ganhar um Mundial, há quase sempre um guarda-redes que impede que ele seja perdido.
A final de 2022 talvez seja o exemplo perfeito. Todos recordamos a consagração de Lionel Messi. Mas, para que esse momento pudesse existir, houve primeiro uma defesa que mudou a história. Aos 123 minutos, quando Kolo Muani surgiu isolado perante a baliza argentina, Emiliano Martínez fez uma daquelas defesas que valem títulos. Se aquele remate entra, a Argentina provavelmente perde o Mundial. Messi continuaria a ser um dos maiores jogadores de sempre, mas talvez lhe faltasse o troféu que tantos diziam faltar à sua carreira.
Uma defesa alterou o destino de uma final. Talvez até a forma como a história recorda um dos maiores protagonistas do futebol mundial."

Martínez, curto cartão de visita…


"O que se pedia ao selecionador talvez fosse demasiado para o perfil diplomata e conciliador. Prova abaixo das expectativas, foi o natural gatilho para a saída.

Roberto Martínez Ser treinador de futebol é estar permanentemente nas bocas do mundo, sujeito à avaliação crítica e ao julgamento transversal.
Ser selecionador de um país, para mais não sendo dele nativo, constitui um desafio acrescentado, em face das naturais paixões que o patriotismo desperta e consolida nas reações de todos e de cada um.
Roberto Martinez não é um novato nestas andanças. Seis anos à frente de um projeto geracional muito significativo, na Bélgica, conferiram ao treinador espanhol a experiência e a consciência suficientes para encarar o desafio português com lastro.
O facto de ter ganho uma Liga das Nações aumentou a bolsa de alguma confiança no seu trabalho, embora todos os indicadores apontassem, desde logo, algum conservadorismo, quer nos nomes habitualmente constantes da lista de convocados, quer nas táticas e opções tomadas ao longo dos jogos.
O que se pedia a Martínez talvez fosse demasiado para o seu perfil diplomata e conciliador. Pedia-se uma equipa portuguesa mais assertiva, mais capaz de assumir nos relvados as responsabilidades que, claramente, tinham sido desenhadas nas declarações dos principais responsáveis, com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol à cabeça.
Fazer melhor do que os quartos de final do Qatar, em 2022, significava, desde logo, o apuramento para as meias-finais como resultado minimamente aceitável, e parecia muito complexo o desiderato, considerando as características do próprio selecionador.
Uma prova muito abaixo das expectativas e, sobretudo, das capacidades declaradas do conjunto de jogadores que estiveram nas Américas, foi o natural gatilho para a saída de Roberto pela porta pequena, que o futebol é mesmo assim, de memória muito curta e diretamente indexada aos resultados.
Da história se recordará, de facto, a vitória na quarta edição da Liga das Nações. Mas o Euro 2024 e, sobretudo, a pobreza exibicional aliada a um discurso por vezes inócuo do responsável técnico, do Mundial 2026, perdurarão e não constituem o melhor cartão de visita, num futuro próximo ou distante, se o treinador espanhol for sondado por uma equipa verdadeiramente de topo no futebol mundial…

Hossan Hassan
É um líder. Talvez seja mesmo o maior nome da história do futebol egípcio. Hossam Hassan, agora entronizado como selecionador nacional dos faraós, é uma figura incontornável no banco de suplentes e fora dele.
Com um caráter muito especial, fogoso, disponível, interventivo, mas também facilmente irascível, Hassan transporta para o combinado africano muito do seu temperamento enquanto futebolista. E os jogadores reconhecem nele um verdadeiro líder, não questionando opções e fazendo do sacrifício individual a força coletiva de uma das melhores seleções do continente.
Não surpreendeu o belo Mundial egípcio. Muito menos, para quem segue com alguma regularidade as motivações do país, dos seus adeptos e dos seus profissionais, o jogo excecional frente à Argentina, que causou suores frios à campeã mundial. 
Sempre, com um nome à cabeça e a servir de farol técnico e tático, mas sobretudo motivacional: Hossam Hassan, o selecionador que, mesmo alicerçando a sua dinâmica em três nomes incontornáveis (Salah, Marmoush e Ziko), soube tirar o melhor partido de um conjunto de jogadores locais (do Al Ahly, do Zamalek e do Pyramids), e levar o combinado africano a uma excelente fotografia, no âmbito da sua participação no Mundial.

Pierluigi Collina
Para muitos, o melhor árbitro da História do futebol. Para todos, um dos melhores, de um grupo restritíssimo de classe e qualidade.
O árbitro da final do Mundial 2002, em Yokohama, entre Brasil e Alemanha, é agora o presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA e, por inerência, o principal responsável pela convocação e escala das equipas de arbitragem em todas as competições de dimensão mundial.
Escolheu, certamente, os melhores árbitros, assistentes e videoárbitros para o maior showdown do futebol no planeta, e providenciou todas as condições para que as equipas da Team One tivessem e continuem a ter desempenhos a roçar a excelência.
Ele sabe, melhor do que ninguém, que o fator humano continuará a estar presente a cada momento, em cada tomada de decisão, e influenciará sempre o trabalho dos juízes, quer nos estádios, quer nas cabines à distância.
Por isso, é legítimo o desabafo de quem se sente pessoal e profissionalmente atingido por críticas dos mais diversos quadrantes e origens, muitas delas (quiçá uma significativa maioria…) provenientes de quem não faz ideia das competências, ferramentas e qualidades que cada árbitro teve de exibir até chegar aos palcos de um Mundial de futebol.
Collina, que é humano, indignou-se. E fez bem. Tem, no seu currículo, folhas suficientes para garantir, de per se, um lastro de independência, qualidade, seriedade e rigor no seu trabalho à frente da arbitragem mundial.

Harry Kane
Durante muito tempo, na sua longa passagem pelo Tottenham, era glosado no mundo do futebol pelo facto de, sendo um dos melhores pontas de lança da sua geração, não conseguir ganhar títulos. Os spurs não eram, de facto, a melhor garantia de o poder fazer, até que surgiu a possibilidade de transferência para o Bayern Munique.
Harry Kane, assim se chama o sujeito, via ali escancarar-se uma porta de muito maior visibilidade e dimensão competitiva, e projetou uma segunda fase da sua carreira, à beira dos trinta anos.
Este Mundial é uma espécie de cereja no topo do bolo: com uma Inglaterra competitiva e pragmática, Kane é o seu melhor marcador, é capitão, é dinamizador de jogo e congregador da equipa. Um trunfo em vários domínios, muito bem aproveitado por Thomas Tuchel, o alemão que não esconde a ambição de levar a seleção dos três leões a um lugar de topo na hierarquia mundial.
Pode não conseguir, numa prova que conta com Mbappé, Messi e Haaland, chegar ao topo dos marcadores, mas deixa um rasto de muita qualidade profissional, imenso empenho e determinação, e de total respeito por parte de companheiros e adversários. O que não é nada pouco, e pode até ser suficiente para fazer voltar a sonhar, sessenta anos depois, uma Inglaterra que nunca desaprendeu, em boa verdade, de jogar futebol ao mais alto nível. E tem-no provado do outro lado do oceano Atlântico."

A maior contradição no caso Balogun e o que o telefonema de Trump expõe


"Quando Gianni Infantino sucedeu a Sepp Blatter, apresentou-se como o rosto de uma nova FIFA . Prometeu uma organização mais transparente, mais íntegra, mais independente e mais respeitadora das suas próprias regras.
"Os meus pais são italianos e ensinaram-me a distinguir o bem do mal. Cresci na Suíça alemã, da ordem, da disciplina e da confiabilidade. Depois fui para a Suíça francófona, da liberdade, da igualdade e da fraternidade." Foi assim que Infantino se apresentou aos delegados após a sua primeira eleição, em fevereiro de 2016.
Dez anos depois, é legítimo perguntar: onde está essa FIFA?
O título de um podcast do El País resume melhor do que muitos relatórios aquilo em que a organização se transformou: "A FIFA tem umas regras, mas, se Trump ligar, tem outras."
Já todos conhecemos a história do cartão vermelho mostrado ao avançado "norte-americano" Folarin Balogun e o que se seguiu. O mais irónico é que Balogun é norte-americano apenas por nascimento. Os pais são nigerianos e viajaram para os Estados Unidos quando a mãe estava grávida. Quando quiseram regressar, já não foram autorizados a voar devido ao avançado estado da gravidez. Balogun nasceu, por isso, em Brooklyn, cresceu em Londres e formou-se como jogador no Arsenal.
Ou seja, Trump intercedeu por alguém que por sua vontade, se tivesse nascido hoje, não fosse a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que rejeitou a sua ordem executiva contra a cidadania por nascimento, nem sequer seria norte-americano.
Outro detalhe adensa o imbróglio em que Infantino se deixou enredar. Reagindo às acusações de parcialidade na decisão, o presidente da FIFA invocou a independência do Comité Disciplinar. Na verdade, porém, esse Comité não se pronunciou nem reuniu.
O Comité Disciplinar é constituído por 18 membros, mas a decisão foi tomada por apenas um: o seu presidente, o advogado emirati Mohammad Al Kamali.
Porque decidiu sozinho? Porque o presidente do Comité Disciplinar pode fazê-lo em "casos especiais". E não há dúvida de que, para a FIFA de Infantino, um telefonema de Trump cabe perfeitamente na definição de "caso especial".
Dez anos depois da chegada de Gianni Infantino à FIFA, a organização continua demasiado parecida com aquela que o suíço-italiano prometeu deixar para trás em 2016."

BolaTV: Dias de Mundial...

Rola Bola #5 - DESILUSÃO Portuguesa e fim do ciclo Martinez!

No Princípio Era a Bola - Frente a uma Bélgica “à portuguesa”, o plano B de Espanha voltou a funcionar

Oliveira: Jesus...

LiveMode: Aquece vais entrar #37

ESPN: Futebol no Mundo #605

Futpédia #17

TugaFut: Salvador...

TNT - Convocados...

Quezada: Espanha...

Rabona: Nobody's Talking About Spain… Should that SCARE France? | World Cup Day 29

AA9: LAMINE YAMAL'S MESSAGE TO FRANCE...