Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Bernardo...

Neste final de tarde, a selecção nacional de sub-21 venceu, em Israel, mais um jogo de apuramento para o Europeu da categoria... Resultado final: 3-4 !!! Este resultado diz-me alguma coisa!!! Não costumo comentar jogos das Selecções, mas hoje, sou obrigado!!!

Bernardo Silva - dribles e assistência brilhante - Portugal vs Israel
Bernardo Silva, entrou ao intervalo, e fez uma grande 2.ª parte: 1 assistência magnifica para o nosso 2.º golo, após jogada individual...; marcou o nosso 3.º golo, de cabeça; e deu início ao nosso 4.º golo, com um pormenor delicioso... passou a bola ao Cavaleiro, que assistiu o André Gomes!!!

O Ivan Cavaleiro merece também destaque, marcou o 1.º golo, e assistiu para o 4.º... mostrando uma enorme disponibilidade física durante os 90 minutos, está com um ritmo de jogo, muito superior a todos os outros jogadores em campo.
O André Gomes, marcou o golo decisivo, é verdade que jogou fora da sua posição natural - com a lesão do Amorim devia dar tudo por tudo para provar que poderia ser opção para a meia-direita... -, mas voltou a mostrar um estilo molengão/disciplinante que irrita quem vê... ou acorda rapidamente, ou teremos mais um caso de talento deitado à rua!!!



Fraude no empréstimo

"A um jurista escrupuloso incomoda sempre a lei que é apenas “verbo de encher”. Ou porque ninguém controla o seu respeito ou, controlando, a torce e distorce para que nada valha em concreto. Ou porque a fraude a essa mesma lei é reservada para o terreno fértil da impunidade.
O Regulamento de Competições da Liga (assim como na FPF) comporta, no que toca ao “empréstimo de jogadores”, uma norma que subsiste há anos. Hoje corresponde ao art. 52º: “Nas situações de cedência de utilização temporária de um jogador, por parte do clube a que se mostre contratualmente vinculado a um outro clube, são nulas e de nenhum efeito quaisquer cláusulas, ainda que estabelecidas ou acordadas entre as partes intervenientes, e nomeadamente entre clube cedente e cessionário, que, por qualquer forma, visem limitar, condicionar ou onerar a livre utilização do jogador em causa por parte de clube cessionário na vigência do período de cedência temporária.” O princípio da “livre utilização” correspondeu à necessidade de eliminar dos contratos de “empréstimo” o impedimento de os clubes colocarem a jogar os atletas nos jogos com os clubes de origem (ou outros) e, até, condicionar a sua participação ao consentimento dos clubes que emprestavam.
As cláusulas desapareceram, na forma, dos contratos, mas, substancialmente, a prática permaneceu e permanece “escondida”. Ontem com polémicas, hoje com absoluta indiferença pelas simulações que resultam de óbvios “acordos de cavalheiros” entre os dirigentes dos clubes: empréstimo sim, mas sem utilização nos nossos jogos – e é assim que esses jogadores desaparecem das convocatórias, envolvidos em “lesões” súbitas e outras “justificações”… pueris. Outros clubes, porém, mesmo que nem sempre, respeitam a impossibilidade de tais cláusulas – provocando a incompreensão dos adeptos, quando acontece serem esses jogadores a contribuir para empatar ou derrotar a sua equipa…
Chegamos (também) a este estado desigual porque a consequência disciplinar é dúbia – não é certo que se integre na infracção que pune a “fraude” nos contratos – e, mesmo que fosse, a consequência não é grave. A matéria merece transparência. Ou bem que se proíbe – sindicando-se a sério e punindo com dimensão – ou bem que se confina à liberdade dos clubes o juízo e os riscos tradicionais de um “bom” ou “mau” jogo dos jogadores cedidos. Como estamos é que não estamos bem: urge dotar a competição de uma igualdade entre os participantes e exigir aos clubes que cedem jogadores exactamente as mesmas “regras”. Se assim não for, para que serve, bem à portuguesa, mais esta “lei”?"

domingo, 17 de novembro de 2013

Vitória na Taça de Portugal

Ovarense 68 - 72 Benfica
20-17, 9-18, 18-16, 21-21

O mais importante era seguir em frente na Taça, e foi exactamente isso que o Benfica conseguiu. Mas não foi fácil...
Lendo as estatísticas, não é bom sinal verificar que o Doliboa, o Jobey e o Betinho foram obrigados a fazer os 40 minutos. O rendimentos abaixo do esperado do Weaver e do Cláudio Fonseca assim deve ter obrigado... este problema na rotação não é seguramente devido à ausência, por lesão, do Carlos Andrade!!! A ausência do Andrade faz-se sentir principalmente na defesa, na maneira como normalmente defende o melhor pontuador contrário, e a maneira como contagia os companheiros para a luta...
Dominámos os ressaltos, mas continuamos a falhar demasiados lançamentos, a inspiração hoje foi toda para o Mário Fernandes que lançou 4/4 nos triplos, compensando o desacerto do Betinho e do Jobey... O 2.º período por norma é sempre do Benfica, os nossos adversários dão alguns minutos de descanso aos titulares, e a nossa profundidade no banco faz a diferença. Ontem com a Sampaense abrimos a vantagem nesse período, hoje voltámos a fazer o mesmo, mas não foi o suficiente para ganhar uma vantagem confortável... e assim, no resto do jogo, com o nosso melhor 5, contra o muito provável melhor 5 do adversário, não conseguiu fazer a diferença, e isso é preocupante... A Ovarense nunca passou para a frente, mas chegou a empatar, e o jogo só ficou decidido nos últimos segundos...
Agora, nos 1/8 de final da Taça vamos defrontar o vencedor do Guifões / Angra Basket na Luz, portanto uma eliminatória teoricamente mais fácil... Espero que o enguiço da Taça de Portugal seja quebrado esta época!!!

Bom jogo

Benfica 3 - 0 Madalena
25-19, 25-12, 25-15

Pedia-se um bom jogo, e equipa não desiludiu. Tirando um pequeno período na entrada do 3.º Set, o Benfica fez provavelmente hoje, o jogo com menos erros não forçados da época!!!
O Madalena desiludiu-me, talvez o jogo de ontem com a Fonte Bastardo, a viagem para o continente, e alguns problemas físicos em jogadores nucleares, expliquem o jogo menos conseguido, mas mesmo se tivessem jogado bem, hoje, contra este Benfica, muito dificilmente ganhariam um Set !!!
Fim-de-semana, com 2 jogos e 6-0 em Set's, depois da derrota na Terceira era o mínimo que se podia exigir... Estou a gostar da evolução do João Oliveira, ainda não está ao nível dos companheiros, mas neste início de época, já 'cresceu'... 

Entrada demolidora

Póvoa 3 - 5 Benfica

Começamos praticamente a vencer, rapidamente chegámos aos 0-4, com mais uma vez o Bruno Coelho em evidência... só quando ficámos tapados por faltas, é que baixámos a velocidade, e entrámos em modo controle... e o excesso de relax permitiu o golo quase a fechar a 1.ª parte.
Voltámos a entrar bem na 2.ª parte, marcámos um excelente golo colectivo pelo Joel, e podíamos ter marcado mais... mas as faltas começaram a acumular, e voltámos a baixar o ritmo. O Póvoa marcou dois golos, o 2.º com culpas para o Bebé... que depois com o 3-5, esteve muito bem.
Apesar de 2 golos de diferença no Futsal serem muito pouco, muito sinceramente nunca senti o resultado em perigo, e mesmo quando o Póvoa arriscou o 5x4, fiquei confiante... no último minuto falhámos duas oportunidades escandalosas: uma por excesso de egoísmo do Ricardo Fernandes, e outra por excesso de altruísmo do Hemni!!!

É inacreditável, como em todos os jogos, é sempre o Benfica a chegar à 5.ª falta !!! O adversário é irrelevante, sem exagerar em 90% das 'partes' jogadas, chegamos sempre à 5.ª falta, e sempre com muito tempo para jogar: quase sempre entre os 6 a 8m do final da respectiva parte!!! Hoje, chegámos ao cumulo - preventivo... - de não utilizar o Gonçalo, por opção, depois de ter levado o cartão amarelo, ainda na 1.ª parte, enquanto o nosso adversário chegou aos últimos minutos, completamente folgado nas faltas... algumas delas bastante duras e desnecessárias, mas sempre com a certeza que nada de grave lhes iria acontecer.


Siqueira no bate-papo !!!

sábado, 16 de novembro de 2013

A Intercontinental é nossa !!!

Benfica 10 - 3 Recife

Extraordinário, como em poucos anos, o Benfica fez um autêntico Grand Slam em títulos no Hóquei, a nível nacional e internacional. Faltava um, e hoje, não falhámos, num grande espectáculo, com pavilhão cheio, muito entusiasmo, grandes golos, grandes guarda-redes e um final feliz!!!

O jogo até foi mais complicado do que parece... o 1-0 veio cedo, mas o 2-0 demorou, demorou muito, com um grande jogo do guarda-redes Brasileiro, alguma aselhice nossa, e muito tiro aos ferros (perdi a conta!!!)... Com 5-0 parecia estar tudo resolvido, o Trabal defendia tudo... até que num Livre Directo os Sul-Americanos estrearam-se, e logo a seguir fizeram o segundo...!!! O 'trauma futebol' pairou durante algum tempo, mas quando fizemos o 7-3, o jogo acabou... e até deu para o puto Diogo Neves entrar e marcar (novamente, já o tinha feito com os Alemães!!!).

Este título também é do Sérgio Silva, do Viana, do Cacau e do Sénica... Todos os elementos da secção estão de Parabéns, começando pelo Trindade, acabando nos jogadores. O Benfica já teve gerações de ouro no Hóquei, mas nenhuma conquistou aquilo que esta conquistou... Escreveu-se História em Torres Novas...

Agora falta o mais difícil (!!!), transferir todas estas vitórias Internacionais, para o nível Nacional... não será fácil, nada fácil. Explicar a um forasteiro, como é que esta equipa, só tem 1 título de Campeão Nacional, não é nada fácil...!!!

Hoje vencemos, mas amanhã temos Taça !!!

Benfica 97 - 73 Sampaense
18-17, 23-15, 24-21, 32-20

Um início de jogo muito irregular, com muitos lançamentos falhados, com uma demasiada insistência nos lançamentos longos, mas a equipa foi melhorando ao longo da partida... Ao intervalo a vitória parecia segura, e o início do 3.º período garantiu isso mesmo. Teria sido complicado fazer o mesmo no Troféu António Pratas?!!!
Hoje, o regresso de alguns lesionados foi importante, principalmente o Gentry. Com o Weaver a desiludir, novamente, foi importante o regresso do veterano Americano. Agora só falta o Carlos Andrade...
Com a derrota do Vitória (parece que gastaram o gás todo, com o Benfica!!!) voltámos ao 1.º lugar bi-partido com o Vitória.

Amanhã, temos novo compromisso, em Ovar, para a Taça. Nada de 'brancas', esta taça parece estar amaldiçoada...

Mau arranque... rectificado !!!

Fafe 23 - 30 Benfica

Começamos mal, a perder por 4-1 (!!!), mas rapidamente acordámos... ao intervalo já estava 9-16. O Pedroso ultimamente tem estado muito activo, será porque o contrato acaba no final da época?!!!
Não vi o jogo, mas não tivemos um único livre de 7 metros a favor, deve ser recorde !!!

PS: Hoje, em Belém, os Lagartos venceram... com uns empurrões gigantes dos Brothers Martins (apitadeiros Lagartos, assumidos...): aquele livre de 7 metros, já depois da hora, fez-me recordar o jogo do Benfica em Braga o ano passado, apitado pelos mesmos...!!!
Na próxima jornada recebemos o Belém, e não vamos ter ajudas destas... portanto, é melhor levar o jogo a sério. Que a roubalheira tenha pelo menos servido de aviso!!!

... amanhã à mais !!!

Caldas 0 - 3 Benfica
11-25, 19-25, 14-25

A estratégia foi resolver depressa, que amanhã à mais...!!! Ainda sem o Zelão (e sem o Roberto), deu para rodar o plantel e ganhar moral...
Amanhã, vamos defrontar a grande surpresa do Campeonato (Madalena), é uma excelente oportunidade para vencer e convencer !!!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Estratégia do Sporting resultou

"Um Benfica-Sporting deixa marcas. Seria mau que assim não fosse, ou algum dos clubes era irrelevante ou o jogo não mexia com as emoções. Um derby com prolongamento e sete golos nunca será insípido, inodoro, nem incolor por isso venham de lá esses sentimentos.
Gostei da estratégia dos dirigentes sportinguistas de se atirarem ao árbitro para proteger o Rui Patrício. No fundo o Duarte Gomes não é um activo da SAD leonina, ao contrário da pequena parte do passe do guarda-redes. É pouco, mas há que proteger o activo. Se é certo que o Sporting perdeu porque o Rui Patrício deu um frango, não é menos verdade que o Sporting não levou oito, porque os postes e o Rui Patrício não deixaram.
Assim parabéns ao rival pelo excelente jogo que fez, e ao seu treinador pelos milagres que opera com os recursos que tem.
Esta derrota para os lados de Alvalade assemelha-se à de Atenas para o Benfica, não zanga os adeptos.
Só qeu saí zangado da Luz: não percebo como a ganhar 3-1, não me deixaram ir mais cedo para os 40 anos do meu querido amigo, e jornalista da Benfica TV, João Martins. Este Benfica retém em demasia os adeptos no estádio, mesmo para ver o seu clube, foi demais.
Por outro lado também foram positivas para Duarte Gomes as críticas leoninas, ninguém falou do seu erro mais notório, o penalty sobre Luisão.
Espero que mais logo, de regresso à Luz, Rui Patrício esteja imaculado e possa dar uma alegria a sportinguistas e benfiquistas de uma vez só.
No Benfica recomendo que se festejem títulos, porque só pequenos clubes festejam a vitória em jogos. Sporting foi apenas um degrau, como o Cinfães, eu só festejo se vencer no Jamor, e já não venço há muito tempo.
É assim, não por menosprezo pelo Sporting, mas por consideração pelo Benfica."

Sílvio Cervan, in A Bola

Classe ou... falta dela

"Foi no último domingo. Na véspera, o Benfica havia batido o Sporting, na Luz, eliminando, num jogo carregado de emoção, o seu arquirival da Taça. Nesse dia, minutos antes, em Loures, aonde resido, outro triunfo vermelho, frente ao Sporting, na modalidade de Futsal.
Ao cabo de uma parte da tarde de convívio, em minha casa, com o Benfica como pano de fundo, quando Luís Filipe Vieira abandonou as minhas instalações, um grupo organizado de jovens adeptos leoninos, dirigiram-lhe, de forma altissonante, alguns impropérios, demonstrando uma deplorável falta de respeito desportivo, para já não falar do devido esguardo institucional.
Morador em Loures, cidade com inúmeros adeptos benfiquistas, registei o acontecimento com particular lamúria. Da mesma forma, sublinho a postura exemplar de Luís Filipe Vieira, incapaz de responder às provocações, assumindo uma postura dignificante para o líder de uma instituição com a grandeza e o carácter do Sport Lisboa e Benfica.
No dia seguinte, o acontecimento foi notícia. No mesmo dia e nos subsequentes, recebi inúmeras manifestações de solidariedade, e repúdio pelos acontecimentos, inclusive de vários aficionados e até sócios de longa filiação na agremiação de Alvalade.
O sucedido vale o que vale. Mas vale, sobretudo, pela serenidade, mais classe de Luís Filipe Vieira. E vale pela selvajaria verbal de simpatizantes do Sporting, clube que tantas vezes apregoa superioridade moral, quando muitos dos seus apoiantes comentam arruaças de absoluta torpeza."

João Malheiro, in O Benfica

Galheteiros

"1. O Madaleno, ou a Rainha de Inglaterra, como um dia lhe chamou o presidente do Benfica, é figura influente como poucas no xadrez do Futebol. Talvez por isso não se estranhe que surja nas ocasiões de estadão geralmente ladeado por um bispo e por um general (aqui a fazer as funções do cavalo). A idade consome-os aos três de forma dura e duradora, como é próprio da sua crueldade. E assim os recordaremos, inaugurações atrás de inaugurações, celebração de centenário inventado atrás de visitas papais: os três juntos, como num galheteiro.

2. Recordar é o termo certo. Não merece a pena acreditar nas fotografias. O que revelam num dia pode ser apagado no outro. O que vale é que, como dizia Iva Delgado, «a memória nunca prescreve».

3. Profissionalizam-se os árbitros à vontade do dono, tal e qual como se albardam os asnos. A partir de agora, qual será o clube que deseja ser arbitrado por um amador se tem à mão um verdadeiro profissional? E os observadores, passarão a profissionais (esta do passarão vem mais a propósito do que pensei a princípio) ou limitar-se-ão a ser amadores que classificam profissionais? E os piores classificados dos profissionais passarão por sua vez a amadores? E os melhores dos amadores? E o presidente dos árbitros vai ser profissional ou já o é?
Como tudo o que é feito em cima do joelho por gente incompetente ficam perguntas demais sem resposta. Para já, ao que parece, profissionalizam-se meia dúzia. E que meia-dúzia!!! Um oferece a camisola a um adepto do FC Porto; outro festeja títulos martelados com os jogadores e treinadores do FC Porto... E assim corre o futuro da arbitragem. Como o Azeiteiro-da-Cabeça-d'Unto à frente do galheteiro! Afinal é ele quem manda."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um jogo louco

"1. Foi um jogo 'louco' com o Sporting. Mérito das duas equipas. A nossa inexplicável alergia às bolas paradas determinou uma completa viragem no rumo do jogo. Parecia que íamos a caminho de uma goleada e acabámos por ter que ir para prolongamento, para mais depois de um jogo intensíssimo na Grécia. Mas o certo é que acabámos por cima, ganhando muito justamente. Quantas jogadas de perigo ( e bolas nos postes) criámos e quantas criou o Sporting? Quem teve que defender melhor, Artur ou Patrício? Fala-se muito no golo decisivo de Luisão, muito consentido pelo guarda-redes do Sporting. Mas é preciso não esquecer que a jogada foi para penálti. No Estádio, todos vimos o penálti e ninguém percebeu o golo! Agora, o culpado é Duarte Gomes, de quem os sportinguistas não gostam.
Esquecem o escândalo de há uns anos, com os mergulhos de Jardel para a piscina a transformarem uma vitória nossa num empate.

2. O FC Porto emitiu um lamentável comunicado protestando contra a edificação, em Lisboa, de uma estátua a Cosme Damião, que não foi decidida pelo executivo camarário mas sim apresentada e votada pelos munícipes. O comunicado que, demagogicamente, fala em 'tempos de crise', em 'cortes de salários e reformas baixíssimas', ataca a estátua a Cosme Damião mas não o faz relativamente à estátua a Nuno Álvares Pereira. Mas a questão principal nem é essa. Que moral tem o FC Porto para falar de despesas da Câmara de Lisboa quando toda a gente sabe quanto custou à Câmara do Porto todo o processo que levou à construção do novo estádio do clube, com compras e vendas de terrenos que ainda estão nos tribunais? Que moral têm os seus dirigentes para se referirem à Câmara de Lisboa quando ficaram possuidores, à borla, de um centro de estágio em Gaia, pagando agora uma verba mensal simbólica pela sua utilização? Isso sim, é vergonhoso!

3. Já não é novidade. Desta vez é com Abdoulaye, jogador que o FC Porto emprestou ao V. Guimarães. Os regulamentos proíbem que os clubes que emprestam jogadores os  impeçam de defrontar as respectivas equipas. Não há problema. Arranjam-se umas lesões de última hora. Com o FC Porto é assim..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Sinal dos tempos

"Terminado o dérbi do passado sábado, notava-se, entre os benfiquistas, um sentimento bastante contido de satisfação. Ou eram as bolas paradas - um problema a resolver -, ou era a recuperação consentida na segunda parte, ou era a fracassada expectativa de goleada que (confessem lá...) todos tínhamos ao intervalo, a verdade é que, descontada a beleza do espectáculo, ganhar ao Sporting de forma tão apertada já não nos deixa propriamente eufóricos, mas tão só com a sensação de dever cumprido.
Paradoxalmente, do lado de lá, notava-se uma atmosfera bem positiva, de onde se depreendia uma certo alívio por perderem por poucos (depois dos tais 3-1 ao intervalo), e até algum regozijo pela capacidade de discutirem o jogo até final.
Aliás, já da recente derrota diante do FC Porto a generalidade dos sportinguistas havia saído de peito feito, como se estas vitórias morais (?) tivessem o condão de lhes devolver o estatuto de outrora.
Vencer o Sporting, depois de uma roleta de emoções tão vibrante e arrebatadora, não pode deixar de nos encher a alma. É verdade que poderíamos ter goleado,é verdade que aquele golo ao minuto 92 nos fez reviver fantasmas de um passado recente, mas, caramba, ganhámos.
E ganhámos bem, depois de uma grande partida de Futebol, durante a qual fomos sempre superiores. Para o rival, contente ou não com isso, fica apenas mais uma derrota. A 11.ª nos últimos 15 dérbis. Compreendo-se o esforço - e louve-se a eficácia - do seu aparelho de comunicação para não deixar estoirar o balão da euforia (semelhante ao que, não há muito tempo, encheu Domingos Paciência), procurando álibis na arbitragem.
Mas não é preciso ter memória de elefante para recordar o jogo de Alvalade, já nesta mesma época, ou, indo um pouco mais atrás, um tristemente célebre empate a dois, na velha Luz, com este mesmo árbitro. Portanto, esta já tradicional gritaria não nos vai comover."

Luís Fialho, in O Benfica

Coração Benfquista

"No dia seguinte à derrota em Atenas arranjei algum tempo para voltar ao Museu do Benfica. Precisava de lamber as feridas daquela noite europeia tão  infeliz e injustamente perdida e ali estava a História, o que fica depois de passarem os homens, deixando, ou não, uma marca sua no tempo. Ali, a História permanece viva, bem como a Memória de quem a fez e até os singelos adereços que ficaram como símbolos: a boina de Vítor Silva, os calções de Nené, o brinco de Vítor Baptista, as luvas de João Alves, as luvas de Manuel Bento, as botas de Eusébio, já agora as lágrimas de Toni.
O Museu do Benfica nunca está visto, há sempre outras coisas para ver mais e melhor, ou simplesmente ver de novo, e desta vez detive-me na primeira sala consagrada aos troféus mais recentes. Alguém avança um número quanto aos troféus do SLB com data de 2013? Eu respondo: 67 troféus das mais diversas modalidades e escalões. É obra! A exposição terá como jóia da coroa a magnífica taça da European League de Hóquei em Patins.
O Museu do Benfica é uma instituição viva que interage com os visitantes e que enquadra a vida e obra do SLB no tempo e no espaço que é o seu, ontem e hoje, Portugal e o Mundo. E sendo o Benfica mais que um Clube, o Museu Cosme Damião é muitíssimo mais que uma muito bem organizada colecção e exposição de troféus, de dados históricos, de áreas temáticas, de curiosidades, de elementos de estudo, servidos por tecnologia admirável. O Museu do Benfica tem alma e o momento mais alto e intenso da Viagem ao Coração Benfiquista é um tónico para dar a volta aos resultados do destino e seguir em frente na vida.
À saída comprei bilhetes para o dérbi da Taça. E fiz muito bem."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Óscar Cardozo, o adepto do ano

"O Sporting beneficiou de 7 'penalties'. E apenas concretizou um. Acontece que, esta época, cada pontapé de canto contra o Benfica é, praticamente, um 'penalty', pela ansiedade que gera e pela taxa de sucesso do adversário.

SEGUI no fim-de-semana passado, através da Eurosport, alguns jogos da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol de Mesa. Cá para nós, matraquilhos. Basicamente, é uma grande maçada.
Cada jogo de matraquilhos disputado ao mais alto nível, visto que era de um campeonato do mundo que se tratava, redunda numa inominável seca graças à mestria dos jogadores.
Explico-me melhor.
Por serem todos exímios praticantes não têm dificuldade em fazer passar a bola das linhas defensivas para a dos médios e, num ápice, da linha dos médios para a dos avançados, sem que as linhas adversárias o consigam impedir. E vice-versa.
Quem tem a bola, raramente a perde e, assim sendo, quase todas as jogadas terminam invariavelmente da mesma maneira: isto é, de penalty. Com a bola bem presa sob os pés do boneco central da linha de três avançados, o manipulador de valia de internacional ensaia em mil malabarismos a estocada final. E são mais as vezes em que a bola entra do que as vezes em que, antes pelo contrário, não entra.
Ao contrário da algazarra que é sempre uma matraquilhada disputada por amadores, seja em tascas ou em cantinas universitárias, onde a bola, velocíssima, parece ter vida própria tais são as trajectórias que toma à revelia das intenções dos seus praticantes, posso assegurar-vos que são uma verdadeira sensaboria os jogos da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol de Mesa.
O excesso de técnica mata o espectáculo. Caso raro mas verdadeiro. O Mundial de Matraquilhos é, resumindo, um campeonato de penalties. Penalty para lá, penalty para cá. A coisa torna-se soturna ao cabo de cinco minutos.
Não há carambolas, nem bola a voar da mesa para fora, nem auto-golos, nem golos de cabeça absolutamente por acaso, sem que o boneco cabeceador tenha feito algo que justificasse final tão feliz.
E nunca se houve gritar:
- Roleta não vale!
Nem, melhor ainda:
- Está nêspera! - quando a bola se imobiliza misteriosamente fora do alcance de ambos os adversários e é preciso relança-la à mão para o imenso tabuleiro.
Digam lá se não é de valor, numa semana em que o Benfica foi goleado na Luz pelo Sporting acabando, no entanto, por ganhar o jogo, iniciar esta empreitada com a descrição, ainda que bastante genérica, do que me pareceu urgente ressalvar do aborrecido Mundial Futebol de Mesa em comparação com as nossas matraquilhadas tão imprevisíveis e, por isso, mesmo tão animadas.
Tudo é perfeição no Mundial de Matraquilhos. perfeição, tédio e um não acabar de penalties.

COM a liberdade e a autoridade que me são conferidas nesta página, atribuo ao cidadão paraguaio Óscar Cardozo o título de adepto do ano do SLB.
Do ano civil, entenda-se. Aquele que começou a 1 de Janeiro último e que terminará no próximo dia 31 de Dezembro.
Podem-me contestar a decisão por ser extemporânea, precipitada. Ainda falta um mês e meio até que 2013 acabe e quem sabe se, até lá, não aparecerá outro adepto, ou mesmo sócio, capaz de uma proeza qualquer que a todos encante.
No entanto, duvido de que, quem quer que seja o candidato, se consiga bater com Óscar Cardozo pelo título de adepto do ano, distinção que, a meu ver, se vai ganhando durante 365 dias à porfia e não por uma noite de brilharete avulso seja em que mês for.
É evidente que a prestação do paraguaio na noite de sábado contribuiu para o peso desta nomeação. Mas só contribuiu em 50 por cento. E não foi por ter marcado três golos ao velho rival, coisa que já tinha feito, na época passada, em Alvalade. Isto, segundo os critérios da Liga com os quais não concordo porque um dos golos atribuídos a Óscar Cardozo foi, inequivocamente, um auto-golo de Rojo.
Neste último jogo com o Sporting, o que pôs fim à discussão sobre o nome do adepto do ano não foi a veia goleadora do paraguaio. Cardozo, por norma, marca muitos golos ao Sporting, daí não veio grossa novidade. No sábado só foi diferente porque não se tratou de Cardozo mas sim de meio-Cardozo, visto que se magoara seriamente no jogo anterior e a sua utilização esteve em dúvida até à hora de entrar em campo.
Provavelmente, se a Liga portuguesa fosse organizada pela ONU, Cardozo não tinha jogado. Já ouvi protestos assanhados pela sua utilização no sábado contrariando todas as disposições médicas e humanitárias em vigor.
No entanto, o meio-Cardozo magoado que se apresentou a jogo deu uma grande lição aos magoados adeptos do Benfica, aos que ainda não recuperaram a alma perdida naquelas duas semanas fatídicas do último Maio.
E sabe-se que adepto sem alma é meio-adepto. Ponham, portanto, os meios-adeptos os olhos no meio-Cardozo, também ele magoado, mas mais do que capaz de fazer o que se lhe pedia nesta última ocasião. E sem hesitações. Só por isto já merecia a distinção de adepto do ano. Mas houve mais.
Os outros 50 por cento que contribuíram para a atribuição do título de adepto do ano a Cardozo surgiram naqueles instantes depois do último descalabro da temporada, no Jamor, quando um inconformado Óscar Cardozo se dirigiu ao seu treinador em termos desabridos, pedindo-lhe explicações, apontando-lhe o dedo. 
Foi feio? Foi pois. Mas quantos adeptos do Benfica não teriam feito exactamente a mesma coisa se para tal tivessem tudo oportunidade? Oh, falsos moralistas!
No melhor e no pior, em 2013, existiu uma simbiose perfeita entre o paraguaio e os adeptos do Benfica. Houve vezes em que um e os outros pareciam a mesma coisa.
Por isso, Óscar Cardozo inteiro e meio-Óscar Cardozo, elejo-te o adepto do ano.
Tenho dito.

NÃO tenho ideia de ter o Benfica feito uma choradeira por sair de Alvalade, a 31 de Agosto, vergado ao peso de um empate num jogo em que o golo de Montero nasceu de posição irregular. E se tudo o que acontece na área é penalty, ficou então um muito sugestivo penalty por marcar contra os donos da casa quando Maurício se pôs às costas de Cardozo, qual mochila.
O golo irregular de Montero foi, aliás, o início de uma saga de golos em posição irregular deMontero, saga triunfal que marcou as primeiras jornadas da Liga sem que os seus responsáveis piassem e sem que a Assembleia da República se tivesse de debruçar sobre o assunto.
Duarte Gomes foi o árbitro do último derby. Terá perdoado um penalty para cada lado. André Almeida jogou a bola com a mão na área e o lance seguiu sem consequências nefastas para o Benfica.
Já no prolongamento, Rojo, na sua área, mandou Luisão ostensivamente ao chão e o lance seguiu com consequências nefastas para o Sporting, não por Duarte Gomes ter assinalado o penalty devido, mas porque a bola embateu numa das arestas mais fatais do crânio do 'capitão' do Benfica que, estando deitado ao comprido na relva, foi dos mais surpreendidos com a obtenção do golo que haveria de decidir a eliminatória.
Não foi o melhor jogo do século mas foi um jogo intenso e com golos espectaculares. O de Diego Capel, por exemplo, é um golaço. Ainda que o espanhol estivesse adiantado em relação ao momento do passe de Wilson, como se pode ver tranquilamente na imagem da Sport TV se nos abstrairmos de todas as linhas imaginárias da boa vontade e nos concentrarmos apenas na linha efectiva que delimita a área, traçada a cal.
O Sporting, através dos seus responsáveis, reclama dois penalties. Num terá razão. No outro, no lance entre Montero e Luisão, já me parece que Montero entra de pé em riste para ganhar a bola a Luisão, que tem o colombiano nas costas e não o vê chegar. Admito, no entanto, que esteja errada e que tenha sido mesmo penalty.
Na verdade, o Sporting beneficiou de 7 penaltis durante o jogo todo. E apenas concretizou um. Acontece que, esta época, cada pontapé de canto contra o Benfica é, praticamente, um penalti, pela ansiedade que gera e pela taxa de sucesso do adversário. Foi assim, mais uma vez, no jogo com o Sporting.
Ouvi de uma criança uma explicação muito plausível para este fenómeno:
- Quando davam todos as mãos estas coisas não aconteciam!
Dar as mãos é tudo numa equipa de futebol."

Leonor Pinhão, in A Bola

Benfica - Sporting (II)

"Continuando de ontem:
9. A álgebra das arbitragens continua em todo o seu esplendor: quando se ganhar, é excelente; quando se perde, é miserável. Uma incoerência sem cura, oscilando entre o silêncio comprometido e o ruído estapafúrdio. Em todos os clubes.
10. Desta vez, coube ao Sporting queixar-se. O seu presidente até apelidou de palerma quem tenha visto o jogo de maneira diferente da sua isenção.
11. Reclamaram-se dois penalties e um fora-de-jogo, sugerindo-se intenção dolosa do árbitro. Mas nada se disse sobre o penalty que não sei se seria assinalado se Patrício não tivesse consentido um frango (e expulsão de Rojo por 2.º amarelo). No frenesim comentarista até houve quem dissesse que o lançamento do Sílvio para o quarto golo teria sido irregular. É obra!
12. No jogo para a Liga, foi a mudez. Mas não estava Montero milimetricamente deslocado tal qual Cardozo agora? E não houve sobre este uma gravata perto do fim do jogo na área leonina?
13. Venham árbitros estrangeiros para estes jogos, para se acabar com a suspeição e para que o erro seja visto apenas como tal.
14. No essencial: o Benfica muito melhor do que há semanas e o Sporting muito melhor do que a época passada.
15. Uma nota triste e recorrente. Não se consegue guardar um minuto de silêncio. Ou se assobia sem o mínimo respeito ou se batem palmas sem o mínimo sentido.Um silêncio que não resiste à eternidade de um minuto. Uma javardice perante o luto de morte.
P.S. Pela 2.ª vez, Abdoulaye emprestado pelo FCP ao Guimarães lesiona-se nas vésperas de defrontar o seu clube de origem. É preciso ter galo!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Máxima manipulação !!!

Agora que já passaram alguns dias do dérbi, é tempo para voltar a denunciar a manipulação vergonhosa, efectuada pela SportTV durante o directo, e que praticamente toda a (des)comunicação social desportiva nacional, seguiu, fielmente, sem questionar toda a palha que lhe foi posta à frente... e todos os outros 'casos' que foram escondidos...!!!
Além da reacção do chefe da claque Lagarta que em directo, no final da partida, dissertou sobre alianças e casamentos, tudo isto só atingiu os níveis de histerismo que atingiu, porque muitos dos profissionais jornaleiros, supostamente independentes, são Lagartos invertebrados... Que a quente ou a frio, após o jogo de Sábado à noite, não conseguiram manter a máscara!!!

- Foras-de-jogo. Na minha opinião a equipa de arbitragem fez bem, em não marcar nenhuma infracção, no 1.º golo do Sporting, e no 3.º golo do Benfica. Ambos os casos são milimétricos. Dito isto, tenho que denunciar o tratamento completamente oposto, como os dois lances foram tratados. Enquanto no golo do Cardozo, houve 'linha' de fora-de-jogo imediatamente, no golo do Capel só houve 'linha' ao intervalo, e no momento do cruzamento do Wilson, hoje, 4 dias depois, a 'linha' ainda não apareceu!!!
Sendo que fui alertado num post do Joni Francisco no Palavras ao Poste, que na 'linha' que demorou quase 20 minutos a aparecer, no momento em que o Wilson toca de cabeça para o Montero, fazendo zoom sobre a imagem, parece que a 'linha' não foi colocada nos pés do André Almeida (o nosso penúltimo jogador...Existe claramente um espaço entre a 'linha' e os pés do André!!!), mas sim, nos pés do próprios Montero (aparentemente o Colombiano foi contratado pelo Benfica!!!). Eu sei que aquilo que conta é o tronco (a última parte do corpo, que pode jogar a bola...), não são os pés, mas as TV's para facilitar, costumam usar os pés dos jogadores para definir a 'linha'. Aliás se nós compararmos a 'linha' colocada no 3.º golo do Benfica (ver aqui no video), existe outro pormenor interessante, a 'linha' foi colocada em cima do pé do defensor do Sporting (entre a biqueira e o calcanhar!!!), não na ponta da bota, como é habitual...!!!

Ainda existe outro problema nestes tipo de fora-de-jogo milimétricos, como é visível no vídeo a seguir, nestes foras-de-jogo milimetricos, basta parar a imagem um 'frame' à frente, ou um 'frame' depois e toda situação se altera, porque é praticamente impossível garantir, o momento exacto de quando a bola sai do pé do passador!!!


Agora o grande mistério dos foras-de-jogo, foi o total desaparecimento, de todas as discussões nos jornais e nas TV's do lance do Sílvio!!!

Aquilo que me leva a crer que houve manipulação premeditada, planeada, com o claro objectivo de dar a ideia que o Benfica foi beneficiado, é a maneira cirúrgica como casos como este, foram 'apagados' das discussões. Até posso admitir quem defenda que o Patrício, tocou na bola discplicentemente, sabendo que o jogo estava parado, mas o erro do fiscal de linha tem que ser discutido. Ainda por cima, porque foi o mesmo auxiliar que na 1.ª parte deixou passar os foras-de-jogo milimétricos no 1.º golo do Sporting.

- Penalty's. O André Almeida faz penalty, o lance é à queima, mas o André é imprudente, e quando 'estica' o peito, levanta o braço. Este foi o principal erro contra o Sporting (se calhar o único!!!).
No lance do Montero até o Coroado, diz que é 'pé em riste'... jogo perigoso, o Montero entrou de sola, e colocou o corpo, na área que ele sabia antecipadamente, que o Luisão iria colocar a perna... Simulando depois uma agressão, mas enganado-se no local do contacto, pois começou a queixar-se da perna, e foi atingido, nas redondezas da sovaco!!!
O lance aos 54 minutos, onde o Matic é rasteirado pelo Adrien e empurrado pelo Rojo, e o Cardozo é agarrado pelo Maurício, foi mostrado uma única vez no directo, e nunca mais foi repetido em lado nenhum... Podemos discutir se os contactos são suficientes para ser Penalty, podem argumentar que aquele tipo de lances existem muitas vezes durante um jogo de futebol, mas num jogo como este, que criou tanto barulho, apagar da memória colectiva, esta jogada, é uma clara tentativa de manipular as opiniões.

No 'peru' do Patrício, não houve nenhuma lei da vantagem, nem sequer houve compasso de espera, para ver no que dava... o árbitro, nunca teve a intenção de marcar penalty. E se a bola não tivesse entrado, o jogo teria seguido normalmente. Recordo que o Rojo seria expulso neste lance, caso o penalty tivesse sido marcado.

- Disciplina. Houve cartões amarelos perdoados às duas equipas. No Benfica o único jogador que em tese poderia ter levado dois amarelos foi o André Almeida. O Amorim fez várias faltas, mas a falta onde é amarelado é ridícula, se tivesse um amarelo anterior, nunca teria levado o segundo...
Agora, no Sporting, tanto o Maurício como o Rojo deveriam ter sido expulsos durante os 90 minutos...  e mesmo o Willian, arriscou o mesmo...
Este é outro tema tabu nas discussões pós-jogo. Como o Benfica foi a equipa mais amarelada não convém... explicar que um árbitro 'Benfiquista' que tudo fez para 'beneficiar' o Benfica, e 'prejudicar' o Sporting, encheu o Benfica de amarelos, e foi perdoando vários ao Sporting, não é fácil, portanto o melhor é nem falar...!!!

- Mariquices!!! Na noite de segunda-feira os paineleiros passaram 'horas' a discutir se o lançamento do Sílvio, no 4.º golo do Benfica: foi legal ou não!!! A lei diz que os dois pés têm que esta no chão, não creio que especifique que parte do pé: a sola ou a biqueira!!! Mas pronto... Independentemente da interpretação, creio que é pacifico admitir que estes lances normalmente não são assinalados, para qualquer equipa, é raro um árbitro marcar falta num lançamento... é daquelas preciosidades que 'quase' ninguém liga, excepto quando o Benfica marca um golo...
Curiosamente, se eu quisesse ser chato, perguntava se a bola estava dentro do quarto de circulo, no 2.º golo do Sporting?!!! E a resposta era não!!! E assim o golo seria ilegal... Mas como nós todos sabemos - quem vê futebol -, que muito raramente os árbitros se preocupam em meter a bola na área determinada para marcar os cantos... Sempre que os cantos são marcados no lado contrário ao fiscal-de-linha, praticamente todos os jogadores, de todas as equipas, aproveitam... Agora, não vi ninguém a queixar-se na televisão, ou nos pasquins!!!
Neste tópico, ainda posso colocar a falta que deu origem ao 3.º golo Lagarto, ao minuto 91 - sim, foi ao minuto 91 e não ao minuto 92 como muitos querem que seja!!! -, já revi as imagens, e de facto não parece existir falta, o Montero e o Ivan lutam pela bola, e o Colombiano deixa-se cair. Não existe rasteira, nem empurrão. Mas eu também sei que este tipo de faltas, é assinalada muitas vezes... não é fácil distinguir estas simulações, das verdadeiras faltas... Se tivesse sido ao contrário, se o Benfica tivesse empatado nos descontos, esta falta teria sido repetida milhares de vezes, mas como foi ao contrário, não convém...

Houve erros?! Sim. Tal como o Dias da Cunha disse: para os dois lados. Foi uma arbitragem Corrupta?! Não. Claramente que não. Erros vão existir sempre, mas é preciso distinguir, entre os erros normais, e os erros premeditados, normalmente cometidos após visitas extra-conjugais, reuniões de aconselhamento matrimonial, ou depósitos bancários estranhos... Nada disso aconteceu aqui. O anti-benfiquismo primário, que todos os primatas Lagartos sofrem, impede-os de tirar as palas dos olhos... e sendo assim pouco mudará nos próximos tempos.
Neste caso, tudo isto foi amplificado devido à guerra Benfica - SportTV, que sempre manipulou imagens, são mestres nisso, mas desta vez, ultrapassaram todos os limites do razoável...

ADENDA: Em vez de responder aos comentários na caixa respectiva, respondo aqui:
- Não falei do lance do Piris, por esquecimento. Acho que não é penalty, a bola bate-lhe na perna, e sobe para a barriga, é o que me parece. Mas acho estranho só haver repetição de um único ângulo!!!

- No 3.º golo do Benfica a bola é tocada pelo Rojo antes de chegar ao Cardozo. No post sobre o jogo falei disso. Admito que não é uma situação óbvia, mas também acho estranho não haver discussão sobre a situação.
Por exemplo, se a bola tivesse sido passada directamente para o Nico (creio que essa era a intenção), e se vindo de trás, junto ao Nico tivesse um defesa do Sporting, que em carrinho fizesse um corte... e a bola fosse desviada para junto do Cardozo, que até podia estar 2 metros fora-de-jogo no momento do passe do Rúben, neste caso, não haveria fora-de-jogo. O problema é que o passe do Amorim é para destinatário indefinido, e o toque do Rojo, pode ser considerado um ressalto... Agora a certeza absoluta do narrador da SportTV, em afirmar que o toque do Rojo não interessava para nada, é estranha...

- Uma última nota: no 3.º golo do Sporting, o Montero está em fora-de-jogo posicional... não tem influência na jogada, inclusive afasta-se da zona para onde a bola é colocada, boa decisão. Mas mais uma vez, se fosse ao contrário, tenho a certeza que este lance tinha sido discutido nos fóruns habituais...

Velocidade...!!!

Passos Manuel 23 - 37 Benfica

Exibição segura, que ficou marcada na 1.ª parte, pelos ataques rápidos do Benfica, que mesmo após sofrermos golo, marcávamos quase sempre no máximo 5 segundos depois!!! Além das 3 defesas em 3 livres 7 metros contra do Álamo!!! Nota para o mau karma do Tiago Pereira com a baliza... falou alguns golos estranhos!!!
Deu para rodar toda a equipa... boa atitude, o resultado nunca esteve em causa.