Últimas indefectivações

domingo, 16 de fevereiro de 2020

[DE] SL Benfica - SC Braga 0:1

"Mit dem SC Braga kam am Samstagabend die Mannschaft der Stunde ins Estádio da Luz. Seit der Entlassung von Trainer Ricardo Sá Pinto und dem Engagement des ehemaligen Benfica-Profis Rúben Amorim holte der Meisterschaftsvierte der Vorsaison aus neun Spielen satte 25 Zähler. Unter anderem gleich zwei Siege gegen den FC Porto im Estádio do Dragão sowie im Finale des Ligapokals sorgten dafür, dass in der Hauptstadt sicher niemand das Team des 35-jährigen Trainerneulings unterschätzen würde.
Benfica benötigte seinerseits dringend ein Erfolgserlebnis, um den Negativtrend der letzten Spiele zu beenden. Nach der verdienten Niederlage am vergangenen Samstag beim FC Porto konnte das 1:1 unter der Woche beim FC Famalicão und die damit verbundene Qualifikation für das Pokalendspiel nicht für frische Zuversicht sorgen, denn dafür war die Leistung der Adler einfach zu schwach. 
Entsprechend entschlossen ging der Rekordmeister vor fast 60.000 Zuschauern in die Partie. Nach fünf Minuten hatte Rafa bereits den Führungstreffer auf dem Fuß, zielte aber knapp am Tor vorbei. Nur wenig später vergab Vinícius eine weitere Großchance. Die Gäste überliessen Benfica zunächst das Kommando und setzten auf Konter, kamen mit zunehmender Spielzeit jedoch immer besser in die Partie. Es dauerte bis zur 42. Minute, ehe sich Vinícius eine weitere Gelegenheit zum Torjubel bot, doch der ansonsten so treffsichere Mittelstürmer vergab erneut, diesmal per Kopf. So waren es die Gäste aus Braga, die unmittelbar vor dem Pausenpfiff in Führung gingen. Nach einer Ecke köpfte Palhinha aus kurzer Distanz unhaltbar für den ansonsten erneut glänzend parierenden Odysseas ein. 
Im zweiten Durchgang agierte Benfica nach einem frühen Pfostentreffer von Vinícius zunehmend nervöser und leider auch kopfloser. Erneut wurde deutlich, dass die Abwehr alles andere als sattelfest ist und es zudem an Ideen im Spielaufbau mangelt. Lediglich Taarabt war bemüht Impulse zu setzen, ansonsten verloren die Adler im Mittelfeld immer häufiger den Ball an einen Gegner, der keineswegs daran dachte, den knappen Vorsprung über die Zeit zu bringen, sondern fröhlich die Freiräume nutzte, die die Hausherren jetzt immer häufiger boten.
Nach einer Stunde setzte Trainer Bruno Lage erneut auf seinen „Plan B“, mit dem er bereits in Porto Schiffbruch erlitten hatte. Zunächst brachte er mit Seferovic einen weiteren Mittelstürmer für Cervi, der fortan im Aufbauspiel schmerzlich vermisst wurde. Eine Auswechslung, die vom Publikum mit einem Pfeifkonzert quittiert wurde. Später kamen dann Chiquinho für Weigl und Dyego Sousa für Tomás Tavares. Damit war die Offensive wie vor einer Woche mit fünf Spielern überbevölkert, die Mannschaft zerfiel endgültig in ihre Einzelteile. Die Gäste hatten jetzt zunehmend leichtes Spiel und waren gegen Ende der Partie dem zweite Treffer näher als Benfica dem Ausgleich. Am Ende konnten die Spieler von Rúben Amorim den ersten Sieg des SC Braga bei Benfica nach 65 Jahren feiern.
Es ist schwer möglich zu beurteilen, was Lage dazu veranlasst, die immer gleichen taktischen Fehler zu wiederholen. Nach den verletzungsbedingten Ausfällen von André Almeida, Jardel und vor allem Gabriel hat er natürlich weniger Optionen auf der Bank. Trotzdem ist augenfällig, wie ideenlos der Rekordmeister häufig auftritt. Der für portugiesische Verhältnisse sündhaft teure Kader spielt in letzter Zeit wieder erschreckend schlechten Fußball. Sollte der FC Porto heute erwartungsgemäß bei Vitória Guimarães gewinnen, wäre der Vorsprung der Adler binnen acht Tagen von sieben Punkten auf einen einzigen Zähler zusammengeschmolzen.
Weiter geht es für Benfica am kommenden Donnerstag in der Europa League mit der Partie bei Schachtar Donezk, die um 19 Uhr beginnt und von DAZN live übertragen wird. Eine Partie, die nach den jüngsten Ereignissen wahrscheinlich nur wenig Grund zur Freude bieten wird. Es ist davon auszugehen, dass Bruno Lage wie in der Vorsaison seine Stammspieler auf europäischer Bühne für die nächste Aufgabe in der nationalen Liga schonen wird.
Die steht am Montag, dem 24. Februar mit der Begegnung beim heimstarken Aufsteiger Gil Vicente an. Das Spiel wird um 20.30 Uhr deutscher Zeit angepfiffen und ist bei sportdigital zu sehen.
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SL Benfica - SC Braga 0:1
Liga NOS, 21. Spieltag
Samstag, 15. Februar 2020, 19 Uhr
Estádio do Sport Lisboa e Benfica, 59.371 Zuschauer
Mannschaftsaufstellung: Odysseas, Tomás Tavares (85. Dyego Sousa), Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Taarabt, Weigl (79. Chiquinho), Cervi (62. Seferovic), Rafa, Vinícius
Torschütze: 0:1 Palhinha (45.)"

Nuno1706: Braga...

E assim se fazem carreiras...!!!


"Da mesma forma que denunciámos factual e antecipadamente os árbitros assistentes Sérgio Jesus, Inácio Pereira, os árbitros Artur Super Dragão, Super Dragão Sousa, Rui Oliveira, Vasco Santos, Luís Ferreira e Manuel Oliveira (o Chalina de Gondomar com cativo no Dragão), hoje vamos denunciar mais um Andrade em ascensão para a 1ªLiga.
Cláudio Pereira, da AF Aveiro, mas nascido no Porto e colocado nessa mesma Associação para por aí conseguir ascender à 1ªLiga.
Hoje brindou os telespectadores da Sporttv com este penalti anedótico que marcou a favor do Calor da Noite B. Estes nem com a equipa B perdoam, imaginem na Equipa A!
Ninguém pára esta vergonha?"

É do lado esquerdo...

"Nasci na freguesia da Ajuda, em Lisboa. E lá morei até aos 57 anos de idade. Jamais esquecerei aquela paisagem citadina onde, nos meus tempos de criança e de rapaz, só se via um automóvel, de duas em duas (ou de três em três) horas. Mas via-se o almirante Gago Coutinho a subir, já velho e gasto (como eu, hoje) a Calçada da Ajuda e o general Carmona, montado em luzidio cavalo, a caminho do centro hípico do 4º. Esquadrão da G.N.R., onde o meu pai era motorista dos “senhores oficiais” e, mais tarde, mecânico de automóveis, depois de ter feito a terceira classe da Instrução Primária. Ao longe, distinguiam-se os pingos brancos da casaria esparsa, na Trafaria e no Porto Brandão. Esta era a imensidade do meu mundo que se ampliava, episodicamente, até Santo Amaro e Algés e eu percorria embevecido, com a malta minha amiga, desde a manhã até ao passamento do dia. O sol morria, todo o poente ardia em cores vermelhas e eu regressava a penates, pois que o meu pai não permitia que eu me afastasse da casa paterna, quando as cores do dia esmoreciam. Duas excepções: a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, no Largo da Boa-Hora, e o Estádio das Salésias, quando a luz eléctrica, em pleno deslumbramento dos meus olhos, por lá chegou. Os meus pais não dispensavam o calor espiritual do templo católico, apostólico, romano e o meu pai (a minha mãe foi um dia “à bola” e, por entre surdos remoques, adormeceu) era adepto ferrenho do Belenenses e, em qualquer jogo, em Lisboa, do seu Clube “de camisola azul e cruz ao peito”, ele não deixava de o apoiar, com palavras e com gestos e… com o filho ao lado! Se bem me lembro, eu vejo alta competição futebolística, desde 1939. Foi meu pai que mo disse: fomos ambos ao jogo final da Taça de Portugal. “In illo tempore”, era no primeiro campo relvado do país, que se realizavam os jogos presididos pelo Senhor Presidente da República. Quero eu dizer: era nas Salésias. Se me deixo guiar por uma sensibilidade enternecida, relembro que foi nas Salésias que eu conheci os atletas Joaquim Branco, Rui Ramos, a minha querida Georgette Duarte. E uma extensa galeria de praticantes, na qual incluo o Sr. José Maria Pedroto que, durante duas épocas, representou o Belenenses, como jogador de futebol. Mas tudo passa, até o Sol!
No entanto, o Sol passa para voltar, no dia seguinte, e insistir, com a mesma beleza, intensidade e potência. Por isso, continuo a relembrar o muito que devo ao Belenenses onde fui, duas vezes, presidente da Assembleia Geral e vice-presidente da Direcção e director do jornal “Os Belenenses”. E sou “sócio de mérito”. Teria lucrado mais, se fosse portista, ou sportinguista, ou benfiquista?... Quando se ama, não se olha a lucros. E, depois, também não sou bruxo ou futurologista. O Mao-Tse-Tung é que foi perspicaz. Conta o Dr. Kissinger que, quando Nixon, um dia, tentou fazer uma série de considerações sobre o que teria sucedido se, no lugar do Presidente Kennedy, tivessem assassinado Nikita Kruschtchev, ele comentou: “O que teria acontecido não sei. Mas tenho quase a certeza que o Onassis não casava com a viúva do Kruschtchev”. E rematou, sorridente: “Veja bem que eu nem sei o nome da mulher do Kruschtchev…”. Estou a ver a rapaziada que eu acompanhava. Cuspiam fininho, frequentavam o cinema “Salão Portugal”, deitavam olhos gulosos às “miúdas” que passavam e, com devoção pasma, eram todos do Belenenses. Os pais de quase todos eram proletários… mas sem qualquer amor ou paixão, pela ditadura do proletariado! Eram castiços demais, para lerem Marx, Engels ou Lenine. O “capitão” do grupo era o Chico Fontes. No seu rosto bronzeado, clareava a paz de um humor benévolo. Jogava nos juniores do Casa Pia (como guarda-redes, se não estou em erro) e o facto de ser jogador de futebol dava-lhe um particular estatuto. Jogava no Casa Pia, mas erguia-se numa energia bem vincada, quando afirmava: “Estou no Casa Pia, mas sou do Belenenses”. E, com ar doutoral, ensinava-nos a interpretar a táctica do Belenenses, que se desenvolvia pelo lado esquerdo, com o Quaresma (interior esquerdo) e o Rafael (o ponta esquerda) depois de ter passado pelo Mariano Amaro, uma inteligência que passeava, pela relva das Salésias, como um repto da razão à estupidez.
Quando ingressei no Arsenal do Alfeite, os artigos do “Avante” flamejavam, como vitrais, nas mentes de alguns operários. E o Brito, um colega meu, que nunca tinha lido qualquer escritor de filiação marxista, mostrava-me um amor férvido, quando repetia frases da autoria do Marx. Como esta: “A ideologia dominante é a ideologia da classe dominante”. E da sua lavra acrescentava: “A classe dominante é, sempre, da direita. Para nós, proletariado, o progresso desenvolve-se, sempre, pelo lado esquerdo”. Já não era só o Belenenses que deveria jogar pela esquerda, também a política, ou era de esquerda, ou borbulhava de rebentos fascistas. Certo dia, ainda questionei o Brito: “Portanto, o Salazar é de direita?”. E ele, atenuando as arestas de uma conversa que não era fácil, naqueles anos em que a PIDE espreitava em qualquer esquina, ainda murmurou: “Que te parece?”. Na Faculdade de Letras de Lisboa, quando a frequentei, como trabalhador-estudante (como agora se diz)) era com gente da esquerda que eu me relacionava. Alias, no meu curso (de Filosofia) pontificavam o Sottomaior Cardia e o Medeiros Ferreira, gente de muita e selecta leitura e, politicamente, de esquerda. Com o Medeiros Ferreira, fiz amizade sólida e fraterna. Era um iluminista, sempre interessado em “desmitificar” o salazarismo e um certo catolicismo que com o Presidente do Conselho se confundia. O António Borges Coelho licenciava-se em História. Mas algumas disciplinas de História eram de Filosofia também. E então juntávamo-nos ambos, na mesma carteira, onde eu escutava a inalterável litania de um anti-salazarismo que já o levara sete anos à prisão do forte de Peniche. Quando ele falava destes assuntos, eu apurava a orelha, pois que tinha muito a ensinar-me. Enfim, trabalhando no meio operário e a licenciar-me em Filosofia; cristão-católico, mas amigo do Padre Felicidade Alves; leitor fervoroso de Emmanuel Mounier e Pierre Teilhard de Chardin – com um certo verniz de erudição, tornei-me “católico progressista” e colaborador da “República” e do programa radiofónico “Limite”…
Agora, até nos jornais e programas desportivos, a esquerda vem à tona das conversas, principalmente nos relatos dos jogos de futebol do Sport Lisboa e Benfica. No processo defensivo dos “encarnados”, o lado esquerdo parece o mais frágil. E não quero dizer com isto que o Ferro e o Grimaldo não tenham o “quantum satis” de velocidade e de força, necessárias ao alto rendimento. Para mim, o jogador genial não é tanto o mais forte, ou o que mais corre, mas o que decide melhor, ou seja, o mais lúcido no momento da decisão. Diz-se que o Cruyff educava os seus jogadores numa cultura que fazia da posse da bola o principal elemento. O Sr. Pedroto tinha iguais objectivos. Assim mo dizia: ”Com mais posse de bola, uma equipa está mais próxima do golo”. E não deixava de referir: “Pode não acontecer, mas quase sempre acontece”. E, pedagogicamente, explicava-me: “A essência do futebol é ter a bola, para marcar golos, para ganhar”. E continuava; “É por isso que os jogadores que o povo mais recorda são avançados”. De facto, o Ronaldo e o Messi são avançados. Como avançados foram o Maradona, o Pelé, o Puskas, o Eusébio e o Di Stéfano. Daquela equipa brasileira, vencedora do Mundial de 1970 – de quem hoje se fala? Do Pelé, principalmente. Dos restantes focam-se as suas pessoas, com uma luminosidade fatigada. Mesmo o Jairzinho e o Tostão e o Gerson e o Rivelino, que acompanhavam o Pelé, em linha avançada que ficou famosa. Também o adepto (o “torcedor”) quer ser muitos, num só. Quer fazer o resultado de um jogo, sem nunca entrar em campo. E com uma característica essencial: é adepto (“torcedor”) em tempo integral, enquanto jogadores há que trocam de clube como quem troca de camisa. No Brasil vi eu cantar-se o hino do clube com a mão sobre o lado esquerdo. Segundo Jesus Cristo, somos todos filhos do mesmo pai. Somos todos irmãos. Só que, na nossa Sociedade do Conhecimento, não há observação sem supostos teóricos. E há quem se diga de esquerda e viva o mais à direita possível. O que a política (e a ciência) produz de melhor não são “evidências” mas “argumentações”."

Cadomblé do Vata

"1. Chupem portistas... lá se foi o título de Única Equipa em Portugal que Ganha ao Benfica.
2. Mas que bela bofetada que o meu amor me deu... isto é violência doméstica com agravante de ser logo a seguir ao Dia de S. Valentim.
3. A quebra nos últimos jogos mostra que a equipa está a precisar de ir ao psicólogo... o que neste caso quer dizer "fechem-nos todos numa sala e deixem o Samaris tratar deles"
4. Odeio Benfiquistas hipócritas... aplaudem um puto sportinguista que diz ao árbitro que um miúdo nosso não cometeu penalty, mas criticam os nossos jogadores que querem retribuir a amabilidade portista de entregar um campeonato depois de ter 7 pontos de vantagem.
5. Desde que entramos em Fevereiro, temos 4 jogos, 1 vitória, 1 empate, 2 derrotas com score de 7-7 em golos.. há meses que parecem 11 anos."

Benfica After 90 - Braga...

[FR] Bistrot - After Match Journée 21 vs Braga

Benfiquismo (MCDXLIV)

Ainda vamos a tempo...

Vermelhão: finalização desastrosa...!!!

Benfica 0 - 1 Braga


Foi o nosso melhor jogo, no pós-Natal! Tanto a defender como na criação de oportunidades! Tudo isto, foi 'desperdiçado' com uma eficácia na finalização, completamente nula! Basta compararmos o caudal ofensivo que o Braga teve nos jogos com os Corruptos e com os Lagartos, e que hoje não foi capaz...

As estatísticas do jogo, até podem dar entender que o jogo foi equilibrado, mas não foi... grande parte das oportunidades do Braga, chegaram na última meia-hora, num momento onde a dinâmica da partida já estava completamente alterada...
Entrámos muito bem, pressionando alto, e recuperando várias bolas... que proporcionaram vários falhanços incríveis, e alguns semi-falhanços pelo meio... O Braga tinha bola, mas quase sempre em zonas 'mortas', e quando tentavam o passe de ruptura, mudando de flanco, o Benfica conseguia 'fechar' os caminhos...

O golo, no final da 1.ª parte, surgiu do nada... aliás de mais uma falta mal assinalada pelo apitadeiro!

Voltámos a entrar bem no 2.º tempo, logo com uma bola ao poste... mas com o passar dos minutos, fomos perdendo esclarecimento. Por duas razões fundamentais:
- Primeiro, o cansaço! A sequência de jogos começa a fazer-se notar, ainda por cima estamos a defrontar consecutivamente equipas que têm sempre o 'dobro' do descanso do que o Benfica! E vai continuar até ao jogo com o Moreirense, com os nossos adversários sempre com 8 a 10 dias de preparação, e nós a jogar com 3 ou 4 dias! Os Corruptos por exemplo com o Académico, nos dois jogos descansaram a equipa praticamente toda! E este cansaço, nota-se normalmente, nos últimos 20 minutos...
- Segundo, as substituições do Lage, não têm ajudado a equipa. Acabar o jogo com 3 avançados, a jogar para o 'chuveirinho' não faz sentido... A saída do Cervi hoje foi um erro... e o Chiquinho tinha que entrar mais cedo...!

Já ganhámos vários jogos esta época, onde fomos essencialmente eficazes, hoje a estória inverteu-se... A equipa e o Lage podem ser criticados, mas não pelo que produzimos hoje!
Mais uma grande jogo do Adel... mesmo no últimos minutos, parecia ser o mais 'fresco'!!! O Ody depois daquela grande defesa, não merecia aquele golo... onde ele podia ter saído a 'soco'!!! Tenho criticado bastante o Ferro, mas hoje estava a fazer um bom jogo até ao golo... onde 'reparte' culpas com o Rúben e o Ody... na parte final, com o cansaço, voltaram as hesitações e as falhas...
O Grimado voltou a estar regular, mas a definição junto da área não é a melhor... O Tomás, tem que 'acreditar' na corrida para a frente, porque aquela finta para trás, já chateia!!!
O Weigl fez um bom jogo, mas falta-lhe 'apoios' frontais entre-linhas à frente dele... O Rafa voltou a estar mal... é verdade que foi um mártir a levar porrada por todo o lado, a ser agarrado constantemente sempre que tentava acelerar, mas depois do falhanço inicial, perdeu toda a confiança no remate... O Pizzi precisa de abancar pelo menos um jogo, muitas decisões erradas, e defensivamente obriga os colegas a 'tapar-lhe' o espaço, constantemente...

Como não podia deixar de ser, a somar ao destino madrasto na finalização, ainda tivemos que aturar mais um apitadeiro patético, acompanhado por um Vareiro cobarde!!!
O jogo foi tudo inclinado, as faltas não assinaladas sobre o Rafa, o Pizzi e o Vini perto da área do Braga, 'passaram' todas em branco... No outro lado, cada mergulho, dava falta!!!
Três falhas graves:
- Expulsão perdoado ao David Carmo: entrada claríssima para Vermelho, em Portugal, na Inglaterra ou na China!!! Entrada por trás, de carrinho, em tesoura, com os pitóns, acertando na perna do adversário, sem qualquer intenção de jogar a bola... neste caso, ter 'pararado' o contra-ataque acaba por ser completamente irrelevante!!! Até a Lagartada das rádios, admitiu que era Vermelho directo... A época do Rafa só não acabou, porque no momento do contacto, tinha a perna no ar...
- O golo do Braga, nasce numa falta mal assinalada: o Rúben não faz falta nenhuma... se minutos antes, ele marcou também erradamente uma falta idêntica a favor do Benfica, isso é irrelevante... são dois erros!
- O Raul Silva tem que ser expulso nos festejos do golo do Braga. Aparentemente a BTV não mostrou, mas aquilo que ele fez no final da partida, fez logo na altura do golo, virou-se para a bancada e com gestos obscenos provocou os adeptos... Este tipo de comportamento, é para Vermelho! O Rúben foi burro... em vez de se ter exaltado pela provocação, devia ter ido ter com o árbitro, e apontar para o Porco... Recordo, que em Portugal já houve Inquéritos disciplinares que levaram a castigos a jogadores por gestos provocatórios para as bancadas... e neste caso, não houve nenhuma provocação vinda da bancada, ao contrário do que por exemplo, aconteceu com o Nelsinho em Guimarães, onde foi alvo de actos de racismo... Este deve ser 'primo' do Pepe, carácter de uma ervilha...!!!
Já o tinha defendido a seguir ao jogo com os Corruptos, a pensar no 2.º jogo com o Fama, e hoje volto a defender: a prioridade é o Campeonato. Não temos equipa para vencer a Liga Europa.
A equipa neste momento além do cansaço, também está com falta de confiança... Em Barcelos, vamos ter um adversário a 'sonhar' na Mala, com mais um apitadeiro encomendado... Para o jogo da Ucrânia, eu, rodava quase todos (Ody, TT, Dias, Ferro, Nuno T., Tino, Samaris, Jota, Cervi, Chiquinho, Sefe (ou Dyego))! O Grimaldo, o Pizzi, o Taarabt, o Vini estão 'esgotados', e os nossos adversários sabem disso... Actualmente, o Benfica tem que 'resolver' as partidas antes dos 60 minutos, porque não temos 'pernas' para 'abafar' os adversários nos últimos minutos... O ano passado por esta altura, fomos a Istambul jogar com os 'miúdos' e por acaso até correu bem... Sem sorteios 'amigos' temos que ser pragmáticos, neste momento mesmo que os Corruptos vençam em Guimarães, somos líderes, e já jogámos com os dois adversários supostamente mais 'fortes'! Um Benfica mesmo a jogar mal (!), mas frescos nas pernas e na cabeça, vence todos os adversários até ao final da época, internamente... O ano passado, após a vitória no Dragay, empatámos em casa, com o Belém, e desperdiçamos a vantagem de 3 pontos (com vantagem no confronto directo); ficámos com 1 ponto, e foi assim até ao 37!!! Eu preferia uma vantagem maior, o coração já começa a dar sinais de não aguentar mais, mas se para ganhar Campeonatos, temos obrigatoriamente de sofrer, então, que assim seja...!!!

Grande vitória...

Benfica 29 - 26 Melsungen
(16-11)

Mais uma grande vitória Europeia! Admito, estou bastante surpreendido, julgava que esta fase de grupos ia ser bastante dolorosa! Mas de facto, a equipa está com uma atitude completamente diferente na Europa...
Hoje, se não fosse os apitadeiros a equilibrarem na 2.ª parte, teríamos terminado com uma vantagem larga...!!!

Uma vitória sobre os Polacos na Luz, na próxima jornada, será um passo decisivo para a qualificação para a fase seguinte...

Vitória na Terceira...

Terceira 69 - 131 Benfica
19-35, 14-29, 20-31, 16-36

Score à NBA, contra uma equipa que não tem condições para estar na Liga principal! Este ano, o Terceira já levou várias cabazadas 'históricas', ter duas equipas financiadas pelo Governo Regional na divisão principal, numa ilha como a Terceira, não faz sentido...

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Vitoria na Alemanha...

Herringen 3 - 4 Benfica

Depois de 14-0 na 1.ª volta na Luz, não se esperava tantas dificuldades... Susto completamente desnecessário! Nunca tivemos em desvantagem, mas só fizemos o 3-4 a 5 minutos do fim!!!

Vitória em Matosinhos...

Leixões 1 - 3 Benfica
19-25, 22-25, 25-22, 19-25

As facilidades nos primeiros pontos, acabaram por 'enganar' os nossos jogadores, que tiveram que aumentar o nível para não perder pontos nesta partida...

Play: Nelsinho...

A verdadeira escória do desporto

"Está a todo o gás a campanha de deturpação, manipulação e pressão sobre os árbitros por parte da cartilha azul e branca.
Agora tentam passar a narrativa de que é o SL Benfica quem controla ou exerce poder sobre as nomeações dos árbitros. Tão fácil de desmentir em apenas 3 pontos:
1 - Se é o SL Benfica quem exerce poder sobre as nomeações, porque é que dos 30 jogos disputados para a Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça, 14 desses jogos foram dirigidos por árbitros da AF Porto?
2 - Nos 16 jogos dirigidos por árbitros de outras associações, o SL Benfica tem 16 vitórias. No entanto, nos 14 jogos dirigidos por árbitros da AF Porto, o SL Benfica tem apenas 8 vitórias. Esta discrepância é uma mera coincidência?
3 - Se existe desconfiança nas nomeações, porque é que o FC Porto e os seus ratos de esgoto são os únicos que recusam ter árbitros estrangeiros a dirigir os seus jogos e os jogos do SL Benfica? Qual é receio, mesmo?
Esta máfia já não engana ninguém nestas tentativas desesperadas de controlar o futebol português. Lamentamos, mas o tempo do apito dourado terminou. Por mais que queiram continuar a usufruir das mesmas práticas e benefícios dos anos 90, nós estaremos aqui para vos desmentir e denunciar."

Jogar às 'escondidas'!!!

"Abordámos ao de leve o roubo de que foi alvo o Académico de Viseu na 2ªMão da meia final da Taça de Portugal. Foram 2 lances ilegais em 3 golos. Foi isto que apurou o Calor da Noite para a final do Jamor.
Para nem sequer nos debruçarmos no lance patético do penalti do Zé Luis (como é possível o VAR não dizer nada?!?!? lolololololololol), vamos focar-nos no lance do 2ºgolo. Um lance que coloca em causa toda o sector da arbitragem e o VAR em Portugal.
Hoje surgiram as imagens que comprovam aquilo que dissemos no momento, sem precisar de câmaras ou do que quer que fosse para ver que o lance era fora de jogo.
As causas disto?
Bem, há apenas duas hipóteses e ambas comprometedoras para a verdade desportiva:
1) Simplesmente não quiseram mostrar as imagens ao VAR com a desculpa de ausência de câmaras. 
2) Problema técnico.
Problema técnico o caralho! O VAR Luís Ferreira é o mesmo do Estorilgate, do golo com 3 gajos em fora de jogo que o VAR "não viu". O VAR Luis Ferreira foi o árbitro do célebre Benfica 3 – Boavista 3 com 3 golos irregulares do Boavista…e isto em pleno Estádio da Luz!
Por outras palavras: ou a SportTV não enviou as imagens para o VAR ou o VAR fechou os olhos. 
Não há qualquer desculpa para este golo ter sido validado.
Nenhuma. Não há outra hipótese.
Há também um outro tema muito curioso e levantado pelo aficionado do Calor da Noite que é chefe de redacção do Record, de nome Vítor Pinto.
Disse publicamente que sofreram pressões, ele e o Record, para não noticiar que houve falhas do VAR. E isto é de uma gravidade extrema!
Sofrer pressões para esconder que o VAR falhou e ninguém acha isto suspeito? Então a entidade que gere as arbitragens não quer transparência e verdade desportiva? Não quer sequer poder ilibar os árbitros que estão no VAR em situações de incumprimento em que os árbitros podem efectivamente nem ter errado mas terem mesmo existido falhas técnicas? É gravíssimo porque fica a ideia que as falhas foram propositadas. É que, como diz Vítor Pinto, cabe ao responsável pela transmissão cumprir o caderno de encargos do VAR. O que quer dizer que a Sporttv está em conluio com o Calor da Noite a ocultar situações que se passam no Estádio do Calor da Noite, uma vez que já é a segunda ou terceira vez que tal acontece neste Estádio.
Isto também não é surpresa para ninguém. Quem olha para a linha editorial, para os comentadores selecionados, para os critérios de repetições da Sporttv sabe do que estamos a falar. No caso das repetições então é gritante. Quando é com o Benfica há super zooms, super slow motions, 50 ângulos. Com o Calor da Noite é a pornografia total de encobrimento de todos os lances contrários aos interesses do Calor da Noite e o empolamento abjecto das situações a favorecer o Calor da Noite.
Se tal se tivesse passado na BTV, seria com toda a certeza unânime neste País o pedido para que o canal fosse proibido de transmitir jogos do Benfica e o assunto estaria já a ser discutido pelo Governo!
Como é com o Calor da Noite e com a Sporttv, verdadeiro braço armado do Calor da Noite desde o berço, no pasa nada…e siga para o próximo roubo/escândalo a favor dos de sempre."

Manipulação...

"Nas últimas semanas, tem sido notório o aumento da intensidade do ataque em relação às transmissões de jogos na BTV, com um conjunto de insinuações e considerações, levadas a cabo pelo Diretor de Comunicação, Francisco J. Marques, em conjunto com os restantes elementos da cartilha azul e branca, nos diversos órgãos de Comunicação Social.
Sobre a seriedade das transmissões da BTV, estamos descansados e tranquilos.
Sobre a poeira que a Torre das Antas tem produzido, não tanto, pois como tão bem sabemos, estes são peritos em acusar os outros daquilo que fazem.
Apesar de alguns relatos de alegadas pressões para não serem tornadas públicas, a verdade é que foram divulgadas as imagens do fora de jogo no 2º golo do FC Porto frente ao Académico de Viseu, no Estádio do Dragão, que aparente e estranhamente não foram disponibilizadas para análise do VAR.
Esta é uma situação gravíssima e que exige esclarecimentos, desde logo, pela empresa responsável pela transmissão do jogo, a Sport TV.
Pelo que temos de questionar, é a BTV que é facciosa e manipuladora?
Se recuarmos apenas alguns dias, salta igualmente à vista a inexistência de uma repetição e de um ângulo próximo e nítido da agressão do Pepe ou a ausência de linhas no golo de empate do Famalicão frente ao SL Benfica, permanecendo, deste modo, a dúvida sobre um lance capital da partida.
Como sempre, estaremos vigilantes na denúncia destes fenómenos, que infelizmente, continuam a ensombrar o futebol Português."

Benfiquismo (MCDXLIII)

Juntos...

Play: Namorados...!!!

A farsa do Dragão

"Benfica tem de merecer ter 10 pontos de vantagem para conseguir ter cinco na classificação. E não se deve queixar...

É evidente que o FC Porto está satisfeito por só ter quatro pontos de atraso face ao Benfica e é natural que o Benfica tenha pouco conforto com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto. Depois da farsa do Dragão, percebe-se o ânimo e justifica-se o receio. O Benfica tem de merecer ter 10 pontos de vantagem para conseguir ter cinco na tabela. E não se deve queixar, porque tempos não muito longínquos houve em que para ter dois pontos de vantagem tinha de merecer 20. Como me dizia um humorado amigo meu no passado domingo, portista de alma e coração, será uma injustiça no próximo relatório e contas da SAD azul e branca Artur Soares Dias não figurar como principal activo.
Se no início do campeonato dissessem a um benfiquista que saía do Dragão com quatro pontos de vantagem, nenhum desdenhava a oferta. Ora bem, é assim que estamos e não estamos nada mal.
Esta semana tivemos também a alegria de ter carimbado a presença no Jamor numa difícil meia-final contra o Famalicão. Jogo com duas mãos muito disputadas e de vencedor incerto até ao último apito.
Vai ser uma final jogada conta o FC Porto, que abriu caminho para lá chegar com outro penalty esdrúxulo, ao jeito do sábado passado. Dada frequência do sucedido, quase temos tendência achar normal. Nos truques fora de campo, perdemos sempre, são décadas de experiência. O Benfica apenas pode controlar o seu destino, a qualidade do seu jogo e a segurança das suas exibições e nessa matéria todos sabemos que vamos jogar amanhã com uma equipa que está ainda melhor do que o adversário do passado sábado (venceu-o duas vezes no último mês).
O Benfica - SC Braga e a deslocação a Barcelos ditam muito do destino deste campeonato.
A notícia sobre a saúde de Gabriel deixou o universo Benfica em estado de choque, pelo atleta em primeiro lugar, pelo seu valor desportivo e pelo carácter inesperado do sucedido em segundo.
É mais fraco o Benfica sem Gabriel e este é o maior elogio que se pode fazer ao médio encarnado, esperando as suas rápidas melhoras. Fica na memória que foi o seu golo quase a acabar o jogo na Luz com o Famalicão que nos deu passagem para o Jamor a 24 de Maio.
Como sabemos, Largos Dias Têm 100 Anos e amanhã todos na Luz a apoiar o Benfica rumo ao muito difícil 38."

Sílvio Cervan, in A Bola

Em frente na Taça...

Quinta dos Lombos 0 - 3 Benfica

Resultado algo enganador, o Roncaglio e os nossos postes ajudaram, mas a vitória foi merecida!
0-0 ao intervalo, 0-1 logo no arranque, e depois foi preciso o Fits ser expulso, para chegarmos ao 0-2 a jogar com menos 1!!! No final a defender o 5x4 o Lombos acertou algumas vezes nos postes, mas a vitória não nos fugiu... e até marcámos o terceiro!

Acredite ou não, estamos em 2020

"Coacção a árbitros; Vandalização de Casas do Benfica; Agressões a benfiquistas; Distúrbios junto ao hotel em que a nossa equipa pernoitou; Intimidação, à máfia, de benfiquistas e árbitros; Interferências no balneário; Arremesso de objectos ao nosso guarda-redes; Etc. E o que farão Liga, Federação e Governo a este respeito? Nada! Talvez debitem umas meras palavras de circunstância, em que referirão genericamente a necessidade de todos zelamos pela imagem do futebol português ou qualquer outra inocuidade. Mas haverá diferenças. Proença, caso não se remeta a um silêncio estratégico, di-lo-á com um sorriso. Fernando Gomes assumirá um ar grave. E João Paulo Rebelo, burocraticamente, que esse só se motiva verdadeiramente com a panaceia da legalização das claques, talvez debite uma qualquer mediocridade, pois é a sua natureza.
Luís Filipe Vieira clamou, e bem, pela nomeação de árbitros estrangeiros em jogos de Benfica e FC Porto. O clima de intimidação e coacção aos árbitros é terceiro-mundista, os árbitros estão obviamente condicionados - a alternativa é serem uma cambada de ladrões. E o presidente da APAF, que, pelos vistos, relativiza esta barbaridade, logo se insurgiu contra a sugestão. Não me surpreendeu. Fontelas Gomes também não. Nomeou, para um dos jogos mais importantes do ano, um árbitro da AF Porto, com estabelecimento comercial aberto na cidade do Porto, cujo histórico é, nomeadamente desde que foi interpelado por adeptos portistas no Centro de Alto Rendimento da Maia, notoriamente benéfico para o FC Porto. E, para VAR, o tipo que protagonizou o famigerado e patético episódio da moeda de 5 cêntimos no Estádio da Luz. Não haverá mais ninguém?"

João Tomaz, in O Benfica

Miúfa!

"Vamos imaginar que a verdade desportiva é um corpo humano. Pois bem, ainda não estava frio esse corpo assassinado no relvado das Antas, e já havia movimentações por parte dos principais suspeitos do crime. Depressa se percebeu no sábado passado o propósito das nomeações para árbitro principal e VAR no jogo entre o campeão nacional e o segundo classificado. Nem em sonhos o SL Benfica poderia sair vencedor do campo de futebol das bolas de golfe, dos bonecos enforcados e das tarjas criminosas. Começaram cedo as atitudes provocatórias, as entradas em falta não assinaladas e as agressões - tudo com a aprovação de uma equipa de arbitragem que só pode surpreender quem não está habituado à vergonha do futebol português.
Era lógico que o SL Benfica não podia ficar quieto e calado depois do que se passou naquele local de má fama. E a direcção do clube 'ousou' pedir o óbvio - árbitros estrangeiros para os jogos das duas equipas candidatas ao título. E uma delas bem sabemos por que razão ainda continua na luta... Logo Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), saltou para a comunicação social, assustado. Afirmou, que, de facto, a hipótese está nos regulamentos, mas quis ser engraçadinho e colocou a hipótese de também se trazerem dirigentes estrangeiros. Mais uma prova - como se fosse necessária... - de que está a leste do que se passa no triste mundo do futebol português. Caro senhor, já há dirigentes estrangeiros no futebol português. Há líderes de SAD e directores. Mais. Há investidores e patrocinadores estrangeiros. Há treinadores e jogadores de outros países que fazem parte, há décadas, do futebol nacional. Só árbitros é que não pode ser? Estranho... Quando eu era miúdo, havia um nome para isso: miúfa. Ou miaúfa. O dicionário permite as duas formas."

Ricardo Santos, in O Benfica

Cair, levantar e voar para o 38

"Há uma semana saí do Dragão naturalmente desanimado, no entanto há aspectos positivos que devem ser registados. Há 10 anos, se o Benfica entrasse naquele estádio e sofresse um golo aos 10 minutos, a equipa iria perder o norte. Ora, o norte é uma das forças basilares do Benfica, pelo que não pode nunca ser perdido. Neste jogo, tal como na época passada, a reacção ao golo sofrido, quer no campo quer na bancada, foi de firmeza e confiança na capacidade de reverter o resultado. Porém, essa serenidade foi-se esfumando depois do golo do empate. Não contem comigo para justificar seja o que for com a arbitragem. Eu adoro passear e, se um dia me apetecer ir lanchar à famosa pastelaria de Artur Soares Dias, quero ser tão bem recebido como o comentador Miguel Guedes (e outros elementos ligados ao FCP) no dia da inauguração do espaço.
A reacção do Benfica na segunda parte foi determinante e autoritária, mas tenho de concordar com Sérgio Conceição: é muito complicado recuperar de uma desvantagem contra equipas que usam e abusam do antijogo. Discordo do treinador portista em diversas questões, mas no que diz respeito a este tema estamos em sintonia total.
Gostaria de partilhar o leitor o meu balanço sobre a meia-final da Taça de Portugal com o Famalicão, contudo não faço ideia do resultado enquanto escrevo esta crónica. O que eu sei é que, seja qual foi o desfecho - e eu quero muito, muito, muito estar na final do Jamor - nada pode comprometer a primeira de outras 14 finais que temos pela frente. Amanhã é obrigatório ganhar ao SC Braga, porque, enquanto uns se contentam em celebrar vitórias em jogos, no Benfica as vitórias só fazem sentido se conduzirem à conquista de campeonatos."

Pedro Soares, in O Benfica

O que aí vem

"Liderança da classificação com quatro pontos de vantagem, melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias e os dois melhores marcadores. É esta a situação do Benfica após o clássico do Estádio do Dragão, e estou certo de que qualquer um dos nossos rivais bem gostaria de estar assim.
Não há, pois, lugar a dramas por uma derrota após 16 vitórias consecutivas. Em condições normais, o Benfica vai de pronto recuperar o fôlego, partir para nova série de triunfos, e alcançar o título. Falando de futebol, era isto que eu tinha para dizer.
O problema é que em Portugal existe muita coisa a condicionar os campeonatos para além do que se passa no relvado.
É verdade que naquele jogo o Benfica não fez uma primeira parte brilhante. Mas poderia ter ido para intervalo com outro resultado não fosse a cegueira de Soares Dias - que, mesmo depois de recorrer às imagens, ignorou uma carga clara nas costas de Ferro no lance que originou o penálti.
Este árbitro foi, como sabemos, ameaçado por adeptos do FC Porto enquanto treinava há uns anos. Por se sentir condicionado, ou por qualquer outro motivo, nunca mais mostrou coragem para se libertar dos medos. Nada se pode esperar dele e não ser um comportamento reverente e tendencioso.
O pior é que daqui em diante vamos ter mais disto. Com o encurtar da desvantagem, a pressão do lado de lá vai intensificar-se, e tudo será feito, dentro e fora de campo, por cima e por baixo da mesa, para perturbar e condicionar o Benfica.
Em condições normais, repito, seremos campeões. Mas a anormalidade do futebol português não permite assim tanto optimismo."

Luís Fialho, in O Benfica

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Os bravos

"A prestação da nossa equipa no Porto foi um hino à bravura. Contra tudo e conta todos, apresentámos um onze para vencer. É desta forma que temos de encarar as finais. Respeitando os adversários, mas com identidade própria. Odysseas, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Weigl, Taarabt, Rafa, Chiquinho, Seferovic e Dyego Sousa merecem a nossa admiração. Tal como o quarteto que ficou no banco - Zlobin, Tomás Tavares, Florentino e Cervi - e ainda esse grande talento que ficou na banada, Jota. Foram 19 bravos deste pelotão que quer vencer a Liga e que sabe que, para ganharmos, temos de manter a mesma estratégia - todos juntos. Confio na nossa equipa técnica, admiro a direcção da SAD e tenho um enorme respeito pela competente estrutura que o presidente Luís Filipe Vieira montou.
O que vimos foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra. Só não triunfámos porque fomos infelizes nos momentos cruciais e porque a arbitragem fez a diferença, Artur Soares Dias e Tiago Martins não garantiram a imparcialidade do jogo. O que é mais preocupante é que são apresentados como os nossos representantes internacionais. Soares Dias está condicionado desde Janeiro de 2017, quando foi ameaçado de morte pela principal claque do FC Porto. Tiago Martins mentiu no relatório do Benfica - V. Setúbal com a rábula de ter sido atingindo com uma moeda de 5 cêntimos. O Benfica foi castigado e recorreu, estando já provada a mentira. Como é possível nomear dois árbitros nestas circunstâncias? Com esta falta de sensatez, a este Conselho de Arbitragem só lhe resta a demissão."

Pedro Guerra, in O Benfica

Jovens em acção

"De um lado, 3 jogadores juniores de futsal com emblema a reluzir no peito. Doutro, mais de 200 jovens destacados das escolas de todo o país onde o projecto 'Pata ti Se não faltares' continua a motivar e a produzir mudanças para melhor! Estava assim o Auditório do Museu Benfica - Cosme Damião no passado dia 8 de Fevereiro, cheio de juventude e emoção crescentemente convertidas em inspiração mútua. É que o melhor exemplo é o dos pares, por isso a excelência destes jovens atletas de alta competição e o seu saber tiveram grande impacto e produziram um importante efeito inspiracional nos jovens da assistência. Mas bem mais importante que conhecer as suas qualidades como modelos foi a possibilidade que tiveram de entrar em diálogo e partilhar mutuamente ideias, preocupações, sonhos e incertezas. Um dos principais desafios da adolescência é descobrimo-nos a nós próprias e aprender como ligar com o mundo. Nesta fase difícil mas apaixonante das nossas vidas, surgem muitas vezes frustrações que nos desmotivam, atalham caminhos e tantas vezes tolhem o futuro de cada um. Saber como lidar com tudo isso indo ao fundo de nós próprios buscar argumentos, construir autoconfiança e alcançar a superação é algo que se pode aprender com os atletas de alta competição, e, desses, o Benfica tem sempre os melhores!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Antídoto

"Se acaso houvesse bom senso e sentido de fair play, ninguém verdadeiramente bem-intencionado e desprendido de propósitos escusos poderia pôr em causa a sugestão informalmente lançada pelo Sport Lisboa e Benfica, após o clássico do passado fim de semana. Se não o for, hoje pelo menos parece ser insofismável que mesmo os mais experientes árbitros portugueses já há muitos meses deixaram de ter condições anímicas suficientes que lhes permitam actuar com imparcialidade, equidade e isenção, tanto nos desafios do Campeão como nos do seu competidor mais directo.
O exercício da justiça supõe, em primeiro lugar e seja em que circunstâncias for, a completa disponibilidade intelectual (e física...) do juiz que a exerce, totalmente a coberto de qualquer ameaça e de todos os constrangimentos. Mais do que isso, é essencial que ao juiz seja evidentemente garantida a plena e segura capacitação quanto ao livre desempenho do seu irremissível poder de julgar. Se assim não for, onde não se cumpre nem lei, nem ética, não pode haver qualquer espécie de justiça.
E; afinal, como, em que circunstâncias e em que regime de exercício estão hoje os árbitros a arbitrar, em Portugal? É no desespero de tentar superar insuficiências e inexpiáveis complexos locais oriundos de tempos remotos que o segundo classificado do Futebol nacional há muitos anos se especializou em inventivas e práticas marginais, espúrias à essência do jogo, sempre na esperança de um milagre, ou de um golpe à moda antiga que lhe assegure umas vitórias. O currículo que o mais poderoso clube da cidade do Porto apresenta nessas matérias é extremamente diversificado e muito extenso...
E é assim que, volta, não volta, no desespero em que se encontram, eles se afadigam em tentar recuperar o vastíssimo catálogo dessas experimentadas 'soluções'. Por vezes, com relativos sucessos pontuais, diga-se: ainda por há décadas que eles sabem que o terreno lhe é fértil para as compensações dos seus premeditados crimes... O mais antigo e constante ponto de alvo dessas ínvias 'operações' que tão amplamente caracterizam o velho 'modelo FCP' é, sem dúvida, o cérebro e a espinha dos árbitros, em torno de quem, antes de entrarem em campo, sempre fizeram incidir com cínica premeditação os mais cirúrgicos esforços, incidir com cínica premeditação. A estratégia criação a manutenção sistematicamente desenvolvidos sempre foi a mesma e sempre se mostrou indispensável ao desempenho desportivo daquele gente: envolver, coagir e intimidar os juízes de campo e os virtuais. Mesmo que essas e outras 'operações' viessem ferir gravemente toda a esfera do futebol nas suas leis e regulamentos, atingindo mesmo a passiva caterva de idiotas-úteis que povoa e emoldura todo o cenário.
O que se passou com os juízes presencial e remotamente envolvidos no jogo de sábado (sem cabedal seguro...) não terá sido mais do que uma nova consequência e só mais outro registo no interminável cadastro que não hesitarão em  em prolongar até ao fim da(s) época(s).
É-nos, pois, perfeitamente lícito supor que, se não fosse esta a sua única disposição e o seu mais disponível expediente, eles aceitassem o imediato recurso - passivel de aplicar - a árbitros verdadeiramente neutrais e imparciais.
Mas, como não é... para ganharmos o que nós temos de ganhar, só nos resta jogar sempre (ainda), e cada vez mais, melhor - sem distracções na defesa, com grande aplicação no meio-campo e com toda a pontaria no ataque."

José Nuno Martins, in O Benfica

A Liga disse 'sim' ao faz de conta

"O futebol português padece de vários problemas graves e vai tardando uma solução que coloque nos trilhos do seu potencial. A ausência de centralização da venda dos direitos televisivos limita o crescimento global da competição profissional; o comportamento das franjas de adeptos mais radicais tarda em encontrar, por parte do Governo, que tem por obrigação zelar pela segurança de pessoas e bens, uma resposta à altura; os dirigentes continuam a tratar os adversários como inimigos, quando de viam, isso sim, promover a indústria que é casa comum; e a arbitragem carece de encontrar uma fórmula diferente de recrutamento, que traga para o futebol mais qualificação e melhor compreensão do jogo. Todas estas insuficiências impedem que Portugal, campeão da Europa de futebol e futsal, campeão do mundo de futebol de praia e farol para todo o planeta no que toca à formação, possa ter ainda, especialmente no que aos clubes diz respeito, uma presença mais relevante no contexto internacional.
Comparado, com as carências acima descritas, o facto do treinador adjunto do SC Braga, Micael Sequeira, ter ficado em segundo lugar no prémio da Liga dos Clubes (!) para treinador do mês de Janeiro pode parecer irrelevante, mas traduz a aceitação de uma situação que não pode ser tolerada. Deverá ser encontrado, com frontalidade, um meio-termo que acolha, dentro da legalidade, treinadores como Rúben Amorim ou Silas, que se viram impedidos, em tempo útil, de aceder à progressão na carreira, que desejavam. Porque este regime de faz de conta não prestigia o futebol português..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Cadomblé do Vata (microfones)

"A UEFA começou a organizar competições regulares em 1955, quando se disputou a primeira edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus. 34 anos antes, já a FPF colocara em andamento o Campeonato de Portugal, que teve a edição inaugural em 1921. É portanto natural que a entidade presidida pelo contabilista do Apito Dourado tenha mais experiência na matéria do que o colosso futebolístico europeu. Não admira assim que em Nyon tenham muito a aprender com os matutos da Cidade do Futebol, professores jubilados dos Proenças Profissionais.
Podendo aqui dissertar longamente sobre as muitas área organizacionais que o organismo europeu se revela sub desenvolvido vou apenas destacar as conferência de antevisão aos jogos. A estas, por escabrosa disposição regulamentar, devem comparecer os treinadores de ambas as equipas, como é óbvio, mas também (pasmem-se) um jogador dos respectivos plantéis. Um dia antes das equipas subirem ao relvado para disputar partidas da mais importante competição inter-clubes do Mundo, a UEFA obriga os clubes a verem-se representados por um indivíduo cuja função única é pontapear um esférico, ou um adversário no caso do Pepe.
Para o português seguidor do fenómeno futebolístico, esta é uma situação que causa admiração e repulsa. Por força do hábito de anos a assistir a competições organizadas pela FPF e pela LPFP, que nos cacanhos regulamentários apenas dispensam tempo atrás do microfone antes dos jogos, ao treinador e aos dirigentes, estamos cientes do nível de constrangimento que advém aos clubes quando se dá voz aos jogadores. Estes já têm a sua dose de protagonismo, com no mínimo 90 minutos semanais debaixo dos holofotes e a cara plasmada em cadernetas de cromos anuais da Panini. Colocar-lhes a voz no altifalante antes dos jogos é monopolizar totalmente neles as atenções da modalidade.
Pedindo desculpa pela redundância, o futebol em Portugal é pensado como pertencendo a quem o pensa. Os atletas são apenas ferramentas mudas escolhidas pelos "pensadores" (ou pelos treinadores em caso de parca qualidade) a fim de entreterem uma massa adepta que se dirigiu ao estádio com claro e único intuito de assistir ao pavonear dos "notáveis" na tribuna presidencial. Tudo bem que os chutadores também têm opinião, mas essa deve ser apenas emitida no pós jogo, onde suados, a arfar de fatiga e a sonhar com um banho redentor, podem dizer rapidamente duas ou três frases feitas que não envergonhem a instituição que representam. Para isso já bastam os 10 minutos que os patetas uefeiros lhes concedem."

Dia dos Namorados!

in BnrB

Recordar é viver!!!

Mais um episódio: VAR 'desligado'!!!

Vale tudo...!!!

Dyego Sousa: Uma “águia” capaz de outros voos

"Contratado aos chineses do Shenzhen FC – por empréstimo, até ao final do ano civil de 2020-, Dyego Sousa regressa ao futebol português para representar o campeão nacional em título.
O avançado de 30 anos chega para colmatar a vaga deixada por Raúl de Tomás – o espanhol, que foi contratado no início da época ao Real Madrid por 20 milhões de euros, deixou os encarnados no mercado de Janeiro para rumar ao RCD Espanyol, depois de não ter conseguido singrar ao serviço do emblema da Luz.
A chegada do ponta de lança luso-brasileiro vem acrescentar experiência ao plantel, e o facto de já estar familiarizado com o futebol português é, também, um ponto positivo. De lembrar que o ponta de lança luso-brasileiro foi, na época transata, uma das principais figuras do Sporting Clube de Braga, onde apontou 20 golos em 43 partidas oficiais pelos minhotos.
Uma das lacunas que os pontas de lança das “águias” apresentam é o jogo aéreo, daí que a contratação de Dyego Sousa contribua para o preenchimento desse aspecto do jogo. De resto, na última jornada no Dragão, esse aspecto foi bem visível a partir do minuto 84, quando Bruno Lage decidiu apostar num futebol mais directo, chamando, para esse efeito, Dyego Sousa à partida. O internacional luso-português ainda ganhou alguns duelos aéreos, mas não foi o suficiente para resgatar pontos contra o FC Porto.
Dyego Sousa veio, portanto, dar maior dimensão física e aérea ao jogo dos encarnados, tornando a “águia” mais perigosa nas alturas."

Os vícios de análise

"Em Portugal há dois vícios de análise, um é mais que vício, é doença mesmo, a dos árbitros. Deixemo-la, que já não falta quem a transforme no elemento nuclear em todos os jogos, mesmo os que pretendem protegê-la e melhorá-la. O outro é o de excesso de análise individual. Andámos entre os casos do jogo e o melhor em campo. Ou então o pior em campo, que nisto da análise instantânea vale quase tanto encontrar um herói como um réu, no exercício mais fácil de compreender pelo adepto comum, na hora da hipersensibilidade emocional. Se a minha equipa ganha é porque o jogador A é magnífico, se perde é porque o B é um desastre. Acontece que isto de garimpar em busca da unidade que se destaca de 28 – repito, um entre 28, que são por regra os intervenientes, concretizadas as substituições - é um óbvio exercício redutor, e mesmo, na maioria das vezes, tão inútil quanto enganoso. Inútil porque identificar a unidade que se destaca um pouco mais pode dizer-nos algo da felicidade pontual de um indivíduo, de um dia que lhe correu melhor, mas pouco indicia sobre o que pode correr bem ou mal quanto a comportamentos colectivos nos jogos seguintes, e disso dependerá o sucesso. Além de que o desempenho individual até chega a variar na razão inversa da qualidade de jogo, no exemplo clássico de um guarda-redes (ou algum defesa) que só é o melhor no individual quando o adversário é superior no colectivo. E é sobretudo enganoso porque atentar à árvore impede a percepção da floresta. Escolher o melhor de uma equipa que deve funcionar como um todo, e num jogo que é inteiro, cria a ilusão de que se determinada peça funcionar é toda a máquina que vai atrás. Tirando um ou dois casos - e é preciso atingir uma escala de Messi, pela influência colectiva - raramente é verdade. Bruno Fernandes era o jogador mais decisivo dos últimos anos no futebol português? Quase ninguém duvida. E ninguém terá sido mais vezes eleito o melhor em campo. Mas não foi campeão nem perto disso esteve, que não há primaveras de andorinha solitária.
O Porto ganhou o clássico recente porque surpreendeu com Corona a lateral? Foi muito mais do que isso, mesmo se o rendimento individual do mexicano foi altíssimo. Mas o que o permitiu esse rendimento foi um contexto táctico, particularmente uma dinâmica inicial pensada para o ligar a Otávio – nos movimentos que criavam dúvida tática no lateral contrário – e Marega – aproveitamento da profundidade - que o Benfica não soube ou não pôde contrariar. Foi uma abordagem estratégica competente que permitiu instabilizar o rival. Muitos estarão convencidos de que com outro perfil de jogador – que não Ferro e Grimaldo – o Benfica teria defendido de modo mais competente. Não creio. Quando muito atenuaria. Se uma equipa que faz coincidir esses dois no onze com Weigl, Taarabt, Pizzi, Rafa e Chiquinho e não é capaz de ter bola – e de ter mesmo, por largos minutos – estará sempre condenada. O Benfica quis ganhar duelos com jogadores de posse, quando o Porto é forte em ganhar a posse com jogadores de duelos. Claro que outro fosse o resultado e estaríamos a ouvir e a ler os que sempre incensam Danilo como elemento chave para garantir equilíbrios e dar a velha consistência, expressão só lembrada quando se joga mal. Acontece que a ausência de Danilo não retirou força defensiva e presença de Sérgio Oliveira até acrescentou qualidade com bola. Como já se dizia também que Mbemba não garantia a mesma segurança de Pepe mas foi com o consagrado veterano em campo que o Porto sofreu os golos no clássico e nenhum após a sua saída. Pelo prisma individual é muito mais fácil ter razão que encontrar uma solução. Do lado do Benfica, além de se localizar a origem do mal no espaço entre Ferro e Grimaldo, mas sobretudo muitos lamentaram as ausências de Gabriel e Cervi, como se não tivessem estado em campo em todos os jogos anteriores, com a equipa sempre a sofrer golos e perante adversários mais frágeis.
O mais importante para entender o que se passou é reconhecer que enquanto o Porto colocou o jogo no território que mais gosta, de duelos e acelerações, o Benfica não encontrou forma de roubar espaço e ficar com a bola. Aliás, em jogos como este – raros em Portugal - a equipa da Luz tem vivido quase uma dúvida existencial, sobre se tem a estratégia certa para os jogadores errados ou o inverso. Certo é que o Benfica sofre sempre mais quanto mais depressa perde a bola ou mais vezes o adversário o obriga a lutar por recuperá-la. Isto pode ser atenuado ou agravado por características de um ou outro atleta, mas a essência colectiva é o que é. E no futebol coloca-se sempre mais perto de ganhar a equipa que encontra o contexto táctico para deixar mais confortáveis os jogadores, ou seja, aquela em que o colectivo favorece mais o individual do que depende dele.

Nota colectiva: Bayern de Munique – Com Hans-Dieter Flick, bombeiro de valor comprovado na organização e no scouting, o Bayern voltou à condição de melhor equipa alemã. E o que a classificação demonstra, a qualidade de jogo justifica. E no meio apresenta uma dupla que diz quase tudo sobre os propósitos de jogo: Kimmich e Thiago Alcântara. No mundo da intensidade sobrevalorizada e no país que nunca despreza o físico, a opção por médios baixos, em que a intensidade mental supera a de pernas, é evidente o caminho seguido para melhorar o jogo. E com melhor jogo, melhores resultados. Na casa das máquinas manda o cérebro e com eles o Bayern pode voltar a ser aquela máquina.

Nota individual – Aleksander Isak – Alto como Ibrahimovic, moreno como Henrik Larsson, o novo prodígio sueco assume-se finalmente na empolgante Real Sociedad, a despeito da concorrência de William José. As últimas semanas foram eloquentes, mas é o jogo de Chamartín, em que a Real eliminou o Real Madrid, que pode ter marcado a emancipação definitiva do ponta de lança de 20 anos, depois da falta de espaço em Dortmund e do relançamento no Willem II. Entende cada vez melhor o jogo, move-se com argúcia nos limites da área e a figura aparentemente frágil esconde pólvora autêntica que lhe sai do pé direito. Isak já não pode parar, e isso é uma óptima notícia para o futebol."