Últimas indefectivações

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Vermelhão: Competência... sem deslumbrar, mas com eficiência

Paços de Ferreira 1 - 3 Benfica



Estava com muito receio em relação a esta partida. O Benfica efectuou 2 jogos muito competitivos na última semana: no jogo com os Corruptos, terminámos com o meio-campo de rastos; com o Zenit é verdade que o jogo acabou por ter um ritmo lento, mas houve tensão, e no final, com o golo, houve muita adrenalina libertada!!! Quando temos partidas sucessivas, a equipa não é afectada pelo cansaço no 1.º jogo, ou mesmo no 2.º... só a partir do 3.º ou 4.º jogo consecutivo, é que as pernas começam a ficar pesadas. E este jogo em Paços tinha tudo para 'enganar' os Benfiquistas!!!
As supostas facilidades, devido às muitas lesões em Paços, não se notaram em campo... Aliás, se calhar até obrigou o treinador do Paços, a uma estratégia mais ofensiva, com maior pressão... em vez do habitual, 'esperar pelo erro do adversário'!!! E como foi visível, motivação não faltou aos jogadores do Paços...
E como acabou por confessar Rui Vitória no final da partida, tivemos 4 a 5 jogadores com Febre esta semana, que estiverem em dúvida, até ao início da partida...!!!
Ao contrário de outros jogos, hoje, fomos eficazes. Marcámos logo na primeira oportunidade... o mesmo aconteceu com o Paços (numa jogada que começa com uma falta clara sobre o Almeida). O jogo foi muito disputado a meio-campo, com muitas faltas, com várias entradas da equipa médica do Paços, resumindo: pouco ritmo. Mesmo assim remate perigoso do Renato e cabeçada muito perigosa do Lindelof. Perto do intervalo, penalty sobre o Jonas, e golo... na altura certa!!!
A 2.ª parte foi melhor, acabámos por chegar ao golo num livre lateral pelo Lindelof. A partir daí, o Paços subiu, e o Benfica acabou por criar várias oportunidades... o 4.º golo esteve sempre muito perto. Nos últimos 10 minutos, acabámos por abrir alguns espaços, e o Júlio César foi obrigado a algum trabalho...
O golo do Diogo Jota, é um grande remate, mas o Júlio está demasiado adiantado. Lindelof a confirmar ser o Central em melhor forma no Benfica. O Almeida teve muitas dificuldades, até porque o Pizzi jogou muito pelo meio... deixando o André muitas vezes em inferioridade numérica. Mais um bom jogo do Eliseu (sendo dele a 'culpa' por deixar fugir o Jota no golo!!!).
Samaris e o Renato, com muitas dificuldades nas transições defensivas, porque apareciam muitos jogadores adversários na suas áreas de acção. Pizzi a confirmar o abaixamento de forma... Carcela, bem no 1.º golo, mas precisa de ser mais consequente. Bem nas ajudas defensivas.
Jonas e Mitro acabaram por ter 'pouca' bola no 1.º tempo, faltou o 4.º golo na 2.ª parte...!!!
Ainda deu para dar minutos ao Salvio e ao Semedo...
Não é preciso ser Bruxo, para saber que nos próximos dias, vai-se falar muita da arbitragem deste jogo!!! Faz parte da 'tradição'! O mais incrível é que o árbitro até esteve razoavel, nas principais decisões! E os supostos erros são em jogadas muito difíceis de analisar... Pessoalmente, acho que foi demasiado permissivo disciplinarmente, com as faltas constantes, principalmente no 1.º tempo, que o Paços fez, sistematicamente, sempre que a bola entrava em zona perigosa, com entradas cínicas, para parar o jogo...
Agora, nos penalty's uma coisa ninguém o pode acusar: nenhum dos lances é escandaloso, independentemente das decisões.
- O Bruno Moreira simulou 2 vezes, é inacreditável a quantidade de repetições do lance com o Samaris, quando é evidente que houve mergulho...(sendo que no início da jogada tenho dúvidas sobre um fora-de-jogo, mas não houve repetições); com o Jardel, existe contacto, mas ele só caiu porque quis...;
- No 1.º lance com Jonas o penalty é duvidoso, o Jonas não precisava de saltar para 'sacar' o penalty, as pernas dos defesas estavam lá... agora o Jonas quando está no ar, parece-me que é tocado, e como não estava apoiado, acabou por cair... mas não existe uma imagem clara; no início do 2.º tempo, existe outro lance com o Jonas, e é até pela forma como o defesa do Paços se 'mexe', parece-me ter sido penalty, mas não houve repetições aproximadas...!!!
Agora, independentemente da analise a estes lances, existe outro, onde o erro é evidente: no golo do Paços o André Almeida sofre falta. Este não é um lance duvidoso, é mais do que evidente. O André salta para jogar a bola de cabeça, e é empurrado... o jogador do Paços não tenta jogar a bola, está só preocupado em impedir o André de 'cortar' a bola, o que consegue...
Mas tenho a certeza que pouca gente, se vai preocupar com este lance...
Estamos novamente na liderança, pelo menos até Segunda... A equipa vai descansar, vamos ter uma semana para preparar o jogo de Sábado com o União, temos vários jogadores para recuperar: Gaitán, Fejsa (parece que vai estar disponível para o União)... e talvez o Lisandro. E é só isso, que nos deve preocupar...
Também se vai discutir muito, os cartões do Renato (Jardel, Almeida). Pessoalmente, prefiro ter o Renato com o União... do que arriscar jogar sem ele... e com o Fejsa de regresso, teremos mais opções para o meio-campo...

Só mais uma !!!

Benfica 3 - 0 Castêlo da Maia
25-16, 25-21, 25-22

2-0 na eliminatória, estamos a 1 vitória da Final esperada do Campeonato (a Fonte também está em vantagem de 2-0 sobre o Sp. Espinho). A equipa não se ressentiu da jornada Europeia, e acabámos por dominar sempre a partida, só no início do 3.º Set estivemos um pouco desconcentrados...

Excelente vitória...

Madeira SAD 25 - 26 Benfica
(13-14)

Vitória muito importante, neste 1.º jogo dos Quartos-de-final dos Play-off.
Sem o Tiago Pereira e o Belone (o Flávio Fortes saiu para Espanha!!!), com 10 exclusões de 2 minutos (os adversários tiveram 6), com 7 Livres de 7 metros contra (só 3 foram golos!!!)(fizemos 5/5 nos 7 metros!!!), estar quase sempre na frente, deixar o adversário adiantar-se no marcador 23-22, e mesmo assim ainda ter forças e cabeça para ir buscar a vitória.
A primeira parte foi equilibrada, com trocas de líder, mas estávamos em vantagem ao intervalo. Excelente arranque no 2.º tempo, tivemos 4 golos de vantagem, mas com tantos minutos a jogar em inferioridade numérica... os Madeirenses passaram para a frente... Mas ainda fomos a tempo de rectificar.
O Borrágan esteve muito bem, o Pais fez 100% nos remates 7/7. Fizemos 72% dos 9 metros (11/17), algo raro...

A nossa 'obrigação' no campeonato, é chegar às Meias-finais, temos 2 jogos na Luz, para concretizar o objectivo. Depois nas outras competições logo se vê!!!

Goleada

Benfica 11 - 2 Cambra

Goleada normal perante o último classificado, garantindo a manutenção da vantagem de 10 pontos no Nacional.
O grande destaque da noite, foi mesmo o regresso do João Rodrigues, após uma paragem muito longa... e já agora, o Adroher continua a marcar que se farta!!!

Intermitências !!!

Benfica 99 - 91 Ovarense
29-13, 23-22, 23-26, 24-30

Foi um jogo estranho, onde em vários momentos do jogo, parecia que o Benfica ia dar um 'capote', mas logo a seguir, a equipa 'aparvava' (essencialmente na defesa) e deixava a Ovarense aproximar-se!!!
Temos que reconhecer que o Cook está a jogar melhor, mesmo assim...! Grande jogo do Carlos...

O Wilson não foi opção por lesão, se calhar as más exibições na Taça Hugo dos Santos já foram consequência deste problema?! Mesmo assim o Lonkovic voltou a ter poucos minutos, porquê?!

Acabou a Fase Regular, terminámos em 1.º, garantimos a vantagem em relação a todos os adversários, até à Final.

Durante a semana foi anunciado o empréstimo do Cláudio Fonseca, que vai para Espanha!!! Parece que foi o próprio jogador a pedir para sair, algo que até se compreende tendo em conta a sua pouca utilização. Vamos ver se não vai ser necessário mais um jogador '5' no plantel, tanto o Gentry como o Radic têm tido lesões...

Regresso com goleada

São João 0 - 7 Benfica

Após uma longa de paragem do campeonato, regressámos com uma vitoria clara...
A paragem foi importante, o Benfica estava a jogar mal, a maior parte dos jogadores estiveram ao serviço das suas Selecções, portanto estiveram em acção, não houve poupanças físicas, mas pelo menos 'limparam' a cabeça. Vamos ter um final de temporada, com muitas competições, é importante os jogadores estarem com 100% de disponibilidade física e mental...

Uma bela discussão

"Jonas e Renato Sanches estão no onze da semana da Liga dos Campeões. Trata-se de uma distinção sob a égide da UEFA que é quem organiza estas cenas. Ambos se viram com todo o mérito na equipa dos melhores da semana porque, para alegria da Luz, nem um nem outro se cansaram de trabalhar e de expor abundantemente em campo as respectivas artes no jogo com o Zenit.
Jonas é um veterano e Renato Sanches é um adolescente. É a eles que o Benfica deve parte significativa do despertar para a vida que lhe compete. Para a luta nas provas em que ainda está envolvido e que são três. Isto depois de um arranque de época francamente constrangedor.
Uma das belas discussões correntes entre adeptos do Benfica é o da afectuosa e sempre empolgante eleição do 'melhor jogador' da equipa. Sobretudo pelo que fez naqueles primeiros meses em que, sozinho, arrastou para cima uma equipa que se arrastava para baixo, é verdade que Nicolas Gaitán tem vindo a ser apontado como sendo ele o verdadeiro artista a primeira figura da Luz num patamar muito acima dos demais.
Mas não, o maravilhoso Gaitán não é o melhor jogador deste Benfica 'de transição', tal como anunciou Luís Filipe Vieira em Junho, quando quis precaver os fãs para as inevitáveis "dores de crescimento". Que Gaitán é um fora de série, ninguém duvida. Mas é um fora de série intermitente, é esse o seu pecadilho.
Quando Gaitán 'aparece' em todo o seu esplendor, é uma coisa do outro mundo. Quando 'desaparece' - e desaparece algumas vezes - é uma frustração. Quem nunca nos falha é Jonas.
Jonas seria sempre um jogador extraordinário, mesmo que a sua função não fosse a de marcar golos, na qual, diga-se, é competentíssimo. Braulio Vásquez, director do Valencia, responsável pela contratação de Jonas em 2011, esteve entre o público da Luz na última terça-feira e resumiu em poucas palavras a actuação do jogador brasileiro frente ao Zenit de São Petersburgo: "Jogou tanto que, às vezes, até parecia um trinco." Está tudo dito? Não.
Também se poderia acrescentar à discussão que o melhor jogador deste Benfica não é Gaitán nem é Jonas. É Renato Sanches, como muito provavelmente o tempo se encarregará de esclarecer. E daqui saúdo as "dores de crescimento" de Renato Sanches,que continua a crescer, a crescer... Mas cala-te boca, não se vá estragar o rapaz com elogios."

Vitória: afinal o nome faz sentido

"Quando a pré-temporada do Benfica terminou, em Agosto, o nome do treinador dos encarnados servia para piadas. Não era Rui Vitória. Era antes Rui... derrotas. Ainda há dias, numa conferência de imprensa, o episódio foi lembrado, sem que o técnico perdesse a habitual compostura. Só que as coisas são sempre o que são. E as previsões catastróficas que em determinado momento foram feitas, afinal, não se concretizaram. Muito pelo contrário.
Chegados aqui, com apenas um terço da época por disputar, o treinador do Benfica é aquele que em Portugal tem maior percentagem de jogos ganhos. Com Rui Vitória no banco, as águias já fizeram 35 partidas oficiais (entre Supertaça, Campeonato, Champions, Taça de Portugal e Taça CTT e conseguiram 25 vitórias, 2 empates e 8 derrotas. Ou seja. 71,4% dos jogos foram ganhos.
O Sporting não tem um registo muito diferente. Com Jorge Jesus, os leões já realizaram 38 desafios oficiais (Supertaça, playoff da Champions, Liga Europa, Campeonato, Taça de Portugal e Taça CTT), tendo alcançado o seguinte saldo: 26 vitórias, 5 empates e 7 derrotas. Ou seja, com mais 3 jogos, JJ tem mais um triunfo do que Rui Vitória. Conclusão: 68,4% de triunfos.
O FC Porto, que vai no terceiro treinador (Lopetegui, Rui Barros, José Peseiro), está distante dos rivais. Fez 37 jogos, a contar para cinco competições diferentes, e venceu 23. Saiu vitorioso, portanto, em 62,1% dos encontros.
A performance de Rui Vitória está ao nível daquilo que o Benfica vinha fazendo nos anos anteriores, e só por isso já merece ser destacada - independentemente de se apreciar muito ou pouco o seu ideário futebolístico e sem prejuízo de até poder vir a terminar a época sem qualquer título."

O anti-herói

"As bancadas vibram com os golos de Jonas, as fintas de Gaitán e o poder de Renato Sanches, mas há nesta recuperação do Benfica uma longa lista de anti-heróis que merecem um lugar na história desta temporada, seja ela qual for. Um deles é André Almeida, um jogador discreto e eficiente, seja em que posição for, seja em que missão for.
Frente ao Zenit, lá estava de novo André Almeida. Outra vez titular como lateral-direito, não se limitou a tapar um lugar que muitos acreditam que será de Nélson Semedo dentro de pouco tempo. Sofreu uma pancada na primeira parte e aguentou até ao fim, arrancando dois amarelos a Criscito, e com isso assumindo um papel de destaque na vitória por 1-0. Correu mais de 11 quilómetros nos 90 minutos nenhum outro jogador do Benfica chegou perto. Números de um jogador que se recusa a ser apenas mais um. Por paradoxal que possa parecer. é com jogadores assim que se fazem as revoluções. São eles o cimento que junta os craques, que permite a solidez e constância de uma equipa em alturas de indefinição. Com apenas 25 anos e cinco de clube, André Almeida teve sempre um papel importante em cada época. Nesta, com Rui Vitória, não foge à regra."

Benfiquismo (XX)

Em Coimbra, era assim que o Benfica era recebido...!!!

Redirectas XXXV - Estamos de Acordo RGS

Esta a imagem que todos nós queremos tornar a ver repetida. Um sonho de décadas. Rui Gomes da Silva no seu artigo desta semana propõe um ciclo de três anos para que esse objectivo possa ser uma realidade. Eu numa das minhas Redirectas passadas: a XXVII para ser mais preciso perguntei: "Quanto vale um título de campeão europeu?" e desafiei: "...façam do Glorioso de novo uma potência do futebol mundial temida por todos.". Corrija-me se estou enganado senhor Rui Gomes da Silva, mas um ciclo de três anos subentende que as nossas jóias da coroa devem permanecer nos quadros do clube pelo menos durante esses três anos. Eu seria mais ambicioso e diria cinco (daqui a cinco anos o Renato Sanches terá ainda somente 23 anos por exemplo) mas compreendo os três. Já é um muito bom início pois três anos em futebol é na realidade muito tempo. A nação Benfica unida em torno deste desígnio seria imparável. Mas novamente tenho de mencionar que uma cláusula de 80 milhões não garante nada visto que os montantes movimentados hoje em dia no mundo do futebol colocam esses valores como secundários. E num horizonte de três anos muito mais.
O novo pacote de direitos televisivos anunciado para a Premier League é obsceno: £5.136 mil milhões de libras por três anos só para as transmissões para o Reino Unido. Este valor representa €6.646 mil milhões de euros. Dá ou não o que pensar? Acham que 80 milhões de euros vão segurar o nosso Renato?


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

É bom estar no topo do futebol europeu

"No lançamento do Benfica-FC Porto fiquei logo preocupado com o teor das notícias que antecediam o jogo. Era o FC Porto que estava em crise e se apresentava na Luz muito fraco. Era o Benfica mais concretizador dos últimos 40 anos numa série de 11 vitórias. Percebi logo que não íamos ter coisa boa. Mesmo que se tenha que dizer que houve injustiça no resultado, não podemos esquecer os méritos de José Peseiro sempre que mexeu na equipa, e ao conseguir manter vivo um FC Porto quase moribundo. Peseiro é um bom treinador, e respeitar os méritos dos adversários também é fundamental para ter sucesso.
Há uma máxima do basquetebol que se aplica ao futebol: «Os grandes ataques ganham jogos, as grandes defesas ganham campeonatos.» De qualquer forma, uma realidade temos como certa: é bem melhor perder em casa com o FC Porto, e sair com três pontos de vantagem no campeonato, do que ganhar o jogo e sair com três pontos de atraso.
O Benfica que jogou contra o Zenit voltou a estar equilibrado e competente, embora reconheça ser muito difícil passar a eliminatória em São Petersburgo. Mas é bom estar no topo do futebol europeu a jogar a Liga dos Campeões, onde só estão os melhores. O nosso organismo de benfiquistas não está muito habituado a não torcer pela equipa de Javi García, Witsel, Garay, é até estranho ver o Jardel sozinho a segurar os três juntos para Jonas (o tal que não marca em grandes jogos) facturar mais uma vez. Dizer mal de Jonas não é uma opinião, é apenas uma prova de imbecilidade.
Amanhã será muito dura a prova de Paços de Ferreira, mas vencer na Mata Real é um passo obrigatório na luta pelo tricampeonato."

Sílvio Cervan, in A Bola

Champions League - Receitas

"O fosso criado entre os clubes da Europa rica e os clubes da Europa pobre. Quando as partes contratantes celebraram o Tratado da CEE em 1957, a ideia era existir um tratamento igualitário em termos de direitos, liberdades e garantias e também obviamente, em termos de obrigações.
No entanto, passados que são 59 anos, nada disto é a realidade.
A ambicionada livre circulação de capitais, é uma miragem! A ambicionada livre circulação de pessoas, é uma realidade, mas mais aplicável nos tempos de férias, do que propriamente na mudança efectiva de país de trabalho, com direito, aos mesmos direitos dos nacionais desse país.
A livre circulação de mercadorias é também uma realidade, mas somente porque as mesmas circulam dentro dos camiões e dos barcos. Basta ver as diferenças nas taxas do IVA, para se perceber como a coisa funciona em termos de Mercado.
Por isso, tudo isto é uma figura de estilo, em que os grandes dominam e os pequenos amoucham! Basta também comparar, os preços dos combustíveis actualmente em Espanha e Portugal, para se perceber como a realidade é uma "treta".
(...), a evolução das receitas de 2014/2015 a 2015/2016, comparando o aumento das mesmas com os valores recebidos pelo Barcelona e Juventus referentes à época de 2014/2015.
Cada ano que passa a "parada" aumenta exponencialmente. Não estamos a falar de um crescimento aritmético, mas de um crescimento geométrico, como aquele que Malthus predizia relativamente à população mundial.
(...), a evolução do valor total possível de receitas para quem for finalista.
É claro que toda esta alavancagem, acaba por trazer empresas e mais empresas, mas apenas aquelas que são as mais ricas.
A Alpari tem um "partners-ship" com o Zenit de São Petersburgo.
A Alpari é, uma grande empresa da área financeira, do que se denomina por Forex. O Forex é um mercado de câmbios, onde já muitos "experts" ganharam dinheiro e onde muitos "curiosos" perderam dinheiro.
Também faz publicidade nas camisolas do West Ham de Inglaterra.
Em 2013, foi noticiado que o jogador norueguês Erik Hagen, defesa do Zenit, pagava um valor aos árbitros para se arranjarem resultados. A aposta era vantajosa, pois o valor que era recebido pelos jogadores era superior aquele que pagavam aos árbitros.
A NCA, entidade competente para estas investigações, prendeu seis homens em Dezembro de 2013, que após serem libertados foram novamente detidos em Abril de 2014.
O que aconteceu depois, em termos concretos não se conhece em detalhe. Falou-se muito sobre investigações e mais investigações, mas ficou sem se saber se era verdade, ou apenas mais uma mentira. Seja como for, as contas de certos clubes não são muito transparentes, nem sequer tem divulgação pública, como em Portugal.
Diz-se tão mal de Portugal, mas a verdade é que em Portugal, sabe-se o que é verdade e também o que é mentira sabe-se como verdade.
Entretanto os milhões da Champions League abanam que nem árvores sob a pressão do vento."

Pragal Colaço, in O Benfica

Nada muda

"O avançado falha um golo cantado com a baliza aberta. O médio aparece em frente ao guarda-redes adversário e atira por cima. O defesa contrário, apavorado, corta com o pé que tem mais à mão e não faz autogolo por acaso. Umas atrás das outras, as oportunidades surgiram, criadas por uma equipa que não deixou de acreditar. Mas nada. Não houve forma de entrar mais do que apenas o primeiro golo da noite. E o SL Benfica acabou por não ganhar.
Ficámos furiosos com o desaire? Claro que sim, principalmente por ser contra quem foi: um rival directo, na mó de baixo e sem grandes esperanças no futuro. Mas aconteceu e não há mais nada que possamos fazer. Andávamos mal-habituados. Nos últimos jogos, as vitórias tinham sido robustas e às vezes bastavam quatro ou cinco oportunidades para marcar três ou quatro golos. Isso não aconteceu na sexta-feira passada e ressentimo-nos. Faltou eficácia.
E isso é caso para andar a chorar? Tenho a certeza que não. Já nos deram como "mortos e enterrados", fora das contas do título, perdidos e sem rumo - enganaram-se de todas as vezes e esta não será excepção. O Bicampeão está vivo e recomenda-se. Está na luta e continua a depender apenas de si para terminar a época como aquilo que é desde a sua fundação: o maior de Portugal. Deixem falar os sapos inchados que nunca chegarão a príncipes. Deixem vangloriar-se os primários que amam odiar os outros. No fim, ganha quem mais merece. Rumo ao Tri!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Maus resultados

"O fim-de-semana passado ficou marcado por duas derrotas marcadas pela desinspiração "encarnada" na finalização. Apesar de se tratar de Futebol e Basquetebol, em que não há qualquer semelhança, é possível resumir ambos os desaires a essa vertente fundamental. No caso do Futebol, a nossa equipa criou oportunidades de golo mais que suficientes para no mínimo, vencer a partida. O desperdício foi de tal forma gritante que não me recordo de um clássico em que tenhamos usufruído de tantas chances. Os erros defensivos e, desta vez, o insucesso das alterações empreendidas por Rui Vitória, diluir-se-iam num resultado favorável aos nossos interesses se a avalanche ofensiva conseguida tivesse produzido frutos. No Basquetebol. em que as acções e consequências são mais evidentes, o desacerto no lançamento exterior permitiu ao adversário fechar-se e, assim, dificultar as manobras ofensivas da nossa equipa. Grosso modo, a explicação da derrota passa por este item estatístico. 
Consequências? No Futebol, a conquista do Tricampeonato está, agora, mais complicada. No entanto, conseguindo nós manter o nível exibicional, é expectável que as vitórias nos continuem a sorrir, mantendo em aberto as nossas possibilidades na prova assim consigamos obter um bom resultado em Alvalade. No Basquetebol, foi quebrada a série de onze troféus consecutivos que se constituiu recorde nacional. Mantemos o favoritismo para a Taça de Portugal e o Campeonato Nacional e, sabendo-se que, no Benfica, perder é sempre péssimo, deseja-se que a derrota tenha o condão de nos alertar que só ao nosso melhor nível poderemos renovar os principais títulos da modalidade."

João Tomaz, in O Benfica

Sem explicação

"Quando uma determinada equipa ganha um jogo de Futebol, comentadores e analistas de pronto vêem o copo meio cheio, evidenciando virtudes, e procurando encontrar nelas a razão da vitória. Quando essa mesma equipa perde, lá têm de olhar para o copo meio vazio, e procurar defeitos a partir dos quais explicar a derrota. É essa a forma de fazer corresponder - muitas vezes com artifício - cada resultado, às vicissitudes técnicas, tácticas e físicas que envolvem as partidas. De colorir uma retórica que vai muito para além da única evidência que o Futebol regista: o número de bolas que entra nas balizas. Toda essa verborreia omite, porém, um dado essencial: estamos, antes de mais, perante um jogo, cujos resultados incorporam uma larga componente aleatória.
É verdade que as equipas jogam bem ou mal, que passam por momentos de forma melhores ou piores, que têm pontos fortes e pontos fracos. As que jogam melhor e são mais fortes, ganham mais vezes. O que não é justo é cantar loas a quem alcança uma dúzia de vitórias consecutivas, e depois, ao primeiro revés, colocar tudo em causa, como se, por magia, de um dia para outro, os atributos se transformassem em inépcias.
Um bom exemplo disto foi o Clássico da passada semana, no qual o Benfica construiu oito (!!) ocasiões clamorosas de golo, sendo todavia derrotado por um adversário tão insípido quanto afortunado - que teve no seu guarda-redes o homem do jogo.
Mais prosa, menos prosa, mais teoria, menos teoria, o Futebol é mesmo assim. Nem sempre é justo, nem sempre se explica. É esse um dos seus encantos. É também por isso que nos apaixona."

Luís Fialho, in O Benfica

Mais tempo para evoluir

"É indesmentível que a entrada de Renato Sanches no onze principal do Benfica revolucionou o futebol da equipa, soltando as amarras e o vazio de ideias que o miolo do terreno encarnado vinha a denunciar na fase inicial da temporada. Um miúdo de 18 anos foi a solução encontrada por Rui Vitória, já depois de ter tirado Nélson Semedo e Gonçalo Guedes da cartola. E o jovem tem impressionado pela forma como preenche o meio-campo e exibe maturidade.
É uma das revelações do campeonato e trouxe outra dinâmica ao futebol dos encarnados, pela forma aguerrida com que pressiona e recupera bolas, mas também pela facilidade que mostra no transporte, visão de jogo, qualidade de passe e o remate fácil, que já lhe valeu 2 golos de belo efeito. Rapidamente se habituou ao futebol dos 'graúdos' e as suas qualidades indiciam que podemos estar na presença de um futuro grande jogador. No entanto, há que o deixar desenvolver e deixá-lo ultrapassar as naturais etapas de crescimento, que passam muito por ter mais jogos nas pernas, vitais para a sua afirmação. Os rótulos precoces de prodígio, comparações com grandes estrelas mundiais e os acenos de transferências não contribuem e criam um peso adicional nas costas do jogador sem haver necessidade.
O tempo será o melhor conselheiro. Habituado a jogar numa liga portuguesa, em que o Benfica defronta uma maioria de adversários com blocos defensivos muito baixos, serão as partidas de maior exigência e dificuldade que nos darão uma maior certeza sobre o potencial de evolução do jogador. Sem o brilhantismo de outras partidas, as exibições com FC Porto e Zenit foram positivas e confirmam que à medida que for acumulando jogos de elevado nível, poderá completar a sua aprendizagem.
A robustez física e bom toque de bola de Renato Sanches permitem-lhe combinar técnica e agressividade, sentindo-se confortável nos momentos defensivo e ofensivo. Tem por isso capacidade e atributos para desempenhar várias funções no corredor central, característica que tranquiliza qualquer treinador.
O jogador dá também nas vistas pela elevada confiança dentro de campo. É importante que não deixe que a fama e o estrelato o desconcentrem e que continue a saber lidar com a pressão e responsabilidade de jogar num grande do futebol português. Nesse aspecto, o papel do treinador e dos companheiros, assim como dos dirigentes, é essencial, no sentido de proteger o jogador e orientá-lo para o seu crescimento.
Com pouco mais de 20 jogos pela equipa principal do Benfica. sucedem-se as notícias que dão como certa a sua saída no final da temporada. Seria importante que estes talentos projectados pelos clubes nacionais. aos quais se podem juntar nomes como Rúben Neves ou Gelson Martins, entre outros, pudessem permanecer mais tempo nas equipas que os projectaram. Seria benéfico para os clubes, que manteriam jogadores de qualidade da sua formação, e para os jogadores, que poderiam assim crescer num quadro mais benéfico para a evolução das suas carreiras. Por vezes, uma saída precoce não é a melhor solução para se conseguir uma carreira consolidada.
Nota - Com a Rússia cada vez mais próxima de Portugal no ranking da UEFA, os pontos conquistados pelas equipas nacionais nas competições europeias são preciosos no sentido de continuarmos a ter 3 vagas (duas directas e uma indirecta) na Liga dos Campeões. O duelo entre Benfica e Zenit ganha assim um interesse adicional e na Liga Europa há que tentar somar vitórias na próxima semana."

António Oliveira, in Record

O incómodo de Jorge Jesus

"Confirmaram-se as dificuldades antevistas para Sporting e FC Porto perante a qualidade reconhecida de Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund, emergindo o SC Braga como salvador da Pátria nesta primeira mão dos dezasseis-avos de final da Liga Europa. Embora só o peru morra de véspera, parecem difíceis os apuramentos de leões e dragões para a fase seguinte da competição, enquanto que os minhotos deverão continuar a solidificar o prestígio na UEFA.
Mas houve diferenças de abordagem, aos jogos contra os germânicos, de Jesus e Peseiro que importa salientar. O treinador do FC Porto viu-se obrigado a minimizar danos com as limitações em que vivia e apresentou a equipa possível. Já o técnico leonino preferiu colocar todos os ovos no cesto do campeonato nacional, aceitando correr o risco de não enfrentar a dor de cabeça que é o Bayer munido de todas as aspirinas da sua farmácia.
Da noite de ontem resultou ainda visível o incómodo de Jorge Jesus perante a forma como os adeptos do Sporting reagiram a alguns jogadores, nomeadamente a Teo Gutiérrez. Pela primeira vez nesta temporada, o treinador dos leões deixou um aviso solene, lembrando que só será possível chegar aos títulos se houver uma comunhão perfeita entre equipa e público. E foi mais longe, deixando no ar a ideia de que não estaria disponível para projetos que não assentassem sobre essas premissas.
PS - Até ao dia 5 de Março, data do Sporting-Benfica, é provável que a temperatura fora das quatro linhas vá aumentando. E, nesse contexto, o atraso na decisão do processo a Slimani é um atentado ao futebol. Imperdoável."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfiquismo (XIX)

Alemanha/Portugal... amigos para sempre: Gerd Muller e Eusébio!
Dois dos maiores goleadores de todos os tempos... Botas de Ouro: 1972 e 1973

Redirectas XXXIV - No Onze da Champions

Estava eu ontem a falar de dois senhores jogadores do nosso Benfica. E eis que aí estão eles no onze da champions. Parece que existe mais gente com olhos. Começo a acreditar que sim. Cada vez mais fico à espera do anúncio da renovação do Renato Sanches. Aumento de ordenado e correspondente aumento da cláusula para um valor acima dos 150 milhões de euros. 150 milhões e um para mim já está bom. Vamos a isso senhor presidente?