Últimas indefectivações

sábado, 19 de outubro de 2013

Vitória na Catalunha...

Vendrell 3 - 5 Benfica

Grande vitória, que começou a ser construída na baliza, com o nosso grande reforço Trabal em grande. Também ajudou a eficácia nos LD, algo que tantas vezes nos escapa!!! O resultado até podia ter sido mais expressivo não fosse a tradicional arbitragem caseira... mesmo assim, no final os Catalães fartaram-se de protestar, se calhar acharam o beneficio curto!!!
Estamos no intervalo da competição - Taça Continental (Supertaça Europeia) -, mas na Luz temos todas as condições para confirmar a nosso superioridade. Exige-se uma boa casa... 

Este foi o primeiro jogo oficial da época, após uma pré-época atribulada, com os Mundiais - seniores, e sub-20 - a atrapalharem a vida ao nosso novo treinador. A recente derrota com o Paços de Arcos deixou-me preocupado, admito. Apesar de defender à muito a integração de jovens da formação na equipa principal, a decisão de não contratar nenhum substituto directo para o lugar do Luís Viana, é perigosa. Hoje, com uma equipa espanhola, que jogou o jogo pelo jogo, não se notou a falta de um matador - a eficácia nas bolas paradas ajudou a esquecer o Viana... -, mas nos jogos 'apertados' do nosso Campeonato, contra os 'autocarros' e 'habilidades' que estamos habituados a defrontar, podemos vir a sentir saudades do Zorro... é um risco.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sofrido, desnecessariamente...

Benfica 5 - 3 Vila Verde

O jogo menos conseguido desta época, valeu pela vitória, mas contra o último classificado esperava-se mais... é verdade que o Vila Verde fez provavelmente o seu melhor jogo, mas entrar a perder por 0-2, não é aceitável, denota desconcentração.
Além dos 3 pontos, a outra nota positiva da partida, foi o regresso do Gonçalo Alves. Fazia falta, ainda por cima agora, com a lesão do Ricardo Fernandes.

O descrédito

"O número de espectadores por jogo, nos jogos das competições futebolísticas nacionais, é escandalosamente baixo. Os espectadores estão a deixar de ir ao futebol e os motivos são vários: desde a crise profunda em que estamos mergulhados até ao descrédito completo em que caiu o futebol português. As pessoas que gostam de futebol recusam-se a pagar e a fazer sacrifícios para assistir a farsas. Sobram os que pagam o bilhete levados pela paixão clubística. Os erros de arbitragem grosseiros e sistemáticos já não se conseguem travestir de qualquer inocência. Assumiu-se, vencidos pelo cansaço e pela boçal impunidade, que a corrupção no futebol português é uma espécie de fenómeno atmosférico com o qual temos de conviver. Habituamo-nos, resignamo-nos, encolhemos os ombros e deixamos de acreditar que aquele jogo não está viciado. Logo, deixamos de ir ao estádio.
Que não se duvide de que esta é uma (talvez mesmo a maior) das causas para o número confrangedor de espectadores que temos nos estádios portugueses. Os dirigentes dos clubes sabem que assim é e os dirigentes dos órgãos de gestão do futebol português também o sabem. Lemos, ouvimos e vemos declarações de circunstância, outras de pompa, umas quantas de ocasião e uns recados disfarçados de ironia mais ou menos fina oriundos de vários dirigentes de clubes, mas nada, absolutamente nada que sirva realmente para alterar esta triste realidade. Por parte de quem dirige a Liga ouve-se o eco do silêncio. Por parte de quem dirige a Federação ouvem-se umas banalidades perfeitamente inconsequentes e, pontualmente, um desabafo sobre aquilo que realmente o preocupa nos dias que correm: o papel da Benfica TV como entrave à sua cruzada de centralizar (controlar) os direitos de transmissão televisiva.
Esvaziam-se os estádios, mas preenche-se o ego dos verbos de encher que dirigem os órgãos de gestão do futebol luso."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Engenho e laboratório

"O interregno da Liga não pode secundarizar o Benfica. A Comunicação Social vive de Benfica, vende Benfica. A bola não corre? Correm notícias, comentários, previsões, cenários. Corre sempre Benfica numa corrida desigual. Ganha o Benfica? Ganham, seguramente, os jornais, as rádios, as televisões.
Com o balneário reduzido à expressão mínima, tantos são os jogadores envolvidos nas respectivas selecções nacionais, importa acautelar assunto vermelho, que a família consumidora é numerosa e condiciona tiragens e audiências como nenhuma outra na nossa congregação desportiva. Que tema? Que temas? o convite é à inventiva, às vezes também à invenção.
Há dias, cinco jovens da equipa B faziam a manchete de uma prestigiada publicação. Falava-se de talento e de retoma. De rejuvenescimento e de renova. Aos futebolistas em causa eram atribuídos predicados susceptíveis de os conduzirem, a breve trecho, à equipa principal. A pesquisa encerrava alguma precipitação? Verdade. A pesquisa encerrava alguma motivação? Verdade também.
Sem embargo do objectivo do texto, avaliado em termos conjunturais, verdade ainda que permitiu, involuntariamente ou não, destacar o excelente trabalho que o Benfica tem desenvolvido no sector da Formação. Na actualidade, raro é o combinado nacional cujo contingente não tenha uma acentuada matriz benfiquista, por norma maioritária em relação aos emblemas rivais.
Conclusão? Há um Benfica-bebé, há um Benfica-adolescente, há mais Benficas, Benficas com muito engenho e distinto laboratório, que só podem carrear um Benfica de maior qualidade e com maiores soluções, técnicas e afectivas, no futuro imediato."

João Malheiro, in O Benfica

Encomendas

"1. Há as encomendas - de entrevistas, de faixas de Campeão, de árbitros amigalhaços para fazerem os fretes do costume, e há as comendas das ditas encomendas. O presidente da Major República de Gondomar aplicou ao presidente do Porto uma comenda de bem comer ou uma bebenda de bem beber, para o caso pouco importa. Foi bonito. Primeiro porque os personagens se merecem amplamente um ao outro; depois porque foi na comarca de Gondomar que o presidente do Porto se tornou no «Campeão Nacional dos arguidos do Futebol português». O único título, ao que sei, que recusa generosamente e pelo qual, também generosamente, resolveu chamar-me a tribunal.
2. E é através dos tribunais, geralmente situados a Oeste de Pecos, que me vou apercebendo da refinadíssima sensibilidade do presidente do Porto. Aborrecido, amachucado, angustiado (segundo testemunhas suas) por uma frase vaga de um artigo meu, que referia haver gente que continua a meter medo nas redacções dos jornais, seguro de que era o alvo único de tão arrasadora pilhéria, avançou de novo para o colo dos juízos à procura de conforto. Acho que ainda vou ter de afirmar na barra que, na verdade, ele não mete é medo a ninguém.
3. Fico a saber - sim, porque não faço tenções de lá pôr os pés - que o museu do Porto, que já foi inaugurado mas estranhamente ainda não abriu, tem um carro pendurado num dos tectos. A imagem trouxe-me à lembrança uma velha viagem de finalistas a Torremolinos. Havia uma discoteca, chamada Piper's, que tinha uma moto pendurada sobre a pista de dança. Para a canalha com pouco mais de 16 anos era um sucesso. Depois crescemos e a ideia que fica é que é simplesmente parolo. Muito parolo!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Ganhar a Taça é obrigatório

"Para Eurípedes, poeta grego que tão bem descrevia o desassossego da alma humana, «a coragem era a prudência». Também para mim este deve ser o espírito da abordagem do Benfica de Jorge Jesus ao jogo da Taça de Portugal em Cinfães.
Ganhar a Taça de Portugal é um objectivo que deixou de ser prioritário e passou a obrigatório desde que saímos do Jamor no último ano. Ganhar no Jamor não acontece há 10 anos. Perdemos duas finais contra os Vitórias de Setúbal e de Guimarães de forma inacreditável e todos sabemos que se o FC Porto teve o seu Torriense e o seu Atlético nós conhecemos bem demais o Varzim e o Gondomar.
Não quero mais que haja Taça, quero é ganhar a Taça.
Quando o treinador do Cinfães diz que no subconsciente dos jogadores está o eliminar o Benfica, diz aquilo que todos sabem. Espero que no consciente dos jogadores do Benfica esteja o perigo de ser eliminado pelo Cinfães. Só haverá uma vitória fácil se o Benfica assumir o jogo como difícil. O jogo contra o Cinfães é mais importante do que o jogo contra o Olympiakos.
Se na Taça de Portugal apenas se aceita como positivo vencê-la, já na Liga dos Campeões a obrigação esgota-se numa prova europeia de prestígio. Assim descrito é fácil verque por mim haveria um 11, no sábado, de garantia total para a eliminatória.
Portugal, com a sua pior Selecção dos últimos 40 anos, não pode exigir a Paulo Bento que faça aquilo que outras bem melhores não fizeram, Cristiano Ronaldo, João Moutinho e pouco mais terão um nível internacional incontestado. O play-off é a nossa realidade e chegar ao Brasil seria um feito a agradecer ao navegador Paulo Bento. Não é fácil, nunca foi, o achamento do Brasil e mesmo há 500 anos foi conseguido com sorte, a fazer fé na história. Venha a Islândia se é possível escolher."

Sílvio Cervan, in A Bola

Formação

"1. A semana foi da Selecção Nacional e, embora haja quem se alegre com as suas falhas pois não goste do seleccionador (primeiro Scolari, agora Paulo Bento...), todos temos que fazer força para que ela consiga atingir a Fase Final do Mundial. Foi justamente festejada a estreia internacional de André Almeida, produto da nossa 'fábrica' do Seixal. É certo que têm sido raros os jogadores ali produzidos a chegar à nossa equipa principal e à Selecção. Mas há que recordar que aquele Centro tem apenas sete anos, que se começou do zero e que um jogador não se faz de um momento para o outro. Há mais jovens a dar nas vistas (fala-se agora muito bem em Ivan Cavaleiro), mas há que saber aguardar a melhor altura para o seu lançamento. Também gostaria de ver a primeira equipa com muitos portugueses (sou do tempo em que eram todos!...), mas a realidade obriga-me a não ter muitas ilusões e, neste aspecto, estou menos confiante que o nosso presidente: dificilmente os portugueses deixarão de ser uma minoria na equipa principal, embora seja desejável que neles se aposte cada vez mais.
2. Parece que foi um grande feito: o FC Porto apresentou lucro nas contas da sua SAD. Depois de um saldo negativo de quase 36 milhões de euros no ano anterior, teve agora 20 milhões de saldo positivo. Mas só em vendas de jogadores (Hulk, Álvaro Pereira, João Moutinho, James), receberam 76 milhões. A juntar a isso, o clube teve um ano positivo em termos de receitas da UEFA: mais de 20 milhões. Pois, mesmo assim, o passivo do clube apenas decresceu pouco mais de 3 milhões de euros. Mais: excluindo as receitas com a venda de jogadores, o FC Porto teve um saldo negativo de 18 milhões de euros de resultados operacionais, enquanto o Benfica teve no mesmo período (2012/13) um saldo positivo de 7 milhões. E as receitas de bilheteira do FC Porto caíram quase 40 por cento.
A situação financeira do Benfica não é brilhante mas a do FC Porto, que não teve de pagar centro de estágio e foi altamente ajudado (e de forma até pouco clara...) na construção do seu estádio, também não é brilhante. Apesar destes 'fogachos'...
3. Valentim Loureiro vai deixar a presidência da Câmara de Gondomar e homenageou... Pinto da Costa. Estava ali reunido, em pleno, o Apito Dourado."

Arons de Carvalho, in O Benfica   

Orgulho Benfiquista

"Um estudo da agência Euromericas Sport Mark coloca o Benfica como terceiro clube mundial com mais sócios (outras notícias davam o segundo lugar). No entanto, os números contabilizados pela agência - 198 mil sócios - pecam por defeito. O Benfica corrigiu de imediato, esclarecendo que tem actualmente um pouco mais que 232 mil sócios, o que lhe dá o primeiro lugar, à frente do Barcelona (223 mil sócios), Bayern (217 mil) e Manchester United (189 mil).

MODALIDADES
É certamente motivo de grande orgulho para todos os benfiquistas o prémio atribuído pela Associação dos Jornalistas de Desporto/CNID à equipa de Hóquei em Patins do Benfica como Equipa do Ano. O prémio consagra não só o Campeão Europeu de Hóquei em Patins - título conquistado numa final com outra equipa portuguesa, na casa do adversário, com árbitros internacionais - mas também presta homenagem a uma modalidade de pavilhão que assim disputa um título com o mediatismo todo-poderoso do Futebol. O capitão, Valter Neves, recebeu o troféu e tinha a Nação benfiquista consigo.

O REI
Uma essencial e abissal diferença entre Eusébio e Cristiano Ronaldo é que o Pantera Negra nunca viveu obcecado com a pretensão de ser o maior, o melhor, o Rei do Futebol. É também por essa humildade que Eusébio foi e continua a ser o Rei. Mas a principal razão reside no facto de Eusébio ter sido melhor e ter mais currículo que qualquer outro futebolista português, por muitos golos que tal futebolista tenha marcado ao Azerbeijão. Poderá argumentar-se que, no seu tempo, Eusébio não tinha um Messi a disputar-lhe  trono. Pois não, tinha um Pelé."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Manifestamente pouco

"Também há benfiquistas desagradados com Paulo Bento. Por causa do Josué. Jogador que cospe num adversário numa semana não pode ser recompensado com a titularidade na Selecção

DEVE ser mesmo muito difícil. Que tarefa hercúlea para Paulo Bento. A tarefa de moralizar os jogadores da selecção para o duplo confronto que vem aí ainda não se sabe contra quem, sentindo-se ele próprio, impossível não se sentir, tão desmoralizado com o que tem ouvido dizer sobre si nos últimos tempos.
Por exemplo, mal Rui Patrício falhou aquele pontapé que deu origem ao golo do empate de Israel, à beira do fim do jogo em Alvalade, desatou logo o presidente do FC Porto que estava longe, em Toronto, a desancar no homem com quem está zangado desde que Paulo Bento veio à baila com a história das «postas de pescada».
Não foi assim há tanto tempo. Provavelmente, as relações entre os dois já não seriam as melhores, desconheço. Adiante.
A verdade é que o segundo de infelicidade de Rui Patrício fez a felicidade de alguma gente. Especialmente, atrevo-me a dizer sem generalizar, entre portistas, sempre solidários com o seu presidente como manda o protocolo, e entre sportinguistas para quem Paulo Bento é sinónimo de quatro segundos lugares consecutivos em quatro Ligas, o que foi considerado manifestamente pouco.
Paulo Bento tem dado argumentos aos seus anti. É o responsável por uma equipa nacional muito bem pontuada em todos os rankings da especialidade e que não conseguiu ganhar nenhum dos dois jogos que fez com Israel na caminhada para o Brasil. Perdeu um e empatou outro. Também é manifestamente pouco, convenhamos.
- Posso jurar que Paulo Bento nunca será treinador do FC Porto! – gritou lá de Toronto, aguçado pelo infortúnio da selecção, o presidente do, precisamente, FC Porto.
- Ah, valente! – respondeu o séquito.
Mas, atenção, também há entre os benfiquistas, mais uma vez sem generalizar, muita gente desagradada com o seleccionador nacional pelas opções que tomou nesta fase final de definição do nosso grupo de qualificação para o Mundial.
E porquê? Ora. por causa do Josué. Pois, para os puristas que estão a par de tudo através dos jornais e da televisão, um jogador que cospe num adversário numa semana não pode, jamais, ser recompensado na semana seguinte com a titularidade na selecção nacional.
- Isto numa Inglaterra nunca acontecia! – dizem em bom português.
E, por esta razão, acusam Paulo Bento de estar a lavar a imagem de um jogador de um clube rival.
É muito difícil contentar esta gente toda.
No que diz respeito à sopa, já lá vamos.

É verdade que a nossa selecção não está a jogar grande coisa. Mas também não está a jogar assim tão mal que leve a França, nossa possível adversária do play-off de acesso ao Mundial de 2014, a desejar calhar connosco no sorteio da próxima segunda-feira. São, portanto, infundados os patrióticos receios de Cristiano Ronaldo. No fim do jogo com Israel, o madeirense de ouro expressou em voz alta o que lhe ia na alma. Não quer jogar com a França porque «pode haver outros interesses». Poder, pode.
Embarcando alegremente na teoria da conspiração, também se pode concluir que aos franceses interessa muito mais jogar com a Islândia, ou mesmo com a Roménia, do que com os portugueses, seus tradicionais fregueses, é verdade, mas sempre capazes, por serem portugueses, de surpreenderem o mundo com uma qualquer originalidade.
Confiemos no sorteio e no Platini, esse grande malandro. A França não vai jogar com Portugal porque não quer. Podermos todos ficar descansados. Os «interesses» deles são iguais aos nossos.
Se, no entanto, sair um França-Portugal, ou vice-versa, lave-se imediatamente a honra do presidente francês da UEFA. Será a prova de que não houve bolas quentes nem bolas frias no sorteio dos play-offs. Ou isso ou a nossa cotação está mesmo muito por baixo.

A Bósnia qualificou-se directamente para o Mundial. Foi a nossa adversária por duas vezes, nos play-offs para o Mundial da África do Sul, em 2010, e para o Europeu da Polónia-Ucrânia, ou vice-versa, em 2012. O crescimento da Bósnia como selecção pertinente parece sustentado. Nos últimos três torneios de qualificação em que participou ficou por duas vezes em segundo lugar e por uma vez em primeiro lugar, esta, a mais recente.
Tal como a Bósnia exibe um padrão de crescimento, é de desejar que o padrão da selecção portuguesa não seja o diametralmente oposto. Depois de uma série de qualificações directas consecutivas, dois play´-offs e… e… e o que for soará.

OS sócios do Olhanense não aceitam ir ver os jogos da sua equipa em casa ao Estádio do Algarve, esse mono em terra de ninguém, uma das inutilidades saídas do erário público para alimentar o festim de construção do Euro 2004. Perdoem-me o moralismo.
Olhão é uma cidade especial, múltipla, orgulhosa, cheia de raça e de História. Olhão é tudo menos banal. Filhos de quem são, os sócios do Olhanense optaram por uma muito expressiva iniciativa de protesto contra a marcação do jogo com o Arouca, o próximo compromisso dos algarvios, no tal estádio que pouco serviu para o Euro’2004 e que, depois disso, para quase nada serviu ou serve.
Leio na edição de sábado deste jornal que, à hora do Olhanense-Arouca «duas mil pessoas ficarão no Estádio José Arcanjo a ouvir o relato do jogo que se disputa no Estádio do Algarve» à beira da A22, trata-se de uma autoestrada.
O Estádio José Arcanjo é a casa do Olhanense em Olhão, desde 1984, é o digno sucessor do mítico Estádio Padinha e é, naturalmente, o lugar onde os olhanenses se sentem bem e em casa. Alguém de bom senso lhes poderá levar a mal recusarem-se a uma deslocação forçada com o mesquinho intuito de pintalgar de seres vivos as quase virgens bancadas, em plástico japonês, do mono?
Claro que não. Desejo o maior sucesso ao protesto dos olhanenses.

DEPREENDE-SE de uma notícia da edição de A BOLA de segunda-feira que o Gaitán está amuado porque ambicionava a camisola 10 de Aimar. Para desconsolo seu, a dita camisola foi parar ao cacifo do sérvio Djuricic. É este o teor da notícia, resumidamente, como se exige a todos os teores.
Nico Gaitán é, porventura, um dos jogadores mais talentosos actualmente ao serviço do Benfica. Mas, sinceramente, não vejo diferença alguma, no capítulo da qualidade e da entrega ao jogo, entre o Gaitán pré-camisola-10-para-Djuricic e o Gaitán pós-camisola-10-para-Djuricic. Diria até que é exactamente a mesma coisa.
É uma pena, um pecado, que um jogador como Gaitán, jogando ou não na posição que prefere, nos tenha habituado a olhá-lo com a complacência com que se olha para um jogador sazonal. Ou seja, para aquele tipo de jogador que em cada estação do ano assina uma maravilhosa exibição. É pouco. É pena.

NÃO me importa se a sopa estava a ferver, ou morna, ou fria. Não me importa se o basquetebolista Marçal do Maia Basket é o mesmo basquetebolista Marçal do FC Porto que tanto se enervou quando o Benfica foi ganhar o campeonato da modalidade na casa do Dragão. Já passou, já lá vai.
O que se passou no restaurante Terceiro Anel, para além do pecado do desperdício, foi mau. Mau para o Benfica que, alheio ao incidente como ninguém duvida, vê o seu bom nome envolvido numa cena a todos os títulos lamentável.
Pela parte que me toca, e eu não estava lá, peço desculpa ao basquetebolista Marçal. Faço-o com toda a franqueza. Não sou nem mais nem menos benfiquista do que os discóbolos da sopa. Sou apenas pelo Benfica e pela civilização. As duas coisas ao mesmo tempo, de preferência."

Leonor Pinhão, in A Bola

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Maximus !!!

Sucesso no futebol

"O futebol é o desporto que, em teoria, menos deveria conduzir ao sucesso. Ao contrário de outras modalidades, joga-se com os pés e não com as mãos. Ora os ditos pés são, creio, a parte mais tosca para o homem se exprimir. Quase todos os outros desportos precisam das mãos - parte do corpo bem mais artística e habilidosa - para se jogar. No futebol, a mão é até pecaminosa.
Certo é que a primeira medida do sucesso no futebol é ter bons pés. Se possível, ser destro e canhoto. Bons pés significam força, direcção, capacidade de finta para , em futebolês, o chuto ter conta, peso e medida com o discernimento de se poder para jogar com o pé que se tem mais à mão, como dizia o saudoso Alves dos Santos.
Curiosamente, no guarda-redes o que é essencial é ter boas tenazes, embora o pé seja uma das medidas dos seus erros.
Passando ao lado das pernas e músculos (determinantes para a velocidade, salto e capacidade de reacção), chegamos à cabeça. E se por cabeça pensamos nas cabeçadas, tivemo-las ao longo do tempo, para todos os gostos. Até cabeças em forma de quilha podem ser um decisivo factor de sucesso porque provocam o efeito bilhar (o caso de Vata, embora ironicamente mais recordado pela mão).
Porém, se por cabeça pensarmos no juízo, as coisas mudam de perspectiva. Um bom jogador deve ter os pés bem assentes no chão. No duplo sentido. Maradona por ser baixo tinha um centro de gravidade tal que raramente caia, mas o juízo (ou falta dele) tem-lhe sido adverso.
Curioso é verificar que, no mundo do futebol, há quem tenha sucesso construindo, mas também o há quem lá chegue, destruindo. Daí a cotação aumentada das chamados trincos."

Bagão Félix, in A Bola

Vencer e convencer

Benfica 29 - 23 ABC

Mais um jogo convincente do Benfica. Depois do início de época tremido, parece que o Benfica está a acertar o passo... os erros na gestão das substituições que existiram nos primeiros jogos, deixaram de existir, é verdade que os adversários são um pouco mais fáceis, mas parece-me que os responsáveis aprenderam com os erros...
Excelente primeira parte, chegámos ao intervalo com 6 golos de vantagem. O ABC reagiu, aproximou-se - e tendo em conta a habitual irregularidade desta equipa fiquei preocupado, admito... -, com alguma culpa nossa, chegou a 2 golos de distância, mas na parte final o Benfica voltou a distanciar-se.
O ABC recentemente venceu o Sporting, e perdeu por um golo com os Corruptos, hoje em ataque planeado o Benfica defendeu muito bem (9 golos sofridos), mais de metade dos golos do ABC foram em contra-ataque (12), muito por culpa do Humberto Gomes (um dos melhores guarda-redes portugueses)...
Uma nota final, para mais uma excelente exibição do Álamo, que por ser tão 'normal', já nem é notícia, mas é sempre bom lembrar!!!
Agora vamos ter uma série de jogos para o Campeonato, com os adversários supostamente mais fáceis, não podemos facilitar...

PS: Continuo sem perceber os critérios que estes senhores apitadeiros - supostamente os melhores do País!!! -, tanto nos livres de 7 metros, como nas exclusões!!!

Derby com vitória do Benfica !!!

Pois é, até no Surf !!! Hoje, o 'nosso' Jordy Smith, venceu em Peniche, sem apelo nem agravo, o Frederico Morais (creio que o seu Clube é mesmo o Sporting... assim como o seu pai...!!!). Foi na 3.ª ronda... amanhã de manhã, na 4.ª ronda com o Josh Kerr e o Nat Young, o Jordy tem tudo para seguir directamente para para os Quartos-de-final... 
Força Jordy, com o mar nestas condições 'anormais' para os Supertubos, tem tudo para levar o Caneco!!!


PS: Espero que a piada seja entendida, como uma piada!!! Neste momento existem vários jovens surfistas portugueses com condições de entrarem no World Tour (Vasco Ribeiro, Francisco Alves, Nico Van Rupp, José Ferreira...), mas por acaso até acho que o Frederico Morais é aquele que psicologicamente (espírito competitivo) tem mais hipóteses, de 'substituir' o também 'nosso' (Benfiquista) Tiago Pires na alta roda do Surf...!!! Não estou a antecipar a 'reforma' do Tiago, mas com a lesão deste ano, as probabilidades do Tiago receber o Injury Wild Card são baixas, e não sei se o Tiago tem motivação para voltar ao WQS e tentar novamente a qualificação, era bom que assim fosse...!!!

ADENDA: Afinal o Kikas (Frederico Morais) apesar da descendência, demonstrou um extremo bom gosto, e contrariou a corrente familiar, juntando-se à família Benfiquista!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"A Vingança do Craque Saloio"


"Fernando assis Pacheco foi uma das maiores figuras do Jornalismo português. Apaixonado pelo Futebol, era fácil encontrá-lo na Tapadinha nos velhos domingos à tarde. Uma sua entrevista a Toni ficou para a história.

FERNANDO ASSIS PACHECO foi, para mim, não apenas um amigo: foi um mestre! Fez o favor de me ensinar uma ou duas coisas sobre jornalismo, fez-nos a todos o favor de deixar escritas algumas das páginas mais brilhantes da Imprensa portuguesa.
Era insuspeito de ser do Benfica: era da Académica e do Atlético.
Mas algumas das suas entrevistas a jogadores do Benfica tornaram-se inesquecíveis. Hoje vou recordar uma, feita a Toni, no desaparecido «O Jornal».
De Toni, Assis Pacheco escreveu o que se segue: «Ele era um rapazinho provinciano quando a Académica o foi desencantar, ainda júnior, e misturava a habilidade com a ingenuidade. Chamaram-lhe, por isso, craque saloio, alcunha que torneou ao enveredar pelo profissionalismo de alta competição. Hoje, quase um quarto de século depois, Toni prepara como treinador a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde o seu Benfica tem um osso holandês (PSV Eindhoven) para roer no próximo dia 25. Ganhe ou perca, o bairradino pede aos deuses dos estádios que seja com a máxima dignidade. Mas lá no fundo está ansioso pela grande e quente lágrima de júbilo».
Estávamos em 1988, já se vê. Assis Pacheco e Toni, frente a frente, num mano a mano de palavras, de perguntas e de respostas. Duas almas seguras às quais dediquei a amizade. É preciso recordar momentos como estes. E com a licença dos meus sempre pacientes movimentos brilhantes desse bailado no qual a entrevista de tornou. Se me permitem...

Palavra a Assis Pacheco; e a Toni
« (...)
P.- Uma vez, era você rapaz, o Mário Wilson chamou-lhe craque saloio. Lembra-se?
R.- Sim. Isso tem a ver com Coimbra, com o rapazinho que chega de Mogofores, despretensioso, vindo de uma aldeia, e que encontra a sua primeira barreira - uma pequena cidade. Há lá jogadores que já tinham o cu mais calejado do que o de um macaco, com uma vivência coimbrã muito grande. Veja o que era um menininho recém-chegado no meio de homens com grande traquejo e naquele ambiente de gozo ao caloiro. Não foi só o Capitão (Mário Wilson), foram outros. Estou a lembrar-me do Maló, que ficava chateado e realmente chamava-me craque saloio porque levava com os cortes e então eu ia lá buscá-las dentro da rede. É que eu continuava a chutar no fim dos treinos e dava-lhe uma em curva e ele ficava assim um bocado...
(...)
P.- O Toni teve o azar impagável de ser titular do Benfica num período de malogros europeus. Que pensa hoje disso? Passou ao lado de uma grande carreira?
R.- Passei eu e passaram mais uma série deles, e jogadores de grande craveira. Nessa altura houve duas ou três equipas que marcaram época no futebol europeu. Foi o caso primeiro do Ajax, no tempo do Cruyff, do Neeskens, do Rep, do Kaizer, do Suurbier, do Krol, do Muhren. É quase como uma boa colheita de vinho. Esse Ajax de 1972 para mim era um Solar das Francesas '63 ou um Frei João Garrafeira Particular '64. A seguir vêm o Bayern e o Leverpool. Os três juntos dominam as taças europeias na década de 70. Nessa década o Benfica ganhou aí uns oito campeonatos, mas sempre que apanhávamos um Liverpool já se sabia. Eu fui eliminado pelo Liverpool algumas três vezes. E duas pelo Bayern, e mais duas pelo Ajax.
(...)
P.- Voltemos ao Futebol: há de facto arbitragens tendenciosas?
R.- Há árbitros bons e árbitros maus. Aí é que podem ir buscar-se as arbitragens tendenciosas.
P.- Um exemplo?
R.- Bem, num Olympiakos-Benfica, em Atenas, aqui há uns anos, apanhei um árbitro jugoslavo que fez tudo para nos prejudicar. Por acaso perdemos só por 1-0»
A final da Taça dos Campeões estava ali, à porto. E era tema de conversa...
«P.- Qual vai ser a táctica para Stuttgart? Olhe que o holandês é capaz de receber O Jornal...
R.- O tema está tão estafado. Só há uma bola; quando eles tiverem a bola, defendemo-nos; quando a bola fôr nossa, temos de atacar. Agora saber como é que vamos defender ou atacar, assenta em princípios de jogo que os jogadores já assimilaram.
P.- Se o Benfica perder, Toni?
R.- Se perder com dignidade, como eu disse mais atrás, tudo bem. Mas voltarmos às vitórias morais, não. Eu sinto é que algo foi feito sem ter de se viver daquilo que tinha sido feito».
Era este o princípio do futuro para Toni. Numa entrevista grande em que falou de Eriksson, do futebol de África e da América, da sua candidatura pelo PS à Assembleia Municipal de Lisboa, e do Benfica, do Benfica e mais Benfica. Vale a pena relê-la: está em livro, «Os Retratos Falados» das Edições ASA."

Afonso de Melo, in O Benfica

PS: Parabéns ao Toni... vai com um dia de atraso, mas ontem inesperadamente, problemas técnicos impediram-me de escrever este post!!! Aquele tipo de problemas, que quase a provocaram uma saída repentina do Portátil pela janela do 2.º andar, só para testar a aerodinâmica !! Mas no último segundo, quando já preparava o lançamento, o 'gajo' amedrontou-se, e começou a trabalhar!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Manipular o jogo

"Parece que em Espanha estão atentos ao fenómeno. Javier Tebas, presidente da Liga Profissional, afirmou nesta semana que os resultados de vários jogos são “manipulados” nas competições principais e que a “manipulação” tem de ser identificada, investigada e afastados os responsáveis.
Se assim não se erradicar, Tebas defende que o futebol se transformará num “faroeste”, onde “não há leis nem controlo”. Ou seja, num mundo à parte, com regras próprias, com consciências de ilicitude singulares, ou meramente residuais, e impunidade generalizada, com medalhas para os mais diligentes e espertos e, se apanhados, logo refugiados no dogma da “perseguição”; um mundo em que são “punidos” – por fugirem aos “costumes” adoptados e proliferados sem censura – aqueles que não alinham nos esquemas, que são insensíveis ou imunes às influenciações, que não se permutam em autores e receptores de transferências e associações de interesses. Tebas, eleito em 2013 e logo protagonista deste discurso, não vai fazer com certeza muitos amigos com esta convicção, como também ninguém conquistaria muitas empatias se tal fosse avançado cá no burgo.
Na verdade, medra entre nós algo de estranho sobre a matéria da “manipulação”, avivada (?!) ainda há pouco tempo com a mais recente alegação e suspeita de “compra para facilitar” de jogadores em 2011 ter tido arquivamento na justiça desportiva e ainda se desenvolver na justiça criminal. Existirão ou não actos generalizados de aliciamento de atletas e de treinadores das equipas adversárias e de árbitros para adulterar os resultados dos jogos? Proliferam ou não as influências e as ameaças sobre dirigentes, com o fim de se obter a alteração de procedimentos e os critérios de nomeações? Promovem-se ou não temores (reverenciais e outros) para falsear, deturpar ou omitir os relatos dos boletins oficiais dos jogos? Utilizam-se ou não os “empréstimos” de jogadores para deturpar o rigor ético dos jogos? Constituem-se ou não “testas-de-ferro” para garantir a actuação encoberta dos verdadeiros agentes da corrupção, da coacção e das práticas comissionistas? A tudo isto se referirá Tebas para o futebol espanhol e, para afirmar o que afirmou, algo deve saber sobre o que se estará a investigar no vizinho ibérico. Por cá, empurra-se para o futuro e logra-se, como objectivo último, a reconstituição dos sobreviventes. E o aparecimento dos “novos” que nasceram para ser como os “velhos”.
PS – Estes últimos dias foram desastrosos para os méritos da profissionalização dos árbitros de futebol; um compêndio de tudo aquilo que não deve ser feito cresceu na informação e contra-informação. Seguem-se os próximos capítulos."

domingo, 13 de outubro de 2013

Ganhar em inferioridade numérica... também é possível no Voleibol !!!

Benfica 3 - 1 Guimarães
25-22, 25-21, 21-15, 25-23

Hoje, entrámos bem no jogo... com a ausência do Flávio, desta a vez a aposta foi logo na solução mais segura, com o Gaspar na Zona 4, e o Ché a Oposto. Vencemos os dois primeiros Set's, jogando bastante melhor que o adversário, os parciais não foram mais desnivelados porque os apitadeiros 'equilibraram'!!!
Entrámos mal no 3.º Set, e os continuados 'empurrões' ao Vitória, não permitiram a reviravolta.
Era muito importante, conquistar os 3 pontos (uma vitória por 3-2, só dá 2 pontos), com a substituição do Tavares pelo Perini a equipa melhorou - o Miguel estava a jogar bem, mas com tantas decisões 'trocadas' pelos apitadeiros, o jogo estava tenso, precisávamos de mais experiência... -, mesmo assim, o 4.º Set só foi decidido na ponta final... e tivemos que pontuar duas vezes no Match Point (porque no primeiro os apitadeiros deram o ponto ao Vitória!!! Por obra e graça do Espírito Santo!!!)... é inacreditável, como jogo após jogo, em qualquer modalidade, temos que vencer, contra tudo e contra todos!!!
Nas dezenas de erros descarados de analise dos árbitros - cerca de 2 dezenas (20) -, só me pareceu que o erro foi em beneficio do Benfica, por 2 vezes!!! Com 20 e tal erros, durante um jogo com 4 Set's, até podíamos concluir que foi só incompetência, mas como em 95% das vezes o erro, foi sempre contra a equipa visitada, não me parece que tenha sido só incompetência...!!! Muita calma, muita contenção, muita paciência foi preciso para os jogadores e treinadores do Benfica não reagirem com mais veemência... ainda por cima com os beneficiados, na grandíssima parte dos casos, a protestarem... com o treinador adversário em dialogo constante com os árbitros, quando por lei, não pode.

PS1: Os caloteiros - azeiteiros, corruptos... - voltaram a perder, se tudo correr bem, vão lutar pela permanência... não merecem mais.
PS2: Parabéns ao Bruno Pais, que hoje se sagrou pela 7.ª vez, Campeão Nacional de Triatlo.

PS3: Parabéns aos nossos miúdos, que ontem se sagraram Campeões do Mundo de Hóquei Patins na categoria de sub-20, na Colômbia. Diogo Neves (2 golos na Final), Diogo Alves, Guilherme Silva, Diogo Rodrigues, Alexandre Marques são Campeões do Mundo. Num Mundial que fica marcado por uma carta de um dos responsáveis máximos pela modalidade a nível Mundial, pedindo às Selecções mais fortes, para não golearem as Selecções mais fracas!!!

Vitória na marginal !!!

Cascais 2 - 7 Benfica

Boa vitória, num jogo onde esperava mais dificuldades. Marcámos primeiro, e até deu para gerir a vantagem na 2.ª parte, baixando o ritmo de jogo... mesmo com o já tradicional golo sofrido após falta não assinalada, sobre um jogador nosso!!!
Espero que a lesão do Ricardo Fernandes não seja grave.

PS: Já é recorrente, mas mais uma vez, tivemos que ouvir 2 orgasmos em directo, na RTP, pelo narrador de serviço, em cada golo do Cascais... O Benfica não é mesmo deste País !!!

sábado, 12 de outubro de 2013

Vitória Europeia...

Benfica 34 - 19 Haukar

Vitória indiscutível na 2.ª Ronda da Taça EHF, depois de termos ficado isentos na 1.ª. Havia algum desconhecimento sobre o valor do adversário, que veio de um País pequeno, com grande tradição na modalidade.... com grande parte dos Internacionais a jogar nos principais campeonatos europeus, era mais ou menos previsível o favoritismo do Benfica... mas muito sinceramente, não esperava uma vitória por 15 golos. Facilitando assim a viagem à Islândia...
Recordo que o grande objectivo do Benfica, nesta competição é passar a 3.ª Ronda, e ter acesso à Fase de Grupos, algo que o ano passado falhámos por muito pouco, depois da eliminação pelo Nantes, uma das equipas mais fortes em competição... com um bocadinho mais de sorte no Sorteio, tudo é possível!!!
PS1: O comunicado do Carlos Carneiro a meio da semana, passou um pouco despercebido. O Benfica e os Benfiquistas têm que estar muito atentos ao cozinhado que se está a preparar na FPA...!!!


PS2: Tenho que dar os Parabéns à nossa equipa feminina de Hóquei em Patins, que hoje começou a época oficial, com o triunfo na Supertaça, derrotando a Sanjoanense por 4-3 (Inês Vieira, Rute Lopes(2), Marta Vieira). Um bom presságio, para esta nova época, depois do enorme sucesso na época de estreia...

Marcar posição !!!

Sp. Espinho 1 - 3 Benfica
25-20, 17-25, 15-25, 14-25

Vitória muito importante. Com o Sp. Espinho impedido de inscrever jogadores estrangeiros, devido a dividas acumuladas, era muito importante não dar abébias!!! Devido às questões de rivalidade directa, mas também para contribuir para o afastamento do Sp. Espinho dos primeiros lugares, porque se eles neste momento não podem inscrever jogadores estrangeiros, nunca se sabe o que vai acontecer mais para a frente, e com o absurdo calendário competitivo que temos, mais vale prevenir...
O jogo não foi transmitido em nenhuma televisão, portanto não é fácil fazer uma analise ao jogo, mas pelas informações publicadas, depois de uma má entrada no jogo, o Benfica melhorou com substituição do jovem João Oliveira - a jogar devido à lesão do Flávio - pelo Ché.... provavelmente o Gaspar foi para a Zona 4 e o Ché para Oposto, tal como no jogo da Final (o 4.º jogo da Final) do ano passado!!!
Amanhã temos mais um jogo, desta vez na Luz, com o Guimarães. Equipa que se reforçou bem...

Muito mau...

Sampaense 85 - 79 Benfica
21-10, 16-18, 24-25, 24-26

Displicência inaceitável. Foi assim que o Benfica entrou neste jogo, pensado que ele já estava ganho antes de começar.
E depois, sem jogo ofensivo colectivo - algo que não é novo -, mesmo com alguma vontade, já não fomos a tempo. E se a eficácia no lançamento, pode ser atribuída a alguma sorte ou azar, a falta de agressividade nos ressaltos, é muito mais esclarecedora... E o resultado ao intervalo não foi pior porque o Jobey Thomas é realmente um grande atirador... Agora se a estratégia ofensiva do Benfica para esta época, for apostar tudo nos lançamentos longos, então vamos perder vários jogos!!! O Weaver tem mostrado pouco, mas também se a bola não chegar em condições aos nossos Postes, não é fácil marcar pontos!!!
Eu sei que os maus hábitos são contagiantes, mas se o Mário Fernandes veio para o Benfica, para chegar ao ataque, aproveitar um bloqueio, e lançar de 3 pontos (1/7), sem olhar para mais ninguém, é preferível jogar o Carreira, pois o Diogo pelo menos penetra... e costuma fazer algumas assistências.

No início da 2.ª parte parecia que a atitude se tinha alterado totalmente, recuperámos, passámos mesmo para a frente, mas a lesão do Gentry - que teve muito tempo para ser levado de maca para fora do Pavilhão -, voltou a arrefecer o jogo do Benfica, e voltámos a dar uma vantagem proibida ao adversário. Mesmo assim, nos últimos minutos, com o Carlos Andrade inspirado nos Triplos, conseguimos empatar... mas a falta de cabeça fria, e o Luís Lopes - apitador conhecido dos Benfiquistas... -, 'fechou' o jogo contra o Benfica!!!

Desconheço a extensão da lesão do Gentry, mas independentemente disso, é vital a recuperação do Doliboa - o Seth normalmente não facilita -, para ver se mete juízo na cabecinha desta gente...
O ano passado perdemos o Taça de Portugal, vencemos todas as outras competições, este ano com esta eliminação prematura no Troféu António Pratas, gastámos todo o crédito dos desaires, logo na primeira competição... espero, não ter que escrever mais post's deste tipo esta época.