Últimas indefectivações

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

TPC para entregar na quarta-feira

"Terá sido bem mais doloroso para o corpo técnico do Sporting o visionamento do jogo de domingo do que seguramente para o homólogo do Benfica. Em contagem decrescente para o segundo take do derby no intervalo de quatro dias, essa análise detalhada será mais um instrumento de correcção de defeitos próprios do que a construção de um roadbook para tirar partido das fragilidades do adversário. E o raciocínio aplica-se aos dois. Porque mesmo quando se ganha com uma superioridade tão vincada, há ilações a tirar.
No bloco de apontamentos de Marcel Keizer haverá um par de tópicos assinalados a vermelho por estes dias. Comecemos pelas perdas de bola. Confrangedor talvez seja um adjectivo brando para rotular o que aconteceu em Alvalade nesse capítulo. Os números (22 perdas para o Sporting contra 12 do Benfica) não ilustram na totalidade o caudal de más decisões tomadas logo na primeira fase de construção, que não só não permitiram à equipa ligar sectores, como reduziram o espaço que o rival tinha de percorrer para alcançar a baliza de Renan.
A forte reacção do Benfica à perda não pode explicar tudo, a começar pelos gestos deficientes na saída como os que se viram a Jefferson, Wendel ou Gudelj. E a incapacidade de a equipa avançar em apoio tornou totalmente inconsequente (e inadequado) o posicionamento dos extremos, sempre abertos e muito altos na esperança de poderem surpreender o adversário em transição ofensiva. É verdade que o Sporting precisava (mais do que nesta quarta-feira, até) de correr riscos, sim, mas sem descurar os equilíbrios que só se alcançam com trabalho de laboratório.
Mesmo sem conseguirem construir com a qualidade que se exige, os “leões” estavam obrigados a dar outra resposta em organização defensiva, mas o que mostraram foi uma total ausência de controlo. Muito por culpa do entrosamento deficiente de um quarteto defensivo que não pode escudar-se nas mudanças forçadas (e foram logo três) para justificar comportamentos tão pobres. Desde a (incorrecta) colocação dos apoios dos centrais à (enorme) distância entre Coates e André Pinto, passando por um total desacerto na definição da última linha (Bruno Gaspar e André Pinto foram pródigos em colocar Seferovic ou João Félix em jogo), o desempenho sectorial foi um sobressalto permanente. E o preço a pagar foi elevado.
Foi como se Marcel Keizer tivesse recebido uma repreensão do professor na sala de aulas e fosse obrigado a um regime de trabalhos para casa (TPC) redobrados neste arranque de semana. Entre a vertigem ofensiva do início do mandato do holandês e a toada bem mais especulativa e inibidora que se viu na final a quatro da Taça da Liga, urge encontrar um ponto de equilíbrio, uma ponderação adequada de factores. Tal e qual um pneu, que deve ser gerido com a quantidade exacta de ar, sob pena de atrasar o andamento (pressão a menos) ou de ameaçar rebentar (pressão a mais). A esse respeito, o livro de especificações do treinador do Sporting precisa de sérias emendas.
Não é o único, porém. Entre os imensos indicadores positivos que o Benfica derramou sobre o rival, há riscos e lacunas a minimizar. As mais óbvias residem no corredor central do meio-campo, onde os dividendos decorrentes do aumento do nível de intensidade e dos metros que a equipa conquista aos adversários são muitas vezes comprometidos por falhas técnicas. Porque mais expostos (e essencialmente porque habitam numa zona-chave do terreno), Samaris e Gabriel terão forçosamente de reduzir os erros na execução (a recepção do grego no lance do primeiro golo do Sporting, por exemplo) para evitarem que a equipa se parta e seja obrigada a reposicionar-se rapidamente, num contexto de maior desordem. Assim como o trabalho de cobertura do espaço que sobeja nas costas de Grimaldo quando o Benfica avança para a organização ofensiva deve ser mais rigoroso para matar a sede de profundidade do rival.
Mais do que dores de crescimento, são riscos que Bruno Lage está disposto a correr para poder abafar o rival no seu meio-campo defensivo. E isso percebe-se até olhando para o modelo de jogo que o Benfica perfilha na formação, baseado numa construção apoiada logo a partir do guarda-redes, com o intuito de, mesmo sob pressão, sair a jogar de forma limpa desde trás. Os custos deste ideário ficaram bem patentes, por exemplo, no golo que o Benfica B sofreu diante do Mafra no passado sábado, na sequência de um erro crasso de Zlobin; os benefícios, esses, são visíveis na frequência com que a equipa chega com critério a zonas de definição (no derby de domingo, todos os 14 remates dos “encarnados” foram feitos dentro da área do Sporting).
Em comum, os dois rivais têm o selo de work in progress, porque nem Keizer, nem Lage gozaram ainda de tempo suficiente para consolidar alguns comportamentos. Mas não é essa também a condição permanente de uma equipa de futebol, um projecto eternamente inacabado?"

Um Varandas sem graça

"A mais sábia resposta que Luís Filipe Vieira poderia ter dado a Varandas foi não dar resposta alguma. Ignorou-o, pura e simplesmente

Frederico Varandas quis armar-se em engraçado através de uma estratégia de comunicação desajustada e até imprópria nos termos utilizados, mas acabou por não ter graça alguma, nem sequer imaginação, na medida em que se limitou a fazer eco de ideias que o presidente portista debitara, pelos mesmos dias, na revista do seu clube. Simples coincidência, por certo, embora não seja de hoje, nem de ontem, esta estranha subserviência que Alvalade tem revelado em relação ao rival nortenho em matéria de política concertada para provocar ruído no bem estar no inimigo comum, que é o Benfica.
Por motivos que me escapam, resolveu, ou alguém lhe sugeriu que o fizesse, turvar o ambiente em vésperas de dois dérbis, dirigindo um ataque sem nexo à figura do seu homólogo benfiquista em termos e modos que bem se dispensavam e que não dignificaram quem os subscreveu. Terá sido uma questão de estilo. Talvez, ou de falta dele.
Esta campanha de propaganda foi pensada para encontrar retorno na Comunicação Social, mas tudo começou a correr mal desde o primeiro lançamento, na quinta-feira, em que a mensagem Frederico Varandas ataca Vieira apenas serviu para incomodar os verdadeiros adeptos, mais preocupados com a exibição apagada da equipa em Setúbal e consequente perda de dois pontos para os restantes candidatos ao título do que propriamente com os tiques de egocentrismo de quem ainda há pouco chegou ao teatro de operações na qualidade de mais alta figura da hierarquia leonina.

A mais sábia resposta que Luís Filipe Vieira poderia ter dado a Varandas foi não dar resposta alguma. Ignorou-o, pura e simplesmente. Não se deu ao trabalho de reagir a linguagem deselegante, nem se deu ao cuidado de despender o seu precioso tempo a alimentar conversa com quem prefere usar a palavra mais para agredir e ofender e menos para dialogar.
Vieira é de outra estirpe, na verdade. Travou batalhas imensas para salvar a águia das cinzas, pôs em marcha um projecto ambicioso e de notável dimensão, preparou a instituição encarnada para os desafios do futuro e apresenta obra feita, grandiosa e apreciada.
Varandas, pelos vistos, gosta mais de prometer, e a propósito dos 100 dias da sua presidência, uma semana antes do Natal do ano passado, esgotou-se em autoelogios, em traçar cenários e em dizer coisas tão fantásticas como José Peseiro não ser o treinador de que o leão precisava, porque, afirmo ele, os adeptos acreditam que «o Sporting de Marcel Keizer pode ombrear com os rivais e ser campeão».

O presidente leonino sentiu-se muito indignado com a reacção de Vieira sobre o desempenho de Fábio Veríssimo enquanto videoárbitro no jogo da meia final da Taça da Liga, frente ao FC Porto. O assunto não lhe dizia respeito, mas fica sempre bem defender os amigos, e foi o que fez, ao colocar-se ao lado de Pinto da Costa, com quem parece sentir-se confortável no selecto recato das tribunas de honra.
Vieira não disse nem mais nem menos do que o presidente portista sobre Artur Soares Dias, vítima de encontro provocado por determinado grupo de adeptos com as mais venturosas intenções e que, por acaso, além de ser o melhor árbitro português da actualidade, foi classificado com nota elevada neste último dérbi de Alvalade. E o que afirmou então PC?
«O senhor Artur Soares Dias não tem condições para arbitrar. Se é honesto, não pode apitar e não tem competência para isso. Não se podem dar estes jogos a árbitros que não têm condições psicológicos para estes momentos. Artur Soares Dias não pode arbitrar mais jogos do FC Porto».
É claro que Varandas, que tanto se afadigou em desancar Vieira, não se atreveria a idêntico procedimento em relação ao bom companheiro PC, mas, se calhar, convém escolher melhor as companhias e informar-se sobre os terrenos que pisa. É que quando despediu Peseiro, o Sporting estava a dois pontos do líder da classificação, agora... está a onze, a oito do segundo e a sete do terceiro.

Nota final - Bruno Fernandes, além de excelente praticante, é inteligente e pensa pela sua cabeça. Por isso foi certeiro nas declarações após o dérbi de anteontem: «O Sporting tem de começar a fazer as suas próprias contas e não as das outras equipas. Temo feito as contas àquilo que os outros podem fazer e temo-nos esquecido de fazer as nossas contas».
Para bom entendedor... Trata-se de um recado pertinente, dirigido a quem se preocupa mais com as discussões na casa do vizinho em vez de cuidar, antes, dos seus próprios problemas."

Fernando Guerra, in A Bola

Benfiquismo (MLXXXVII)

Força...!!!

Foi um Félix que lhes deu

"Mesmo para um adepto moderadamente optimista, surpreende a extensão das mudanças na equipa do Benfica. Se, por um lado, as melhorias servem para provar a sucessão de equívocos tácticos e de abordagem aos jogos que o Benfica vinha acumulando, por outro, demonstram que treinar bem e escolher os melhores é meio caminho andado para o sucesso. O que Bruno Lage fez em quatro semanas prova que a equipa estava tão mal que, até, pequenas mudanças teriam de produzir grande impacto. As recuperações anímicas e físicas são, quase sempre, muito mais consequência do que causa da melhoria da qualidade de jogo.
Em Alvalade viu-se o que já não se via há muito num clássico: um Benfica personalizado, a sair a jogar desde trás, a privilegiar o corredor central e com variações na forma como atacava. Acabaram, finalmente, as bolas batidas na frente, assim como os cruzamentos desmiolados. Talvez mais importante, a equipa pressiona com critério. Aliás, foi na forma como defendeu no campo todo, recuperando a bola e saindo quase sempre em superioridade numérica, que esteve a chave para a vitória convincente frente ao Sporting.
Sem pré-temporada e praticamente sem tempo para treinar, o 4x4x2 que Lage implementou já revela dinâmicas e movimentações que prometem. Mas não é possível separar o sistema das características e qualidades individuais dos jogadores.
Com Pizzi na ala, a equipa ganha equilíbrio; com Gabriel a 8, a circulação de bola melhora muito e João Félix tem sido o jóquer que é sempre necessário nestes momentos. Mas esta ideia de jogo e este sistema dependem de jogadores com características específicas, que não existem no plantel: Jardel e Rúben já saem a jogar com mais frequência, mas falta um central com melhor definição no passe vertical; com Fejsa com muitas limitações físicas, é preciso um 6 capaz de jogar com segurança, na primeira linha, muitas vezes de costas para o jogo (é esse o perfil de Florentino, e a forma como a equipa B joga está, a prazo, a prepará-lo para a tarefa). Acima de tudo, com Pizzi na ala e a aparecer muitas vezes em posições interiores (é o que torna possível o meio-campo a dois), o lateral-direito tem de jogar mais por fora e ter um perfil ofensivo. Não esquecer que o melhor Pizzi foi o que jogou na ala com Nélson Semedo,
Mas o Benfica de Lage não seria possível sem o talento de João Félix. Ele é o suplemento criativo de que a equipa necessitava. Agora que perdeu a inibição típica de quem acabou de chegar ao futebol sénior, revela o que já se antevia na formação: irrepreensível nos espaços curtos, capaz de acelerar o jogo com verticalidade e letal frente à baliza. Acima de tudo, tem a imprevisibilidade na leitura de jogo ao alcance de apenas meia dúzia em cada geração. Foi a partir dos seus movimentos que se construiu a exibição memorável do Benfica em Alvalade."

A formação, o treinador, o futuro

"No final do jogo de Alvalade, que o Benfica venceu com uma superioridade indiscutível, Luís Filipe Vieira falou aos jornalistas para pedir aos benfiquistas que acreditem no Seixal como o futuro do futebol do clube. Acredito que não seja difícil o consenso. O Seixal será, certamente, o futuro do Benfica, como Alcochete será o futuro do Sporting, o Olival será o futuro do FC Porto e a formação de jogadores será, obviamente, o futuro de todos os clubes que quiserem, mesmo, ter futuro no futebol em Portugal. Mas importa não confundir as coisas. A formação é o pilar central de uma estrutura, o eixo essencial de uma politica, a linha fulcral de uma estratégia. Porém, o futuro de um clube de dimensão internacional, sobretudo no caso português, não se esgota na formação, mesmo que seja de excepcional qualidade. Exige mais, é muito mais complexo, abrange áreas diversas e uma enorme capacidade de juntar e coordenar competências.
Figura central será, sempre, o treinador. Aqui, há que ter alguma paciência, dar tempo ao tempo, para se poder avaliar, devidamente, Bruno Lage. Importante é dar-lhe as melhores condições para evoluir. Potencialmente, parece ser um caso muito interessante e, sobretudo, muito prometedor, mas não é bom pensar que se trata de um jovem que já nasceu ensinado, ou de um génio precoce, que já não tem nada para aprender. A pouco e pouco, degrau a degrau, o que não elimina o quase dever de ser profissionalmente ambicioso, Lage é ainda jovem em processo de crescimento, que precisa mais de uma estrutura que o acompanhe e proteja do que propriamente de uma corte que o enalteça."

Vítor Serpa, in A Bola

Pelo Benfica...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

E a Liberdade vinha a caminho

"Poucos jogos entre Sporting e Benfica terão sido tão intensos, tão marcantes, tão históricos como o de 31 de Março de 1974: 3-5 para os encarnados em Alvalade. A festa verde murchou. Não tardaria a surgir outra festa, espalhada a cravos.

'Liberdade que estais no céu'. Começava assim um poema do Torga, o Poeta da Montanha. A Liberdade vinha a caminho. Liberdade com maiúsculas.
E, os leões estavam presos.
Certamente um dos mais vibrantes Sporting - Benfica da história do futebol Alvalade, 31 de Março de 1974.
Os adeptos iam em romaria vestidos de verde-e-branco, cachecóis ao pescoço, bandeiras, gaitas e gatinhas, aquelas buzinas de ar que costumavam troar nas tardes dos grandes jogos. Ah! Não esquecer as almofadas...
Uma vitória do Sporting garantiria o título de campeão.
E o Sporting seria campeão. Mas não ai. Depois. Não aí, frente ao Benfica, revoltado, insubmisso, inquieto.
Havia um orgulho magoado no peito das águias. E um jogo acima de todos os outros: aquele!
Não havia Eusébio. Nem Jaime Graça. Nem Artur Jorge.
Havia os outros por eles. Ninguém dobrava a cerviz na jaula do leão. Como Hércules em Nemeia.
Cabrita poupara o Pantera Negra. Os joelhos cediam a olhos vistos. Mas não poupara nas palavras. Não se eximira ao grito. Não falhara na hora de enviar para o relvado um grupo de feras feridas.
O sonho iria continuar vivo. Era ténue. Mas era sonho.
Mais de 60 mil pessoas encheram o estádio. O presidente do conselho também lá estava: Marcelo Caetano. Seria ovacionado 24 dias antes de se ver enfiado às escondidas numa chaimite e de ser expulso do país no cúmulo do opróbrio.

Uma onda vermelha engoliu Alvalade
Damas mostrava-se nervoso. Imaginem só. Damas, o impassível Damas, meu querido amigo Charuto, nervoso? Ele que nunca levantava a voz e não era de brusquidões.
Ia dando um frango inicial. Manaca estava nas suas costas, protegeu-o e protegeu a baliza.
Yazalde, na resposta, fez 1-0 para o Sporting.
Uma explosão alacre de verde!
O vulcão fervia de optimismo.
Durou pouco: Humberto Coelho surge na grande área do adversário, solto, implacável: 1-1.
A batalha estava no auge.
De um lado e do outro, olhares atentos, músculos tensos, nervos esticados como cordas de violino.
Wagner e Marinho são presas fáceis de Vítor Martins e Toni.
Os movimentos desequilibram-se. Nené, com a cabeça, marca o segundo golo encarnado.
Uma nuvem negra vai pairando sobre a alegria verde.
Afinal, há quadro anos que o Benfica não perde em Alvalade. O Destino costuma cumprir as ordens desses deuses ditos menores que ordenam o movimento dos planetas. Jordão pela esquerda, cometa negro com raio de luz: Nené entende a intenção do companheiro, um toque apenas - 1-3.
E agora?
O Sporting estonteado. A sua defesa desnorteada.
Humberto e Marinho disputam uma bola. Raul Nazaré assinala penalty. Será? Não será? A doutrina divide-se da central até ao peão. Pouco importa a doutrina para Yazalde. Os leões voltam a rugir.
José Henriques aleija-se. Entra Bento.
Nené abre as asas e voa sobre Carlos Pereira. Voa de voar mesmo. Não se admirem. As águias fazem-no a toda a hora. Jordão também voa. Em direcção ao lugar onde tinha encontro combinado com a bola e com o golo.
Murcha o entusiasmo verde.
O leão preso no labirinto da sua própria confusão e a Liberdade ali à beirinha de entrar pelos portões enferrujados do país triste.
Vítor Martins faz 2-5.
Ninguém levanta a voz contra uma superioridade tão evidente, tão nítida, tão límpida como os olhos da Michelle Pfeiffer.
Mais um penalty contra o Benfica. Dé fecha o resultado.
Quem esteve lá nunca mais esquecerá.
Lisboa quase, quase em Abril.
'Liberdade que estais em mim
Santificado seja o vosso nome'."

Afonso de Melo, in O Benfica

O Verão em que todos quiseram Francisco Ferreira

"Benfica, FC Porto e Sporting disputaram Francisco Ferreira semanas antes do início da época 1938/39

Francisco Ferreira fez a sua formação no FC Porto e estreou-se na equipa de honra dos portistas com apenas 17 anos. O médio tinha as características dos jogadores de eleição da sua posição: força física, resistência e excelente posicionamento. A estas virtudes juntava ainda um enorme espírito competitivo, 'em qualquer jogo o seu entusiasmo era sempre o mesmo, o seu desejo de vitória mantinha-se inalterável'. Na segunda temporada, tornou-se peça-chave da equipa 'azul e branca'.
Apesar do estatuto alcançado, Francisco Ferreira continuava sem receber qualquer tipo de remuneração do FC Porto e resolveu então abordar um dirigente dos 'azuis e brancos'. 'Hesitante, esforçando-se por encontrar as palavras que melhor exprimissem o seu desejo, fez ver que não queria o futebol como vida, mas sim, e apenas, como uma ajuda para melhorar a sua situação'. Mesmo sabendo que havia jogadores a receber quantias elevadas, somente 'se atreveu a pedir 300$00 mensais'. A reacção do dirigente foi inesperada. Exaltado, respondeu: 'o senhor ou assina a ficha ou põe-se na rua'. O médio ficou desolado!
Ao saber dessa situação, os dirigentes do Benfica entraram em contacto com o jogador e, quatro dias depois, já estava na capital. Ao corrente dos desenvolvimentos, o FC Porto tentou reaver o médio. Ofereceram-lhe emprego e davam 'imediatamente 25 contos'. A proposta era tentadora, mas Francisco Ferreira era um homem de palavra e recusou a oferta.
Poucos dias depois, um novo interessado: o Sporting. Conhecedor das suas qualidades, o interesse partiu do treinador leonino, Joseph Szabo, que tentou persuadir o jogador de todas as formas. Prometeram uma boa remuneração e 'puseram-lhe a camisola verde-branca na frente, «para ver como lhe ficava bem». Mas Chico tinha o Benfica na alma e tinha alma para o Benfica'. Estava destinado a jogar de 'encarnado'.
A 18 de Setembro de 1938, Francisco Ferreira iniciou uma carreira de 14 anos de 'águia ao peito', vencendo 4 Campeonatos Nacionais, 6 Taças de Portugal e 1 Campeonato de Lisboa. A sua liderança e carácter fizeram com que fosse simultaneamente capitão de equipa do Benfica e da Selecção Nacional.
Saiba mais sobre este fabuloso jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Objectivo: Jamor

"Um dos objectivos do Benfica para a temporada 2018/19 começa amanhã a decidir-se no Estádio da Luz. A Taça de Portugal é um sonho que se renova a cada ano, porque a vontade de estar no Jamor é sempre a mesma. Todos queremos lá estar: adeptos, treinadores, jogadores, dirigentes. Todos!
Trata-se da prova-rainha do futebol português, a segunda competição mais importante do calendário nacional, onde o Benfica tem altas responsabilidades, até por ser o clube que mais vezes conquistou o troféu: 26.
O adversário de amanhã é o rival que defrontámos há apenas dois dias. O maior erro de todos, porém, seria pensar que os jogos, os resultados e as exibições se podem repetir. O Benfica tem perfeita consciência das dificuldades que vai encontrar nesta 1.ª mão da meia-final. É fundamental o apoio dos nossos adeptos para que, juntos, possamos dar um passo importante rumo ao Jamor.
Em tempo de dérbis, uma palavra de reconhecimento para a fantástica prestação da equipa de voleibol do Benfica, que ontem bateu o seu eterno rival, o Sporting, por concludentes 3-0, no pavilhão da Luz, assumindo assim a liderança isolada do campeonato.
Há imagens que todos vimos, em mais uma excelente transmissão da BTV, e que valem mais do que mil palavras: o abraço entre os capitães Nuno Pinheiro (Benfica) e Miguel Maia (Sporting) foi um grande momento. São estes gestos que devem ser exaltados. Grande jogo, com pavilhão cheio, muito fair-play e a prova de que, no desporto de alta competição, há sempre espaço para a paixão e o respeito.

PS: Sucessivos apedrejamentos a camionetas com adeptos do Benfica, provocando ferimentos graves. A invasão da Loja do Benfica no Mar Shopping, em Matosinhos. A invasão do centro de treinos de árbitros, na Maia. As ameaças e coação sobre árbitros e suas famílias. Este histórico recente conheceu ontem mais um momento degradante com novas ameaças do líder dos Super Dragões. O silêncio, a inacção e a tentativa grotesca de desvalorizar o episódio só alimentam a impunidade de quem se gaba de estar acima da lei. A partir de ontem, a face do crime organizado ficou ainda mais visível."

Chama Imensa... Voando sobre o lamaçal !!!

Não há um adepto, seja de que clube for, que não se declare apaixonado pelo talento de um dos génios mundiais nascidos em 1999: João Félix

"Sem golos, João Félix continuará a ser o melhor avançado do campeonato, e continuará a ser a melhor companhia para Bernardo e Ronaldo na frente de ataque nacional; com golos arranhará na luta pelo troféu de melhor jogador do mundo

Já pensaram no que será de João Félix quando os golos e as assistências deixarem de aparecer de forma tão regular? É que, hoje, por aparecer de forma frequente nos momentos de decisão, João Félix é unânime como poucos miúdos que foram lançados no futebol nacional nos últimos anos.
Não há um adepto, seja de que clube for, que não se declare apaixonado pelo talento de um dos génios mundiais nascidos em 1999. Entre os nomes que já apareceram há Puig, Havertz, de Ligt, Guendouzi, Brahim Diaz, Barco, Chakvetadze. Dos não tão credenciados temos Rafael Leão, Saku Ylatupa, Boubacar Kamara, Donyell Malen. E por que não Diogo Leite, Jota, ou Florentino?
Mas quando se fala de unanimidade, ao nível mundial, há um craque na Catalunha, um craque em Leverkusen, um craque em Amsterdão, um craque em Londres e João Félix a aparecer em Lisboa. 
Mas, como Portugal é o país onde o rendimento se opõe ao potencial, tenho dúvidas que, caso fique por cá ou indo para fora, o estatuto se mantenha quando o número de golos e assistências não for tão constante quanto o de hoje. Por cá, quando um miúdo mostra potencial diz-se que não está pronto para o rendimento; normalmente são esses miúdos que são os melhores, e que estão mais prontos para render se o rendimento for olhado na qualidade das acções ao longo do tempo, e não num ou noutro jogo apenas.
Note que, neste momento, é quase unânime para todos que o João Félix tem que jogar na selecção; o seleccionador, aliás, nem deve dormir de pensar em quão inoportuna foi a aposta inequívoca de Bruno Lage no miúdo na posição onde ele deve jogar sempre. Encaixar Ronaldo, João Félix, Cancelo, Bernardo e Rúben Neves, e deixar cair o status quo adquirido por alguns jogadores, é uma dor de cabeça que deve estar a deixar Fernando Santos muito desconfortável.
É fácil perceber as características pelas quais João Félix se destaca; desde a qualidade técnica e a criatividade até à capacidade para jogar dentro dos bolsos (nos espaços reduzidos). A finalização, e a tomada de decisão que faz com que não só acerte quase sempre onde e quando deve colocar a bola, mas também no onde e quando deve aparecer para dar solução de passe, ou em que sítio deve aparecer para finalizar.
Qualquer um desses traços do génio são fáceis de ler, e em verdade se diga que em Portugal já houve talentos com algumas dessas características mas nenhum deles foi tão arrebatador como este tem sido. Poder-se-á dizer, e bem, que muitos deles não tiveram a exposição em jogo que este está a ter e que por isso não vingaram nem conseguiram a unanimidade deste. Mas, para lá da exposição em jogo, o miúdo tem algo que só vimos, nos jogadores formados cá nos últimos vinte anos, em Quaresma e em Ronaldo.
Tivemos imensos talentos aparecer nas mais diversas equipas, mas com esta idade apenas dois conseguiram fazer os próprios colegas renderem-se e entregarem-lhes a bola em todas as situações. João Félix tem traços de personalidade diferente: a confiança que tem na sua capacidade faz com que nunca se esconda do jogo e queira sempre a bola e isso faz com que os seus colegas fiquem condicionados a dar-lhe sempre a bola - com Ronaldo e Quaresma era igual. Os colegas sabiam que havia talento, sabiam que havia qualidade para resolver muitos dos problemas do jogo, e sabiam sobretudo que não havia a timidez que, por falta de paciência, acaba por matar muitos dos talentosos que não conseguiram vingar no futebol nacional.
Resumidamente, João Félix é aquele miúdo atrevido que é muito raro ainda vermos por aí. É muito, mas mesmo muito, atrevido. E é esse atrevimento que faz dele tão especial e que o pode catapultar para uma carreira estrondosa. Não é fácil chegar ao plantel principal de uma equipa da dimensão do Benfica e condicionar jogadores que têm anos a ganhar campeonatos, que têm finais europeias, que são internacionais pelos seus países. Não é fácil convencer toda uma equipa que é à volta dele que os melhores caminhos para a vitória vão aparecer.
Por isso, sem golos, João Félix continuará a ser o melhor avançado do campeonato, e continuará a ser a melhor companhia para Bernardo e Ronaldo na frente de ataque nacional; com golos arranhará na luta pelo troféu de melhor jogador do mundo."

Cadomblé do Vata (bitaites!!!)


"1. O Al Nassr de Rui Vitória contratou Maicon ao Galatasaray... esta notícia altera todo o plano de preparação do Bruno Lage para a eliminatória da Liga Europa, porque já não vamos precisar de jogar com um central 4 metros atrás da linha de defesa nos livres laterais adversários.
2. Abafamos o Sporting, o FC Porto empatou em Guimarães e o Marega lesionou-se para 2 meses... este fim de semana correu tão demasiado bem que até estou com medo que o karma nos traga o Castillo de volta.
3. Preocupa-me que se julgue que o derby de amanhã será igual ao de domingo... é bom que se entenda que à distância de 7 para cima e 5 para baixo, o Sporting CP é a única equipa de Portugal que pode poupar jogadores na Liga e marrar que nem touro no vermelho na Taça.
4. Consta que Jonas já estará recuperado da lesão e a treinar normalmente com os colegas... a sério malta, digam-me que colocaram cláusula anti-devolução no contrato de venda do Castillo, por favor. 
5. João Félix tem cláusula de 120 milhões de euros e se for vendido por esse preço, o FC Porto arrecada 1,2 milhões... Luís Filipe, ainda tens o número do empresário que intermediou a venda do Garay ao Zenit por "5 milhões"?"

Impunidades...

"Todos, mas mesmo todos, os que acolhem Fernando Madureira como representante de alguma coisa no desporto são responsáveis por este episódio. É este o País que querem. De gente sitiada e ameaçada. De impunidade. De violência licenciada. De liberdade cercada. De ódio e retaliação como elos de ligação entre portugueses. Eu não espero quaisquer declarações do Presidente do F. C. do Porto, do Procurador Geral Distrital do Porto, do Presidente da Liga, do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Não espero porque só chegamos a este ponto devido ao seu silêncio e inacção sobre a violência repetitiva de Fernando Madureira e seus seguidores.
Não está esquecido o adepto benfiquista apedrejado na A2 perto de Gaia. Não estão esquecidos todos os benfiquistas que são ameaçados por viverem no raio de acção de milícias anti-benfiquistas. Não estão esquecidas as visitas a lojas e casas do Benfica para a prática de crimes. Já para não falar na constante coação sobre árbitros e agentes do futebol.
A tendência será a de desvalorizar esta cena, de fazer umas entrevistas a Fernando Madureira, de discutir o assunto em programas televisivos de vozes papagueadas. No final, apenas aguardam as cenas dos próximos capítulos. A queixa crime por coação é uma delas."

Keizer: a versão «anti-FC Porto» na Luz

"O Benfica expôs o Sporting de Keizer como nenhuma outra equipa fizera até agora. O FC Porto até pode reclamar superioridade nos jogos que fez com o leão, mas foi a águia quem abalou a equipa do holandês e, como consequência imediata disso, alterou o estado de espírito dos sportinguistas.
Marcel Keizer parece que ficou numa encruzilhada de ideias. A derrota em Guimarães causou dano, mas foi em Tondela que a dúvida se começou a instalar.
Depois, perante a força de um adversário que vinha de 18 vitórias seguidas, o holandês optou por ser mais realista na abordagem. O leão retirou profundidade ao FC Porto e abdicou da identidade que até aí tinha preconizado.
Na Taça da Liga, plano semelhante e, creio até, no primeiro tempo o Sporting igualou o FC Porto. Fez 45 minutos seguros, ainda que lhe faltasse agredir mais e melhor a equipa azul e branca.
Com o Benfica, tudo foi diferente. Keizer não terá percebido que também a águia é fortíssima na transição ofensiva. Agora já o sabe. O que nos leva ao jogo desta quarta-feira…
Num mundo ideal, aquele onde vive uma maioria de adeptos, Keizer devia ir à Luz com as ideias que trouxe. Insistiria numa equipa dominadora, com muita bola a circular desde trás até Dost e depois ao golo.
Pelo momento, pelo domingo que teve, pelas duas mãos das meias-finais, creio que Keizer vai optar pelo leão «anti-FC Porto», chamemos-lhe assim, no campo rival. É esse que dá mais garantias de que o Sporting não hipoteca nada: a Taça de Portugal, o treinador e a até a taxa de aprovação do presidente, depois dos efeitos que o 4-2 de domingo teve.
Também não hipoteca uma vitória, mas o Sporting precisa muito mais de ganhar tempo até ao Feirense do que, propriamente, ganhar este específico dérbi. É isso que, no final, creio que vai pesar na mente do holandês, porque não é só na Literatura que o Realismo sucede ao Romantismo."

Para onde irá Jesus?

"A ida de Jorge Jesus para a Arábia Saudita tinha tudo para correr bem. O treinador podia ganhar um título fora do seu país, fazer um brilharete nas competições internacionais e introduzir uma nova dinâmica no futebol saudita. Além de que viria de lá com os bolsos cheios.
Mas Jesus fez tudo mal. Começou por dizer que dentro de um ano estaria de regresso a Portugal, deu várias entrevistas a recusar a hipótese de estar mais tempo na Arábia Saudita, chegou a referir-se ao Al-Hilal em termos depreciativos.
Perante isto, a nova direcção fez-lhe um ultimato: ou renovava ou ia-se embora. Jesus preferiu a segunda hipótese. Assim, regressa das Arábias sem honra nem glória, nunca mais será convidado a treinar no estrangeiro e paga um balúrdio de impostos.
Condenado a treinar um clube português, Jesus tem - teoricamente - abertas as portas dos três grandes.
Já se percebeu que Luís Filipe Vieira gostaria de o ter de regresso à Luz. É o treinador que - dos possíveis - lhe dá mais garantias da conquista de títulos. Mourinho já disse que os seus planos não passam por Portugal e Leonardo Jardim, Paulo Fonseca e Marco Silva são cartas fechadas. Jardim e Marco passaram pelo Sporting, fizeram coisas simpáticas mas não se aproximaram do título, Fonseca esteve no FC Porto e falhou. Esta é a verdade.
Mas não é menos verdade que os sócios do Benfica não querem Jesus nem com molho de tomate. Nunca gostaram muito dele, mesmo quando lhes dava títulos, e passaram a gostar menos quando ele se mudou para o rival da Segunda Circular.
No Porto, a situação é diferente. Pinto da Costa sempre viu com agrado a ida de Jesus para o Dragão mas, por uma razão ou por outra, ela nunca se concretizou. E, agora, o Porto tem um treinador ganhador e não vai trocá-lo por ninguém. A menos que…
A menos que Sérgio Conceição saia no fim da época - eventualmente para Itália - e o Porto precise de um substituto. Aí, Jesus é uma carta forte, até porque não tem tantos anticorpos no Dragão como na Luz.
Finalmente, o Sporting Tudo depende da época que Keizer fizer. Caso faça uma boa época (o que já é difícil), com certeza continuará. Mas, caso desiluda e não ganhe nenhuma competição para lá da Taça da Liga, é muito difícil Varandas segurá-lo. Aí, o lugar ficará vago - e Jorge Jesus pode ser a melhor hipótese.
Até porque, tanto quanto se sabe, dá--se bem com o presidente, com quem já trabalhou. E, tendo rompido abruptamente o contrato em Alvalade por causa de Bruno de Carvalho, faria todo o sentido voltar para terminar o trabalho deixado a meio. E concretizar o sonho de ser campeão pelo Sporting. 
Como se vê, as três hipóteses são possíveis. E o resultado do dérbi de ontem, com a clara vitória do Benfica sobre o Sporting, fragilizou a posição de Marcel Keizer - aproximando mais Jorge Jesus de Alvalade."

Tolerância zero para as claques desportivas

"Como até agora não houve vítimas mortais, ninguém tem dado o devido destaque ao problema, mas, como sabemos, as claques e adeptos de muitos clubes são pessoas que se movem por um ódio irracional aos adversários.

Os recentes apedrejamentos de autocarros que transportavam adeptos de clubes de futebol e de hóquei em patins são muito preocupantes e mereciam mais atenção por parte das autoridades policiais. Como é possível alguém atravessar-se, num dos casos em plena autoestrada, à frente desses autocarros, pegar em pedras e partir os vidros, magoando os passageiros? Possível, já sabemos que é. O que nos deve questionar é como há tanta tolerância para estes eventuais assassinos. Se alguma das pedras atingir o vidro do condutor e o ferir, o que poderá acontecer?
Há alguns anos, Nova Iorque era uma cidade sem lei onde os assaltos eram mais do que muitos e o sentimento de impunidade se tinha instalado. Até que um prefeito, de seu nome Rudolph Giuliani, instituiu a “tolerância zero” para com os criminosos, tendo os índices de criminalidade descido mais de 50%. Giuliani não deu tréguas a ninguém e até os graffiters que se dedicavam a vandalizar os comboios e os edifícios públicos e não só começaram a ser severamente castigados. Portugal precisa de encarar a violência ligada ao desporto como Giuliani fez com toda a criminalidade. Só assim se evitarão desastres com graves consequências no futuro. Um autocarro é apedrejado pondo em causa a vida de muitas pessoas? Persigam-se os infractores e castiguem-nos de forma exemplar. Ponham câmaras nos viadutos e nos pontos mais críticos das autoestradas para os identificar mais facilmente. 
Como até agora não houve vítimas mortais, ninguém tem dado o devido destaque ao problema, mas, como sabemos, as claques e adeptos de muitos clubes são pessoas que se movem por um ódio irracional aos adversários. Há, pois, que travar este barril de pólvora do ódio desportivo.

P. S. Ontem foram postas a circular imagens do líder da claque do FC_Porto, Fernando Madureira, a insultar Paulo Gonçalves – ex-assessor do Benfica e o homem envolvido no e-toupeira – e a obrigá-lo a abandonar o restaurante onde estava. Curiosamente, a claque fez um comunicado a questionar a legalidade do vídeo, mas não se pronunciou sobre os insultos. Madureira não é muito diferente dos outros líderes das claques, mas todos têm de saber que vivemos num Estado de direito e que não estamos no Faroeste, em que as claques funcionam como grupos armados de desordeiros e espalham o terror à sua volta."

Desporto universitário

"O Conselho de Ministros aprovou o Estatuto do Estudante-Atleta, cujo objectivo é estimular a prática desportiva entre os estudantes universitários.

O estatuto prevê a relevação de faltas, a alteração das datas de avaliação, a prioridade na escolha de horários e a possibilidade de requerer exames em época especial, de forma a facilitar a conciliação das carreiras desportiva e académica.
O desporto tem uma importância inequívoca para um estudante universitário. Para lá dos benefícios de saúde que decorrem de um estilo de vida saudável, o desporto promove o desenvolvimento integral do praticante e contribui para desenvolver competências sociais críticas para a sua valorização enquanto cidadão e profissional.
O desporto estimula a autoconfiança, o espírito de liderança, de equipa e de partilha, o sentido de responsabilidade, a disciplina, a gestão do tempo e do stress, a capacidade de comunicar e colaborar, a paixão pelo que se faz, a superação e a solidariedade - dando maior dimensão humana aos praticantes.
As instituições de Ensino Superior ganham também. Promover o desporto universitário tem impacto no sucesso académico. Ao proporcionar ao estudante o ambiente necessário para o seu desenvolvimento emocional no contexto desportivo, estamos a facultar-lhe ferramentas importantes para enfrentar o mercado de trabalho. O desporto é uma metáfora dos desafios que terá de superar ao longo da sua vida profissional.
Há um outro benefício a considerar. A comunidade académica é cada vez mais internacional e a sua mobilidade cada vez mais intensa. O desporto vence barreiras de raça, cor, religião ou língua, facilitando a integração. Estimular o desporto no ambiente universitário aumenta a coesão de uma comunidade de diversidade cultural crescente.
Mas para recolher todos os benefícios que a prática desportiva proporciona não chega um estatuto: é necessário proporcionar condições para que todos tenham acesso ao desporto.
Vale a pena considerar."

Benfiquismo (MLXXXVI)

A caminho do Jamor...!!!

Benfica FM - ... com o Tibério

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Regresso à liderança...

Benfica 3 - 0 Sporting
26-24, 25-15, 25-21

Literalmente sem espinhas!!! Estava com algum receio, depois dos problemas na viagem de regresso, após o confronto na Rússia a meio da semana, mas a equipa deu uma resposta inequívoca: dois jogos com os principais rivais, duas vitórias... e esta de forma esclarecedora!!! Grande espectáculo, dentro e nas bancadas... Esta semana está a correr bem!!!

Uma palavra para o Marcel: está a fazer a diferença...

Agora, é não perder a concentração, e terminar a fase regular à frente...