Últimas indefectivações

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Às pernas do adversário

"Ver as entradas dos jogadores do Atlético e do Leixões sobre os jovens do FC Porto e do Sporting André Silva e Mauro Riquicho {punidas com amarelo!!...), e a consequência que poderiam ter tido sobre as suas promissoras carreiras desportivas é o mote para voltarmos a um assunto por de mais evidente. Já sabemos que a forma como a agressividade tem crescido nos relvados nacionais não tem sido bem avaliada por muitas equipas de arbitragem. Mas esse crescendo está directamente relacionado como laxismo que as equipas constituídas por Fernando Gomes desde 2010 nos órgãos disciplinares adoptaram como natureza e idiossincrasia. Desde então não se distingue entre a agressão física (sem relação imediata com a disputa de bola) e o 'jogo violento' (entradas ao corpo do adversário relacionadas com a disputa de bola), mesmo depois das alterações regulamentares feitas na Liga em 2007 e 2010; para ambas as hipóteses vão todos os jogadores expulsos corridos com a suspensão de 1 jogo (tal como é punido um 'duplo amarelo'...), sem qualquer interpretação valorativa das descrições que os árbitros fazem nos seus relatórios; a reincidência é vista como uma acumulação sem juízo adicional de censura; a sensação de impunidade instalou-se e o campo passou a ser cada vez mais uma área de elevado risco. Pois. Os senhores 'conselheiros' estão na federação a assobiar para o ar e a vida corre entre os pingos da chuva que cai sobre os árbitros...
Já sabemos também que há muito se fala de uma importante medida: suspender os autores das faltas violentas, com consequência física grave, durante o período de incapacidade e recuperação do jogador lesionado. Já existe há muito essa sanção temporária para as agressões (lembram-se da novela Paulinho Santos vs João Vieira Pinto?) mas teima-se em não alargá-la expressamente para os 'tackles' e 'vassouradas' intoleráveis. Medida custosa mas, nesses casos de maior censura, proporcionada e tuteladora da correspetividade do dano. Porém, só se lembram quando a grosseria atinge a nossa casa...
Em Junho houve modificações do Regulamento Disciplinar da Liga. Mais uma vez não se mexeu nas infracções que mais respeitam à integridade física dos principais intervenientes no jogo. Os clubes estavam muito atarefados com a necessidade de extinguir a Comissão de Instrução e Inquéritos e afastar os seus membros da jurisdição do futebol profissional. Com certeza que deveriam ser eles que andavam por lá a entrar às pernas dos jogadores..."

'Sábado gordo'

"Miguel Leal, talvez com excesso de humildade, afirmou na projecção do jogo com o FC Porto, que «as probabilidades de vitória do Moreirense» eram de 0,01 por cento, o que, para bom entendedor, soava a prenúncio da derrota. Julen Lopetegui, apesar de desconfiar de tamanha generosidade, sentiu que a situação lhe era favorável e espraiou a petulância que o tem caracterizado desde que chegou a Portugal ao anunciar que iria insistir no modelo de rotatividade através de «um onze completamente novo». Cada um sabe de si e deve assumir as responsabilidades pelas decisões que toma. Na última época, o Benfica foi campeão, embora o melhor plantel fosse o do FC Porto. Na presente temporada, essa diferença acentuou-se em consequência da retracção benfiquista em matéria de gastos e de outro ousado investimento portista. Segundo opinião consensual, mora no Dragão um plantel que é muito superior, em quantidade e qualidade, aos de Alvalade e da Luz. Objectivamente, o FC Porto perdeu dois pontos na visita a Moreira de Cónegos e adverte para uma falha já identificada pelo próprio Lopetegui: o seu jogo é previsível. Ou seja, o treinador basco, continuando sem revelar uma ideia clara do que pretende, enreda-se na abundância de boas soluções que tão rico plantel lhe permite. Depois, a sua teimosia faz o resto... Não ser capaz de ganhar a um adversário que apenas reclamou 0,01 por cento de favoritismo é, no mínimo, estranho. Além de convidar a reflexão por parte da administração portista: se Lopetegui não muda, não deve existir plantel que lhe sirva... 
Resultado bem recebido, portanto, por Sporting e Benfica. O primeiro pode ficar líder se tiver sucesso na difícil viagem ao Bessa. O segundo recebe o Paços de Ferreira e se vencer recupera dois pontos ao FC Porto. 'Sábado gordo' em perspectiva, para confirmar os três candidatos prometidos por Jesus."

Fernando Guerra, in A Bola

35

domingo, 27 de setembro de 2015

6.ª Troféu António Pratas

Benfica 76 - 48 Oliveirense
22-12, 21-18, 14-7, 19-11

Primeiro troféu da época (10.º consecutivo!!!), numa final totalmente dominada pelo Benfica, em São Pedro do Sul. Ainda com muito para melhorar, mas com vários pormenores promissores...
A Oliveirense sem o Elvis, foi um adversário ainda mais dócil, mas foi notório uma atitude defensiva muito profissional do Benfica... não me admirava nada, que tivesse sido proposto um numero de pontos sofridos máximo, pelo Lisboa!!!
Pessoalmente, a confirmação da qualidade do Wilson é a nota mais importante, não só nos pontos que marca, mas também nos ressaltos, na forma como defende, e em muitos daqueles pormaiores que não aparecem nas estatísticas...
O Cook transpira qualidade, mas fica muitas vezes 'desligado' do jogo. Uma das imagens de marca do Jobey, eram aquelas 'piscinas' na linha de fundo, à procura dos bloqueios, para ficar isolado para lançamento... deviam mostrar os vídeos ao Cook!!!
O Lonkovic e o Nuno Oliveira ainda estão um pouco fora do ritmo da equipa... vão ter que se adaptar rapidamente, em Barcelos jogavam os 40 minutos, no Benfica, têm que ser efectivos nos minutos que tiverem em campo.
Também gostei de ver a estreia do Monteiro em jogos oficiais... tem muito mais potencial do que o Pedro Belo, podemos ter aqui um Poste para o futuro!!!

Agora, é preciso não embadeirar em arco, ontem vencemos os Corruptos, mas durante a época eles vão evoluir, e nós também temos que ir melhorando... e não esquecer a Ovarense, que tem um bom treinador, e reforçou-se bem (estranhei a derrota com a Oliveirense), além do Guimarães que tem sido o nosso principal rival nas últimas épocas...

No Sábado, vamos disputar a Supertaça com o Barcelos, em Vila Nova de Cerveira.

Aviso

Benfica 2 - 4 Sporting

Não consegui acompanhar o jogo, mas as opiniões são unânimes: péssimo jogo do Benfica, com a agravante de termos desperdiçado todas as oportunidades que tivemos de bola parada, e ainda a superioridade numérica por duas vezes (4 minutos no total).
Parece que a secção quer manter a 'tradição' de perder a Supertaça, e depois vencer praticamente tudo no resto da época!!! Um bocadinho mais a sério, não gostei nada deste resultado...
A saída de dois jogadores não pode explicar tudo, os resultados da pré-época não foram nada animadores, mas têm uma importância relativa... é preciso integrar os novos jogadores rapidamente, no Hóquei não existe Play-off, portanto todos os jogos contam...

PS: Em Lamego, o nosso Voleibol triunfou no Torneio das Vindimas (o mais importante da pré-época Portuguesa), vencendo na Final a Fonte do Bastardo por 3-1 (25-22, 25-16, 23-25, 25-19). No próximo fim-de-semana temos a Supertaça com o Sporting de Espinho, em Coimbra.

No bom caminho...

Benfica 3 - 0 Paços de Ferreira


Não esperava a titularidade do André Almeida, para mim foi a grande surpresa, é verdade que dá consistência defensiva, temos menos desequilíbrios nas transições defensivas, mas depois faltam os passes de ruptura nas situações ofensivas. Talvez isso explique o jogo previsível do Benfica durante muitos minutos...
Aceito que nos jogos mais 'apertados' o André seja titular, neste tipo de jogos, acho que é um excesso de precaução. Em Madrid por exemplo, tem mesmo que ser titular naquela posição...
O Benfica entrou a controlar, mas com poucas jogadas de golo, com o Nico muito encostado à linha, acabou por ser o Nelsinho o nosso principal desequilibrador na direita. Não creio que esta situação tenha sido casual, acho que foi trabalhado durante a semana... sendo o Guedes, a sair do flanco, e a fazer os desequilíbrios no meio, e não o Nico.
Mas acabou por desbloquear a partida, foi o Jonas com um golo monumental.
No 2.º tempo, voltámos a entrar demasiado passivos... mas o Nico, a partir do flanco, acabou por criar as jogadas, para o Benfica marcar mais dois.
Sendo que o Guedes, quando recebe a bola na linha, ou quando tenta construir, acaba sempre por complicar, mas dentro da área (a posição natural dele...), acabou por ser decisivo, marcando um golo, e dando outro (já no 1.º golo, foi o miúdo que fez o passe para o Jonas).
Uma referência para as transições defensivas, depois dos sustos nos jogos com o Estoril e o Arouca, a verdade é que o Júlio César, tem sido um espectador nas restantes partidas... Nesses primeiros jogos o Imperador, foi quase sempre o melhor em campo, com várias intervenções decisivas, sempre com a defesa do Benfica apanhada em contra-pé... Mesmo antes da titularidade do André, já o Benfica estava melhor nesta fase do jogo. Claro sinal de trabalho no treino...

Júlio César fez um defesa, já com o resultado em 3-0; o Luisão esteve bem...; o Jardel 'ofereceu' a melhor oportunidade do Paços, com o passe 'louco', mas em termos defensivos este bem; o Eliseu foi ultrapassado uma vez, numa jogada que deu livre perigoso contra o Benfica, mas de resto esteve regular... sendo que ofensivamente as combinações com o Nico, desta vez, não saíram bem; o Nelsinho foi o nosso melhor jogador na 1.ª parte... está claramente melhor a defender; Samaris continua a dominar... com o André tem o trabalho facilitado; já disse quase tudo sobre o André, bem a defender, com bola e 'sem bola' (posicionamento, compensações...), mas com a bola nos pés, falta-lhe qualidade...; eu gosto de ver o Nico na linha, acho que o Nico quando vem para o meio, é perigoso, porque perde muitas bolas, com malabarismos desnecessários... e como foi visível, voltou a ser decisivo em jogadas a partir da linha, quando jogou simples; o primeiro golo do Guedes, será sempre recordado... até marcar o golo, até estava a ser semi-assobiado!!! Já o disse várias vezes, não é um extremo, não tem capacidade de drible, para furar linhas, mas quando aparece na área, nas costas dos avançados é muito perigoso...; o Jonas voltou ser decisivo... mas aquele sprint defensivo, rebentou em ele!!!; o Mitroglou teve pouco espaço, não procurou tanto a bola, mas os centros também não foram ter como ele...; em Madrid, optava pelo Jiménez, que voltou a entrar bem, com muita vontade. muita mobilidade e muita qualidade no passe...

Acabou por ser uma excelente jornada, onde recuperámos 4 pontos aos nossos directos adversários. Apesar dos nossos problemas, continuo a pensar que somos actualmente a equipa que melhor futebol está a jogar, mas agora é preciso concretizar nos jogos fora... E se alguém pensar que o União vai ser fácil, tiram o cavalinho da chuva, o jogo na Madeira, vai ser muito complicado...

Espero que a secção não volte a fechar !!!

Benfica 78 - 64 Corruptos
14-14, 22-16, 22-18, 20-16

O regresso dos Corruptos ao Basket, foi celebrado com nova derrota, tal como na despedida!!! Assim, é bonito...!!!
Acabou por ser um jogo típico de pré-época, ainda com muitas falhas, e com muito trabalho pela frente para afinar os parafusos, de ambas as equipas...
Mas deu para ver, que acertámos nos Americanos... Pessoalmente, continuo com dúvidas em relação à posição 5: Gentry e Fonseca parece-me curto...

Amanhã, na Final do Troféu António Pratas, vamos defrontar novamente a Oliveirense!!! Será o terceiro jogo entre as duas equipas, em 10 dias!!! Vencemos os dois anteriores, mas as vantagem até foram curtas...

Capote !!!

Passos Manuel 15 - 32 Benfica
(8-15)

Jogo fácil, onde todos os jogadores de campo marcaram, e onde só sofremos 15 golos.
A partir de agora o nível de dificuldade vai aumentar. Vamos receber o Águas Santas que tem uma excelente equipa, e depois vamos ao antro Corrupto... Vamos ver como a equipa reage.

sábado, 26 de setembro de 2015

Goleada, na véspera da Europa...

Benfica 9 - 1 São João

Bom início de tarde, com uma goleada bem construída, com golos para todos os gostos.
A única novidade foi o regresso do Brandi... desta vez foi o Juanjo a ficar de fora...

Agora, vamos para a Eslovénia, disputar a UEFA Futsal Cup, com o Centar Sarajevo (Bósnia), Varna (Bulgária) e o Dobovec (Eslovénia). Somos favoritos, passam duas equipas, estou bastante confiante...

PS1: A nossa equipa de Voleibol, venceu hoje em Lamego, no Torneio das Vindimas, o Castêlo da Maia, por 3-1 (21-25, 25-19, 25-23, 25-9). O Castêlo bastante reforçado. Amanhã disputamos a Final com o inevitável Fonte do Bastardo, que também venceu por 3-1 o Madalena.
Recordo que para a semana, vamos disputar o primeiro troféu oficial da temporada: Supertaça, contra um também reforçado Sporting de Espinho.

PS2: Esta noite na Catalunha, a Selecção Nacional de sub-20 de Hóquei em Patins, sagrou-se Campeã do Mundo, com três Benfiquistas na equipa: Gonçalo Nunes, Gonçalo Pinto e Pedro Baptista.

Youth Cup 2015

Decorreu hoje no Caixa Futebol Campus, a 5.ª edição da Youth Cup, celebrando assim o aniversário do nosso Centro de Estádio.
sub-14: Benfica 3 - 0 Juventus (Filipe Cruz, Diogo Cardoso(2))
sub-15: Benfica 3 - 0 Barcelona (João Ferreira, Ronaldo Camará, Úmaro Embaló)
sub-16: Benfica 1 - 2 Liverpool (Pedro Álvaro)
sub-17: Benfica 1 - 0 Real Madrid (Filipe Soares)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Margem estreita

"No Benfica não se festejam vitórias morais. Uma boa primeira parte em que se podia ter resolvido o jogo na primeira meia hora não chega para trazer algo de positivo do Dragão. O Benfica esteve a quatro minutos de despedir Lopetegui, já era assobiado e criticado pelos portistas, e acabou a perder com um dos piores FC Porto dos últimos 20 anos. Um FC Porto que vinha de Kiev com uma viagem desgastante e onde só um frango de Casillas lhe tirou a vitória. Este facto aumenta o mérito do FC Porto não o diminui. O futuro até pode mostrar que o FC Porto perdeu o campeonato no domingo, (basta acabar empatado com o Benfica e perder por dois golos na Luz), mas por agora é azul e branca a vantagem. Ninguém no Benfica fica satisfeito com derrotas e ainda bem. Só se consegue seguir em frente com possibilidades de êxito, quando se conhece e encara a realidade, por mais dura que seja.
Este início de época tem sido difícil e a margem está estreita. Ganhar ao P. Ferreira é o caminho. Ainda não ganhámos fora de casa, e na Luz houve jogos com muita dificuldade. Rui Vitória sabe bem as dificuldades que tem pela frente, mas não adianta continuar a falar dos jogos já realizados. O futuro é amanhã contra o P. Ferreira, e só ganhar é começar a fazer o futuro que se deseja.
Vai ser um Campeonato disputado e não podemos conceder mais vantagem aos dois adversários (embora me pareça que, infelizmente, apenas o FC Porto conta verdadeiramente). O Sporting quando não tem problemas, inventa-os. Quando não se movem processos a comentadores, atacam-se ex-dirigentes, quando não há ex-dirigentes disponíveis, podem ser quezílias com os melhores atletas. Não pode é faltar burburinho para os lados de Alvalade, é um lugar onde não cabe a monotonia da tranquilidade, tudo em nome do dinamismo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Tudo em aberto

"Quando, na semana passada, referi que não seria uma desgraça perder no estádio do Dragão, fi-lo por diversas razões.
Antes de mais, por reconhecer a dificuldade histórica sentida nas deslocações ao campo do FCP. Os mais desatentos poderão pensar que as estatísticas estão inquinadas pelo que aconteceu no futebol português a partir dos anos 80 (e estão!). No entanto, convém recordar que, por exemplo, nos anos 60 em que conquistámos seis Campeonatos Nacionais, fomos Bicampeões Europeus e disputámos mais três finais da TCE em oito temporadas, lográmos apenas uma vitória e três empates nos oito jogos disputados nas Antas.
Por outro lado, quatro pontos de atraso à quinta jornada, embora longe do desejável, em nada hipoteca a nossa candidatura ao título.
E reconheci, também, apesar da mudança de rumo estratégico (menos investimento e aposta consistente na formação), que a equipa já mostrara sinais, individual e colectivamente, de ser competitiva.
Sei que os resultadistas me contrariarão, mas a forma como o clássico de desenrolou não me fez mudar de opinião. Apresentámo-nos personalizados, fomos superiores na primeira parte, defendemos bem e perdemos porque, afinal, se trata de futebol, um desporto em que, nos confrontos entre equipas equilibradas, a vitória sorri a quem é mais feliz e/ou competente nos detalhes. No caso três: a bola que não entrou nas oportunidades que dispusemos na primeira parte; um erro nosso a meio-campo a resultar numa transição rápida superiormente finalizada a poucos minuto de terminar o encontro; e a benevolência do árbitro num lance em que o lateral direito portista mereceu ser expulso por acumulação de amarelos no início da segunda parte."

João Tomaz, in O Benfica

Detalhes

" 'Ah e tal, o jogo de domingo passado foi decidido nos detalhes', terá declarado à comunicação social o filho de um antigo quebra-pernas azul e branco. Tem razão, o rapaz. Foi mesmo uma questão de detalhes. Um deles foi o detalhe de o próprio não ter sido expulso por acumulação de amarelos nos 85 minutos anteriores a ter aparecido sozinho frente a Júlio César.
Outro detalhe que fez a diferença é o facto de, naquele campo de futebol e no seu predecessor, o futebol ser confundido com full contact. Maicon, a grafia errada com sotaque brasileiro de um qualquer Michael, mostrou a longa escola de maus costumes a que já nos habituámos. Faz escola por ali: Bruno Alves, Jorge Costa, Mangala... A cobardia de tentar agredir o adversário na cabeça com o pé foi nas barbas do árbitro Artur Soares Dias. O filho de outro afamado juiz do norte estava a cinco metros de distância. E que decisão tomou? Nenhuma - mas isso é apenas um detalhe.
Querem mais detalhes? Vamos a outro. O menos digno dos elementos do grande povo uruguaio poderia também ter visto o cartão vermelho e terminado o jogo mais cedo no balneário. Não aconteceu graças à intervenção de Nico Gaitán - um grande detalhe de fair play ao alcance de poucos no mundo do futebol e de praticamente nenhum dos elementos do plantel que ficou em segundo lugar na época passada.
Só mais um detalhe: três bolas de golo defendidas por um guarda-redes espanhol na primeira parte.
Foi um Benfica Bicampeão que jogou no domingo à noite. Sem medo, com dois avançados, uma equipa de vencedores com um treinador com 'eles' no sítio. Não fomos minimamente beliscados. Vamos ser Tricampeões."

Ricardo Santos, in O Benfica

Derrotados, mas...

"Não existem vitórias morais. O Benfica perdeu o clássico, e, como tal, ninguém na família benfiquista pode estar minimamente satisfeito. Acresce que esta foi a segunda derrota em outros tantos jogos fora de casa, o que, não sendo dramático, não pode deixar de constituir matéria de reflexão.
Dito isto, é preciso dizer também que da partida de domingo ficaram algumas notas positivas.
A primeira parte foi bastante bem conseguida. Não me recordo, nos anos mais recentes, de entrada tão forte do Benfica no Estádio do Dragão. Ao intervalo, o melhor em campo era claramente o guarda-redes do FC Porto, que já evitara dois golos cantados.
A equipa encarnada apresentou-se personalizada, com os sectores muito juntos, funcionando em harmónio, tanto a defender como a atacar. Os jovens não tremiam (excelente exibição de Nélson Semedo), e, na frente, Mitroglou abria espaços e criava perigo. O FC Porto não conseguia, sequer, aproximar-se da nossa baliza.
No segundo período tudo mudou. Para sermos justos, há que dar mérito à equipa da casa, que apareceu transfigurada. Terá faltado, então, alguma inspiração aos artistas Jonas e Gaitán para que o Benfica conseguisse sacudir a pressão a que foi submetido. O tempo ia passando e, a cinco minutos do fim da partida, o resultado esperado era o empate. Aí, faltou a sorte do jogo. A sorte que havíamos tido, por exemplo, na época anterior – quando alcançámos uma vitória carregada de felicidade.
Nada está perdido. Se a nossa equipa jogar sempre como naqueles 45 minutos, certamente perderá poucos pontos no resto do campeonato. E no fim, faremos as contas."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A graçola de Pinto da Costa

"Há uma estratégia clara do FC Porto, que usa, como instrumento dessa estratégia, o Sporting. É a história do... Cavaleiro da Triste Figura.

A sorte nos últimos minutos
Não fujo do problema: o BENFICA perdeu um jogo. Mas perdeu, onde, nas últimas seis épocas, apenas tinha ganho uma vez para o Campeonato.
Perdeu, outra vez, nos últimos minutos.
Que nos sirva de lição, para tudo o que resta da época.
Porque, como sempre disse, seria um jogo que contaria para a história do futebol, mas não vai contar para a história deste Campeonato.

Compras por atacado sem ganhar nada
Sabem o que penso sobre o grau crescente de conflitualidade no futebol português. E mesmo quando ninguém contribuiu, antes do jogo de domingo, para isso, a necessidade do Porto provocar o BENFICA, mesmo depois de ter ganho, atesta o quanto estou certo.
Nem sequer será preciso invocar Voltaire - «Quem se vinga depois da vitória, é indigno de vencer» - para os classificarmos na hierarquia do género humano (porque, sobre isso, estamos conversados).
Confirmando o que penso, já depois do jogo de domingo, Pinto da Costa afirmou que «o que falta ao Benfica, sobra ao Sporting - Jorge Jesus».
Não passa de mais uma graçola, mas confirmando tudo aquilo que tenho denunciado nos últimos tempos: há uma estratégia clara do Porto, que usa, como instrumento dessa mesma estratégia, o Sporting.
Numa versão portuguesa e (muito pouco) moderna do livro de Miguel de Cervantes: El Ingenioso Hidalgo de Don Quijote de la Mancha... ou a história do Cavaleiro da Triste Figura...
É público e notório que o Porto precisa de ganhar... pelo investimento feito nas últimas 2 épocas, em particular, e pela aposta, pessoal, do seu Presidente, num treinador que teima em pôr os cabelos em pé aos fiéis adeptos daquele emblema.
É público e notório que o Porto - e, muito em particular, o seu Presidente - terão de provar que todas as contratações feitas nestas três últimas épocas, sem nada ganhar, só serão justificadas com o Campeonato, este ano.
É, ainda, público e notório - do que se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada - que o Porto não convence com o seu jogo, sendo disso exemplo as opções do seu treinador, que, não raras vezes, são veemente contestadas pelos seus adeptos.
Por esses motivos - públicos e notórios - e como precisa urgentemente de ganhar, o Porto tem de apostar fortemente na estratégia em que tem vindo a insistir, desde o fim da época passada.
Só não vê quem não quer ver ou... quem anda distraído!
Por diversos meios (declarações, entrevistas, blogues, etc.), a estratégia passa, essencialmente, por ataques violentos à arbitragem, por tudo e por nada, mesmo quando são beneficiados, como aconteceu no domingo. 
Estão contra os árbitros e contra Vítor Pereira, em particular, porque sonham com as nomeações de outros tempos.
Mas, perceberam que uma estratégia deste tipo só condiciona se tiver a participação e o empenho do seu dirigente máximo.
Por isso o Presidente fala, sempre, para enquadrar as escolhas, para anunciar o que quer e o que espera quem não quiser o que ele anuncia.
Essa estratégia, imoral nos seus pressupostos, é capaz de tudo e do seu contrário: não é escrutinável porque no futebol não há memória.
Por isso se admite, sem qualquer contraditório de jornalistas e analistas que temem a violência, que Artur Soares Dias tenha passado de árbitro muito contestado, incompetente mesmo, a... árbitro adorado.
Não estranhei a ausência de críticas à sua nomeação, como não estranhei a ausência de cartões vermelhos quando Maxi e Maicon recorreram à mais pura agressão.
O que estranharia era eles terem ficado em campo, se fossem... do BENFICA!!!
Na verdade, fiquei com a certeza de que eles, como jogadores do Porto, sabiam o que podiam fazer... 
Porque sabem até onde podem ir... E podem ir muito longe, porque nenhum dos seus comportamentos - nenhum, mesmo - é sindicável (como o seria no BENFICA e, diga-se, em abono da verdade, no Sporting). 

Um aliado tipo 'pau para toda a obra'
A estratégia poderá, de facto, ter sido urdida com cuidado. Mas peca por defeito! Porque nada chegará para disfarçar a grande falha do Porto e que desde a época passada se tem tornado no maior dos seus problemas: a contratação daquele treinador.
Não querem (ou não podem) reparar directamente essa falha.
Pelo que tentam, apenas, disfarçá-la, com um investimento louco e desesperado e com constantes ataques e condicionamentos da arbitragem.
Por muito que isso custe, a quem (situando-se nos meus antípodas) vive o Porto com paixão de adepto (mesmo aqueles que perdem tempo a insultar-me, o que aqui, publicamente lhes agradeço).
Como se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada, o Porto não tem um treinador como... eles gostariam!
Por isso, como disse e repito, durante esta época (como no fim da de 2014/15) ao mínimo deslize ou imprevisto - é só uma questão de tempo - a culpa será de Vítor Pereira, preparando, assim, a segunda vaga de assalto; tipo wehrmacht alemã (confesso não ser piada aos 6-1 de Munique da época passada).
Mas essa estratégia precisa de um amigo em Lisboa... embora com um problema existencial entre mãos: um treinador que se acha maior do que tudo onde está - quase maior que o seu próprio ego - e um Presidente que pensa, para com os seus botões: «Com aquilo que lhe pago, até com os juniores tem que ser Campeão.»
O Sporting, ao contrário do Porto, não me parece ter qualquer estratégia.
Limita-se a seguir os acontecimentos, a cavalgar as ideias que surgem, o que, algumas das vezes, merece a simpatia e a complacência que temos para com os... românticos (em termos literários, como é evidente). 
Mas quase se confunde com o Porto, na ânsia de, juntos, evitarem a conquista do Tricampeonato pelo BENFICA!
A luta pelo campeonato - nunca é demais repeti-lo, para que esteja bem presente nas nossas mentes - não é a três, como seria suposto, mas, evidentemente, a dois.
Porque, para os outros dois, a nossa derrota serve... só depois se preocupando em cuidar de quem ganha. 
O que levará - não se admirem dentro de poucos dias a que o Sporting também culpe... Vítor Pereira (até do caso Carrillo ou dos desaires na Europa)!

A organização do Benfica
Perante tudo isto... «parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar», como canta Rui Veloso? Não acredito, e mesmo que assim fosse, temos de vencer esse mesmo mundo.
Não numa afirmação contra a conspiração de mais uma guerra das estrelas (cadentes e decadentes) mas com a capacidade e a organização do BENFICA.
Se assim não for, eles ganharão.
Mas - pior - voltaremos ao princípio, com mais dificuldades e menos tempo para recuperar.
Por isso, o melhor é ganhar.
Pelo BENFICA."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Entretanto na Escócia !!!

Celtic B 1 - 2 Benfica B

Começou bem a participação do Benfica, na U21 Premier League International Cup, com uma vitória em Glasgow. Apesar da competição ser de sub-21, jogámos com uma equipa composta com muitos juniores (sub-19).
No outro jogo do grupo, o Chelsea derrotou o Liverpool, por 4-2.

Entre a razão e a emoção

"Uma saída de Gaitán será, certamente, das decisões mais difíceis de tomar por Luís Filipe Vieira. A racionalidade que deve ter um gestor pede que venda se aparecerem os 35 milhões de euros, mas esse factor poderá chocar de frente com os interesses da equipa. Vender Gaitán é deixar a asa esquerda da equipa ferida, talvez sem cura até final da temporada. Sem Salvio, e com a juventude de Guedes no lado contrário, um negócio destes aconselhará sempre prudência. O génio de Gaitán tem dado pontos à equipa, na finalização, assistências ou, simplesmente, pelo que faz jogar. A menos que em Janeiro a época das águias esteja comprometida na Europa e internamente será difícil justificar a saída do camisola 10, peça fundamental numa equipa já pressionada por reforços que tardam em impor-se. De pouco servirá a aposta na formação se desportivamente a temporada for desastrosa. A menos que a SAD assuma que o ano é de uma aposta total na mudança de paradigma. E ainda não aconteceu."

Vanda Cipriano, in Record

Chuteiras 'tutti-frutti'

"Hoje escrevo sobre botas, ou melhor, chuteiras que é a aliança entre calçado e chutos na bola. Sobre a multiplicidade das suas cores e design. Amarelas, azuis, laranja, verdes, vermelhas, fluorescentes e afins, de duas ou mais cores, com formas geométricas ou psicadélicas. Há até jogadores que calçam chuteiras de cor diferente em cada pé, sejam destros ou canhotos. Arrisco dizer que chuteira preta é uma espécie em vias de extinção. Aspecto diferente á a inovação tecnológica, que é bem-vinda se contribuir para a segurança física e capacidade técnica dos jogadores.
Confesso que, às vezes, esta variedade até me permite distinguir melhor alguns jogadores, fixando não os números nas costas mas a cor das botas. No entanto, considero esta diversidade de cores (e de patrocínios com retorno) um assunto que deveria ter regras estritas. Afinal, a cor das chuteiras faz tanto parte do equipamento como a cor das meias ou a gola da camisola. Para estas não se concebe a possibilidade de jogadores da mesma equipa usarem cores diferentes.
Não deixa de ser contraditório que os organismos que supervisionam o futebol imponham que se dê um cartão amarelo a quem, na excitação de um golo marcado, tira, por segundos, a camisola, como se a festa do futebol fosse uma punição e, depois, deixem que as chuteiras sejam à vontade do freguês. Do freguês e das marcas de um mercado muito concorrencial.
No jogo com o Belenenses, creio que houve um jogador do Benfica que usou botas esverdeadas, o que é, clubisticamente, uma heresia. Para verde no Benfica já nos chegou o equipamento do Silvino, há muitos anos..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O clássico e Maxi

"FC Porto-Benfica foi um razoável jogo, sem jogos florais antes e depois. Estiveram bem os dirigentes dos dois clubes, não poluindo o ambiente. O futebol precisa de acalmia e tal estado de espírito tem que começar por cima. Perdeu o meu clube, apesar de ter jogado melhor do que há um ano em que venceu 2-0. E, de novo, houve os últimos e fatídicos minutos, que parecem já ser uma tradição maldita para o Benfica no Dragão.
Maxi Pereira voltou a jogar mais um clássico. Desta vez, do lado oposto. Como sempre jogou com alma, intensidade e ganas que, ao longo dos anos, têm disfarçado e compensado as suas relativas insuficiências. No jogo, foi-lhe poupada uma expulsão logo no início da segunda parte, que o árbitro não teve coragem de punir naquele ambiente.
No entanto, não é tanto disso que quero aqui escrever. Tem mais a ver com o que, já há tempos, referi: a ingratidão. Maxi Pereira, como excelente profissional, fez o seu jogo. Escusava era de, no final, ter exultado, de uma maneira tão expressiva, com a vitória do seu novo clube e a derrota do seu antigo clube. Afinal sempre foram 8 anos no Benfica. Não sei mesmo se, sem esses 8 anos, o uruguaio teria tido agora a oportunidade de melhorar substancialmente a sua retribuição num novo clube ou se estaria esquecido numa qualquer equipa secundária. Por isso, não questionando o direito-dever de dar o máximo pela nova equipa e de ficar satisfeito com a vitória, não lhe ficaria mal um certo período de nojo na transição. Período que outros jogadores respeitam com galhardia, gratidão e moderação. E até com o silêncio que ele não foi capaz de assegurar."

Bagão Félix, in A Bola

Nélson Semedo no caminho certo

"(...)
A simplificação em atividades complexas e delicadas é uma arte difícil de atingir.
Nélson Semedo foi promovido por Rui Vitória da equipa B e achou bem; tornou-se titular do bicampeão nacional e achou melhor ainda; chegou ao Dragão para assumir o duelo com Brahimi, acenou com a cabeça, arregaçou as mangas, fixou-o nos olhos, tratou-o logo por tu e, contra todas as previsões, não perdeu o duelo com um dos melhores jogadores da Liga. As dúvidas começam a dissipar-se: temos jogador.
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