Últimas indefectivações

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Futebol português, pieguices e atropelos

"E aqueles directos televisivos de jogos em que quatro ou cinco indivíduos assistem e comentam uma partida que está a decorrer, sem que o telespectador a consiga observar? No mínimo patético.

É um mero reflexo do que se transformou – ainda em manifesta fase de metamorfose – o futebol nacional: programas e mais programas televisivos (jamais chamar àquilo debates), nomeadamente nas noites de Domingo e Segunda-feira, onde não se fala, não se discute de forma cívica o que se assiste no fim-de-semana futebolístico. Programas em que os convidados se atropelam uns aos outros, sem respeito algum pelo telespectador. Parecem, e agora que se aproxima a chegada do famigerado e controverso Valentim, casais de namorados que mantêm relações desavindas há largos anos, sem um possível entendimento à vista. Dou por mim a desejar, pasme-se, cambiar o canal televisivo para um reality show daqueles em que os concorrentes afirmam que a Islândia fica na América do Sul, que a Hungria faz fronteira com o Panamá ou que Salgueiro Maia terá sido um saxofonista da Filarmónica de São Brás de Alportel.
Entre advogados, políticos, ex-presidentes de autarquias, ex-atletas do Benfica, FC Porto, Sporting e… Damaiense, assumem o papel de adolescentes embirrantes, reflectindo – e alimentado — o estado a que o futebol português chegou, com “teias” que atingem todos dentro, e até fora, dele, onde qualquer um procura amealhar o que conseguir com transferências e negócios dúbios, e de toda uma ganância atroz e perversa à qual a nossa débil classe política, também ela muito alicerçada ao negócio “da bola” do advento do século XXI, finge estar cega, quando, esperamos, que, um dia, tenha a essencial audácia para tomar medidas que possam voltar a levar famílias, a namorada, a amante, a amiga da amante, às bancadas dos estádios que, numa Sexta ou numa Segunda-feira à noite, num jogo “pequeno” (Desportivo das Aves vs. Portimonense, Moreirense vs. Belenenses, por exemplo) não contarão com mais de um milhar de almas perdidas num vazio de betão.
O meu Beira-Mar, um histórico inequívoco, é um dos muitos casos que se viu vitimizado por esta vaga do futebol avarento e parco em valores. Farense, Salgueiros e União de Leiria são outros exemplos. O Famalicão por lá passou, tal como o Tirsense, que ainda por lá anda. A própria Académica de Coimbra, fulcral na democratização do país, através da “Crise de 1969”, também se encontra, apesar de algumas diferenças, na “corda bamba”. Adiante.
Voltando à TV: e aqueles directos televisivos de jogos em que quatro ou cinco indivíduos assistem e comentam uma partida que está a decorrer, sem que o telespectador a consiga observar? No mínimo patético. Torna-se hilariante (e confrangedor) ficar a apreciar o semblante de emoções de cada um dos rapazes durante duas horas. É por estas e por outras que continuo um adepto incondicional do relato radiofónico. Uma verdadeira arte!
Fora tudo isso, falem, conversem e debatam para que toda a gente possa compreender minimamente o parecer de cada um. Sem pieguices e sem atropelos desrespeitadores para com os telespectadores. Vá, já têm idade para ter juízo."

O futebol traz ao de cima o pior que há nas pessoas

"O futebol serve precisamente para sublimar essas emoções e descarregar as frustrações do dia a dia. Se até pessoas civilizadas são capazes de perder a cabeça e de fazer coisas impensáveis, o que se poderia esperar então de verdadeiros energúmenos e indivíduos sem educação?

O que se passou na noite de domingo no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, não foi nada bonito. A atitude dos adeptos do Vitória, que imitavam um macaco de cada vez que Moussa Marega tocava na bola, destacou-se pela baixeza – até porque o maliano já lhes deu muitas alegrias no passado.
Mas o coro de condenações a estes insultos também parece ele próprio exagerado. Até porque atitudes deste género infelizmente são muito comuns no meio do futebol. Só quem nunca foi a um estádio pode achar estranha a situação. E isto tem uma razão de ser muito simples: o futebol consegue trazer ao de cima o pior que há nas pessoas, os seus instintos mais básicos e primários. Diria mesmo mais: para muitos, o futebol serve precisamente para sublimar essas emoções e descarregar as frustrações do dia a dia. Se até pessoas civilizadas são capazes de perder a cabeça e de fazer coisas impensáveis, o que se poderia esperar então de verdadeiros energúmenos e indivíduos sem educação?
Um dos problemas é que os dirigentes, em vez de contrariarem estes instintos tribais, gostam de os acicatar. Veem o futebol como uma guerra em que vale tudo e acham que quem insulta mais e agride mais os adversários está em vantagem. Promovem esta cultura de ódio através das suas declarações mas, sobretudo, através dos seus procuradores em programas infindáveis (na quantidade e na duração) que monopolizam o espaço televisivo. Não é o caso do Vitória de Guimarães, que até nem tem representação nesses fóruns – mas todo o clima em torno do futebol fica contaminado. E depois admiram-se que haja situações menos edificantes nas bancadas...
O caso Marega pode pois chocar alguns, mas não surpreende. O que surpreende é talvez a rapidez com que os principais responsáveis políticos reagiram. E até a PGR já anunciou ter aberto um inquérito. Assim as autoridades actuassem com a mesma celeridade em casos mais graves mas que, como não envolvem o desporto-rei, não têm nem um décimo do mediatismo."

Ver longe...

"O Primeiro-ministro, relativamente ao caso Marega, colocou nas redes sociais a sua indignação afirmando que condena “todos e quaisquer actos de racismo, em quaisquer circunstâncias”. E acrescentou a sua “total solidariedade com Marega, que no campo provou ser não só um grande jogador, mas também um grande cidadão”.
Apoiado mas não chega. Desde logo porque o caso Marega é uma das anomalias mais significativas do futebol que ameaça propagar-se por todos os espectáculos desportivos.
Por isso, o Primeiro-ministro para ser consequente com a sua indignação deve ir às causas do problema porque já são demasiados os factos que, em matéria de desporto, começam a manchar o nome de Portugal. Temos as mais baixas taxas de prática desportiva da Europa e, em consequência, aí está o racismo com todo o esplendor da sua boçalidade.
O desporto na sua prática nunca foi racista. As imagens obtidas nos Jogos Olímpicos de Berlim (1936) do alemão Luz Long a confraternizar com o americano Jesse Owens são uma das provas mais concludentes disso. O racismo surge quando o espectáculo pelo espectáculo prevalece, em regime de exclusividade, sobre a prática desportiva pela prática desportiva. Quando tal acontece, valores extrínsecos ao desporto tal como o bairrismo, o clubismo, o nacionalismo, a xenofobia, o racismo, o ódio, o terror e a morte, prevalecem sobre os valores intrínsecos ao desporto como, entre outros, a amizade, o respeito, a cooperação, a beleza do movimento, o prazer do esforço e do rendimento, a superação, o recorde e vitória em nome de um ideal ao serviço do desenvolvimento humano.
Por isso, devido ao estado caótico em que o Sistema Desportivo nacional se encontra, nunca será com o actual Programa de Governo para a área do desporto do qual se desconhecem os projectos e os programas devidamente articulados no espaço e no tempo tendo em consideração as modalidades e os vários sectores de prática desportiva que, algum dia, estas questões serão resolvidas. Sem educação desportiva promotora de cultura e civilidade, por mais autoridades para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto que se instituam, por mais prisões, julgamentos, condenações que possam acontecer, a situação tenderá sempre a piorar.
O que tem acontecido nos últimos anos é que os governos, ignorando a promoção da educação desportiva, despejam acriticamente milhões de euros no rendimento desportivo a fim de alimentar o espectáculo e, depois, esperam que a generalidade das pessoas que frequenta os recintos desportivos se comporte como quem vai à ópera.
Sugiro ao Primeiro-ministro que, para além das chefias que de há longos anos a esta parte, por acção ou omissão, instituíram um silêncio insuportável que caracteriza o pântano desportivo nacional, providencie no sentido de ser constituído um grupo de trabalho independente e multidisciplinar que, no prazo de seis meses, elabore as linhas mestras de uma plano estratégico para o desporto nacional que, do ensino ao alto rendimento, apresente um conjunto de propostas devidamente objectivadas, a desencadear a partir de um acordo de regime interpartidário com início no Ciclo Olímpico de Paris (2020-2024), tendo em conta um horizonte temporal de três Ciclos Olímpicos.
Trata-se de, parafraseando Gaston Berger, ser capaz de ver longe e com amplitude, analisar em profundidade, arriscar e pensar no desenvolvimento desportivo do País ao serviço de todos os portugueses.
A não ser assim, o vergonhoso caso Marega será, tão só, o precursor daquilo que está para vir."

Benfiquismo (MCDXLVII)

Sir...

Ucrânia...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Galardões Cosme Damião

"Foram já anunciados os 37 nomeados, em sete categorias sujeitas à votação dos Sócios (as restantes serão da responsabilidade da Direcção), para os Galardões Cosme Damião, que serão entregues na Gala do 116.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica no dia 4 de Março, no Campo Pequeno.
O assinalável sucesso do Clube, transversal nas diversas áreas, desde a desportiva à associativa, passando pela financeira e patrimonial, o investimento e inovação constantes nas áreas de suporte, bem como a implantação cada vez mais significativa dos projectos da formação e da aposta na vertente feminina nas várias modalidades, dificultam a escolha dos nomeados, mas esse é um “problema” com que todos desejamos conviver e que queremos que se acentue ano após ano.
A intervenção do presidente Luís Filipe Vieira foi um dos momentos altos da noite, apelando à união, à superação, à resiliência e à ambição de todos os que têm a missão e a honra de contribuírem diariamente para o engrandecimento do Sport Lisboa e Benfica. Numa expressão, apelou à mística benfiquista!
E relembrou que o nosso ADN é “nunca desistir, nunca baixar os braços, nunca vergar, para no fim vencer”, e que “foi sempre nos momentos mais difíceis que nos tornámos mais fortes”, terminando com a manifestação de que “queremos ganhar e merecemos ser felizes, juntos!”.
O caminho está traçado, percorramo-lo unidos em torno do ideal benfiquista.
#PeloBenfica

P.S.: Na próxima 2.ª feira, dia 24, às 19h30, a nossa equipa jogará em Barcelos frente ao Gil Vicente. Informamos que ainda há bilhetes disponíveis e apelamos à mobilização dos benfiquistas para marcarem presença no estádio e apoiarem o nosso Benfica em mais um passo que se deseja rumo ao 38."

'Mi Buenos Aires querido'

"O jogo histórico entre Boca Juniors e Benfica, en La Bombonera, deveria ter sido inesquecível. Eusébio, de joelho rebentado, saiu aos 27 minutos. Resolveu-se o assunto salomonicamente; 1-1 graças a dois penáltis

A Argentina é um país de mitos. E a diz a filosofia que os mitos morrem cedo.
'Vive depressa. Morre jovem, sê um cadáver bonito!'
Carlos Gardel viveu depressa. Morreu cedo, aos 44 anos, não pôde ser um cadáver bonito. O avião em que viajava despenhou-se nos arredores de Medellín. Ficou transformado num féretro carbonizado.
Estávamos no dia 24 de Junho de 1935. Com ele morreram também o piloto Ernesto Samper, Alfredo Le Pera, que escreveu tantas letras para as suas músicas, e os guitarristas Ángel Domingo Rivero e José Maria Aguilar Porrás.
Foi um dos momentos mais tristes da Argentina. E do Uruguai: Montecideu, onde vivia a sua mãe, saiu em bloco para a rua para partilhar as sua lágrimas.
Gardel, o homem do tango que nascera em França, em Toulouse.
Trinta e três anos depois, o Benfica chegava a Buenos Aires. Tinha uma série de jogos agendados. Toda a gente queria ver o Benfica como toda a gente quisera ver o grande Gardel.

Futebol ao ritmo do tango
'Mi Buenos Aires querido
Cuando yo te vuelva a ver
No habrá mas pernas ni olvido',
cantava Charles Romuald Gardés, que recebeu a irónica alcunha de El Mudo.
Eusébio, lesionado, ainda a sofrer as mazelas de mais uma operação ao joelho, escondia-se dos embates físicos e duros protagonizados pelos adversários. Que adversários! O Boca Juniors, o mais popular dos clubes argentinos, o grupo da hinchada fanática que parece exigir sangue de cada vez que enche o Estádio de La Bombonera até rebentar pelas costuras.
É preciso ir lá ver. Barrio de la Boca. À beira do porto do delta do rio de La Plata, as casas de lata pintadas de cores coloridas, os becos onde meninos jogam com trapeiras, a linha de caminho-de-ferro que bordeja La Bombonera.
27 minutos decorridos, e Eusébio saiu, sofrendo até ao limite da sua impressionante concorrência.
Roma, Melendez, Ovide, Suce e Rattín suspiraram de alívio quando viram a Pantera Negra pelas costas.
Rattín, o grande capitão do Boca e da Argentina, fizera questão de ser fotografado ao lado de Eusébio no início da partida. Eusébi com um lenço branco amarrado num joelho.
O encontro que deveria ter ficado a letras de ouro na história dos dois clubes desiludiu. Sem Eusébio, o Benfica foi menos Benfica. O Boca revelou um medo cénico mesmo quando atingiu a vantagem a 15 minutos do fim através de um penálti: Alguns, mais desiludidos, tornaram o caminho de casa antes do apito final do árbitro Nino Guillermo José. Seguiram para Calle Brandsen, viraram na Almirante Brown e tornaram a Ponte de Avellaneda.
Talvez trauteassem a música de Gardel dedicada a La Boca.
'Caminho que entronces estabas
Bordeado de trébol y juncos en flor
Uma sombra ya pronto serás
Una sombra y ele mismo que yo'.
Já não viram o empate de Jacinto, também de penálti, que assinalou o empate definitivo. António Simões encantara os dirigentes argentinos, que queriam ficar com ele.
Pelas ruas de La Boca:
'Caminito cubierto de cardos
La mano del tiempo tu huella borró
Ya a tu lado quisiera caer
Y que el tiempo nos mate a los dos'.
A rua estreita, pejada de casas de cores vivas, vê os meninos chutando bolas contra a parede do Conventillo de Corazón de Tango..."

Afonso de Melo, in O Benfica

A união faz a força


"Num cenário nevado, o Benfica provou que com união se consegue ultrapassar todas as adversidades.

A neve caiu sob Moscovo desde o meio-dia, tornando o relvado branco. Os termómetros indicavam vários graus negativos. As expectativas não eram as melhores para a equipa lisboeta que iria enfrentar, nesse dia, o Dínamo Moscovo, no Estádio do Torpedo, para 1.ª mão da 3.ª eliminatória da Taça UEFA 1992/93, um adversário que não se devia subestimar. No início dos anos 90, acreditava-se que as equipas da Europa do Leste estavam a passar por uma fase de declínio, devido ao impacto que o fim da União Soviética teve no desporto. Todavia, a queda de três grandes clubes do futebol europeu, em três competições europeias, frente a equipas de Moscovo tinha contrariado esta ideia.
Os jogadores benfiquistas entraram no relvado, equipados com luvas e collants, prontos a mostrar o seu valor mesmo 'fora do seu «habitat»'. Vítor Paneira foi o primeiro a marcar o ritmo e a comandar as operações, e 'foi «escutado» pelos colegas'. Aos cinco minutos, Paneira criou uma situação de risco para os moscovitas, inaugurando uma sucessão de lances que 'permitiram fragilizar o adversário, surpreendentemente (ou talvez não) mais inadaptado às péssimas condições climatéricas'. Enquanto isso, no outro meio-campo, Silvino 'até corria o risco de... morrer de frio'.
Schwarz, Isaías e Mostovoi, que 'pareceu mais à vontade na neve do que na relva', seguiram os trilhos de Vítor Paneira e, com um excelente passe deste, Isaías inaugurou o marcador, aos 36 minutos. Um 'golo naturalíssimo, de prémio ao melhor futebol e à melhor equipa', que na 2.ª parte conseguiu aumentar ainda mais o fosse de supremacia para os moscovitas, como Isaías a bisar, após um passe magistral de Mostovoi.
Nos últimos 15 minutos, um erro defensivo e um livre permitiam o empate pelo conjunto russo, o que ensombrou a prestação artística do conjunto 'encarnado'. Todavia, no regresso, o sentimento era que esta era a 'primeira grande vitória de Toni', que tinha o cargo de treinador há um mês, na sua quarta passagem pelo Clube nesta função, pois a 'coesão é imprescindível para a concretização de qualquer trabalho e Toni sabe-o muito bem. Moscovo mostrou que se está no caminho correcto'. E o tempo dar-lhes-ia razão pois, na 2.ª mão da eliminatória, a equipa orientada por Toni saiu vencedora por 2-0 e apurou-se para os quartos de final da Taça UEFA, um feito que não era conseguido há 10 anos.
Pode ficar a saber mais sobre estes verdadeiros 'homens das neves' na área 22 - De Águia ao Peito do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Olho biónico anal

"Nas sociedades actuais só quem é ingénuo é que não percebe que quase tudo é manipulado.
O melhor instrumento de manipulação é sem dúvida o poder da imagem e o poder do som. E quem tem esse poder?
Não há dúvida nenhuma de que o medo condiciona os comportamentos!
Acórdão do Tribunal da Relação do Porto.
Processo: 107/12.1GDVFR.P1
Relator: Maria Dolores Silva e Sousa
Descritores: Crime de Coacção
Bem Jurídico Protegido
Elementos do Tipo Tentativa
Data do Acórdão:27-11-2013
Sumário:
I - O bem jurídico protegido pelo crime de coacção é a liberdade de decisão e da acção.
II - São requisitos objectivos do crime de coacção:
(i) Que o agente constranja um determinado comportamento.
(ii) Outra pessoa a adoptar um determinado comportamento:
- À prática de uma acção
- À omissão de uma acção
- Ao suportar de uma actividade
III - Sujeito passivo do crime de coacção pode ser qualquer pessoa.
IV - O conceito indeterminado 'mal importante', cuja densificação (substância e forma; precisão e concretização) cabe à doutrina e jurisprudência, deve orientar-se pelas seguintes ideias:
- Tanto pode ser ilícito como não ilícito, cabendo como mal importante a ameaça de procedimento jurídico ou de queixa-crime, censurável.
- A ameaça tem de ser adequada a constranger o ameaçado.
V - A coacção é um crime de resultado cuja consumação exige, consequentemente, que a pessoa objecto da acção de coacção tenha, efectivamente, sido constrangida a praticar a acção, a omitir ou a tolerar a acção, não bastando a adequação da acção, sendo ainda necessário que entre o comportamento e a acção de coacção haja uma relação de efectiva causalidade.
VI - Se o sujeito passivo, apesar da ameaça, acabou por levar a cabo a conduta devida, apenas se verifica uma tentativa do crime de coacção, verificados os restantes elementos do tipo.

Teresa Bernardino - Comunicação Social e Defesa Nacional
Concluindo a opinião pública, facilmente manipulável, depende uma comunicação social que estimula certos comportamentos e que desmotiva ou rejeita outros. Tal como a sociedade portuguesa, a comunicação social é um sector em crise de identidade. Sendo o sector que melhor pode reflectir a cultura de um povo, a imagem que oferece revela as incertezas, os desencontros, as obsessões da vida mental da nação, feita palavra viva. Sociedade em mudança, mentalidade nova a delinear-se confusamente. Eis a realidade em que se inscreve a comunicação social escrita e oral. Vive-se, com efeito, o ambiente de uma sociedade que se conhece mal a si própria porque as linhas de rumo que lhe dariam coesão são quase imperceptíveis.
Um estudo muito recente de neurocientistas sediados em Nova Iorque, Joseph LeDeboux e Ricahrd Brown, vem mostrar que as emoções podem gerar mais do que os actos racionais. Os autores mostram que as emoções são estados cognitivos que resultam da recolha de informação. Mais especificamente, os mecanismos do cérebro que dão origem a emoções e sentimentos conscientes não se diferenciam daqueles que dão origem a experiências perceptíveis e cognitivas.
Para Joseph LeDeboux e Richard Brown, os estados emocionais estão, pelo contrário, ao nível de outros estados de consciência. Considere-se, por exemplo, a sensação de medo causada pela visualização de uma cobra por perto. O que estes autores vêm mostrar é que o processo de visualização de percepção do perigo e a experiência emocional acontecem nos mesmos circuitos (os autores não excluem, no entanto, que algumas respostas às emoções continuam a ser dependentes as subcircuitos diferentes mas interligados).
Este estudo vem contribuir para o que parece ser cada vez mais evidente. A razão e a emoção moram juntas.
A tristeza, a alegria, a vergonha, a culpa, o amor, o ódio, são sentimentos que não só baralham as escolhas como podem até ser geradores de maior eficiência.
Como colocar estes princípios em prática:
O jogador mais aguerrido deles é o Taarabt. Por isso, como ele ainda tem uns dentinhos de leite, dás-lhe um 'chega para lá', pica-lo e fazes com que ele fique mais levezinho e desorientado. Deixa de poder articular o jogo do Benfica. É que o Gabriel levou uma 'patada' do filho dele no olho e não vai jogar!
Sim, Mister.
Gradualmente já está tudo preparado para a emoção e a gritaria no estádio aumentar e assim condicionar o comportamento dos gajos. É nessa altura que provocas o Ferro e rematas a bola contra o braço dele.
Mesmo estando ele de costas, Mister?
Isso não interessa para nada! A seguir aumenta a confusão e não há nenhum árbitro que não os tenha para não marcar o penálti!
Para o caso de o primeiro não resultar, já o segundo tinha a mãozinha também nas costas do Ferro!
Mas afinal o que é que interessa o empurrão? Não deveria ser assim, sr. comentador Rui Santos? Também está condicionado?
Ah! Passou a existir no futebol português a necessidade de um olho biónico anal. Primeira cobaia - o Ferro!

Este olho biónico anal faz com que um jogador de costas veja a trajectória da bola para se desviar da mesma!
Benfica Lab? Alerta para esta nova startup!

Acabou-se a célebre frase que dizíamos nos Olivais Sul - dá-lhe agora, que ele está de costas.
Ah! Ó sr. Marco Ferreira - de costas aumentou a volumetria. Bem, você lá sabe por experiência, certamente!
Violência no desporto

Ah! Isto não é incitamento à violência! Incitamento a bater nos árbitros, jogadores e adeptos?!
Não! É a séria Muppet Show!

Pobre país que não tem lei nem grei! Uma autêntica balbúrdia! Até a procuradora-geral da República faz uma directiva e depois suspende-a!
Podem ir tomar um cafezinho e uma bola de Berlim à pastelaria do sr. árbitro. Já não o enforcamos!
Pobre gente!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Máscaras!

"Segurança na bancada ou pretexto de interrupção do jogo? Whistleblower ou venda de conteúdos digitais roubados? Racismo ou provocação e manipulação? As máscaras usuais."

Benfica FM #101 - Fama e Braga...

Benfiquismo (MCDXLVI)

Feiticeiro...

Lixívia 21


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 54 (-4) = 58
Corruptos. 53 (+16) = 37
Sporting.. 36 (+9) = 27

Mais uma jornada, mais um inacreditável branqueamento da arbitragem do Macron no jogo da Luz! Mais uma vez, o condicionamento criminoso, resultou... Mais uma vez, os expert's, dobraram a espinha, para defenderem o indefensável...!!!

Tal como escrevi na crónica do jogo, os 90 minutos foram todos 'inclinados', enquanto os jogadores do Benfica são 'obrigados' a disputar os duelos com os braços no ar, para evitar que sejam assinaladas faltas 'contra', os adversários disputam as bolas com 'tudo'... legal e ilegalmente!!!



- A 'não expulsão' do David Carmo é um absurdo: entrada por trás, sem qualquer hipóteses de disputar a bola, unicamente preocupado em travar o Rafa, com os pitons levantados, acertando com os pitons na perna do Rafa, e terminando o movimento com uma tesoura sobre a perna de apoio...



- Mas não foi a única: reconheço que no Estádio não me apercebi da gravidade, mas depois de rever na televisão, não tenho dúvidas: o Esgaio tinha que ser expulso, com Vermelho directo. Não foi uma falta 'inteligente' sobre o Cervi, foi uma agressão... Uma agressão a pontapé... sem qualquer intenção de jogar a bola...
No Estádio achei estranho o Weigl ficar 'chateado' parece-me um jogador pacífico, mas só na TV é que percebi... agressão pura e dura!
- Em relação ao Raul Silva, tentei arranjar imagens claras, mas não encontrei... Agora no Estádio, fiquei com poucas dúvidas, na celebração do golo do Braga, o suíno pegou na bola, virou-se para a bancada, e executou gestos provocatórios/obscenos, parecidos com os gestos que fez no final...
O jogador não foi provocado pelos Benfiquistas, foi um acto gratuito de má educação, e de incentivo à violência, para mim, ambas as situações são de Vermelho directo!
As desculpas online no dia seguinte, valem zero!!!

E depois, ainda tivemos o golo do Braga, que 'nasce' num ataque, que não devia ter acontecido! O Rúben não faz falta nenhuma, joga a bola, não toca no adversário nem faz jogo perigoso, pois 'entra de lado'...

Em relação ao Rúben, não se deixem intoxicar: o Rúben foi burro, mas não agrediu ninguém, empurrou! Não deu um soco a ninguém, não deu um pontapé a ninguém, acabou por empurrar um jogador que queria retardar o reinicio do jogo... aliás como o fez durante os 90 minutos de forma aberrante!!!



Uma nota ainda, para a total falta de respeito que os jogadores do Braga demonstraram pelo árbitro durante os 90 minutos: o Palhinha quando levou Amarelo, fartou-se gesticular (seria o 2.º Amarelo), o Paulinho batia palmas sempre que não concordava com a decisão do árbitro; e no reinício do jogo a seguir ao golo, depois de demorarem o tempo que quiseram na bandeirola de canto, e a regressar para o seu meio-campo... ainda houve jogador que retirou a bola do centro do relvado, quando o Vinícius estava preparado para recomeçar a partida... Tudo isto, com o Macron impávido e sereno!


Em Vila do Conde, expulsão do Neto e penalty cometido pelo mesmo jogador, deram mais um empurrão aos Lagartos.... Verdíssimo, mais uma vez a ser o herói...!!!






Em Guimarães, não houve grandes Casos... a agressividade nos duelos dos Corruptos, e a forma com vão cometendo faltas atrás de faltas, sem sanção disciplinar é inacreditável... e em redor da sua própria área, vale tudo!!! Se os Benfica jogasse assim, ao intervalo já tínhamos 2 ou 3 na Rua...

No caso Marega, algumas curiosidades:
O protocolo para estas situações não foi 'activado' pelo árbitro... sendo assim, se o Godinho quisesse tinha dado o 2.º Amarelo ao Maliano: gestos ofensivos para a bancada; atraso no reinicio da partida; depois de pedir a substituição, atravessou o campo, quando devia ter saído pela linha mais perto...!!!
Seria uma medida drástica, mas estaria dentro dos regulamentos...
A questão não é se eu concordo ou não com um suposto 2.º Amarelo, a questão é que eu tenho a certeza, que se isto tivesse acontecido com um jogador do Benfica, tenho a certeza que teria sido expulso... e no dia seguinte, todos os cumentadores dariam cobertura ao Godinho!!!

Já em relação à questão substancial do racismo, ninguém deverá pôr em causa, o problema... Aquilo que eu não me esqueço, é a forma como recentemente o Nélson Semedo e o Renato Sanches, alvos de atitudes racistas, foram tratados pela opinião pública Dragarta!
Isto não se passou à dezenas de anos, passou-se nos últimos 3 anos, em Portugal, com dois jovens portugueses, nascidos em Portugal... mas como estavam vestidos com a camisola do Benfica, sendo assim, a grande maioria dos comentadores desportivos, anti-Benfiquistas primários, não se indignaram com as atitudes racistas... Chegaram mesmo, a criticar os próprios jogadores!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Prejudicados, (6-0), Sem influência
2.ª-B SAD(f), V(0-2), Veríssimo (Xistra), Prejudicados, (0-4), Sem influência
3.ª-Corruptos(c), D(0-2), Sousa (Almeida), Prejudicados, Impossível contabilizar
4.ª-Braga(f), V(0-4), Almeida (Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (1-4), Sem influência
5.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Pinheiro (L. Ferreira), Nada a assinalar
6.ª-Moreirense(f), V(1-2), Soares Dias (Mota), Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(1-0), Martins (Esteves), (2-0), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Tondela(f), V(0-1), Hugo (Nobre), Nada a assinalar
9.ª-Portimonense(c), V(4-0), Mota (V. Ferreira), Nada a assinalar
10ª-Rio Ave(c), V(2-0), Xistra (Esteves), Prejudicados, Sem influência
11.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Soares Dias (R. Oliveira), Prejudicados, (1-3), Sem influência
12.ª-Marítimo(c), V(4-0), Veríssimo (L. Ferreira), Nada a assinalar
13.ª-Boavista(f), V(1-4), Sousa (Malheiro), Prejudicados, (1-5), Sem influência
14.ª-Famalicão(c), V(4-0), Rui Costa (Narciso), Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Almeida (Rui Costa), Nada a assinalar
16.ª-Aves(c), V(2-1), Xistra (Nobre), Prejudicados, (3-1), Sem influência
17.ª-Sporting(f), V(0-2), Hugo (Sousa), Prejudicados, Sem influência
18.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), M. Oliveira (Esteves), (0-3), Prejudicados, Sem influência
19.ª-B SAD(c), V(3-2), Almeida (R. Oliveira), (3-1) Prejudicados, Sem influência
20.ª-Corruptos(f), D(3-2), Soares Dias (Martins), Prejudicados, (-3 pontos)
21.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo (Esteves), Prejudicados, (-1 ponto)

Sporting
1.ª-Marítimo(f), E(1-1), Martins (Hugo), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
2.ª-Braga(c), V(2-1), Godinho (Nobre), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (V. Santos), Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
4.ª-Rio Ave(c), D(2-3), Pinheiro (Narciso), Beneficiados, Prejudicados, (3-5), Sem influência
5.ª-Boavista(f), E(1-1), Sousa (V. Ferreira), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
6.ª-Famalicão(c), D(1-2), Hugo (Nobre), Nada assinalar
7.ª-Aves(f), V(0-1), Xistra (Nobre), Nada a assinalar
8.ª-Guimarães(c), V(3-1), Soares Dias (Narciso), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Rui Costa (Xistra), Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Tondela(f), D(1-0), Veríssimo (Mota), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Hugo (Esteves), Beneficiados, Sem influência
13.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias (V. Santos), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
14.ª-Santa Clara(f), V(0-4), Mota (Nobre), Beneficiados, (1-4), Sem influência
15.ª-Corruptos(c), D(1-2), Sousa (Xistra), Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
16.ª-Setúbal(f), V(1-3), Martins (M. Oliveira), Prejudicados, (1-4), Sem influência
17.ª-Benfica(c), D(0-2), Hugo (Sousa), Beneficiados, Sem influência
18.ª-Marítimo(c), V(1-0), Rui Costa (Narciso), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
19.ª-Braga(f), D(1-0), Sousa (Esteves), Beneficiados, (2-0), Sem influência
20.ª-Portimonense(c), V(2-1), Hugo (Malheiro), Nada a assinalar
21.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Veríssimo (Rui Costa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)

Corruptos
1.ª-Gil Vicente(f), D(2-1), Almeida (Xistra), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(4-0), Mota (V. Santos), Nada a assinalar
3.ª-Benfica(f), V(0-2), Sousa (Almeida), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Xistra (Nobre), Beneficiados, Prejudicados, (4-2), Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(f), V(2-3), Rui Costa (V. Santos), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
6.ª-Santa Clara(c), V(2-0), Godinho (Rui Oliveira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
7.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Almeida (Sousa), Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Famalicão(c), V(3-0), Veríssimo (L. Ferreira), Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Almeida), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
10.ª-Aves(c), V(1-0), Malheiro (Rui Costa), Nada a assinalar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Almeida (V. Santos), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Martins (Nobre), Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), E(1-1), Pinheiro (L. Ferreira), Nada a assinalar
14.ª-Tondela(c), V(3-0), M. Oliveira (V. Santos), Beneficiados, (3-1), Sem influência
15.ª-Sporting(f), V(1-2), Sousa (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
16.ª-Moreirense(f), V(2-4), Soares Dias (V. Santos), Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
17.ª-Braga(c), D(1-2), Xistra (Martins), Beneficiados, Sem influência
18.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), R. Oliveira (V. Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Setúbal(f), V(0-4), Mota (M. Oliveira), Beneficiados, (1-3), Impossível contabilizar
20.ª-Benfica(c), V(3-2), Soares Dias (Martins), Beneficiados, (+3 pontos)
21.ª-Guimarães(f), V(1-2), Godinho (Almeida), Nada a assinalar

Anexos (II):
Árbitros:
Benfica
Almeida - 3
Soares Dias - 3
Hugo - 3
Veríssimo - 2
Sousa - 2
Xistra - 2
M. Oliveira - 2
Pinheiro - 1
Martins - 1
Mota - 1
Rui Costa - 1

Sporting
Hugo - 4
Sousa - 3
Xistra - 2
Soares Dias - 2
Martins - 2
Rui Costa - 2
Veríssimo - 2
Godinho - 1
Pinheiro - 1
M. Oliveira -1
Mota - 1

Corruptos
Almeida - 3
Sousa - 3
Xistra - 2
Mota - 2
Soares Dias - 2
Godinho - 2
Rui Costa - 1
Verissimo - 1
Malheiro - 1
Martins - 1
Pinheiro - 1
M. Oliveira - 1
R. Oliveira - 1

VAR's:
Benfica
Esteves - 4
L. Ferreira - 3
Rui Costa - 2
Nobre - 2
R. Oliveira - 2
Xistra - 1
Almeida - 1
Mota - 1
V. Ferreira - 1
Malheiro - 1
Narciso - 1
Sousa - 1
Martins - 1

Sporting
Nobre - 4
Narciso - 3
V. Santos - 2
Xistra - 2
Esteves - 2
Hugo - 1
V. Ferreira - 1
Mota - 1
L. Ferreira - 1
M. Oliveira - 1
Sousa - 1
Malheiro - 1
Rui Costa - 1

Corruptos
V. Santos - 6
Almeida - 3
Nobre - 2
L. Ferreira - 2
Xistra - 2
Martins - 2
V. Santos - 1
Rui Oliveira - 1
Sousa - 1
Rui Costa - 1
M. Oliveira - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Soares Dias - 3 + 0 = 3
Hugo - 2 + 0 = 2
Almeida - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1
Sousa - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1

Sporting
Xistra - 2 + 1 = 3
Martins - 2 + 0 = 2
Sousa - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Hugo - 1 + 1 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
Nobre - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Soares Dias - 1 + 0 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 3 + 3 = 6
Sousa - 3 + 1 = 4
V. Santos - 0 + 3 = 3
Xistra - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Almeida - 3 + 1 = 4
Esteves - 0 + 4 = 4
Soares Dias - 3 + 0 = 3
Hugo - 3 + 0 = 3
Xistra - 2 + 1 = 3
Sousa - 2 + 1 = 3
Rui Costa - 1 + 2 = 3
L. Ferreira - 0 + 3 = 3
Veríssimo - 2 + 0 = 2
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Nobre - 0 + 2 = 2
R. Oliveira - 0 + 2 = 2
Pinheiro - 1 + 0 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Sporting
Hugo - 4 + 1 = 5
Sousa - 3 + 1 = 4
Xistra - 2 + 2 = 4
Nobre - 0 + 4 = 4
Narciso - 0 + 3 = 3
Soares Dias - 2 + 0 = 2
Martins - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
M. Oliveira - 1 + 1 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Godinho - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 3 + 3 = 6
V. Santos - 0 + 6 = 6
Sousa - 3 + 1 = 4
Xistra - 2 + 1 = 3
Rui Costa - 1 + 2 = 3
Martins - 1 + 2 = 3
Mota - 2 + 0 = 2
Soares Dias - 2 + 0 = 2
Godinho - 2 + 0 = 2
Rui Oliveira - 1 + 1 = 2
M. Oliveira - 1 + 1 = 2
Nobre - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Malheiro - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1

Jornadas Anteriores:
Jornada 1
Jornada 2
Jornada 3
Jornada 4
Jornada 5
Jornada 6
Jornada 7
Jornada 8
Jornada 9
Jornada 10
Jornada 11
Jornada 12
Jornada 13
Jornada 14
Jornada 15
Jornada 16
Jornada 17
Jornada 18
Jornada 19
Jornada 20

Épocas anteriores:
2018-2019

Juniores - 1.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 1 Sporting
H. Araújo, Gerson


Bom jogo, sem muitos oportunidades, mas com bastante intensidade. O Benfica é melhor, individualmente e colectivamente... Os nossos jovens, com mais vontade de 'pegar' no jogo; contra um Sporting a apostar tudo no nosso erro, com uma equipa fisicamente forte na defesa, mas inferior tecnicamente... o João Daniel e o Bruno Tavares podem-se 'fazer' os jogadores, os outros nem por isso!!!

O Benfica 'baixou' alguns jogadores: Brito, Bernardo e o Gonçalo Ramos... o Filipe Cruz, o Rafa e o Gerson têm jogado nos sub-23 tal como o Sarmiento, o Saldanha e o H. Araújo em alguns jogos! E ainda tivemos o Tiago Gouveia, que está na fase pós-lesão, senão até poderia estar na B... Portanto, uma equipa bastante forte, praticamente aquela que irá jogar na UEFA, com mais dois ou três reforços (o Umaro está lesionado, o Pedro Álvaro também...) como o Dantas e o Tiago Araújo! E ainda 'faltou' o Ronaldo (por opção)!!!
Pessoalmente, concordo com esta opção de colocar os melhores jogadores na fase final do Campeonato de Juniores...

O resultado é enganador, podíamos e devíamos ter goleado, tivemos oportunidades para isso... desperdiçamos, e depois o Sporting reduziu no último minuto dos descontos...
Tudo isto, com mais uma arbitragem 'amiga' dos Lagartos!

Com a derrota dos Corruptos no Estoril, esta 1.ª jornada, acabou por ser 'agradável'. Esta fase final é longa, mas temos tudo para ganhar... cuidado com o Braga!

Galardões Cosme Damião 2020

Revelação Futebol
Ferro
Florentino
Jota
Francisca "Kika" Nazareth

Revelação Modalidades
André Correia (Futsal)
Etson Barros (Atletismo)
Mariana Silva (Basquetebol feminino)
Rafael Lisboa (Basquetebol masculino)

Formação
Sub-17 Futebol (Juvenis A)
Sub-14 Basquetebol Masculino
Sub-17 Futsal Masculino
Sub-17 Hóquei em Patins Masculino
Sub-19 Futsal Feminino
Futebol Feminino – Juniores

Modalidade
Andebol Feminino
Atletismo
Futsal Masculino
Voleibol Masculino

Atleta de alta competição
André Coelho (Futsal Masculino)
Bárbara Timo (Judo)
Fernando Pimenta (Canoagem)
Fifó (Futsal Feminino)
Rui Bragança (Taekwondo)
Tiago Violas (Voleibol Masculino)

Treinador do ano
Bruno Lage
Joel Rocha
Luís Araújo
Marcel Matz
Paulo Almeida
Ricardo Santos

Futebolista
André Almeida
Darlene
Grimaldo
Pizzi
Rafa
Rúben Dias
Seferovic

PS: Já votei: Kika, Lisboa, Juvenis Futebol, Voleibol, André Coelho, Marcel Matz e Rúben.

Testemunha abonatória

"Esta semana traz-nos um mimo do passado com evidentes projecções no presente. Pinto da Costa será testemunha abonatória de Bruno de Carvalho no processo da invasão da academia de Alcochete. 

Somos testemunhas do nosso tempo, das dinâmicas, das entropias e de reiterados “sei muito bem onde queres chegar”, num joguinho frágil de gato escondido com o rabo de fora. Ninguém rende como o Benfica, nas notícias, nas efervescências das lideranças em perda, nos recintos desportivos e em tudo o que implica presença institucional ou desportiva do clube e dos seus adeptos. Não sei quantos milhões são, mas pesam nas dinâmicas da sociedade, da conquista de audiências aos exasperantes espasmos de jornalistas e comentadores, em que espécimes como Octávio Lopes são um retrato pujante de uma frustração que turva qualquer objectividade. Espasmam e espumam, mas são alimentados pelo pulsar noticioso de quem abocanham.
Agora que o campeonato de futebol se equilibrou, é expectável que o desespero do bota-abaixo ao Sport Lisboa e Benfica possa esmorecer, sob pena de influir na compra de jornais, nas audiências e nas presenças dos únicos adeptos que asseguram casas cheias, ao ponto de ter num treino aberto mais espectadores de que várias sequências de espectadores em boa parte dos estádios.
Como testemunhas do tempo presente, abonamos que há muita gente a brincar com coisas sérias e com uma instituição nuclear do desporto e da sociedade portuguesa, o Sport Lisboa e Benfica. 
Brincam quando, jogo após jogo, permitem a destilaria de ódio presente em cânticos insultuosos de claques em jogos em que o Benfica nem sequer é parte.
Brincam na nomeação de amostras de árbitros, eivados de tiques e de dualidade de critérios, que aparentam procurar em cada fim de semana um momento de afirmação de personalidade que contraste com as frustrações quotidianas.
Brincam quando permitem todas as barbaridades ditas e feitas antes, durante e depois dos jogos, mas não aceitam a mínima crítica ou proposta perante a sucessão de erros, a ineficiência do VAR e o imobilismo de quem deve actuar perante a degradação do fenómeno desportivo.
O problema em torno do futebol português não é o ambiente, é a realidade.
A realidade de ter árbitros condicionados, cujas queixas ou alegadas queixas por invasão do centro de estágio nunca chegaram a bom porto.
A realidade de ter estratégias mediáticas para branquear a violação de direitos fundamentais cometida por piratas informáticos, que actuariam em substituição do sistema judicial do Estado de direito democrático, em que os fins ou alegados fins justificariam todos os meios.
A realidade de termos nos clubes, como na sociedade, pessoas com falta de carácter que não conseguem perspectivar um jogo como uma oportunidade de lazer ou vivem sobressaltadas na expectativa dos erros, para capitalizar o ego e sublinhar a incontornável condição: tudo era bom até ao momento em que deixaram de ser parte da construção.
É preciso dar combate a essa gente, que inventa, mente e manipula. Durante uma semana, depois do Porto-Benfica, deliraram com o lance do penálti em que Soares coloca a mão nas costas de Ferro, aquando do salto, e, de costas, a bola bate-lhe no braço. Segmentaram a parte da bola na mão e, quais Estalines, eliminaram a realidade da mão nas costas para mostrar apenas o final a árbitros internacionais e até comparar com o penálti de Ronaldo em que a bola foi à mão do jogador do Milão, mas ninguém o empurrou pelas costas.
É preciso continuar a fazer o trabalho de casa, reconfigurado pelas lesões e pelos erros próprios, mas precisamos de dar combate a essa gente. Aos da federação e da liga que não respeitam a instituição. Aos árbitros que não se dão ao respeito pelas diatribes das prestações. Aos média que, para alimentar o tempo de antena e responder às necessidades de escrever todos os dias, não hesitam em acicatar, inventar e deturpar. Aos adversários do jogo baixo, com causa e efeito, com comprovados padrões e com elevado nível de desespero pela conquista.
Esta semana pós-perda de pontos traz-nos um mimo do passado com evidentes projecções no presente, por exemplo, nos cânticos intercambiados e entoados pelas massas de adeptos. Pinto da Costa será testemunha abonatória de Bruno de Carvalho no processo da invasão da academia de Alcochete. Porventura não haverá momento mais sintomático da convergência estratégica dos últimos anos do que o abono do presidente do Futebol Clube do Porto a um presidente do Sporting Club de Portugal que teve no seu mandato uma violenta invasão dos balneários da sua academia, pelo ambiente gerado. É da praxe processual escolherem-se especialistas e abonos para desmontar ou alicerçar os impulsos e as personalidades em presença. Não sei se será o caso, mas o passo seguinte, tal a anuência, é ser arrolado como testemunha abonatória de Rui Pinto.
Imagine-se o brado e o pranto mediático se, para uma situação similar, o abonatório fosse o presidente do SLB.
É preciso dar combate, sem medos e sem oscilações de humores. Pelo Benfica. Com memória e ambição.
(..)"