Últimas indefectivações

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A invasão dos nomes esquisitos...

"De repente, Lisboa passou a ser visitada por figuras exóticas do Futebol da Europa e do mundo. Os amantes do jogo (sobretudo os do Benfica) viam-se perante enormes estrelas pela primeira vez nas suas vidas.

Certa vez coube ao Boavista defrontar o Inter de Milão para a Taça UEFA. Enviado-especial de «A Bola» fui a Milão em reportagem entrevistar o treinador Trapattoni e alguns craques da altura como Matthaus ou Klinsmann.
Foi do guarda-redes Walter Zenga que ouvi a frase mais curiosa:
- Boavista!!! Si! Hano queste camicie particolare...
E aí nasceu a história do clube das camisolas esquisitas que, por acaso, até eliminou o grande Inter.
Por causa deste episódio vieram-me à memória nomes esquisitos.
Vamos a isso?
Entre Dezembro de 1921 e Janeiro de 1922, Lisboa assiste a uma novidade:a visita de uma equipa da Checoslováquia, o Union Ziskow, clube do bairro de Ziskow, nos arredores de Praga, conhecido por ser uma zona proletária, de vida dura e difícil. Ziskow também era conhecido por ser o bairro de Praga com maior concentração de clubes de Futebol (e de «pubs»...), contando-se aí mais de 20 clubes antes da II Grande Guerra. Fundado em 1907, o AFK Union Ziskow trazia na sua esteira a fama de uma equipa de Futebol vistoso e diferente, mais de pé para pé, tão longe do jogo aos repelões ainda em voga em Portugal.
Casa Pia, Sporting e Benfica são os responsáveis pelo convite feito aos checoslovacos. O Union Ziskow vence o Casa Pia (4-1) e o Sporting (2-1). Dois jogos contra o Benfica: vitória dos checos por 4-3 e finalmente, vitória 'encarnada' por 2-1. Tinha chegado a era dos senhores de nomes esquisitos. Por outro lado, o Benfica viaja menos. Duas deslocações, a Sevilha e a Madrid, em 1922, com quatro derrotas em outros tantos jogos, e cinco anos em que apenas disputou jogos internacionais em Lisboa. Clubes até então desconhecidos dos portugueses visitam-nos e trazem consigo imagens de um futebol diferente.

A visita dos desconhecidos
Vamos dar uma vista de olhos aos adversários com os quais o Benfica mediu forças entre 1923 e 1949, um longuíssimo período no qual apenas efectuou cinco jogos no estrangeiro, a maior seca de viagens da sua história, muito marcada, obviamente, pelo advento da II Grande Guerra: Berzik, da Hungria (1-1 e 3-2); Nuselsky de Praga, Checoslováquia, hoje com o nome de Slavoj (2-5 e 0-2); o grande Rapid de Viena, uma das melhores equipas europeias do período de entre guerras, campeão austríaco (1-2 e 2-5); o famoso Sparta de Praga, campeão checo, vencedor da Copa Mitropa em 1927 (0-6 e 1-4); Szombathely Haladas, da Hungria (0-6 e 3-1); Wiener SK, campeão austríaco de 1922 (2-1); Helsingborgs, vencedor do Allsvenskan, o campeonato sueco (1-4 e 3-1); o MTK Hungária, como era conhecido na altura, mais tarde famoso com o nome de MTK Budapeste (1-1); Sabária FC, uma das primeiras grandes equiaps húngaras de fora de Budapeste (2-6); o Ferencváros, mais popular clube da Hungria mas a sofrer, à época, com a hegemonia do MTK (1-0); Ramblas Junior, campeão do Uruguai (1-3); Gimnasia Y Esgrima de La Plata, campeão argentino (0-1). Das ilhas britânicas vêm os ingleses do Civil Service (1-3) e do Casuals FC (1-1), consideradas das melhores equipas amadoras do país, e os galeses do Swansea (1-1).
Do Brasil vem o Vasco da Gama (0-5), esse clube revolucionário, fundado por portugueses, que tem a coragem de se opôr à Liga Metropolitana, liderada por Fluminense, Flamengo e Botafogo, que queria impor a obrigatoriedade de as equipas se apresentarem exclusivamente com jogadores brancos. Cada visita era uma lição de história e uma visão nova do mundo em contínuo desenvolvimento do Futebol. Cada confronto internacional promovia o crescimento técnico e táctico das nossas equipas. O Benfica ia conquistando a aura cosmopolita que faz hoje a sua imagem de marca. As equipas espanholas - Barcelona, Athletic Bilbau, Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha, Celta de Vigo, Real Madrid, Español de Barcelona - devolveram as visitas dos 'encarnados'. Em 1933, é a vez do Benfica medir forças com o First de Viena, o mais antigo clube austríaco, vencedor da Copa Mitropa - resultado: 1-1. Em 1935 e 1936, vêm a Lisboa o Bocsay, uma das primeiras equipas profissionais da Hungria (3-4), o Wacker SK, um clube emergente no forte Futebol austríaco, que mais tarde veio a fundir-se com o Admira (4-1); O Zidenice, da Checoslováquia, que viria a mudar o nome para FC Brno (1-2); e o Brentford, de Inglaterra, a viver a fase mais brilhante da sua história com presenças consecutivas entre os seis primeiros da divisão principal (0-5).
Em 1940, o Benfica regressa a Barcelona, para defrontar o Barcelona num só jogo (2-4), e até 1946 a actividade internacional do Futebol português entra em hibernação se exceptuarmos uns jogos da Selecção Nacional frente à Espanha e à Suíça. Com o final da II Grande Guerra, o jogo volta pujante como nunca. E aproveitando o facto de muitos países da Europa Central terem sofrido, a par com a Inglaterra, verdadeiras sangrias nas suas gerações de jovens, Portugal e os seus clubes, que haviam sido poupados às destruições geradas pelo conflito, obtêm resultados surpreendentes, alguns mesmo históricos. O empate conquistado, a 17 de Fevereiro de 1946, pela Selecção Militar de Lisboa face à sua congénere da Royal Air Force (1-1), com dois benfiquistas, Francisco Ferreira e Rogério «Pipi» a integrarem a equipa lisboeta, foi tido como um feito inolvidável - o Governo da Nação distingui o seleccionador, major António Ribeiro dos Reis, com a Ordem Militar de Avis.
Mas mais estrepitosa ainda foi a vitória do Benfica frente ao Charlton Athletic, clube profissional de Inglaterra e que ainda poucos meses antes disputara a final da Taça de Inglaterra com o Derby County. No recém-inaugurado Estádio Nacional, com a presença do Chefe de Estado Óscar Carmona, o Benfica fez uma exibição de luxo e venceu por 2-1 com golos de Rogério «Pipi» e Arsénio contra um de Don Welsh. «A Bola» sublinhava: «Com a vitória de ontem devem ter sido dissipadas muitas dúvidas. O onze do Benfica, resistindo estoicamente à luta atlética dos adversários, aguentando com mestria o despique técnico dos mestres profissionais, e tendo até sofrido algumas baixas nas suas linhas por lesões, trouxe-nos a confirmação da real categoria de que nos podemos ufanar». O Benfica, com Rogério «Pipi», Arsénio, Corona, Espírito Santo, Félix Antunes, Francisco Ferreira, Jacinto e Moreira lançava as bases da grande equipa europeia dos anos-50, vencedora da Taça Latina e finalista de mais uma edição da competição".

Afonso de Melo, in O Benfica

A 'bomba' NOS abanou o País

"Sempre ouvi dizer que o cemitério é o único local onde os que se julgam insubstituíveis se acotovelam, provavelmente por ser reduzido o espaço para tamanha multidão de convencidos, mas a experiência dos anos também me ensinou que, em vida, há pessoas muito difíceis de substituir, pelo que representam através da obra feita, da riqueza gerada nos projetos que abraçam e da defesa de valores como a justiça e a verdade.
Luís Filipe Vieira é uma delas, por ser um grande presidente, na mesma linha de outros grandes presidentes do emblema da águia, os quais, por amor à nobreza da causa, elevaram o Benfica a patamar ímpar no desporto, em particular no futebol, tornando-o conhecido, respeitado e admirado no mundo inteiro, nem sequer me dando ao trabalho de contar associados medir audiências ou comparar influências nos mercados, seja o que isso for, por haver coisas que, dada a clareza com que se nos deparam, dispensam perdas de tempo.

uma semana, neste mesmo espaço, sem a menor ideia do que estava prestes a explodir, escrevi que Vieira tinha dado o sinal que faltava no sentido de acalmar as franjas mais frágeis e nervosas da massa adepta encarnada, no sentido de fazer-lhes entender que, apesar de quererem ganhar sempre, perder não deixa de ser um dos desfechos possíveis em cada jogo, de aí que quem tem a responsabilidade de tomar decisões, independentemente da cor, dispense a choradeira dos que desistem ao primeiro tropeção e aprecie os que acreditam em quem manda.

Rui Vitória continua a ser fustigado de todos os lados com críticas severas, e tem de saber de lidar com elas de resistir-lhes. É o preço da mudança de Guimarães para a Luz, onde tudo foi ampliado à escala de um clube da dimensão universal. Quer queira ou não, os três desfechos negativos com o Sporting inflamaram as reações e azedaram os reparos dos que aceitaram mal a saída de Jesus. É normal que assim aconteça e a forma mais rápida para se impor é apresentar serviço - o que, aliás, já começou a fazer com indiscutível relevância através da promoção de jovens talentosos da formação (Gonçalo Guedes, Nélson Semedo e Renato Sanches) - e, sobretudo, conseguir resultados que prometam mais conquistas desportivas, de preferência sem os excessos do passado. O Benfica, atravessa um ano de mudança, decisivo para muitas gerações, declarou o presidente, reconhecendo, no entanto, que, no imediato, possa haver quem não consiga alcançar o que verdadeiramente se pretende.
Não sei se foi uma bomba ou o que lhe quiserem chamar. Sei é que a notícia do acordo com a NOS fez cá um barulho que abanou o País... Além de provocar o colapso das estratégias adversárias, nomeadamente no que refere às alianças fingidas FCP-SCP com o propósito de isolarem e enfraquecerem o SLB, também o escrevi aqui há cerca de seis meses, precisamente com esse título (' Cerco ao Benfica', 23/junho/20l5), arruinou as ambições dos aspirantes a candidatos presidenciais, os quais, motivados pelo desconsolo suscitado pela sucessão de derrotas futebolísticas começavam a perfilar-se para as eleições do próximo ano. O vento soprava-lhes de feição e a que entretanto germinou em Alvalade dava-lhes imenso jeito, mas Vieira, avesso a tagarelices, voltou a surpreender pelo trabalho. Assim, quem quiser sujeitar-se ao ridículo de derrota colossal que se chegue à frente...

Vieira não é insubstituível, mas até hoje, que se saiba, ainda não apareceu alguém que reúna credenciais suficientes para convencer a nação benfiquista da necessidade de mudança. Pelo contrário não sendo eterno, deve a família da águia desejar-lhe muita saúde para se manter ao leme da nau encarnada enquanto quiser. Luís Marques Mendes no seu último comentário na SIC, considerou-o o melhor presidente da história contemporânea do Benfica opinião que aplaudo e subscrevo. O que ele conseguiu em uma dúzia de anos é notável. Vieira é o rosto do Benfica de hoje e a alma do Benfica de amanhã."

Fernando Guerra, in A Bola

Hat trick do Benfica

"Encontro-me entre aqueles que tiveram uma reacção céptica à decisão do Benfica de não vender os direitos dos jogos. Da mesma forma que me parecia necessário romper com a estratégia negocial imposta há décadas por Joaquim Oliveira, também tinha dúvidas quanto à possibilidade de uma televisão de um clube emitir jogos 'prime'. No Mundo inteiro, não havia um único clube relevante, numa única modalidade, com este modelo de negócio - por alguma razão seria. O Benfica estava entre a espada (o monopólio da intermediação da PPTV) e a parede (não tinha alternativa para além de ficar com os direitos).
Dois anos passados, a estratégia de que tantos duvidaram revelou-se um sucesso. A solução encontrada não era para durar e transformou-se numa arma negocial muito eficaz. Agora, com a renegociação dos direitos, o Benfica fez três remates certeiros. Um hat trick que deixa os adversários muito preocupados.
De uma assentada, o Benfica aumentou o valor de referência dos direitos dos jogos, acabou com a intermediação e fez abortar o projecto de centralização. Ganhou em três campos.
O mais importante talvez até nem seja o valor acordado coma NOS, mas as implicações do contrato no negócio das transmissões televisivas. Doravante, os produtores de conteúdos (os clubes), poderão passar a negociar directamente com os distribuidores, sem uma intermediação que viciava o futebol português. Já a centralização de Pedro Proença morreu antes de nascer.
É caso para dizer. 'chapeau', presidente."

Sobre direitos televisivos

"1. As receitas televisivas dos grandes campeonatos europeus são hoje a linfa dos respectivos clubes. Quando se abre a boca de espanto com os 40 milhões/ano que o Benfica vai receber da NOS é porque não se imagina que essa quantia, comparada com aquilo que auferem os denominados tubarões - mesmo tendo em conta os vários parâmetros socio-económicos utilizados para efectuar o cálculo - são simples trocos. O que significa que a Olivedesportos tem andado - como já aqui referi durante anos por muitas vezes - uma vida inteira a sugar o futebol português. O Benfica, já há dois anos, foi o primeiro a libertar-se do jugo e, só por isso, merece ser louvado, até porque abriu e ensinou o caminho aos outros. Para se avaliar a desproporção basta mencionar que o 20.º e último classificado da Premier League supera o Benfica na venda desses direitos para a próxima época. Ora, que eu saiba, a Inglaterra não tem uma população 20 vezes maior nem é 20 vezes mais rica do que Portugal. Vem a propósito dizer e não é pouco que os clubes médios e pequenos com a negociação colectiva são muito mais bem tratados. Que o digam os clubes de Espanha, onde a venda é subjectiva que, no confronto com o Barcelona (223 milhões) e o Real Madrid (216), arrecadam migalhas. E o mesmo acontecerá em Portugal com os três grandes a comer o bolo todo. 

2. Dito isto, não me parece nem justo nem que tenha cabimento que alguém proteste contra o presidente da Liga, Pedro Proença, por não ter conseguido mobilizar os clubes a aderirem ao formato, mais solidário, da negociação colectiva. Não conseguiu ele, não conseguiram os seus antecessores nem conseguirá ninguém que vier por mais pintado que seja. Sem a intervenção/imposição do Estado no processo não haverá solução. Foi o que aconteceu em França, em Itália e vai acontecer em Espanha, onde o Executivo já deu sinais explícitos e concretos de não estar disposto a aguardar muito mais tempo por um entendimento."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Um coro de 120 mil vozes

"Rui Costa nunca esquecerá o dia em que comemorou o seu 22.º aniversário

Estávamos a 29 de Março de 1994, 'bem cedo começou a romaria' em direcção à Luz. Milhares de adeptos foram-se 'aglomerando nas imediações do Estádio, à mistura com o cheiro a couratos e frango assado'. Era noite de enchente, às 21 horas tinha início a primeira mão da meia-final da Taça das Taças. Frente a frente, no relvado, Sport Lisboa e Benfica e Parma FC.
Momentos antes de começar o jogo, 'perante uma enorme multidão, vestida de vermelho e branco', surge no painel electrónico a mensagem 'Feliz Aniversário Rui Costa'. Ao mesmo tempo, através da instalação sonora do estádio, ouve-se o speaker a anunciar que o jovem centro-campista estava de parabéns, era o dia do seu 22.º aniversário. De repente, todas as pessoas presentes começaram espontaneamente a cantar-lhe os 'Parabéns a você'. Era um autêntico coro de cerca de 120 mil vozes. 'Lembro-me perfeitamente... só levantava os bracinhos e agradecia', recorda o jogador.
Pouco depois, o árbitro dava o apito inicial. Como referiu o próprio, 'talvez tivesse sido esse alento que me deu forças para entrar em campo, (...) para poder fazer o meu melhor e poder dedicar o meu golo aos sócios do Benfica e a toda aquela multidão!'. Talvez tenha sido... O que é certo é que, nessa noite, Rui Costa 'rubricou uma bela exibição', 'repleta de lances geniais', marcou um golo e esteve na construção de outro, permitindo ao Benfica terminar a partida com uma vitória por 2-1. Quem assistiu não se poupou em elogios ao jogador. Até Michel Platini, que esteve presente na Luz, enalteceu Rui Costa 'pelas suas capacidades técnicas' e pelos 'passes que efectuou'.
Com uma carreira repleta de momentos marcantes, o 'maestro' afirma que esse foi 'um dos episódios mais marcantes da minha passagem pelo Benfica' e 'um dos episódios mais extraordinários da minha vida'. 'Aquele momento e aquele dia ficaram gravados na minha memória', 'só eu sei o que senti, quando (...) me cantaram os parabéns no Estádio da Luz! Não tenho palavras para expressar a minha gratidão'. 'Foi memorável!', 'fiquei completamente arrepiado'. Rui Costa, que diz sempre ter sentido um grande apoio por parte dos adeptos 'encarnados', garante que 'a partir desse dia passei a não ter palavras para dizer a minha admiração por eles'.
No Museu Benfica - Cosme Damião, encontra várias referências a Rui Costa, como na área 23. Inesquecíveis."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Lixívia 12 (Benfica -1 jogo)

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 24 (-5) = 29
Sporting......... 32 (+7) = 25
Corruptos....... 30 (+4) = 26

Uma das jornadas com mais erros decisivos nos resultados finais das partidas, com os Lagartos e os Corruptos envolvidos, e quantas Capas foram feitas com as roubalheiras?!
ZERO!!!!
É simples, não é nada de novo, limpeza total... Se fosse com o Benfica, estaríamos até ao final da época, a falar dos mesmos lances em modo repetição, até fartar...!!!

O Benfica ganhou com dois penalty's evidentes. Daqueles que nem os Anti's conseguiram encontrar dúvidas. O problema é que já tinha ficado um por marcar, quando o resultado ainda estava 0-0. Este, já deixou dúvidas a alguns... o lance é praticamente igual ao penalty não assinalado em Braga, sobre o Pizzi, e é praticamente igual ao lance em Astana, onde o Lisandro levou amarelo, e os expert's queriam vermelho!!!
Afirmei aqui a semana passada, que não acredito, que o Tonel tenha feito penalty a favor do Sporting, de propósito. Agora, comparar com estes dois penalty's da Académica, é ridículo. O contexto é completamente diferente... E já agora, não concordando com a opinião de Rui Gomes da Silva - que acredita na premeditação do Tonel -, o moralismo, com que alguns super-canalhas da nossa praça o acusaram, é testemunho de uma tremenda hipocrisia... já que aqueles que agora acusam o nosso comentador, no passado, já fizeram acusações muito mais graves, de forma ainda mais despropositada...!!!
Já agora, não posso deixar passar mais pérola do nosso Tugão!!! O famoso painel do Nojo, com os ex-árbitros Coroado, Henriques e Leirós, resolveu esta semana analisar uma falta do Fejsa, no meio-campo da Académica, indagando se seria passível de um 2.º amarelo!!! Nem sequer vou analisar o lance do Fejsa, o nível do absurdo é tão grande, que nem me vou dar ao trabalho... agora, gostaria de saber, qual a razão, que leva estes mesmos comentadores, noutros jogos, a não analisar este tipo de dúvidas (2.º amarelos, faltas a meio-campo...), por exemplo nos 3 jogos desta época do Benfica com os Lagartos, ainda não li nenhum destes iluminados a indagar se o Adrien devia ou não acabar os respectivos jogos!!!!


Os Lagartos, nos Barreiros, além de um raro São Patrício, tiveram logo no início da partida, um empurrãozinho, do irmão, do candidato a Presidente do Conselho de Arbitragem, apoiado pelos Lagartos (na verdade Paulo Costa é a terceira opção Lagarta, a 1.ª é Bruno Carvalho, e a 2.ª é o Panelão!!!):
Penalty claro do João Pereira, sobre um Maritimista de nome esquisito... não toca na bola, e dá um pontapé no adversário, as imagens são claras... Estava 0-0. Ainda com 0-0, foi marcado um fora-de-jogo inacreditável ao Marítimo, o Xavier estava cerca de 2 metros em jogo!!! O mesmo fiscal-de-linha ainda marcou erradamente outro, mas este era mais 'apertado'!!!


A meio da semana os Corruptos, foram à Madeira, jogar a partida em atraso com o União. O jogo teve pouca história, com dois golos por acaso (um desviou num defesa, o outro foi um cruzamento que deu golo directo...), o resultado ficou feito... Mesmo assim Bruno Paixão, conseguiu transformar um penalty contra os Corruptos - por falta do Mini, que agarrou pelo braço um adversário -, em falta ofensiva!!! E depois na parte final exagerou na expulsão do Osvaldo!!!
No Sábado, com o Paços a história não foi muito diferente: Xistra, Xistralhou mais uma vez!!!
Nos primeiros minutos, ficou a dúvida num lance na área dos Corruptos, e mais uma vez a PorkosTV não quis mostrar as repetições... O essencial da frase anterior, é mesmo o: não quis!!!
André ao quadrado, ferrou os pitons num jogador do Paços, o pai deve ter ficado orgulhoso, o Xistra nem falta marcou!!! Admito, que até pode ter sido sem intenção, mas no mínimo um Amarelo...
Mas o lance mais importante, foi o penalty que deu a vitória aos Corruptos. A falta do Herrera é clara. O facto de ele tocar ou não na bola é irrelevante. A entrada é de carrinho frontal, é claramente um entrada perigosa e toca no adversário... Depois na disputa de bola, com o defesa do Paços, até posso admitir que existiu falta, apesar de ser daquelas faltas, onde quem provoca o contacto é sempre subjectivo, porque o Herrera, desloca-se para o lado, em vez de 'atacar' a bola...



Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada


Épocas anteriores:

Luta entre operadores é por conteúdos

"De forma fria e desapaixonada, é o mercado que diz quais são os maiores clubes. O resto é para consumo básico e nada mais...

As duas principais plataformas de distribuição de televisão por cabo a operar em Portugal, a NOS e a Altice/MEO, estão envolvidas numa luta sem quartel pelo controlo de conteúdos. O futebol, que gera dos mais vistos programas de TV, surge na primeira linha desta disputa que também vemos replicada noutras latitudes e com diferentes protagonistas. A boa notícia para a indústria do futebol (e não só, porque cada vez mais as restantes modalidades são solicitadas e ganham espaço de referência nas grelhas de programação) é que da crescente procura derivarão, num futuro próximo, benefícios financeiros mais apelativos. Por mais que alguns dirigentes tendam a envolver-se em guerras de alecrim e manjerona em torno da dimensão social dos seus clubes, a única resposta honesta, desinteressada e realista é a que é dada pelo mercado. Porque a este não importam as contas da paixão mas, unicamente, a rentabilidade. Raramente se enganam e nunca têm dúvidas. Assim se explica o contrato celebrado entre o Benfica e a NOS e a previsível melhoria de condições (embora Sporting e FC Porto se encontrem vinculados com a PPTV até 2018) dos restantes emblemas. Quer isto dizer, e foi o Benfica a colocá-lo a nu através de uma estratégia audaciosa que passou pela BTV, que os clubes têm recebido pelos direitos televisivos menos do que o mercado sugeria; e que há ainda margem de progressão. Que seria maior ainda com centralização... 

FC Porto, ao 'sprint'
No dia dois de Janeiro de 2016, em Alvalade, joga-se o Sporting-FC Porto mais aguardado dos últimos anos, com o título nacional de futebol como pano de fundo. Com os leões envolvidos numa guerra sem tréguas com o Benfica, não era difícil projectar, para a época natalícia, uma escalada envolvendo também o FC Porto, para apimentar o clássico à medida de Jorge Jesus e ao estilo de Bruno de Carvalho. Porém, o rastilho não foi acendido a partir de Alvalade mas sim do Dragão. O FC Porto decidiu regressar ao ciclismo, algo que se saúda, e fê-lo ganhando ao Sporting, num sprint renhido, a luta pela W52. Como vão reagir os leões a esta lança em África de Pinto da Costa, regressado por via velocipédica às grandes jogadas mediáticas que marcaram os melhores momentos do seu consulado?

As novas metas do Benfica, segundo LFV
«Os presidentes que me sucederem vão encontrar um Benfica mais credível, mais português e com dívida residual»
Luís  Filipe Vieira, Presidente do Benfica, in Expresso
É um bom exercício, do ponto de vista da análise, comparar o Benfica de 2003 e o de agora e revisitar os passos que foram dados por Luís Filipe Vieira ao longo dos últimos 12 anos. Lembram-se dos três pilares, financeiro, infraestrutural e desportivo? Pois a verdade é que a cada ano que passa o projecto se mostra mais sólido e fiável. E o mais difícil é sempre a gestão desportiva...

ÁS
Luís Filipe Vieira
O negócio com a NOS é suficientemente generoso para sustentar uma política de recuperação financeira que coloque o Benfica a salvo das limitações provocadas pelo serviço da dívida. E, ao mesmo tempo, podem ser reforçados os meios para um melhor enquadramento competitivo dos talentos do Seixal.
(...)

DUQUE
Pedro Proença
Silencioso perante o ruído da refrega entre Sporting e Benfica, contrária aos interesses da indústria do futebol; imponente face à negociação do Benfica com a NOS que sentenciou a centralização; incapaz de afirmar a autoridade da Liga de Clubes. Pedro Proença, sem dúvida um peixe fora de água nas funções que exerce...

A vida difícil de José
O Chelsea não atina. Depois de alguns resultados mais promissores a derrota de sábado passado, em casa, frente ao modesto Bournemouth, a poucos dias de receber o FC Porto, lançou novamente, os blues de Stamford Bridge num mar de dúvidas. É uma caso de estudo. Do céu ao inferno em poucos meses, ou como o campeão de Inglaterra luta pela permanência, dará, por certo, belas teses académicas. José Mourinho bem tenta encontrar a fórmula mágica mas por mais voltas que dê não acerta. Um desafio para os apostadores. Fica ou sai?

O regresso dos sevens em época de Rio/16
O Dubai foi palco do primeiro torneio da World Series de 2015/16: as Fiji dominadoras, Estados Unidos de top, Inglaterra e França muito mais fortes. Além dos clássicos Austrália e África do Sul e de uma Nova Zelândia que se prepara para ser reforçada com Sonny Bill Williams. Portugal? Jovem. Fraquinho. Luta com Japão e Rússia. Desce um..."

José Manuel Delgado, in A Bola

domingo, 6 de dezembro de 2015

Liderança...

Benfica 75 - 56 Guimarães
21-12, 15-18, 20-10, 19-16

Jogo em atraso da 1.ª jornada (greve dos árbitros!!!), resolvido com tranquilidade... sem o Cook, que nos últimos tem vindo a jogar lesionado e sem o Radic que não estava inscrito na 1.ª jornada!!!
A partir de agora, sem Europa, temos que nos concentrar nas várias competições internas, e são várias...

Vitória no derby...

Benfica B 1 - 0 Sporting B


Vitória justa, por números escassos, sem os falhanços do Dino e do Andrade o jogo tinha sido menos emotivo!!! Durinho, com muita gente na bancada, esta vitória acabou por ser muito importante para esta equipa, após vários resultados negativos...
Vários 'reforços', inclusive o regresso do Lystcov após lesão (Nunes e o Pawel estão lesionados)... Destaco o júnior Rúben Dias, é na minha opinião neste momento o nosso melhor Central da equipa B, gostei do Clésio a defesa direito, ainda tem que ganhar mais rodagem na posição, mas tem claramente potencial... O Joãozinho tem que fazer mais vezes esta posição (8), pois creio que será o seu lugar no futuro...

PS: Hoje de manhã no Seixal os Juvenis B, empataram (3-3) com o Sporting. Sou obrigado a recordar este jogo, porque fomos brindados com mais uma arbitragem inacreditável... A expulsão do Umaro sendo exagerada, existe sempre a desculpa do critério, agora aquele penalty que arrancou o nosso miúdo do chão, é escandaloso nada ter sido marcado...!!!

Desaire...

Benfica 2 - 3 Fonte do Bastardo
25-20, 25-23, 23-25, 20-25, 11-15

Mau fim-de-semana, depois da vitória na 'negra' ontem, hoje acabámos por perder na 'negra', na Luz, com a Fonte do Bastardo!!! A vencer por 2-0, a um Set de praticamente 'fechar' a época regular, não conseguimos... O desgaste do jogo de ontem em Vila do Conde, as jornadas Europeias, e a lesão do Duff no 1.º Set podem ter pesado, mas com um bocadinho mais de concentração, tínhamos ganho...
E assim, a recepção ao Sporting de Espinho no próximo fim-de-semana será decisiva, já que um desaire poderá ser fatal, já que até ao fim da 1.ª Fase não haverá mais jogos entre as principais equipas, portanto a classificação ficará praticamente decidida...
A época regular não define o Campeão, mas é importante ter a vantagem do jogo em casa, na Final...
Na Terça, temos jogo para a Taça na Luz...

Renato Sanches: triunfo com duas caras

"A inocência e a alegria no olhar de Renato Sanches ao festejar o 'tiro' à baliza da Académica escondem a agressividade e postura madura que coloca em campo. É legítima a esperança enorme que nele depositam os responsáveis pelo clube da Luz. Olhemos para Renato como um júnior (que ainda é), com margem grande para progredir e imaginemos naquilo que se pode transformar. A ascensão e afirmação de Renato Sanches é talvez a maior vitória de Luís Filipe Vieira até ao momento. E também de Rui Vitória. O presidente acredita no jogador; o treinador teve coragem para o lançar num jogo fora, da Liga dos Campeões, em condições adversas. Não que Nélson Semedo e Gonçalo Guedes não sejam apostas ganhas no clube da Luz, mas em ambos o caminho estava facilitado com a saída de Maxi e a lesão de Salvio. Havia espaço. No caso de Renato Sanches havia... opções. Rui Vitória conseguiu mexer nelas - até desviou Pizzi para a sua posição de origem - para deixar o miúdo mostrar-se. O futebol português agradece."

sábado, 5 de dezembro de 2015

Imparáveis...

Paço de Arcos 1 - 7 Benfica

Deslocação tradicionalmente difícil, resolvida com tremenda competência, apesar da ausência, por lesão, do nosso goleador João Rodrigues... E só não foi a zero, porque o Valter cometeu um erro invulgar, que acabou por dar no golo do Paços!!!!
De todas as equipas de pavilhão do Benfica, esta secção, é muito provavelmente a mais forte, a nível interno e internacional... Estamos a jogar a um nível muitíssimo alto!!!
A adaptação do Jordi Adroher está a ser melhor do que eu esperava. A qualidade individual era conhecida, mas esta capacidade de jogar na área como matador... admito que está a sair melhor que a encomenda!!!
Parabéns ao Gonçalo Pinto, pela estreia pela equipa principal... foi pena ter falhado o penalty!
Na Quarta, temos jogo com o Valongo na Luz.

Golos...

Benfica 37 - 23 Belenenses
(17-12)

Muitos golos, num dos jogos mais tranquilos da época, com todos os jogadores de campo a marcarem... Com todos os jogadores disponíveis (finalmente), o nível parece estar a subir...

À rasquinha...!!!

Vilacondenses 2 - 3 Benfica
16-25, 25-21, 25-23, 15-25, 13-15

Primeiro ponto perdido da época, numa jornada onde aumentámos a diferença no Campeonato, com a derrota da Fonte do Bastardo em Espinho!!!
Creio que a ideia era poupar forças para o jogo de amanhã com a Fonte, mas para isso era preciso decidir cedo, o que não aconteceu... se calhar as facilidades do 1.º Set acabaram por iludir, mas ainda fomos a tempo de vencer...!!!

O mais importante...

Benfica 1 - 0 Rio Ave

Nota-se uma quebra no rendimento da equipa, depois dos jogos Europeus, estamos a jogar duas vezes por semana... jogos teoricamente acessíveis, mas não é fácil manter o nosso ritmo alto, em todos os jogos, durante toda época...
Hoje, apesar dos problemas, e alguns erros, fomos de longe a equipa mais ofensiva, fartámos de falhar oportunidades, mas também é verdade que o Bebé acabou por ser decisivo com várias intervenções importantes...
Parabéns ao Tiaguinho, pelo golo... já esteve lesionado esta época, é muito jovem, tem talento, se tivesse noutra equipa nacional, seria uma 'estrela', no Benfica acaba por ter poucos minutos... mas o potencial está lá!!!

#LigaSportZone | Jornada 14SL Benfica 1-0 Rio Ave

Publicado por Zona técnica - Futsal em Sábado, 5 de Dezembro de 2015

Proença sem apito é zero

"O Benfica assinou com a NOS um contrato que lhe garante uma receita de 40 milhões de euros por temporada durante 10 anos. Isto rende-lhe muitíssimo mais do que, por exemplo, vender Taarabt ao quilo na próxima abertura do mercado. E rende-lhe praticamente o mesmo se visse a sua equipa chegar todos os anos à final da Liga dos Campeões durante uma década a fio.
Torna-se evidente que se trata de um supremo êxito financeiro laboriosamente construído de raiz. Veremos ao longo do tempo se um correspondente êxito estratégico, não menos importante para o Benfica, acompanha esta pulverização dos alicerces em que assentava o remediado império dos direitos de transmissão dos jogos de futebol.
Garantem os especialistas que a situação acabará por beneficiar todos. O negócio do Benfica com a NOS não significa, portanto, nenhum vendaval de iniquidades. Já voou, no entanto, a bandeira da centralização dos direitos televisivos tão garbosamente empunhada por Pedro Proença durante a campanha eleitoral para a Liga de Clubes. Era de pano cru, farpada e voou, é verdade que sim. Mas o presidente da Liga continua agarrado à trémula haste da sua bandeirinha que foi para o Céu enquanto se prepara, inevitavelmente, para procurar na Terra a benevolência possível no olhar daqueles que tão confiadamente o elegeram para o cargo.
Morto o assunto da 'centralização', é de suspeitar que a notícia da eleição de Pedro Proença para presidente da Liga foi muito exagerada. Tendo em conta, principalmente, que recebeu aval político e suporte anímico do Porto e do Sporting, emblemas que contavam com a 'modernização' prometida pelo seu candidato mas não com uma coisa destas. Julgaram, porventura, que o presidente da Liga ia resolver apitando as questões 'prementes' do futebol português como o fazia quando era árbitro e com a maior das facilidades. Mas não é o que se está a ver. Proença sem apito, para já, é zero.
Com o seu futebol ponderado, o Benfica ganhou ontem merecidamente à Académica. Os rivais do Benfica podem chorar os milhões que vão chegar à Luz por via do negócio com a NOS. Confesso-me, no entanto mais sensível aos lamentos que o presidente do Águias da Musgueira tornou públicos esta semana. O Benfica terá ficado a dever ao clube de origem de Renato Sanches 25 bolas de futebol. Dêem lá as bolas ao Águias da Musgueira. É que isto nem se discute, não é?"

Renato, o mundo a seus pés

"O que está a acontecer a Renato Sanches é aquilo que habitualmente acontece com os predestinados. Com aqueles que, mais cedo ou mais tarde, acabam por subir a um pedestal onde só cabem os verdadeiros foras-de-série. Sejamos claros: o que Renato está a fazer, tendo apenas 18 anos, é qualquer coisa de extraordinário e absolutamente sublime. O médio que ainda tem idade para competir nos juniores - fez ontem o terceiro jogo consecutivo como titular do Benfica, sempre com rendimento alto. A sua capacidade de influenciar a qualidade geral da equipa tem sido tão evidente, que já se torna difícil imaginar, daqui em diante, um Benfica sem Renato Sanches.
A determinação que o leva a tornar-se indispensável, o mérito de conseguir ser aceite pelos mais experientes e a capacidade para criar laços de forte empatia com os adeptos são as características que confirmam não só a qualidade do jogador, como também aquele carisma próprio dos líderes naturais. O menino da Musgueira tem tudo (mas mesmo tudo!} para se tornar um craque de nível mundial. Para quem joga na posição 8, é fortíssimo na cobertura defensiva - seja a fechar o seu espaço, seja a pressionar o portador da bola. Em posse, comporta-se como um adulto: paciente na circulação. inteligente no transporte, agressivo no 1x1.
Fernando Santos tem muitas e boas soluções para o meio-campo de Portugal. Há opções para todos os gostos e não será por aí que a Selecção Nacional deixará de ter sucesso na fase final do Europeu. De William Carvalho a João Moutinho, passando por João Mário,. Adrien, Danilo, Miguel Veloso, André André e possivelmente ainda Tiago. Mesmo assim, vai ter de pensar, e rapidamente, em encontrar espaço para mais um. É inevitável e apenas uma questão de tempo."

Calmaria... antes da bomba!!!

Benfica 3 - 0 Académica


Jogo morno, que ficou marcado por um golo do Renato, na sua estreia a titular na Luz, um golo que deixaria o King orgulhoso!!!

Sabia-se à partida, que este jogo seria completamente diferente, do jogo de Braga. Exagerando, até se podia dizer que estamos a falar de 'desportos' diferentes: enquanto em Braga, o Benfica 'deu' a bola ao adversário; hoje, sabíamos que seria a Académica, a dar o domínio do jogo ao Benfica...
As competências necessárias para 'trabalhar' as duas estratégias são bastantes diferentes, quase opostas. Se no Dragay ou em Madrid, o Benfica já tinha provado, saber jogar na expectativa, em alguns jogos de 'posse de bola', tivemos algumas dificuldades... Esta noite, sem alguns titulares, fomos postos à prova, e demonstrámos algumas debilidades:
- Uma por culpa própria, pois era evidente que o Samaris, seria sempre mais competente para um jogo de 'posse de bola' do que o Fejsa... Suspeito, que a ideia, terá sido poupar o Grego para o Atlético!!!
- A segunda debilidade evidente, foi a falta de velocidade nas Alas. Sem Laterais ofensivos, e com o Pizzi e o Nico a deslocarem-se para o meio, afunilámos o jogo, e raramente conseguimos ganhar a 'linha'... Com o regresso do Semedo, o problema será resolvido na Direita, mas na Esquerda, é mais complicado...
Mas mesmo assim, e depois de algumas criticas ao actual treinador, tenho que admitir, que finalmente o Benfica, após muito tempo, parece ter um Plano A e um Plano B, trabalhado, e compreendido pelos jogadores!!! Durante os 6 anos do Judas no Benfica, este foi talvez o maior problema do Benfica...!!!
Apesar de alguma lentidão, e de alguns erros parvos, o jogo foi de sentido único. Antes do 1.º golo, já tínhamos criado oportunidades, mas a bola saiu ao lado por cima... com o Pizzi em grande destaque, claramente o melhor jogador no 1.º tempo... ao contrário do Nico, muito abaixo do exigível.
Na 2.ª parte, a Académica arriscou um pouquinho mais, até criou uma oportunidade, mas era notório que o Benfica estava mais perto do golo... e ele lá apareceu... O jogo 'acabou', mas mesmo assim, continuamos a cometer alguns erros desnecessários, como por exemplo: faltas em zonas perigosas... o Jardel nesse aspecto exagerou!!!
E quando o jogo estava a terminar, e ia ficar para a história, como um jogo 'quase' sem história, o Renato quis fazer História, com um grande golo... Por acaso o Renato nem começou bem, com alguns passes mal efectuados para o Mitro e o Jonas, mas compensou sempre estes erros, com velocidade e força na recuperação... melhorou muito na 2.ª parte, quando começou a jogar mais adiantado, pois no 1.º tempo, ocupou muitas vezes o mesmo espaço do Fejsa... e depois faltavam jogadores à frente para dar linhas de passe...
Talvez os melhores minutos do Carcela no Benfica, mesmo sem ter marcado golo... O Lisandro foi hoje o melhor Central... O facto do Jonas ter feito os 90 minutos, dá a entender que com o Atlético na Terça, deve  ficar no Banco... provavelmente, vamos ter o Jiménez e o Nico novamente no meio, ou então o Nico na esquerda e uma Tripla no meio-campo: Fejsa/Samaris/Sanches!!!
Como é normal nestas circunstâncias, com o Benfica a marcar os primeiros golos de penalty, vai-se seguramente falar dos penalty's... sendo que o grande erro do árbitro, foi não ter marcado o primeiro penalty a favor do Benfica, quando o resultado ainda estava 0-0... mais um daqueles, que é impossível, não ter visto...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Braga mostrou que título é possível

"A vitória do Benfica em Braga foi fantástica por várias razões. Primeiro porque mesmo não tendo os melhores jogadores o SC Braga é das equipas que melhor joga em Portugal. Segundo porque depois de uma longa e cansativa deslocação (mais de seis mil quilómetros), com muitos lesionados e castigados o Benfica chegava a Braga com os ingredientes para não vencer. Terceiro porque a nomeação e o histórico de arbitragens de Hugo Miguel faziam prever o pior, como se viu, entre outros momentos, no minuto 74: como foi possível não marcar aquele penalty? Por fim, os primeiros classificados já haviam ganho com mãos seguras e limpas, e isso faria aumentar a distância do topo para números muito difíceis de recuperar.
Não me custa admitir que houve fases do jogo onde o SC Braga teve alguma infelicidade, mas isso não tira mérito à vitória do Benfica.
Grande jogo de Lisandro López, esquecido por entre os merecidos elogios à prestação de Renato Sanches. É justo elogiar as escolhas difíceis de Rui Vitória com tantas limitações. No entanto o meu maior sublinhado vai para a forma como leu o jogo e substituiu. Todas as substituições foram bem feitas e no tempo exacto. Esta excelente vitória é muito do Rui Vitória! Veremos quem consegue vencer em Braga! Esta saborosa vitória só terá valor se hoje se ganhar a uma Académica que não perde há cinco jogos. Este caminho na luta pelo 35.º campeonato é muito difícil mas é possível. Em Braga ficou mais perto, mais provável e mais merecido.
Em semana europeia é bom saber que apenas se discute o lugar em que nos apuramos. Apurados já estamos, como geralmente acontece aos gigantes europeus. Fazem o trabalho atempadamente. Em termos europeus não peço mais nada, objectivo cumprido porque estou no sorteio da Liga dos Campeões. Para o Benfica isto não é um problema é um orgulho."

Sílvio Cervan, A Bola

Assim, a bola acaba por entrar

"O montante envolvido no contrato assinado entre o Benfica e a NOS é uma pedrada no charco dos direitos televisivos do futebol português. Oxalá estes novos parâmetros possam balizar os dividendos futuros dos restantes clubes, criando uma aproximação àquilo que já era tido como razoável pelos arautos da centralização (que, pelos vistos, Deus tem...).
O Benfica vai chegar, em 2016, à meta de 40 milhões de euros por temporada que tinha há pelo menos dois anos como objectivo; não foi um caminho fácil, mas acabou por sair premiada a ousadia de Luís Filipe Vieira que correu riscos, foi inovador a nível mundial, e acabou por chegar onde queria. O momento em que o Benfica decidiu ser dono do próprio destino, convertendo a BTV num recurso estratégico inestimável, deve ficar gravado na memória do dirigismo desportivo. Ao fazê-lo, os encarnados levaram o jogo para o patamar da independência, e foi desse ponto que puderam negociar com a NOS o contrato que hoje faz sensação.
Muita água correu debaixo das pontes desde que Luís Filipe Vieira chegou ao Benfica. Como o clube estava e onde chegou está à vista de todos e não valerá a pena enumerar todos os feitos do presidente encarnado. Mas há uma dimensão que me parece da mais elementar justiça trazer a estas linhas: mais do que a sagacidade negocial, estou a falar da capacidade de reinvenção, na procura constante de soluções estruturantes. Sem BES e sem PT, entram em campo a Emirates e a NOS, tradução do vigor de um clube que continua no caminho da responsabilidade. Cumprido este desígnio, mais tarde ou mais cedo, a bola acaba sempre por entrar..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Vai buscar!

"Cabeça a prémio, sondagens televisivas, ataques online.
Desde o inicio da temporada, Rui Vitória tem sido um dos alvos preferenciais de sportinguistas, portistas, comentadores especializados em Futebol, anti-benfiquistas e - imagine-se - Benfiquistas. Tudo bem servido para apontar o dedo ao antigo treinador do Vitória Sport Clube. O homem que chegou para levar a cabo o ano de transição no SL Benfica foi olhado com desconfiança desde o dia da apresentação oficial. Rui não deu resposta. Manteve-se fiel aos seus princípios e à política do Clube de aposta nos jogadores da formação. Chamou à equipa principal Gonçalo Guedes, Nélson Semedo e Renato Sanches, deu-lhes minutos e lugar no plantel sem que estes, e outros que já estão na calha, precisassem nascer duas mãos-cheias de vezes para conquistarem vestir a camisola da equipa principal.
Sim, os resultados desportivos nas provas internas não foram os melhores. Sim, perdemos com os principais adversários. Sim, o tom das vozes críticas tornou-se cada vez mais alto. E o que fez Rui Vitória? Continuou a trabalhar, não lhes deu troco.
E na passada segunda-feira serviu o prato que, espero, seja a receita para mais uma época de sucesso. Depois de já ter assegurado a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões, Vitória montou uma equipa para ganhar em Braga jogando olhos nos olhos, com profissionalismo e vontade. Está de parabéns, ele e os jogadores. Deram a resposta que precisávamos. Fizeram-nos acreditar que o Tri é mesmo possível. Agora, é esperar que todos, os Benfiquistas, puxemos para o mesmo lado - o da vitória e o de Vitória. Vamos a eles!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Segunda-feira gorda

"Saímos, por várias razões, vitoriosos da última jornada. Desde logo pelo triunfo obtido em Braga, por 2-0, num campo em que não será fácil, aos nossos adversários, vencerem. Também pela afirmação de Renato Sanches, ainda júnior, a dar passos seguros na sua evolução e a suprimir algumas carências Benfiquistas no meio-campo. Finalmente pelo fraco nível exibicional patenteado por FC Porto e Sporting, o que poderá revelar algumas limitações das suas equipas, deixando margem, ao Benfica, para procurar a regularidade que lhe tem faltado e, assim, manter as suas aspirações na perseguição do tricampeonato, feito alcançado, pela última vez, em 1977.
Mas a passada 2.ª feira foi também dia de apresentação do Relatório e Contas relativos ao primeiro trimestre da presente temporada. Pela leitura dos R&C das SAD dos três candidatos ao título percebe-se facilmente a opção estratégica tomada por cada uma delas. Neste capítulo, a SAD Benfiquista encontra-se num percurso que, creio, nos será favorável a médio/longo prazo. O FC Porto persiste numa política de investimento desenfreado, contando com eventuais receitas avultadíssimas da Liga dos Campeões e da alienação de passes de atletas para equilibrar as suas contas. O Sporting, antes de saber se obteria apuramento para a LC, se angariaria um patrocinador principal ou se o processo da Doyen será resolvido a seu favor, mais que duplicou os custos com pessoal. O Benfica aumentou as receitas e diminuiu os custos (menos 15% nos gastos com pessoal), assumindo que corre um risco desportivo imediato, mas lançando as bases para a tão desejada e necessária sustentabilidade económica-financeira."

João Tomaz, in O Benfica

O rei vai nu

"Mediante as movimentações ocorridas no defeso, já se antevia uma temporada futebolística marcada pela polémica. Porém, as piores expectativas estão a ser superadas. O Sporting sente a necessidade imperiosa de ser campeão. E parece não olhar a meios para alcançar esse desiderato. O investimento foi gigante, e a estratégia de altíssimo risco. Sem champions, sem patrocínios, e sem vendas de jogadores, um título de campeão é a única possibilidade que resta aos nossos vizinhos para equilibrar os deves e haveres, sem colocar seriamente em causa o equilíbrio futuro - quando não houver perdões bancários que lhes valham. Daí, toda uma campanha de condicionamento da arbitragem nunca antes vista, a qual, há que reconhecer, vai tendo sucesso.
A facilidade com que se marcam penáltis a favorecer o Sporting contrasta com a dificuldade que os juízes encontram em vislumbrar faltas evidentes na sua área, bem como na área dos adversários do Benfica. Os casos vão-se somando. Em Braga, mais um penálti ficou por sancionar, agora sobre Pizzi, desta vez sem consequências.
Nos três dérbis já disputados, e independentemente do futebol que cada equipa jogou, a verdade é que ficou sempre uma grande penalidade por assinalar dentro da área sportinguista (sobre Gaitán no Algarve, sobre Luisão na Luz e em Alvalade). Podemos lembrar também o que se passou nos jogos Tondela-Sporting, Arouca-Sporting, Benfica-Moreirense ou Arouca-Benfica. Qualquer aritmética daria uma classificação bastante diferente da actual. Até podemos fechar a boca. Mas não podemos fechar os olhos. E o que se vai passando não é bonito de se ver."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lições do... Tonel

"Tonel pode ter uma certeza à semelhança de Manaca, será lembrado nos próximos 35 anos!

muitos anos, ainda no tempo em que o Belenenses sonhava ser Campeão Nacional (como haveria de o ser, em 1945/46), havia um programa de rádio - surgido em 1934, designado por O Senhor Doutor, com Henrique Samorano no papel de Tonecas e Oliveira Cosme como Professor.
Em 1945, no ano do Belenenses, nas Emissões Recreativas, são retomados os Diálogos do Menino Tonecas, com João Pereira e Sousa no papel do próprio.
Para, na década de 90, as Lições do Tonecas - já na memória de todos - surgirem na televisão, com Luís Aleluia no papel de Tonecas e Morais e Castro no papel de Professor.
Tudo isto a propósito de um jogo que mais parecia... uma verdadeira lição daquelas do Tonecas!!!
Era a 11.ª jornada, e o impossível aconteceu lá para os lados de Alvalade...
Há, por vezes, jogos assim...
As equipas até podem jogar o dia todo... mas nunca marcam.
O último Sporting-Belenenses seria um deles.
Para surpresa de todos, quando já ninguém acreditava - jogadores, equipa técnica, dirigentes, adeptos... e até as estrelinhas da árvore de Natal - já no período de descontos, um Tonecas da actualidade, Tonel de seu nome, comete uma falta decisiva, que originou... grande penalidade (convertida)!
Ironia do destino... não foi o Tonecas, mas, antes, o Tonel, a dar-nos uma grande lição!
Antes tínhamos as 'Lições do Tonecas'.
Pois, agora passamos a ter as... 'Lições do Tonel' - com António Leonel Nogueira Sousa no papel principal! 
Lições de tudo aquilo que um profissional não pode fazer... até mesmo pela experiência que deveria ter. Para a história desta jornada... o mais recente Tonecas.
Para a história do futebol... não o Túnel de Braga, nem o Túnel da Luz mas... o Tonel de Alvalade! 

Manaca/Tonel rei morto, rei posto...
O Caso Tonel lembra-me um outro... como lembra a todos os que gostam de futebol. Corria o dia 25 de maio de 1980, no fim da época 1979/80.
Para uns, um outro escândalo que marcou o futebol português; para os beneficiados, um erro compreensível! Nessa altura, Porto e Sporting estavam empatados na liderança. Na penúltima jornada, num jogo decisivo, Vitória de Guimarães-Sporting, discutia-se a atribuição do título de campeão nacional. O Sporting venceu o Vitória por 1-0 com... imagine-se... um autogolo do defesa do Vitória (para agradar aos meus amigos da Cidade Berço) Carlos Manaca, ex-jogador do Sporting e em final de carreira! Lembram-se???
Em comum com Tonel talvez o facto de ambos serem, nos jogos da polémica, ex-jogadores do Sporting, de estarem em fim de carreira, de atuarem na defesa da equipa adversária e, ainda, uma enorme destreza no lance decisivo...
Nada mais que... coincidências. Ou azares do destino, dependerá sempre da perspectiva!
Uma grande diferença é que numa época os benefícios a uma equipa aconteceram na recta final do campeonato e esta época as ajudas começaram bem cedo, praticamente deste o início! Outra, a postura do Porto: na altura protestou (apedrejando, até, em Campanhã, o comboio que levava os adeptos e a equipa de regresso a Lisboa, o que se condena sempre); hoje, o silêncio total!!!
Eu sei que não tem nada a ver com este caso, nem me passa pela cabeça levantar qualquer suspeita mas - outro azar dos Távoras (para quem sabe o que isso significa) - Tonel participou num dos jogos que mais suspeitas levantou do ponto de vista das apostas ilegais - o inesquecível Dínamo de Zagreb-Lyon, em 2012 - onde a equipa de Tonel, apesar de estar a ganhar 1-0 ao intervalo, foi despachada com o resultado de 1-7 final.
Precisamente, os seis golos de diferença que o Lyon precisava para ser apurado.
Até porque o Sporting, este ano, não está na UCL.
Coisas da vida!
Numa análise objectiva, poderemos sempre afirmar, em desfavor de Tonel (sou sempre justo...) que, no Caso Manaca, este até teve muito mais mérito.
Não se limitou a cometer uma pequena falta, com um levantar de braço... para saltar (deve tratar-se de única forma para conseguir um maior impulso) deixando a responsabilidade da marcação do penalty para outro.
Teve a coragem de arriscar - e a proeza de acertar na baliza. E, se a memória não me falha, a alguma distância e de um ângulo difícil!
Como é evidente, e face a esse escandaloso episódio em que foi considerado como vendido, até pelo próprio balneário, o Presidente do Vitória da altura determinou que Manaca não mais jogasse em Guimarães, fazendo com que ele desaparecesse da cidade, definitivamente, três dias depois do jogo. E, assim, durante 35 anos falou-se nele...
Há homens que para serem imortais têm de entrar para a Academia; outros há a quem basta estender - esforçadamente, reconheça-se - a mão na grande área! Por isso, Tonel pode ter uma certeza: à semelhança de Manaca será lembrado nos próximos 35 anos!

Ricardo Sá Pinto
Apesar do barulho à volta do Sporting-Belenenses, e da maneira como os rapazes ganharam, sublinhe-se a grande dignidade de Sá Pinto. Disputando o jogo pelo jogo, sem medo, contra o seu clube do coração. Normalmente não me revejo no seu temperamento... mas no jogo de segunda-feira teve uma grande e exemplar postura! Grande profissionalismo, reconheço!

A decisão do Belenenses
Não sei o que acontecerá, lá para os lados de Belém... Mas - disse e repito - se fosse Presidente da SAD do clube do Restelo, à imagem do que fez o Presidente do Vitória da altura, a decisão só poderia ser uma. Sem, porventura, razão nenhuma, mas para evitar discussões como as que ocupam o País do futebol desde aquele minuto 90+4.
Por isso, na perspectiva da SAD do Belenenses, o que mais poderia defender a sua imagem do que esse mesmo processo???
Porque trata-se, sem dúvida, de uma questão jurídica, mas, também, de uma questão de honra, de ética e de responsabilidade.
Casos como este (ou como o de Manaca) terão sempre, duas verdades. E, para citar Hannah Arendt, uma filósofa que encanta, muito, o meu querido Professor Manuel Sérgio, «conceptualmente, podemos chamar de verdade aquilo que não podemos modificar»...
E a verdade é que nesse jogo da 11.ª jornada foi grande penalidade...
Indiscutível!!!

Nota de pé de página (muito de pé de página...)
O clube que mais comunicados faz tornou público agora que foram feitas diversas participações disciplinares à Liga contra alguns elementos da estrutura do Benfica... inclusivamente contra mim. Pretendem que sejam averiguadas e apreciadas algumas «condutas», por, imagine-se, abuso de influência, coação sobre árbitros, declarações sobre arbitragem antes dos jogos, lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros, árbitros e demais agentes. Só podem estar a brincar!
Mas a brincadeira não fica por aqui, afirmando que «não se deixará coagir por estratégias de manipulação da opinião pública», dizendo mesmo que... luta pela verdade desportiva. E pela «dignificação de todos os agentes desportivos, desde os dirigentes aos árbitros», para que se obtenha a «credibilização e modernidade do futebol» !
Achei graça!
Porque será sempre bom relembrar a maneira como ganharam ao Tondela, com um penalty no último minuto, precedido de um lançamento feito dentro do terreno de jogo...
Ou como ganharam ao Estoril, em casa, com a tal grande penalidade que foi precedida de fora-de-jogo!
Ou como ganharam ao Arouca... onde decidiram que não se marcaria uma grande penalidade contra o Sporting!
Ou na Taça, onde cair sobre um adversário, dentro da área - jogada que percebo treinada de forma bem consequente - não dá penalty.
Ser bom não é ser parvo, como diria o Padre Américo (cito de memória) e repetiria, numa versão soft, Rui Vitória."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Enciclopédia do ludopédio

"O que não falta por cá são programas televisivos sobre desporto. Melhor dizendo, sobre ludopédio, vulgo futebol, que tudo domina. De tal sorte que canais noticiosos mais parecem canais de futebol. Tudo se discute ou, se nada houver para discutir, tudo se fabrica para gáudio das audiências amantes da balbúrdia, do fanatismo, do sangue. Há programas todos os dias: ou para antes, ou para conferências excitantes, ou para o depois. Verdade seja dita que nem todos são iguais, pois em alguns aprende-se com pessoas que sabem de futebol mais do que o comum mortal.
Vem isto a propósito de um programa desportivo que se iniciou na RTP3 e que é uma delícia. Refiro-me à Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio, apresentada por Carlos Albuquerque e com Rui Miguel Tovar e João Nuno Coelho. É, de facto, um programa alternativo sobre futebol, uma espécie de insurreição contra a norma. Ou, como se diz - e bem - na apresentação do programa, é «um dicionário da tribo da bola, com histórias diferentes dentro e fora das quatro linhas».
Rui Miguel Tovar e João Nuno Coelho fazem da memória e do estudo uma verdadeira enciclopédia, tão gostosa de ouvir, como cativante para recordar. Com simplicidade, empatia, sabedoria e naturalidade. Vale a pena sairmos do circulo infernal, do quotidiano deste nosso futebol feito de casos, casinhos e similares e mergulhar na magia do que fica depois da poeira do tempo. Futebol e vida de mãos dadas.
Desaparecida a excelente Liga dos últimos, eis que temos esta oportunidade de serviço público, que está bem para além das aparências do dia-a-dia desportivo. Ao sábado à tarde."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Só é pena que um dos principais intervenientes, auto-proclamado um dos grandes 'historiadores' do Futebol português, José Nuno Coelho, seja um daqueles que defende a mentira do Benfica ter sido  o Clube do Regime...!!!

Um negócio extraordinário

"A venda dos direitos de transmissão dos jogos por um período de 10 anos a troco de 400 milhões de euros é, de longe, o negócio mais volumoso algum dia feito no futebol português e reforça a condição de exímio negociador que há muito tempo se reconhece a Luís Filipe Vieira. Foi a sua rara visão que permitiu ao Benfica a realização do acordo com a NOS que ontem ficou a conhecer-se.
Houve dois momentos fundamentais para este desfecho. Primeiro, a aposta na criação da Benfica TV, seguindo-se a decisão de romper com o padrão de negócio que estava instalado para passar a ser o canal do clube a transmitir os seus próprios jogos - coisa que, até ver, continua a ser inédita. A força da marca foi, desde a primeira hora, o grande trunfo de Vieira. O presidente das águias teve o mérito de acreditar que, na hora certa, o mercado acabaria por ajustar-se àquilo que eram as pretensões da SAD encarnada.
Em 2012 o Benfica tinha recusado a última oferta da Olivedesportos para a renovação do contrato. A 'excentricidade' valeria então 111 milhões de euros por um período de 5 anos, de 2013 a 2018. Ou seja: 22,2 milhões por época. O líder das águias considerava que esse valor correspondia apenas a metade do "preço certo". O tempo viria a dar-lhe razão e a deixar muito claro que é o Benfica quem dita as leis no mercado nacional, por muito que isso custe aos rivais. Luís Filipe Vieira volta a acertar em cheio. Como já tinha acertado quando impôs Jesus contra a vontade da restante administração da SAD. E como está a acertar na destemida aposta na formação. A um ano de distância das eleições, Vieira é o 'jogador' do Benfica em melhor forma."

Nuno Farinha, in Record

O jogo segue dentro de momentos

"O extraordinário acordo do Benfica com a NOS abre um novo ciclo na gestão dos direitos desportivos em Portugal. O Benfica, que já inovara com a Benfica TV, rompendo o velho monopólio de Joaquim Oliveira, volta a dar cartas e a ditar novas regras no mercado. Este acordo, que é ainda muito equívoco e permite várias leituras, prova - no entanto - não só a força da marca Benfica como a sagacidade negocial de Luís Filipe Vieira. Se estamos a falar de 40 milhões por época, é um número astronómico para a realidade do nosso futebol.
Há dois anos, um pouco mais, Vieira foi acusado de fazer 'bluff' quando exigiu 40 milhões de euros a Oliveira. O tempo deu-lhe razão. A questão agora é: quanto valem exactamente os jogos do Benfica e quanto valem os outros conteúdos da BTV, como as ligas europeias? Ainda assim não valerão 15 milhões de euros: mesmo que desse pacote conste a Liga Inglesa, o que não é certo.
Ao dizer no sábado que "este ano é decisivo para a sustentabilidade do Benfica", é provável que Vieira não estivesse a pensar apenas na política para o futebol e no "novo paradigma" que passa pelo lançamento de novos talentos. Com a entrada de dinheiro fresco também temos que perceber onde se vai situar desportivamente o Benfica.
O acordo tem, para já, mais perguntas do que respostas. Desde logo, porquê dez anos? É uma eternidade. Depois, os jogos do Benfica continuarão na BTV? E se sim, por quanto tempo? Passam para a Sport TV? Esse dado não é um detalhe. A Sport TV, a atravessar - de acordo com informações não desmentidas - uma grave crise financeira, precisaria dos jogos do Benfica, mas não é suposto que a mais importante TV de desporto deixe de estar na MEO ou na Vodafone para ficar apenas na NOS.
Também não é claro o alcance internacional do acordo. Sendo o Benfica uma marca global, onde pode chegar nas mãos de uma empresa de grande dinâmica mas apenas presente em Portugal e na África que fala português?
Este movimento, verdadeira OPA hostil, vai lançar uma corrida aos direitos. A Altice, dona da PT e um 'player' mundial emergente (acaba de comprar a Liga Inglesa para França) deverá contra-atacar, e Sporting e FC Porto poderão estar, a prazo, na mira.
De onde vem tanto dinheiro para pagar um futebol apesar de tudo pobre, com um mercado limitado e escassos patrocínios é a pergunta a que, para já, neste tempo de pouca racionalidade, ninguém quer responder.
Para o espectador será bom porque os operadores tornarão os seus serviços mais atractivos, talvez mais baratos e com inúmeras promoções, numa tentativa de captar novos subscritores e receitas. Havendo bons gestores nas várias empresas, mesmo inebriados - efeito que o futebol provoca - eles terão feito as contas."

Nuno Santos, in Record

400 milhões!

"O Benfica fechou negócio, vendeu os direitos televisivos da transmissão dos seus 17 jogos em casa à NOS por 40 milhões de euros por cada um de dez anos, num total de 400 milhões de euros. O contrato está fechado por três anos, extensível a dez por decisão de qualquer das partes, e inclui a transmissão da BTV. Mas é, sobretudo, uma coisa: é maior negócio de sempre no futebol português. É muito dinheiro. O Benfica ganha por ano mais do que Porto e Sporting juntos (20,7 milhões no caso dos dragões, 15,5 milhões dos leões). O dinheiro cai como mel nas contas do clube, que estão em modo de austeridade por causa do elevado passivo. A NOS é o novo banco do Benfica. Está a financiá-lo. A dez anos.
Também Vale Azevedo vendeu direitos de transmissão a quem então financiou o Benfica, a SIC. Mas, naquela altura, o preço pago era mau, demasiado baixo. Este acordo tem um valor recorde para o momento em que vivemos. Resta saber se também o será dentro de dez anos. É isso que o Benfica cede, o seu valor futuro, em troca de um preço muito alto pelo presente.
Porquê tanto? Porque entraram em cena as operadoras de televisão, que até aqui não se tinham metido no negócio. A NOS jamais receberá em receitas de publicidade o valor que está a pagar por jogo: 2,35 milhões de euros. Mas fica com um atributo para captar e reter clientes imbatível, que também geram receita. Não se sabe ainda com que exclusividade ficará a NOS, ou se revenderá direitos a outras operadoras. Mas na guerra com o maior concorrente, a NOS pagou para ter, a MEO terá de pagar para ver."

Pedro Guerreiro, in Record

Vitória em Fafe...

Fafe 22 - 26 Benfica
(10-11)

Vitória esperada, mas apertada, muito por culpa do 1/4 nos Livres de 7 metros!!! As ressacas Europeias nunca são fáceis, e os dois jogos com os Islandeses foram durinhos, portanto o mais importante esta noite era mesmo a vitória...

PS: O sorteio Europeu, deu uma deslocação à Grécia...