Força...
Últimas indefectivações
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Vermelhão: Manter o espírito de vitória...!!!
Guimarães 0 - 1 Benfica
Estamos nas Meias-finais da Taça de Portugal, onde vamos defrontar o vencedor do Feirense-Sporting de amanhã, em dois jogos. Foi um jogo sofrido, com uma segunda parte mal jogada pelas duas equipas (praticamente não houve oportunidades), com o Benfica a tentar controlar a vantagem mínima... e a conseguirmos!!! Foi uma vitória, sobre o Vitória, sem o Vitória (não resisti)!!!
Não foi só uma questão de eficiência, como o treinador do Guimarães disse: o Svilar fez uma exibição segura, mas sem intervenções de grau de dificuldade elevada...; o Benfica na 1.ª parte marcou o golo, e criámos pelo menos mais duas excelentes oportunidades...!!! A melhor oportunidade do Guimarães durante todo o jogo, acabou por ser um lance, antecedido por um fora-de-jogo não assinalado!!!
O Gabriel já tinha feito uma exibição positiva em Ponta Delgada, e hoje foi claramente o melhor em campo, está a ganhar ritmo e confiança. Em conjunto com o Félix, foi o jogador que mais beneficiou com a mudança para o 442... está a jogar no seu sítio! O Gedson terá sido o que mais saiu prejudicado com a mudança de 'sistema'!
O Svilar também merece destaque, não pelas defesas 'impossíveis', mas pela forma tranquila como jogou, transmitindo confiança, e muito bem nas saídas pelo ar...!!!
O Fejsa não tem estado em grande forma, mas espero que a substituição ao intervalo tenha sido somente por precaução, pois neste momento todos fazem falta. A equipa está numa sequência apertada de jogos, com pouco tempo de recuperação e todos são precisos!!! Por exemplo, as ausências do Jonas e do Rafa neste momento, são preocupantes...!!!
Quem estava à espera que a mudança de treinador, mudasse tudo, vão começar provavelmente a 'atirar-se' ao Lage. Mas a realidade não se adapta aos delírios dos heróis do FM!!! O Benfica praticamente não tem tempo para treinar... Estamos a fazer uma 'quase' pré-época, a meio da época, com jogos de 4 em 4 dias (neste caso 3!!!) Muito já o Lage fez... E nesta fase, mais do que jogar bonito, é preciso manter o espírito vitorioso...
Para Sexta, o mais importante será a recuperação física, o Seferovic, o Félix terminaram o jogo de rastos... o Pizzi saiu todo roto (devia ter saído mais cedo), e mesmo os defesas começam a ressentir-se do excesso de jogos! O Guimarães também não irá rodar muito, mas todos os minutos, até ao jogo da Liga, são necessários para recarregar as baterias!!!
Que dizer do Huguinho e do seu critérios disciplinar (por exemplo o Amarelo ao Pizzi!!!) Quando depois das arbitragens do fim-de-semana em São Miguel e no Alvalixo, poucos dias depois, os mesmos apitadeiros, são nomeados para os jogos decisivos da Taça, envolvendo as principais equipas, está tudo dito...!!!
Nulo, reforça liderança!!!
Rio Ave 0 - 0 Benfica
Com a derrota do Sporting, acabámos por 'ganhar' um ponto, com este empate!
O jogo foi fraquinho, mas durante a maior parte do tempo, fomos nós que criámos mais perigo... Nos últimos 20 minutos, acabámos por baixar de rendimento, e foi o Celton (e o poste) com mais uma grande exibição, a garantir o pontinho!!!
Mais um jogo, onde os nossos jogadores foram agredidos várias vezes, e o apitadeiro, nada fez!!!
O presente e o futuro
"A tranquilidade vai voltando ao Benfica e com ela a consciência de que foi aplicada a medida mais sensata. Lage é um homem da casa que deixou de utilizar o 'eu' para valorizar o 'nós'
Luís Filipe Vieira quis gastar todos os cartuchos em hipotética contratação de José Mourinho, apostando na condição de desempregado em que se encontra e também em eventual saturação que pudesse facilitar o seu regresso a Portugal. Foi ambiciosa a pretensão, mas Mourinho afirmou não ser opção, neste momento, como teve o cuidado de sublinhar, e sugeriu que a melhor solução seria a promoção de Bruno Lage, tal como ontem, em definitivo, o presidente do Benfica comunicou oficialmente, adiantando ter-se tratado da primeira e única escolha.
A tranquilidade vai regressando e com ela a consciência de que foi aplicada a medida mais lógica e sensata. Trata-se de um homem educado, culto e da casa, que deixou de utilizar o eu para valorizar o nós, ou seja, delimitou as fronteiras entre o passado e o presente e o futuro.
Além disso, a Lage não poderá pedir-se que os antecessores não conseguiram dar . Partir-se desse inaceitável pressuposto, como exigência prévia para uma apreciação favorável no final da temporada, é o mesmo, como diz o povo, que começaram a fazer-lhe a cama onde o querem deitar.
Sobre este ponto, aliás, convém recordar que quer Jesus, quer Vitória apresentaram registos nada extraordinários, medianos, na ordem de 50 por cento: o primeiro ganhou três campeonatos em seis anos e o segundo dois em três e meio. Fizeram o que qualquer outro treinador interessado e com o mínimo de competência, em idênticas condições de trabalho e com os mesmos jogadores, teria feito.
Por outro lado, nesta fase da época, e com o calendário tremendo pela frente, não haveria no mercado génio interessado em arriscar: jogar fora para a Liga, com Vitória de Guimarães, Sporting, FC Porto e SC Braga, na segunda volta, defrontar, hoje, para a Taça de Portugal, o Vitória, em Guimarães, e dentro de uma semana medir forças com o FC Porto, na meia-final da Taça da Liga, é fogo. Geralmente, estas ementas difíceis de digerir os mestres do treino apreciam pouco, preferem dispensá-las aos novatos.
É altura, pois, de Vieira esclarecer a sua posição sobre um assunto que ele ajudou a promover, ao dar uma resposta em entrevista televisiva que originou abusivas interpretações sobre o que, como se sabe, tem fomentado a instabilidade no quotidiano benfiquista.
Ainda ontem, imediatamente a seguir a Lage ter sido confirmado como treinador principal, a expressão até ao final da época foi colocada em cima da mesa, suscitando as ilações que dele cada qual quiser extrair. Entendo que Luís Filipe Vieira foi suficientemente claro, mas se calhar tem de o ser ainda mais, sobretudo para tentar serenar as políticas comunicacionais associadas aos emblemas rivais, particularmente agrestes e até deselegantes nestes últimos meses, como se tem lido e ouvido.
Bruno Lage é o novo treinador do Benfica. A título definitivo, afirmou o presidente do Benfica. Só até ao fim da época, alertam os adeptos de Jesus. Muito bem, será, o que para mim continua a ser uma incógnita. Quando ele disse que o bom filho a casa volta admiti que estaria a pensar no Sporting, em cumprir o resto do contrato, por exemplo, ou talvez a casa fosse mais abrangente, o país, e, afinal, pretendesse referir-se ao FC Porto, clube que namorou, ou teve essa intenção, e à custa do qual assinou contratos milionários para a realidade portuguesa, primeiro com o Benfica e depois, mais exageradamente, com o Sporting. Divertido, por certo, Pinto da Costa assistiu à distância e mil vezes confessou que era amigo de Jesus e gostava muito dele, simplesmente.
Do fundo da minha ignorância, acredito que é mais forte o desejo de Jesus voltar ao Benfica do que a vontade desde em contratá-lo, por variadíssimas razões. Contudo, em nome da paz no futebol encarnado, convinha que o seu presidente,de uma vez por todas, acabasse com esta dúvida que alimenta a campanha antiáguia em segunda época e que está para durar, como já se percebeu.
Vitoria foi apenas a primeira vítima, embora seja minha convicção que o alvo a eliminar é o próprio Luís Filipe Vieira, por ser ele a trave mestra da solidez do Benfica. Escrevi por estes dias que se ele já era forte pelo trabalho, mais forte ficou pela razão que a Justiça lhe deu, a ele e ao clube a que preside, em resultado de um despacho de não pronúncia que gerou súbita e desajeitada vaga barulhenta em que só faltou pedir um castigo para a juíza que o preferiu.
Voltando a Bruno Lage, a questão não está na idade. Reside mais na vontade e na coragem de quem decide. Villas Boas chegou ao FC Porto com menos dez anos de idade e teve o sucesso que teve porque contou com o apoio de Pinto da Costa.
A Lage sugere-se-lhe humildade para ouvir, perguntar e aceitar opiniões, sem abdicar jamais de tomar a decisão final. Que não se deixe enredar pela treta das tácticas. Foi assim que Paulo Fonseca começou a ser torrado com a dúvida sobre o 1-2 ou o 2-1 no triângulo do meio-campo. São temas inúteis que, muitas vezes repetidos, massacram. Fuja desse tipo de diálogos e procure respaldo em quem está a seu lado e o pode ajudar. Construa a sua liderança com saber e concentre a atenção no lado humano, considerando que todos os elementos do plantel são importantes: com jogadores e sem tácticas pode jogar-se futebol; com tácticas e sem jogadores não existe futebol."
Fernando Guerra, in A Bola
Sporting-Porto: contra quem?
"Será que houve uma manobra concertada de oferta de 'vouchers' de ingressos e tremoços para o Benfica encher o Estádio de São Miguel?
1. «És uma encomenda. Vieste aqui encomendado pelo Benfica!» foi o que árbitro do Tondela - Sporting ouviu a si dirigido e que valeu a expulsão nos momentos finais ao seu autor, ex-jogador e agora, pomposamente designado, team manager, Beto. Dado o facto de tal interjeição em forma de asserção ter acontecido muito perto do momento em que o jogador Acuña viu o quinto cartão amarelo - assim ficando impedido de defrontar o Porto - é provável que tenha havido alguma relação de causa-efeito.
Naquele singelo momento de jogo floral, eis-nos perante duas faces da mesma moeda (se quiserem, em vez de moeda, podem chamar-lhe outra coisa): por um lado, tudo o que de mal há ou haverá é culpa do Benfica, qual visão mefistofélica da águia; por outro lado, tudo o que de comovente existe passa pela união de facto entre leões e dragões. De um lado, a maldição; do outro lado, a mansidão.
Então não é que a decisão (entre outras) do árbitro - obviamente encadeado pela Luz - ao entender que o pobre argentino Acuña foi merecedor de um cartão amarelo, teve, afinal, o 'dedo' do Benfica! Será que Beto achou que, ardilosa e intencionalmente, 'a encomenda' do Benfica queria livrar o Porto do argentino para que, assim, os nortenhos tivessem a vida facilitada?
Tanta fantasia, tamanha obsessão!... haja ao menos lógica, mesmo que em tais devaneios.
Nesta última jornada, não me admiraria de ouvir ou ler mais umas tantas quimeras, a propósito da compulsiva culpabilidade do Benfica. Por exemplo:
- Será que Fábio Cardoso, em Ponta Delgada, pediu ao árbitro para trocar um penálti contra o Santa Clara pela sua expulsão, tudo, evidentemente, porque o rapaz andou alguns anos pelo Estádio da Luz?
- Será que houve uma manobra concertada de oferta de 'vouchers' de ingressos e tremoços, para o Benfica encher o Estádio de São Miguel com 12.500 espectadores, bem como antes de outros 'vouchers' para sportinguistas e portistas não irem a este estádio quando as suas equipas lá jogaram, com se poderia induzir dos números então verificados (SCP, cerca de 7.000 e FCP, pouco mais de 4.000)?
- Pergunto-me, ainda, se terá havido uma tramóia de uma qualquer senhora viúva intermediária do Benfica para pagar aos jogadores do Porto para perderem em Alvalade. Ou para empatarem. Ou para ganharem. É que 1X2 sempre é mais seguro...
E, tempos atrás e lembrando o jogo que detonou a crise de Alcochete, será que Rui Patrício ao dar o frango da época no Funchal, no derradeiro e decisivo momento, foi 'desiluminado' por uma qualquer fada benfiquista?
2. Volto ao ambiente tão amigo e festivo do clássico Sporting - Porto. Abraços, beijos, salamaleques, comentaristas unidos, comentadores distraídos, Sport TV de braços abertos, autocarros das equipas quase a chegar em jeito de atrelado (ou de side-car?), claques apáticas, tudo sob um céu azul luminoso.
Prélio enfeitado com estatísticas para todos os gostos e não esquecendo o tão almejado recorde de vitórias seguidas. A propósito, tanto alarido e tão sôfrega excitação por causa de se poder bater o número que Jesus alcançou no SLB (18 jogos), que, embora seja uma bitola significativa, não se compara ao mais notável e quase inigualável recorde que pertence exclusivamente ao Benfica. Refiro-me às 29 vitórias seguidas no Campeonato Nacional (1971-72 continuadas, ininterruptamente, em 1972-1973), que é também recorde europeu. Sim, ao campeonato, isto é, sem contar com joguinhos da Taça e da Taça da Liga que, apesar de tão maldita, é, para efeitos de recorde, aproveitada para somar ao campeonato.
Estive a ver o sonolento e cinzentão clássico: resultado nulo, como é habitual e era previsível. A considerada, até há pouco, máquina de fazer golos, SCP de Keizer, não marcou e o Porto concluiu 180 minutos contra adversários de capital sem ter 'molhado a sopa'. Um resultado que maximizou os pontos perdidos por ambos (4), que deixou o FCP um pouco menos longe e o SCP um pouco mais longe.
Ao observar o antes, o durante e o depois desta partida, veio-me à memória uma história que se conta sobre o último Arquiduque dos Habsburgo, Oto von Habsburg (1012-2011), que tive a honra de conhecer. Indiferente ao futebol, ter-lhe-ão perguntado o que ele acharia do encontro que se iria disputar numa certa noite entre a Áustria e a Hungria, ao que ele respondeu «contra quem?». Pois não é que unidos pela obsessão até ao tutano de anti-benfiquismo, imagino já uma reacção idêntica perante a pergunta de que iria haver um Sporting - Porto. «Contra quem?». Aqui respondo eu: contra o Benfica...
3. Concluída a primeira volta, o FC Porto parte com uma significativa vantagem, há que reconhecê-lo. Bem sei que não vale a pena chorar sobre leite derramado, mas bastaria o Benfica ter ganho ao Belenenses em campo neutro e ao Moreirense na Luz e estaria líder neste virar de página. Mesmo com alguns empurrões de VAR ou do seu apagão, os portistas foram mais estáveis e regulares, elementos primordiais para liderar uma classificação. Não que tenham feito uma categórica primeira volta (ganharam 7 vezes por um golo de diferença,ou seja 50% das vitórias e perderam 5 pontos em Lisboa), mas apresentaram uma melhor defesa e um meio-campo de combate. Já o Benfica que é a equipa com mais golos marcados (37, isto é, 3 à frente do FCP, 4 e 5 do SCP e Sp. Braga), revelou uma irregularidade danosa e uma vulnerabilidade incompreensível entre o meio-campo e o sector defensivo. A mudança de treinador poderá vir a revelar-se positiva e encorajadora, ainda que na segunda volta tenha de defrontar seis dos sete primeiros classificados fora da Luz, para o que não é despiciente saber-se haverá ou não reforços (literalmente falando) durante este mês.
Nesta primeira metade, o Benfica foi perdulário com os mais 'pequenos' e amealhador com os mais 'grandes', ainda que devamos considerar que já fez todos os jogos em casa com estes últimos.
Vejamos, então, a classificação seccionada:
Jogos entre os quatro primeiros classificados
1 - Benfica, 7 pontos; 3 jogos em casa
2 - FC Porto, 4 pontos; 1 jogo em casa
3 - SC Braga, 3 pontos; 1 jogo em casa
4 - Sporting, 2 pontos; 1 jogo em casa
Jogos com as restantes equipas
1 - FC Porto, 39 pontos; 8 jogos em casa
2 - SC Braga, 34 pontos; 8 jogos em casa
3 - Sporting, 33 pontos; 8 jogos em casa
4 - Benfica, 31 pontos; 5 jogos em casa
4. Uma vitória confortável nos Açores, onde os outros grandes tiveram manifestas dificuldades e beneficiaram de erros arbitrais. Gostei do modo como Bruno Lage montou a equipa. Gostei da pressão à saída da bola imposta sobre o Santa Clara. Pareceu-me uma equipa menos tensa e menos tolhida psicologicamente. Não fora a manifestação ineficácia na segunda parte do jogo e o resultado teria sido bem mais dilatado.
Hoje, há um teste sério à 'nova equipa': o mata-mata em Guimarães a contar para a Taça de Portugal, uma espécie de antecâmara do jogo de sexta-feira para a Liga entre as mesmas equipas, que não é um mata-mata, mas onde há o risco de vir a ser um ata-ata. Curiosamente, uma dose dupla entre um treinador interino que, afinal, acaba por não o ser e um treinador não interino de quem muitos falaram para o Benfica
Contraluz
- Treinadores: Aprecio a forma e o conteúdo das declarações do técnico Marcel Keizer. Sem alardes, quando ganhou copiosamente, sem desculpas parvas quando as coisas não lhe correm bem. Foi assim em Guimarães onde disse uma 'blasfémia' para os nossos hábitos, qual seja a de que o Sporting mereceria ter perdido por mais, foi assim em Tondela, foi assim contra o Belenenses e, há dias, contra o Porto. Longe da piromania ou dos aparvalhados jogos de palavras (alguns muito elogiados pelo tribo) que por cá abundam.
- Permutas: Agora há definitivamente outro desporto em Portugal: o jogado entre o círculo fechado de apresentadores e apresentadoras televisivas, com direito a, em plena guerra de audiências, serem sempre notícia (!) nos noticiários. Ora agora é a senhora A a entrevistar o senhor B na tv x, ora agora é o senhor B a entrevistar a senhora A na tv y. E assim sucessivamente, num conjunto restrito de sumidades. Sempre todos com umas lagriminhas ao canto do olho e - quem sabe - com direito a um telefonema presidencial. Portanto no seu mais saloio aparato, a que se junta a música pimba dos fins-de-semana com artistas mendicantes e duas rapariguinhas a manear a bunda... Que tristeza!
- Excelente: Significativa capacidade do voleibol português que consegue, em masculinos e femininos, apura-se conjuntamente pela primeira vez para os Europeus! Isto não é só futebol..."
Bagão Félix, in A Bola
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Bruno Lage é a escolha óbvia
"O Benfica anunciou oficialmente que Bruno Lage será o treinador a título definitivo. Passando por cima do facto de todos os treinadores estarem a trabalhar a título provisório e nenhum ser treinador a título definitivo, pormenor que a CMVM não estará muito interessada em conhecer, diga-se que a escolha de Luís Filipe Vieira é a escolha óbvia, atendendo ao contrário.
Mais uma vez se prova a importância das circunstâncias na vida de um homem. Há quem lhe chame destino, há quem veja, em tudo, a mão de Deus ou do Diabo. Certo é que Bruno Lage estava na hora certa no sítio certo. Ele próprio, humildemente, confessava que tinha apenas na ideia ser preparador físico, que é coisa que, afinal, nem um profissional de treino desportivo deve dizer, de tão redutor que isso é, mas percebe-se a ideia. Lage, nem nos sonhos mais impossíveis imaginaria chegar tão cedo a treinador da equipa principal do Benfica. Chegou depressa ao cume e, agora, tentará agarrar a oportunidade que este imprevisto upgrade lhe proporciona.
Lembraram, e bem, os jornalistas o que Rui Vitória sugeriu sobre a necessidade de um treinador tão jovem e inexperiente precisar de uma protecção sólida da estrutura que o envolve. Lage teve uma resposta que apenas faz prova da sua ingenuidade, mas é bom que perceba o conselho do novo homem das arábias. Rui sabe bem o que disse e porque o disse. Lage pode ainda não ter percebido, mas a declaração era a seu favor. Quando a estrada se tornar íngreme e feita de pedras (uma mera questão de tempo) irá perceber melhor que a equipa não se esgota nele e nos futebolistas que dirige."
Vítor Serpa, in A Bola
Carta para o Divino Negro
"Já lá vão cinco anos sobre o morte de Eusébio. Alguém um dia perguntou: porque passam os anos tão depressa e as horas tão devagar? Não sei onde ele se encontra. Mas escrevo-lhe. Como se fosse uma profunda necessidade.
Lisboa, tantos do tal. Há cinco anos já que Eusébio partiu para o Grande Vazio. Ou para o Grande Desconhecido, se quiserem. Não conheço quem de lá tenha voltado para descrever essa planície infinita de mágoas e de saudade.
Onde estás, amigo? Em que lugar concreto desse céu para o qual olho na convicção de te ver correr por entre as galáxias, fazendo dos astros fingidos meros holofotes desse teu brilho negro, incandesceste e inconfundível?
Fazes-me falta.
Fazes-nos falta.
Eras uma espécie de segurança só por estares lá. A segurança de, um dia, qualquer garoto de rua, descalço sobre a terra batida, poder ignorar o grito da mãe que o chama da janela da infância, para ficar a marcar golos atrás de golos nessa sua vocação de ser menino para sempre.
Por isso estavas, mesmo não estando. Estavas na recordarão inesquecível de um traço, de um gesto, de um salto vertical em direcção ao céu que será a intuição de asas nos pés desafiando a lei da gravidade.
Para ti nunca houve leis. Como não havia nem tempo nem espaço.
O tempo esse, começámos a senti-lo no dia em que resolveste, talvez por cansaço, talvez por tédio ou lassidão, sair pela porta da frente da vida rodeado por uma cidade inteira que, à chuva, atirou para as ruas os seus diminutos pecadores que quiseram, por um segundo que fosse, tocar as tábuas do teu caixão.
Garcia Lorca falava dos sons negros.
Poucos negros terão sido tão divinos como Eusébio.
Sons negros que queimavam as gargantas como uma água feita de vidro.
Quantas gargantas queimaste quando, numa passada, deixavas de ser homem para te tornares fera? E os olhos abriram-se para que todos pudessem acreditar no inacreditável.
Pois... onde andas tu?
Desafias os anjos da tua rua do paraíso para jogos de bola com balizas de nuvens?
Os deuses, maiores ou menores, mais inquietos ou mais melancólicos, deixam-se espantar pela maneira como corres driblando a lógica relutante dos planetas? E os filhos dos deuses pedem-te para apareceres a seu lado nas fotografias dependuradas nas paredes azuis-pacífico do firmamento?
Gostava de me sentar a teu lado e ouvir-te falar do que se passou entretanto nesse teu outro lado da vida.
Falarias devagar, como costumavas fazer, da maneira como um Ser acima de todos os outros te foi receber aos portões escancarados da Eternidade. E de como te fez uma vénia humilde, baixando a cabeça de cabelos longos e brancos, só para observar com atenção a fantasia melodiosa que se desprendia dos teus pés abençoados. E de como, logo na primeira noite, de arranjaram uma mesa sobre a qual pudesses pousar o teu corpo já vazio ou ainda por encher, e da pressa com que todas as entidades extintas e por inventar se envolviam numa luta para se sentar à tua direita.
O silêncio de um abraço.
Sei (sabemos) que não voltas. Tens, agora, mais do que fazer.
És continuamente assoberbado pelos favores que os duendes e os arcanjos, as musas e as necromantes te pedem a cada minuto. Aí, como aqui, exigem-te que carregues o mundo sobre os ombros, Sísifo de pele escura, igual à que me recobre o coração e que me mostrou que talvez um dia pudéssemos ser irmãos como naquele silêncio em que ficámos, certa noite, lado a lado na janela de um avião espreitando o brilho eléctrico de uma tempestade cada vez mais próxima. E esse medo que sentias era também a forma de te tornares o mais parecido possível com os banais humanos.
Voaste para longe, tu que só gostavas de voar sobre a segurança inimitável da relva.
Quantas foram as pequenas verdades que transformaste em sonhos? Quantas foram as minúsculas regras científicas que despedaçaste à força de remates trovejantes?
Ora, e por que não fechaste simplesmente a porta quando viste que era a morte que a ela batia? Sentiste necessidade da sua macabra companhia?
Queria enviar-te esta carta, mas não há quem saiba dizer-me em que órbita vives agora. Avisaram-me apenas que teria de seguir pelo trilho dos sons negros de Lorca, dobrar as esquinas das ondas do mar da nostalgia, continuar por um caminho estreito, apertado por entre entre árvores de gelo fino, e não olhar nunca, mas nunca, para os sóis que queimam as íris de todas as cores e as reduzem às cinzas da cegueira da estupidez. Se no final dessa jornada entrar por um lago de erva verde, sem longitudes nem latitudes, apenas com um crucifixo em cada ponta a imitarem balizas de uma religião que nada me diz, é provável que te encontre.
Mas não esperes por mim. Agora, depois de todas as horas que estive à tua espera, incapaz como eras de ser pontual, é a minha vez de chegar tarde.
Levo-te notícias do teu país: o país das fadas.
Levo-te qualquer coisa encarnada porque será sempre para ti um consolo.
Aposto que te encontrei na companhia de uma bola.
Vendo bem, nem saberias viver sem ela.
De tudo o mais que poderia dizer-te, escolho o silêncio de um abraço."
Afonso de Melo, in O Benfica
'Histórica atitude'
"Em ano de comemoração ímpar, Benfica e Sporting uniram-se para homenagear um congénere
Em 1975, o Ginásio Clube Português (GCP) comemorou o seu centésimo aniversário. Para parabenizá-lo, o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal deixaram rivalidades de lado e 'resolveram dar as mãos e promover a primeira grande festa dedicada ao centenário clube'.
Aprovada pelas respectivas direcções, a 'histórica atitude' - assim classificada pelo jornal A Bola - foi comunicada ao GCP, a 26 de Fevereiro, por dirigentes dos dois clubes organizadores. A concretização teria lugar a 17 de Março, 'vésperas do dia dos cem anos do Ginásio Clube Português', no Pavilhão da Luz.
O evento que contou com 'o alto patrocínio do Comité Olímpico Português', consistiu num festival gimnodesportivo de entrada livre, 'permitindo assim que um maior número de público se associe a tão justa homenagem'. Entre as 21 horas e a meia-noite, desenrolou-se um vasto programa, 'aliciante para todos os desportistas', garantia de antemão o Diário de Lisboa. 'Ali estiveram, as lutas (...), a força do halterofilismo, a fúria agressiva do jogo do pau, a subtileza elegante da esgrima de florete, o espectáculo acrobático dos saltos com cama elástica e minitrampolim', entre tantas outras demonstrações do ecletismo do clube aniversariante. De destacar o desafio de futebol de salão, 'entre escolas de jogadores dos dois clubes homenageantes', sem árbitro, cabendo aos 'jovens atletas a responsabilidades da definição das suas próprias faltas', e a 'consagração da ginástica em toda a sua expressão e beleza' através da actuação 'das classes de ginástica do Sporting e do Benfica'. Houve ainda tempo para os habituais discursos e para o Parabéns a Você na voz do Orfeão do Benfica.
As comemorações do centenário do GCP estenderam-se por todo o ano de 1975. Entre 18 de Janeiro e 18 de Dezembro, foram vários os eventos que visaram festejar a longevidade daquele que é considerado 'o mais antigo instituto de educação física existente em Portugal'. O Benfica associou-se à festa e, como agradecimento, o GCP agraciou-o com uma medalha de colaboração.
A medalha entregue na cerimónia de encerramento das comemorações, a 18 de Dezembro de 1975, é um dos muitos objectos que constituem o acervo do Sport Lisboa e Benfica que, não integrando a exposição permanente do Museu Benfica - Cosme Damião, se encontraram em reserva no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro."
Mafalda Esturrenho, in O Benfica
Um projecto de estabildade
"De 2009/10 até hoje, Bruno Lage é o terceiro treinador a comandar o plantel da equipa principal do Benfica. Nas últimas 10 temporadas, a estabilidade vivida entre a Luz e o Seixal não encontra paralelo em nenhum outro clube português e, mesmo nos principais colossos europeus, é difícil encontrar quem tenha trocado tão poucas vezes de treinador em igual período de tempo.
A estabilidade é, claramente, uma marca do Benfica e essa é também uma das razões para o sucesso desportivo que se conheceu na última década. Com os dois treinadores anteriores (Jorge Jesus e Rui Vitória), o Benfica conquistou 16 troféus. Venceu tudo o que poderia vencer em Portugal, esteve em finais europeias, estabeleceu novos recordes de transferência de jogadores e afirmou a sua Academia como referência mundial na formação de talentos.
Não poderia fazer mais sentido, pois, que o novo treinador do Benfica fosse, também ele, um produto da formação do clube – como, de resto, já tinha acontecido com Rui Vitória, treinador da nossa equipa de juniores entre 2004 e 2006.
A aposta em Bruno Lage tem, contudo, uma particularidade especial: tornou-se o primeiro a técnico a orientar todos os escalões de formação do Benfica, a sua equipa B e, por fim, a equipa principal. Um percurso que o torna, desde ontem, um caso ímpar. Uma aposta para o presente e para o futuro e que encerra, em definitivo, o processo de escolha do novo treinador.
PS: O Benfica inicia hoje, em Guimarães, um ciclo de jogos no Minho que esperamos ver prolongado até à final da Taça da Liga. Podem ser quatro duelos naquela região no curto espaço de 12 dias: dois com o Vitória de Guimarães, um com o FC Porto e ainda a possibilidade de enfrentarmos Sp. Braga ou Sporting, no dia 26, no derradeiro jogo da Taça da Liga. Os nossos adeptos serão fundamentais para que o habitual calor do Estádio da Luz se transfira para o Minho durante duas semanas."
Vendidos !!!
"Esta notícia tenderia a passar despercebida. Está redigida em modo lacónico. É assinada pela "redacção". É uma notícia sem cara, mas tem uma marca que não é "A Bola". Por um motivo que gostaria de ver esclarecido a cobertura de "A Bola" ao denominado processo "jogo duplo" deixou de referir alguns elementos noticiosos do mesmo.
Em anteriores edições "A Bola", sobre este tema, informava que "...A procuradora do MP defendeu penas efectivas de prisão para Carlos Silva, conhecido como Aranha e elemento da claque Super Dragões, para o empresário...". Realmente, um dos chamarizes para este processo seria a percepção de um eventual envolvimento da claque super dragões numa actividade criminosa relacionada com a viciação de resultados desportivos. Era o primeiro processo do género em Portugal e envolvia um destacado elemento da referida claque, que chegou a ter uma medida de coação para não perturbar a realização da prova. Em causa podia estar uma prática de associação criminosa para a corrupção em resultados desportivos.
A relevância do futebol na sociedade portuguesa justificaria um acompanhamento objectivo e rigoroso do tema, até para se compreender o putativo alcance que a dita claque, ou, pelo menos, este seu destacado membro, poderiam ter na adulteração de resultados em competições profissionais.
Subitamente, "A Bola" notícia o agendamento da leitura do acórdão deixando cair esta parte da notícia! Substituindo-a pela referência a "um elemento de uma claque"! Claque de quem? Do Benfica!? De um clube da Associação de Futebol de Setúbal, de Bragança, de Castelo Branco? Quem tem afinal ligações a este processo em fase de julgamento? A quem aproveitava a alegada associação criminosa?
Pois é.. o futebol é muito mais que um "jogo duplo", meus caros! Actualmente, é um jogo de bastidores. Sem cara. Onde jogam sempre de camisola vestida os jogadores da bola e de outras esferas. Tudo cada vez mais profissionalizado. O campeonato ganha -se disputando cada lance, antecipando a jogada, fazendo compensações, etc... "A Bola" rola e quando o jogo é mal jogado mais parece que enrola..."
É uma pena: Tinoco está indisponível
"Vou partilhar com o leitor uma convicção minha: Rui Vitória não era o melhor treinador do mundo. Atrevo-me ainda a acrescentar: o próximo treinador do Benfica, seja Bruno Lage ou outro, também não será o melhor treinador do mundo. Esta é uma garantia absoluta que estou em condições de avançar. Isto, porque aquele que é sem sombra de dúvidas o melhor dos melhores não está disponível. Falo do Tinoco, individuo que encontro amiúde no Bar da Igreja de Crespos, cá em Braga. O leitor nem imagina a sapiência que reside dentro daquele crânio. É o melhor treinador que conheço. Por enquanto, apenas de bancada - infelizmente. O homem sabe sempre tudo. Sabia que o João Félix renderia muito mais ao centro. Sabia que o Alfa tinha de entrar em Atenas para resolver o jogo através da meia-distância.
Em 2016, o Éder surpreendeu milhões de adeptos, mas não o Tinoco. 'Eu já sabia que a lesão do Ronaldo até iria ser melhor para Portugal' - assegurou ele mal o árbitro apitou. O Tinoco sabia que aquela bola tinha de ser bombeada para a área, no Bessa, há dois anos; em 2013, sabia que alguém tinha de derrubar o Kelvin antes do remate; em 2000, sabia que os membros superiores do Abel Xavier deveriam ter sido amputados antes do jogo com a França.
É pena esta crónica estar limitada a 1600 caracteres, porque seria muito interessante preencher o jornal com as infinitas situações que o Tinoco já previu. É verdade que só tive conhecimento de todos elas já após a ocorrência, mas provavelmente é coincidência. Para grande azar do Benfica, o Tinoco está indisponível para assinar. Não tem sequer a escolaridade obrigatória, quanto mais o curso de treinador."
Pedro Soares, in O Benfica
Cantigas de maldizer
"O rescaldo da saída de Rui Vitória permitiu distinguir cabalmente aqueles que se limitavam a constatar que os jogadores já não respondiam em campo à mensagem do ex-treinador, daqueles que pretendiam usar as más exibições do Benfica e as críticas ao técnico para desestabilizar o clube.
Estes últimos rapidamente viraram agulhas para o presidente, acusando-o, por exemplo, de demasiada demora no dito despedimento. Tenho a certeza de que esses seriam também os primeiros a acusar Vieira de precipitação, caso tivesse demitido Rui Vitória (então um treinador com dois campeonatos em três) no início da temporada, e as coisas depois não corressem bem. É fácil fazer o Totobola à Segunda-feira, e quem quer apenas maldizer não precisa de argumentação muito profunda mas tão-somente de uma língua afiada.
Atrás deles seguiu uma minoria de jovens adeptos que, apesar de se fazer ouvir num sector do Estádio, ou ler em alguns fóruns da Internet, será porventura tão representativa dos milhões de benfiquistas espalhados pelo país e pelo mundo como uns quantos “coletes amarelos” o são da sociedade portuguesa em geral. Também criticam tudo, também querem mudar tudo, mas não sabem bem como, nem porquê. Não se recordam do Benfica do início do século, nem do trabalho desenvolvido desde então, e acham que se ganha por decreto.
Uma maior maturidade permitir-lhes-á um dia distinguir o essencial do circunstancial, perceber que os actos trazem sempre consequências, e que os impulsos são quase sempre maus conselheiros. Então sim, saberão valorizar o grande Benfica que encontraram e que não apareceu por magia."
Luís Fialho, in O Benfica
Bruno Lage
"A escolha de Bruno Lage para treinar a equipa principal do Sport Lisboa e Benfica é um grande momento de afirmação do futebol de formação. Aos 42 anos e a cumprir a nona época ao serviço do maior clube português, Bruno Lage passou por todos os escalões. Recordo o título conquistado, em 2008/09, pelos iniciados A, com 13 pontos. Batemos o Sporting, o SC Braga e o FC Porto.
Recordo o brilhante triunfo, em 2010/11, pela equipa de juvenis A - cinco vitórias e um empate. O FC Porto ficou a 6 pontos, e o Sporting, a 11. Os resultados alcançados pela equipa B, na II Liga, provam a sua competência. Pelas suas mãos passaram alguns dos maiores talentos do futebol português. No plantel principal, destaco Bruno Varela.
No lote dos ex-jogadores que dão cartas por esta Europa fora, existem 13 exemplos: Ederson (Manchester City), Bernardo Silva (Manchester City), João Cancelo (Juventus), Gonçalo Guedes (Valência), Hélder Costa (Wolverhampton), Ivan Cavaleiro (Wolverhampton), Rony Lopes (Mónaco), Pedro Rebocho (Guingamp), Miguel Vítor (Hapoel Be'er Sheva), Miguel Cardoso (Dínamo de Moscovo), João Nunes (Lechia Gdsank), Cafu (Legia Varsóvia) e Sandicino (Lausanne).
Na I Liga existem 10 jogadores em destaque: Ricardo Horta (SC Braga), Rochinha (Boavista), David Simão (Boavista), Fábio Cardoso (Santa Clara), Pedro Nuno (Moreirense), Rúben Lima (Moreirense), Diego Lopes (Rio Ave), Nélson Monte (Rio Ave), João Teixeira (Chaves) e Tiago Silva (Feirense). Na II Liga, mais três: Romário Baldé (Académica), Romeu Ribeiro (Penafiel) e Miguel Rosa (Cova da Piedade).
São 27 atletas. Um verdadeiro plantel."
Pedro Guerra, in O Benfica
O planeta fantástico
"O projecto KidFun é projecto de Educação para Valores e, como tal, assenta em dois pilares fundamentais: a Educação e os Valores! Levando esta imagem dos pilares um pouco mais longe, sabemos que eles se cravam na terra e nas fundações para dar estrutura a um edifício, neste caso, moral, de que depende o nosso bem-estar colectivo e a vida em sociedade. Assim, o que se pretende verdadeiramente com o projecto KidFun é trabalhar e autdeterminação e o desenvolvimento da personalidade enquanto exercício de liberdade e cidadania que ajuda as nossas crianças na sua preparação para a vida em sociedade.
Bem entendido, numa sociedade em que não valha tudo para atingir fins, colectivos ou pessoais, e em que a felicidade e a realização individual não atinjam a plenitude sem a contribuição para o bem-estar do outro.
Pode dizer-se que se trata de uma utopia. É-o certamente! Como o nosso Benfica de resto, que surgiu apenas do sonho e da vontade... Mas essa utopia social não é mais que a reafirmação da matriz de valores judaico-cristãos que enforma o mundo ocidental, a que nos envaidece chamar evoluído, mas cujas práticas estão muitas vezes longe dos seus ideais. Por isso, e porque para as crianças brincar é construir mundos, uma das actividades conclusivas das crianças, motivadas pelos nossos animadores na escola e imersas num extraordinário Estádio da Luz insuflável, constroem dois planetas opostos: o Planeta Horrível e o Planeta Fantástico, brincando ao 'faz de conta' com 4 grupos com distintos papéis: o de Deuses ou Super-Heróis que tudo podem, o Ambiente em que vivem, o Povo que nela habita, e o Governo que o organiza.
Não vou aqui descrever o que dizem sobre isto as crianças, mas posse dizer - isso, sim - que o mundo devia ser como o Planeta Fantástico que as 50 000 crianças KidFun descreveram. Devia, seguramente, mas será que podia mesmo? Perguntem às crianças..."
Jorge Miranda, in O Benfica
Uma resposta célere sob enorme pressão
"O lance de penálti e posterior correcção para livre directo ocorrido no Santa Clara-Benfica obrigou a um rápido cruzamento de informação, num contexto complexo.
Como costumo fazer neste espaço de opinião, mais do que falar especificamente sobre um determinado lance sob a perspectiva da tomada de decisão do árbitro, acrescentando a minha opinião sobre esse mesmo lance, venho é trazer uma situação que se relaciona com diversas interpretações da lei, das normas e do protocolo, descrevendo assim alguns conceitos teóricos que sustentaram as diversas tomadas de decisão, quer da equipa de arbitragem no terreno de jogo, quer do videoárbitro (VAR).
O jogo ocorreu na passada sexta-feira, entre o Santa Clara e o Benfica. O lance foi ao minuto 40, quando Fábio Cardoso cometeu uma infracção sobre Pizzi e o árbitro assinalou de imediato penálti, por considerar que a infracção ocorreu dentro da área, mostrando cartão amarelo ao jogador do Santa Clara por considerar que nessa infracção ele tinha cortado um ataque prometedor. O VAR, ao “checkar” o lance e por achar que houve um erro claro e óbvio na decisão inicial do árbitro, informou-o pelo intercomunicador e fez com que João Capela fosse ao monitor, ver ele mesmo as repetições.
Na sequência de tudo isto, o árbitro reverteu a sua decisão técnica, transformando o penálti em livre directo, e a sua decisão disciplinar, anulando o amarelo e substituindo-o por cartão vermelho directo.
Face ao que aconteceu, e de forma resumida, vamos então aos pontos de análise deste lance. O VAR tem duas razões principais para poder intervir que estão contempladas no protocolo: por um lado, a análise da parte disciplinar, pois pode intervir quando há lances passíveis de cartão vermelho e, neste caso, o facto de achar que se tratava de uma clara oportunidade de golo e não de um ataque prometedor; e a questão do penálti, por considerar que a infracção sucedeu fora da área e não dentro. Em ambas, ou pelo menos numa delas, ao considerar que houve um claro e óbvio erro, comunicou ao árbitro essa informação (mas não a decisão a tomar) e levou-o a iniciar um processo de revisão no respectivo monitor (on field review).
Relativamente à decisão disciplinar do árbitro, o facto de considerar que se tratava de uma clara oportunidade de golo, foi por ter em conta que as quatro seguintes circunstâncias se verificaram: a distância entre o local da infracção e a baliza era curta (estava sobre o limite da área de penálti, a 16,5m), a direcção da jogada (Pizzi ia na diagonal mas directo ao guarda-redes), a possibilidade de manter ou controlar a bola (neste caso tinha mesmo a bola controlada), e a posição e o número de defensores (só César, central da equipa açoriana, é que eventualmente poderia intervir, mas estava de lado e afastado e o árbitro entendeu que já não teria hipóteses de tentar impedir o jogador do Benfica de finalizar).
Ainda dentro da vertente disciplinar, mais uma referência a propósito da chamada tripla penalização. Até à alteração da lei, sempre que um jogador cometia dentro da sua própria área um penálti e que, simultaneamente, anulasse uma clara oportunidade de golo, ele e a sua equipa sofriam uma tripla penalização, ou seja, penálti, ficavam com menos um em campo e no jogo seguinte esse jogador não poderia actuar. Agora, com a alteração da lei e em determinadas circunstâncias, isso já não acontece.
Assim sendo, quando um jogador comete uma infracção sobre um adversário dentro da sua área de penálti, impedindo a equipa adversária de marcar um golo ou anulando uma clara oportunidade de golo, e o árbitro assinala um pontapé de penálti, o infractor é advertido se a infracção tiver acontecido numa tentativa de jogar a bola. Em todas as outras circunstâncias (por exemplo, agarrar, empurrar, puxar, sem possibilidade de jogar a bola), o jogador tem de ser expulso.
Fábio Cardoso, ao ter usado a mão para travar Pizzi, quer fosse a infracção dentro ou fora da área, seria sempre expulso. A partir do momento que o árbitro entendeu que se tratava de uma clara oportunidade de golo, ou seja, com livre directo (infracção fora) ou penálti (infracção dentro), porque usou a mão na infracção e não os pés ou joelho na tal tentativa de jogar a bola, seria sempre cartão vermelho.
Por último, e olhando para a parte técnica (livre directo ou penálti), as infracções por regra são punidas no local onde tem início a sua acção, com a excepção prevista na lei 12 (Faltas e Incorrecções), que diz: “… Se um defensor começa a agarrar um atacante fora da área de penálti e prossegue a sua acção para o interior da área, o árbitro deve conceder um pontapé de penálti”.
Ora, João Capela alterou o penálti para livre directo com base em uma de duas hipóteses: ou achou que Fábio Cardoso agarrou Pizzi, mas que o largou ainda com este fora da área (e relembro que o que conta neste lance não é a colocação dos pés de quem sofre a infracção, mas a zona da falta, mão no ombro e sua projecção para o solo), ou então considerou que não houve um agarrão propriamente dito, apenas um contacto com a mão que impediu a movimentação e originou a queda. E como isso se deu inicialmente fora da área, mesmo que se prolongasse para dentro, e como não se tratava de “agarrar”, seria sempre punido no início da sua acção.
Um lance cheio de interpretações da lei, que teve de ter por parte do árbitro e do VAR uma resposta célere, sob efeito de enorme pressão de tempo, o que mostra de forma clara o grau de dificuldade de ser árbitro, videoárbitro e sobretudo o de ter de decidir."
Lixívia 17
Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 38 (-5) = 43
Corruptos.. 43 (+19) = 24
Sporting... 35 (+11) = 24
Chegados ao final da primeira volta, podemos anunciar que estamos a assistir ao mais 'roubado' Campeonato do que eu me recordo!!! E até tenho uma boa memória para este tipo de coisas!!!
Em São Miguel, tivemos o 'prazer' de assistir a autêntico elogio da incompetência!!! O critério disciplinar do Capela foi o habitual espectáculo da inconsistência, mas o lance determinante, foi a expulsão do Fábio Cardoso:
- marcou penalty e deu Amarelo ao Fábio!
Vistas as imagens, até me parece que o penalty foi bem marcado... o Amarelo, como o César estava por perto, também me pareceu bem mostrado. Mas a forma como alterou a decisão após consulta do VAR, parece que mostrou Amarelo não por causa do César, mas porque usou a nova 'indicação' da tripla-penalização! (Outro erro, pois as novas indicações de não dar Vermelho, em penalty's, é só no caso do defesa ter tentado jogar a bola... o que neste caso, nunca aconteceu)!!!
- o VAR (Rui Costa) depois de mais de um minuto, chamou o Capela!!! Não o devia ter feito, pois o protocolo, exige que as imagens sejam claras, para que exista uma 'inversão' da decisão!!!
Eu até admito que possam ter dúvidas, se a falta foi cometida dentro ou fora da área, mas não acredito que alguém possa afirmar com certeza absoluta, que a falta foi cometida fora da área. Sendo assim, a decisão inicial, tomada pelo árbitro de campo, devia ser mantida...
Mudar o Amarelo para Vermelho, também foi um erro. Pois o Pizzi ainda teria o César pela frente, antes de chegar à baliza...!!!
No amigável dos Dragartos, com dois Lagartões a apitar, qualidade de jogo paupérrima, arbitragem medrosa... e mais uma vez, expulsão perdoada ao Bruno Fernandes!!! E não foi só naquela falta no final da 1.ª parte, já no 2.º tempo, tentou simular uma agressão do Herrera, que na minha opinião também merecia um Amarelo!!!
Uma nota especial para o completamente absurdo penalty marcado a favor do Chaves... como é que com um VAR, um penalty daqueles é marcado!!!
Não é fácil manter um critério uniforme, durante tanto tempo, em tantos jogos. Como sempre assumi, esta tabela, terá sempre uma característica subjectiva. Por mais que tente ser o mais objectivo possível, é impossível... não só devido ao meu Benfiquismo, mas porque esta rubrica tem uma duração aproximada de 10 meses, e às vezes a nossa percepção muda...!!!
Sendo assim, resolvi emendar um erro!!! Na jornada 10, no Corruptos - Braga, tinha concluído que não havia lances significativos com interferência no resultado. Os Corruptos ganharam 1-0, o golo foi legal, e não houve penalty's nem golos anulados duvidosos!!! Mas houve uma situação que noutros jogos relevei e neste tinha deixado 'passar: o jogador que marcou o 1-0, devia ter sido expulso, com o resultado ainda em 0-0!!! E neste caso, devia ter sido expulso duas vezes: o Soares!!!
Para não deixar dúvidas irei emendar as últimas 7 Lixívias...
Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado
15.ª-Portimonense(f), D(2-0), Mota(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Godinho(Sousa), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
17.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Capela(Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado
15.ª-Portimonense(f), D(2-0), Mota(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Godinho(Sousa), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
17.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Capela(Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado
Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Nada a assinalar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Aves(f), V(0-1), Pinheiro(Soares), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Nacional(c), V(3-1), Rui Costa(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Sporting(f), E(0-0), Miguel(Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Nada a assinalar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Aves(f), V(0-1), Pinheiro(Soares), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Nacional(c), V(3-1), Rui Costa(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Sporting(f), E(0-0), Miguel(Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar
Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar
15.ª-Belenenses(c), V(2-1), Capela(Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Tondela(f), D(2-1), Almeida(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Corruptos(c), E(0-0), Miguel(Martins), Beneficiados, Impossível de contabilizar
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar
15.ª-Belenenses(c), V(2-1), Capela(Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Tondela(f), D(2-1), Almeida(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Corruptos(c), E(0-0), Miguel(Martins), Beneficiados, Impossível de contabilizar
Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 5 = 5
Pinheiro: 3 + 0 = 3
Mota: 2 + 1 = 3
Rui Costa: 2 + 1 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
Nobre: 0 + 3 = 3
Godinho: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
Capela: 2 + 0 = 2
Sousa: 0 + 5 = 5
Pinheiro: 3 + 0 = 3
Mota: 2 + 1 = 3
Rui Costa: 2 + 1 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
Nobre: 0 + 3 = 3
Godinho: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
Capela: 2 + 0 = 2
Xistra: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 4 = 4
Veríssimo: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Miguel: 2 + 0 = 2
Capela: 1 + 1 = 2
Martins: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Esteves: 0 + 2 = 2
Vasco Santos: 0 + 4 = 4
Veríssimo: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Miguel: 2 + 0 = 2
Capela: 1 + 1 = 2
Martins: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Esteves: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1
Sporting:
Miguel: 2 + 2 = 4
L. Ferreira: 0 + 4 = 4
Sousa: 0 + 4 = 4
Martins: 2 + 1 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Almeida: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
Miguel: 2 + 2 = 4
L. Ferreira: 0 + 4 = 4
Sousa: 0 + 4 = 4
Martins: 2 + 1 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Almeida: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
M. Oliveira: 1 + 1 = 2
Malheiro: 0 + 2 = 2
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 2 = 2
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
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