Últimas indefectivações

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Dar posse à posse

"Há grande expectativa nacional em relação ao Mundial da Rússia. Vai ser uma soberana oportunidade para confirmar a mercê do jogador lusitano, de resto exibindo as credenciais de campeão europeu. Oportunidade última para alguns, oportunidade primeira para outros. O certame, com toda a sua envolvência mediática, resulta num ensejo extraordinário para qualquer interveniente.  
Este Mundial pode, no que a nós respeita, provocar o nascimento de novos príncipes e o fim do império absoluto do rei. Cristiano Ronaldo, sem mácula, desfruta do estatuto invejável de líder, ou não seja ele uma das mais imponentes figuras do histórico da bola universal. Todos esperamos o seu rendimento superlativo, mas que também concorra para estimular os jovens companheiros no alcance do patamar superior do jogo e para a confirmação no contexto planetário, mais a correspondente senda vitoriosa (e vistosa) do combinado nacional.
Este vai ser o campeonato da posse, da posse da bola. O predicado, o atributo maior de todos os competidores não vai escapar ao preceito que enuncio. Ter a bola, não perder a bola, guardar a bola, esconder a bola. Bola, muita bola, sempre e sempre bola.
O objectivo é a posse, a posse da bola. Mas ter posse não chega, está longe de garantir o sucesso. Dir-se-á que é como ter muito dinheiro e não saber o que fazer com ele, desconhecer como aplicá-lo, desperdiçá-lo com incongruências. E os melhores capitais, em tudo na vida, muito no futebol, não são despiciendos, menos ainda descartáveis.
Ter a bola é ter apenas uma parte do jogo. Importa saber o que fazer com ela, tal como saber o que fazer sem ela. Ainda assim (e todas as seleções vão cultivar esse princípio até à exaustão), é melhor ter bola. E depois? Depois há a baliza. Pois há, há mesmo, até um garoto entende, como entende que só pode vencer quem fizer golo, golo ou golos. E o golo, no futebol, é a única coisa que não tem defeito.
Acresce que a posse de bola, sendo fundamental, nem sempre é decisória. Com bom passe, aí sim, reside a maior virtude. Só há passe com posse, mas nem sempre há bom passe com posse, ainda que a boa posse potencie o bom passe. E o bom passe potencia a finalização, potencia o golo ou os golos. 
Reitero a ideia, válida para Portugal e demais antagonistas.O Mundial vai decorrer sob o signo da posse de bola. O resto, na maioria das vezes, ficará por conta dos melhores rasgos, dos melhores desequilíbrios, dos melhores talentos. E que sejam, já agora, pintados de vermelho e verde."

DEus... ébrio e um jogo divino

"Heróis em estreia… mundial. Em 1966, Portugal participou no primeiro Mundial de Futebol numa epopeia que apenas terminou no pódio. Antes ainda, na fase de apuramento, o começo seria também auspicioso, com o ano de 1965 a iniciar-se com uma vitória sobre a Turquia por 5-1, jogo do único hat trick de Eusébio por Portugal. No dia seguinte, a Seleção dividia a capa d’ ‘O Primeiro de Janeiro’ com a morte do antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, "que ficará na História como símbolo vivo do inconformismo perante a derrota". Um escrito que poderia também servir para retratar toda a campanha portuguesa daquele período.
Em Inglaterra, uma Selecção, um jogo e um jogador ficaram na história. Contra os norte-coreanos, assistiu-se a uma recuperação homérica por parte dos Magriços’de 0-3 para 5-3… com quatro golos consecutivos de Eusébio (e assistência para o quinto de José Augusto). Nesse encontro (D)Eusébio alcançava a eternidade futebolística.
Por sorte, os portugueses puderam, pela primeira vez, acompanhar na ‘caixinha mágica’ a magia de um Mundial e o jogo de uma vida magicado por Eusébio. Em espaços públicos de um país descolorido, um televisor a preto e branco juntava multidões ansiosas por um vislumbre de alegria e cor, patrocinado por Pequenos Magriços, mas Grandes Homens! Assistir ao Mundial em casa era luxo de poucos, podendo uma TV exigir investimento superior à retribuição salarial… anual dos portugueses.
Depois de uma exibição extraplanetária, alguns periódicos internacionais aludiram a um hipotético doping de Eusébio, levando o médico nacional a explicar que os portugueses tinham ingerido uma nutritiva substância portuguesa… um prato de bacalhau!
Após a época vitória, afirmava-se que Eusébio, qual cuidador de corações, se tornara "cardiologista de 25 milhões de corações". Estes eram números oficiais do regime salazarista… em regime ‘tudo incluído’, numa contagem que incluía a população dos territórios africanos.
Por agora, a quatro dias da estreia portuguesa, o coração acelera: cardiologista Ronaldo, haverá razão para preocupação?"

A candidatura portuguesa

"Não é só por ostentar o título de campeão da Europa que Portugal vai iniciar o Mundial da Rússia como um dos candidatos à vitória. É óbvio que, em relação à prova de há dois anos, as outras principais selecções do Velho Continente tiveram, de um modo geral, uma notória evolução. França, Espanha, Alemanha e até a Bélgica estão hoje mais fortes. Mas a Selecção Nacional também. Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e André Silva, por exemplo, dão neste momento um conjunto de soluções em termos ofensivos de que a equipa das quinas não dispunha em 2016. Nesta perspectiva, podemos dizer que a relação de forças se mantém.
 O Mundial continua a ser praticamente -- e sem querer ser insultuoso -- uma espécie de Europeu a que se lhe junta Brasil e Argentina. A qualidade destas duas equipas não se discute. Os canarinhos apresentam uma das selecções mais fortes dos últimos Mundiais, enquanto os rivais sul-americanos assustam, de novo, com Messi, Agüero, Higuaín e companhia. Há, pois, seis ou sete equipas a posicionarem-se para erguer a taça no dia 15 de julho. E Portugal está entre elas."

Era de levar o puto

"Já perguntaram ao Cristianinho se não quer vir à Rússia? Casa já tem. Pode ficar no quarto de hotel do pai a brincar com a porquinha Pepe. Ou então contrata-se uma babysitter russa – o que para ele não seria novidade. Adiante. A modernidade ditou que filhos de pais separados passam uma semana com a mãe e outra com o pai. O calendário do júnior é ligeiramente diferente: É sempre a semana da avó. E às vezes está em directo no Instagram do pai.
Calma dedos, eu sei que ele é bom pai. Desculpem, queria dizer treinador. É o Ferguson do próprio filho na maneira como o gere. No último jogo já lhe deu alguns minutos ao intervalo e qualquer dia lança-o mesmo numa partida. Se fosse a ele levava-o na pochete para Sochi. O André Silva é capaz de não chegar e o puto remata bem. Tão bem que o Mendes já o vendeu ao Valência por 45 milhões mais jogos ilimitados para a PlayStation. Bom, vocês perceberam-me. Precisamos de um ponta-de-lança. Cristiano Jr. ou o Edinho do Setúbal? Ah, agora já estão do meu lado. Não respondam já. Pensem nisto e voltamos a falar amanhã."

Quadro Danúbio

"Ontem estava tão excitado por escrever esta crónica que nem comentei convosco que estou a fazer Lisboa-Sochi de carro. Olhem para mim todo Vilas-Boas a fazer expedições com amigos. Escrevo-vos neste preciso momento do meu hotel em Budapeste onde acordei com uma valente ressaca - Chico Buarque, agora já sei. Neste preciso momento esperam-me lá em baixo na recepção e por isso não posso demorar muito. Já agora: porque é que a que a recepção nunca é lá em cima? Enfim, prosseguindo. Apreciei bastante o gesto motivacional de terem colocado no quarto de hotel dos jogadores da nossa selecção um quadro com duas fotografias lado a lado: de um lado uma imagem relativa à fase em que começaram quase descalços e do outro uma fotografia actual, patrocinada, e triunfante. A imagem é forte. Relembra-os/nos do percurso que tiveram do zero ao tudo. São apenas duas fotos, estilo antes e depois, mas dá um arrepio semelhante aquele que senti quando vi o ‘Cocktail’ pela primeira vez - o Tom Cruise chega sem nada a New York e no fim fica com a boazona. Também me lembra o Danúbio que separa Buda (parte histórica) e Peste (moderna.). Passado e futuro na mesma imagem. Com ponte, e tudo, para passearmos a memória de um lado para outro. O quadro é bonito como o rio. Sorte a dos jogadores por terem aquele presente, nem todos somos deuses para o receber como oferenda. Só tive pena de não ver o quadro do Nani...Ah, ups! Tenho que me habituar."

Roger e Rafa voltaram a ser donos do ténis

"São 17 títulos do Grand Slam, 11 dos quais em Roland Garros – sete na última década – a juntar a quatro taças Davis, a 32 torneios Masters 1000, às medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008 e 2016, a 100 milhões de dólares de ‘prize money’ e por aí fora: eis o extraordinário palmarés de Rafael Nadal, após ter vencido ontem, em Paris, um troféu que lhe permite manter-se como n.º 1 do ranking ATP e confirmar a sua condição de melhor tenista em terra batida da história. Aos 32 anos, o balear pode apresentar ainda um número como mascote, o 83, que nos diz, em simultâneo, os títulos conquistados na sua carreira e a percentagem de vitórias obtidas desde que se tornou profissional, em 2003. E a 2 de julho próximo, 15 anos depois, Rafa voltará a Wimbledon, desta vez para tentar coleccionar o 18.º torneio do Grand Slam ou, pelo menos, evitar que Roger Federer, o seu maior rival, alcance o 21.º título e lhe arrebate de novo – quase aos 37 anos! – a liderança mundial.
A história desta rivalidade vem de longe, de 2006, quando Nadal venceu Federer na final de Roland Garros e logo a seguir perdeu a de Wimbledon para o suíço, situação que se repetiria em 2007. Mas o mais curioso é o regresso do inferno das lesões que ambos empreenderam quando a maior parte dos admiradores já havia interiorizado o fim de uma era. Roger ‘apagou-se’ em 2013 e até 2016 não ganhou nenhum título do Grand Slam – ainda jogou três finais mas perdeu-as para Novak Djokovic. Rafa ‘foi-se abaixo’ em Wimbledon, em 2014, e igualmente até fins de 2016 alternou problemas físicos com uma quebra de forma que parecia definitiva.
Djokovic, Andy Murray e até Stan Wawrinka dominaram então o ténis mundial, com o sérvio a atingir picos de rendimento extraordinários, e os consequentes resultados desportivos e financeiros – o seu ‘prize money’ de 2015, superior a 21 milhões de dólares, é de longe o maior de sempre obtido num único ano. Mas o entusiasmo dos novos deuses do ténis foi tanto que não tiveram em conta o exemplo do declínio ocasional dos velhos rivais, que haviam ultrapassado os limites que o corpo impõe aos humanos. E enquanto Rafa e Roger regressavam ao ‘mundo dos vivos’, Novak, Andy e Stan, com as ‘máquinas’ a darem de si, eram forçados a parar e fazer ‘reset’. E hoje, o escocês tarda em reaparecer, o suíço é apenas uma sombra e só Djokovic começa a parecer-se com aquilo que foi. 
A realidade do último ano e meio está à vista: dos seis torneios do Grand Slam já disputados, três foram para Federer e os outros três para Nadal, com os dois a recuperarem a liderança do ranking mundial. Além da capacidade competitiva, só uma força mental descomunal e uma tenacidade de ferro permitiram que as duas lendas do ténis despertassem do sono dos justos. Agora, concentrado no Mundial de futebol, mal posso esperar por Wimbledon, embora saiba, no que a Roger diz respeito, que a Mercedes Cup que hoje se inicia em Estugarda é muito importante para se perceber se a aventura da velha guarda continua. Afinal, nada é eterno."

Czar ao jogo: mostrem de que cor são feitos

"Para as gerações mais novas deve ser difícil imaginá-lo, mas houve uma altura em que o Mundial acontecia mesmo sem a selecção nacional.
Entre 1966 e 2002 aconteceram oito fases finais e Portugal só esteve presente em uma: aconteceu no 1986, numa triste participação no México.
Feitas as contas, portanto, foram dois períodos de vinte e dezasseis anos, respectivamente, em que a selecção portuguesa não esteve. Impensável nos dias de hoje, não é?
O mais curioso é que havia Mundial na mesma.
A minha geração aprendeu a apreciar os Mundiais sem Portugal: e habituou-se a amar este mês em que todos os dias são domingo, como escreveu Valdano, mesmo sem ouvir a Portuguesa ou sem chorar pela nossa bandeira. Era assim que as coisas aconteciam, e valia a pena na mesma.
Eu, por exemplo, não me esqueço do Mundial 86. Do entusiasmo com o golo de Carlos Manuel à Inglaterra, claro, mas sobretudo de Maradona a levar a Argentina às costas até o triunfo final.
Um Mundial mudou até a minha vida.
Tinha tudo planeado para me licenciar em Direito, na Universidade Católica, entrando naquilo que se chamava o ano zero: uma época que substituía o 12º ano. Inscrevi-me nos exames, enfim, fiz tudo direitinho. Infelizmente os exames do ano zero da Católica coincidiam com o mês de Junho, estávamos em 1994, ano de Mundial nos Estados Unidos. Por isso nunca apareci nas provas.
Podia ser hoje um respeitável advogado, em vez de andar para aqui na Rússia a escrever textos.
Mas enfim, as coisas são como têm de ser, e há uma coisa da qual não me arrependo: de ter vibrado com todos os Mundiais.
Um Campeonato do Mundo é a face mais bonita do futebol: é a festa, o entusiasmo, a loucura. São 32 países e milhares de adeptos, a encher de euforia e de cor os melhores estádios do mundo.
Ora por falar em cor, importa dizer que um Mundial é muito isso: as cores.
Cores da festa, claro, mas cores também de cada país: lutar pelos nossos tons, sejam eles mais escuros, ou mais claros, mais cinzentos ou mais vivos. As cores da bandeira, as cores do equipamento, as cores da nossa gente. As verdadeiras cores de cada um.
Mostrem de que cor são feitos. "

As Regras dos Jogos... Rescisões, Deloitte... Centralização !!!

Benfiquismo (DCCCLV)

Elzo...

Circus Lagartus - XXIII episódio

domingo, 10 de junho de 2018

Ouro, Prata e Bronze !!!

Grande dia nos Europeus de Canoagem!!!
No K2 200m medalha de Ouro... Grande resultado, enorme para a Teresa Portela e a Joana Vasconcelos. Tenho pena que não se tenha apostado tudo nesta dupla mais cedo...
Antes da final dos 200m, no K2 500m, ficaram em 7.º lugar...


O Nandinho Pimenta, voltou a estar em grande hoje. Depois do Ouro de ontem, começou com o Bronze no K1 500m. Para completar o fim-de-semana, o Pimenta ainda conseguiu a Prata no K1 5000m... Três medalhas, em dois dias!!!!



PS1: Parabéns às nossas meninas do Judo, pelo título nacional colectivo, mesmo sem a grande Telma!
Djamila Silva, Sandra Borges, Rita Neves, Doina Babcenco e Adysengela Moniz foram as Campeãs!
Nos masculinos, ficámos pela Prata...
Na formação, conseguimos 9 medalhas, com 4 atletas a sagrara-se campeões nacionais... 

PS2: No Andebol sagramo-nos Tricampeões Nacionais de Juniores masculinos... Parabéns a toda a secção...!

PS3: Uma nota para o 7.º lugar do João Silva na 4.ª etapa da Taça do Mundo, de Triatlo, em Leeds, Inglaterra. Uma das melhores provas do João nos últimos tempos... A persistência vai trazer os seus frutos, acredito que o João vai voltar a lutar pelas vitórias!

Iniciados - 10.ª jornada - Fase Final

Sporting 3 - 1 Benfica


Campeonato mal perdido! Bastaria uma vitória, no empate em Santarém, e neste momento éramos Tricampeões de Iniciados... e poderíamos ter feito o pleno da formação esta época.

Pessoalmente, acho que esta geração não é tão boa, como as duas anteriores, ainda por cima sem o Ronaldo, mas mesmo assim, temos mais talento... Hoje, marcámos cedo, mas não conseguimos controlar o 'marcador' e na 2.ª parte, em vez de ficarmos à 'espera', deveríamos ter ido atrás da vitória! Acabou por ser mais um passo na formação... escusado, mas às vezes também ajuda!

Sabe quem é? A água seja e o café - Valdo

"A lâmina na luva, o sangue de chileno e a trapaça; A reza de Eusébio, a areia na campa de Guttmann e o apito fatal

1. Para se apurar para o Campeonato do Mundo, o Chile tinha de ganhar no Maracanã. Estava a perder, um foguete voou das bancadas para o relvado. Por entre o fumo e a confusão, o árbitro abeirou-se de Rojas e viu-lhe o rosto em sangue, arrepiante. Os chilenos recusaram continuar o jogo, crendo que assim a FIFA lhes daria a vitória. Não deu porque se descobriu que Rojas, o seu guarda-redes, simulara tudo: o corte na testa ele próprio o causara com lâmina de barbear que escondera na luva, o arremesso do foguete combinar-o com mulher que conhecia de São Paulo - e, ao Mundial de 90, foi ele que pelo Benfica jogava.

2. Em Itália desfez-se-lhe o «sonho da Copa» na derrota em jogo marcado pela trapaça que Maradona revelou: que os argentinos levaram água contaminada com tranquilizantes que foram tentando que os brasileiros bebessem. Bebeu-a Branco, o pé de canhão do FC Porto, que, assim, de um instante para o outro passou a arrastar-se, sonolento, pelo campo.

3. A ele, Maradona não o tratava pelo com que rasgava a história, tratava-o por Baldo - e também o revelou: «o mais que queríamos era que a água fosse bebida pelo Baldo». Não a bebeu, a razão desvendou-a, deliciado: «O massagista argentino procurou várias vezes que recebesse a água baptizada, não recebi porque tinha a mania: nunca beber água durante os jogos. Era erro, mas não bebia. Meu negócio era tomar cafezinho no intervalo e estava tudo certo assim...»

4. Essa não era a primeira vez que jogava no Campeonato do Mundo. A caminho dos 20 anos, o Grémio fora buscá-lo ao Figueirense - e em 1986 Telê Santana abriu-lhe o escrete, não deixou de o levar ao México a par de Zico, Sócrates, Júnior, Falcão, Careca.

5. Em finais de 1987, entrando de férias após jogo do Brasil com a Alemanha, sucedeu o que ele contou: «Manuel Barbosa, com a sua lábia, disse para ir a Lisboa só conhecer o seu clube. Quando sai do aeroporto, caramba... Um montão de jornalistas lá! Tiram-me fotos com a águia e tudo, imaginam só voltei para Porto Alegre».

6. Apesar do frenesim na Portela, continuou mais alguns meses no Grémio. No seu primeiro jogo em Portugal, empatou 2-2 em Espinho. logo se foi embora - para os Jogos Olímpicos. Perdeu, por isso várias jornadas do campeonato de 1988/89 que o Benfica ganhou, mas voltou de Seul com a medalha de prata.

7. Nessa época em que foi campeão com Toni, perdeu a Supertaça para o Belenenses - e brincou: «Essa derrota custou-me um bocadinho porque tinha o Baidek pela frente e perder com o Baidek é brincadeira, né...» Já a sério, admitiu que o ter sido expulso por discutir com Alder Dante bem mais lhe custara - «pelo que isso custou ao Benfica», a inesperada derrota...

8. Foi ele que marcou o canto que levou a que Vata pussese a bola na baliza do Marselha e o Benfica na final de Viena. Benard Tapie praguejou e ofendeu - Ricardo Gomes galhofou: «O golo foi com a mão? Até podia ter sido com a bunda da Roberta Close!».

9. A final dessa Taça dos Campeões foi contra o AC Milan. Eusébio correu à campa de Guttmann a rezar, adepto em fervor com a sua maldição e despejou por lá punhado de terra. Nada resultou - e ele perdeu, assim, 4000 contos de prémio. «Eles tinham grande equipa... Gullit, Van Basten, Rijkaard, Maldini, Baresi... Nós também, mas eles... Jogámos de igual para igual, mas o Hernâni ouviu um apito da bancada, hesitou, parou, Rijkaard furou, marcou».

10. O seu encanto levou a que a Fiorentina o desafiasse com 10 mil contos por mês só de ordenado. O Benfica cortou as vazas ao negócio. Insinuou-se que, zangado, inventara lesão para não jogar, trataram-no como grevista - e nada era verdade. Voltou a ser decisivo no título de 90/91 e então sim saiu - para o PSG. Ao Benfica regressou em 1995/96. Do Benfica foi, com mais uma Taça, para o Nagoya Grampus. No Japão esteve até 1998 - ao Brasil voltou depois de acidente de carro lhe matar a filha. Foi para o Cruzeiro, passou pelo Santos e pelo Atlético Mineiro. Deixou de jogar em 2004. Tinha 40 anos e fora através do seu génio que o Botafogo voltara à I Divisão e continuavam a juntar-lhe ao nome, o cognome que não enganava: O Mágico..."

António Simões, in A Bola

Quando o juiz nada decide

"Segundo a lei de Murphy, nem sempre citada com propósito, «se alguma coisa pode correr mal, ocorrerá no pior momento». Ora, o Sporting parece fazer questão em comprovar essa teoria.
Esperava-se que um juiz viesse a decidir o que o povo leonino parecia impossibilitado de decidir. Porém, o juiz aos costumes disse nada e ao presidente da assembleia geral disse que não podia decidir sobre o que não lhe fora perguntado.
Trocando por miúdos: ao juiz não fora colocada a questão essencial: a de se pronunciar sobre a legalidade e a consequente legitimidade de Marta Soares continuar a exercer, de pleno direito, a magistratura do cargo máximo leonino. Por isso o juiz lembrou que sendo sua ideia que sim, não era essa a natureza da questão apresentada e por isso sobre ela não se pronunciava.
Era essa, no entanto, a única questão que verdadeira importava verificar do ponto de vista jurídico, porque dela resulta tudo o resto, incluindo a confirmação da ilegalidade da convocação das assembleias promovidas pelo Conselho Directivo e a confirmação jurídica de que só Marta Soares, no pleno gozo das suas funções, está neste momento em condições de convocar assembleias do Sporting, sejam elas destitutivas, ou não.
O facto da MAG ter falhado o alvo da disputa, levou o juiz a errar na pontaria da questão essencial. Por isso, da confusão gerada entre os alhos perguntados e os bugalhos respondidos nasceu a discussão patética a que logo depois se assistiu com correrias loucas pelos diversos canais televisivos. Da próxima, pelo menos perguntem ao juiz o que devem perguntar."

Vítor Serpa, in A Bola

'Ambush marketing'

"O Mundial de Futebol é muito mais que uma competição de modalidade: é visto, pelas empresas, como um palco para fazer chegar a sua marca ao maior número de pessoas.
Os patrocinadores oficiais quer das Selecções Nacionais quer da FIFA, em concreto do Mundial da Rússia, detêm uma posição privilegiada na promoção dos seus serviços e produtos, dado que lhes são atribuídos direitos exclusivos, nomeadamente quanto à sua exposição em acções de publicidade, merchandising transmissões televisivas e todo o tipo de comunicação comercial associada ao evento desportivo.
Como é evidente, as entidades que não são patrocinadores oficiais da competição procuram formas criativas de aparecer nas acções promocionais e comunicacionais. Neste contexto surge o marketing de emboscada ou ambush marketing, uma estratégia que consiste em invadir um evento com acções de marketing ou publicidade visando obter indevidamente a mesma visibilidade que é dada aos patrocinadores. Este fenómeno, se não é adequadamente combatido, afecta sobretudo a sustentabilidade da própria competição na medida em que pode desincentivar os patrocinadores se o serem.
A FIFA fez publicar um Regulamento sobre 'Media and Marketing Regulations for the Final Competition os the 2018 FIFA World Cup Russia' onde reserva várias normas relativas à proibição do marketing de emboscada. Também o artigo 40 da Carta Olímpica proíbe as acções de empresas não patrocinadoras dos Jogos Olímpicos de se associarem ao evento, seja de que forma for. A nível da legislação nacional existe ainda o Decreto-Lei n. 45/201 de 9 de Abril que trata desta matéria. Existem inúmeras outras regras avulsas, com a mesma finalidade."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Dias de grande ansiedade

"Quando se aproxima um Campeonato do Mundo, não consigo deixar de recordar, apesar de tudo o que se passou no México, aquele em que estive em 1986, por ter sido o único em que participei. Lamento tudo o que aconteceu em Saltillo – seguramente uma das páginas mais negras do futebol português.
Lamento, igualmente, nunca mais ter regressado a tão importante competição, mas, para lá do orgulho que sempre senti nas vezes em que vesti a camisola de Portugal, à minha maneira, porque era o mais jovem daquela equipa das quinas, também dei o meu contributo para a mudança que se verificou a partir dessa altura.
Não posso deixar de lembrar que, desde então, os direitos dos futebolistas profissionais passaram a ser respeitados e que, no plano prático, se é verdade que em Saltillo os jogadores do Benfica e do FC Porto tinha relações muito difíceis, a partir desse Mundial passou a prevalecer o espírito que ainda hoje se mantém: a cor das camisolas dos clubes fica à porta do hotel no primeiro dia de estágio e só conta a da equipa Nacional!
Hoje, como adepto, sofro de uma forma mais intensa. Sendo verdade que enquanto elemento que representou várias Selecções de Portugal transformava a adrenalina numa entrega total ao jogo e, mal a bola começava a rolar, tudo passava. Agora a ansiedade já me domina desde há um par de dias.
Só descanso um bocadinho quando os jogos terminam . De preferência connosco vencedores. Imaginem, pois, como já me encontro e ainda faltam seis dias para o primeiro jogo, logo com a Espanha, para mim uma selecções favoritas a conquistar este Mundial.
E, por falar em Espanha, pior do que eu já estão os meus dois filhos. São aquilo que denomino de verdadeiros adeptos ibéricos. E são mesmo ibéricos, porque, sendo filhos de portugueses, viveram toda a sua vida no país vizinho. Mas quando chega os jogos das duas selecções não deixam de se pintar com as respectivas cores – festejaram o Europeu que Portugal conquistou em França, assim como os Europeus conquistados pelos espanhóis em 2008 (Áustria e Suíça) e 2012 (Polónia e Ucrânia), assim como o Mundial de 2010, na África do Sul.
O pior é quando as duas selecções se defrontam, como aconteceu em Portugal (2004), África do Sul (2010) e no Leste da Europa (2012). Calculo que na sexta-feira aconteça o mesmo que naquelas três ocasiões: não veem o jogo comigo, nem com nenhum amigo e optam por cada um ver sozinho o jogo nos respectivos quartos. Quanto ao resultado, para não ferir susceptibilidades é… "seja o que Deus quiser".
Mas, já falámos sobre o jogo e ambos disseram a mesma coisa: ainda bem que é já. Porque se trata do primeiro jogo. Seja qual for o resultado, não será decisivo, pois, num Mundial, não é como se começa mas como se acaba. E correndo tudo como os três desejamos, as duas equipas só voltarão a encontrar-se na final. Que, para nós, e acredito que para todos os portugueses, seria a final ideal deste Campeonato do Mundo.
De qualquer modo, porque desejo para a Selecção o melhor resultado – se possível semelhante ao do último Europeu –, só tenho a dizer: força campeões, força míster Fernando Santos, força Portugal!

Caldeirada da Semana
Grande festarola
Quando li a notícia de que vários jogadores da selecção mexicana, entre eles alguns que bem conhecemos, participaram numa festarola com duas dezenas de acompanhantes profissionais, nem queria acreditar que aquilo pudesse ser verdade, mas sendo… Como é possível que, nos tempos que correm, com as redes sociais que existem, paparazzi sempre prontos a destruir quem sobressai e cada vez mais órgãos de comunicação social… só podia dar caldeirada. Os mexicanos foram mesmo uns ‘pajaritos’…

Nós Lá Fora
Diogo Dalot
Por força da lesão de Alex Telles, um menino de 18 anos não perdeu a oportunidade de confirmar tudo aquilo que já se sabia ser capaz de fazer, mesmo não jogando na sua posição. Diogo Dalot foi, com todo o mérito, uma das revelações da última Liga. E porque os grandes clubes não andavam distraídos, o Manchester United de José Mourinho não perdeu tempo e pagou um preço ‘simpático’. Estou convencido de que feita a adaptação a uma nova realidade, será uma das grandes surpresas da próxima Premier League. E se não se lesionar… teremos lateral para muitos anos na Selecção.

Álbum de Recordações
Um verdadeiro génio
Portugal fez um excelente ensaio frente à Argélia. Boa exibição, melhor resultado e um crescendo de esperança em vésperas do Campeonato do Mundo. No entanto, quando as câmaras focavam o banco do seleccionador argelino, não pude de deixar de recordar os fantásticos três anos no FC Porto na companhia de Madjer. Se para muitos é um dos melhores estrangeiros da história do futebol português, eu não tenho dúvidas: foi o melhor com quem joguei. O verdadeiro génio!"

Benfiquismo (DCCCLIV)

Marias... estão de volta!!!

Circus Lagartus - XXII episódio

sábado, 9 de junho de 2018

Fernando Pimenta Tricampeão da Europa

Mais uma grande vitória do Fernando Pimenta, provavelmente o mais ambicioso atleta português da actualidade!!! E não estou a exagerar!!!
É o primeiro título europeu com a 'camisola' do Benfica, mas não deixa de ser um Tricampeão em K1 1000m!!!

E não vai ficar por aqui!!! Amanhã vamos ter o Fernando no K1 500m e no K1 5000m! Se no K1 o Ouro vai ser muito complicado, na prova de fundo é novamente o favorito!

A dupla Portela/Vasconcelos no K2 500m também se qualificou para a Final, tal como o João Ribeiro no K4 500m onde tem a companhia do Emanuel Silva, do David Varela e do Messias Baptista. Vamos ter 4 Finais amanhã, com atletas do Benfica, nestes Europeus de Belgrado.
Como é óbvio desejo sucesso para todos, mas estou particularmente esperançoso nas nossas meninas, podemos ter uma embarcação com aspirações Olímpicas!

PS: Uma nota para o Recorde Nacional da nossa nadadora Diana Durões, nos 1500m Livres. Com mais este resultado de excelência a Diana é neste momento a recordista nacional, dos: 200m, 400m, 800m e dos 1500 Livres!!!

Na Final...

Benfica 2 - 1 Braga

Não foi nada fácil... o Braga fechou-se bem, marcou praticamente no primeiro remate que foi à baliza, num contra-ataque, contra a corrente do jogo... e o Benfica demonstrou muitas dificuldades em entrar no 'bloco' adversário, a jogar com as linhas muito 'baixas'!!!
Chegámos ao empate a jogar em inferioridade numérica (após mais uma parvoíce do Roncaglio!), num grande trabalho do Fernandinho... e depois o Robinho inventou o golo da vitória!!!

Os jogos da Final serão completamente diferentes, o Benfica do Joel tem sempre demonstrado muito mais dificuldades neste tipo de jogos (fomos eliminados o ano passado), do que contra o Sporting. Na última partida com os Lagartos, para a Taça, tivemos mal (com várias ausências...), permitimos demasiados contra-ataques, algo que normalmente não acontece...

Suspeito que o Roncaglio vai levar um castigo 'elevado', ficamos com o Cristiano, que até já tem experiência de Finais de Play-off!
Temos equipa para ganhar, mas vai-se jogar muito fora das 4 linhas...!!!

Mais uma 'goleada' do Joel, no final do jogo!