Últimas indefectivações

domingo, 10 de maio de 2015

Três pontos

"Com humildade, vamos a Guimarães com a esperança de concretizar o sonho que alimentamos desde que alcançámos a liderança; é um desígnio comum a toda a 'nação benfiquista'.

1. O Benfica está a um pequeno passo de conquistar, após um interregno de trinta e um anos, o bicampeonato. A vitória clara, essencialmente pragmática, face a um Penafiel que viu a sua descida de divisão concretizada, deixa-nos a três pontos de um objectivo que considero estratégico. No jogo de ontem houve, apenas, instantes artísticos e segundos de magia. Como os golos ou aquela finta de Jonas quase no final do encontro. Mas faltam três pontos. Estamos mais perto. Bem mais perto. Mas, com humildade, vamos a Guimarães com a esperança secreta que na cidade considerada o berço da nossa nacionalidade consigamos a concretização de um sonho que alimenta desde o arranque da época e que desde a quinta jornada, isto é no momento em que alcançamos a liderança da nossa Liga, é um desígnio comum a toda a 'nação benfiquista'. Desígnio que legitimou o nosso afastamento das competições europeias e que não provocou uma dor excessiva naquela noite em que o Sporting de Braga - merecido finalista! - nos afastou, no Estádio da Luz, da Taça de Portugal. Três pontos. Uma vitória. E sempre com a consciência que importa dominar a ansiedade e respeitar os adversários. Na certeza que também no desporto - que aliás conhecia bem como praticante - são verdadeiras as palavras do grande escritor francês André Malraux: «Não há cinquenta maneiras de combater, há apenas uma: a do vencedor»!

2. O Penafiel já sabe que tem de reduzir o orçamento do seu futebol profissional para a próxima época desportiva. Na verdade com o relevante peso das receitas televisivas no âmbito das receitas dos nossos principais clubes desportivos percebemos bem a luta renhida pela 'não descida' e o alimentado sonho pela 'subida'. Acredito que, esta época, poderemos ter surpresas já que poderá acontecer que 'descidas desportivas' não venham a ser concretizadas em razão do não cumprimento administrativo dos requisitos inerentes à manutenção de certos clubes - em rigor sociedades desportivas - nas competições profissionais. Poderemos viver a este nível um Verão bem quente. Já que o 'direito', ou seja aqueles que cumpriram - e cumprem - os requisitos quererão, por uma vez, que o 'torto' - aqueles que não cumprem e alguns, em certos casos, sistematicamente - tenham a devida sanção, ou seja, o inequívoco afastamento das competições profissionais. Basta olharmos, mesmo que com algum grau de tolerância, para aquilo que aconteceu, esta semana, em termos da UEFA e perante grandes nomes do futebol europeu. Também no futeobl europeu aparecem 'medidas tipo troika'. O que implica que o futebol deixou de ser um 'mundo totalmente à parte'. E uma referência para aqueles que proclamam 'novos tempos' para o nosso quotidiano existencial. É tempo de acabar, entre nós, e também no futebol, a concorrência 'desleal'! E de acabar a complacência de certos profissionais que continuam a acreditar, sempre nestes finais de época, que alguns 'administradores' vão arranjar 'dinheiro' para cumprirem as suas obrigações. Obrigações que são dívidas. Dívidas acumuladas. Na certeza, tão só, e como disse um dia Nicolau Maquiavel, que «onde há uma vontade forte não pode haver grandes dificuldades»!

3. Nesta semana que arranca ficaremos a conhecer os finalistas das duas principais competições europeias de clubes. Poderá acontecer, uma vez mais, que tenhamos três equipas espanholas no lote dos quatro finalistas. O que significa, de verdade, uma angústia existencial para os grandes nomes do futebol europeu 'não ibérico'. Mas o que fica para já destas meias finais é o segundo golo do Barcelona frente ao Bayern de Munique. Em rigor: o momento de Messi. Recordei um livro acerca de Messi do jornalista e escritor Luca Caioli - a história de um menino que se converteu numa legenda! - e de um dos seus interessantes capítulos. Aquele em que nos proporciona acerca do argentina uma 'conversa' com outro grande nome da escrita do desporto contemporâneo, Santiago Segurola. O título resume, na minha perspectiva, o lance, tão lindo e tão repetido, daquele segundo golo. Vivemos um momento de «estética supersónica»! E acrescenta que é «o único jogador capaz de ganhar uma partida em qualquer parte do relvado»!

4. José Lins do Rego, um grande intelectual e apaixonado adepto do Flamengo disse um dia que «o conhecimento do Brasil passa pelo futebol». Hoje em dia, e mesmo sabendo a dor que se pode causar a alguns intelectuais, o conhecimento de Portugal passa também pelo futebol. Cristiano Ronaldo e José Mourinho são dois expoentes. Sem falarmos do espaço lusófono, tão próximo de nós, na Rússia, na Suíça, na Grécia, em França - aquela do pedreiro é de mestre Leonardo Jardim! - no Egipto, no Irão, na Croácia, na Polónia, em Chipre, ou no Extremo Oriente, por exemplo, é o futebol, e os nossos treinadores e praticantes, que fazem uma ligação do cidadão comum a Portugal. A partir de Valência já é, também, e logo com o empate de ontem em Madrid, Nuno Espírito Santo. E, também, André Gomes. É verdade que o nosso mar é imenso e é indiscutível que temos grandes nomes em diferentes áreas científicas do Mundo. Como tem sido conhecido e reconhecido.

5. Quem repetiu a vitória, pela terceira vez consecutiva, e na bonita Ilha Terceira, foi o voleibol do Benfica. Todos merecem parabéns. Mas acima de tudo a aposta benfiquista no ecletismo. Que dá projecção e dimensão. Satisfação e reputação. Expressão e convicção. E, depois, ambição. Aquela que, decerto, vai estar presente em Guimarães. Com o Vitória já 'certo' na próxima edição da Liga Europa."

Fernando Seara, in A Bola

Tudo se decide entre os grandes

"Não se espera nada de verdadeiramente surpreendente nesta fase final do campeonato e, por isso, mesmo sabendo-se que a partir da vitória do jogo de ontem, na Luz, a qualquer momento o Benfica poderá conquistar o título e tornar-se bicampeão é natural que o FC Porto também continue a evidenciar, hoje, a sua superioridade e que as coisas apenas fiquem decididas na próxima ou até mesmo na última jornada.
É, esta, a sina do campeonato português, onde os desequilíbrios são tão evidentes que se torna sempre previsível que as grandes decisões surjam essencialmente nos jogos grandes, ou dizendo de outra forma, nos jogos entre os grandes. Aconteceu, por exemplo, na última vitória do FC Porto em 2012/2013, com o célebre golo de Kelvin, e muito provavelmente acontecerá esta época com o Benfica, com a vitória das águias no Dragão.
Claro que Benfica e FC Porto perderam outros pontos ao longo de toda a prova. Se não contarmos, porém, com os jogos entre os grandes, o Benfica perdeu 10 pontos (todos eles fora da Luz) e o FC Porto perdeu oito (apenas dois em casa). Foram também eles pontos decisivos? Admiti-se que sim, mas devemos considerá-los como pontos acidentais, que sempre acontecem, ou por desconcentração, ou por razões de circunstâncias raras, mas que, no final, feitas as contas, acabam por não ser tão desequilibradores.
Este tem sido, em matéria de luta pelo título, um campeonato muito equilibrado entre os dois principais candidatos, mas sendo o Benfica um gato escaldado ninguém acreditará que não vença, pelo menos, um dos dois jogos que faltam para cortar a meta."

Vítor Serpa, in A Bola

O presente e o futuro do Benfica

"A equipa que está a uma vitória de se sagrar campeã nacional é também aquela que tem a média de idades mais alta na nossa Liga. Deve ser difícil, aliás, encontrar no futebol europeu um projecto vencedor com tanta veterania quanto o Benfica. No jogo de ontem, por exemplo, o onze inicial apresentado por Jorge Jesus tinha uma média superior a 29 anos. E dos 14 jogadores utilizados pelo técnico das águias, metade deles, sete, já estão na casa dos 30. A saber: Júlio César (35 anos), Maxi Pereira (30), Luisão (34), Eliseu (31), Lima (31), Jonas (31) e Rúben Amorim (31). Haverá caso igual?
Com excepção de Amorim, que passou boa parte da temporada a recuperar de grave lesão, qualquer destes veteranos foi peça fundamental no trajecto do Benfica até aqui. Não será errado concluir, portanto, que a experiência e o saber acumulado foram decisivos para o mais do que provável título nacional. É aqui que entra a necessidade de avaliar o futuro imediato e de perceber como esta fórmula de sucesso pode - ou não - ser compaginável com o incremento da 'Seixalização' na primeira equipa.
Luís Filipe Vieira já garantiu que não é possível adiar por muito mais tempo uma aposta efectiva no futebol de formação. E há valor na academia para isso? Tem de haver. João Cancelo, André Gomes e Bernardo Silva não podem ser casos isolados. O mais provável é que sejam três bons exemplos do que tem sido o trabalho no Caixa Futebol Campus, mesmo lembrando que André Gomes apenas cumpriu a última etapa de formação no Seixal. E se dúvidas houvesse sobre o potencial do futebol de base das águias, então talvez valha a pena lembrar onde cresceram Ederson e Diego Lopes, dois jogadores do Rio Ave apontados como prováveis reforços do Benfica 2015/16..."

Cota... anda atrasado, deve ser da idade!

Tri de Triplete, ou de Tricampeões ?!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
(2-3)
22-25, 22-25, 20-25

Custou, demorou, mas não fugiu... Numa época quase perfeita (Europa!!!), depois da Supertaça, depois da Taça de Portugal, agora o Tricampeonato Nacional... Alguns até poderão desvalorizar o Campeonato Nacional de Voleibol, porque não temos os habituais rivais em competição, mas esta equipa da Fonte do Bastardo, tem um orçamento igual (se calhar até um pouco maior...), e têm excelentes jogadores (só o treinador destoa...!!!). E o facto do Benfica continuar a dominar o panorama do Voleibol nacional, só sai valorizado pela réplica dada. Eu preferia que o título tivesse ficado decidido em 3 jogos, mas é sempre mais emocionante decidir na Negra!!!

Não vi o jogo de hoje, espero revê-lo amanhã, mas como já tinha ficado provado nos jogos na Luz, tínhamos qualidade para vencer na Praia da Vitória...
Parabéns a toda a secção, começando no professor Jardim. Nem sempre as coisas correm como nós queremos, mas a dedicação e a competência nunca devem ser postas em causa... As vitórias da secção, acabam por ser uma justa recompensa a todo o suor e cabelos brancos. Obrigado professor...

ADENDA: Só hoje vi o jogo. Grande jogo de Volei. Muitas jogadas com muita sustentação... Grande jogo do Gaspar... com o André, o Vinhedo e o Ivo em alta rotação. Também percebi os elogios do treinador da Fonte à equipa de arbitragem! A gratidão só lhe fica bem...

Só mais uma !!!

Benfica 4 - 0 Penafiel

Só faltam 3 pontos (não acredito nos festejos prematuros amanhã), temos razões para estar optimistas, mas sem o Samaris para Guimarães, e com a possibilidade real (mais real do que muitos pensam!!!), de ficar sem o Júlio César, o Salvio e o Jonas para o jogo com o Marítimo... não podemos deitar foguetes, nem fazer reservas para o título. Quem conhece o Tugão minimamente, tem obrigação de saber como as coisas são tratadas por cá...
Voltámos a golear, mas o jogo até decorreu de forma diferente das últimas goleadas na Luz. O Penafiel não se encostou à sua área, fez uma pressão média-alta, tentou jogar com as linhas próximas, teve até mais posse de bola do que outras equipas, e obrigou o Benfica a defender em zonas mais recuadas... Dito isto, a vitória é justa, o Júlio César foi praticamente um espectador, a única defesa da tarde, até foi do Jardel: de cabeça!!! Acabámos por não criar aquela avalanche ofensiva do costume, mas sempre que conseguimos escapar à teia do Penafiel, criámos muito perigo... e fomos eficientes. Nos primeiros dois remates em direcção à baliza, marcámos... e pelo meio, até tivemos quase a beneficiar de um auto-golo!!! Até ao intervalo, podíamos ter marcado mais dois: Jonas, boa defesa do goleiro Iraniano; e Lima à base do poste.
O 2.º tempo começou com a mesma toada, e voltámos a marcar cedo... com dois golos de enfiada!!! As substituições acabaram por retirar entrosamento à equipa, e baixámos de rendimento, só o Amorim entrou bem, o Ola John e o Talisca podiam ter ficado no banco!!!
Júlio César espectador... inteligente a forma como não se fez à expulsão, no lance com o Rabiola; Luisão e Jardel bem, num jogo com muito contacto; Maxi assistiu para o 1.º golo, mas no resto do jogo, esteve pouco esclarecido ofensivamente, mas sempre com a sua intensidade típica...; Eliseu, foi muito 'procurado' pelo nosso adversário, e acabou por estar quase sempre bem; Samaris, mais um jogo de grande qualidade: Pizzi parece que andou escondido no início do jogo, mas trabalhou muito defensivamente...; Salvio de regresso, participou no 1.º golo... mas notou-se alguma falta de ritmo... ainda teve tempo, para assustar os Benfiquistas por duas vezes, com choques horripilantes, ainda bem que o Jesus o tirou...; Sulejmani desta vez, não esteve bem, com pouco espaço, e muito contacto físico, raramente se conseguiu soltar... isto não quer dizer que em Guimarães não pode ser útil...; mais um grande jogo da nossa dupla atacante, Lima e Jonas, combinam muito bem... foi pena aqueles dois falhanços na 1.ª parte, um de cada!!!
Num jogo com grande ambiente, com uma vitória confortável, o dia só não foi perfeito, porque o apitador foi incapaz de ficar anónimo!!! O critério técnico durante o jogo, até foi razoável. Deixou jogar, para os dois lados... Enganou-se várias vezes, ficaram algumas faltas por marcar, para os dois lados... Os jogadores do Tugão não estão habituados a este tipo de critérios, e normalmente, as coisas 'aquecem', mas mesmo assim parecia que ia conseguir acabar o jogo sem cartões (nem que para isso tivesse que suspender as leis do jogo... vários jogadores do Penafiel mereciam ter levado cartões...!!!), mas aos 68 minutos tudo mudou: Samaris nada fez para merecer um Amarelo. Discutiu com o adversário, mas não havia motivos para sanção disciplinar, ainda por cima com o critério que foi usado durante o resto do jogo... O árbitro obviamente sabia que o Samaris estava à bica, só se compreende este cartão, na lógica da 'pressão' mediática que envolve as arbitragens dos jogos do Benfica, criada pelos Anti's... E assim, numa jogada, que devia ter dado cartão ao jogador do Penafiel que faz a falta sobre o Lima, o árbitro 'inventa' um Amarelo para cada um...
Com árbitros incompetentes, e com falhas graves de carácter, tudo isto é mais fácil acontecer. Vamos a Guimarães, sem o Samaris (e hoje o Fejsa nem ficou no banco), um dos jogadores mais importantes no Benfica actualmente, se por acaso não ganharmos, a pressão na última jornada com o Marítimo na Luz, será enorme, sobre o Benfica, mas também sobre o Marítimo...
Recordo que depois da intensa campanha de propaganda nojenta feita nos últimos meses, o critério disciplinar nos jogos do Benfica mudou completamente: não beneficiamos de uma expulsão à bastante tempo, por exemplo...; e numa altura onde todas as equipas tem jogadores castigados com amarelos, os nossos adversários parece que sofrem de uma amnistia geral... o Penafiel chegou à Luz com 7 à bica!!!
É curioso, verificar que o último classificado, foi uma das equipas que veio à Luz, com um esquema de jogo, mais 'positivo'. Andaram a época todo com um Corrupto incompetente no banco, para fazer favores ao Padrinho, quando estavam praticamente condenados à descida, foram buscar um treinador a sério, mas foi tarde demais... Mas isto também é verdade, para os jogadores, o filho-da-puta do Vítor Bruno só tem 'emprego' na 1.ª divisão, porque foi formado nos Corruptos, existem centenas de jogadores portugueses com mais talento que este caceteiro nojento (já no jogo da 1.ª volta fartou-se de dar porrada, e não levou qualquer cartão), mas os Corruptos precisam destes peões, para fazerem o trabalho sujo...



Coreografia #Rumoao34
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Posted by Sport Lisboa e Benfica on Sábado, 9 de Maio de 2015

#Rumoao34
Mais uma "Final" ganha! Contamos contigo na próxima?#Rumoao34 #SejaOndeFor
Posted by Sport Lisboa e Benfica on Sábado, 9 de Maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015

Invictos (II)...

Leões de Porto Salvo 2 - 8 Benfica

Entrada da melhor forma na fase decisiva do Campeonato. Desta vez não houve ressaca da vitória em Sines, na Taça de Portugal!!! Com 1-6 ao intervalo, os nossos adversários nem tiveram tempo para respirar... Recordo que recentemente, nas últimas jornadas da Fase Regular, tivemos muitas dificuldades neste Pavilhão, mas desta vez não houve abébias...! Agora, no próximo jogo na Luz, é para decidir a passagem às Meias-finais, e manter a invencibilidade que caracteriza - também - esta secção!!!
E ainda houve tempo, para ir ao Estádio da Luz, receber a merecida ovação, com a Taça de Portugal, durante o intervalo do Futebol!!! 

Invictos...

Valongo 3 - 5 Benfica

A uma jornada do final do Campeonato, os já Campeões Nacionais, continuam invictos: 24 vitórias, e 1 empate!!! Só falta mais um jogo, para confirmar esta estatística esclarecedora, será na próxima semana, na Luz, frente aos Tigres de Almeirim.
Hoje começamos a perder, empatámos antes do intervalo, e na 2.ª parte não demos hipóteses, mesmo com os apitos do costume... e a típica azia na BolhaTV!!!

PS: Já agora, foi assim a recepção ao Benfica, na véspera:

Golos...

Benfica 42 - 37 ABC
(1-0)

Numa eliminatória para decidir o 3.º classificado, com pouco interesse competitivo - decidir quem vai à Taça EHF (3.º), ou à Taça Challenge (4.º)... se calhar a Taça Challenge até será mais adequada à nossa realidade!!! -, o Benfica venceu, num jogo com muitos golos, onde provavelmente o ABC 'geriu' o plantel, tendo em conta a sua participação na Final da Taça Challenge...
Numa altura onde já se começou a 'discutir' o plantel da próxima época, estes jogos quase passam despercebidos!!! Agora temos que confirmar este triunfo, com mais uma vitória em Braga...

Aviso...

Benfica 87 - 94 Ovarense
(0-1)
15-21, 15-15, 14-15, 29-23, 13-20

Só vi os primeiros minutos, antes de partir para Lisboa para ver o Futebol, e deixaram-me muito preocupado... mas parece mesmo, que o resto do jogo foi muito mau!! Estivemos sempre a perder, só conseguimos empatar perto do final, ainda conseguimos levar o jogo para a prolongamento, mas também não valia a pena... Percentagens ridículas...
Esta derrota não estava no programa, ainda não entrei em 'desespero', mas temos a obrigação de vencer os próximos 3 jogos!!!

Juniores - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 6 - 0 Rio Ave

Recordo que perdemos em Vila do Conde!!! Cada jornada que passa, a sensação de frustração aumenta... teria sido tão 'fácil' ganhar este Campeonato!!!

Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus

"O Benfica-Penafiel desta tarde vai levar sessenta mil espectadores à Luz, um número bem superior ao interesse do mero confronto do primeiro com o último da tabela. O Benfica corre isolado pelo 34.ª título da sua história e os adeptos encarnados continuam a dar um extraordinário exemplo de fidelidade à causa, dizendo presente, de norte a sul, semana atrás de semana.
Faltam, ao Benfica, seis pontos para ser proclamado bicampeão, um feito que não acontece, para os da Luz, desde 1984, na primeira passagem de Eriksson pelo clube. E, durante o consulado de Pinto da Costa, depois dessa dupla conquista encarnada em 82/83 e 83/84, nunca uma equipa adversária conseguiu dois títulos consecutivos. Creio ser possível dizer, sem margem de erro nem especulação, que a hegemonia do FC Porto no futebol português acabou. A superioridade dos dragões, de forma como foi exercida, já não consta da realidade. Mas o FC Porto foi substituído, nessa liderança, pelo Benfica? Não. Os tempos são de equilíbrio, de lutas apertadas em várias modalidades e escalões, sem que possa falar-se, com propriedade, de inversão de ciclo.
A todo este processo não é alheio Luís Filipe Vieira, que em 14 anos de ligação ao Benfica se constituiu no principal responsável pela regeneração (ou refundação?) de um clube que batera no fundo durante o consulado de Vale a Azevedo. Noutro plano, mais sectorial, também há a assinalar a influência positiva de Jorge Jesus, que deu ao Benfica a coerência competitiva de que carecia. Um e outro, com os altos e baixos próprios dos casamentos longos, contribuíram para a recuperação. Daí que, quando o campeonato acabar e se sentarem para falar do futuro, não haja nenhuma boa razão para que não continuem o percurso comum."

José Manuel Delgado, in A Bola

Pedalada de campeão

"O campeonato está em contagem decrescente e os adeptos do Benfica já devem ter reservado a data da última jornada para se entregarem à festa do bi. Com a meta à vista, o título é uma conquista cada vez mais real, embora o FC Porto ainda esteja na luta. Jesus recorreu ao vocabulário ciclista para projectar o que ainda falta. Para o treinador, há prémios de montanha pela frente e de uma dimensão que, na sua opinião, depende daquilo que o Benfica fizer. Se jogar com a intensidade que Jesus gosta, então as montanhas que se imaginam como os Alpes serão como montes alentejanos e o campeão seguirá imparável até à glória final.
Este Benfica tem sido ambicioso como sempre e pragmático como nunca e ninguém imagina que, tão perto do fim, venha a tropeçar. Especialmente hoje, quando entre a equipa de Jesus e o adversário há 59 pontos de diferença. Será talvez a noção de que no futebol nada se pode dar por garantido - e o Benfica mantém fresco na memória esse duro ensinamento - que ainda corrói os espíritos mais inquietos e alimenta receios. O Benfica atravessa um momento em que a qualidade do seu jogo consegue satisfazer a massa adepta que não se contenta com uma simples vitória. Jogadores como Jonas, Salvio e Sulejmani (na vez de Gaitán) transportam fantasia ao jogo e, assim, são capazes de empolgar e divertir. Sim, porque neste Benfica pragmático, o supérfluo também é essencial. De outra maneira, aliás, dificilmente poderia ter o título à mão de semear.
NOTA - Estranho que a construtora que ia fazer o Pavilhão João Rocha tenha agravado o custo dois dias depois do lançamento da primeira pedra. Penalizadora (mas atenuada) a sanção da UEFA por incumprimento do fair play financeiro. No Sporting, ainda se enfrentam tempestades."

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Proibido facilitar

"Os 5-0 de Barcelos, aproximaram o Benfica do principal objectivo da época, mais ainda não o conquistaram. Foi convincente a exibição contra o Gil Vicente, e reduzir o jogo às fragilidades dos de Barcelos, é não conseguir ver os vários méritos que teve o Benfica. Destaque maior para o grande regresso de Fejsa, desta vez não foram só dez minutos, foi mais de meio jogo de grande classe e entrega.
Houve histeria com a nomeação de Capela, muitos desses conhecedores de como se ganharam campeonatos nos últimos 25 anos, sabiam que era necessário um Donato Ramos, um Guímaro, um Marques da Silva, um Calheiros para evitar os 5-0. Ao contrário dos benfiquistas que ficaram indignados, eu gostei de saber que há tantos conhecedores da génese e da história das vitórias do seu clube.
O jogo com o Penafiel, teoricamente o mais fácil, tem esse perigo, ser considerado fácil e não ter a mesma abordagem competente e determinada. O Benfica nesta segunda volta só perder pontos (com excepção da recepção ao FC Porto) quando jogou sem Gaitán, e não tem Gaitán para amanhã. Que este perigo sirva de aviso e motivação extra. Temos que sair da Luz com os olhos da conquista em Guimarães do bicampeonato.
O FC Porto mostrou em Setúbal a alma que tem, nunca entrega fácil um título que ambiciona, e isso só qualifica quer o FC Porto, quer o Benfica. Uma luta acesa e disputada até ao fim, como sempre aqui escrevi que seria.
Haverá 60 mil na Luz a dar colinho. Deste árbitro, o mesmo do Benfica-Belenenses (todos nos lembramos), da última época, deseja-se uma actuação séria e competente. Haverá seguramente, com a experiência de Jorge Jesus, um Benfica determinado e seguro.
Era um dado muito positivo o regresso de Salvio para a recta final da época, mas a entrada de Sulejmani em Barcelos foi uma aposta ganha pelo treinador e pelo jogador. Mesmo com uma onda de lesões muito grande, têm saído bons coelhos da cartola em vários momentos."

Sílvio Cervan, in A Bola

A festa pode esperar

"Por esta altura, não haverá muitos benfiquistas a quem passe pela cabeça a hipótese de ver fugir o título nacional. Depois de cumpridas 31 jornadas, com dois jogos em casa por disputar, com uma margem de erro simpática, e com a força competitiva demonstrada em Barcelos, é de facto difícil imaginar outro cenário. Porém, a nossa história recente obriga a todas as precauções. Se o entusiasmo, e até a euforia, são sentimentos legítimos de uma massa associativa que se alimenta de glórias, aos jogadores e quem os rodeia não é permitido qualquer tipo de dispersão, em face de um objectivo que só estará alcançado quando a matemática assim o determinar.
Há dois anos encontrámo-nos numa situação semelhante. Sabemos o que aconteceu depois. Se o Gil Vicente pode ter sido uma espécie de Marítimo de 2012-2013, não podemos permitir que, amanhã, o Penafiel se transforme numa espécie de Estoril. É pois necessário encarar este jogo como mais uma dura 'final', numa caminhada que ainda não está concluída.
Um estádio cheio irá ajudar. Não para comemorar seja o que for, mas sim para dar mais um forte empurrão à nossa equipa – a qual devemos ajudar, sobretudo no caso de, por qualquer motivo, e em qualquer momento, o jogo vir a tornar-se mais complicado do que o esperado.
Muito dificilmente seremos campeões neste fim-de-semana. O mais provável é entrarmos no difícil estádio de Guimarães ainda a necessitar de pontos. É muito importante poder fazê-lo com algum conforto, sob pena de as contas se complicarem.
Por todas estas razões, amanhã sim, estaremos perante o jogo do ano. A festa? Essa pode esperar."

Luís Fialho, in O Benfica

Exibição à Benfica

"Apesar da insistência, ao longo da semana passada, do pior e mais caro comentador de arbitragem do futebol português, Lopetegui, não foi Capela a merecer destaque na vitória Benfiquista. Foi Maxi Pereira, o melhor lateral a actuar em Portugal, ao bisar num jogo de sentido único, fruto da excelente exibição Benfiquista que seu corpo à expressão 'jogar à campeão', sinónimo de jogar à Benfica. Ou Jonas e Lima que, com um golo cada, cimentaram as suas posições no pódio dos melhores marcadores do Campeonato Nacional, contrariando a ideia veiculada no início da temporada, por alguns opinadores mal-intencionados ou incompetentes, de que faltariam goleadores ao Benfica. Ou Sulejmani e Fejsa, dois dos atletas esquecidos e, por isso, injustiçados, quando esses mesmos opinadores teorizaram sobre as supostas carências do plantel Benfiquista. Ou Júlio César, 'o reformado', que, como se tem visto ao longo da época, ainda ensina ao proto galáctico Patrício e ao bode expiatório Fabiano como se defende, com classe e mestria, uma baliza. Ou ainda Samaris e Pizzi, as mais recentes 'invenções' de Jorge Jesus, que já parecem ser donos dos seus lugares há vários anos.
Três jogos, duas finais. Temos tudo, no campo e nas bancadas, para sermos Campeões.
Para terminar, parabéns à secção de Futsal pelo regresso aos títulos. É mais que justo! E, se a justiça continuar a prevalecer, seremos Campeões Nacionais também nesta modalidade. O ecletismo amplo e ganhador tem um nome: Sport Lisboa e Benfica.
E uma abraço sentido ao funcionário responsável pela vitrina do nosso Museu em que são expostos os últimos troféus conquistados. Está a precisar de um ajudante..."

João Tomaz, in O Benfica

Passo em falso do Benfica? E o Porto?

"Se quisermos comparar o campeonato da Liga a uma corrida de bicicletas, diremos que a jornada do próximo fim de semana corresponde à última curva antes de se entrar na recta da meta para o sprint final: propícia a um toque, a um atraso, a uma queda. Razão pela qual Brahimi, com a pouca esperança que lhe sobra, continua à espera de um passo em falso do Benfica. Apenas pelo que lhe contaram sobre a história recente: em 2012, o Benfica tinha cinco pontos de avanço à 18.ª jornada, à 21.ª três de atraso e no fim menos seis em relação ao FC Porto. Em 2013, foi mais doloroso: quatro pontos de vantagem à 27.ª jornada, exuberante e precipitadamente festejados nos Barreiros, e menos um à 30.ª depois de um empate na Luz com o Estoril e de derrota no Dragão.
Percebe-se, assim, o espírito da mensagem, mas duvida-se da convicção de quem a promoveu. Falou por falar. Por certo obedeceu a esquemas comunicacionais que se julgam com poderes de influenciar o desempenho dos actores, embora a prova deste ano tenha tudo para ser diferente, e a prová-lo o facto de, a seguir ao empate com o FC Porto, há quinze dias, o presidente do Benfica ter exigido prudência e chamado a atenção para os perigos que se escondem por detrás de cada jogo que falta disputar. Não foi Luís Filipe Vieira quem falhou nos dois títulos perdidos para o FC Porto no tempo de Vítor Pereira, mas foi ele, como principal responsável perante a nação benfiquista pela saúde desportiva e financeira do emblema da águia, quem suportou o peso da factura, que deve ter sido elevado.
Em vez de esperar que o Benfica dê um passo em falso, Brahimi deve concentrar todas as energias na defesa dos interesses do seu clube, não se dê o caso de ser o Porto a dá-lo..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Estas analises superficiais e truncadas da história recente do Tugão deixam-me sempre irritado!!!
Em 2012, quando o Benfica desperdiçou a vantagem que tinha, não evocar os nomes de: Xistra (Guimarães), Hugo Miguel (Coimbra), Proença (Luz) numa primeira fase, e depois de Capela (Olhão), Soares Dias (Alvalixo) e Benquerança (Vila do Conde) numa 2.ª fase, é blasfémia!!!
Em 2013, não falar do contexto Europeu com os jogos em Istambul e no Funchal; não falar do extraordinário minuto na Luz, onde Paulo Baptista se engana 4 vezes (falta sobre Garay não assinalada; lançamento lateral, erradamente oferecido ao Estoril; falta inexistente marcada ao Melgarejo; golo em fora-de-jogo...); não falar do comportamento do futuro treinador dos Corruptos na última jornada...; e não falar, novamente, de Hugo Miguel, é ser desonesto...

Falta-lhes tudo

"Ao longo de mais de 30 anos assisti e acompanhei processos relativos a agressões a jornalistas no relvado das Antas e nos corredores do actual estádio do FC Porto. Fiquei a par de perseguições a treinadores e jogadores do próprio clube que não quiseram renovar contratos - um abraço ao Co Adrianse e ao Paulo Assunção, entre muitos outros. Fiquei boquiaberto com o ridículo apelo de guerra Norte-Sul num país com apenas 700 quilómetros de uma ponta a outra. E agora, como se ainda fosse possível descer mais baixo, eis que a estratégia de comunicação do segundo classificado da Liga volta à sarjeta. Depois da agressão de um qualquer, treinador espanhol a Jorge Jesus, a newsletter oficial do clube publicou e enviou uma mensagem aos seus assinantes onde goza com o técnico do Benfica e com as suas falhas de português. O tema é recorrente e deixa-me, acima de tudo, enjoado.
Eu não tenho que gostar da personalidade de Jorge Jesus. Aliás, nem o conheço pessoalmente, por isso não posse tirar conclusões apenas com base no que leio ou no que oiço sobre ele. A única coisa que posso analisar são os seus resultados como treinador de Futebol e, nesse aspecto, tiro-lhe o chapéu. Dá erros de português? E então, ele foi contratado para meter a equipa a jogar e a ganhar ou para dar aulas de Gramática?
A maior parte dos portugueses não teve oportunidade, vida ou dinheiro para continuar os estudos. Isso não faz deles - de nenhum de nós - menos sérios. Neste país de doutores e engenheiros fajutos era só o que me faltava ficar calado quando vejo um cidadão ser enxovalhado por não dizer correctamente um nome estrangeiro ou por não aplicar correctamente uma regra gramatical. Entendam de ma vez por todas que o tempo do jogo sujo e baixo acabou. Faltam seis pontos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Mão cheia!

"Uma mão cheia de golos para marcar de vez o rumo ao Campeonato. Sem euforias, mas cada vez mais com a enorme razão de sermos os primeiros e os melhores! Gostei de ouvir como alguns comentadores, cheios de si e dos delírios que proferiram ao longo da época, ainda falaram em penáltis por marcar e jogadas mal definidas... ou mal compreendidas pelos árbitros. Outros envolveram-se em juízos de prognose do possível... se o Gil tem marcado, se o Benfica tem sofrido. Tudo isto relativamente a um jogo de 5-0! Acho que estamos conversados sobre a verdadeira revolução que as televisões e os jornais necessitam imprimir ao seu estilo de comentário.
Estão reunidas todas as condições para prosseguirmos com ambicioso objectivo de nos tornarmos bicampeões nacionais. A três pontos do adversário - com uma vitória por dois golos sem resposta nas Antas, na 1.ª volta, e um empate na 2.ª - o Benfica apresenta-se como o mais forte candidato ao título.
E o FC Porto? Onde se situa? Ainda tem hipóteses de nos estragar a festa? Lopetegui e o onze principal do Porto sentem a pressão da distância e a curta margem de manobra de que ainda dispõem. De facto, entrando varias vezes em campo depois de deslizes do líder, o Porto teve todas as condições de tornar a recta final da Liga num tumulto de sensações e riscos. Não o conseguiu, muito devido ao facto de não saber lidar com a pressão externa e interna e porque Lopetegui sabe que está em risco, na verdade, já não é a Liga, mas a sua própria cabeça. O que vamos assistir agora até ao fim? Tentativa de golpes baixos, confusão, neblina e troca de nomes por parte da direcção e equipa técnica do FC Porto... tudo para escamotear o facto de que, volvidas algumas décadas, o Benfica volta a assumir-se como bicampeão nacional."

André Ventura, in O Benfica

Ficam ou não ficam?!

"Em torno de Jesus o debate é inevitável, até porque termina o contrato. Mas nem os contratos tiram Lopetegui e Marco Silva do debate.

Está inevitavelmente montado o debate: deve ou não o Benfica continuar com Jorge Jesus e deve ou não Jorge Jesus dispor-se a continuar no Benfica? Jesus é uma personalidade tão marcante na vida recente do Benfica que não dá mesmo para ignorar a discussão.
Pela minha parte, já aqui deixei bem expressa a opinião de que deveria o Benfica continuar com Jorge Jesus. Mas confesso que já tenho algumas dúvidas sobre o que deve fazer o treinador.
Se o Benfica quer continuar com Jorge Jesus realmente não faz muito sentido não ter já proposto ao treinador a renovação do contrato. Só faz sentido se crê que Jesus não aceitará ficar em circunstância alguma. Mas não parece o caso.
Se não quer continuar com Jesus, como também já aqui o escrevi, então deveria ter deixado isso claro para que o treinador possa realmente definir melhor as suas possibilidades futuras.
Há, entretanto, o lado de Jorge Jesus e quanto a esse não será muito difícil de compreender que é chegado também o momento de Jorge Jesus decidir, por fim, na sua cabeça se quer perseguir a carreira em Portugal ou se quer verdadeiramente assumir o desafio internacional.
O cenário é simples, pelo menos em teoria: se porventura Jorge Jesus vier a decidir ficar no Benfica, quererá certamente assinar um contrato de mais três ou quatro anos, que é o que faz sentido, mesmo considerando que Luís Filipe Vieira conclui já no próximo ano (2016) este seu quarto mandato como presidente; se vier a decidir-se pela aventura no estrangeiro, Jesus também deverá querer, imagino eu, um contrato da mesma natureza.
Conquistando esta época, como parece provável, o terceiro título de campeão no Benfica e decidindo deixar este ano a Luz, Jesus sabe igualmente que sairia pela porta grande e sempre que alguém sai pela porta grande sabe também que deixa a porta sempre aberta.
Ou seja, esse é também um cenário que poderia agradar a Jorge Jesus na eventualidade de lhe surgir uma qualquer proposta realmente interessante de um dos clubes de topo da Europa (de entre os tais 14 ou 16 que andam habitualmente nos lugares de destaque das grandes competições), únicos capazes de seduzir o treinador do Benfica.
No imaginário caso de nessa circunstância Jesus se lançar lá para fora, deixaria então a porta da Luz aberta para um dia voltar a concluir então a carreira no clube onde até hoje foi claramente mais feliz.
Mas o que pode compensar Jorge Jesus trocar uma realidade que domina e bem conhece por uma outra que será sempre, à partida, misteriosa? O dinheiro, naturalmente, porque a questão financeira faz sempre diferença quando se procura o maior conforto possível para a família e todos os descendentes, mesmo tendo em conta que já ganha no Benfica o tornou provavelmente no mais bem pago treinador de sempre em Portugal; e poder provar, quanto mais não seja a ele próprio, que é capaz igualmente de ganhar num grande clube estrangeiro.

E aposto, já que falo nisso, que Jesus será capaz de ganhar em qualquer clube de topo no estrangeiro!


Ainda quanto ao futuro de Jesus no Benfica, haverá os que pensam que se ele for bicampeão fará se quiser e que se não for fará o que o presidente entender. Tendo a não concordar.
Não acredito que Jorge Jesus ou Luís Filipe Vieira façam depender do título a decisão de continuarem a trabalhar juntos.
Não faz sentido que um presidente que há dois anos quis continuar com o treinador quando todos os queriam ver pelas costas fosse agora capaz de tomar a decisão pelos resultados; da mesma maneira que não faz sentido que um treinador que aceitou a mão do presidente lhe virasse agora as costas apenas por um qualquer capricho de sucesso.
Sentido faria que o assunto já estivesse resolvido. E não está. E como não está, é inevitável que se fale dele.
Jesus fica? Jesus não fica?
Aconteça, porém, o que acontecer, julgo que em qualquer caso não deve o universo benfiquista deixar de reconhecer que há hoje duas personalidades no clube muito difíceis de substituir: uma é, claramente, o presidente; a outra é, claramente o treinador. Não tenham duvidas!

Deve ser muito reconfortante para qualquer treinador ouvir o que disse recentemente Pablo Aimar numa entrevista a uma canal de televisão argentino.
Grande estrela no campo mas também especial fora dele, Aimar reconheceu nessa entrevista a importância que Jorge Jesus teve para ele e as enormes qualidades do técnico do Benfica pelos grandes conhecimentos de futebol, capacidade de liderança e de levar os jogadores a acreditarem no que podem fazer.
Já reformado do jogo e já tão longe de Portugal e da experiência benfiquista, não precisaria naturalmente Aimar de elogiar gratuitamente Jorge Jesus. Aimar foi, portanto, sincero. E dito por Aimar tem certamente outro valor.
Aimar falou de dois treinadores nessa longa entrevista: de Jesus e de Marcelo Bielsa. E se não sabem ficam a saber que Bielsa foi muito mais do que um treinador para Aimar. Foi um pai, foi um líder espiritual.
Parece-me que isso diz tudo.

Apesar de terem contrato, é incontornável que se fale também do futuro de Lopetegui no FC Porto e de Marco Silva no Sporting. Por razões diferentes.
No caso de Lopetegui pelo provável insucesso desportivo; no caso de Marco Silva, pelas prováveis feridas na relação com o presidente.
Acredito que Lopetegui ficará no FC Porto e acredito que essa será uma boa decisão; acredito que Marco Silva dificilmente ficará no Sporting e acredito que talvez essa seja a melhor decisão para as duas partes.
É apenas um ponto de vista. Mas que a relação de Marco Silva com o Sporting e do Sporting com Marco Silva parece fazer faísca, lá isso parece. Ou não parece?!

O que Messi fez ao Bayern é daquelas coisas que ficam na história do futebol. Oxalá possa na próxima semana vir a dizer o mesmo de Cristiano Ronaldo. Para outra final espanhola da Champions!"

João Bonzinho, in A Bola