Últimas indefectivações

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sofrida...

"1. Vitória sofrida mas bem importante, a do passado sábado, frente ao SC Braga, com uma formação que se mostrou muito acima dos pontos que vem amealhando no Campeonato. A nossa equipa lutou muito (honra lhe seja feita) embora não estivesse nada inspirada. Mas vieram os três pontos, que era o mais importante, e, com o empate do FC Porto, a diferença para liderança, que estava em cinco pontos, já está reduzida a um só. Temos Campeonato! Promete ser disputado ponto a ponto e, por isso, todas as vitórias são importantes.

2. Cardozo não jogou e muita falta fez. Ele conseguiu calar todos quantos o assobiavam e não gostavam da sua forma de jogar. E seria curioso, agora, ler tudo quanto se escreveu a seguir à Final da Taça de Portugal. Que Jesus perderia o balneário se Cardozo voltasse, que seria um péssimo exemplo para todos os outros jogadores, que por muito menos outros jogadores foram afastados, etc., etc. Afinal, Cardozo até tem estado a fazer a sua melhor época de sempre, a correr mais, a lutar mais, até a marcar mais golos. Espero bem que recupere depressa da sua lesão. Faz muita falta à equipa, tal como Sálvio (e Rúben Amorim) - em termos de lesões (e estas traumáticas, não musculares) a época está a ser bem infeliz.

3. Espero que os ecos da arbitragem do Benfica-Sporting para a Taça de Portugal se tenham extinguido. Esquecendo o que se passou no Sporting-Benfica para o Campeonato (e até os sucessivos golos em fora-de-jogo de Montero), o Sporting fez uma das suas habituais campanhas contra as arbitragens. Já cansa...

4. Há dias, dei comigo a recordar o que se disse e escreveu aquando da operação a que Salazar foi sujeito, na sequência da sua célebre queda da cadeira, em 1968. No primeiro dia, jornais e rádios anunciavam que havia sido operado e que a intervenção havia corrido bem. Depois, dia após dia, que as melhoras eram evidentes. Uma semana depois, o seu médico pessoal anunciava (e os jornais faziam grandes parangonas): 'Devolvo Salazar definitivamente curado à Nação'. Duas semanas depois, era Marcelo Caetano o novo Presidente do Conselho, como então se chamava ao primeiro-ministro...
(Qualquer relação com um facto actual é pura coincidência...)"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Vermelhos

"Quem como eu, por dever de ofício, leia todos os jornais todos os dias, terá eventualmente reparado que nos últimos tempos se intensificaram na Imprensa, para designar o Benfica, as expressões 'os encarnados' ou a 'equipa encarnada'. E o mais curioso é que tais expressões até já contagiaram algumas publicações, impressas ou na Internet, afectas ou próximas do Benfica ou Benfiquistas. Os pequenos vícios, como os grandes, apanham-se por involuntário contágio.
Vermelho e encarnado são sinónimos por terem significado aproximado. Em rigor não querem dizer exactamente a mesma coisa. O vermelho é a cor do sangue vivo, o encarnado é a origem, a cor do sangue, que dá à carne a cor encarnado.
Ora, o 'encarnado', para designar o Benfica, em função da cor das camisolas, surgiu como uma imposição ideológica e uma carga censória. O Clube, os dirigentes, atletas e adeptos Benfiquistas eram os 'vermelhos' até que a Censura e a manipulação salazarista, nos pós-guerra mundial de 1939-1945, proibiram a referência 'vermelho' para designar o Benfica, impondo a expressão 'encarnado'. Do mesmo modo que proibiu o hino original e oficial do Clube, 'Avante, Avante pelo Benfica' que, no vazio criado, ceio pouco a pouco sendo substituído pelo belíssima canção 'Ser Benfiquista' interpretada por Luís Piçarra. Houve nestes casos uma manifesta intenção de escamotear a matriz popular do Benfica que o distinguia, e distingue, dos clubes de barões de Alvalade e de lordes da Foz.
Nos tempos difíceis que vivemos, o Benfica é uma imensa família de gente do povo que neste grande Clube procura, em colectivo, uma força solidária que transmita o amparo de algum calor humano. Os vermelhos nunca estão sozinhos perante a tormenta. Como dizia o hino original dos Vermelhos,
'Todos por um, eis a divisa'."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Setenta e um anos, pouco tempo.

"Jornal semanário oficial do Sport Lisboa e Benfica, quando foi criado, foi para sempre. Porque para para todo o tempo, para sempre, é o nosso Glorioso Clube. Diante da eternidade, portanto, os setenta e um anos do nosso Jornal O BENFICA que este número celebramos, são realmente pouco tempo.
Quantos são, em Portugal inteiro e por esse mundo de Cristo e os grandes Clubes mesmo dos maiores de todos os tempo, que podem orgulhar-se de dispor de um órgão oficial de imprensa como este? Poucos. Raros são. E muito menos serão, certamente, aqueles que semanalmente se apresentam aos dedicados leitores-cultores-e-donos do Clube, com esta regularidade constante?
E deste muito poucos, quantos podem ser elogiados como nós, por informar com este registo tão singular que é precisamente este e nunca poderá vir a ser outro, de noticiar e comentar, entrevistar e reportar, com a Verdade sempre de mãos dadas com a paixão pelo rigor, com o permanente drive da 'primeira mão', com o empenho competente de 'não falhar uma' e de estar sempre 'em todas'.
Tantas vezes correndo por foro, porque os meios nem sempre são os devidos nem os mais aconselháveis, aqui, nesta Redacção, nunca ninguém precisou de nos vir cá falar ao ouvido para fazermos exactamente o que temos de fazer. Sem descanso. Sempre pelo Benfica. Pela defesa do Benfica e pela afirmação do Benfica. Sempre pelo Benfica, ainda achamos sempre, que ainda é sempre pouco para tão grande mister. E para um tão grande orgulho naquilo que nos move e naquilo que sempre temos para fazer. Mas sabe deus...
Nem sempre nos chegam as páginas que temos para tudo o que precisamos de dizer. Em defesa do Benfica e em defesa do Jornal. Muitas vezes não nos chegam as palavras; ou não nos basta o espaço. Mas cá vamos, sempre dando o exemplo de que não é com fastios que se cumprem os desígnios da Informação Benfiquista. Não é com desmazelos, nem com incompetência que se diz o que temos para escrever. Não é sentados nas cadeiras que se conseguem as grandes imagens, as notícias palpitantes, ou as vibrantes reportagens. Não é com prosápias, com ilusões, ou arrogância.
Procuramos observar os nosso desígnios e cumprir a nossa missão com profissionalismos dedicado, competente e experto daqueles que a cada semana vemos no coração, no esforço e no desempenho dos nossos melhores atletas, técnicos e dirigentes. Sobretudo olhamos para esses, embora tendo presente que o Desporto por vezes, também se cumpre no insucesso. Mas são os nossos heróis que tomamos sempre como referência e como exemplo. Dos outros, apenas registaremos os empates e as derrotas.
E é com este sentido que, mesmo assim, ainda continuaremos a achar neste septuagésimo segundo ano de vida que hoje se inicia, que tudo é pouco tempo e que as páginas são sempre poucas."

José Nuno Martins, in O Benfica

domingo, 1 de dezembro de 2013

Na liderança, sozinhos ou mal acompanhados, não faz mal...!!!

Rio Ave 1 - 3 Benfica

Não foi um jogo deslumbrante, mas dentro de todos os condicionalismos, mais 3 pontos, muito saborosos.
Além da desvalorização de todos os adversários do Benfica, outra estratégia dos Anti's é desvalorizar as ausências no Benfica: estamos a jogar sem o nosso melhor marcador (Cardozo), estamos a jogar sem o nosso maior desequilibrador ofensivo - que também tem um papel importante no equilíbrio defensivo do nosso meio-campo -, provavelmente o nosso jogador mais valioso (Salvio), estamos a jogar sem o jogador que melhor equilibra a equipa (Amorim), hoje ainda tivemos 3 laterais esquerdos lesionados!!! Por acaso, o golo sofrido, até foi da responsabilidade do jogador adaptado a defesa esquerdo!!! São poucas as equipas que ultrapassariam todas estas ausências, com vitórias...

O Rio Ave em casa, tem tido muitas dificuldades, mas isso só acontece porque os Vila-condenses são obrigados a 'pegar' no jogo... a especialidade do Rio Ave - tal como a grande maioria das equipas portuguesas -, é jogar em contra-ataque, no erro do adversário, fechadinhos lá atrás, e com saídas rápidas. Tal como tentaram hoje, contra o Benfica. Portanto todos os títulos no pré-jogo sobre esta estatística, só serviram para tentar desvalorizar uma potencial vitória do Benfica, ou enfatizar um potencial desaire do Benfica...

Na 1.ª parte houve poucas oportunidades. O Artur foi quase um espectador, mas o Benfica no ataque teve muitas dificuldades, não havia espaço nas costas dos centrais, e no meio-campo as sucessivas faltas, emperravam o ritmo do jogo. Nestas circunstâncias, os golos ou aparecem de bola parada, ou num erro defensivo, foi o que aconteceu... O Ederson ficou mal na foto - mas no intervalo do jogo, vi um bocadinho do Juventus-Udinese e o Buffon cometeu um erro igualzinho, mas ainda foi a tempo de recuperar e fez uma enorme defesa!!! -, mas o Rodrigo não desistiu da jogada e 'cheirou' o golo...
Ao intervalo estava desconfiado, o Benfica tem demonstrado uma enorme incompetência a gerir resultados... e mais uma vez confirmámos isso mesmo. Mas por outro lado, temos demonstrado saber reagir muito bem a golos sofridos, e desta vez, voltámos a provar isso mesmo!!! E ainda por cima, deu para o Lima, desbloquear a série negativa... e que golo: à Cardozo!!! O Lima com dois golos e uma assistência, acaba por ser o homem do jogo...
A expulsão do Vila-condense acabou com o jogo. Marcámos mais um, e podíamos ter marcado mais...
Apesar do triunfo, continuo a não gostar da deslocação do Enzo para a direita.

A liderança (sozinhos ou acompanhados) é importante, mais não decisiva. Mais importante que os desaires dos outros, o importante é vencer os nossos jogos, e recuperar os jogadores lesionados. Depois de todo o rebuliço interno, depois de maus resultados, depois de más exibições, o Benfica lidera. Nada está ganho, mas também nada está perdido, como muitos previram para estar altura!!!

Cosme desiludido !!!

Benfica B 3 - 1 Corruptos B

Se ontem nem o Capela conseguiu dar a vitória aos Corruptos, hoje, nem o Cosme conseguiu dar os 3 pontos aos Corruptos B !!! A novidade é mesmo, a ineficácia dos apitadores!!!

O jogo começou repartido, o Benfica mais rápido e mais objectivo, e os Corruptos a tentarem ter posse de bola, quebrando o ritmo inicial do Benfica. Em Portugal, este tipo de jogo, pouco objectivo, e com muitos passes laterais é muito elogiado, serve muitas vezes para mascarar outro tipo de xico-expertices...
Quando já todos tínhamos visto que os critérios de faltas a meio-campo, e o critério dos amarelos, iria ser totalmente diferente, ao primeiro mergulho dentro da área do Benfica: penalty para os Corruptos!!! Nada de novo... sorte teve o Steven em não expulso!!! Felizmente o Tozé mandou a bola para o Alfeite!!!
O Benfica respondeu com uma boa ao travessão... e a fechar a 1.ª parte, num canto, muito bem marcado pelo Urreta, o Steven inaugurou o marcador.
O início do 2.º tempo não podia ser melhor, novamente num canto do Urreta, Lolo faz o 2.º golo. A partir daqui o Benfica soube gerir bem a vantagem... e num ataque rápido o Hélder Costa em velocidade, fez o 3.º.
Já depois de ter ficado um penalty por marcar a favor do Benfica, os Corruptos marcaram um golo...

O Benfica reforçou os B's com o Steven, o Mitrovic e o Cavaleiro (já é A !!!), e ainda com o Urreta... mas ficámos sem o André Gomes, e sem o Funes Mori ultimamente muito utilizados... No lado dos Corruptos, jogaram sem o Carlos Eduardo e o Herrera, mas mesmo assim sobraram muitas outras 'estrelas': Kléber, Kelvin, Reyes, Ricardo...
Destacar o facto do Benfica ter conseguido chegar ao fim do jogo com 11 jogadores!!! Pois quebrámos um série de 4 jogos, 4 expulsões!!! Lindelof, Rudi, Hélder Costa e o Bernardo que hoje fez falta...

Carraça não larga o osso

"Não sei o que se passa com quem...passa pelo cargo de presidente do Sindicato dos Jogadores mas a verdade é que é um cargo que garante bom futuro.
José Couceiro, por exemplo, continua por aí embora ainda use blazer com cotoveleiras.
António Carraça chegou a diretor desportivo do Benfica e não foi nada fácil tirá-lo de lá.
Couceiro é de novo treinador do V. Setúbal mas muitos queriam-no na presidência da Liga.
Carraça saiu do Benfica mas continua com um pé lá dentro, apenas à espera que Jorge Jesus receba guia de marcha (o que não está nada fácil).
Hoje, no Record, António Carraça conta a sua versão da história. Fala de Jesus como um psiquiatra fala de alguém que foi lobotomizado, fala de bruxos e curandeiros e fala ainda de um tal "engenheiro" brasileiro que continua na Luz a "motivar" os atletas e o treinador. Ou seja, lava a *** da cueca.
É assombroso que Carvalho da Silva não tenha podido, após muito anos de sindicalismo, ascender à presidência da República e que Torres Couto se tenha perdido nos meandros da política. Eram potencialmente tipos com muito mais futuro.
Mas o futebol é diferente do mundo sindical. Por aqui medram estes personagens que se equilibram eternamente e que apregoam projetos modernos de ciência feita. Tudo tretas e balelas. Saber de futebol é muito mais do que isso. Saber de futebol é ter "feeling", é ter nascido com o dom, é predestinação e talento, argúcia e esperteza, risco e coragem...
Não é para todos.
Repare-se em Pinto da Costa. O homem nasceu para isto. É um jogador de xadrez adaptado ao jogo das 17 leis: quando faz uma jogada, já está a preparar o que vai fazer 20 jogadas depois.
Acreditar nos Carraças e nos Couceiros é a mesma coisa que acreditar que um computador pode substituir um árbitro ou que é possível fazer uma boa cabidela com frango de aviário. Ou acreditar que a vaca que ri pasta nos Açores.
Mas vamos todos ver em breve que os "Carraças" deste futebol vão continuar por aqui. Não acontece só no futebol. O mundo das empresas também está enfestado de profissionais que passam toda uma carreira com bons vencimentos e desviando-se de todos os pingos de chuva, ora graças ao encosto dos amigos, ora porque o sistema necessita também destes fautores de inércia, que dão muito jeito quando é preciso ter uma plateia de néscios que aplaude a nossa incompetência.
No fundo, o parasitismo é em si um mérito.
Também não é para todos."

Voo suspenso

"Rodrigo, ao cair do pano, arrancou o primeiro triunfo da história do Benfica em Bruxelas. Cavani, em Paris, tirou o tapete ao Olympiacos. Da conjugação destes dois factos ficou em suspenso o voo das águias na Liga dos Campeões, para uma última jornada em que a equipa portuguesa parte em desvantagem em relação à grega. Pode parecer pouco, mas se nos recordarmos que meia dúzia de minutos antes o clube da Luz "já estava" na Liga Europa, o mínimo que se pode dizer é que vingou o mal menor. Resta saber se este balão de oxigénio ainda vai servir para alguma coisa.
O dado primordial a reter é que o Benfica acabou por cumprir o único objectivo que lhe restava : ganhar ao Anderlecht, fazer o que toda a concorrência fizera em Bruxelas. A grande diferença é que enquanto PSG e Olympiacos passearam na Bélgica, os encarnados passaram por vários momentos de aflição, boa parte deles - quase todos - mais por responsabilidade própria do que pela capacidade belga.
Jesus voltou a integrar Fejsa, numa solução que encerra alguns prós mas vários contras. O médio cumpre a sua tarefa, é certo, mas não se pode esperar que saia do seu raio de acção. Ou seja, com Matic à frente e Enzo atirado para a direita, foram inúmeras as ocasiões em que o vazio na zona central do terreno se tornou uma evidência, algo que o Anderlecht agradeceu. Depois, tentar que Lima e Markovic, conjugados, sejam capazes de colmatar a ausência de Cardozo é, porventura, pedir demais.
Repare-se que, durante toda a primeira parte, o Benfica aproveitou (honra lhe seja feita) a única verdadeira oportunidade para concretizar, obra de Enzo e Matic num lance de bola parada. Quando já estava a perder, acrescente-se. Houve, claramente, um défice de ligação entre o meio campo e o ataque.
A segunda metade começou praticamente com o fantástico trabalho de Gaitan, que Mbemba "transformaria" no 2-1 para o Benfica. Pensou-se, agora sim, com o resultado virado, aí está a oportunidade de ouro das águias para explorarem uma eventual subida dos belgas que, certamente, não iriam abdicar tão cedo. Certa uma coisa, errada a outra. O Anderlecht quis mesmo responder, mas o Benfica não aproveitou devidamente os espaços. Pelo contrário, instalou-se a ideia de que a vantagem era gerível, um pouco a aplicação do conceito "antes-um-pássaro-na-mão", pelo que os encarnados deixaram correr o jogo durante uns largos 20 minutos sem que nada de palpável se visse.
Jorge Jesus terá percebido que aquele comportamento tinha riscos. Troca Gaitan por Sulejmani, mas já não foi a tempo de impedir que Bruno aproveitasse um falhanço coletivo da defensiva encarnada. É o problema de querer controlar o jogo "à distância" : só corre bem se não se cometer uma falha que seja. Como se isto não bastasse, o Olympiacos empatara em Paris e o cenário era o pior possível, pois com os dois empates a história encerraria já esta noite.
Logo a seguir a Luisão falhar um golo "feito" e a Mitrovic responder na mesma moeda, com o jogo a ameaçar partir a qualquer altura, Jesus manda Rodrigo para o relvado. No momento da decisão, na última hipótese do encontro, naquela em que não se podia hesitar, Rodrigo colocou o ponto final e ditou o vencedor. Com direito a bónus em Paris. Jesus pôde, finalmente, respirar fundo.
A questão, agora, é o que fazer com o adiamento da possível qualificação para a última jornada. Em boa verdade, não há muito que pensar. O Benfica terá sempre de fazer melhor resultado frente ao PSG do que o Olympiacos perante o Anderlecht. Que é uma outra forma de dizer que, mesmo que os portugueses sejam fantásticos na Luz, estão sempre dependentes dos gregos serem péssimos em Atenas. No fundo, vai dar ao mesmo : os duelos com o Olympiacos é que foram a chave."

Tudo estragado

"Na última jornada, o Benfica ganhou um jogo que mereceu perder, o FC Porto empatou um jogo que mereceu ganhar e o Sporting ganhou um jogo que mereceu empatar. A equipa portista continua a ser uma equipa compacta, que sabe ter a bola e circulá-la, mas tem um problema em relação a épocas passadas: permite aos adversários aproximarem-se mais da sua baliza. Há situações de aflição dentro da área do Porto que antes não se viam.
O problema do Benfica é outro: quando parecia ter encontrado a táctica e o onze ideais, eis que Rúben Amorim e Cardozo se lesionam e tudo muda.
Já é azar! Claro que Jesus podia ter tentado manter o modelo, substituindo apenas Amorim (que de dispensável passou a fundamental) por um médio de características semelhantes. E André Almeida poderia ser um bom substituto: veio também do Belenenses, onde jogava a médio, e foi adaptado no Benfica a lateral. Talvez pudesse voltar a jogar no miolo.
Mas Jesus preferiu fazer uma revolução na equipa: voltou a ter só Matic e Enzo no meio-campo, e meteu quatro jogadores à frente – Markovic, Gaitán, Djuricic e Lima – que se embrulharam uns nos outros e não construíram uma única oportunidade de golo.
Não fosse um momento de inspiração ofensiva de Matic e o Benfica podia ter jogado a noite inteira que não meteria golos. Lima está fora de forma, Gaitán, Djuricic e Markovic não podem jogar todos juntos (é nota artística a mais), Rodrigo acabou para o futebol em S. Petersburgo, Cavaleiro está muito verde. Quando falta Cardozo, não há ninguém para marcar.
Ontem, o Porto confirmou o mau resultado de sábado. Hoje é a vez de o Benfica jogar. Se a equipa recuperar o sistema e a dinâmica que mostrou contra o Olympiacos, a conversa será uma; se se mostrar tão trapalhona como contra o Braga, será outra.
Mas não deixa de ser desesperante que, depois de Jesus ter encontrado o “sistema perfeito”, duas lesões – de Rúben e Cardozo – venham estragar tudo. Penso que, sem tantas lesões, o Benfica estaria bem lançado para ser campeão."

Ganhar em Bruxelas !

"Vitória frente ao Anderlecht garante Liga 2.
O Benfica alcançou, 4ª feira, um triunfo histórico, ao impor-se ao Anderlecht (3-2), naquele que foi o primeiro êxito de sempre de uma equipa portuguesa na capital belga, a contar para as competições da UEFA. Mas se, com este resultado, a Liga Europa está já assegurada, a continuidade na Champions League permanece em dúvida. Caberá à derradeira ronda decidir o assunto. Se Benfica, se Olympiakos.
Nova corrida, nova viagem, que é como quem diz, nova partida, nova equipa. Jesus "ressuscitou" Fejsa, que não actuava há já dois meses, e colocou-o a jogar ao lado de Matic, no corredor central, à frente do quarteto defensivo, enquanto Enzo e Gaitán tratavam dos flancos. Como se não bastasse uma tal inovação, a provocar, por arrasto, maiores mudanças, também André Almeida foi chamado, sobre a hora, para substituir, na lateral-esquerda, Sílvio, que não passou no "aquecimento".
O Anderlecht, que está longe da equipa temível que encantou a Europa - assim justificando a irredutibilidade que até agora manteve (em casa) com portugueses - entrou sem complexos, procurando ganhar vantagem, pois só assim poderia alimentar esperanças de prosseguir a sua aventura europeia. E, perante a inoperância ofensiva do Benfica, com Lima e Markovic sem grandes espaços nem inspiração, foram os belgas que se abalançaram mais no ataque.
Mitrovic foi a sua principal referência, obrigando Artur a algumas intervenções, mas também Bruno e Gillet se salientaram. Seria, porém, o central Mbemba a fazer o golo que a sua equipa tanto perseguira, num lance em que, após um canto, há um fora de jogo posicional de outro elemento que o árbitro entendeu não interferir na acção do guarda-redes.
O Benfica reagiu e não demorou a chegar ao empate, com a equipa da casa, estática, a ver Matic cabecear sem oposição, depois de livre de Enzo. O golo, que já era reflexo da subida de rendimento dos encarnados, lançou ainda mais a equipa para a frente, figurino que se manteve no início da 2ª parte, e que conduziu ao 1-2 (Mbemba, p.b. 52'), um resultado que constituía, então, o corolário de um ascendente indiscutível. 
Aguentar a vantagem passava a ser o desafio seguinte, mas aí o Benfica sentiu dificuldades no teste, tanto mais que o Anderlecht nunca deixou de acreditar na recuperação. De imediato, entrou Acheampong para revitalizar as acções atacantes dos belgas e, um quarto de hora depois, Vargas, enquanto no Benfica o esgotado Gaitán cedeu o lugar a Sulejmani, outro que foi resgatado ao "exílio", pois há largo tempo que não jogava.
As alterações de um lado e de outro deixavam perceber uma maior agressividade ofensiva por parte do Anderlecht e isso terá determinado o 2-2 (Bruno, 77'), numa fase em que os belgas mais carregavam em busca de um melhor resultado. Mas Jesus ainda não tinha esgotado todas as munições. E, com o meio-campo bem preenchido, arriscou então o ataque com a entrada de outro avançado, Rodrigo.
É verdade que a equipa ainda passou por alguns momentos mais delicados, mas a ambição de uns pode ser a salvação de outros. De tanto se "esticar", o Anderlecht foi apanhado em contra-pé. Lima, Sulejmani e Rodrigo na finalização, construíram o 2-3 mesmo ao cair do pano. Desta vez, e contrariando histórias recentes, Jesus teve um final feliz, que ele, em boa verdade, também fez por merecer. E, para além disso, acabou (honni soit...) com a maldição de Bruxelas."

sábado, 30 de novembro de 2013

Vitória em Coimbra...

Académica 3 - 6 Benfica

Como vem sido habitual, mais uma entrada em grande estilo, aos 15 minutos já estávamos a vencer por 0-4... É a melhor maneira de retirar qualquer esperança de uma surpresa aos adversários. Antes do intervalo voltámos a marcar, mas desta vez foi na própria baliza!!!
A 2.ª parte, foi mais calma... temos demonstrado alguns problemas em 'partir' para a cabazada, os golos levaram algum tempo a aparecer... 1-6... e foi já nos últimos minutos que a Académica reduziu. Sendo que o 3-6 foi conseguido numa situação de 5x4 (contra), algo que continua a falhar na nossa equipa.

Mais um triunfo claro...

Benfica 9 - 1 Cambra

Vitória fácil, com o 1.º golo a aparecer aos 50 segundos da partida!!! Até ao intervalo, a bola devia ter entrada mais vezes na baliza adversária (3-0), mas como vem sendo habitual na 2.ª parte, com o desgaste, o resultado avolumou-se...!!!
Na próxima jornada vamos a Paço de Arcos, recordo que na pré-época, perdemos na 'linha'...!!!

Acima da centena...

Benfica 112 - 75 Oliveirense
37-18, 20-17, 29-16, 26-24

Entrada demolidora, num festival ofensivo... muitos triplos, com o Jobey Thomas mais uma vez a provar que é mesmo lançador. Deu para dar vários minutos ao Carreira (algo raro esta época), o Mário Fernandes não saiu do banco... e o Ferreirinho também teve a oportunidade de demonstrar que também merece mais minutos.

3 bananas !!!

Marítimo 0 - 3 Benfica
18-25, 20-25, 22-25

Resultado esperado, aliás a existir alguma surpresa foram os parciais relativamente equilibrados!!! Esperava uma maior diferença, afinal o Marítimo esta temporada só conseguiu vencer 2 Set's...!!!

Eliminados

Pick Szeged 31 - 25 Benfica

Depois da derrota por 1 na Luz, o destino parecia estar traçado. A entrada no jogo não podia ter sido pior, vários golos para os adversários, exclusões prematuras... e 6 golos de desvantagem (12-5; 12-6; 13-7; 14-8). Antes do intervalo reduzimos para 4 (14-10), mas a esperança era pouca...
A entrada na 2.ª parte foi magnifica: empatámos a 15 e a 16... o jogo estava bom, a equipa acreditava, a atitude estava a ser excelente, mas a partir do 21-19 para os Húngaros, nunca mais os apanhámos, e por esta altura tivemos em superioridade numérica (algo raríssimo durante o jogo: 6 exclusões nossas, contra 3 do Pick!!!), mas ao contrário dos Húngaros, que quando em superioridade foram mortíferos, nós fomos perdulários... aliás, por mais elogios que o guarda-redes adversário possa levar, alguns falhanços nossos aos 6 metros, deveram-se mais a deslumbramento - facilitismo -, do que a mérito do adversário.

Pelo 2.º ano consecutivo ficamos à porta da qualificação para a fase de grupos da Taça EHF. Mais uma vez, o sorteio foi-nos madrasto, mesmo não sendo cabeças-de-série podia-nos ter calhado, uma equipa mais fraquinha... levámos logo com um dos favoritos à vitória final desta competição (o nosso carrasco o ano passado foi finalista vencido: Nantes). Por outro lado, para o Campeonato - o nosso principal objectivo - a eliminação europeia até pode ter sido boa. Não seria fácil manter um nível interno elevado, com estes jogos europeus pelo meio...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

As palavras alheias

"Sven-Goran Eriksson, um dos treinadores mais conceituados do mundo, apresentou recentemente a sua biografia. De entre várias revelações, sobressai a constatação do óbvio: «Durante os cinco anos que passei fora de Portugal, o futebol lá tinha-se tornado mais sujo, mais corrupto. Havia muitos escândalos e conversas sobre árbitros.» O sueco confirma o que todos conhecem e que em Portugal se tenta lavar pelo silêncio.
Walter Casagrande, ex-futebolista internacional brasileiro, em Abril deste ano, declarou e repetiu que foi dopado no FCP em quatro ocasiões (tendo feito apenas seis jogos para o campeonato nacional). Em Portugal, e como resposta, antigos colegas garantiram que era mentira e Casagrande passou a ser proscrito. Um destes dias, ainda se arrisca a ser apagado das fotografias oficiais do clube.
Alex Fergusson, que está entre os melhores treinadores de sempre, há uns anos, dizia, a propósito do FCP, que «(…) eles compram o campeonato no Tesco (supermercado). Eles ganham todos os anos. Sempre que compram um pacote de leite somam mais três pontos».
Declan Hill, jornalista e investigador de corrupção no futebol à escala global, denuncia no seu livro ‘The Fix’: «Mencionem a qualquer português o nome de Pinto da Costa e verão no seu rosto uma expressão de resignação, parecida com a que os ingleses assumem quando se lhes fala do tempo horrível que faz em Inglaterra. Ele é um fenómeno português, tão desagradável, tão poderoso e, aparentemente, tão natural ao ambiente.»
Leio o que em Portugal se escreve sobre a corrupção no futebol e nada é concretizado, nada é denunciado, tudo é vago e as frases passam a ter um sujeito algures entre o indefinido e o indeterminado. Entre as loas de uns e o silêncio de outros fica um dobre a finados sobre o futebol português."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Todas as cautelas são poucas

"A vitória sobre o SC Braga no passado sábado foi importante. Pode até dizer-se que quem ganha jogos tão apertados se arrisca a ser campeão. Mas para isso é preciso domingo, frente ao bem treinado Rio Ave, haver uma atitude de extrema aplicação. Tropeçar agora seria fatal e, por isso, o jogo de Vila do Conde é tão decisivo. Chegar ao fim do primeiro terço do campeonato a um ponto da liderança depois de tantos percalços é esperançoso.
É muito improvável o Benfica conseguir o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, mas a verdade é que foi saborosa a vitória em Bruxelas. Primeiro porque se venceu onde nunca se havia vencido, depois porque um jogo de cinco golos com tanta incerteza e uma boa vitória consolidam prestígio. Em matéria europeia estamos entre um apuramento digno para a Liga Europa e um feito heróico na Liga dos Campeões. Aquela táctica de não haver táctica confundiu primeiro os adeptos, mas depois foi muito eficaz com o adversário.
Aos olhos da sua própria massa adepta este FC Porto parece mais perto do ocaso que do zénite. Aos olhos dos seus adversários, que não ignoram o histórico do clube, todas as cautelas são poucas porque o FC Porto renasce a qualquer momento rumo aos seus objectivos. O futebol tem algumas injustiças, o Jackson falha de baliza aberta e a culpa é de Paulo Fonseca, o Helton dá um semi-frango e a culpa é do Paulo Fonseca, o FC Porto vai em primeiro no campeonato e o mérito é da estrutura.
Benfica, FC Porto e Sporting separados por um ponto é no mínimo um campeonato emotivo, mesmo que em sempre (ou quase nunca) bem jogado. Por isso, continuo teimoso, se o Benfica começar a jogar bem tem mais hipóteses que os adversários. Eu acredito que o Benfica tem condições para ser primeiro e chegar primeiro aos seus objectivos."

Sílvio Cervan, in A Bola

Mati...



E aqui, mais uma entrevista.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Da necessidade da figura do adepto-carnaval-o-ano-inteiro

"Aconteceu ao Sporting ter agora um presidente que consubstancia essa figura do adepto-carnaval-o-ano-inteiro que redunda sempre num festim para a imprensa. E qual é o problema?

O Benfica apresentou-se ao jogo com o Braga sem Óscar Cardozo na equipa e sem Jorge Jesus no banco.
Ou seja, fazendo a todos os que, depois da final da Taça, suplicaram pela saída de ambos, em prol disciplina, do bom senso e da dignidade, este Benfica de sábado passado esteve em sintonia com os reclamados saneamentos de Maio.
Gostaram?
Nem por isso, não é?
E quem faz mais falta, Jorge Jesus ou Óscar Cardozo?
Respeito todas as opiniões mas tenho a minha. O que de bom aconteceu no jogo com o Braga, para além do fulgor de Matic e do golo de Matic, foi o facto de ter o Benfica conseguido aguentar-se 90 minutos sem sofrer um golo de pontapé de canto.

O Benfica começou o jogo com três sérvios e acabou só com um, Matic, naturalmente. Djuricic esteve discretíssimo em campo e até no momento em que foi substituído se manteve discreto. Já Markovic esteve menos apagado do que o seu compatriota e até no momento em que foi substituído se mostrou menos apagado protagonizando um gesto de desagrado dirigido ao banco, melhor dizendo, ao treinador-substituto.
Espero que Matic os tenha convidado para jantar depois do jogo. São muito talentosos, muito jovens e precisam, ambos, de comer uns valentes bifes.
Por falar em bifes, gostava de ver um dia destes outro jovem, ainda que português, na equipa principal do Benfica. Chama-se Bernardo Silva. Estará pronto para os desafios de primeira categoria, tal como as suas exibições na equipa B sugerem, ou também ele precisará de ganhar corpo para as guerras do mundo dos adultos?
Só vendo, não é? Só vendo.

NUNCA será demais realçar a proeza de termos três treinadores compatriotas qualificados com as respectivas selecções para a fase final do campeonato do mundo de futebol.
É obra. Melhor dito, são obras. E logo três.
De Paulo Bento já se disse tudo na semana passada. Encómios atrás de encómios como sempre quando acontece nestas felizes ocasiões. E Paulo Bento fez por merecê-lo, alguém duvida?
Mal, mal, apenas esteve Judite de Sousa quando, no rescaldo da incursão épica à Suécia, perguntou ao seleccionador nacional se, numa próxima fase da sua carreira, ambicionava treinar «um grande».
Francamente...
Rápido e atento, Paulo Bento logo corrigiu a gafe da entrevistadora naquele seu português meio-espanholado com que se exprime para delícia dos seus imitadores.
Fernando Santos e a sua Grécia que, tal como Paulo Bento e o nosso Portugal, teve de porfiar no play-off para se poder ver seguro e certinho no Brasil, também merece um grande aplauso.
Reza a história que a Grécia até já ganhou uma vez um campeonato da Europa que, nesse ano, já nem me recordo, com certeza que deve ter sido um torneio muito esquisito e original, benza-o Deus.
Mas, para além do prazer que é sempre ver um compatriota triunfar num país estrangeiro, Fernando Santos mostrou-nos a todos como se trabalha para triunfar lá fora. O treinador português expressou-se fluentemente em grego na conferência de imprensa que fechou o jogo de Bucareste.
Fluentemente grego foi, pelo menos, o que me pareceu, a mim que não falo grego.
Sobra Carlos Queiroz, há muito apurado com o seu Irão.
Instado a pronunciar-se sobre o sucesso português de Estocolmo e, inevitavelmente, sobre a exibição individual de Cristiano Ronaldo, coroada com um hat-trick, o professor saiu-se com mais uma das suas afirmações ligeiramente ressabiadas que em nada o ajudam a ser uma figura popular no país, globalmente estimada como seria devido a um técnico com o seu currículo.
Disse Queiroz, depois de Estocolmo, que Portugal teria seguido para os quartos-de-final do Mundial de 2010 se Cristiano Ronaldo tivesse jogado «assim» com a Espanha.
Francamente...
Para piorar as coisas, disse-o em português. E toda a gente entendeu. Dissesse-o em persa, fluente ou não, de modo a que o seu triste desabafo não contribuísse para o afastar do pessoal em festa por São Cristiano.

O sorteio da próxima fase de grupos da Taça da Liga colocou o Sporting no caminho do FC Porto, ou vice-versa, e o Benfica no caminho do Nacional, ou vice-versa. Sem menosprezar os demais adversários de ambos os grupos, poucos acreditam para as respectivas decisões não se travem entre os emblemas mencionados.
O caminho não é fácil para ninguém.
Naturalmente, o grupo que mete Sporting e FC Porto ao barulho concita as atenções gerias. Sempre são dois grandes. Embora, neste caso particular, um seja maior do que o outro em função de declarações expressas.
Do lado do Sporting, já ouvimos Bruno de Carvalho assumir publicamente que a Taça da Liga é um dos objectivos para 2013/2014. Enquanto do lado do FC Porto, ainda ninguém veio desdizer o postulado antigo de que a Taça da Liga é para fazer rodar jogadores menos utilizados da equipa principal com uma pitada de juniores, quanto baste.
Vamos ter assim, uns diazinhos antes do fim do ano, um Sporting «mais grande» do que o FC Porto porque é da Taça da Liga que se trata.
Quando ao grupo que engloba o Benfica e Nacional, faço votos sinceros de que ninguém do meu clube venha falar na besta negra. E que ganhe o melhor.

QUATRO pontos perdidos em duas jornadas consecutivas da Liga e um percurso periclitante na fase de arranque da Liga dos Campeões deixam o ex-Paulo Fonseca mal visto pelos adeptos do FC Porto que, ao contrário dos adeptos de outros clubes, não estão habituados a estas coisas.
Bem cedo nesta época, comecei a referir Paulo Fonseca por ex-Paulo Fonseca em função duma aparente alteração de personalidade do jovem treinador que o fazia parecer outro que não o Paulo Fonseca que, na temporada passada, treinou o Paços de Ferreira.
É o peso da camisola, já me explicaram as mais variadas pessoas. Mesmo assim, para mim ficou como ex-Paulo Fonseca porque este não reconhece o anterior. Esquisitices minhas.
Depois do jogo de sábado com o Nacional, no Dragão, e do jogo de terça-feira, também no Dragão, lendo de soslaio nos jornais o noticiário sobre o desencanto das hostes portistas com o seu treinador, a visita presidencial ao treino, etc... mais me que parecer que o ex-Paulo Fonseca vem na linha de um ex-Vítor Pereira. Sendo que este último, noblesse oblige, foi sempre o mesmo.

COM toda a franqueza custa-me entender a indignação que grassa por entre algumas hostes do meu clube depois de o presidente do Sporting ter afirmado que os problemas do país se resolviam tirando o vermelho da bandeira nacional.
Onde para o nosso sentido de humor?
É sabido que todos os emblemas grandes, médios ou pequenos, têm as suas figuras típicas, adeptos que à força de uma originalidade desconcertante, ora verbal ora de figurino, atraem a comunicação social na mesma medida em que se sentem atraídos por ela.
Estas figuras estimáveis cumprem garbosamente a sua função social. Respondem individualmente a um anseio geral.
Do Manuel do laço do Boavista ao Emplastro do FC Porto, do Adepto Possuído do Benfica ao velho Manolo da pandeireta que acompanha a selecção espanhola pelo mundo de lés-a-lés, não há equipa de futebol que se preze que não tenha o seu adepto especial. Muito especial.
Aconteceu agora no Sporting ter um presidente que consubstancia essa figura do adepto-carnaval-o-ano-inteiro que, seja em que emblema for, redunda sempre num festim para a imprensa.
E qual é o problema? Nenhum.

BELÍSSIMO resultado e exibição mais do que suficiente ontem em Bruxelas, não se desse o caso de o Benfica ter complicado as suas contas nos dois jogos com o Olympiakos. Ainda há esperança. Refiro-me à Liga dos Campeões. Quanto à Liga Europa, essa já está assegurada e, francamente, até nos calha melhor. Bonito foi ver o Sulejmani e o Rodrigo saltarem do banco para a decisão da vitória."

Leonor Pinhão, in A Bola

5.ª jornada - UEFA Youth League

Anderlecht 3 - 6 Benfica

Entrámos a dormir, aos 11 minutos já estávamos a perder por 2-0 !!! Mas o Rochinha não gostou... e em 5 minutos - entre os minutos 23 e 28 -, fez um hat-trick !!! Chegámos ao intervalo em vantagem, beneficiando de uma grande eficácia... O Diogo Rocha esteve perto do poker - ao ferro -, mas o Hildeberto fez o 4.º, o Romário aumentou para 5... o Anderlecht ainda reduziu, mas o Romário já nos descontos fez o resultado final.

Com o empate de ontem entre o PSG e o Olympiakos, já tínhamos a qualificação garantida, hoje, só podíamos perder o 1.º lugar se os Belgas vencessem por 4 golos!!! Nada disso aconteceu, e assim a uma jornada do final, temos o 1.º lugar garantido - importantíssimo, já que assim, nos Oitavos-de-final vamos jogar em casa... a eliminatória será decidida num jogo -, o jogo com o PSG será para cumprir calendário, e poderá servir para utilizar alguns jogadores menos utilizados, mas cuidado porque os Franceses são tacticamente ingénuos, mas fisicamente, são muito fortes...

Politicamente (in)correcto

"1. A atribuição do galardão FIFA tem sido uma novela venezuelana. Envolta num nevoeira espesso de dúvidas e manobras de corredor. Afinal o prémio é para a época ou para o ano civil? Se é para todo o ano e é anunciado em Janeiro, porque termina a votação em Novembro? E que regulamento de vão de escada é esse de se mudar a data do fim da votação em jeito de improviso?

2. Se o eleito é individual não deve ficar excessivamente ligado aos êxitos colectivos. Se estiver, quase terá que ir obrigatoriamente para um jogador do Bayern (Ribery? Robben?).

3. É doentia, cá e lá, a comparação entre Cristiano e Messi, sem dúvida os melhores. Mas felizmente diferentes: Cristiano mais «corridinho», Messi mais «tango». Por isso, prefiro a conjunção «e» à disjunção «ou». Mas tendo que haver um só primeiro, o português justificou, este ano, a distinção. Está a fazer a melhor época de sempre. Melhor do que, em 2008, quando ganhou o prémio.

4. Chega de tv, rádios e jornais que a toda a hora nos bombardeiam, até à náusea, com esta saga. É uma mistura de patrioteirismo pateta, de artificialismo maniqueísta de uma escolha e de um folclore opinativo que tresanda ao politicamente correcto. A que acresce, na racional Suécia, o pestífero anúncio da Pepsi. Haja senso. Ronaldo tem sido, no meio disto tudo, o mais sensato.

5. No momento da vitória em Estocolmo, Josué (agora internacional... porque no FCP) passou da fase doméstica salivar para a fase extramuros digital. Com a agravante de envergar a camisola da Selecção de Portugal. Um gesto feio e injustificado. De quem não sabe ganhar. «É a vida», proclamou o homem! É défice de boa educação, digo eu."

Bagão Félix, in A Bola