Últimas indefectivações

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Só Pinto da Costa saberá como travar Gyokeres


"António Lobo Antunes disse um dia, numa entrevista, que tinha péssima memória: «Lembro-me de tudo», justificou. Concordo. Recordarmo-nos de tudo, de facto, não dá jeito algum. Quem não tem memória péssima é Pinto da Costa. Não se lembrou que era semana de Sporting- FC Porto e desatou a dar entrevistas atrás de entrevistas atrás de entrevistas atrás de entrevistas e sempre a dar bicadas.
A Frederico Varandas? Não. A Hugo Viana? Não. A Rúben Amorim? Não. Ao Sporting? Não. Ao seu próprio clube: o FC Porto. Poderia ter optado por elogiar o novo rumo do FC Porto ou por ser elegante para com André Villas-Boas e aquilo que o presidente do FC Porto tem feito nos últimos quatro meses. Não o fez. Deve ser mesmo difícil sair de um local onde estamos há 42 anos, sobretudo quando, com o tempo, ficamos a parecer uma lapa agarrada a um rochedo. Todos temos ego e, apesar de os budistas dizerem que, sem ego não há problema, compreende-se que seja um período difícil para ele. O mais fácil é atacar tudo e todos. Ou quase tudo e quase todos.
Não teria vendido agora Evanilson; com Sérgio Conceição haveria alguma possibilidade de o FC Porto voltar a ser campeão da Europa, agora não há qualquer possibilidade; traidor é uma palavra muito forte, talvez deselegante seja mais apropriado. Escaparam (para já) Jorge Costa e Andoni Zubizarreta. Alguma vez comprou ou tentou comprar um árbitro? Não. Já fez as pazes com Filipe Vieira e até, pasmem-se os mais pasmos, com Bruno de Carvalho. A continuar assim, qualquer dia mostra o cartão de sócio do Benfica ou então ainda aparece a dizer que isto do futebol feminino não lembra ao diabo.
Qualquer dia o Sporting muda de nome e passa a chamar-se Gyokeres Clube de Portugal. A marca do sueco neste Sporting só é comparável, nos últimos 50 anos, à marca de Hector Yazalde no Sporting de 1974 e à de Jardel no Sporting de 2002. Diz-se que faz sempre a mesma jogada e os adversários já deveriam saber travá-lo. Robben, meus caros, também fazia sempre a mesma finta, derivava sempre para o mesmo lado, rematava sempre com o mesmo pé e sempre da mesma zona e sempre com a mesma potência. E no entanto, como diria Galileu, a bola movia-se e entrava.
Deve haver, claro que deve, uma forma de parar Gyokeres. Que não é, decerto, a encontrada por Otávio. A verdade é que, quanto mais joga, mais o sueco parece quase imparável. Talvez Pinto da Costa, numa das próximas temporadas de entrevistas, desvende a forma ideal para parar Gyokeres. Só mesmo ele saberá como."

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Mais uma vitória...


Feirense 2 - 3 Benfica


Excelente vitória, com emoção, já nos descontos, depois duma partida onde tivemos sempre em vantagem, mas permitimos dois empates... Jogo muito condicionado, pela arbitragem que intimidou claramente os nossos jogadores, que depois duma entrada fulgurante, foram empurrados para trás, com o critério disciplinar e técnico, não permitindo manter os nossos níveis de agressividade... mas mesmo assim, não desistimos e mesmo a fechar, o Melro garantiu os 3 pontos!

Destaque para a forma como chegámos aos golos: 1.º pressão alta, e os outros dois de Canto! Até parece fácil...

Kaboré


Depois da saída do Gilberto, levou um ano, para contratar um novo Lateral-direito, para concorrer com o Bah!!! O Benfica convenceu-se que o Tiago Santos, acutalmente no Lille, acabaria por chegar, e acabámos por não arranjar uma opção ao Dinamarquês que ainda por cima passou a época anterior lesionado, obrigando o Aursnes a tapar o 'buraco'... e com problemas no flanco esquerdo, o Aursnes infelizmente, não podia jogar nos dois lados, ao mesmo tempo!!!

Kaboré vem emprestado pelo Manchester City. Aparentemente sem opção de compra, mas no último ano de contrato com os Ingleses, portando ficará livre...


Internacional do Burkina-Faso, formado na Bélgica, com épocas completas na principais Ligas de França e Inglaterra! Portanto apesar da juventude, tem experiência...

Melhor a atacar, do que a defender, rápido e fisicamente forte... tem tudo para se adaptar bem ao futebol do Benfica! O Bah é um bocado 'ingênuo', na forma como disputa os lances, vamos ver se o Kaboré é mais 'rato' ou não!

Na pré-época o Gouveia foi testado, e apesar da boa vontade, não é defesa-direito... o Spencer não me convence, até acho que o Leandro tem mais mais potencial, mas precisa de pelo menos mais um ano na B, ou dois!!! Portanto, concordo em absoluto com esta contratação...

Vinte e Um - Roger Schmidt despedido...

A Verdade do Tadeia #2025/04 - Sporting mais forte e Schmidt fora

Subscrevo, 200% !!!

O Benfica Somos Nós - S04E07 - Moreirense...

Terceiro Anel: Bar do Cosme #17 - O fim da era Schmidt e o amanhã!

El Mítico #101 - Adiós, Roger Schmidt

Águia: Treinadores...

Coates sobre o Rafa, recordam-se?!

Até nos Juniores...

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Bruno Lage, Harder, Oshimen

Terceiro Anel: Diário...

Quezada: Diário...

O Sporting está a intrometer-se na bicefalia Benfica-FC Porto


"Benfica e FC Porto, cada qual com os seus problemas conjunturais, deparam-se com um Sporting mais forte e a intrometer-se como real 'player' na bicefalia que marcou as últimas décadas

Não teria sido preciso viver este sábado louco para perceber que o Benfica está, entre os crónicos candidatos ao título, na posição mais complicada no arranque da temporada 2024/2025. Se calhar também não teria sido preciso esperar por este arranque de temporada para perceber que tudo se estava a compor no sentido de acontecer aos encarnados exatamente o que aconteceu. Nenhum clube deve ser gerido de fora para dentro, mas os sinais eram tantos que estava evidente a razão da maioria dos adeptos ao reclamarem a saída de Roger Schmidt no verão.
Ninguém, como Rui Costa, saberá os detalhes que levaram à decisão de prescindir, agora, do treinador, ou quais o conduziram a mantê-lo, há dois meses, contra tudo e quase todos. A decisão foi de risco (tantos exemplos no passado, no Benfica e noutros clubes!) e esta seria altura de mostrar firmeza e convicção. Não foi. Foi apenas mais um episódio igual a tantos outros.
No meio da confusão que se pressente no Benfica para os próximos meses, há um ponto em que o presidente tem toda a razão: a época não está perdida. Nenhuma época de qualquer equipa está perdida ao fim de quatro jornadas, e também aqui não faltam exemplos a prová-lo, a começar por uma em que o provável futuro treinador levou o Benfica ao título.
Vítor Bruno, treinador do FC Porto, teve a mesma lucidez após a derrota frente ao Sporting. Reconheceu os méritos do adversário, que neste momento parece realmente um passo ou dois à frente dos outros, mas frisou que «ninguém é campeão nem ninguém perde o campeonato à 4.ª jornada».
Não são posições comparáveis. Rui Costa é presidente de um clube que tem respirado razoável saúde financeira e, até à temporada passada, tem correspondido em termos desportivos. Vítor Bruno é treinador de um clube que sofreu convulsão nunca vista em quase 50 anos e vive enormes dificuldades financeiras.
E depois há o Sporting, algo que por vezes a contemporânea bicefalia Benfica-Porto parece esquecer. Sim, há de novo um terceiro player no futebol português, que esteve, e durante muitos anos seguidos, nas situações por que Benfica e FC Porto passam agora.
É cedo para vaticinar o que será esta época, e ainda bem. Mas já é tarde para todos saberem o que querem do futuro. Depois será apenas futebol: uns ganham umas vezes, outros outras. Adeptos, negócio, mercado e indústria saberão agradecê-lo."

Schmidt foi sempre coerente no Benfica


"Do sonho ao pesadelo, a última imagem do treinador antes de ser despedido

O treinador que em 2022/23 entrou no futebol português de forma avassaladora, que colocou a equipa a jogar um futebol vibrante, de ataque, à Benfica, como se cansaram os benfiquista de dizer, foi despedido.
A última imagem que fica é dele a correr de cabeça baixa para o túnel de acesso aos balneários em Moreira de Cónegos, onde conseguira um empate confrangedor mesmo no final do jogo e de penálti. Saiu pela porta pequena, sem se juntar aos seus jogadores no relvado para os agradecimentos aos adeptos nas bancadas, mesmo que delas só tenham voltado assobios e insultos.
E ficam na memória as declarações exasperantes e repetitivas, para os adeptos, de que a equipa fizera o suficiente para ganhar, mas falhara (só) ao não marcar mais golos.
O problema foi, porém, os que deixou marcar e teve a sorte de não sofrer (mais) frente a Famalicão, Casa Pia, E. Amadora e Moreirense, nas primeiras quatro jornadas desta Liga, em que perdeu cinco pontos. O problema foram as más exibições e as derrotas claríssimas frente aos principais rivais na época passada e a desastrosa campanha europeia. E até mesmo a intermitência da segunda metade da primeira época, a do título conquistado, a partir do momento em que a equipa perdeu o médio argentino Enzo Fernández para o Chelsea e as características dos jogadores disponíveis se alteraram.
Roger Schmidt foi, apesar de tudo, sempre coerente, fiel à sua ideia de jogo, e aqui terá cometido o principal pecado para um treinador: não ter plano B. Esperemos que Rui Costa e o Benfica tenham um e que funcione."

O dono da Seleção


"CR7 manda e desmanda, é convocado por decreto, diz que abandona a equipa das quinas quando entender e sem avisar. Goza de um estatuto ímpar com o beneplácito da FPF e Roberto Martínez...

Depois de uma campanha que deixou muito a desejar no Campeonato da Europa da Alemanha, durante a qual houve erros de monta por parte de Roberto Martínez, nomeadamente a insistência em manter Cristiano Ronaldo como titular indiscutível — com o seu estatuto continua a ser dono e senhor na equipa das quinas —, Portugal apresta-se para iniciar o apuramento na Liga das Nações 2024/2025 e mais tarde a qualificação para o Campeonato do Mundo, que será realizado Canadá, Estados Unidos e México.
Foi um autêntico falhanço aquilo que Portugal fez em terras germânicas este verão, mas Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, manteve a confiança no selecionador nacional, uma decisão justificada seguramente no facto de ter contrato até 2026, precisamente o ano do Mundial. Passado algum tempo do fiasco no Europeu, Roberto Martínez escalpelizou em entrevistas o torneio realizado por Portugal e reconheceu, valha-lhe ao menos isso, que o balanço não foi positivo, com a equipa de todos nós a cair logo nos quartos de final aos pés da França nas grandes penalidades. Até aqui, tudo bem, um leitura correta, mas o problema prende-se, mais uma vez, com Cristiano Ronaldo.
Acho que é opinião quase unânime de que a titularidade em todos os jogos do avançado português, sempre em défice de concretização e até físico, não ajudou de modo algum Portugal. Havia gente habilitada no banco, com vontade de mostrar serviço e não era necessário Cristiano Ronaldo andar a arrastar-se no relvado, procurando incessantemente marcar um golo para ter mais um recorde. E tentar fazê-lo de qualquer forma, mesmo que fosse um livre junto à bandeirola de canto,,,
Numa recente entrevista ao canal Now, Cristiano Ronaldo foi contundente quando ao peso que tem na Seleção Nacional. Hierarquia e arrogância. «Tenho um orgulho imenso em representar as nossas cores, é um sonho. Por isso, quando deixar a Seleção não vou avisar ninguém antes, será uma decisão muito espontânea da minha parte, mas muito pensada também», assegurou.
O ego do capitão da equipa das quinas não cabe em Portugal, extravasa tudo o que é limite, pois ainda não se mentalizou de que o seu tempo áureo, que os portugueses agradecem e mostram imensa gratidão — eu incluído —, já lá vai. O madeirense não se consegue capacitar de que já não possui as qualidades dos períodos em que vestiu as cores do Manchester United, Real Madrid e até Juventus.
Roberto Martínez também, convenhamos, não tem sido coerente nas suas opções e a última convocatória é disso exemplo. Finalmente olha para o campeão Sporting e dignou-se a eleger Pedro Gonçalves, Trincão e até Quenda, quando os dois primeiros já mereciam ser eleitos para o Campeonato da Europa da Alemanha. O selecionador fala em novo ciclo e mantém Cristiano Ronaldo nas opções, pois o ponta de lança tem um estatuto acima do próprio treinador. Não sei se a situação se deve a questões de índole comercial, mas se Cristiano Ronaldo mantiver a sua postura em campo na Liga dos Nações os portugueses, por muito que o idolatrem, não lhe vão perdoar. A ele e a Roberto Martínez..."

domingo, 1 de setembro de 2024

Calendário


Foi anunciado hoje o Calendário da Champions, e assim já podemos analisar o 'encaixe' com as jornadas da Liga. O destaque vai todo para um 'emparelhamento': Munique à Quarta, e no Domingo seguinte, recepção aos Corruptos na Luz!!! Cuidado também com a deslocação a Arouca, após a viagem ao Mónaco...
Mas para começar, temos este jogo em Belgrado, estranhamente a uma Quinta-feira, o que vai obrigar ao adiamento do jogo do Bessa, para a Segunda ou mesmo para a Terça!!!
Com a 'sorte' que temos nos Sorteios, também é preciso ter cuidado com as 'bolinhas' da Taça de Portugal: a 3.ª eliminatória (jogável por equipas da I Liga), pode obrigar a adiar o jogo do Estoril na Luz, para a Segunda, 23 de Dezembro!

14 de Setembro, Sábado: Benfica - Santa Clara (Liga)
19 de Setembro, Quinta: Estrela Vermelha - Benfica (CL)
23 ou 24 de Setembro. Segunda ou Terça: Boavista - Benfica (Liga)
- Quarta Livre - 
28 de Setembro, Sábado: Benfica - Gil Vicente (Liga)
2 de Outubro, Quarta: Benfica - Atlético Madrid (CL)
6 de Outubro, Domingo: Nacional - Benfica (Liga)
- Seleções - 
19 de Outubro, Sábado: Taça de Portugal (TP)
23 de Outubro, Quarta: Benfica - Feyenoord (CL)
27 de Outubro, Domingo: Benfica - Rio Ave (Liga)
30 de Outubro, Quarta: Benfica - Santa Clara (TL)
2 de Novembro, Sábado: Farense - Benfica (Liga)
6 de Novembro, Quarta: Bayern - Benfica (CL)
10 de Novembro, Domingo: Benfica - Corruptos (Liga)
- Seleções - 
23 de Novembro, Sábado: Taça de Portugal (TP)
27 de Novembro, Quarta: Mónaco - Benfica (Liga)
1 ou 2 de Dezembro, Domingo ou Segunda: Arouca - Benfica (Liga)
- Quarta Livre - 
7 de Dezembro, Sábado: Benfica - Guimarães (Liga)
11 de Dezembro, Quarta: Benfica - Bolonha (CL)
15 de Dezembro, Domingo: AVS - Benfica (Liga)
18 de Dezembro, Quarta: Taça de Portugal (TP)
22 de Dezembro, Domingo: Benfica - Estoril (Liga)
- Quarta Livre - Natal -
29 de Dezembro, Domingo: Sporting - Benfica (Liga)
- Quarta Livre - Ano Novo - 
4 de Janeiro, Sábado: Benfica - Braga (Liga)
7 ou 8 Janeiro, Terça ou Quarta: Taça da Liga(?) (TL)
11 de Janeiro, Sábado: Taça da Liga (?) (TL)
- Quarta Livre -
17 ou 18 de Janeiro, Sexta ou Sábado: Benfica - Famalicão (Liga)
21 de Janeiro, Terça: Benfica - Barcelona (CL)
25 de Janeiro, Sábado: Casa Pia - Benfica (Liga)
29 de Janeiro, Quarta: Juventus - Benfica (CL)
2 de Fevereiro, Domingo: Estrela - Benfica (Liga)

5 minutos: Próximo treinador...

RND - Tamos Juntos...

RND - Era Só Isto...

5 minutos: Despedimento...

Saída de Roger Schmidt...

Andor...

É um facto...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Harder, Tammy Abraham, Sterling

Volumetria daltónica!!!

Tabaco a mais!!!

Carta aberta ao presidente


"Caro Rui Costa,
Sei que foi um homem da bola, andou lá dentro, cheirou anos a fio o balneário, viu justiças e injustiças ditadas pela atrocidade dos resultados, chorou e sorriu, vibrou e sofreu, mas agora, já não está lá dentro, o cargo é outro, e o cargo exige punho firme e coração “ao largo”!
Pode gostar muito do Roger, esperou 4 meses por ele e viu 6 meses deslumbrantes dele…mas seriam mesmo dele ou resultado de um atleta fora de série, Enzo Fernandez, e elevou o rendimento geral de todo o plantel catapultando o nosso futebol para um quilate estratosférico?
Eu sou um resistente, defendo intransigentemente os nossos treinadores, mas há limites até para a irracionalidade!
Roger Schmidt neste momento não tem qualquer condição para se manter à frente dos destinos do Benfica, aquilo que “prometeu” naqueles 6 meses já são uma miragem à 18 meses…mudamos tudo e o futebol não mudou, o discurso piorou, a leitura de jogo idem, há horas em que se tem de dizer basta!
A decisão é muito simples!
Despedimento.
Não há defesa possível para tanta inépcia, nem o Benfiquista mais crente acredita neste momento que Roger seja a solução do que quer que seja.
Tem plantel que faz corar todos os adversários, mas é batido por qualquer um com uma facilidade tremenda.
Lamento mas não há mais hipótese de manter Schmidt.
Auf Wiedersehen Herr Schmidt, Obrigado pelo 38…lamento mas não dá mais!"

Roger Schmidt é teimoso, o Moreirense agradece e o Benfica volta a perder pontos


"Mantendo-se fiel a uma ideia que não tem resultado, o Benfica abre as portas à felicidade dos outros. Em Moreira de Cónegos, o empate (1-1) apareceu de penálti e já depois da hora, depois de mais 90 minutos quase sempre desinspirados. Já lá vão cinco pontos perdidos em quatro jogos

À 4.ª jornada, e depois da derrota no primeiro jogo em Famalicão, o Benfica volta a perder pontos no norte. O empate em casa do Moreirense (1-1), arrancado a ferros já bem dentro dos descontos num penálti fortuito, torna num mal menor uma exibição em que mais uma vez a equipa de Roger Schmidt mostrou falta de rotinas, um coletivo sem ideias e uma equipa desesperada quando o parece que vai correr mal, corre efetivamente mal. São cinco pontos perdidos, todos fora de casa, e a sensação quase permanente de que não há evolução neste Benfica é evidente, numa altura em que o plantel ainda está em mudança.
Face à falta de rendimento da equipa, nada que duas vitórias seguidas mascarem, é incompreensível que à 4.ª jornada Roger Schmidt continue com a teimosia do duplo-pivô Leandro Barreiro/Florentino Luís, para mais quando a equipa nem sequer atinge aquilo que seria de esperar com dois jogadores que, na sua essência, são redundantes: seja o controlo do meio-campo ou os equilíbrios. Sem Aursnes, o alemão chamou Di María ao onze e, inexplicavelmente, tirou Tomás Araújo do eixo da defesa, quando o jovem central português até estava a ser um dos poucos oásis dos encarnados neste início de temporada.
Foi com Barreiro e Florentino em campo que o Benfica permitiu uns primeiros 10 minutos em que o Moreirense teve todo o espaço para fisgar o último terço encarnado em ataques rápidos, não poucas vezes consequência de erros na construção da equipa de Schmidt. Madson foi, nesta fase, um quebra-cabeças para o Benfica: logo aos 3 minutos, um erro de António Silva permitiu a cavalgada de Alanzinho, que viu o compatriota sem marcação à direita, mas Trubin antecipou-se. Com grande facilidade de remate, Madson ainda obrigou o Trubin a mais uma defesa atenta, antes do Benfica conseguir, finalmente aos 10 minutos, travar o ímpeto da equipa da casa, com uma pressão, pelo menos, um pouco mais competente.
Daí até ao intervalo, a bola foi do Benfica, mas os encarnados nunca encontraram boas soluções para servir Pavlidis. Kokçu pela esquerda perde preponderância e Prestianni esteve pouco em jogo. Só perto da meia-hora, num remate de Di María na marca de penálti após cruzamento de Carreras, se vislumbrou um qualquer sinal de perigo. Maracás liderava uma defesa bem organizada da equipa da casa, que se colocava atrás mas não deixava de cheirar as suas oportunidades. Já nos descontos da 1.ª parte, a bola entraria mesmo na baliza de Trubin, num lance com origem em mais um passe errado, desta vez de Di Maria. Na transição, Alanzinho encontrou Gabrielzinho, que bateu o guarda-redes ucraniano, mas uma falta anterior salvou, por ora, o Benfica.
Ao intervalo, Schmidt acordou com 45 minutos de atraso e amputou o duplo-pivô, lançando Renato Sanches para o lugar de Florentino. E quando o campeão europeu em 2016 avançou no terreno, houve mais Benfica: os primeiros 15 minutos da 2.ª parte são o melhor período dos encarnados no jogo. Curiosamente, os melhores momentos do Benfica esta época, os últimos 25 minutos frente ao Casa Pia, acontecem quando Schmidt tira Barreiro. Ele há coincidências.
As duas grandes oportunidades dos encarnados, agora mais dinâmicos, com mais presença ao meio, acontecem aqui. E quase seguidas. Aos 51’, um entendimento na zona central, uma miragem no jogo de Benfica, culmina com um calcanhar delicioso de Prestianni, que isola Pavlidis. O remate do grego foi travado por Kewin. Nem dois minutos depois, um lance de Carreras pela esquerda deixou a defesa do Moreirense desequilibrada, com Di María a surgir à direita livre para rematar após um primeiro esforço de Pavlidis. Seria Maracás a cortar uma bola que já seguia para a baliza. O Benfica carregava, o Moreirense ia fechando os caminhos estoicamente, mas o esforço não podia durar para sempre.
Só que o Benfica, ao invés de aproveitar o elã dos primeiros minutos, voltou a esmorecer. Ou melhor, a voltar ao rame-rame da 1.ª parte, muita parra e pouca ou nenhuma uva, uma pobreza de ideias e de atitude. E com isso o Moreirense foi acreditando, agarrando as suas nesgas de oportunidade. Maracás quase marcava aos 62’ após livre lateral e já nos últimos 10 minutos de jogo novo erro de construção dos encarnados deu prémio à equipa de César Peixoto. O passe defeituoso de Carreras, numa transição, deixou a bola para Benny que, brilhante, lançou Ofori de calcanhar. O remate do ganês ainda bateu em António Silva, enganando Trubin.
Se o Benfica já era uma equipa com a cabeça no ar, depois de sofrer tornou-se apenas desesperada. Com Rollheiser já em campo, foi ao banco buscar o único extremo disponível, João Rego, e as intenções estavam ali bem escritas: chuveirinho para a área, confusão, caos, à espera que um santo apareça, um momento de sorte. E esse momento de sorte pareceu, não que o Benfica tivesse trabalhado para ele aparecer, mas apareceu. Aos 90’+7, Marcos Leonardo marcou de penálti, um desses penáltis que só acontecem quando, de facto, o caos reina numa área."

Os mesmos problemas, mais pontos perdidos


"Moreirense 1 - 1 Benfica

> A época passada estive, como quase sempre, em Moreira, foi dos piores jogos a que assisti do Benfica, ao vivo, fora de casa. E olhem que já assisti a centenas, para não dizer milhares. Hoje, acompanho o jogo na Casa do Benfica de Olhão: não dou dinheiro à Sporttv.
> O onze de Schmidt é o mais ofensivo da época até agora: Kökcü, Di María, Prestianni e Pavlidis em simultâneo. Mas o problema têm sido mais as dinâmicas da equipa do que os intérpretes escolhidos por Schmidt para as interpretar.
> António Silva no lugar de Tomás Araújo, uma troca inesperada. Otamendi é intocável? Tomás Araújo é de longe o nosso defesa mais rápido, arma importante para quando se quer jogar em pressão alta.
> 10 min e não estou a gostar de tanto ataque do Moreirense. Acorda Benfica!
> 17 min ao Benfica não se marcam penáltis. Se fosse o Sporting era certinho - é ver o que se passou em Faro. Depois não querem que a gente fale... mas o pior é que não falamos mesmo!
> 25 min o Benfica agora por cima do jogo. Vê-se algum perigo na área do Moreirense. Mas há sempre mais um passe, mais uma volta. Ó Di María, acerta lá uma, crl!
> 40 min e o amarelo? Porrada por trás no Bah. Vale tudo contra nós? E o que esperar de um clube que não se indigna, que aceita todas as tropelias sem reagir? E agora o Tino faz falta por trás? Toma lá amarelo que é para aprenderes.
> 45+1 Golo deles em contra ataque. Não foi no princípio quando ameaçaram, foi agora. Vá que o VAR apanhou, e bem, um pisão no início da jogada. Fica mais um aviso. Alô Schmidt!
> Intervalo: 45 min deitados fora. 0,28 golos esperados no SofaScore. Muito pouco. Um canto a nosso favor. Pouquíssimo. O jogo do Benfica continua igual, afunilado e previsível. A bola não chega ao Pavlidis... Uma defesa do guarda redes deles, outra do Trubin.
> 46 min Renato no lugar do Tino. > 50 min Pavlidis não pede licença, primeira grande oportunidade. Boa defesa do redes deles.
> 55 min agora sim, eles encostados às cordas, perigo a sério na área deles, falta o golo. > 60 min Renato entrou bem e está a mexer com o nosso meio campo.
> 62 min mais um aviso deles. Bela defesa do Trubin. Faz qualquer coisa, Roger!
> 65 min eis o Marcos Leonardo para mostrar aos árabes que 40 milhões não chegam. Vai miúdo!!! Primeiro remate foi pífio.
> 75 min já não estamos a pressionar e a apertar com eles. Agora é um count down muito rápido até ao final.
> 80 min substituições o Schmidt fez a tempo e horas hoje. Mas o problema, insisto, está nas dinâmicas coletivas: não existem!
> 85 min tudo quanto tem que correr mal, corre pior! Um golo deles com tabela no António a enganar o Trubin. Jogamos pouco, é verdade, mas isto também é castigo exagerado.
> 90 min mais 6! É o tempo que temos. Mas a equipa está sem norte, sem cabeça, tudo em esforço, feito à pressa, sem jeito.
> 90+5 penalti! Fdx!!! Marcos Leonardo lá para dentro. Chegámos ao empate. Não chega.
> Empate que pouco nos adianta em jornada de clássico, não aproveitamos os pontos que lá se vão necessariamente perder. Mas dificilmente as mesmas soluções podem conduzir a resultados diferentes."

Águia: Moreirense...

Terceiro Anel: Moreirense...

Vinte e Um - Como eu vi - Moreirense...

Visão: Moreirense...

BI: Moreirense...

Bigodes: Moreirense...

As lições de Sven


"O futebol é um jogo. Não podemos pensar que jogamos contra alguém, se antes não tivermos plena consciência de que é necessário jogar com alguém.
O rival é isso mesmo: um oponente, um adversário durante o tempo de jogo, mas um aliado na promoção do espetáculo, da indústria, dos empregos, dos ideais, do jogo no que de mais genuíno tem.
Talvez esta pareça, à partida, uma ideia romântica, mas logo o deixará de ser para assumir uma perspetiva de total realismo, se tivermos em consideração a dimensão verdadeiramente global da modalidade mais marcante para o planeta.
Esta ideia de jogo, de partilha de conhecimento, de inovação técnica e de gestão, de comunicação circular, de comunhão de objetivos muito para além de noventa minutos, foi, desde o início da sua carreira, a ideia de Sven. E, na realidade, a sua primeira grande lição.
Lembro o espanto do mundo do futebol quando o IFK Gotemburgo venceu, com estrondo, a Taça UEFA. Depois de 1-0, na Suécia, frente ao Hamburgo, a equipa escandinava bateu os alemães, no segundo jogo, por 3-0. Futebol prático, alegre, total, móvel, olhando a equipa como um todo e o todo como a soma da qualidade individual de cada um.
Sven ganhava assim a confiança pela competência, que redundava em resultados inimagináveis, ainda que a equipa de Gotemburgo fosse, à altura, um dos principais emblemas do seu país, porém longe de assumir protagonismo no cotejo continental europeu. Era a sua segunda imensa lição, feita do mérito que as conquistas levitimam, mas que os processos provocam e constroem.
A carreira do predestinado de Torsby, para lá de ascensional, quase meteórica na sua evolução, trouxe a Portugal uma perspetiva única de ver e pensar o jogo. A sua contratação pelo Benfica representou uma lança extraordinária do clube português, mas projetou, sobretudo, uma nova forma de ver e transmitir a simplicidade e a dignidade das funções que desempenhava.
Sven passou por Portugal (e pelos encarnados), por duas vezes, totalizando 222 jogos, ao longo de cinco anos, à frente da equipa da Luz. A sua influência foi muito superior a todos esses encontros, estendendo-se ao modo como organizou departamentos e respeitou as suas hierararquias, como trabalhou com planeamento e definição de objetivos de médio e longo prazo, como soube gerir os recursos humanos como poucos, alicerçando o seu consulado em equipas muito coesas, nas quais sempre pontificou Toni, que Sven soube aproveitar e respeitar no universo benfiquista e como representante da história do clube.
Será muito difícil em Portugal, e na história dos campeonatos lusos, encontrar alguém com a classe e o savoir faire deste homem. Terminando a carreira há apenas cinco anos, como selecionador das Filipinas (ele que também orientou os combinados nacionais do México, da Costa do Marfim e de Inglaterra), Sven deixou um rasto de competência que nunca necessitou de gritos, de gestos obscenos, de discussões com árbitros, de aproveitamento mediático para soundbites sem sentido, de proteção incoerente dos órgãos de comunicação social. E ainda viveu na era da globalização, das tecnologias de massas e das redes sociais vorazes.
As suas conferências de imprensa terminavam quase sempre com um sorriso e com um cumprimento especial aos profissionais dos “media”, independentemente dos resultados, da posição pontual da sua equipa ou das questões mais ou menos estruturantes e inteligentes colocadas pelos jornalistas.
Dir-se-á que, ao contrário do que se poderia pensar, o verdadeiro media training era lecionado por Sven, ao invés de o receber de um qualquer assessor (que, na realidade, aprenderia muito mais do que ensinaria, ao lidar com o treinador sueco)…
Na disrupção e no entendimento global do jogo, na componente científica agregada ao treino e aos diversos momentos da gestão de uma equipa profissional de futebol, vejo Sven equiparado a um português de exceção (e talvez por isso tão vilipendiado no seu país): Carlos Queiroz, o homem que, verdadeiramente, virou a bissetriz de entendimento de uma equipa de futebol para um plano avançado, global, interdependente, científico, agregado.
Em 2024 é fácil perceber o quão dependentes estão todos os setores a montante e a jusante do processo competitivo. Há vinte ou trinta anos essa era uma tarefa para visionários. E implementar os modelos adequados, apenas para alguns atrevidos.
Estas foram as diversas lições de Sven, o escandinavo razoavelmente emotivo que deixou uma áurea de muito mais sucesso fora do retângulo de jogo, nos bastidores dos clubes e seleções por onde passou, do que propriamente dentro dele. E esse é o maior elogio que lhe podemos fazer e reconhecer.
Alguém que não olhou para recordes individuais, mas para o interesse do coletivo em face dos desafios que se lhe colocavam.
Alguém que esteve sempre à frente do seu tempo, não necessitando de holofotes para provar o que valia, a consistência das suas ideias ou a bonomia do seu caráter.
Um Senhor, o Sven.
No timbre de voz, no sorrido tímido, na imensa sabedoria, na intensa vontade de viver. Essa é a sua última lição. E que ficará para sempre.

Cartão branco
Sabemos bem o que são as Galas de início de temporada. Uma passerelle de algumas vaidades, uma oportunidade para aparecer e dar lustro aos sapatos mais brilhantes.
Mas são, igualmente, ocasiões para aproveitar bem, em face do desmesurado interesse mediático que provocam.
Rubem Amorim fê-lo da melhor forma, com um discurso invulgar (porem aguardado, porque o técnico campeão nacional é um dos dois ou três efetivamente bons comunicadores no panorama do futebol nacional).
Ao ser inclusivo, ao envolver toda a equipa, ao motivar, ao reconhecer, ao dar força e forma ao sentimento coletivo que legitimou o seu prémio, Amorim destacou-se, deixou uma mensagem de qualidade no discurso e no conteúdo, e mostrou que o domínio transversal de várias facetas colaterais ao jogo é tanto (ou às vezes mais…) importante do que os três pontos no retângulo…

Cartão amarelo
Quase, quase vermelho.
Abel, o que foi aquilo?…
Que resposta desmesurada, viciada, inquinada, com laivos de misogenia, foi aquela à jornalista brasileira?…
Percebo a pressão que o Brasil provoca. Já vivi no país, sei o que sofrem os profissionais de futebol estrangeiros às mãos e às críticas da comunicação social brasileira.
Mas exatamente por isso, e pelo hábito de anos a vencer, o técnico português terá cometido a maior imprudência do seu consulado de sucesso à frente do Palmeiras.
A jamais repetir."

A linha da água


"No dia 20, o Grêmio foi eliminado pelo Fluminense da Taça dos Libertadores da América. Duas semanas antes caíra para o Corinthians na Copa do Brasil. Já o Internacional disse adeus às duas provas num intervalo de 10 dias, afastado de uma pelo Rosario Central e de outra pelo Juventude, ainda no mês de julho. Na metade de baixo da tabela do Brasileirão, resta-lhes a ingrata tarefa de lutar, até ao fim do ano, pela permanência na Série A. Uma vergonha para os dois gigantes de Porto Alegre? Nem tanto.
Grêmio e Internacional, com torcidas fanáticas que se estendem a todos os cantos do estado do Rio Grande do Sul, cruzam as fronteiras de Santa Catarina e Paraná e chegam ao Mato Grosso e ao Mato Grosso do Sul, são protagonistas daquela que é considerada a maior rivalidade do país, o popular Grenal, já vocábulo na maioria dos dicionários.
Os adeptos de Atlético Mineiro e Cruzeiro, em Belo Horizonte, até podem discordar mas é pacífico que Grenal é Grenal – e vice versa. Os antagonismos entre paulistas e cariocas podem, por sua vez, ser mais mediáticos mas estão dispersos em rivalidades cruzadas entre os quatro grandes das megalópoles São Paulo e Rio de Janeiro e não concentrados numa dupla.
E o Grenal é mais relevante, claro, do que o Ba-Vi baiano, do que o Atletiba paranaense e do qualquer outra das outras rivalidades Brasil afora pelo impressionante palmarés de ambos: o tricolor foi campeão intercontinental uma vez e da Liberta três, campeão brasileiro num par de oportunidades e da Copa do Brasil em cinco, fora 43 edições do Gauchão; já o colorado, vencedor do mundial de clubes numa ocasião e da América Sul em duas, ganhou por três vezes o Brasileirão, a Copa por uma e soma 45 estaduais gaúchos.
Mas este ano sobra-lhes então lutar, como se diz (ou dizia) em Portugal, por «ficar acima da linha de água». Uma expressão que ganha, entretanto, um dramático duplo sentido: por mais que a época medíocre se deva, também, a erros próprios da dupla, a imponente Arena Grêmio e o grandioso Beira-Rio estavam, literalmente, abaixo da linha de água há meros três meses.
Enquanto os rivais se preparavam, se reforçavam, se treinavam, atletas do Grêmio e do Inter circulavam em barcos de borracha por Porto Alegre, entre os estádios submersos e as zonas de doação de alimentos, de balde – e coração – na mão, durante a tragédia das enchentes do Rio Grande do Sul que matou 173 pessoas, deixou 38 desaparecidas, feriu 806 e desalojou perto de 500 mil.
Não, este ano, para a dupla Grenal lutar apenas para ficar acima da linha de água não é vergonha – é proeza."

sábado, 31 de agosto de 2024

Vermelhão: Bola de neve negativa!

Moreirense 1 - 1 Benfica


Existe uma coisa que o Schmidt não se pode queixar: da atitude dos seus jogadores! Se por exemplo, nos tempos do Lage, muitos de nós, ficámos com a ideia que havia jogadores a 'fazer a cama' ao treinador (mesmo que isso tenha sido desmentido por todos os envolvidos...), desta vez isso não está a acontecer! Os jogadores estão a dar tudo, mas nada corre bem... com muito ansiedade pelo meio, e precipitação

O Roger pode-se queixar da falta de eficácia, mas o nosso sistema ofensivo é confuso, afunilado e deixa quase sempre os jogadores em zona de remate, 'fora de posição', desenquadrados com a baliza...

Defensivamente, o momento mais perigoso, é a nossa 1.ª fase de construção, com a bola muitas vezes nos defesas sem opções seguras de passe! As melhores oportunidades do Moreirense, foram passes errados, perfeitamente evitáveis...

Nos primeiros minutos da 2.ª parte, jogámos bem, criámos perigo, mas quase sempre na base da pressão alta... quando o adversário fez uma substituição para 'encaixar', deixámos de criar perigo! A nossa construção ofensiva é lenta e previsível...

Algumas notas de 'esperança': o Barreiro foi o nosso melhor jogador; o Renato entrou bem: curiosamente errou os dois primeiros passes, mas depois foi o melhor no 2.º tempo, provando que com mais ritmo, pode ser importante, mas num papel mais cerebral, fazendo circular a bola, e não fazendo as cavalgadas que estávamos habituados no início da sua carreira...

O Di Maria na 1.ª parte voltou a ser o nosso jogadores mais desequilibrador, mas os passes falhados em zonas proibidas, também apareceram... O gelo no tornozelo é um mau sinal!

O Prestianni também tem um potencial enorme, a 'fome' pelo remate agrada-me, mas neste momento, ainda não tem consistência para ser titular. Rollheiser, o Kokçu ou o recentemente contratado Amdouni são melhores opções!

O mais estranho disto tudo, é que temos plantel (a narrativa da falta de investimento é absurda...), houve muitas alterações, mas o potencial existe! E fica sempre a ideia que estamos a 'pormenores' de acertar com a dinâmica! Pessoalmente, tenho defendido que a entrada do Rollheiser para '8' pode ser decisiva (e hoje numa posição mais ofensiva também entrou bem...), mas com as boas indicações do Renato, até pode ser que o Renato seja a solução... mas depois, quando chegamos aos últimos 15 metros, temos que ter melhores opções de posicionamento e de passe...


Inacreditável como mais uma arbitragem anti-Benfiquista vergonhosa está a ser 'invertida'!!!
Mais uma vez, critério absurdo nos Amarelos, em prejuízo do Benfica e mais uma vez, absurdo o critério nas faltas marcadas ao Benfica: mais de metade simplesmente não existem!!! Qualquer tentativa dum jogador do Benfica usar o físico, ou 'meter o pé' dá falta contra... Este 'critério' condiciona o jogo do início ao fim!!! Ao contrário vale tudo: por acaso o fanático Vasco Santos, viu a falta sobre o Barreiro no golo anulado... mas no golo validado ao Moreirense, no início da jogada também existe uma falta sobre o Bah, mas como o Benfica ficou com a bola (para a perder logo de seguida...), o VAR não pode intervir...
- Penalty do Fabiano: o lance não é igual ao do Sporting em Faro, neste existe um cruzamento, com a bola a partir a mais de 20 metros, com o defesa 'sozinho' sem oposição. Sim, a bola bate na relva, mas o posicionamento do corpo, é claramente uma 'parede' para evitar que a bola fugisse... e até mexe ligeiramente o braço, quando percebe que o ressalto na relva foi traiçoeiro.
Em Faro, dois jogadores lutaram pela posição, com a bola a ressaltar inesperadamente na perna do Sportinguista e a desviar para o braço, que não estava a tentar fazer volumetris...
- Golo bem anulado ao Moreirense... o pisão é claro, e até me parece que existe fora-de-jogo mais à frente...
- Penalty sobre o Barreiro: a falta sobre o Barreiro é clara: joelho contra joelho, desnecessário mas claro! A única dúvida é a Mão na Bola do Leonardo: Cruzamento, o Leonardo tenta chutar a bola, a bola parece raspar na perna, mas depois vai ao braço do nosso avançado! Braço que estava a ser agarrado pelo defesa segundos antes... Aqui não existe volumetria, porque o objetivo era chutar a bola... Sim, o ressalto acabou por ser favorável ao Benfica, mas isso não é critério. Recordo que em cruzamentos, só quando os braços estão levantados acima da linha do ombro, é que existe recomendação para marcar sempre falta...

Até tinha uma boa imagem do César Peixoto, mas hoje não resistiu, e no final caiu na tentação de se queixar da arbitragem, num jogo onde foi beneficiado, numa situação que contra outro adversário, nunca se atreveria!!!

Paragem para as Seleções, desta vez, com menos Internacionais do que é costume, normalmente seria uma boa altura para integrar as contratações recentes, e melhorar os mecanismos, mas muito sinceramente tenho muitas dúvidas... Parece que a paciência, até do Rui Costa, está a esgotar-se!!! É verdade que com o Mercado, as lesões, e o regresso atrasado dos Internacionais do defeso, ainda não jogámos com o 11 mais forte, o Amdouni tem tudo para ter um impacto importante na equipa, o Renato ou o Rollheiser podem mudar a forma de jogar da equipa, mas a esperança é pouca... Se continuarmos a 'repetir' os resultados da última época, não vamos lá!

PS: A saída do Morato foi oficializado hoje. Jogador com muito potencial, mas com falhas de concentração em praticamente todas as partidas... Boa sorte para Inglaterra!

Vitória em inferioridade...


Benfica 2 - 1 Torrense
Prieto, Lund


Mais de 80 minutos a jogar com 10, após a expulsão da Carole, mesmo assim, marcámos dois golos e acabámos por vencer! Final feliz, mas com muito sofrimento depois do Torrense ter reduzido para 2-1, aos 71' e ainda com a lesão da Christy a poucos minutos do fim, que deixou o Benfica a jogar com 9 contra 11!!!

Aliás, a lesão da Christy deixa-me muito preocupado, temos as nossas melhores jogadoras no estaleiro, e como se viu hoje todos os jogos vão ser complicados...

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Harder, Jair, Morato

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Sorte ou azar? O destino português na Europa

El Mítico #100 - Entrenadores y jugadores españoles en la Historia del SL Benfica

Vencer


"O destaque desta edição da BNews é o desafio do Benfica em Moreira de Cónegos, hoje às 20h15.

1. Somar três pontos
Roger Schmidt mostra-se confiante para o encontro desta noite: "Estamos bem preparados, temos muita motivação para continuar a jogar um bom futebol e vencer. É o que queremos fazer e estamos prontos para isso. Queremos mostrar a nossa atitude e motivação neste jogo."

2. Amdouni é jogador do Benfica
O avançado internacional suíço Zeki Amdouni, que na época passada representou o Burnley da Premier League, reforça o plantel às ordens de Roger Schmidt.
"Estou muito feliz. É uma honra vestir esta camisola. O Benfica é um clube muito grande, que deve lutar por títulos todos os anos. Sempre consegui marcar golos. Esse é também o meu lado instintivo e que também quero trazer para a equipa", refere.

3. Adversários na Liga dos Campeões
Já são conhecidos os 8 adversários do Benfica na Liga dos Campeões, a qual estreia um novo formato.

4. Chamadas internacionais
António Silva é um dos eleitos por Roberto Martínez, Bah está convocado pela seleção da Dinamarca e Leandro Barreiro faz parte da convocatória da seleção luxemburguesa. André Gomes, Samuel Soares e Tomás Araújo integram a chamada dos Sub-21 portugueses. Trubin (Ucrânia), Otamendi (Argentina) e Pavlidis (Grécia) também estarão ao serviço das seleções dos seus países.

5. Objetivo: penta
A equipa feminina de futebol do Benfica dá o pontapé de saída da Liga BPI frente ao Torreense, hoje às 19h30, no Benfica Campus. Filipa Patão salienta que "estão reunidas as condições para ser um excelente Campeonato, e para nos obrigar a ser melhores do que fomos anteriormente. A equipa está preparada".

6. Futebol de formação
A equipa B joga no domingo, às 14h00, no reduto do Feirense. No sábado, os Sub-19 recebem o Tondela (17h00) e os Sub-17 são os anfitriões do Vitória de Setúbal (11h00).
Os Sub-23 ganharam, por 5-0, ao Portimonense. Os Sub-19 venceram, por 1-0, ao Lusitânia.
Nas mais recentes convocatórias das seleções nacionais jovens, constam muitos jogadores do Benfica: 9 nos Sub-19; 3 nos Sub-18; 8 nos Sub-17; 8 nos Sub-15.

7. Começa a pré-época
A equipa de hóquei em patins do Benfica já trabalha com vista à nova temporada, apesar das muitas ausências de jogadores ao serviço das seleções. Pedro Henriques afirma que "esperamos estar nas decisões e conquistar o máximo de títulos".

8. Em busca do tetra
Começa a temporada oficial do andebol feminino, com duas deslocações para o Campeonato Nacional (Colégio de Gaia, sábado às 17h00, e CJ Almeida Garrett, domingo às 16h00). O treinador Luís Monteiro aborda o plantel, a pré-época, o início das competições e os objetivos da equipa.

9. Renovações e reforços
Sidney Brown junta-se às campeãs nacionais de basquetebol feminino, que continuam a contar com Raphaella Monteiro, Artémis Afonso, Isabela Quevedo e Leonor Peixinho.

10. Morreu uma glória do Benfica
Adolfo Calisto, que representou o Benfica em 311 jogos (incluindo particulares) de 1966 a 1975, contribuindo para a conquista de 6 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal e 4 Taças de Honra, e esteve ligado durante vários anos ao futebol de formação benfiquista, faleceu aos 80 anos."

João Mário apagado da história do Benfica


"Depois de Neves, Neres e Rafa, mais um campeão de há pouco mais de um ano está prestes a deixar a Luz. Neste caso, pela porta pequena...

No Benfica, apesar de certas memórias terem elevadíssimo valor, há algo muito mais precioso e que Eriksson soube sublinhar com excelência. «Aqui, no Benfica, há que ganhar pelo menos um título por ano!», disse em abril passado o saudoso treinador sueco, que nos deixou no início da semana e cujo legado ficou gravado para sempre nos corações dos benfiquistas por conta dos três títulos de campeão em cinco anos nas águias.
Os mesmos três títulos que Jorge Jesus conquistou, embora tenha necessitado de mais uma época (seis, no total) para igualar a proeza de 'Sir' Sven. No caso de JJ, porém, a saída direta para o Sporting levou, literalmente, a um apagão na memória encarnada - literalmente, porque, na fotografia dos então bicampeões, o Benfica apagou mesmo a imagem de Jesus da foto gigante da megastore.
Foi em 2015, o ano em que, dias mais tarde, também a foto de Maxi Pereira foi recortada e... enforcada, isto depois de o lateral rumar ao FC Porto.
Mais recentemente, foi a vez de Schmidt, campeão amado num ano e derrotado e odiado logo no seguinte, num sentimento que persiste nesta sua terceira temporada na Luz.
E, agora, é João Mário a cair no olho do furacão do ativismo virtual das redes sociais mais visitadas por adeptos encarnados, que não perdoam ao antigo sportinguista os aplausos irónicos com que respondeu aos assobios de que foi alvo no momento em que foi substituído no duelo contra o Casa Pia, a 17 de agosto, tendo seguido diretamente para o balneário.
João Mário quer agora sair, seguindo os passos de Neres, Neves e Rafa. E também ele está destinado a ser apagado, mesmo tendo sido campeão pelo Benfica.

Notas finais de cá e de lá
1. Parabéns ao ideólogo desta nova Liga dos Campeões. Vêm aí grandes jogos!
2. Parabéns ao SC Braga pela chegada à Liga Europa e, sobretudo, ao V. Guimarães pela inédita (e brilhante) qualificação de equipa lusa para a Liga Conferência.
3. Notável arranque de Kika Nazareth no Barcelona, com um golo e duas assistências nos primeiros dois jogos de pré-temporada. Já há, até, quem comece a apontá-la à Bola de Ouro. Depois de Eusébio, Figo e Ronaldo, porque não Kika?"

ESPN: Futebol no Mundo #375 - Juve forte em campo e no mercado, Dani Olmo brilha na estreia

Rabona: Cancelo...

BolaTV: Ana Catarina...