Últimas indefectivações

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Vitoria na Alemanha...

Herringen 3 - 4 Benfica

Depois de 14-0 na 1.ª volta na Luz, não se esperava tantas dificuldades... Susto completamente desnecessário! Nunca tivemos em desvantagem, mas só fizemos o 3-4 a 5 minutos do fim!!!

Vitória em Matosinhos...

Leixões 1 - 3 Benfica
19-25, 22-25, 25-22, 19-25

As facilidades nos primeiros pontos, acabaram por 'enganar' os nossos jogadores, que tiveram que aumentar o nível para não perder pontos nesta partida...

Play: Nelsinho...

A verdadeira escória do desporto

"Está a todo o gás a campanha de deturpação, manipulação e pressão sobre os árbitros por parte da cartilha azul e branca.
Agora tentam passar a narrativa de que é o SL Benfica quem controla ou exerce poder sobre as nomeações dos árbitros. Tão fácil de desmentir em apenas 3 pontos:
1 - Se é o SL Benfica quem exerce poder sobre as nomeações, porque é que dos 30 jogos disputados para a Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça, 14 desses jogos foram dirigidos por árbitros da AF Porto?
2 - Nos 16 jogos dirigidos por árbitros de outras associações, o SL Benfica tem 16 vitórias. No entanto, nos 14 jogos dirigidos por árbitros da AF Porto, o SL Benfica tem apenas 8 vitórias. Esta discrepância é uma mera coincidência?
3 - Se existe desconfiança nas nomeações, porque é que o FC Porto e os seus ratos de esgoto são os únicos que recusam ter árbitros estrangeiros a dirigir os seus jogos e os jogos do SL Benfica? Qual é receio, mesmo?
Esta máfia já não engana ninguém nestas tentativas desesperadas de controlar o futebol português. Lamentamos, mas o tempo do apito dourado terminou. Por mais que queiram continuar a usufruir das mesmas práticas e benefícios dos anos 90, nós estaremos aqui para vos desmentir e denunciar."

Jogar às 'escondidas'!!!

"Abordámos ao de leve o roubo de que foi alvo o Académico de Viseu na 2ªMão da meia final da Taça de Portugal. Foram 2 lances ilegais em 3 golos. Foi isto que apurou o Calor da Noite para a final do Jamor.
Para nem sequer nos debruçarmos no lance patético do penalti do Zé Luis (como é possível o VAR não dizer nada?!?!? lolololololololol), vamos focar-nos no lance do 2ºgolo. Um lance que coloca em causa toda o sector da arbitragem e o VAR em Portugal.
Hoje surgiram as imagens que comprovam aquilo que dissemos no momento, sem precisar de câmaras ou do que quer que fosse para ver que o lance era fora de jogo.
As causas disto?
Bem, há apenas duas hipóteses e ambas comprometedoras para a verdade desportiva:
1) Simplesmente não quiseram mostrar as imagens ao VAR com a desculpa de ausência de câmaras. 
2) Problema técnico.
Problema técnico o caralho! O VAR Luís Ferreira é o mesmo do Estorilgate, do golo com 3 gajos em fora de jogo que o VAR "não viu". O VAR Luis Ferreira foi o árbitro do célebre Benfica 3 – Boavista 3 com 3 golos irregulares do Boavista…e isto em pleno Estádio da Luz!
Por outras palavras: ou a SportTV não enviou as imagens para o VAR ou o VAR fechou os olhos. 
Não há qualquer desculpa para este golo ter sido validado.
Nenhuma. Não há outra hipótese.
Há também um outro tema muito curioso e levantado pelo aficionado do Calor da Noite que é chefe de redacção do Record, de nome Vítor Pinto.
Disse publicamente que sofreram pressões, ele e o Record, para não noticiar que houve falhas do VAR. E isto é de uma gravidade extrema!
Sofrer pressões para esconder que o VAR falhou e ninguém acha isto suspeito? Então a entidade que gere as arbitragens não quer transparência e verdade desportiva? Não quer sequer poder ilibar os árbitros que estão no VAR em situações de incumprimento em que os árbitros podem efectivamente nem ter errado mas terem mesmo existido falhas técnicas? É gravíssimo porque fica a ideia que as falhas foram propositadas. É que, como diz Vítor Pinto, cabe ao responsável pela transmissão cumprir o caderno de encargos do VAR. O que quer dizer que a Sporttv está em conluio com o Calor da Noite a ocultar situações que se passam no Estádio do Calor da Noite, uma vez que já é a segunda ou terceira vez que tal acontece neste Estádio.
Isto também não é surpresa para ninguém. Quem olha para a linha editorial, para os comentadores selecionados, para os critérios de repetições da Sporttv sabe do que estamos a falar. No caso das repetições então é gritante. Quando é com o Benfica há super zooms, super slow motions, 50 ângulos. Com o Calor da Noite é a pornografia total de encobrimento de todos os lances contrários aos interesses do Calor da Noite e o empolamento abjecto das situações a favorecer o Calor da Noite.
Se tal se tivesse passado na BTV, seria com toda a certeza unânime neste País o pedido para que o canal fosse proibido de transmitir jogos do Benfica e o assunto estaria já a ser discutido pelo Governo!
Como é com o Calor da Noite e com a Sporttv, verdadeiro braço armado do Calor da Noite desde o berço, no pasa nada…e siga para o próximo roubo/escândalo a favor dos de sempre."

Manipulação...

"Nas últimas semanas, tem sido notório o aumento da intensidade do ataque em relação às transmissões de jogos na BTV, com um conjunto de insinuações e considerações, levadas a cabo pelo Diretor de Comunicação, Francisco J. Marques, em conjunto com os restantes elementos da cartilha azul e branca, nos diversos órgãos de Comunicação Social.
Sobre a seriedade das transmissões da BTV, estamos descansados e tranquilos.
Sobre a poeira que a Torre das Antas tem produzido, não tanto, pois como tão bem sabemos, estes são peritos em acusar os outros daquilo que fazem.
Apesar de alguns relatos de alegadas pressões para não serem tornadas públicas, a verdade é que foram divulgadas as imagens do fora de jogo no 2º golo do FC Porto frente ao Académico de Viseu, no Estádio do Dragão, que aparente e estranhamente não foram disponibilizadas para análise do VAR.
Esta é uma situação gravíssima e que exige esclarecimentos, desde logo, pela empresa responsável pela transmissão do jogo, a Sport TV.
Pelo que temos de questionar, é a BTV que é facciosa e manipuladora?
Se recuarmos apenas alguns dias, salta igualmente à vista a inexistência de uma repetição e de um ângulo próximo e nítido da agressão do Pepe ou a ausência de linhas no golo de empate do Famalicão frente ao SL Benfica, permanecendo, deste modo, a dúvida sobre um lance capital da partida.
Como sempre, estaremos vigilantes na denúncia destes fenómenos, que infelizmente, continuam a ensombrar o futebol Português."

Benfiquismo (MCDXLIII)

Juntos...

Play: Namorados...!!!

A farsa do Dragão

"Benfica tem de merecer ter 10 pontos de vantagem para conseguir ter cinco na classificação. E não se deve queixar...

É evidente que o FC Porto está satisfeito por só ter quatro pontos de atraso face ao Benfica e é natural que o Benfica tenha pouco conforto com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto. Depois da farsa do Dragão, percebe-se o ânimo e justifica-se o receio. O Benfica tem de merecer ter 10 pontos de vantagem para conseguir ter cinco na tabela. E não se deve queixar, porque tempos não muito longínquos houve em que para ter dois pontos de vantagem tinha de merecer 20. Como me dizia um humorado amigo meu no passado domingo, portista de alma e coração, será uma injustiça no próximo relatório e contas da SAD azul e branca Artur Soares Dias não figurar como principal activo.
Se no início do campeonato dissessem a um benfiquista que saía do Dragão com quatro pontos de vantagem, nenhum desdenhava a oferta. Ora bem, é assim que estamos e não estamos nada mal.
Esta semana tivemos também a alegria de ter carimbado a presença no Jamor numa difícil meia-final contra o Famalicão. Jogo com duas mãos muito disputadas e de vencedor incerto até ao último apito.
Vai ser uma final jogada conta o FC Porto, que abriu caminho para lá chegar com outro penalty esdrúxulo, ao jeito do sábado passado. Dada frequência do sucedido, quase temos tendência achar normal. Nos truques fora de campo, perdemos sempre, são décadas de experiência. O Benfica apenas pode controlar o seu destino, a qualidade do seu jogo e a segurança das suas exibições e nessa matéria todos sabemos que vamos jogar amanhã com uma equipa que está ainda melhor do que o adversário do passado sábado (venceu-o duas vezes no último mês).
O Benfica - SC Braga e a deslocação a Barcelos ditam muito do destino deste campeonato.
A notícia sobre a saúde de Gabriel deixou o universo Benfica em estado de choque, pelo atleta em primeiro lugar, pelo seu valor desportivo e pelo carácter inesperado do sucedido em segundo.
É mais fraco o Benfica sem Gabriel e este é o maior elogio que se pode fazer ao médio encarnado, esperando as suas rápidas melhoras. Fica na memória que foi o seu golo quase a acabar o jogo na Luz com o Famalicão que nos deu passagem para o Jamor a 24 de Maio.
Como sabemos, Largos Dias Têm 100 Anos e amanhã todos na Luz a apoiar o Benfica rumo ao muito difícil 38."

Sílvio Cervan, in A Bola

Em frente na Taça...

Quinta dos Lombos 0 - 3 Benfica

Resultado algo enganador, o Roncaglio e os nossos postes ajudaram, mas a vitória foi merecida!
0-0 ao intervalo, 0-1 logo no arranque, e depois foi preciso o Fits ser expulso, para chegarmos ao 0-2 a jogar com menos 1!!! No final a defender o 5x4 o Lombos acertou algumas vezes nos postes, mas a vitória não nos fugiu... e até marcámos o terceiro!

Acredite ou não, estamos em 2020

"Coacção a árbitros; Vandalização de Casas do Benfica; Agressões a benfiquistas; Distúrbios junto ao hotel em que a nossa equipa pernoitou; Intimidação, à máfia, de benfiquistas e árbitros; Interferências no balneário; Arremesso de objectos ao nosso guarda-redes; Etc. E o que farão Liga, Federação e Governo a este respeito? Nada! Talvez debitem umas meras palavras de circunstância, em que referirão genericamente a necessidade de todos zelamos pela imagem do futebol português ou qualquer outra inocuidade. Mas haverá diferenças. Proença, caso não se remeta a um silêncio estratégico, di-lo-á com um sorriso. Fernando Gomes assumirá um ar grave. E João Paulo Rebelo, burocraticamente, que esse só se motiva verdadeiramente com a panaceia da legalização das claques, talvez debite uma qualquer mediocridade, pois é a sua natureza.
Luís Filipe Vieira clamou, e bem, pela nomeação de árbitros estrangeiros em jogos de Benfica e FC Porto. O clima de intimidação e coacção aos árbitros é terceiro-mundista, os árbitros estão obviamente condicionados - a alternativa é serem uma cambada de ladrões. E o presidente da APAF, que, pelos vistos, relativiza esta barbaridade, logo se insurgiu contra a sugestão. Não me surpreendeu. Fontelas Gomes também não. Nomeou, para um dos jogos mais importantes do ano, um árbitro da AF Porto, com estabelecimento comercial aberto na cidade do Porto, cujo histórico é, nomeadamente desde que foi interpelado por adeptos portistas no Centro de Alto Rendimento da Maia, notoriamente benéfico para o FC Porto. E, para VAR, o tipo que protagonizou o famigerado e patético episódio da moeda de 5 cêntimos no Estádio da Luz. Não haverá mais ninguém?"

João Tomaz, in O Benfica

Miúfa!

"Vamos imaginar que a verdade desportiva é um corpo humano. Pois bem, ainda não estava frio esse corpo assassinado no relvado das Antas, e já havia movimentações por parte dos principais suspeitos do crime. Depressa se percebeu no sábado passado o propósito das nomeações para árbitro principal e VAR no jogo entre o campeão nacional e o segundo classificado. Nem em sonhos o SL Benfica poderia sair vencedor do campo de futebol das bolas de golfe, dos bonecos enforcados e das tarjas criminosas. Começaram cedo as atitudes provocatórias, as entradas em falta não assinaladas e as agressões - tudo com a aprovação de uma equipa de arbitragem que só pode surpreender quem não está habituado à vergonha do futebol português.
Era lógico que o SL Benfica não podia ficar quieto e calado depois do que se passou naquele local de má fama. E a direcção do clube 'ousou' pedir o óbvio - árbitros estrangeiros para os jogos das duas equipas candidatas ao título. E uma delas bem sabemos por que razão ainda continua na luta... Logo Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), saltou para a comunicação social, assustado. Afirmou, que, de facto, a hipótese está nos regulamentos, mas quis ser engraçadinho e colocou a hipótese de também se trazerem dirigentes estrangeiros. Mais uma prova - como se fosse necessária... - de que está a leste do que se passa no triste mundo do futebol português. Caro senhor, já há dirigentes estrangeiros no futebol português. Há líderes de SAD e directores. Mais. Há investidores e patrocinadores estrangeiros. Há treinadores e jogadores de outros países que fazem parte, há décadas, do futebol nacional. Só árbitros é que não pode ser? Estranho... Quando eu era miúdo, havia um nome para isso: miúfa. Ou miaúfa. O dicionário permite as duas formas."

Ricardo Santos, in O Benfica

Cair, levantar e voar para o 38

"Há uma semana saí do Dragão naturalmente desanimado, no entanto há aspectos positivos que devem ser registados. Há 10 anos, se o Benfica entrasse naquele estádio e sofresse um golo aos 10 minutos, a equipa iria perder o norte. Ora, o norte é uma das forças basilares do Benfica, pelo que não pode nunca ser perdido. Neste jogo, tal como na época passada, a reacção ao golo sofrido, quer no campo quer na bancada, foi de firmeza e confiança na capacidade de reverter o resultado. Porém, essa serenidade foi-se esfumando depois do golo do empate. Não contem comigo para justificar seja o que for com a arbitragem. Eu adoro passear e, se um dia me apetecer ir lanchar à famosa pastelaria de Artur Soares Dias, quero ser tão bem recebido como o comentador Miguel Guedes (e outros elementos ligados ao FCP) no dia da inauguração do espaço.
A reacção do Benfica na segunda parte foi determinante e autoritária, mas tenho de concordar com Sérgio Conceição: é muito complicado recuperar de uma desvantagem contra equipas que usam e abusam do antijogo. Discordo do treinador portista em diversas questões, mas no que diz respeito a este tema estamos em sintonia total.
Gostaria de partilhar o leitor o meu balanço sobre a meia-final da Taça de Portugal com o Famalicão, contudo não faço ideia do resultado enquanto escrevo esta crónica. O que eu sei é que, seja qual foi o desfecho - e eu quero muito, muito, muito estar na final do Jamor - nada pode comprometer a primeira de outras 14 finais que temos pela frente. Amanhã é obrigatório ganhar ao SC Braga, porque, enquanto uns se contentam em celebrar vitórias em jogos, no Benfica as vitórias só fazem sentido se conduzirem à conquista de campeonatos."

Pedro Soares, in O Benfica

O que aí vem

"Liderança da classificação com quatro pontos de vantagem, melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias e os dois melhores marcadores. É esta a situação do Benfica após o clássico do Estádio do Dragão, e estou certo de que qualquer um dos nossos rivais bem gostaria de estar assim.
Não há, pois, lugar a dramas por uma derrota após 16 vitórias consecutivas. Em condições normais, o Benfica vai de pronto recuperar o fôlego, partir para nova série de triunfos, e alcançar o título. Falando de futebol, era isto que eu tinha para dizer.
O problema é que em Portugal existe muita coisa a condicionar os campeonatos para além do que se passa no relvado.
É verdade que naquele jogo o Benfica não fez uma primeira parte brilhante. Mas poderia ter ido para intervalo com outro resultado não fosse a cegueira de Soares Dias - que, mesmo depois de recorrer às imagens, ignorou uma carga clara nas costas de Ferro no lance que originou o penálti.
Este árbitro foi, como sabemos, ameaçado por adeptos do FC Porto enquanto treinava há uns anos. Por se sentir condicionado, ou por qualquer outro motivo, nunca mais mostrou coragem para se libertar dos medos. Nada se pode esperar dele e não ser um comportamento reverente e tendencioso.
O pior é que daqui em diante vamos ter mais disto. Com o encurtar da desvantagem, a pressão do lado de lá vai intensificar-se, e tudo será feito, dentro e fora de campo, por cima e por baixo da mesa, para perturbar e condicionar o Benfica.
Em condições normais, repito, seremos campeões. Mas a anormalidade do futebol português não permite assim tanto optimismo."

Luís Fialho, in O Benfica

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Os bravos

"A prestação da nossa equipa no Porto foi um hino à bravura. Contra tudo e conta todos, apresentámos um onze para vencer. É desta forma que temos de encarar as finais. Respeitando os adversários, mas com identidade própria. Odysseas, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Weigl, Taarabt, Rafa, Chiquinho, Seferovic e Dyego Sousa merecem a nossa admiração. Tal como o quarteto que ficou no banco - Zlobin, Tomás Tavares, Florentino e Cervi - e ainda esse grande talento que ficou na banada, Jota. Foram 19 bravos deste pelotão que quer vencer a Liga e que sabe que, para ganharmos, temos de manter a mesma estratégia - todos juntos. Confio na nossa equipa técnica, admiro a direcção da SAD e tenho um enorme respeito pela competente estrutura que o presidente Luís Filipe Vieira montou.
O que vimos foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra. Só não triunfámos porque fomos infelizes nos momentos cruciais e porque a arbitragem fez a diferença, Artur Soares Dias e Tiago Martins não garantiram a imparcialidade do jogo. O que é mais preocupante é que são apresentados como os nossos representantes internacionais. Soares Dias está condicionado desde Janeiro de 2017, quando foi ameaçado de morte pela principal claque do FC Porto. Tiago Martins mentiu no relatório do Benfica - V. Setúbal com a rábula de ter sido atingindo com uma moeda de 5 cêntimos. O Benfica foi castigado e recorreu, estando já provada a mentira. Como é possível nomear dois árbitros nestas circunstâncias? Com esta falta de sensatez, a este Conselho de Arbitragem só lhe resta a demissão."

Pedro Guerra, in O Benfica

Jovens em acção

"De um lado, 3 jogadores juniores de futsal com emblema a reluzir no peito. Doutro, mais de 200 jovens destacados das escolas de todo o país onde o projecto 'Pata ti Se não faltares' continua a motivar e a produzir mudanças para melhor! Estava assim o Auditório do Museu Benfica - Cosme Damião no passado dia 8 de Fevereiro, cheio de juventude e emoção crescentemente convertidas em inspiração mútua. É que o melhor exemplo é o dos pares, por isso a excelência destes jovens atletas de alta competição e o seu saber tiveram grande impacto e produziram um importante efeito inspiracional nos jovens da assistência. Mas bem mais importante que conhecer as suas qualidades como modelos foi a possibilidade que tiveram de entrar em diálogo e partilhar mutuamente ideias, preocupações, sonhos e incertezas. Um dos principais desafios da adolescência é descobrimo-nos a nós próprias e aprender como ligar com o mundo. Nesta fase difícil mas apaixonante das nossas vidas, surgem muitas vezes frustrações que nos desmotivam, atalham caminhos e tantas vezes tolhem o futuro de cada um. Saber como lidar com tudo isso indo ao fundo de nós próprios buscar argumentos, construir autoconfiança e alcançar a superação é algo que se pode aprender com os atletas de alta competição, e, desses, o Benfica tem sempre os melhores!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Antídoto

"Se acaso houvesse bom senso e sentido de fair play, ninguém verdadeiramente bem-intencionado e desprendido de propósitos escusos poderia pôr em causa a sugestão informalmente lançada pelo Sport Lisboa e Benfica, após o clássico do passado fim de semana. Se não o for, hoje pelo menos parece ser insofismável que mesmo os mais experientes árbitros portugueses já há muitos meses deixaram de ter condições anímicas suficientes que lhes permitam actuar com imparcialidade, equidade e isenção, tanto nos desafios do Campeão como nos do seu competidor mais directo.
O exercício da justiça supõe, em primeiro lugar e seja em que circunstâncias for, a completa disponibilidade intelectual (e física...) do juiz que a exerce, totalmente a coberto de qualquer ameaça e de todos os constrangimentos. Mais do que isso, é essencial que ao juiz seja evidentemente garantida a plena e segura capacitação quanto ao livre desempenho do seu irremissível poder de julgar. Se assim não for, onde não se cumpre nem lei, nem ética, não pode haver qualquer espécie de justiça.
E; afinal, como, em que circunstâncias e em que regime de exercício estão hoje os árbitros a arbitrar, em Portugal? É no desespero de tentar superar insuficiências e inexpiáveis complexos locais oriundos de tempos remotos que o segundo classificado do Futebol nacional há muitos anos se especializou em inventivas e práticas marginais, espúrias à essência do jogo, sempre na esperança de um milagre, ou de um golpe à moda antiga que lhe assegure umas vitórias. O currículo que o mais poderoso clube da cidade do Porto apresenta nessas matérias é extremamente diversificado e muito extenso...
E é assim que, volta, não volta, no desespero em que se encontram, eles se afadigam em tentar recuperar o vastíssimo catálogo dessas experimentadas 'soluções'. Por vezes, com relativos sucessos pontuais, diga-se: ainda por há décadas que eles sabem que o terreno lhe é fértil para as compensações dos seus premeditados crimes... O mais antigo e constante ponto de alvo dessas ínvias 'operações' que tão amplamente caracterizam o velho 'modelo FCP' é, sem dúvida, o cérebro e a espinha dos árbitros, em torno de quem, antes de entrarem em campo, sempre fizeram incidir com cínica premeditação os mais cirúrgicos esforços, incidir com cínica premeditação. A estratégia criação a manutenção sistematicamente desenvolvidos sempre foi a mesma e sempre se mostrou indispensável ao desempenho desportivo daquele gente: envolver, coagir e intimidar os juízes de campo e os virtuais. Mesmo que essas e outras 'operações' viessem ferir gravemente toda a esfera do futebol nas suas leis e regulamentos, atingindo mesmo a passiva caterva de idiotas-úteis que povoa e emoldura todo o cenário.
O que se passou com os juízes presencial e remotamente envolvidos no jogo de sábado (sem cabedal seguro...) não terá sido mais do que uma nova consequência e só mais outro registo no interminável cadastro que não hesitarão em  em prolongar até ao fim da(s) época(s).
É-nos, pois, perfeitamente lícito supor que, se não fosse esta a sua única disposição e o seu mais disponível expediente, eles aceitassem o imediato recurso - passivel de aplicar - a árbitros verdadeiramente neutrais e imparciais.
Mas, como não é... para ganharmos o que nós temos de ganhar, só nos resta jogar sempre (ainda), e cada vez mais, melhor - sem distracções na defesa, com grande aplicação no meio-campo e com toda a pontaria no ataque."

José Nuno Martins, in O Benfica

A Liga disse 'sim' ao faz de conta

"O futebol português padece de vários problemas graves e vai tardando uma solução que coloque nos trilhos do seu potencial. A ausência de centralização da venda dos direitos televisivos limita o crescimento global da competição profissional; o comportamento das franjas de adeptos mais radicais tarda em encontrar, por parte do Governo, que tem por obrigação zelar pela segurança de pessoas e bens, uma resposta à altura; os dirigentes continuam a tratar os adversários como inimigos, quando de viam, isso sim, promover a indústria que é casa comum; e a arbitragem carece de encontrar uma fórmula diferente de recrutamento, que traga para o futebol mais qualificação e melhor compreensão do jogo. Todas estas insuficiências impedem que Portugal, campeão da Europa de futebol e futsal, campeão do mundo de futebol de praia e farol para todo o planeta no que toca à formação, possa ter ainda, especialmente no que aos clubes diz respeito, uma presença mais relevante no contexto internacional.
Comparado, com as carências acima descritas, o facto do treinador adjunto do SC Braga, Micael Sequeira, ter ficado em segundo lugar no prémio da Liga dos Clubes (!) para treinador do mês de Janeiro pode parecer irrelevante, mas traduz a aceitação de uma situação que não pode ser tolerada. Deverá ser encontrado, com frontalidade, um meio-termo que acolha, dentro da legalidade, treinadores como Rúben Amorim ou Silas, que se viram impedidos, em tempo útil, de aceder à progressão na carreira, que desejavam. Porque este regime de faz de conta não prestigia o futebol português..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Cadomblé do Vata (microfones)

"A UEFA começou a organizar competições regulares em 1955, quando se disputou a primeira edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus. 34 anos antes, já a FPF colocara em andamento o Campeonato de Portugal, que teve a edição inaugural em 1921. É portanto natural que a entidade presidida pelo contabilista do Apito Dourado tenha mais experiência na matéria do que o colosso futebolístico europeu. Não admira assim que em Nyon tenham muito a aprender com os matutos da Cidade do Futebol, professores jubilados dos Proenças Profissionais.
Podendo aqui dissertar longamente sobre as muitas área organizacionais que o organismo europeu se revela sub desenvolvido vou apenas destacar as conferência de antevisão aos jogos. A estas, por escabrosa disposição regulamentar, devem comparecer os treinadores de ambas as equipas, como é óbvio, mas também (pasmem-se) um jogador dos respectivos plantéis. Um dia antes das equipas subirem ao relvado para disputar partidas da mais importante competição inter-clubes do Mundo, a UEFA obriga os clubes a verem-se representados por um indivíduo cuja função única é pontapear um esférico, ou um adversário no caso do Pepe.
Para o português seguidor do fenómeno futebolístico, esta é uma situação que causa admiração e repulsa. Por força do hábito de anos a assistir a competições organizadas pela FPF e pela LPFP, que nos cacanhos regulamentários apenas dispensam tempo atrás do microfone antes dos jogos, ao treinador e aos dirigentes, estamos cientes do nível de constrangimento que advém aos clubes quando se dá voz aos jogadores. Estes já têm a sua dose de protagonismo, com no mínimo 90 minutos semanais debaixo dos holofotes e a cara plasmada em cadernetas de cromos anuais da Panini. Colocar-lhes a voz no altifalante antes dos jogos é monopolizar totalmente neles as atenções da modalidade.
Pedindo desculpa pela redundância, o futebol em Portugal é pensado como pertencendo a quem o pensa. Os atletas são apenas ferramentas mudas escolhidas pelos "pensadores" (ou pelos treinadores em caso de parca qualidade) a fim de entreterem uma massa adepta que se dirigiu ao estádio com claro e único intuito de assistir ao pavonear dos "notáveis" na tribuna presidencial. Tudo bem que os chutadores também têm opinião, mas essa deve ser apenas emitida no pós jogo, onde suados, a arfar de fatiga e a sonhar com um banho redentor, podem dizer rapidamente duas ou três frases feitas que não envergonhem a instituição que representam. Para isso já bastam os 10 minutos que os patetas uefeiros lhes concedem."

Dia dos Namorados!

in BnrB