Últimas indefectivações

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lições do... Tonel

"Tonel pode ter uma certeza à semelhança de Manaca, será lembrado nos próximos 35 anos!

Há muitos anos, ainda no tempo em que o Belenenses sonhava ser Campeão Nacional (como haveria de o ser, em 1945/46), havia um programa de rádio - surgido em 1934, designado por O Senhor Doutor, com Henrique Samorano no papel de Tonecas e Oliveira Cosme como Professor.
Em 1945, no ano do Belenenses, nas Emissões Recreativas, são retomados os Diálogos do Menino Tonecas, com João Pereira e Sousa no papel do próprio.
Para, na década de 90, as Lições do Tonecas - já na memória de todos - surgirem na televisão, com Luís Aleluia no papel de Tonecas e Morais e Castro no papel de Professor.
Tudo isto a propósito de um jogo que mais parecia... uma verdadeira lição daquelas do Tonecas!!!
Era a 11.ª jornada, e o impossível aconteceu lá para os lados de Alvalade...
Há, por vezes, jogos assim...
As equipas até podem jogar o dia todo... mas nunca marcam.
O último Sporting-Belenenses seria um deles.
Para surpresa de todos, quando já ninguém acreditava - jogadores, equipa técnica, dirigentes, adeptos... e até as estrelinhas da árvore de Natal - já no período de descontos, um Tonecas da actualidade, Tonel de seu nome, comete uma falta decisiva, que originou... grande penalidade (convertida)!
Ironia do destino... não foi o Tonecas, mas, antes, o Tonel, a dar-nos uma grande lição!
Antes tínhamos as 'Lições do Tonecas'.
Pois, agora passamos a ter as... 'Lições do Tonel' - com António Leonel Nogueira Sousa no papel principal! 
Lições de tudo aquilo que um profissional não pode fazer... até mesmo pela experiência que deveria ter. Para a história desta jornada... o mais recente Tonecas.
Para a história do futebol... não o Túnel de Braga, nem o Túnel da Luz mas... o Tonel de Alvalade! 

Manaca/Tonel rei morto, rei posto...
O Caso Tonel lembra-me um outro... como lembra a todos os que gostam de futebol. Corria o dia 25 de maio de 1980, no fim da época 1979/80.
Para uns, um outro escândalo que marcou o futebol português; para os beneficiados, um erro compreensível! Nessa altura, Porto e Sporting estavam empatados na liderança. Na penúltima jornada, num jogo decisivo, Vitória de Guimarães-Sporting, discutia-se a atribuição do título de campeão nacional. O Sporting venceu o Vitória por 1-0 com... imagine-se... um autogolo do defesa do Vitória (para agradar aos meus amigos da Cidade Berço) Carlos Manaca, ex-jogador do Sporting e em final de carreira! Lembram-se???
Em comum com Tonel talvez o facto de ambos serem, nos jogos da polémica, ex-jogadores do Sporting, de estarem em fim de carreira, de atuarem na defesa da equipa adversária e, ainda, uma enorme destreza no lance decisivo...
Nada mais que... coincidências. Ou azares do destino, dependerá sempre da perspectiva!
Uma grande diferença é que numa época os benefícios a uma equipa aconteceram na recta final do campeonato e esta época as ajudas começaram bem cedo, praticamente deste o início! Outra, a postura do Porto: na altura protestou (apedrejando, até, em Campanhã, o comboio que levava os adeptos e a equipa de regresso a Lisboa, o que se condena sempre); hoje, o silêncio total!!!
Eu sei que não tem nada a ver com este caso, nem me passa pela cabeça levantar qualquer suspeita mas - outro azar dos Távoras (para quem sabe o que isso significa) - Tonel participou num dos jogos que mais suspeitas levantou do ponto de vista das apostas ilegais - o inesquecível Dínamo de Zagreb-Lyon, em 2012 - onde a equipa de Tonel, apesar de estar a ganhar 1-0 ao intervalo, foi despachada com o resultado de 1-7 final.
Precisamente, os seis golos de diferença que o Lyon precisava para ser apurado.
Até porque o Sporting, este ano, não está na UCL.
Coisas da vida!
Numa análise objectiva, poderemos sempre afirmar, em desfavor de Tonel (sou sempre justo...) que, no Caso Manaca, este até teve muito mais mérito.
Não se limitou a cometer uma pequena falta, com um levantar de braço... para saltar (deve tratar-se de única forma para conseguir um maior impulso) deixando a responsabilidade da marcação do penalty para outro.
Teve a coragem de arriscar - e a proeza de acertar na baliza. E, se a memória não me falha, a alguma distância e de um ângulo difícil!
Como é evidente, e face a esse escandaloso episódio em que foi considerado como vendido, até pelo próprio balneário, o Presidente do Vitória da altura determinou que Manaca não mais jogasse em Guimarães, fazendo com que ele desaparecesse da cidade, definitivamente, três dias depois do jogo. E, assim, durante 35 anos falou-se nele...
Há homens que para serem imortais têm de entrar para a Academia; outros há a quem basta estender - esforçadamente, reconheça-se - a mão na grande área! Por isso, Tonel pode ter uma certeza: à semelhança de Manaca será lembrado nos próximos 35 anos!

Ricardo Sá Pinto
Apesar do barulho à volta do Sporting-Belenenses, e da maneira como os rapazes ganharam, sublinhe-se a grande dignidade de Sá Pinto. Disputando o jogo pelo jogo, sem medo, contra o seu clube do coração. Normalmente não me revejo no seu temperamento... mas no jogo de segunda-feira teve uma grande e exemplar postura! Grande profissionalismo, reconheço!

A decisão do Belenenses
Não sei o que acontecerá, lá para os lados de Belém... Mas - disse e repito - se fosse Presidente da SAD do clube do Restelo, à imagem do que fez o Presidente do Vitória da altura, a decisão só poderia ser uma. Sem, porventura, razão nenhuma, mas para evitar discussões como as que ocupam o País do futebol desde aquele minuto 90+4.
Por isso, na perspectiva da SAD do Belenenses, o que mais poderia defender a sua imagem do que esse mesmo processo???
Porque trata-se, sem dúvida, de uma questão jurídica, mas, também, de uma questão de honra, de ética e de responsabilidade.
Casos como este (ou como o de Manaca) terão sempre, duas verdades. E, para citar Hannah Arendt, uma filósofa que encanta, muito, o meu querido Professor Manuel Sérgio, «conceptualmente, podemos chamar de verdade aquilo que não podemos modificar»...
E a verdade é que nesse jogo da 11.ª jornada foi grande penalidade...
Indiscutível!!!

Nota de pé de página (muito de pé de página...)
O clube que mais comunicados faz tornou público agora que foram feitas diversas participações disciplinares à Liga contra alguns elementos da estrutura do Benfica... inclusivamente contra mim. Pretendem que sejam averiguadas e apreciadas algumas «condutas», por, imagine-se, abuso de influência, coação sobre árbitros, declarações sobre arbitragem antes dos jogos, lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros, árbitros e demais agentes. Só podem estar a brincar!
Mas a brincadeira não fica por aqui, afirmando que «não se deixará coagir por estratégias de manipulação da opinião pública», dizendo mesmo que... luta pela verdade desportiva. E pela «dignificação de todos os agentes desportivos, desde os dirigentes aos árbitros», para que se obtenha a «credibilização e modernidade do futebol» !
Achei graça!
Porque será sempre bom relembrar a maneira como ganharam ao Tondela, com um penalty no último minuto, precedido de um lançamento feito dentro do terreno de jogo...
Ou como ganharam ao Estoril, em casa, com a tal grande penalidade que foi precedida de fora-de-jogo!
Ou como ganharam ao Arouca... onde decidiram que não se marcaria uma grande penalidade contra o Sporting!
Ou na Taça, onde cair sobre um adversário, dentro da área - jogada que percebo treinada de forma bem consequente - não dá penalty.
Ser bom não é ser parvo, como diria o Padre Américo (cito de memória) e repetiria, numa versão soft, Rui Vitória."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Enciclopédia do ludopédio

"O que não falta por cá são programas televisivos sobre desporto. Melhor dizendo, sobre ludopédio, vulgo futebol, que tudo domina. De tal sorte que canais noticiosos mais parecem canais de futebol. Tudo se discute ou, se nada houver para discutir, tudo se fabrica para gáudio das audiências amantes da balbúrdia, do fanatismo, do sangue. Há programas todos os dias: ou para antes, ou para conferências excitantes, ou para o depois. Verdade seja dita que nem todos são iguais, pois em alguns aprende-se com pessoas que sabem de futebol mais do que o comum mortal.
Vem isto a propósito de um programa desportivo que se iniciou na RTP3 e que é uma delícia. Refiro-me à Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio, apresentada por Carlos Albuquerque e com Rui Miguel Tovar e João Nuno Coelho. É, de facto, um programa alternativo sobre futebol, uma espécie de insurreição contra a norma. Ou, como se diz - e bem - na apresentação do programa, é «um dicionário da tribo da bola, com histórias diferentes dentro e fora das quatro linhas».
Rui Miguel Tovar e João Nuno Coelho fazem da memória e do estudo uma verdadeira enciclopédia, tão gostosa de ouvir, como cativante para recordar. Com simplicidade, empatia, sabedoria e naturalidade. Vale a pena sairmos do circulo infernal, do quotidiano deste nosso futebol feito de casos, casinhos e similares e mergulhar na magia do que fica depois da poeira do tempo. Futebol e vida de mãos dadas.
Desaparecida a excelente Liga dos últimos, eis que temos esta oportunidade de serviço público, que está bem para além das aparências do dia-a-dia desportivo. Ao sábado à tarde."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Só é pena que um dos principais intervenientes, auto-proclamado um dos grandes 'historiadores' do Futebol português, José Nuno Coelho, seja um daqueles que defende a mentira do Benfica ter sido  o Clube do Regime...!!!

Um negócio extraordinário

"A venda dos direitos de transmissão dos jogos por um período de 10 anos a troco de 400 milhões de euros é, de longe, o negócio mais volumoso algum dia feito no futebol português e reforça a condição de exímio negociador que há muito tempo se reconhece a Luís Filipe Vieira. Foi a sua rara visão que permitiu ao Benfica a realização do acordo com a NOS que ontem ficou a conhecer-se.
Houve dois momentos fundamentais para este desfecho. Primeiro, a aposta na criação da Benfica TV, seguindo-se a decisão de romper com o padrão de negócio que estava instalado para passar a ser o canal do clube a transmitir os seus próprios jogos - coisa que, até ver, continua a ser inédita. A força da marca foi, desde a primeira hora, o grande trunfo de Vieira. O presidente das águias teve o mérito de acreditar que, na hora certa, o mercado acabaria por ajustar-se àquilo que eram as pretensões da SAD encarnada.
Em 2012 o Benfica tinha recusado a última oferta da Olivedesportos para a renovação do contrato. A 'excentricidade' valeria então 111 milhões de euros por um período de 5 anos, de 2013 a 2018. Ou seja: 22,2 milhões por época. O líder das águias considerava que esse valor correspondia apenas a metade do "preço certo". O tempo viria a dar-lhe razão e a deixar muito claro que é o Benfica quem dita as leis no mercado nacional, por muito que isso custe aos rivais. Luís Filipe Vieira volta a acertar em cheio. Como já tinha acertado quando impôs Jesus contra a vontade da restante administração da SAD. E como está a acertar na destemida aposta na formação. A um ano de distância das eleições, Vieira é o 'jogador' do Benfica em melhor forma."

Nuno Farinha, in Record

O jogo segue dentro de momentos

"O extraordinário acordo do Benfica com a NOS abre um novo ciclo na gestão dos direitos desportivos em Portugal. O Benfica, que já inovara com a Benfica TV, rompendo o velho monopólio de Joaquim Oliveira, volta a dar cartas e a ditar novas regras no mercado. Este acordo, que é ainda muito equívoco e permite várias leituras, prova - no entanto - não só a força da marca Benfica como a sagacidade negocial de Luís Filipe Vieira. Se estamos a falar de 40 milhões por época, é um número astronómico para a realidade do nosso futebol.
Há dois anos, um pouco mais, Vieira foi acusado de fazer 'bluff' quando exigiu 40 milhões de euros a Oliveira. O tempo deu-lhe razão. A questão agora é: quanto valem exactamente os jogos do Benfica e quanto valem os outros conteúdos da BTV, como as ligas europeias? Ainda assim não valerão 15 milhões de euros: mesmo que desse pacote conste a Liga Inglesa, o que não é certo.
Ao dizer no sábado que "este ano é decisivo para a sustentabilidade do Benfica", é provável que Vieira não estivesse a pensar apenas na política para o futebol e no "novo paradigma" que passa pelo lançamento de novos talentos. Com a entrada de dinheiro fresco também temos que perceber onde se vai situar desportivamente o Benfica.
O acordo tem, para já, mais perguntas do que respostas. Desde logo, porquê dez anos? É uma eternidade. Depois, os jogos do Benfica continuarão na BTV? E se sim, por quanto tempo? Passam para a Sport TV? Esse dado não é um detalhe. A Sport TV, a atravessar - de acordo com informações não desmentidas - uma grave crise financeira, precisaria dos jogos do Benfica, mas não é suposto que a mais importante TV de desporto deixe de estar na MEO ou na Vodafone para ficar apenas na NOS.
Também não é claro o alcance internacional do acordo. Sendo o Benfica uma marca global, onde pode chegar nas mãos de uma empresa de grande dinâmica mas apenas presente em Portugal e na África que fala português?
Este movimento, verdadeira OPA hostil, vai lançar uma corrida aos direitos. A Altice, dona da PT e um 'player' mundial emergente (acaba de comprar a Liga Inglesa para França) deverá contra-atacar, e Sporting e FC Porto poderão estar, a prazo, na mira.
De onde vem tanto dinheiro para pagar um futebol apesar de tudo pobre, com um mercado limitado e escassos patrocínios é a pergunta a que, para já, neste tempo de pouca racionalidade, ninguém quer responder.
Para o espectador será bom porque os operadores tornarão os seus serviços mais atractivos, talvez mais baratos e com inúmeras promoções, numa tentativa de captar novos subscritores e receitas. Havendo bons gestores nas várias empresas, mesmo inebriados - efeito que o futebol provoca - eles terão feito as contas."

Nuno Santos, in Record

400 milhões!

"O Benfica fechou negócio, vendeu os direitos televisivos da transmissão dos seus 17 jogos em casa à NOS por 40 milhões de euros por cada um de dez anos, num total de 400 milhões de euros. O contrato está fechado por três anos, extensível a dez por decisão de qualquer das partes, e inclui a transmissão da BTV. Mas é, sobretudo, uma coisa: é maior negócio de sempre no futebol português. É muito dinheiro. O Benfica ganha por ano mais do que Porto e Sporting juntos (20,7 milhões no caso dos dragões, 15,5 milhões dos leões). O dinheiro cai como mel nas contas do clube, que estão em modo de austeridade por causa do elevado passivo. A NOS é o novo banco do Benfica. Está a financiá-lo. A dez anos.
Também Vale Azevedo vendeu direitos de transmissão a quem então financiou o Benfica, a SIC. Mas, naquela altura, o preço pago era mau, demasiado baixo. Este acordo tem um valor recorde para o momento em que vivemos. Resta saber se também o será dentro de dez anos. É isso que o Benfica cede, o seu valor futuro, em troca de um preço muito alto pelo presente.
Porquê tanto? Porque entraram em cena as operadoras de televisão, que até aqui não se tinham metido no negócio. A NOS jamais receberá em receitas de publicidade o valor que está a pagar por jogo: 2,35 milhões de euros. Mas fica com um atributo para captar e reter clientes imbatível, que também geram receita. Não se sabe ainda com que exclusividade ficará a NOS, ou se revenderá direitos a outras operadoras. Mas na guerra com o maior concorrente, a NOS pagou para ter, a MEO terá de pagar para ver."

Pedro Guerreiro, in Record

Vitória em Fafe...

Fafe 22 - 26 Benfica
(10-11)

Vitória esperada, mas apertada, muito por culpa do 1/4 nos Livres de 7 metros!!! As ressacas Europeias nunca são fáceis, e os dois jogos com os Islandeses foram durinhos, portanto o mais importante esta noite era mesmo a vitória...

PS: O sorteio Europeu, deu uma deslocação à Grécia...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Eliminados no último segundo...!!!

Benfica 77 - 79 Antuérpia
24-20, 16-20, 18-23, 19-16

É frustrante perder assim.
O Antuérpia é mais forte do que o Benfica. Enquanto eles jogam com 6 Americanos, nós jogámos basicamente com 2, tendo o Wilson ficado carregado de faltas e o Cook mais valia não ter saído do banco... e o Gentry também!!!
Os Belgas Americanos apesar de não precisarem deste jogo para nada, nunca facilitaram, mantiveram sempre uma defesa muito agressiva... os árbitros assim o permitiram, ao contrário do que fizeram com a defesa do Benfica!!!

O jogo foi equilibrado, nós começamos melhor, mas quando começaram as substituições, notou-se mais a diferença nos plantéis, e os Belgas empataram mesmo em cima do intervalo. Começamos mal o 3.º período, estivemos sempre a correr atrás do prejuízo... mas a raça e a crença, principalmente do Andrade e do Radic, com a ajuda do Mário, fez com que o jogo ficasse empatado a 1,2 segundos do fim...!!!
E depois, uma tremenda parvoíce, deitou tudo a perder... é muito frustrante perder assim...

Em caso de qualificação para a fase seguinte, seria muito difícil o Benfica ganhar um jogo, mas o Benfica joga sempre para vencer... O Basket Português, baixou muito de nível... enquanto a Europa, aproximou-se do nível Americano, em Portugal andámos para trás... Com as alterações no modelo das competições Europeias previstas para os próximos anos, será quase impossível o Benfica fazer alguma coisa na Europa...

Consistência

Benfica 2 - 0 Burinhosa

A Burinhosa provou hoje porque está neste momento no 3.º lugar do Campeonato. Equipa muito consistente, que mesmo com muita pressão do Benfica, sabe manter a posse de bola, e depois tem um guarda-redes que se calhar vale 60% da equipa (o ano passado o Burinhosa-Benfica na Nazaré ficou 0-0)!!!

Jogámos melhor na 1.ª parte, no 2.º tempo com a vantagem, não arriscámos tanto, mesmo assim, a atitude defensiva foi sempre boa, com muita pressão...
Nos últimos minutos, quando a Burinhosa optou pelo 5x4, devíamos ter tido mais calma nas saídas de bola, oferecemos a posse de bola escusadamente ao adversário várias vezes...

O calendário está 'acertado' após as partidas adiadas devido à Europa, com somente um empate a destoar... e liderança isolada.

€400 milhões !!!

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD informa que celebrou hoje contrato com a NOS Lusomundo Audiovisuais, S.A, empresa do Grupo NOS, SGPS, para a cedência dos direitos de transmissão televisiva dos jogos em casa da Equipa A de Futebol Sénior da Benfica SAD para a LIGA NOS, bem como dos Direitos de transmissão e distribuição do Canal Benfica TV, para o mercado nacional e internacional. O contrato celebrado terá uma validade de três anos, com início na época desportiva 2016/2017, podendo ser renovado por decisão de qualquer das partes até perfazer um total de 10 épocas desportivas. O valor do contrato ascende a um total de 400 milhões de euros, repartido em montantes anuais progressivos. As partes promoverão uma conferência de imprensa, na tarde do próximo dia 10 de Dezembro, para esclarecimentos adicionais."


PS: Os valores são muito tentadores, pessoalmente preferia um acordo com a Meo, até porque muito provavelmente vamos ter os jogos da Luz novamente na PorkosTV (ainda não se conhece qual a estratégia da NOS na gestão deste conteúdo...) e se a linha editorial da dita cuja não se alterar, estamos a alimentar o monstro...!!! Eu sei que a PorkosTV mudou a sua estrutura accionista, mas a linha editorial têm-se mantido... Agora, acredito que quando uma empresa faz um investimento desta dimensão, como a NOS está a fazer, não vai permitir que a clubite aguda de alguns avençados jornaleiros, comprometa o sucesso financeiro da aposta. Muito sinceramente não acredito que a NOS permita que funcionários da PorkosTV (ou da NOS) continuem em directo, ou nas redes sociais, a agirem com Anti's  acéfalos, é algo que tenho dificuldade em acreditar...
Financeiramente, preferia um adiantamento de 50%, para permitir negociar com a Banca, se isso não acontecer, o Benfica tem que anualmente resistir à tentação de usar o dinheiro, no investimento do plantel, em vez de reduzir a dívida bancária sustentavelmente... e às vezes os contextos desportivos, tornam muito complicada esta gestão!!!
Pode não parecer, mas esta é claramente uma vitória da BenficaTV. Sem a BTV nunca teríamos tido propostas deste valor. A BenficaTV vai provavelmente regressar às origens, com as Modalidades e a Formação e em sinal aberto... mas foi claramente uma grande vitória.

ADENDA: Pensando um pouco mais no assunto, há uma coisa que não faz sentido:
A PorkosTV dificilmente deixará de passar na Meo, sendo assim, tendo a NOS o exclusivo dos jogos do Benfica na Luz, os jogos vão ter que passar noutro canal... exclusivo da NOS, certo?!

Nova derrota!

Leixões 2 - 0 Benfica B



A série negativa continua. Existem vários factores que explicam os maus resultados, algumas lesões e inclusive o 'sucesso' de vários jogadores e a sua 'subida' à equipa principal... mas não deixa de ser preocupante a aproximação à zona de descida!

A silenciosa goleada do Benfica

"Na formação, que tem de ser ponto de honra do Sporting, o efeito Bruno de Carvalho não é evidente

Começa a haver uma espécie de norma para os artigos de opinião sobre Bruno de Carvalho. Há sempre um parágrafo ou dois sobre os melhoramentos que fez no Sporting, porque seria desonesto e até um disparate negá-los, e algures entre a quinta e a décima linha desponta um "mas", em geral versando o comportamento social, os pelos do pescoço eriçados e os caninos sempre à mostra. Para variar, o "mas" que temos hoje é de outra ordem. Nos últimos quatro anos, o Sporting é massacrado na sua imagem de marca. Não só o Benfica ganha em número de convocatórias para as selecções nacionais jovens em todos os escalões, como apenas num deles a mais prestigiada escola nacional consegue ficar à frente do FC Porto, e, mesmo assim, mais por estratégia portista do que por outra coisa qualquer (ler págs. 2 e 3). Jesus não é um daqueles super-antibióticos que curam as doenças todas. Tê-lo a treinar os seniores não valida os méritos da SAD sportinguista a respeito de outros assuntos, nem os contagia. Há inversões por fazer e a da formação, até por necessidade de continuar a cultivar a identidade do Sporting, não é a menos importante delas.
(...)"

Um terço da Liga

"Jornada atípica na Liga portuguesa, esta 11.ª. Não tanto pelo facto de Benfica, Porto e Sporting terem ganho, mas antes pelo modo como as três vitórias se concretizaram face às expectativas, e prognósticos em função da maior ou menor ciência futebolística. Acontece que uma das belezas e aliciantes do futebol reside na sua relativa imprevisibilidade.
Quem diria que o Tondela, último classificado, a jogar não em casa, mas em Aveiro, esteve perto de tirar 2 pontos ao Porto num penalty (a propósito, não foi Lopetegui que estranhou que o Benfica lá tivesse jogado e que, na Taça de Portugal, o Porto tenha sido o único dos grandes a jogar na verdadeira casa do adversário - Varzim - ignorando depois que foi jogar contra o Angrense noutra ilha açoriana. É caso para dizer «por qué no te callas?»). Já o Sporting, campeão dos penalties decisivos, consegue o já habitual no último minuto para disfarçar o sistema bipolar em que vem jogando (um jogo bem, outro mal).
Ah! Faltava o Benfica, este ano mais europeu. Quase condenado a desistir da Liga, após insucesso em Braga, segundo muitos cronistas. E, afinal, venceu não por um golo, mas por dois, perante um Sporting de Braga de grande qualidade. Entre vários aspectos que, com alguma consistência, têm sido referidos, o Benfica perdeu Lima e Maxi Pereira. E então Enzo Pérez que só saiu em Janeiro? E Sálvio? E as lesões graves de Luisão e Nélson Semedo?
Afinal, o campeonato ainda tem 691 pontos em disputa. Faltam 2/3. Há muito por decidir. Claro que ir à frente é sempre um maior estímulo e vantagem. Mas parece-me cauteloso não falar de desistências precoces."

Bagão Félix, in A Bola

Renato é um caso de classe

"Acaba de entrar no onze do Bicampeão e já deu indicações seguras sobre o que está para vir: Quando conjugar talento e solidez terá completado o processo que deverá conduzi-lo ao topo do Mundo

Ao contrário de quem vive longe do centro nevrálgico dos jogos, por exemplo os extremos, que podem superar expectativas, e contrariar tendências como peças soltas dos mecanismos instituídos, a imposição dos médios de zona central não tem apenas a ver com a excelência da relação com a bola. O sucesso de jovens que habitam no centro das operações tem implicações colectivas. Artur Quaresma (1917-2011), campeão nacional pelo Belenenses, um dos melhores futebolistas portugueses de sempre e treinador com larga experiência, costumava dizer que o andar de um jogador era o primeiro factor de avaliação. Antes mesmo de a bola entrar em acção, o mito azul assumia presunção de qualidade para quem se submetia à sua avaliação. A última descoberta do Benfica suscita reflexões interessantes.
Renato Sanches foi impressionante em Astana e Braga, mais ainda pelo que prometeu do que propriamente pelo que jogou: deslumbrante foi o atrevimento e a insolência de, aos 18 anos, pisar um palco da Champions e actuar num estádio de máxima dificuldade em Portugal e fazê-lo como se estivesse a jogar na rua com os amigos de infância. Nos dois casos não tomou precauções e foi direito ao assunto: mais do que integrar-se na manobra da equipa, de acordo com o perfil no qual, sustenta o seu padrão futebolístico, cometeu a proeza de assumir a coordenação do jogo colectivo. Não se limitou a ser um passageiro bem-comportado, respeitador das regras, antes traçou a rota e assumiu o comando da expedição. É sempre refrescante ver alguém tão novo cumprir e interpretar o guião à sua maneira, melhorando-o com imaginação e criatividade.
Pelo modo como pisa, recebe, toca e conduz a bola,. Renato não alimentou dúvidas: tem futebol da cabeça as pés. A movimentação e os gestos esclareceram a sabedoria inconsciente na tomada das decisões mais adequadas na ocupação do espaço, no tempo entrada aos lances e na exacta valorização do engano. Ele não corre, desliza; não choca, desarma por antecipação; não tem só a bola, dança com ela. É deslumbrante vê-lo escolher se a equipa deve jogar curto ou longo; a um, dois toques ou prosseguir ele próprio a iniciativa; se o mais indicado é aquecer (passe vertical) ou arrefecer (lateralizando) a acção. Sendo um miúdo, parece um veterano de muitas batalhas.
O futebol está cheio de casos em que jovens talentos com sentido estratégico revelado nos escalões de formação falham quando chamados a assumir a mesma preponderância nos contextos mais exigentes das equipas principais. Não se trata de dar resposta à opinião do treinador ou satisfação às pretensões dos adeptos; trata-se de convencer uma orquestra consagrada, com solistas de renome internacional e muitos prémios no currículo, a ser dirigida por um adolescente sem passado, mesmo que transporte a promessa de um futuro grandioso. Nessa primeira avaliação, Renato mostrou ter tanta classe e ideias tão boas que assumiu, quase automaticamente, candidatura a um papel sem dono na formação benfiquista.
Conduzir um conjunto de homens, com a garantia de saber para onde os leva e como chegarão ao destino, é tarefa nobre, exigente e delicada; por ser tão complexa, está interdita a menores; por encerrar tão grande responsabilidade, só está ao alcance de homens credíveis, maduros, alicerçados nos valores adultos de experiência, conhecimento e, não menos importante, de uma estrutura atlética sem fragilidades. Renato Sanches tem ainda muito para crescer e melhorar; uma evolução física e biológica para cumprir; um estilo e uma liderança para consolidar. Acaba de entrar no onze do bicampeão e já deu indicações seguras relativamente ao que está para vir: quando conjugar talento e solidez, terá completado o processo que poderá conduzi-lo ao topo do Mundo."

Rui Dias, in Record

O sinal que faltava

"Os adeptos querem ganhar sempre e entendem mal as preocupações de quem tem a responsabilidade de aplicar uma gestão equilibrada, exercício bem difícil de fazer por causa de incontrolável tendência para o excesso nos gastos, que um título perdoa, mas não resolve. Espécie de alegre passeio para o abismo em que mais cedo ou mais tarde todos os clubes vão cair se não houver alguém com o mínimo de lucidez que se aperceba da inevitabilidade da queda, corrija o erro e invista em medidas porventura acolhidas com relutância pelo espírito imediatista das massas apoiantes, porque reagem todas da mesma maneira, mas determinantes na protecção do presente e na construção do futuro, sem prejuízo das ambições.
Permita-se-me este arrazoado como despretensiosa tentativa para explicar a mudança operada na política do futebol profissional do Benfica, prometida e, sobretudo, desejada tendo em vista a saúde financeira da instituição, o que não significa que estivesse doente, mas, pelo andar de carruagem, talvez corresse o perigo de poder adoecer a qualquer instante caso fosse sujeita a tratamento adequado... Mera dedução especulativa da minha parte, sim, mas reparo no cuidado que tem existido sobre o controlo da (boa) relação entre o deve e o haver, o que permitiu aos sócios do emblema da águia aprovarem um relatório de gestão e contas do último período com saldo positivo, o que se verifica pelo sexto ano consecutivo. Paralelamente, a SAD viu reduzido o que chamam passivo consolidado em cerca de 20 milhões de euros, apesar de se manter elevado, o que não quer dizer desgovernado.
No essencial, é isto o que Luís Filipe Vieira pretende: chegar mais longe nos projectos desportivos, e não só, através de mais rendível aproveitamento de recursos próprios. Ou seja, dar mais atenção aos meios na consecução dos fins. O adepto comum pode pensar, e apregoar até, que quer ver a sua equipa vencer nem que seja com um golo com a mão e em fora de jogo, mas o dirigente responsável não pode, ou não deve, hipotecar o clube, gastando o que não tem em troca de uma vitória ou de um título. Porque, esgotados os aplausos e alimentadas as vaidades, na maioria de casos apenas se enxerga o vazio e a ruína: basta olharmos nos exemplos à volta...
Vieira não queria ser só campeão, mas sim bicampeão, e com certeza que teve as suas razões para apostar nessa ousada estratégia. No entanto, feita a festa e acertadas as contas, concluiu, provavelmente, que os títulos, apesar de celebrados expansivamente pela nação benfiquista, lhe custaram caro. Visto de outra forma: podiam ter sido mais baratos se fosse outra a filosofia seguida. Simples e claro, parece-me, depois do sinal que faltava para serenar a família benfiquista e que foi dado na recente viagem ao Luxemburgo. Luís Filipe Vieira não podia ter sido mais esclarecedor em três passagens:
1. «O Benfica nunca dá um passo atrás. Sabemos que estamos a dar muitos passos à frente. Queremos que este Benfica seja sustentável, que seja um Benfica com a identidade própria do Benfica e, se possível, com jogadores na formação.»
2. «É um ano de mudança, decisivo para muitas gerações.»
3. «A curto prazo, muitos podem não entender as nossas razões, mas o futuro passa por estas opções estratégicas que vão definir o futuro do Benfica.» O presidente benfiquista prometeu ainda que «nunca mais» voltarão os tempos em que «o clube quase desapareceu». Sábia e oportuna referência: afinal, não foi assim há tanto tempo, mas a memória das pessoas é curta, desoladoramente curta..."

Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Excelente jogo...

Benfica 3 - 1 Antuérpia
25-20, 27-25, 22-25, 25-17


Talvez o melhor jogo da época, contra um adversário forte, com vários Internacionais: Belgas, Franceses, Alemães, Polacos, Finlandeses... Uma equipa que o ano passado jogou na Champions, depois baixou para a Taça CEV e chegou aos Oitavos.

Curiosamente o início dos Set's foi sempre complicado, mas conseguimos quase sempre dar a volta. A arma mais forte dos Belgas é o Serviço, têm 3 jogadores fortíssimos, e quando a Recepção do Benfica baixou de nível, eles fizeram sempre a diferença...
O 1.º Set foi relativamente controlado... mas no 2.º Set tivemos muitas dificuldades, chegámos a ter 6 pontos de desvantagem... estivemos com 20-24 no marcador, mas o Serviço do Zelão, o Bloco, e os contra-ataques quase todos finalizados pelo Ché, acabaram por dar numa reviravolta espectacular!!!
No 3.º Set conseguimos através do André uma boa vantagem, mas acabámos por desperdiça-la nos últimos pontos... O 4.º Set, com uma mistura de cansaço e nervossísmo, ambas equipas estiveram irregulares, mesmo assim foi aquele Set que o Benfica mais controlou desde início... Já após o 2.º tempo técnico, com 16-10, o Renan cometeu alguns erros graves, mas felizmente o Antuérpia acabou por não aproveitar...

Bem o Ivo na Recepção, proporcionando vários Contra-ataques; boa entrada do Ché para o lugar do Gaspar; o André o o Kolev foram os nossos melhores Servidores; muito importante os ataques pelos nossos Centrais, talvez a Zona onde podemos fazer a maior diferença...

Temos que ganhar dois Set's em Antuérpia, ou então vencer o Golden Set, não será fácil seguramente, esta equipa é forte, e se tiverem inspirados no Serviço temos que estar muito fortes na Recepção!

É verdade que o ano passado estivemos na Final desta competição, mas observando o jogo de hoje, e observando a lista dos outros participantes, o nível da Challenge Cup da CEV subiu muito este ano, com os Italianos a serem os grandes favoritos, não será nada fácil repetir a proeza do ano passado...

PS: Curiosamente amanhã temos mais um jogo das modalidades fundamental com uma equipa de Antuérpia... mas em Basket!!!

A grande barraca da cidade das fadas

"A estreia de Eusébio na Selecção Nacional ficou marcada por um dos maiores fracassos da equipa das quinas - derrota por 2-4 no Luxemburgo. Mais marcante ainda pelo facto de o Benfica ter acabado de se titular como campeão da Europa.

Na passada semana falei aqui de um dos episódios mais curiosos da história da Selecção Nacional, o famoso «Jogo da Madeira» disputada em Wembley.
Hoje recordo outro. O da estreia de Eusébio pela Selecção Nacional, precisamente antes da ida a Londres, e que tive a oportunidade de deixar registado no livro «Cinco Escudos Azuis».
Estamos, portanto, de novo em 1962.
No dia 31 de Maio, o Benfica sagrava-se campeão europeu, vencendo o Barcelona (3-2) e dando ao Futebol português o momento mais retumbante da sua História. Cinco dias depois, no Jamor, Portugal perdia com a Argentina (0-2, golos de Pando e da «estrela» Sanfilippo) num jogo em que mais parecia, como escreveu Vítor Santos em «A Bola», que a Selecção Nacional «arrotava a champanhe».
Armando Ferreira, o seleccionador, não resistiu à tentação de jogar com seis Benfiquistas na equipa principal - Costa Pereira, Germano, Santana, Águas, Coluna e Cavém (na segunda parte seriam sete, com José Augusto a entrar para o lugar de Yaúca) - e com o decorrer do encontro, o desgaste da duríssima final de Berna entrava pelos olhos dentro. «Isto tem sido de arrasar!», queixava-se Germano, definitivamente alcandorado a grande defesa-central do Futebol mundial. Os argentinos não lhes poupavam elogios: «Germano é maravilhoso! Onde é que o foram buscar?», perguntava o guarda-redes Roma.
Para a campanha de Outubro, com os jogos no Luxemburgo e em Wembley, é chamado à função de seleccionador Fernando Peyroteo.
Teria tempo, ao longo do resto da sua vida, de se arrepender de ter aceite o cargo. Os seus problemas começaram ainda antes da deslocação à «Cidade das Fadas», ou «Cidade de Opereta», como os jornais da época gostavam de se referir ao Luxemburgo, glosando a arquitectura barroca do Grão-Ducado da família de Nassau. Ao vetar a data de 18 de Outubro para a realização do Áustria de Viena-Benfica para a Taça dos Campeões (nesse tempo as datas dos jogos internacionais ainda se combinavam e dependiam da autorização das federações e, por conseguinte, dos seleccionadores), Peyroteo «comprou» desde logo uma guerra com os «encarnados» que, assoberbados por convites para jogar no estrangeiro, tinham problemas sérios para estabelecer um calendário. Além disso, a sua convocatória não foi isenta de polémica. Peyroteo seleccionava como jogava: a direito, duro, mas correcto. Deixou claro que alguns jogadores considerados indiscutíveis não seriam chamados por via da sua quebra de forma. José Augusto, Santana e Fernando Mendes, por exemplo. Para compensar, contava agora com a mais refulgente aparição do Futebol português, o jovem Eusébio que, com apenas 19 anos, deixava claro que se iria transformar rapidamente num dos melhores jogadores do Mundo.

A maior «barraca» da Selecção Nacional
Com a vitória da Inglaterra, em Wembley, frente a esse mesmo Luxemburgo (4-1), Portugal estava agora obrigado a ganhar aos luxemburgueses e a empatar, pelo menos, em Londres, para obrigar os britânicos a um terceiro jogo em terreno neutro. Mas a viagem à «Cidade das Fadas» foi uma espécie de viagem ao inferno. Uma derrota dolorosa por 2-4, deitava por terra qualquer réstia de aspirações de nos qualificarmos para o Mundial do Chile. A selecção de Peyroteo era quase de «risca ao meio». Isto é, jogava com uma defesa à base do Sporting e com um ataque à base do Benfica. Ora veja-se: Costa Pereira (Benfica); Lino (Sporting), Morato (Sporting), Lúcio (Sporting) e Hilário (Sporting); Pérides (Sporting) e Coluna (Benfica); Yaúca (Belenenses), Eusébio (Benfica), Águas (Benfica) e Cavém (Benfica). Um 4.2.4 bem explícito, seguindo o sistema em voga, imposto de forma definitiva pelo Brasil de Vicente Feola, em 1958. Vestida à moda de Espanha, camisola grená e calções azuis, como era habitual nessa altura, Portugal mergulhou mansamente no naufrágio. Os defesas não se entendiam uns com os outros, não acudiam às dobras, atropelavam-se desajeitadamente e facilitavam as rápidas incursões dos adversários. O ataque não descobria a forma de ultrapassar a feroz defesa do Luxemburgo. Coluna jogava excessivamente recuado. Cavém estava abandonado no flanco esquerdo; Águas entalado entre dois centrais e Eusébio não conseguia fornecer jogo ao seu «capitão» no jogo amaldiçoado da sua estreia com as 'quinas' ao peito.
A desvantagem de 0-1 com que foi para o intervalo era surpreendente mas compreensível. O início do segundo tempo foi confrangedor: aos 53 minutos, Schmidt, que já tinha apontado o primeiro golo, fez o 2-0; três minutos depois, fez o seu «hat-trick», aproveitando um pontapé de baliza de Costa Pereira dirigido aos pés de Vandivint que isolou de imediato o seu avançado. Os portugueses não queriam acreditar no que lhes estava a acontecer. E só então esboçaram finalmente uma reacção, mais ditada pelo orgulhoso do que pela arte de um jogo colectivo.
A oito minutos do fim, Eusébio arranca pela direita, junto à linha lateral, e vai levando a bola para o centro, driblando primeiro um, depois outro e ainda outro adversário. O remate de pé esquerdo foi indefensável. Porque parecia ter força para ainda encostar às cordas o seu frágil opositor. Mas, dois minutos depois, Hoffmann faz o 4-1. Novo pontapé de longe, de pé esquerdo, de Yaúca, reduziu a desvantagem no último minuto. A derrota envergonhava uma selecção que parecia interromper, assim, o seu lento progresso na íngreme subida da montanha do prestígio internacional. Peyroteo, lançava, apesar de tudo, um grito de revolta: «Vamos ganhar em Inglaterra!» Ninguém o levava a sério. Os ingleses espantavam-se: «Ninguém acreditava que pudesse acontecer. Mas aconteceu! O desfecho deste encontro é um dos maiores choques do Futebol europeu e mundial!», escreveu Peter Lorenzo, enviado-especial do «Daily Herald». E acrescentava: «Eusébio, o novo jogador-maravilha dos campeões europeus, começou a jogar como um mestre e marcou um soberbo golo de vinte e cinco metros». A paixão inglesa por Eusébio começava aí. Durará, talvez, para sempre. Os luxemburgueses rejubilavam: «Este foi o mais belo dia do Futebol do Luxemburgo!», titulava o «La Meuse». E seguia no mesmo tom: «Batemos uma autêntica equipa nacional, uma equipa nacional, uma equipa que os melhores temem e que fez há bem pouco 'match' nulo com a Inglaterra. Uma equipa que tem nas suas fileiras cinco campeões da Europa e não tinha perdido ainda a esperança de se deslocar ao Chile. E foi precisamente esse aspecto que fez desta jornada a mais bela do nosso Futebol: batemos Portugal num encontro oficial e não num desses desafios amigáveis sem grande importância. Este êxito foi conquistado pelos nossos representantes com toda a regularidade, sem se aproveitarem de acidentes nem de incidentes»."

Afonso de Melo, in O Benfica

Início da 'Reconquista'...!!!

"1. Considerando as declarações e as condutas públicas, protagonizadas de forma reiterada ao longo da presente época desportiva por parte da «Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD», através dos seus dirigentes Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, presidente do conselho de administração, Jaime Marta Soares, presidente da mesa da assembleia geral do «Sporting Clube de Portugal” (accionista clube fundador da «Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD»), Octávio Joaquim Coelho Machado, director-geral de futebol da «Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD», e Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, treinador principal da equipa da «Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD», o conselho de administração da «Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD» decidiu apresentar participações disciplinares junto da Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
2. Com tais participações disciplinares, pretende a «Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD» que os órgãos jurisdicionais desportivamente competentes averiguem e apreciem tais condutas, no local próprio e em aplicação dos regulamentos aplicáveis.
3. Nessas participações constam comportamentos que se enquadram na prática de ilícitos disciplinares muito graves e/ou graves, tais como, entre outros, “exercício e abuso de influência”, “coacção sobre árbitros”, “declarações sobre arbitragem antes dos jogos”, “declarações sobre a organização das competições” e “lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros, árbitros e demais agentes”.
4. A «Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD» aguardará pela investigação e apreciação dos factos pelas entidades jurisdicionais competentes, sem prejuízo das providências a tomar em sede criminal, cível e contra-ordenacional.
5. A «Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD» informa que não tem intenção de emitir quaisquer outras declarações públicas sobre a matéria objecto de participação, de modo a preservar o bom nome e imagem das competições e de assegurar o respeito pelos agentes desportivos e pelos titulares dos órgãos desportivos competentes.
6. A «Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD» informa ainda que se reserva a faculdade de comunicar a sua conduta processual junto da CII da LPFP à Secretaria de Estado do Desporto e Juventude (para o efeito de aplicação do artigo 14º do Regime Jurídico das Federações Desportivas – DL n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro).
Lisboa, 01 de Dezembro de 2015"

Lixívia 11 (Benfica e Corruptos -1 jogo)

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 21 (-5) = 26
Sporting......... 29 (+5) = 24
Corruptos....... 24 (+2) = 22

Milagre! Ganhámos um jogo fora, com a Lagartixa do Huguinho no apito!!! Mas ele deu luta...!!!
O lance mais escandaloso é o penalty sobre o Pizzi... será esse que ficará na memória, mas houve muitos outros lances, que não sendo tão óbvios, provam a má-fé do dito cujo!!! Vimos o André cortar a bola com o peito, e ser marcado livre lateral perigoso contra o Benfica... Vimos um corte limpo de cabeça do Eliseu dar livre directo frontal contra o Benfica, que por acaso a bola foi à barra... Vimos o Guedes ser atropelado quando saia para contra-ataque, com nada a ser marcado... dando um ataque perigoso ao Braga... etc. etc. etc... foram constantes este tipo de empurrões. Vimos o Baiano chegar ao fim do jogo, sem um Amarelo... etc. etc...
E como é habitual nestas circunstâncias, os profissionais da crítica, acharam que o 'erro' mais importante, foi um putativo penalty cometido pelo Lisandro!!! Quando quem provoca o contacto é o Hassan, que quando percebe que não chega à bola, mergulha para a piscina, forçando um contacto!!!

Nos outros jogos, não houve erros graves... Destaco mais uma vez o Manuel Mota por ter marcado um penalty contra os Corruptos (bem marcado) e ter expulsado o Flopes do banco. Independentemente dos erros, é para mim, um dos árbitros mais isentos em Portugal!
Não acho que o Tonel tenha feito penalty de propósito. Quem jogou à bola, sabe que naquele tipo de jogadas, o jogador tem pouco controle sobre o braço: a partir do momento, que se faz o gesto de impulsão com os braços (fazendo força para baixo), se o adversário 'meter' o corpo por baixo (fazendo força para cima), é como se o braço tivesse preso... Não existe acto deliberado, o que no espírito da Lei, não é penalty, mas nestas circunstâncias é sempre marcado...

Agora, aquilo que mais uma vez foi evidente nesta jornada, é que nem os Corruptos, nem os Lagartos jogam alguma coisa!!! Se no caso dos Corruptos, isso já é mais ou menos aceite, até pelos próprios adeptos (apesar do fortíssimo investimento nas últimas duas épocas), só os jornaleiros ainda estão com dúvidas...; no caso dos Lagartos, é cada vez mais evidente que a grande época Lagarta, são os 3 jogos com o Benfica, todos os outros foram uma 'merda', sendo constantemente salvos pelos apitadeiros...

O Benfica também não tem jogado bem, e este jogo em Braga não chega para eu mudar de opinião, mas a diferença pontual no Campeonato tem sido construída claramente pelos árbitros, tudo o resto é treta...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada


Épocas anteriores:

'Red' 'Bulo' ganha asas

"Segunda-Feira importante para as contas do título. O Sporting precisava de ganhar ao Belenenses e, à falta de melhores argumentos, recorreu à estrelinha que há mais de dois milénios acompanha o nome de Jesus e arrecadou os três pontos, ao sprint, sobre a meta; o Benfica, que tinha uma empresa bem mais complicada, em Braga, depois do triunfo leonino estava obrigado a regressar à Luz com um triunfo, sob pena de não só deixar fugir para além do razoável Sporting e FC Porto, como ainda de colocar-se em posição de grande vulnerabilidade face aos arsenalistas.
Com golos madrugadores e uma exibição quase sempre competente, os encarnados acabaram por levar a água ao seu moinho. Valerá a pena, olhando para o que aconteceu na pedreira que Souto Moura transformou em obra de referência, falar um pouco de Renato Sanches, de 18 anos, conhecido pelos amigos de infância por Bulo. Assinou uma exibição sólida, mostrou que pisa com segurança os terrenos de meio-campo e provou que muitas vezes a solução está dentro de casa. Não será abusivo dizer que estamos perante um jogador que pegou de estaca na primeira equipa do Benfica, mais um que se junta a uma ínclita geração de centro-campistas que vai fazer história no futebol português. Pelos vistos, Red Bulo ganha asas...
Já em Alvalade, para contrariar uma exibição pálida que fazia pairar o espectro do empate, Jorge Jesus também não teve dúvidas em recorrer à juventude que é prata da casa e acabou por ser feliz. Moral da história? Recorrer ao mercado externo é necessário; só se deve fazê-lo, porém, depois de avaliar bem o que existe dentro de portas. A isto chama-se uma gestão racional de recursos."

José Manuel Delgado, in A Bola

A identidade

"O Benfica entrou em Braga a jogar sobre brasas. O jogo foi lançado como sendo decisivo para a equipa (que perdendo ficaria, alegadamente, afastada da corrida ao título) e, ainda mais, para o treinador (uma nova derrota seria, era sugerido, o fim da linha para Rui Vitória). Não me parece que nenhuma das conjecturaras fosse válida. Em todo o caso, o Benfica jogou contra fantasmas pré-anunciados e, mesmo continuando a revelar fragilidades, ganhou com justiça. E venceu num terreno onde o Benfica dos últimos anos teve sempre bastantes dificuldades.
Em Braga, apresentou-se uma equipa mais próxima da ideia de jogo de Rui Vitória. Em lugar da indefinição táctica que tem assolado o Benfica, desta feita a opção foi por um sistema que permitiu ter superioridade numérica constante no centro do terreno e que procurou anular o jogo interior do Braga.
Mas não tenhamos ilusões: o resultado foi melhor do que a exibição e a pressão alta - muito por força da altíssima rotatividade de Renato Sanches serviu para ocultar os crónicos problemas de posicionamento defensivo da equipa. Quando o Benfica teve energia para forçar perdas de bolas do Braga, o jogo correu de feição. O pior foi quando a equipa se encolheu, entregou a iniciativa ao Braga e expôs as suas debilidades.
Para memória futura ficará, contudo, a confirmação de que Renato Sanches pode bem ser o elo de ligação que faltava no meio-campo do Benfica. Resta agora consolidar uma identidade táctica que ajude a afirmação plena dos jovens talentos. O que tem faltado desde Agosto"

Pedro Adão e Silva, in Record