Últimas indefectivações

sábado, 12 de setembro de 2015

Justo

Benfica B 2 - 0 Académico de Viseu


O jogo não foi entusiasmante, mas dominámos sempre... os golos só surgiram na 2.ª parte, mas já podíamos ter marcado mais cedo... aliás, marcámos, mas o apitadeiro achou que um frango/auto-golo a favor do Benfica, deve ser ilegal!!! Mais uma arbitragem horrível de Hélder Malheiro, um dos delfins do Desdentado!!!
Num jogo sem grandes destaques, realço a estreia do jovem Belga Scholl.

Reviravolta...

Benfica 33 - 27 Fafe

O caminho não vai ser fácil, aquele final da 1.ª parte foi muito mau (13-15 ao intervalo), mas no 2.º tempo recuperámos, defendemos melhor, e conseguimos a vitória... Nota-se a falta de um Pivot dominador.
Destaque para o regresso do Semedo... o Cavalcanti também já se equipou. 

De raiva...!!!

Benfica 4 - 2 Leões de Porto Salvo

Não foi um dos nossos melhores jogos, mas mesmo assim quando o Leões empatou (1-1), já podíamos estar a golear, tantas foram as oportunidades falhadas...
Como as coisas não estavam a correr bem, teve que ser à bomba: Patias, por duas vezes, na raiva, acabou por decidir o jogo a nosso favor...

Desta vez, acabou por ser o Brandi a ficar de fora por opção. Quando não houver lesões, nem castigos, será sempre uma decisão complicada do treinador: qual dos estrangeiros fica de fora Chaguinha, Fernando, Henmi, Patias, Juanjo, Brandi... Como treinador de bancada o Brandi num jogo de hoje poderia ter sido fundamental a ultrapassar o muro, mas...

O país habitual

"O presidente do Rosario Central, o clube argentino que vem negociando um jogador seu ora com o Sporting ora com o Benfica, confessou-se inclinado a dar preferência à proposta financeira do Benfica visto que do lado do Sporting o dinheiro lhe chegaria, disse ele, pela via de "um grupo de investidores de um país a que não estamos habituados". Aparentemente, o futebol argentino é um luxo. Nós, por cá, já estamos habituados a tudo.
Vítor Baía é senhor de uma imagem reverenciada pelos apaniguados do Porto, o que não espanta, mas também de uma imagem respeitada por adversários e rivais, o que já espanta um bocadinho em função dos fundamentalismos que campeiam no país do futebol a que estamos habituados. A verdade é que Baía alcançou um estatuto de sobriedade que não está ao alcance de todos. O antigo guarda-redes do FC Porto, do Barcelona e da Selecção Nacional entendeu recentemente alimentar as discussões em torno da viagem de Jorge Jesus da Luz para Alvalade, afirmando, em público, a existência de um telefonema do presidente do Benfica para o presidente do FC Porto com o propósito de se assegurar que a viagem em perspectiva não seria da Luz para o Dragão. A isto, o Benfica respondeu com silêncio e o Porto respondeu através do seu presidente com um desmentido formal e quase ofendido. O que colocou a opinião pública perante um dilema. Devemos acreditar em Baía ou em Pinto da Costa? Normalmente, um tal episódio telefónico só poderia ser considerado inverosímil, inimaginável sequer. Mas sendo Baía a falar, e logo um tipo sério e pouco dado a folclores como Baía, o alegado telefonema assume uma dignidade que, no mínimo, agita consciências. Cada um acredita no que quiser ou no que lhe for mais conveniente. Mas Baía é Baía. E se um dia o ouvíssemos explicar, em altas instâncias, a presença de um árbitro em sua casa para café e bolinhos por motivos de aconselhamento matrimonial, quem teria qualquer tipo de razão para duvidar da palavra do fidedigno e sereníssimo guarda-redes?
Ontem, a única crítica que ouvia Rui Vitória foi a de não ter deixado Mitroglou e Jonas em campo para tentarem o hat trick. São críticas que até dão gosto. Em resumo, o Benfica chegou ao intervalo a vencer por 3-0 e na segunda parte marcou mais três lindos golos. Foi o regresso a um país a que nos tínhamos habituado."

Leonor Pinhão, in Record

Vitória 'responde' só... com seis golos

"Nélson Semedo (21 anos) e Gonçalo Guedes (18) na asa direita, Samaris (26) na cobertura e Talisca (21) na ligação/organização como elementos titulares ontem utilizados por Rui Vitória diante do Belenenses, tendo ainda de reserva Lisandro Lopez (26), André Almeida (25), Ederson (22), Raúl Jiménez (24), Nuno Santos (20) e Victor Andrade (19). É o certificado de renovação e a correspondente assunção de mudança na política do futebol benfiquista, convidando à entrada do talento de gente jovem para coabitar em segurança com o saber e a classe dos 'trintões': todos unidos e confiantes na prossecução de mais conquistas, guiados por Luisão, a referência do plantel. Existe futuro, mas o presente não se adivinha fácil, porque a concorrência é forte. No entanto, tratados os medos, soprados os fantasmas e acautelados procedimentos que salvaguardem a paz no grupo, ficam asseguradas as condições para lutar pelo tri, sem pressa, mas com a noção de não se perder tempo, como sublinhou Filipe Vieira em recente e oportuna entrevista publicada em A BOLA.
Regressou o campeonato, com a realização da 4.ª jornada. O Benfica assinou exibição soberba e recheada de golos, com mais cérebro e menos coração, mais controlo e menos correria: a prova de que o seu treinador, afinal, tendo ideias muito válidas, não precisa de sentenças alheias, nem para motivar os jogadores nem para granjear a confiança do exigente tribunal da Luz. Grande espectáculo e admirável resposta de Rui Vitória... sem nada dizer: seis golos.
Hoje, o FC Porto joga em Arouca e, amanhã, o Sporting defronta o Rio Ave, em Vila do Conde. Dificuldades imensas para os dois candidatos, embora o favoritismo que ambos carregam não seja posto em causa, na medida em que são significativas as diferenças quer nos objectivos, quer nos orçamentos..."

Fernando Guerra, in A Bola

O 'lifecoach'


"Uma coisa é o indivíduo que se julga treinador de futebol. Pode ser qualquer um de nós. E qualquer um de nós. Outra coisa é o indivíduo que é treinador da vida dos outros, o aparatosamente chamado life coach. É gente que antes se ficava por papelinhos nos para-brisas sugerindo afrodisíacos africanos, feitiços para desamores, magias para pedras nos rins e poções para o mau-olhado mas agora, aproveitando uma certa democratização da estupidez, escreve livros e dá aulas.
Eu que, ingenuamente, julgava saber viver - e não me refiro ao pacote básico de respirar, alimentar-me, dormir -, acreditava dominar razoavelmente a minha existência dentro dos acasos da - portanto - vida, confesso que já dou por mim, cedendo às pressões das estantes dos supermercados, a pensar se não precisarei desses treinadores quando eles me aparecem lembrando em capas com horizontes crepusculares: 'o sucesso depende de ti', 'o tempo certo é agora', dizendo 'não há problemas, só soluções', como se tivessem inventado a frase, 'O amanhã pode esperar', 'aproveita o dia'.
Tudo isto é uma evidente irresponsabilidade, viver o agora, ignorar o amanhã, por esperto que soe. Até porque julgo que se trata duma impossibilidade do cérebro: como humanos o instinto leva-nos a crer na continuidade, na nossa sobrevivência para lá do agora, logo, impede-nos de viver só o próprio dia. Se perdermos este mecanismo morremos. O carpe diem pode ser mortal (e, já agora, toda a gente viu O Clube dos Poetas Mortos). As únicas pessoas que os treinadores de vida ajudarão serão eles próprios se bem-sucedidos neste negócio de bem-dispostos armados em psiquiatras.
Se você, leitor, acha que é treinador de futebol, no que respeita à vida, à generalidade da vida, tem mesmo de continuar ignorante. Deve ser por isso que há tanta gente a gostar mais de futebol que da própria vida. O futebol é tão fácil que ninguém nos ensina nada."


Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Estranho silêncio no futebol português

"Presidente da Liga espanhola acusa a UEFA e a FIFA de estarem a transformar a Liga inglesa num género de NBA do futebol europeu.

Uma das grandes e universais discussões do mundo do futebol profissional prende-se, hoje em dia, com as limitações impostas pela UEFA e pela FIFA no que respeita ao financiamento à contratação de jogadores pelos clubes com menos capacidade financeira. Esse foi, aliás, um dos temas principais do importante Fórum que o ICSS (International Centre for Sport Security) promoveu na última semana, em Genève, e que teve como principal organizador, o português Emanuel Medeiros, CEO da organização para a Europa e países da América Latina.
A questão afecta, em especial, as ligas menos ricas da Europa e, em particular, os principais clubes portugueses que viram muito limitada a sua capacidade para contratar jogadores de qualidade internacional, através do apoio de fundos que aceitavam partilhar os direitos económicos dos jogadores, num investimento que manifestava total confiança na capacidade dos clubes portugueses poderem valorizar esses jogadores. 
A pressão exercida, muito em especial pela Premier League, levou a UEFA e a FIFA a proibirem os chamados TPO (Third Party Owernship), o que em português vulgarmente se traduz por propriedade de terceiro.
Claro que alguns clubes (incluindo em Portugal) trataram de driblar essa proibição, conseguindo manter o apoio de fundos de investimento através de supostos empréstimos de clubes (por norma sediados na América Latina) e que passaram a dar o nome apenas para tornar possíveis as transações. Nem todos, porém, decidiram experimentar as linhas tortas desse jogo ilegal e perigoso. A questão foi colocada de uma forma clara e frontal, no Fórum de Genève, pelo atual presidente da Liga Espanhola de Clubes, Javier Tebas. Para o líder dos clubes espanhóis de futebol profissional, a UEFA e a FIFA estão a contribuir para que a Liga inglesa se distancie de tal forma de todas as outras ligas que se tornará, em breve, num género de NBA do futebol.
Tebas foi muito duro com os dirigentes do futebol internacional, que acusou de irresponsabilidade e de incompetência. «Esses dirigentes da FIFA e da UEFA não têm de facto, qualquer noção do que é o mercado do futebol» - disse o espanhol, que ainda afirmou ser contrário à ideia de que existem cinco ligas ricas na Europa: «Existe apenas uma Liga rica, a inglesa, a larga distância de qualquer outra» - considerou 
Os defensores da posição da UEFA ainda tentaram argumentar com a questão da opacidade de alguns desses fundos de investimento, questionando a proveniência desses dinheiros, que poderiam estar a ser investidos no futebol apenas com o intuito de lavagem de lucros de negócios sujos. Tebas replicou que seria fácil à UEFA e à FIFA regularem no sentido de fazer a defesa da transparência, aceitando apenas Fundos de investimento que mostrassem de forma clara quem eram os seus donos. É particularmente curioso que um assunto tão importante para o futebol português não faça parte da agenda prioritária dos nossos principais clubes e apenas esteja a ser publicamente pensada e discutida por alguns especialistas em direito desportivo, como é o caso de Fernando Veiga Gomes, autor de um interessante artigo que tem por título Dos direitos económicos no direito do futebol e que apresentou em recente Congresso.
Faz obviamente falta a discussão pública do assunto por parte dos clubes e da Liga portuguesa de futebol. Tal como é essencial uma estratégia de lobby da maioria dos países europeus para obrigar a UEFA a rever a sua posição, antes que os tribunais europeus o façam, porque é inaceitável que a indústria do futebol possa ser discriminada em relação qualquer outra.

Uma abraço para o Salvio
momentos difíceis na vida de um jogador profissional de futebol, mas dificilmente se encontra um momento mais difícil do que uma lesão grave, que obriga a parar por tempo prolongado. É o caso do jogador argentino do Benfica, Eduardo Salvio. E, no entanto, a força como continua a apoiar os seus companheiros e o modo paciente e racional como se tem relacionado com a infelicidade que lhe bateu à porta faz dele um grande e bom exemplo. Um abraço para o Saçvio e que regresse depressa.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Benfica escolheu um caminho

"A 'Seixalização' do Benfica está em definitivo na agenda dos encarnados. Nelson Semedo veio para ficar, Victor Andrade já experimentou a titularidade, e esta noite há a possibilidade de ser Gonçalo Guedes a entrar de início. Nuno Santos aparece pela primeira vez numa convocatória e nos corredores da Luz existe a convicção de que em breve chegará a hora de Renato Sanches e João Carvalho.
Está instalada uma nova ordem no futebol das águias. A aposta na formação não era um capricho e muito menos uma promessa, daquelas que se esquecem rapidamente. O assunto fazia mesmo parte de um plano estratégico - e aí estão, já lançadas, as bases daquilo que Luís Filipe Vieira idealizou. Se é este ou não o caminho certo, só o tempo o dirá. Mas não faz sentido condenar, logo à partida, o projeto que visa construir uma equipa mais jovem, mais portuguesa e com mais formação. O cenário pode ser demasiado romântico e, na prática, até acabar por não funcionar. Ou demorar alguns anos a dar frutos sabendo-se, como disse Toni, que no Benfica "não há tempo para pedir tempo". Por isso é que estes processos têm de ser aceites, acarinhados e suportados pelos mais experientes. E quase tão importante, nesta fase, o papel de Rui Vitória quanto os de Luisão, Júlio César, Jonas ou mesmo Gaitán.
A questão essencial é saber se há ou não qualidade de base. E isso é o que iremos perceber nos próximos anos. Gonçalo Guedes e Nélson Semedo, entre outros, têm a oportunidade de ser o futuro do Benfica. Coisa de que Yannick Djaló, Bebé, Luisinho, Michel, Djavan ou Bruno Cortez não foram capazes. Essas, sim, foram apostas falhadas. E tempo perdido."

Eficácia e mais alguma coisa...

Benfica 6 - 0 Belenenses
Mitroglou(2), Jonas(2), Gaitán, Talisca


O melhor jogo da temporada, e não foi só por causa dos golos. A estratégia do Belenenses facilitou, o golo madrugador também ajudou, fomos eficazes pela primeira vez, mas os processos ofensivos do Benfica, nesta partida, melhoraram mesmo muito... A bola rolou entre os jogadores, rapidamente, com poucos passes errados, sempre à procura dos flancos, e acima de tudo a intranquilidade dos jogos anteriores desapareceu, os jogadores quando recebiam a bola, já sabiam o que tinham que fazer.
Defensivamente, não fomos verdadeiramente testados, mas pelo menos não 'oferecemos' contra-ataques, como nas partidas anteriores...
Ao contrário do que se disse, as paragens das Selecções no Benfica, têm normalmente um impacto negativo, porque a maioria dos titulares, vão para as respectivas Selecções. Mas desta vez, vimos um Benfica, mais mecanizado, com os jogadores bem posicionados, a saberem o que fazer... É caso para dizer: 'santa' paragem das Selecções... fez mesmo bem!!!
Agora, foram só 3 pontos. É preciso manter a tendência de melhoria, temos muito trabalho pela frente...

O Imperador foi mais um espectador (fez uma defesa), só os livres laterais 'inventados' pelo apitadeiro, criaram a ilusão de perigo!!!
O Jardel regressou em grande, muito seguro a defender e com a bola nos pés... O Luisão esteve quase sempre bem, apesar de uma ou outra hesitação... acabou por cometer muitas faltas, quando subiu para pressionar alto, e com medo de perder em velocidade, 'matou' as jogadas. Tenho defendido a dupla Jardel/Lisandro o Capitão será sempre o Capitão, é uma voz importante em campo, mas neste momento analisando friamente o jogo, o Lisandro devia ser titular...
O Nelsinho voltou às boas exibições... no outro lado, o Eliseu fez um dos seus melhores jogos da época, voltou com confiança da Selecção, onde também foi um dos melhores, apesar das críticas!!!
Samaris simplesmente dominador... Talisca foi titular pela primeira vez no Campeonato, e na minha opinião foi um dos principais responsáveis pela melhoria de jogo do Benfica. Simplesmente magnifico nos passes. Não me recordo de um passe errado. Passes tensos. Recebia e passava, simples. Sem dribles, ou cavalgadas inúteis e perigosas... E até fez coberturas defensivas!!!
O Nico acabou por ser considerado o MVP da partida, mas até nem começou muito bem, na 1.ª parte foi algo inconsequente, mas no 2.º tempo elevou a nota artística... e é disso que o povo gosta!!! O Nico não jogou na madrugada de Terça para Quarta, mas foi obrigado a uma viagem de 10 horas e praticamente só treinou na Quinta, por isso foi substituído cedo... O Gonçalo Guedes estreou-se a titular, e teve alguns problemas... como não tem rotinas como extremo, tem muitas dificuldades quando recebe a bola na linha, quando vai para o meio, e aparece na área, melhora imediatamente...
A dupla de avançados, marcou 2 golos cada... com golos cheios de oportunidade. O Mitroglou voltou a confirmar que é um ponta-de-lança de área, não lhe peçam mobilidade, dribles e afins, mas quando a bola vai ter com ele... O Jonas, caiu muitas vezes nas laterais, combinou em grande com o Nico e marcou dois golos, só porque sim!!!
Boa entrada do Jiménez, numa fase onde o Benfica reduziu o caudal ofensivo, o Mexicano mostrou-se sempre muito disponível, bem nas recepções, nos passes curtos e longos... temos jogador. Suspeito que nos jogos de grau dificuldade maior, onde o ponta-de-lança esteja mais isolado, a escolha vai recair sobre o Jiménez no lugar do Mitroglou, é especulação minha, mas...
Estreia do Nuno Santos, com alguns cruzamentos perigosos (pouco tensos), mas é mais um puto, a jogar sem medo...
Não posse deixar de falar da forma irritante, como o Bruno Paixão voltou a apitar uma partida!!! Já não tem cura...!!!

Terça-feira vamos ter a estreia da Champions. O nome do adversário não entusiasma, mas é preciso ter cuidado... A motivação do outro lado é altíssima. Será importante manter esta onda de confiança, até porque logo de seguida vamos ao antro Corrupto!!!

Não sei o que despoletou os incidentes nos sectores do NN , mas mais uma vez não compreendo como é que se usa a Policia de Intervenção nas bancadas da Luz. Independentemente do que aconteceu, a grande maioria das milhares de pessoas que ali estavam, nada fizeram para fugir à Policia. Existem câmaras de vigilância, existem revistas à entrada, se alguém não se sabe comportar no Estádio, então que seja isolado, identificado, e detido, sem que para isso seja preciso 'varrer' as bancadas... E se o problema são os petardos, então têm todo o meu apoio, na detecção e irradiação dos 'animais'!!! Já deviam ter sido barrados à muito tempo...

Jesus é passado

"O passado fim de semana foi dominado pelas entrevistas de Luís Filipe Vieira e de Jorge Jesus, que muito alimentaram a especulação jornalística e o amor clubista. Gostei do essencial da entrevista do meu presidente. O melhor favor que o Benfica pode fazer a Rui Vitória é deixar de falar de Jorge Jesus. Jorge Jesus é passado no Benfica, um passado de êxito e de títulos, mas é passado, e tem que ser tratado como Sven-Goran Ericksson ou Jimmy Hagan, ex-treinadores que ganharam. Muito obrigado pelas vitórias e seguimos em frente para conseguir mais títulos, com outros protagonistas. Já Jorge Jesus, muito bom treinador (não mudei de opinião por Jorge Jesus ter mudado de clube), não conseguiu ultrapassar o facto de passar para um clube sem a mesma dimensão (embora grande) e fala mais do antigo que do actual clube. Devia estar mais concentrado em conseguir os seus objectivos ao leme verde e branco do que em tentar que o seu sucessor não tenha êxito na sua ex-cadeira. Excelente notícia para o Benfica o facto de ter renovado com Jonas. A qualidade do jogador, a sua entrega e o seu profissionalismo são um seguro para o ataque encarnado.
Hoje volta o futebol, o verdadeiro, dentro das quatro linhas (como eu gosto), com um difícil Benfica-Belenenses, jogo de dificuldade máxima, numa altura em que não são permitidos desaires. Como dizia Jardel em entrevista, esperemos que estes dias tenham servido para «apertar alguns parafusos» na engrenagem benfiquista. Precisamos da máquina oleada e preparada para os desafios que aí estão. Belenenses, Astana e FC Porto em nove dias é agenda de sobra.
Por agora só o Belenenses é importante. Os de Belém começaram bem a época, estão com vários jogos competitivos de rodagem, jogam melhor fora de casa, onde têm aliás melhores resultados. Será difícil logo a noite."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Para cima deles!

"Tempo de selecção nacional, tempo de pausa no campeonato de futebol. E, já agora, tempo para uma reflexão. Ao fim de três jornadas, o SL Benfica tem duas vitórias, uma derrota e está a um ponto dos líderes.
A ver pelos fatalistas, o bicampeão já não tem hipóteses de chegar ao tri. Mas será que os adversários estão a apresentar uma qualidade de futebol ao nível do Brasil de 1982? Pausa para gargalhada. Não, muito longe disso. Aliás, nem dá para comparar. Não fossem os pés de um qualquer lateral a pisar descaradamente uma linha, os avançados do Estoril terem tido medo de ser felizes na zona das Antas ou os 31 remates do Glorioso contra o Arouca não terem dado golo e os fatalistas estariam sem argumentos.
A ver pelos optimistas, o SL Benfica até está melhor que na época passada. Perdeu um treinador que dava tantas alegrias quanto tristezas (são números, senhores...), ganhou um que não precisa de ser o centro das atenções, perdeu um lateral que vale pouco como pessoa, há mais aposta na prata da casa, há Champions no calendário e o trio estrangeiro do ataque já factura. Respira-se confiança, portanto.
O sucesso passa pelo melhor dos dois pontos de vista: aceitar a crítica e resolver os problemas; ver o que está bem feito e dar continuidade aos títulos. Para isso, é preciso ganhar hoje aos portugueses de Sá Pinto. A ver pelo que têm feito na Liga Europa, os Belenenses vão deixar tudo em capo. E então? Não é isso que o SL Benfica tem que enfrentar todos os fins de semana? Ou melhor, todos os dias, com os ataques desesperados de adversários externos e internos. Afinal quem é que usa o símbolo de campeão na camisola? Sem medo, Benfica!"

Ricardo Santos, in O Benfica

O dia em que joguei na Luz

"A Adidas convidou vários jornalistas para uma partida de futebol no Estádio do Benfica. E o representante da VISÃO fez exactamente o que se esperava dele: muito pouco.

Quando a Adidas enviou um convite à VISÃO para um jogo de futebol no Estádio da Luz, eu fui a escolha natural - oito das dez pessoas da minha secção são mulheres, e o outro espécime masculino não aprecia praticar desporto de pé. Quanto às minhas aptidões futebolísticas propriamente ditas, há duas correntes de opinião: eu acho que sou a reencarnação do Garrincha; todos os outros acham que devo ser é parvo. Mas isso não importa nada. Uma vitória por falta de comparência continua a ser uma vitória - e assim me caiu no colo o privilégio de pisar a relva do Glorioso.
Confirmada a minha presença, o passo seguinte foi dizer a toda a gente que ia jogar na Catedral. Comecei, claro, pelos mais benfiquistas, e daí segui pela cadeia alimentar abaixo. Pelo caminho, ia distribuindo promessas de golos. "Vou marcar um por ti", espalhei eu ao pontapé, salvo seja. Ao dar por ela, já levava uma dúzia de golos atribuídos. Não me estava a ver a pagar a dívida.
No dia mais importante da minha vida (o do nascimento do meu filho ocupa um honroso segundo lugar), pus-me a caminho uma hora mais cedo do que era preciso, não fosse eu ser vítima de um acidente e ter de me arrastar, ensanguentado, 5 ou 10 quilómetros até ao estádio. O ponto de encontro era a sala das conferências de imprensa.
Depois de uma apresentação de um responsável da Adidas, a falar sobre as novas chuteiras ACE15 e X15 (as primeiras, adaptadas a estilos de jogo mais controlados, as segundas, para jogadores mais explosivos, e outras coisas que não ouvi realmente porque 65 mil espectadores imaginários já chamavam por mim), entraram Jardel e Jonas.
Os craques do Benfica dividiram os 24 jornalistas em duas equipas e encaminharam-nos para os balneários. Calhou-me o Jardel como treinador - ou melhor, mister, como nós, futebolistas, gostamos de dizer. Enquanto vestíamos o equipamento, o defesa encarnado delineou a táctica. "Quem quer ir à baliza? Quem quer jogar à defesa? Esquerda? Direita? Centro?" E pronto, foi isto. Estratégias? Para quê? Obviamente, o homem percebeu que tinha ali 12 predestinados, a quem bastava o talento natural para vencer o jogo nas calmas. Ainda pensei em avisar que há quem me considere agressivo na bola (eu prefiro chamar-lhe empenho). Mas, como ninguém me perguntou se, por exemplo, alguma vez parti o pé a um adversário, optei por não contar que uma vez parti o pé a um adversário. Digamos que o assunto não se proporcionou. 
Escolhi o lugar de defesa esquerdo porque é o sítio do campo onde costuma haver menos gente, e o meu estilo de jogo não se coaduna com multidões. Tal como as estrelas lá de cima, também as estrelas futebolísticas precisam de espaço para brilhar. Vesti a camisola com o número 6 nas costas (o mesmo de portentos benfiquistas como Jamir, Steve Harkness, Marco Freitas e Fernando Meira) e fui para o relvado. Íamos ter dez minutos de aquecimento. Cansei-me a aquecer.
O árbitro preparava-se para o apito inicial quando me convenci de ter escolhido bem a posição: ia enfrentar, no meu corredor, a única mulher em campo - a Mariana Cabral, do Expresso. Constava que ela percebia de bola, e que até tinha tirado um curso de treinadora, mas, caramba!, é mulher. Deve haver atuns que jogam melhor.Essa era a primeira boa notícia. A segunda é que o meu amigo Jaime, da New in Town, estava na baliza. Se lhe marcasse um golo em pleno Estádio da Luz, faria questão de o ter ao meu lado antes de me finar para, com o último sopro, lhe recordar o momento. Incitado por essa ideia, fiz o primeiro remate à baliza do jogo. Uso a palavra remate num sentido muito lato. Foi uma espécie de suave atraso para o guarda-redes errado, com o pé esquerdo, o que estava mais à mão, como diria o João Pinto, esse filósofo do FC Porto. (Por falar em pés esquerdos, ainda hoje não tenho a certeza de qual é o meu melhor pé, pelo que prefiro considerar-me ambidestro dos membros inferiores.) O pior veio de seguida: a Mariana pegou na bola perto da linha e avançou na minha direcção; à entrada da área, passou por mim como se eu não estivesse lá. E com essa simples finta curou-me o sexismo.
Fomos para o intervalo a ganhar por 1-0, com um golo acidental: o meu companheiro queria cruzar, mas a bola saiu demasiado longa e acabou na baliza. Dirigimo-nos para o balneário, a arfar, com Jardel a acompanhar-nos, de mãos nos bolsos. "Estamos tão cansados como tu costumas estar, Jardel?", perguntou um de nós. "Vocês jogaram 15 minutos", respondeu o mister. Sim, o Benfica e a Adidas achavam que não aguentávamos mais que duas partes de 15 minutos. Tinham razão. No início da segunda parte, pedi para trocar de posição com um médio centrocampista. Oficialmente, porque queria ir mais para o meio da acção. Honestamente, porque não queria voltar a ser humilhado pela Mariana. Havia câmaras a filmar a partida.
O jogo prosseguiu numa toada entre o morno e o cómico, certamente porque as bancadas vazias não nos estimulavam a dar mais. Entretanto, a equipa adversária fez o 1-1 sem saber ler nem escrever, num contra-ataque fortuito. Jonas, o treinador inimigo, pareceu entusiasmado, mas o nosso mister manteve a mesma calma estóica, que quase podia ser confundida com absoluto desinteresse no resultado. Mas depressa voltámos para a frente do marcador, com mais um espectacular cruzamento disparatado que acabou nas redes por estranhos humores da física. Jardel demonstrou a sua irrefreável satisfação acenando ligeiramente com a cabeça. O árbitro apitou para o final pouco depois.
Terminada a partida, fiquei no centro do relvado a tirar selfies. No Natal, hão de ser transformadas em postais de boas festas e oferecidas a toda a gente que conheço - porque o único prazer maior do que jogar no Estádio da Luz é esfregar na cara dos nossos amigos que jogámos no Estádio da Luz."

O Benfica existe para ganhar

"No sábado passado, enquanto assistia ao jogo de iniciados A, dei por mim entusiasmado com a velocidade, criatividade e técnica de um dos nossos jogadores, o Jair Tavares. Fez-me lembrar o Mário Ferreira, o 'Valderrama', apenas um ano mais velho. Com um estilo diferente, o 'Jota', nascido dois anos antes. Ou o Diogo Gonçalves e o João Carvalho, estes já na 'B', mas com idade júnior. Ou o Gonçalo Guedes, a dar os primeiros passos na equipa principal, assim como o Hélder Costa já o fez na temporada passado no Corunha, ou o Ivan Cavaleiro, hoje um valor seguro na liga francesa.
Em comum, os atletas mencionados foram ou estão a ser formados no CFC, actuam preferencialmente a extremo, é-lhes apontado um futuro risonho no Futebol e têm, entre si, pela ordenação utilizada, um ano de idade a separá-los. Muitos outros poderiam ser indicados noutras posições.
O futuro do Benfica passa, inevitavelmente, por esta fonte de promessas futebolísticas formadas no Seixal. Por convicção: a identificação com os valores Benfiquistas, quando assimilados desde cedo, é, na maioria dos casos, mais robusta; e por necessidade: os recursos são finitos, a capacidade de endividamento nem sempre é a necessária, a massa salarial tenderá a diminuir e as mais-valias decorrentes da alienação de passes a aumentar.
Nada disto, no entanto, será relevante se a nossa equipa principal deixar de ser competitiva. Como tal, fiquei descansado ao ler nas entrelinhas da entrevista concedida pelo presidente Luís Filipe Vieira ao jornal A Bola que esta aposta não é dogmática. Abrir portas aos miúdos é importante, mas terá sempre de ser indispensável mostrarem capacidade para atravessá-las."

João Tomaz, in O Benfica

Esclarecedor

"Duas entrevistas a dois diários desportivos portugueses, duas personalidades bem distintas, dois discursos bem diferentes. No jornal “A Bola”, um verdadeiro homem de estado fala sobre o futuro da instituição a que preside, denota confiança, transborda determinação quanto ao rumo que pretende seguir. Respeita os adversários. Com humildade, sabe que não poderá vencer sempre, mas acredita que pode vencer mais vezes do que os outros. Muito importante: garante que, com ele, o futuro do clube jamais será hipotecado. 
No jornal “Record”, um indivíduo ressabiado ajusta contas com o passado. Do alto da sua ilimitada vaidade, desrespeita aqueles que o levaram ao topo, dispara a vários colegas de profissão, e mostra um revelador desapego face aos que hoje lhe pagam o principesco ordenado que aufere. Há três meses estava num clube, agora está num rival, e já ameaça partir para outro. Vai com quem pagar mais, tal como certas senhoras que, por vezes, vemos na estrada. Admite que andou a brincar com o Benfica e com o seu treinador, na antecâmara da supertaça. Mas a principal pérola da entrevista surge quando, candidamente (?), faz a seguinte afirmação: “nunca vão conseguir pôr os adeptos do Benfica contra mim”. Ou está a rir-se de nós, ou vê muito pouco para lá das quatro linhas de um campo de jogo. Deveria saber que foi ele próprio a colocar os adeptos do Benfica contra si, saindo pelas traseiras, deitando todo um passado para o lixo, e transformando-se, num sopro, em figura menor na história do clube. Talvez seja preciso explicarmos-lhe melhor. Talvez à oitava jornada o entenda devidamente."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Um ano decisivo? (tão decisivo como todos os outros)

"Temos de estar unidos, tal como estiveram os adeptos e a equipa. Ganharemos se não deixarmos que as divisões deem frutos.

ANO DECISIVO?
No início de cada época vamos tendo esperanças bem contraditórias: para os que acabaram de ganhar tudo começa com o receio de podermos não vir a ser tão competentes como o ano passado, neste caso para nós, BENFICA, como nos dois anos anteriores. Para quem perdeu o ano passado (ou para - como é o caso de um dos nossos competidores directos - para quem tudo perdeu nas duas últimas épocas) reacende-se a esperança, a fé de «este ano é que é». Frase, aliás, que outro dos nossos competidores directos bem conhece (para esses, é sempre este ano, até a matemática os aconselhar a começar a fazer contas para o próximo ano, e para o próximo, e para o próximo, e assim sucessivamente).
Para nós, será, como sempre, um ano decisivo, porque ao BENFICA se exige, sempre, que ganhe. E se se exige sempre, mais se exige quando se passou de tempos de reconstrução para tempos de resultados desportivos! Só assim se pode compreender a referência de Luís Filipe Vieira a «dores de crescimento». Ele será o primeiro, de entre nós, a saber conciliar o crescimento com mudança de paradigma, a conciliar formação com vitórias, a fazer coincidir (Rui) Vitória com (Tri) Campeão. Porque ser do Benfica voltou outra vez a ser incompatível com o conjugar do verbo perder.

MEIO E NÃO FIM
Ter medo da mudança é incompatível com a essência do BENFICA. Mas assumir a mudança como objectivo final será tão grave como prescindir da aposta na formação para mais facilmente podermos voltar a repetir as vitórias.
Lembro-me dos tempos em que as campanhas eleitorais no BENFICA se faziam em volta de quem seria mais fiel ao modelo do Ajax, na formação. Esse tempo passou, como aliás passou a hegemonia do futebol do Ajax na Europa, prova de que o recurso à formação, em exclusivo e como objectivo (em vez de ser um meio para atingir um fim), não nos levará onde queremos.
Sempre defendi a formação, não como um fim em si, mas antes como meio para, reduzindo os custos, podermos continuar a ganhar tudo! Tenho a certeza de que, finalmente, todas as jovens promessas made in Seixal serão devidamente valorizadas e aproveitadas pela actual equipa técnica, embora saiba que o recurso à formação não resolve todos os problemas na construção de uma equipa.
Depois, definido o objectivo (ganhar, sempre), encontrado um dos instrumentos para que isso aconteça (a formação), teremos de continuar a ter, ainda, a disponibilidade para, lá fora, encontrar cada vez menos - os que podem encaixar neste modelo de custos adaptados à realidade portuguesa, sem continuar a deixar de ter toda a ambição do Mundo.
E fazendo, como tem vindo a acontecer, que a passagem de cada jogador pelo BENFICA - seja ele da formação ou não - possa representar uma referência de estabilidade depois da adaptação, e de continuidade por cada vez mais e mais anos.

A VANTAGEM DOS OUTROS
Sabemos que este ano (mais ainda do que nos anteriores) todos nos quererão derrotar. Temos de estar atentos! Aos outros dois basta que nós não ganhemos. Isso daria o título de campeão a um deles e alegria (como se fosse campeão) ao outro.
Indistintamente, reconheçamos, porque eles tem mais inveja de nós do que gostam deles. Eu quero ganhar, sendo-me indiferente quem possa ganhar que não eu. Os outros querem que eu perca. Têm, por isso, uma vantagem: são, sempre o foram, dois contra um.
É verdade, mas, neste ano, as coisas - como se vê por uma entrevista de alguém de outro clube que perde metade da mesma a falar do BENFICA - vão exigir mais de nós!
Teremos de estar unidos, como estiveram os adeptos com a equipa nos últimos jogos, porque só unidos e sem criarmos divisões entre nós seremos capazes de ganhar.
Deixemos de lado ambições ou ódios pessoais, interesses ou leituras divergentes (embora muito respeitáveis e, algumas delas, a darem muito que pensar), candidaturas para o momento em que devam aparecer, discussões sobre o futuro quando o futuro estiver em discussão. O presente, esse é que tem de ser construído de vitórias. Porque, neste 2 contra 1, ganharemos se não deixarmos que as divisões comecem a dar frutos.

EXEMPLOS EM CAMPO
Sendo assim, este ano será tão decisivo como todos os outros. Temos, por isso, de ganhar! Com uma mudança estrutural? É a vida! Com uma aposta redobrada na formação? O futuro a isso obriga! Com menos aquisições e menos vendas? Sempre o defendi!
Mas isso também obrigará a duplicar, triplicar «a raça, o querer e a ambição» à BENFICA. Luisão (desde 2003/04), Gaitán e Salvio (desde 2010/11), André Almeida (desde 2011/12) ou, até mesmo, Jardel (desde 2012/13) têm de ser exemplos a seguir, com muitos anos de permanência no Clube, para que possam ir transmitindo não só o que significa ganhar, mas o que temos de fazer para ganhar dentro de campo!
A par disso, uma enorme abertura - de todos os que temos responsabilidades no BENFICA - para combater a conflitualidade com que nos vão atacar, sem virar a cara, e sem temer a desestabilização a que será conduzida a arbitragem, ao arrepio do que era exigido aos seus dirigentes, porque parecem servir uma estratégia que não é a sua, nem nada ter a ver com os interesse da arbitragem. Para tudo deveremos estar preparados. Não o fazer será meio caminho andado para perder. E eu quero, nós queremos ganhar! 123... TRICAMPEÕES outra vez!

SE EU FOSSE...
...DIRIGENTE DA APAF
Não saberia responder a quem me questionasse sobre as razões desta guerra surda contra tudo e contra todos.
Não saberia responder a quem me perguntasse se as minhas posições serviam outros interesses que não os dos árbitros.
Não saberia responder se confrontado com as razões de contestação dos critérios de avaliação e ponderação de exames técnicos e físicos se esses mesmos critérios fossem aplicados a todos os árbitros. 
Não saberia responder se me indicassem que, com base nessa contestação, há candidaturas ao próximo Conselho de Arbitragem, só porque isso convirá a um certo clube.
Não saberia responder, porque responder a cada uma dessas perguntas, se calhar, seria já pedir demasiado de mim.

...DIRIGENTE DA ARBITRAGEM DA UEFA
Ria-me das propostas de sorteio dos árbitros em detrimento da nomeação que existe em todo o Mundo, que alguns querem em Portugal!
Ria-me das greves aos exames, por razões de ponderação, que os árbitros fizeram em Portugal!
Ria-me da guerra pelo vídeo-árbitro, agora inventada para ocupar espaço mediático, para disfarçar derrotas ou justificar assessorias de imprensa mais ou menos veladas, que alguns querem em Portugal!
Ria-me do ridículo desta última ideia porque, sabe bem quem o defende, tal só é possível quando a jogada termina nesse momento e isso implique o reinício do jogo (como no ténis, no futebol americano ou, em determinadas circunstâncias, no râguebi), que alguns querem em Portugal!
Ria-me... até os avisar que, se não se deixam de brincadeiras, a UEFA deixará de levar a arbitragem portuguesa a sério."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Actualidades...

Uma pequena resenha aos temas do momento:
- Jonas é a prova de que não é preciso estar muitos anos no Benfica para perceber, o que é o Benfica. Neste caso, todos sabemos que o Jonas teve propostas muito melhores. Mas sempre disse (e cumpriu) que queria ficar no Benfica. Obviamente, não fica com um ordenado de 'miséria', mas fica...
- Salvio foi novamente operado, como estava previsto. Agora, é trabalhar... e esperar pelo regresso a 100%.
- O Benfica anunciou os resultados consolidados do último exercício, com um lucro de 7,1 milhões de euros, e uma significativa redução do passivo... Mantendo os resultados operacionais bem positivos, e sem 'trapalhadas' contabilísticas!!! A analise, mas pormenorizada fica para mais tarde...
- Nas modalidades, o Hóquei em Patins já conhece os nossos adversários na Liga Europeia: Bassano, Vic, Merignac.
- Já não é novidade, mas eu não anunciei aqui, a 'troca' de Centrais no Voleibol. O Brasileiro Rogério decidiu terminar a carreira, o Benfica não ficou quieto, e contratou o Internacional Canadiano Justin Duff... Provavelmente ficámos mais bem servidos!!! Dustin Schneider, nosso antigo jogador Canadiano acabou por ser importante em mais esta contratação surpresa...
- No Basket, a saída do Goran Nogic foi a notícia mais relevante dos últimos dias. Depois de muitos anos na Formação do Benfica, tornando o Benfica na melhor Formação Portuguesa, com muitos títulos, e com muitos jogadores espalhados por quase todas as equipas da Liga, o Goran optou por um novo desafio. Obrigado e até à próxima...!!!
- Para finalizar as loiras histéricas online, ficaram ofendidas com os €5 que o Clube pede, pelo novo Cartão de Sócio. Apetece-me escrever algumas coisas, mas muito sinceramente não tenho paciência, assim, e porque é mais fácil, 'Roubo' a Capa do «Às vezes sai todos os dias», do BnR B, que resume muito bem (como é habitual) a minha raiva!!!
PS: Já agora, amanhã é para ganhar, com 90 minutos à Benfica!!!

A pequena aldeia do futebol


"Ainda se está por perceber como é que Benfica, Sporting e FC Porto partilham tantas vezes a cobiça pelos mesmos jogadores. A história das contratações dos três grandes está cheia de casos de reforços que foram 'desviados' do seu percurso original por um interesse comum seguramente potenciado pela tremenda rivalidade que existe entre eles.
Os motivos não estarão, por certo, exclusivamente relacionados com a ânsia de tentar "passar a perna" ao rival. Há, obviamente, razões acrescidas que colocam os clubes na pista de jogadores que podem ser bons negócios. A pequena aldeia do futebol já não consegue esconder muitos segredos e Benfica, FC Porto e Sporting dedicam especial atenção a mercados que são trabalhados por especialistas ao melhor estilo dos garimpeiros.
O argentino Franco Cervi é o último exemplo de uma luta travada neste caso, entre Benfica e Sporting. Começou por ser dado como alvo dos leões, chegou mesmo a ser classificado como mais do que isso, mas a verdade é que vai acabar na Luz, depois de os encarnados terem sido mais incisivos na concretização do negócio.
A novidade desta história é a assunção por parte do Sporting que este jogador, Cervi, não deveria ter escapado e que tal desenlace foi motivo suficiente para afastar do pelouro das contratações um administrador da SAD. A medida pode ter duas leituras que até serão complementares: é a prova de que a cultura de exigência no Sporting não poupa os mais altos responsáveis e/ou uma forma de justificar a Jesus o fracasso de uma contratação que estaria entre as mais desejadas pelo treinador leonino."

Peitos há muitos, sua palerma!

"A polémica rebentou por causa de uma inovação nas camisolas do Manchester United postas à venda, passando a haver modelos para homens e para mulheres.
Tudo reside na profundidade do bico em V da gola concebido pela Adidas. Nos homens, platonicamente, mais perto do pescoço. Nas mulheres, sensualmente, mais perto do peito.
As adeptas estão divididas. Umas acusam esta ideia de sexismo e discriminação. Outros aplaudem-na. Barafustam as primeiras porque o modelo «obriga» as mulheres a mostrar parte dos dotes peitoriais. Replicam as segundas, reprovando os anteriores e únicos modelos masculinos, em que «parecia que era a camisola que as levava e não elas que levavam a camisola». Uma das mais críticas disse que «seria estranho usar uma roupa tão 'reveladora'. Não consigo relaxar e pular no estádio». São as que levam a questão a peito, porque estão de peito feito. Ao invés, outra internauta escreveu: «Amei o novo modelo. Celebremos as diferenças! É uma boa mudança, já que me sinto estrangulada por camisolas. As reclamações são das meninas que não têm peito para as preencher». E outra adiantou: «Numa hora, criticam quem as censura por mostrar o corpo, e noutra hora, condenam inovações que lhes valorizam o corpo». São as que, do fundo do peito, consideram a Adidas um amigo de peito. Alegam, ainda, que o novo modelo não é obrigatório, podendo optar pelo masculino. Por falar em masculino, os homens, menos dados a filosofias, estão felizes com a inovação. «O que é de gosto regala o peito», diz o ovo.
Já agora, será que a expressão da gíria «peitudo e raçudo» será posta em causa?"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Eusebismos

"ELBASAN - Faltavam cerca de 20 minutos para os adeptos albaneses desatarem a gritar MESSI, MESSI, MESSI, quando senti um puxão no braço esquerdo.
Olhei para trás e esbarrei no sorriso de um senhor já velhote e no olhar fascinado do sobrinho. Não houve cá tempo para bons-dias nem boas-tardes, que o italiano do homem era tão improvisodesenrascado que ele parecia nem respirar. Sorria, e repetia, agora fazendo-se entender: «Quem é melhor, Ronaldo ou Eusébio?» Assim mesmo, de chofre, sem me dar tempo para pensar, logo insistindo, agora pela voz do rapaz, em inglês.
Tenho para mim que Eusébio foi um gigante, mas - eventualmente porque nunca o vi jogar a não ser em imagens de TV sem grande qualidade - entendo que tudo o que Cristiano Ronaldo já conseguiu, o extenso currículo que ostenta, o facto de ser um quebrador incansável de recordes no Real Madrid e na Seleção o torna já merecedor da coroa de melhor português de sempre (e isto sem qualquer desprimor para génios como Eusébio, ou, por exemplo, Luís Figo).
O jovem traduziu as minhas palavras do inglês para o albanês e o olhar do tio alterou-se. Sem respirar, disparou (a sonoridade era parecida e o google tradutor diz que a frase era algo como isto): «Pelé ka thene se ne qofte se ka pasur nje loje kunder nje ekipi marsian dhe Eusebio nuk ka luajtur, ai gjithashtu nuk do te luaje». Percebi, ali pelo meio Pelé, equipa de marcianos e Eusébio, mas tive de esperar que o rapaz explicasse que o Pelé tinha dito que se o Eusébio não jogasse contra uma equipa de marcianos ele próprio não jogaria! Sorri e apreciei o momento. Não rebati - para quê contrariar tão forte paixão? - e desejei-lhes boa sorte, que aproveitassem o jogo. Para eles, foi um dia mágico. Afinal, era só um jogo de futebol e isso, toda a gente sabe como pode ser mais importante que tudo."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Certezas e surpresas europeias

"No Euro-2016, vai haver muitos neófitos. Por um lado, porque aumentou o número de selecções apuráveis (passou-se, sucessivamente, de 4 para 8, 16 e agora 24!). Mas também porque a globalização se instalou no futebol, com a migração de bons atletas para ligas mais competitivas.
Assim, vamos ter a Islândia no próximo Europeu e, provavelmente, Albânia, País de Gales e a dobradinha checoslovaca. E para o play-off (ou até para o apuramento directo) há Israel, a muito antes poderosa Hungria e a Noruega. Além disso, saúda-se os quase certos regressos da Roménia (ao contrário da deprimida Bulgária), Bélgica, Áustria e Polónia (estas duas sem o bónus de apuramento por terem sido anfitriãs).
Em sentido inverso, a Holanda é um caso estranho de dificuldade, logo num sistema em que o mais difícil é uma boa selecção não ficar apurada, tal a fartura de lugares disponíveis. Logo a seguir, a Grécia, ex-campeã europeia, que, depois do nosso Fernando Santos, está em último, 3 pontos atrás - imagine-se! - das Ilhas Feroé. Acrescem a Sérvia, antes equipa poderosa, a irregular Turquia e a sempre imprevisível selecção russa.
No campeonato dos pequeninos, duas selecções fingem que competem e ainda não pontuaram: Andorra e Gibraltar (no conjunto, marcaram 5 golos e sofreram 76 (!). Além delas, brilham São Marino, com um empate, e única que ainda não soube o que é um golo (0-25) e Malta. Ceguinhos de há uns bons anos, temos a excelente, mas não surpreendente, evolução de Chipre (3 vitórias, até ver) e até o Liechtenstein (5 p.) e Luxemburgo (4 p.) fazem pela vida."

Bagão Félix, in A Bola