Últimas indefectivações

sábado, 9 de maio de 2015

Golos...

Benfica 42 - 37 ABC
(1-0)

Numa eliminatória para decidir o 3.º classificado, com pouco interesse competitivo - decidir quem vai à Taça EHF (3.º), ou à Taça Challenge (4.º)... se calhar a Taça Challenge até será mais adequada à nossa realidade!!! -, o Benfica venceu, num jogo com muitos golos, onde provavelmente o ABC 'geriu' o plantel, tendo em conta a sua participação na Final da Taça Challenge...
Numa altura onde já se começou a 'discutir' o plantel da próxima época, estes jogos quase passam despercebidos!!! Agora temos que confirmar este triunfo, com mais uma vitória em Braga...

Aviso...

Benfica 87 - 94 Ovarense
(0-1)
15-21, 15-15, 14-15, 29-23, 13-20

Só vi os primeiros minutos, antes de partir para Lisboa para ver o Futebol, e deixaram-me muito preocupado... mas parece mesmo, que o resto do jogo foi muito mau!! Estivemos sempre a perder, só conseguimos empatar perto do final, ainda conseguimos levar o jogo para a prolongamento, mas também não valia a pena... Percentagens ridículas...
Esta derrota não estava no programa, ainda não entrei em 'desespero', mas temos a obrigação de vencer os próximos 3 jogos!!!

Juniores - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 6 - 0 Rio Ave

Recordo que perdemos em Vila do Conde!!! Cada jornada que passa, a sensação de frustração aumenta... teria sido tão 'fácil' ganhar este Campeonato!!!

Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus

"O Benfica-Penafiel desta tarde vai levar sessenta mil espectadores à Luz, um número bem superior ao interesse do mero confronto do primeiro com o último da tabela. O Benfica corre isolado pelo 34.ª título da sua história e os adeptos encarnados continuam a dar um extraordinário exemplo de fidelidade à causa, dizendo presente, de norte a sul, semana atrás de semana.
Faltam, ao Benfica, seis pontos para ser proclamado bicampeão, um feito que não acontece, para os da Luz, desde 1984, na primeira passagem de Eriksson pelo clube. E, durante o consulado de Pinto da Costa, depois dessa dupla conquista encarnada em 82/83 e 83/84, nunca uma equipa adversária conseguiu dois títulos consecutivos. Creio ser possível dizer, sem margem de erro nem especulação, que a hegemonia do FC Porto no futebol português acabou. A superioridade dos dragões, de forma como foi exercida, já não consta da realidade. Mas o FC Porto foi substituído, nessa liderança, pelo Benfica? Não. Os tempos são de equilíbrio, de lutas apertadas em várias modalidades e escalões, sem que possa falar-se, com propriedade, de inversão de ciclo.
A todo este processo não é alheio Luís Filipe Vieira, que em 14 anos de ligação ao Benfica se constituiu no principal responsável pela regeneração (ou refundação?) de um clube que batera no fundo durante o consulado de Vale a Azevedo. Noutro plano, mais sectorial, também há a assinalar a influência positiva de Jorge Jesus, que deu ao Benfica a coerência competitiva de que carecia. Um e outro, com os altos e baixos próprios dos casamentos longos, contribuíram para a recuperação. Daí que, quando o campeonato acabar e se sentarem para falar do futuro, não haja nenhuma boa razão para que não continuem o percurso comum."

José Manuel Delgado, in A Bola

Pedalada de campeão

"O campeonato está em contagem decrescente e os adeptos do Benfica já devem ter reservado a data da última jornada para se entregarem à festa do bi. Com a meta à vista, o título é uma conquista cada vez mais real, embora o FC Porto ainda esteja na luta. Jesus recorreu ao vocabulário ciclista para projectar o que ainda falta. Para o treinador, há prémios de montanha pela frente e de uma dimensão que, na sua opinião, depende daquilo que o Benfica fizer. Se jogar com a intensidade que Jesus gosta, então as montanhas que se imaginam como os Alpes serão como montes alentejanos e o campeão seguirá imparável até à glória final.
Este Benfica tem sido ambicioso como sempre e pragmático como nunca e ninguém imagina que, tão perto do fim, venha a tropeçar. Especialmente hoje, quando entre a equipa de Jesus e o adversário há 59 pontos de diferença. Será talvez a noção de que no futebol nada se pode dar por garantido - e o Benfica mantém fresco na memória esse duro ensinamento - que ainda corrói os espíritos mais inquietos e alimenta receios. O Benfica atravessa um momento em que a qualidade do seu jogo consegue satisfazer a massa adepta que não se contenta com uma simples vitória. Jogadores como Jonas, Salvio e Sulejmani (na vez de Gaitán) transportam fantasia ao jogo e, assim, são capazes de empolgar e divertir. Sim, porque neste Benfica pragmático, o supérfluo também é essencial. De outra maneira, aliás, dificilmente poderia ter o título à mão de semear.
NOTA - Estranho que a construtora que ia fazer o Pavilhão João Rocha tenha agravado o custo dois dias depois do lançamento da primeira pedra. Penalizadora (mas atenuada) a sanção da UEFA por incumprimento do fair play financeiro. No Sporting, ainda se enfrentam tempestades."

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Proibido facilitar

"Os 5-0 de Barcelos, aproximaram o Benfica do principal objectivo da época, mais ainda não o conquistaram. Foi convincente a exibição contra o Gil Vicente, e reduzir o jogo às fragilidades dos de Barcelos, é não conseguir ver os vários méritos que teve o Benfica. Destaque maior para o grande regresso de Fejsa, desta vez não foram só dez minutos, foi mais de meio jogo de grande classe e entrega.
Houve histeria com a nomeação de Capela, muitos desses conhecedores de como se ganharam campeonatos nos últimos 25 anos, sabiam que era necessário um Donato Ramos, um Guímaro, um Marques da Silva, um Calheiros para evitar os 5-0. Ao contrário dos benfiquistas que ficaram indignados, eu gostei de saber que há tantos conhecedores da génese e da história das vitórias do seu clube.
O jogo com o Penafiel, teoricamente o mais fácil, tem esse perigo, ser considerado fácil e não ter a mesma abordagem competente e determinada. O Benfica nesta segunda volta só perder pontos (com excepção da recepção ao FC Porto) quando jogou sem Gaitán, e não tem Gaitán para amanhã. Que este perigo sirva de aviso e motivação extra. Temos que sair da Luz com os olhos da conquista em Guimarães do bicampeonato.
O FC Porto mostrou em Setúbal a alma que tem, nunca entrega fácil um título que ambiciona, e isso só qualifica quer o FC Porto, quer o Benfica. Uma luta acesa e disputada até ao fim, como sempre aqui escrevi que seria.
Haverá 60 mil na Luz a dar colinho. Deste árbitro, o mesmo do Benfica-Belenenses (todos nos lembramos), da última época, deseja-se uma actuação séria e competente. Haverá seguramente, com a experiência de Jorge Jesus, um Benfica determinado e seguro.
Era um dado muito positivo o regresso de Salvio para a recta final da época, mas a entrada de Sulejmani em Barcelos foi uma aposta ganha pelo treinador e pelo jogador. Mesmo com uma onda de lesões muito grande, têm saído bons coelhos da cartola em vários momentos."

Sílvio Cervan, in A Bola

A festa pode esperar

"Por esta altura, não haverá muitos benfiquistas a quem passe pela cabeça a hipótese de ver fugir o título nacional. Depois de cumpridas 31 jornadas, com dois jogos em casa por disputar, com uma margem de erro simpática, e com a força competitiva demonstrada em Barcelos, é de facto difícil imaginar outro cenário. Porém, a nossa história recente obriga a todas as precauções. Se o entusiasmo, e até a euforia, são sentimentos legítimos de uma massa associativa que se alimenta de glórias, aos jogadores e quem os rodeia não é permitido qualquer tipo de dispersão, em face de um objectivo que só estará alcançado quando a matemática assim o determinar.
Há dois anos encontrámo-nos numa situação semelhante. Sabemos o que aconteceu depois. Se o Gil Vicente pode ter sido uma espécie de Marítimo de 2012-2013, não podemos permitir que, amanhã, o Penafiel se transforme numa espécie de Estoril. É pois necessário encarar este jogo como mais uma dura 'final', numa caminhada que ainda não está concluída.
Um estádio cheio irá ajudar. Não para comemorar seja o que for, mas sim para dar mais um forte empurrão à nossa equipa – a qual devemos ajudar, sobretudo no caso de, por qualquer motivo, e em qualquer momento, o jogo vir a tornar-se mais complicado do que o esperado.
Muito dificilmente seremos campeões neste fim-de-semana. O mais provável é entrarmos no difícil estádio de Guimarães ainda a necessitar de pontos. É muito importante poder fazê-lo com algum conforto, sob pena de as contas se complicarem.
Por todas estas razões, amanhã sim, estaremos perante o jogo do ano. A festa? Essa pode esperar."

Luís Fialho, in O Benfica

Exibição à Benfica

"Apesar da insistência, ao longo da semana passada, do pior e mais caro comentador de arbitragem do futebol português, Lopetegui, não foi Capela a merecer destaque na vitória Benfiquista. Foi Maxi Pereira, o melhor lateral a actuar em Portugal, ao bisar num jogo de sentido único, fruto da excelente exibição Benfiquista que seu corpo à expressão 'jogar à campeão', sinónimo de jogar à Benfica. Ou Jonas e Lima que, com um golo cada, cimentaram as suas posições no pódio dos melhores marcadores do Campeonato Nacional, contrariando a ideia veiculada no início da temporada, por alguns opinadores mal-intencionados ou incompetentes, de que faltariam goleadores ao Benfica. Ou Sulejmani e Fejsa, dois dos atletas esquecidos e, por isso, injustiçados, quando esses mesmos opinadores teorizaram sobre as supostas carências do plantel Benfiquista. Ou Júlio César, 'o reformado', que, como se tem visto ao longo da época, ainda ensina ao proto galáctico Patrício e ao bode expiatório Fabiano como se defende, com classe e mestria, uma baliza. Ou ainda Samaris e Pizzi, as mais recentes 'invenções' de Jorge Jesus, que já parecem ser donos dos seus lugares há vários anos.
Três jogos, duas finais. Temos tudo, no campo e nas bancadas, para sermos Campeões.
Para terminar, parabéns à secção de Futsal pelo regresso aos títulos. É mais que justo! E, se a justiça continuar a prevalecer, seremos Campeões Nacionais também nesta modalidade. O ecletismo amplo e ganhador tem um nome: Sport Lisboa e Benfica.
E uma abraço sentido ao funcionário responsável pela vitrina do nosso Museu em que são expostos os últimos troféus conquistados. Está a precisar de um ajudante..."

João Tomaz, in O Benfica

Passo em falso do Benfica? E o Porto?

"Se quisermos comparar o campeonato da Liga a uma corrida de bicicletas, diremos que a jornada do próximo fim de semana corresponde à última curva antes de se entrar na recta da meta para o sprint final: propícia a um toque, a um atraso, a uma queda. Razão pela qual Brahimi, com a pouca esperança que lhe sobra, continua à espera de um passo em falso do Benfica. Apenas pelo que lhe contaram sobre a história recente: em 2012, o Benfica tinha cinco pontos de avanço à 18.ª jornada, à 21.ª três de atraso e no fim menos seis em relação ao FC Porto. Em 2013, foi mais doloroso: quatro pontos de vantagem à 27.ª jornada, exuberante e precipitadamente festejados nos Barreiros, e menos um à 30.ª depois de um empate na Luz com o Estoril e de derrota no Dragão.
Percebe-se, assim, o espírito da mensagem, mas duvida-se da convicção de quem a promoveu. Falou por falar. Por certo obedeceu a esquemas comunicacionais que se julgam com poderes de influenciar o desempenho dos actores, embora a prova deste ano tenha tudo para ser diferente, e a prová-lo o facto de, a seguir ao empate com o FC Porto, há quinze dias, o presidente do Benfica ter exigido prudência e chamado a atenção para os perigos que se escondem por detrás de cada jogo que falta disputar. Não foi Luís Filipe Vieira quem falhou nos dois títulos perdidos para o FC Porto no tempo de Vítor Pereira, mas foi ele, como principal responsável perante a nação benfiquista pela saúde desportiva e financeira do emblema da águia, quem suportou o peso da factura, que deve ter sido elevado.
Em vez de esperar que o Benfica dê um passo em falso, Brahimi deve concentrar todas as energias na defesa dos interesses do seu clube, não se dê o caso de ser o Porto a dá-lo..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Estas analises superficiais e truncadas da história recente do Tugão deixam-me sempre irritado!!!
Em 2012, quando o Benfica desperdiçou a vantagem que tinha, não evocar os nomes de: Xistra (Guimarães), Hugo Miguel (Coimbra), Proença (Luz) numa primeira fase, e depois de Capela (Olhão), Soares Dias (Alvalixo) e Benquerança (Vila do Conde) numa 2.ª fase, é blasfémia!!!
Em 2013, não falar do contexto Europeu com os jogos em Istambul e no Funchal; não falar do extraordinário minuto na Luz, onde Paulo Baptista se engana 4 vezes (falta sobre Garay não assinalada; lançamento lateral, erradamente oferecido ao Estoril; falta inexistente marcada ao Melgarejo; golo em fora-de-jogo...); não falar do comportamento do futuro treinador dos Corruptos na última jornada...; e não falar, novamente, de Hugo Miguel, é ser desonesto...

Falta-lhes tudo

"Ao longo de mais de 30 anos assisti e acompanhei processos relativos a agressões a jornalistas no relvado das Antas e nos corredores do actual estádio do FC Porto. Fiquei a par de perseguições a treinadores e jogadores do próprio clube que não quiseram renovar contratos - um abraço ao Co Adrianse e ao Paulo Assunção, entre muitos outros. Fiquei boquiaberto com o ridículo apelo de guerra Norte-Sul num país com apenas 700 quilómetros de uma ponta a outra. E agora, como se ainda fosse possível descer mais baixo, eis que a estratégia de comunicação do segundo classificado da Liga volta à sarjeta. Depois da agressão de um qualquer, treinador espanhol a Jorge Jesus, a newsletter oficial do clube publicou e enviou uma mensagem aos seus assinantes onde goza com o técnico do Benfica e com as suas falhas de português. O tema é recorrente e deixa-me, acima de tudo, enjoado.
Eu não tenho que gostar da personalidade de Jorge Jesus. Aliás, nem o conheço pessoalmente, por isso não posse tirar conclusões apenas com base no que leio ou no que oiço sobre ele. A única coisa que posso analisar são os seus resultados como treinador de Futebol e, nesse aspecto, tiro-lhe o chapéu. Dá erros de português? E então, ele foi contratado para meter a equipa a jogar e a ganhar ou para dar aulas de Gramática?
A maior parte dos portugueses não teve oportunidade, vida ou dinheiro para continuar os estudos. Isso não faz deles - de nenhum de nós - menos sérios. Neste país de doutores e engenheiros fajutos era só o que me faltava ficar calado quando vejo um cidadão ser enxovalhado por não dizer correctamente um nome estrangeiro ou por não aplicar correctamente uma regra gramatical. Entendam de ma vez por todas que o tempo do jogo sujo e baixo acabou. Faltam seis pontos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Mão cheia!

"Uma mão cheia de golos para marcar de vez o rumo ao Campeonato. Sem euforias, mas cada vez mais com a enorme razão de sermos os primeiros e os melhores! Gostei de ouvir como alguns comentadores, cheios de si e dos delírios que proferiram ao longo da época, ainda falaram em penáltis por marcar e jogadas mal definidas... ou mal compreendidas pelos árbitros. Outros envolveram-se em juízos de prognose do possível... se o Gil tem marcado, se o Benfica tem sofrido. Tudo isto relativamente a um jogo de 5-0! Acho que estamos conversados sobre a verdadeira revolução que as televisões e os jornais necessitam imprimir ao seu estilo de comentário.
Estão reunidas todas as condições para prosseguirmos com ambicioso objectivo de nos tornarmos bicampeões nacionais. A três pontos do adversário - com uma vitória por dois golos sem resposta nas Antas, na 1.ª volta, e um empate na 2.ª - o Benfica apresenta-se como o mais forte candidato ao título.
E o FC Porto? Onde se situa? Ainda tem hipóteses de nos estragar a festa? Lopetegui e o onze principal do Porto sentem a pressão da distância e a curta margem de manobra de que ainda dispõem. De facto, entrando varias vezes em campo depois de deslizes do líder, o Porto teve todas as condições de tornar a recta final da Liga num tumulto de sensações e riscos. Não o conseguiu, muito devido ao facto de não saber lidar com a pressão externa e interna e porque Lopetegui sabe que está em risco, na verdade, já não é a Liga, mas a sua própria cabeça. O que vamos assistir agora até ao fim? Tentativa de golpes baixos, confusão, neblina e troca de nomes por parte da direcção e equipa técnica do FC Porto... tudo para escamotear o facto de que, volvidas algumas décadas, o Benfica volta a assumir-se como bicampeão nacional."

André Ventura, in O Benfica

Ficam ou não ficam?!

"Em torno de Jesus o debate é inevitável, até porque termina o contrato. Mas nem os contratos tiram Lopetegui e Marco Silva do debate.

Está inevitavelmente montado o debate: deve ou não o Benfica continuar com Jorge Jesus e deve ou não Jorge Jesus dispor-se a continuar no Benfica? Jesus é uma personalidade tão marcante na vida recente do Benfica que não dá mesmo para ignorar a discussão.
Pela minha parte, já aqui deixei bem expressa a opinião de que deveria o Benfica continuar com Jorge Jesus. Mas confesso que já tenho algumas dúvidas sobre o que deve fazer o treinador.
Se o Benfica quer continuar com Jorge Jesus realmente não faz muito sentido não ter já proposto ao treinador a renovação do contrato. Só faz sentido se crê que Jesus não aceitará ficar em circunstância alguma. Mas não parece o caso.
Se não quer continuar com Jesus, como também já aqui o escrevi, então deveria ter deixado isso claro para que o treinador possa realmente definir melhor as suas possibilidades futuras.
Há, entretanto, o lado de Jorge Jesus e quanto a esse não será muito difícil de compreender que é chegado também o momento de Jorge Jesus decidir, por fim, na sua cabeça se quer perseguir a carreira em Portugal ou se quer verdadeiramente assumir o desafio internacional.
O cenário é simples, pelo menos em teoria: se porventura Jorge Jesus vier a decidir ficar no Benfica, quererá certamente assinar um contrato de mais três ou quatro anos, que é o que faz sentido, mesmo considerando que Luís Filipe Vieira conclui já no próximo ano (2016) este seu quarto mandato como presidente; se vier a decidir-se pela aventura no estrangeiro, Jesus também deverá querer, imagino eu, um contrato da mesma natureza.
Conquistando esta época, como parece provável, o terceiro título de campeão no Benfica e decidindo deixar este ano a Luz, Jesus sabe igualmente que sairia pela porta grande e sempre que alguém sai pela porta grande sabe também que deixa a porta sempre aberta.
Ou seja, esse é também um cenário que poderia agradar a Jorge Jesus na eventualidade de lhe surgir uma qualquer proposta realmente interessante de um dos clubes de topo da Europa (de entre os tais 14 ou 16 que andam habitualmente nos lugares de destaque das grandes competições), únicos capazes de seduzir o treinador do Benfica.
No imaginário caso de nessa circunstância Jesus se lançar lá para fora, deixaria então a porta da Luz aberta para um dia voltar a concluir então a carreira no clube onde até hoje foi claramente mais feliz.
Mas o que pode compensar Jorge Jesus trocar uma realidade que domina e bem conhece por uma outra que será sempre, à partida, misteriosa? O dinheiro, naturalmente, porque a questão financeira faz sempre diferença quando se procura o maior conforto possível para a família e todos os descendentes, mesmo tendo em conta que já ganha no Benfica o tornou provavelmente no mais bem pago treinador de sempre em Portugal; e poder provar, quanto mais não seja a ele próprio, que é capaz igualmente de ganhar num grande clube estrangeiro.

E aposto, já que falo nisso, que Jesus será capaz de ganhar em qualquer clube de topo no estrangeiro!


Ainda quanto ao futuro de Jesus no Benfica, haverá os que pensam que se ele for bicampeão fará se quiser e que se não for fará o que o presidente entender. Tendo a não concordar.
Não acredito que Jorge Jesus ou Luís Filipe Vieira façam depender do título a decisão de continuarem a trabalhar juntos.
Não faz sentido que um presidente que há dois anos quis continuar com o treinador quando todos os queriam ver pelas costas fosse agora capaz de tomar a decisão pelos resultados; da mesma maneira que não faz sentido que um treinador que aceitou a mão do presidente lhe virasse agora as costas apenas por um qualquer capricho de sucesso.
Sentido faria que o assunto já estivesse resolvido. E não está. E como não está, é inevitável que se fale dele.
Jesus fica? Jesus não fica?
Aconteça, porém, o que acontecer, julgo que em qualquer caso não deve o universo benfiquista deixar de reconhecer que há hoje duas personalidades no clube muito difíceis de substituir: uma é, claramente, o presidente; a outra é, claramente o treinador. Não tenham duvidas!

Deve ser muito reconfortante para qualquer treinador ouvir o que disse recentemente Pablo Aimar numa entrevista a uma canal de televisão argentino.
Grande estrela no campo mas também especial fora dele, Aimar reconheceu nessa entrevista a importância que Jorge Jesus teve para ele e as enormes qualidades do técnico do Benfica pelos grandes conhecimentos de futebol, capacidade de liderança e de levar os jogadores a acreditarem no que podem fazer.
Já reformado do jogo e já tão longe de Portugal e da experiência benfiquista, não precisaria naturalmente Aimar de elogiar gratuitamente Jorge Jesus. Aimar foi, portanto, sincero. E dito por Aimar tem certamente outro valor.
Aimar falou de dois treinadores nessa longa entrevista: de Jesus e de Marcelo Bielsa. E se não sabem ficam a saber que Bielsa foi muito mais do que um treinador para Aimar. Foi um pai, foi um líder espiritual.
Parece-me que isso diz tudo.

Apesar de terem contrato, é incontornável que se fale também do futuro de Lopetegui no FC Porto e de Marco Silva no Sporting. Por razões diferentes.
No caso de Lopetegui pelo provável insucesso desportivo; no caso de Marco Silva, pelas prováveis feridas na relação com o presidente.
Acredito que Lopetegui ficará no FC Porto e acredito que essa será uma boa decisão; acredito que Marco Silva dificilmente ficará no Sporting e acredito que talvez essa seja a melhor decisão para as duas partes.
É apenas um ponto de vista. Mas que a relação de Marco Silva com o Sporting e do Sporting com Marco Silva parece fazer faísca, lá isso parece. Ou não parece?!

O que Messi fez ao Bayern é daquelas coisas que ficam na história do futebol. Oxalá possa na próxima semana vir a dizer o mesmo de Cristiano Ronaldo. Para outra final espanhola da Champions!"

João Bonzinho, in A Bola

quinta-feira, 7 de maio de 2015

São estas pequenas coisas que têm vindo a notar-se

"Seja quem foi o árbitro, terá de suportar a campanha australiana da Brigada do Toque de Midas, vulgo Apito Dourado. Mas esse não é o nosso campeonato. O Penafiel é que é.

DIAS agitados estes.
Aconteceu de tudo na semana passada. Só faltou mesmo alguém telefonar da Austrália jurando à imprensa livre e à polícia de costumes que o árbitro nomeado para o jogo do Benfica com o Gil Vicente se ia apresentar em casa do presidente do Benfica para tomar chá, comer bolinhos e receber conselhos matrimoniais na véspera do jogo.
Foi um frenesim a anteceder o jogo de Barcelos. Que inusitado labor e concerto das forças da reacção. 
Mas forças da reacção a quê, se futebol não é política?
Da reacção ao possível – apenas isto, possível – bi-campeonato do Benfica.
E pela crispação mais do que latente perante essa mera hipótese, um eventual e singelo bi-campeonato parece capaz de fazer cair o alegado regime de décadas como um baralho de cartas.
E concorre nesse desmoronar o seu séquito natural de gratos, reconhecidos, penhorados, prestáveis, vigilantes, obsequiosos e, agora, preocupados agentes desportivos e agentes não-desportivos.
Acontece assim com todos os regimes. Um regime, por mais fantasioso que seja, não é uma entidade abstracta. Um regime é feito de gente bem instalada. E de todo um reportório.
De outra maneira como explicar que, na semana passada, do outro lado do mundo não houve dia que não telefonassem ao treinador do Gil Vicente a alertá-lo para a grande desonestidade de que ia ser vítima deste lado do mundo?
Pobre árbitro que saiu de Barcelos inteiro e com a honra salva graças à solidariedade da equipa do Benfica que, correndo o tempo todo, nem lhe deu tempo nem ocasião para ser a figura do jogo, como era pretendido, tão pretendido.
É verdade, no entanto, que o árbitro, que não nasceu para herói, decidiu todos os lances minimamente duvidosos em desfavor do Benfica não vá ser-lhe vetada a entrada na Austrália se, porventura, algum dia quiser ou precisar de lá ir.
Cinco a zero foi o resultado de Barcelos. Uma goleada, um ultraje para quem, à falta de imaginação, sonha recorrentemente em fazer de João Capela o próximo Pedro Proença. É o velho reportório, já bastante estafado, a ver se pega.
Se o Benfica jogasse sempre assim como jogou em Barcelos e ganhasse todos os seus jogos por cinco a zero de bola corrida, punha-se de vez termo às calúnias sobre os amigalhaços dos árbitros sempre disponíveis para nos oferecer campeonatos a troco de conselhos matrimoniais prestados em domicílio como tem sido público e notório nas últimas três décadas.

JORGE JESUS lançou Sulejmani em Barcelos em detrimento de Ola John e o sérvio não lhe deu motivos para arrependimento. Antes pelo contrário. Com Sulejmani há mais futebol. É o que se pretende.

O Sporting de Braga qualificou-se para a final da Taça de Portugal. Terá por adversário o Sporting. O presidente do Braga ficou muito feliz o que se compreende. Chegar ao Jamor é uma festa e no caso do Braga é uma festa merecida.
O Sporting de Braga fez um bonito percurso e com muito mérito. Teve até artes para eliminar o Benfica, no Estádio da Luz, ainda numa fase precoce da bela competição.
A cidade de Braga virá a Lisboa acompanhar e apoiar a sua equipa de futebol no jogo de decisão da Taça de Portugal. António Salvador prevê que 12 mil adeptos bracarenses se desloquem ao Jamor de modo a que o Arsenal do Minho não se sinta desacompanhado num dos desafios mais importantes do seu longo historial. Não se sentirá certamente desacompanhado o Sporting de Braga em Lisboa.
No entanto, o presidente do Braga, por via da compreensível exaltação, excedeu-se: «Se o Sporting diz que tem 3 milhões de adeptos nós vamos ter 6 milhões de adeptos a apoiar-nos», disse Salvador mal terminou o jogo da segunda-mão da meia-final em Vila do Conde.
António Salvador fez mal ao meter o Benfica ao barulho. E fez mal à sua própria equipa. O Sporting de Braga para ganhar a Taça de Portugal só precisa de si próprio.
O Vitória de Guimarães, por exemplo, que é o grande rival do Sporting de Braga, ainda há dois anos ganhou a final da Taça de Portugal ao Benfica dispondo apenas do apoio de 3 milhões de adeptos do Sporting.
Ao contrário do que pensa António Salvador, o Sporting de Braga para ganhar a Taça de Portugal não precisa para nada do apoio de 6 milhões de adeptos do Benfica.
Muitos milhões, num caso destes, só atrapalham.

O Benfica é que não se atrapalhou com a relva em Barcelos. Não era um simples tapete verde. Toda aquela erva, a retalho, dava para replantar dois ou três relvados à vontade.
Contra todas as expectativas, o único inconveniente prestado pela Natureza selvagem ao jogo foi o de se ficar sem saber se Jonas deixou a bola tocar no chão ou se rematou sem a deixar pousar no momento em que fez de forma soberba o segundo golo do Benfica dando o melhor destino a um cruzamento perfeito de Gaitán
E aí, sim. A culpa foi, efectivamente, da relva que não deixou ver.
Estava muito crescida. Mas não atrapalhou porque o Benfica também já está muito crescido. São estas pequenas coisas que se têm vindo a notar.

O próximo jogo do Gil Vicente é com o Porto no Estádio do Dragão. Se o treinador do Gil Vicente passar a semana a falar ao telefone para os antípodas não vai ter tempo para preparar convenientemente a sua equipa para tão alto desafio.
- Alô! Alô Barcelos! Aqui Austrália!
- Alô Austrália! Aqui Barcelos! Aqui Mota! Quem fala?
- Aqui Austrália, Mota! Aqui Australopetegui!
E o tempo todo nisto.

MAXI PEREIRA marcou dois golos em Barcelos. Que pena não ter marcado mais um. Faria um hat-trick para abrilhantar a enormíssima folha de serviços prestados ao Benfica desde que chegou à Luz já lá vão uns bons anos.
Não seria, no entanto, um hat-trick puro. Para ser puro, segundo os cânones, o hat-trick exige que os três golos sejam obtidos de rajada pelo mesmo autor sem haver outros golos com outros autores pelo meio.
Na verdade, pouco importam estes preciosismos quando se trata do uruguaio. Com golos ou sem golos, puro e de rajada são os seus atributos. Já para não falar dos lançamentos da linha lateral.
Dizem-nos que está de partida o nosso inesquecível Maximiliano Pereira. Que pena, que grande pena.

O Boavista de Petit assegurou a permanência na primeira divisão no fim-de-semana passado quando ficaram a faltar três jornadas para o fim da prova. É obra. Com Petit tudo é possível. Aliás, sempre foi. Bem nos lembramos. Obrigada. Parabéns.

NO sábado vem aí o Penafiel, uma equipa séria que luta para não descer. Para vencer o Penafiel o Benfica tem de ser mais uma vez a equipa séria que luta para ser campeã. De outra maneira, tudo se complicará.
O Penafiel, por mais modesta que seja a sua classificação, merece o maior respeito. Seja quem for o árbitro, e já se sabe quem é, vai ter de suportar a campanha australiana da Brigada do Toque de Midas, vulgo Apito Dourado.
Mas esse não é o nosso campeonato. O Penafiel é que é do nosso campeonato.
Carrega, Sport Lisboa e Benfica!"

Leonor Pinhão, in A Bola

As ligas na Europa

"Em vários canais de televisão, temos a oportunidade de ver jogos de outros campeonatos europeus. Transmitidos em jeito de overdose, pelo que importa ser selectivo quando o nosso tempo escasseia.
Continuo a eleger o campeonato inglês como o mais espectacular e aquele que representa, mais puramente, a ideia do football association. Não apenas entre os tradicionais candidatos ao título, como também na larga maioria dos encontros, onde há sempre emoção, todos os minutos contam por igual, e os espectadores enchem os estádios e vibram intensamente. Onde verdadeiramente futebol e festa se juntam mais deliciosamente.
Em segundo lugar, situo o campeonato alemão que, sendo aparentemente menos espectacular, é homogéneo, com estádios cheios, e traduz um futebol compacto, mais físico mas também mais organizado e programado. Se, na Inglaterra, há lugar à emoção da espontaneidade, na Bundesliga, há lugar à disciplina da racionalidade.
Em terceiro lugar, ponho a liga espanhola, verdadeiramente espectacular entre os eternos rivais Barcelona e R. Madrid e bom entre mais duas ou três equipas. Mas, fora estas, muito desnivelado. Por isso, não hesito preferindo, por exemplo, um qualquer Southamptom-Everton ou um Leverkusen-Hamburgo a um Celta-Málaga.
Por fim, o italiano. Cinzentão, chato, quase burocrático, sobretudo agora que a Juventus domina como quer, e Milan e Inter andam quase pelas ruas da amargura.
Quanto a ligas mais modestas, acho interessante o tom leve e descontraído das ligas holandesas e belgas. Já a grega é um pastelão, mais recordado pelos recorrentes incidentes nos estádios helénicos do que pelos jogos."

Bagão Félix, in A Bola

Colo até ao fim !!!

A pressa foi inimiga da pressão

"Os dois primeiros responderam bem às dificuldades que tinham pela frente. O Benfica, elogiado pela solidez defensiva, continua com apetite voraz no ataque.

Primeira jornada do pós-clássico, a 31.ª encerrava a curiosidade de perceber como Benfica e FC Porto iriam reagir ao nulo com que saíram do Estádio da Luz e que tão diferentemente serviu as ambições com que tinham entrado no estádio benfiquista. Comum aos dois rivais havia, nesta última ronda, a pressão a que ambos estavam sujeitos, ainda que com contornos distintos - as águias jogavam um dia antes dos dragões e num campo onde nas últimas cinco deslocações tinham coleccionado mais empates do que vitórias. Além disso, e do polémico triunfo da primeira volta sobre o Gil Vicente e da nomeação do mesmo árbitro, o Benfica deparava-se ainda com o fantasma das deslocações ao norte do país, onde sofreu as três derrotas do campeonato (Braga, Paços de Ferreira e Vila do Conde).
Falando de fantasmas, também o FC Porto tinha um bem grande para exterminar, daqueles que, tal como o do rival, os treinadores se esforçam por fazer crer que só interessam a jornalistas e adeptos, mas que também são comentados entre as quatro paredes dos balneários. É que além de jogarem no dia seguinte ao líder, com a necessidade absoluta de não cederem qualquer palmo de terreno, os dragões contabilizavam dez jogos consecutivos sem triunfos a sul do Mondego!
Os resultados dos dois jogos e o destino dos três pontos dirão que ambos se saíram bem, mantendo o "statu quo" na corrida ao título, ainda que a aproximação à meta favoreça quem pedala na frente. A capacidade de resposta à pressão a que estavam sujeitos, qual escalada de armamento num conflito bélico, permite até fazer um paralelismo com o que sucede na liga do país vizinho, onde Barcelona e Real Madrid se empurram um ao outro e já levam uns incríveis 105 golos marcados cada. Os cardíacos que me desculpem, mas os espectadores saem a ganhar...
Onde se diferencia - e muito - esta dupla que dá mostras de não desarmar na corrida ao título é no caminho percorrido. O FC Porto só chegou ao 2-0 em Setúbal no primeiro minuto dos descontos; o Benfica, pelo contrário, voltou a mostrar uma tendência que se acentuou na segunda volta do campeonato, uma espécie de medicina preventiva contra o nervosismo que se possa instalar na equipa à medida que o objectivo do bicampeonato cresce no horizonte: procurar (e conseguir) o tento da tranquilidade com sofreguidão. As palavras e as estatísticas têm elogiado a consistência defensiva da formação de Jorge Jesus, mas a verdade é que esta foi a sétima vez em oito jogos na segunda volta em que marcou três ou mais golos e que o da tranquilidade surgiu menos de dez minutos após o primeiro. Sucedera com Académica, Nacional, Arouca, Estoril, Moreirense e Boavista, praticamente o dobro das vezes da primeira volta.
Se nos clássicos estiveram mais comedidas, nos restantes jogos as águias apostam cada vez mais nesta espécie de vacina anti-stress, que é uma autêntica subversão do conhecido provérbio chinês."

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Indiscutível

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
(2-2)
25-17, 25-18, 25-18

Depois de assistir a este jogo, não é fácil compreender as derrotas do Benfica nos Açores!!! Independentemente a exibição menos conseguida dos jogadores da Fonte esta noite, o Benfica em condições normais é melhor, como foi provado hoje.
O único factor aceitável que pode ter uma influência negativa no jogo do Benfica, é o forte serviço de alguns jogadores adversários, em todos os outros aspectos do jogo, somos melhores... 
Apesar de não termos vencido, para o Campeonato, a Fonte nos Açores, no jogo da Challenge Cup, não demos hipóteses... portanto não acredito nessa treta dos bloqueios psicológicos!!!

Agora, é esperar que no próximo Sábado - pelas 19h, na Praia da Vitória -, o Benfica consiga o Tri-campeonato merecido...

O ponto que remete tudo para a "negra"
O ponto que remete tudo para a "negra"!#SLBenfica vence a Fonte do Bastardo (3-0) e empata a final! Jogo 5 joga-se nos Açores, sábado. #Voleibol #UmaCamisolaVáriasEmoções
Posted by Sport Lisboa e Benfica on Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

Lopetegui à capela, já!

"Lopetegui tinha razão. Capela teve uma influência decisiva em Barcelos. Sem ele, o Benfica não marcaria cinco golos, ao esforçado Gil Vicente.
Lopetegui não sabe falar bem português, mas sabe soletrar sem sotaque CA-PE-LA. Claro que tem dificuldades em dizer Martins, Calheiros, Guímaro e outros incomuns nomes.
Lopetegui é um estudioso da história do Benfica. Pena que não se tenha especializado em algumas partes douradas da história do clube que treina.
Lopetegui lê, de fio a pavio, todos os jornais. Tanto assim é que debitou, com grandiloquência, sobre uma entrevista que J. Jesus deu ao semanário Sol. E, logo aí, inferiu, visionariamente, uma qualquer ligação ao árbitro João Capela. Curioso é que Jesus deu a entrevista na 2.ª-feira, ainda nem sequer se sabia quem seria o árbitro.
Lopetegui dispensa assessores de comunicação, tal a sua competência nesta área. Quem sabe até se não acabará como assessor de um qualquer treinador.
Lopetegui não terá apreciado o desportivismo dos seus jogadores no jogo da Luz. Percebe-se a razão: queria ter o monopólio do fair play evidenciado nos quase-ósculos no aparelho auditivo de Jesus e no forte amplexo com que o envolveu.
Lopetegui deveria ler a objectiva resenha das suas próprias afirmações ao longo deste campeonato que Miguel Cardoso Pereira trouxe à estampa na edição de A BOLA do passado sábado e intitulada 'Diz Lopetegui:'. Ali se constata que o homem é de uma coerência infinita.
Lopetegui deve, por tudo isto e muito mais, ir confessar-se a uma Capela. Se possível, onde o prior assistente diga impecavelmente o seu nome."

Bagão Félix, in A Bola

Péssimo...

Marítimo B 2 - 0 Benfica B

Não é fácil jogar neste campo, o relvado é curto, a bola salta que se farta... mas isso já era sabido antes da partida. Já o ano passado, tivemos muitas dificuldades no Funchal, ainda por cima o Marítimo B está desesperadamente à procura de pontos para não ser despromovido... Sabendo tudo isto, é estranho o Benfica B ter feito uma das piores exibições da temporada... claramente sem atitude!!! Creio que fizemos um remate à baliza... contra uma equipa que vai provavelmente descer de divisão!!!

Varela; Semedo, Nunes, Valente, Rebocho; Dawidowicz, Sanches (Santos), Carvalho; Elbio (Sarkic), Gonçalves (Andrade); Guedes. 

Jardel... e o penteado!!!