Últimas indefectivações

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A propósito de André Gomes

"Nascido em Grijó, Vila Nova de Gaia, foi no FC Porto que André Gomes deu os primeiros pontapés mais a sério. Porém, acabou por não conseguir fixar-se nos dragões e jogou uma época no Pasteleira, de onde se mudou para o Bessa. Foi aí que o Benfica o foi buscar, ainda júnior.
O talento de André Gomes nunca foi posto em causa, nem na Luz nem nas selecções jovens. Todavia, no Benfica de Jesus, onde a concorrência para as posições 6 e 10 é forte, as oportunidades nunca abundaram. Logo, foi com surpresa que foi acolhido o anúncio da venda dos direitos desportivos deste jogador a um fundo de investimento por... 15 milhões de euros, operação explicada, à exaustão, à CMVM.
Anteontem, Jorge Jesus decidiu chamar André Gomes para uma posição diferente daquela que habitualmente ocupa: jogou a 6 contra o FC Porto e fê-lo com particular acerto, ajudando o Benfica a disfarçar a inferioridade numérica com que teve de conviver. E ainda teve arte e engenho para marcar um golo só ao alcance de uns quantos, que carimbou o passaporte encarnado para a final do Jamor.
Não é difícil identificar em André Gomes uma grande margem de progressão e quem achou muito, em Janeiro passado, os 15 milhões pagos ao Benfica pelos seus serviços, provavelmente hoje pensará de forma diferente. Manter um departamento de formação e prospecção ao nível do que fazem Benfica, Sporting e FC Porto é muito caro. Os clubes precisam, aqui e ali, de ter um André Gomes que ajude a equilibrar as contas, para poderem manter em carburação as suas fábricas.
Em Portugal, o caminho da prospecção/formação é o único que pode gerar riqueza e sucesso desportivo. E o Benfica, que partiu muito de trás, já pode ser olhado como um exemplo."

José Manuel Delgado, in A Bola

Eusébio, sempre!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

47% !!!

Este é daqueles assuntos, que é impossível discutir com um Não Benfiquistas em Portugal... Recordo-me de uma sondagem encomendada e anunciada por Sousa Cintra, com números absurdos, ser repetida como verdadeira pelos acéfalos do costume!!!
Desta vez, não foi o Benfica que encomendou o estudo, foi a UEFA, e o resultado é esclarecedor: o Benfica é o Clube na Europa (e provavelmente no Mundo), que consegue atrair uma maior percentagem do mercado interno, para si...
Isto após décadas, de domínio Mafioso, com o Benfica a perder a hegemonia desportiva!!!
Quando em Portugal, após a divulgação de estudos como este, depois dos anúncios das audiências televisivas médias, dos jogos de futebol, ano após ano (quer o Benfica esteja a ganhar, ou a perder...), depois dos extraordinários números de adesão à Benfica TV... quando após tudo isto, ainda somos obrigados a ouvir os papagaios do costume, a falar em divisão igual dos contratos publicitários e direitos televisivos entre os chamados 3 grandes, só me posso rir...!!!

André Gomes, impecável (mas o Olhanense é que é do nosso campeonato)

"O Benfica está a caminho de si próprio. Talvez a virtude máxima deste Benfica seja precisamente a de todos os jogadores serem muito importantes, todos eles sem excepção.

HOUVE festa ontem no Estádio da Luz e justificadíssima pela extraordinária exibição de um Benfica de garra, reduzido a 10 antes da meia hora de jogo, um Benfica todo coração que soube dar a volta por duas vezes à eliminatória e assegurou a presença no Jamor perante os seus adeptos em delírio, também justificadíssimo, o delírio, por um conjunto vário de razões que nem vale a pena relembrar.
É que não era lá muito verosímil que o FC Porto, depois de ter sido eliminado da Liga Europa em Sevilha onde chegou com o resultado de 1-0 a seu favor, voltasse a deitar a perder as suas ambições numa prova repetindo o mesmo desastre. Mas aconteceu. Aconteceu precisamente a mesma coisa embora com algumas variantes.
Em Sevilha, o FC Porto jogou 40 minutos contra 10 e na Luz jogou 1 hora e 7 minutos contra 10.
Em Sevilha perdeu 4-1 e na Luz perdeu 3-1.
Quanto ao Benfica, parabéns! Não era fácil a tarefa e, para complicar, alguns jogadores muito importantes como Luisão, Oblak, Fesja, Sílvio, Ruben Amorim não puderam dar o seu contributo. Talvez a virtude máxima deste Benfica seja precisamente essa: a de todos os jogadores serem muito importantes, todos eles sem exceção. Foi o que se viu ontem. Com os substitutos a fazer esquecer os lesionados de forma notável e decisiva na qualificação.
Volta assim o Benfica ao Jamor. O adversário será o Rio Ave, equipa sensacionalmente dirigida por Nuno Espírito Santo. Faço votos para que ganhe o Benfica, naturalmente. E faço votos para que no relvado do Estádio Nacional, naquele mesmo lugar onde terminou tão tristemente a última época, todos vejamos Jorge Jesus e Óscar Cardozo abraçados um ao outro e ambos abraçados à Taça.
Dando-se o caso contrário, a vitória do Rio Ave, faço votos para que o Benfica fique em campo até ao fim da cerimónia de consagração dos vila-condenses. Que em 2014 não se repita a triste figura de 2013.
O Benfica está a caminho de si próprio. Pelo menos foi com essa impressão que fiquei depois do jogo de ontem contra o FC Porto.

ANDRÉ GOMES, impecável! Era apenas isto.

O que passou no domingo em Aveiro, onde o Benfica ganhou por 2-0 ao Arouca, bem merecia um comunicado.
Um comunicado indignado como não poderia deixar de ser perante as ocorrências inusitadas de um jogo em que, mais uma vez, se provou como o Benfica está a ser levado ao colo.
É que o Benfica jogou contra o Arouca com três guarda-redes! Oblak, Maxi Pereira e Artur.
E, mais grave ainda, houve um momento do jogo em que jogou com dois guarda-redes ao mesmo tempo, o que é proibidíssimo por lei.
Aconteceu aos 38 minutos quando Oblak saiu da sua pequena área de modo precipitado e foi Maxi Pereira, sem luvas, quem foi substituir o seu colega esloveno afastando, com um acrobático pontapé, a bola que ia entrar inapelavelmente na baliza do Benfica.
Assim não vale. Assim é batota.

UMA vitória lá, outra vitória cá. Foi muito feliz o Benfica na eliminatória dos quartos-de-final da Liga Europa em que teve pela frente a modesta equipa holandesa do AZ Alkmaar.
Foi sobretudo feliz por lhe ter saído na rifa o tal AZ Alkmaar, o que permitiu a Jorge Jesus gerir o pessoal de acordo com as conveniências e prioridades desde cedo assumidas.
Os dois jogos com os holandeses encaixaram-se com amabilidade no apertado calendário nacional do Benfica entre a deslocação a Braga, que nunca é pera doce, e a recepção ao Rio Ave que, até à data, era a equipa da Liga com menos golos sofridos fora de casa. E correu tudo bem, muito bem mesmo.
Tivesse no sorteio dos quartos-de-final da Liga Europa saído ao Benfica, em vez do AZ Alkmaar, uma Juventus, ou mesmo um Lyon, ou qualquer uma das equipas espanholas ainda em prova, e certamente que Jorge Jesus não teria tido oportunidade, na primeira quinzena de Abril, para gerir com tanta tranquilidade e sucesso o grupo de jogadores que tem à disposição.
Os holandeses lá foram de vela e agora o sorteio colocou no caminho do Benfica, nas meias-finais, a Juventus, candidata maior ao triunfo na competição, não só porque se trata, sem qualquer espécie de dúvidas, de uma equipa de altíssimo nível servida por artistas de currículo inquestionável, líder isoladíssima do campeonato italiano tal é a diferença de categoria da Juve para a sua concorrência interna, como também se trata da equipa da cidade, Turim, que será a anfitriã da próxima final da Liga Europa.
Como se não bastassem tantos factores concretos a concorrer para o favoritismo da Juventus, acresce ainda em seu favor um factor de ordem essencialmente espiritual: a Juventus é o clube de Michel Platini.
Já fomos?
Não sei. Não sabe ninguém.
A verdade é que todo o conjunto de factores apontados em benefício das ambições da Juventus nesta edição da Liga Europa apontam para uma fraca candidatura do Benfica a estar presente na final da prova. E essa é, precisamente, a vantagem maior do Benfica neste duelo que se aproxima com os campeões de Itália. 
O Benfica, ao contrário do que lhe sucedeu com o AZ Almaar, não é o favorito nesta eliminatória. Ótimo, a pressão toda está do lado de lá.
Os jogadores da Juventus, nomeadamente as suas estrelas maiores, não se coibiram de expressar publicamente a certeza absoluta de que a eliminatória com o Benfica não passa de um pró-forma a cumprir antes da final em casa. Ótimo, a fanfarronice está toda do lado de lá.
Posto isto, ao Benfica basta jogar bem à bola e fazer boa figura com os italianos. Se for eliminado, paciência, se não for eliminado, ótimo, fará um brilharete de proporções muito consideráveis.
É que nesta altura do campeonato a Liga Europa ainda não é do nosso campeonato. Poderá vir a ser, mas ainda não é. E, provavelmente, não será.
Nesta altura do campeonato quem é do nosso campeonato é o Olhanenses.
E julgo que neste pormenor estaremos todos de acordo.

FABRIZIO MICCOLI, impeccabile.

A tristíssima felicidade dos nossos rivais pela derrota da equipa de juniores do Benfica na final da Youth League da UEFA fornece com todo o rigor a ideia de como a anunciada (não por mim) iminência de uma grande festa vermelha pelo país e ilhas adjacentes lhes complica brutalmente com os nervos.
É nessa antecipação que se arrepelam. Compreendo-os.
E perante o que pode vir aí, é o que dizem, qualquer coisa lhes serve. Até as criancinhas (magníficas), enfim, servem de paliativo.
Ao que isto chegou. Quer dizer, chegar ainda não chegou. Mas já não faltará muito garantem os nossos rivais (à laia de agouro). Eu só vendo é que acredito.

A Câmara Municipal do Porto mandou o Euro-2020 às malvas e fez muitíssimo bem. A Invicta diz que não há dinheiro para folclores que custam fortunas ao erário público. Na Câmara Municipal de Lisboa há quem pense de modo diferente. «Lisboa tem a obrigação de se candidatar», afirma perentoriamente um vereador do CDS-PP. Diz que é «questão de desígnio nacional». Já cá faltava o «desígnio nacional» que, se bem se lembram, foi o mote patriótico para a construção dos estádios do Euro-2004.
Saiu cara a brincadeira.
O vereador que exige Lisboa como uma das cidades anfitriãs do Euro-2020 diz também que «mais do que uma questão financeira, é uma questão de prestígio para o país». Humildemente, permito-me discordar. Prestígio para o país é somar avanços na área da educação, da ciência, da indústria, da qualidade de vida, da justiça social. Isso é que é prestígio para o país.

O Atlético de Madrid lidera o campeonato espanhol e está nas meias-finais da Liga dos Campeões depois de afastar o Barcelona. O Atlético de Madrid está, portanto, em grande. E Tiago está em grande também. Julgo que não há nenhum benfiquista que não sinta alegria a ver Tiago, que foi nosso, a brilhar nestas altas cavalarias europeias. E a titular da equipa de Simeone. Eu sinto."

Leonor Pinhão, in A Bola

O despautério da marcação

"Escrevo antes do jogo da Taça de Portugal. Um encontro decisivo para amenizar a má época do Porto, um encontro aliciante para densificar a boa época do Benfica. Quando estas palavras puderem ser lidas, já tudo se passou e os comentários serão muitos.
Por isso, escolhi falar da insólita marcação da meia-final da famigerada Taça da Liga para 27 de Abril. Depois do arrastado imbróglio entre FCP e SCP, foram precisas umas tantas semanas para definir a data da meia-final. Por carinhosa coincidência, esse tão complexo agendamento acontece depois de os portistas terem sido eliminados da Liga Europa, onde o Benfica continua. Assim sendo, o SLB joga a 24/4 com a Juventus, a 27 com o Porto (não se cumprindo sequer o intervalo de 72 horas!) para, por fim, ir a Turim na 5.ª-feira seguinte. Ao invés, o FCP joga a 19/4 e só depois a 4/5! Pergunto-me se seria assim se o FC Porto ainda estivesse na Liga Europa ou o sorteio tivesse ditado um confronto entre os dois clubes nacionais (3 jogos em 8 dias).
É confrangedor haver um orgão que pretensamente defende os clubes, achar que é mais importante marcar esse dia para a meia-final da sua Taça da Liga (sem, todavia ter marcado a final...) do que acautelar o legítimo interesse de um clube português que disputa as meias-finais de uma competição europeia.
Tudo isto é, para mim, uma fantochada. Não percam tempo. Façam favor de entregar já a Taça, a tal que certos clubes dizem desprezível (porque ainda não a ganharam). O sistema agradece. E, quanto ao Benfica, bom será alinhar não com a equipa A completa. Será a resposta adequada perante tal despautério."

Bagão Félix, in A Bola

Voar (para a final) com dez

"Podia ser apenas uma qualificação para a final da Taça de Portugal. Só que aquilo que aconteceu no Estádio da Luz foi para lá disto. O Benfica eliminou um FC Porto que não teve a menor capacidade para reverter a seu favor o facto de ter jogado uma hora contra dez adversários. Os encarnados lideraram os acontecimentos, com mais ou com menos, e nem se perturbaram quando os dragões chegaram à igualdade. O Benfica marcou mais dois, ganhou muito bem, e teve em André Gomes o protagonista da noite.
A primeira meia hora do jogo indiciava que as águias estavam em condições de virar a desvantagem da primeira mão. Salvio tem a oportunidade inaugural, logo aos três minutos, seguiram-se seis (!) cantos consecutivos e o mesmo Salvio abre o marcador pouco depois. Uma entrada forte do Benfica, perante um FC Porto que tardava em enquadrar o seu meio campo, sem grandes soluções para controlar André Gomes e Enzo Perez. Mais Salvio e Gaitan, acrescente-se. Adivinhava-se que, pelo andar da carruagem, o segundo golo estava "predestinado".
A expulsão de Siqueira foi a componente que baralhou a sequência. Proença teve razão no segundo amarelo, da mesma forma que não teve no primeiro. Mas o facto é que o lateral encarnado não pode cometer a asneira de ir às pernas de um adversário quando já tem um amarelo no currículo. Podia ter começado aqui um problema sério (e desnecessário) para a sua equipa. Podia, mas não aconteceu e, chegados a este ponto, há o cruzamento de dois factores determinantes para se perceber o resto do jogo. 
Antes do mais, o realce para a forma como o Benfica soube "compreender" o novo cenário. Jesus tirou Cardozo para colocar André Almeida no lugar do brasileiro e manteve uma estrutura que, mesmo com dez, mostrava ser capaz daquilo que era prioritário : negar espaços ao antagonista, o que lhe conferia alguma margem de segurança. A verdade é que, daí para a frente, apenas uma jogada individual de Varela conseguiu derrubar a barreira encarnada. E, no sentido inverso, o trabalho dos alas e a articulação dos dois homens do meio campo com Rodrigo (depois Lima) foram gerando situações de perigo para a baliza de Fabiano. Algo que, certamente, não estaria nos planos dos dragões.
O outro factor que cruza com aquele prende-se com uma inexistência estrutural do FC Porto. Sempre à espera que Quaresma tirasse um qualquer coelho da cartola, a equipa portista demonstrou não ter uma ideia sobre o que precisava fazer. Luis Castro mexia, mas não resolvia (Josué, Ghilas e Quintero pouco ou nada mudaram de fundamental). E, pela segunda vez, a jogar contra dez, os dragões tinham bola e não construíam um lance digno de registo. Em Sevilha sofreram um golo nestas condições, na Luz sofreram dois. Um vazio de soluções.
A diferença entre a classe individual e coletiva das duas equipas foi muito marcante. O Benfica tem jogadores com um índice criativo - e técnico, já agora - que o FC Porto não possui. O Benfica tem um conceito de jogo, o FC Porto, quase no fim da época, ainda anda à procura dele. E quando André Gomes, a grande surpresa no onze inicial de Jorge Jesus, assinou aquele terceiro golo fantástico, vincou-se uma realidade que é inquestionável : esta equipa é, de facto, a melhor a jogar em Portugal. A dada altura fez-nos esquecer que esteve em campo com menos um durante dois terços da partida.
Apenas uma referência para Pedro Proença. Não esteve numa noite recomendável, sobretudo pelos critérios disciplinares. Para lá da questão Siqueira - ou, se quiserem, a propósito dela - o árbitro, se aplicasse interpretações idênticas, teria de expulsar mais uns quantos de ambos os lados. Proença pensou que conseguiria controlar o jogo, mas, às tantas, já era o jogo que o controlava a ele. Não deixa de ser um ótimo árbitro (como recentemente se viu na Champions), simplesmente complicou(-se) sem necessidade.
A palavra final vai para o outro finalista. O Rio Ave chega a duas finais esta temporada e abriu as portas da Liga Europa. É a melhor época da história do clube de Vila do Conde e o nome de Nuno Espírito Santo está intimamente ligado a ela. Vai ser muito difícil conservá-lo. Além de quem há por aí quem precise de alguém como ele."

Benfica apresenta roteiro do futuro

"Dias frenéticos vive o Benfica. Apuramento para a meia-final da Liga Europa, 33.º título nacional à distância de uma vitória, no próximo domingo, frente ao Olhanense e apuramento épico para a final da Taça de Portugal, são marcos de uma temporada que não falhará o encontro com a história. Mas há mais, uma espécie de roteiro para o futuro que foi escrito, primeiro em Nyon, onde os juniores do Benfica estiveram na final da Youth Champions e depois no rasgo de génio de André Gomes, jogador da formação encarnada, que num instante para a eternidade consumou a reviravolta frente ao FC Porto, abrindo a Jorge Jesus nova porta para conquistar a Taça de Portugal.
Luís Filipe Vieira disse a A Bola, a 2 de Janeiro de 2014, que sonhava com «um Benfica 'made in' Benfica». Muitos terão pensado que não passava de um tirada demagógica. Porém, os factos mostram que Vieira sabe do que fala. Porque a produção do Seixal não só é em quantidade como em qualidade e ainda vale vitórias e milhões (15 milhões entraram nos cofres da Luz, por André Gomes!).
No dia de hoje, parabéns ainda ao Rio Ave que, muitos anos volvidos, regressa ao Jamor (estando já qualificado para a final da Taça da Liga) e vai disputar a Liga Europa. E muita atenção a Nuno Espírito Santo. É um treinador sério que deve ser levado a sério.
PS - O futebol por mais importante que seja, é só futebol. Um grande abraço a Luís Filipe Vieira."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais uma caminhada épica para o Jamor, desta vez, estou convicto: com um final à Benfica!!!

Benfica 3 - 1 Corruptos/Proença

Afirmei antes do jogo, que não ia ao Estádio, porque estou farto dos Olarápios, das Proençadas, das Xistradas... e afins. Nos jogos com os Corruptos (em qualquer modalidade) não existe competição desportiva. A roubalheira é inevitável... Hoje, foram só precisos 27 minutos, para provar, que tinha razão. E não sou o Zandiga!!!
Já vi este filme tantas vezes, que muito dificilmente me conseguem surpreender: na roubalheira de 2012, no jogo que ficou famoso pelo golo de fora-de-jogo do Maicon... no início da 2.ª parte, o mesmo Desdentado expulsou o Emerson, numa situação idêntica (isto depois de ter perdoado vários cartões aos Corruptos: amarelos e vermelhos), numa altura que o Benfica estava por cima do jogo, a ganhar por 2-1. Mesmo tendo sido arbitrado por outro árbitro, a expulsão do Siqueira não pode ser analisada, sem recordar as expulsões perdoadas ao Fernando e ao Herrera no 1.º jogo... que não partiram as pernas ao Fejsa e ao Salvio porque não calhou, mas em Braga, foi o mesmo Desdentado, a ver outra entrada assassina do Luiz Carlos sobre o Rodrigo, e a mostrar amarelo!!!
Hoje, parecia uma cópia do jogo de 2012, o Benfica entrou demolidor, pecou na finalização é verdade, só conseguiu marcar um golo, devia ter marcado mais... E ao minuto 27, o jogo 'acabou'!!! Sim o jogo de futebol, que tinha sido preparado pelos técnicos, e pelos jogadores, durante a semana acabou, e a partir do minuto 27 o jogo foi 'outro'!!! E se alguém acha que o penalty óbvio marcado a favor do Benfica, de alguma maneira compensa a roubalheira, reparem bem na dificuldade em que o Desdentado teve em expulsar o Cigano!!! Se fosse um jogador do Benfica a fazer 10% daquilo que o Quaresma fez em campo, tinha sido expulso sem contemplações ainda na 1.ª parte!!!
A diferença para 2012, é que desta vez o Benfica, venceu o '1.ª jogo' (até aos 27 minutos), e conseguiu vencer o 2.º jogo (a partir do minuto 27)!!! Qual a diferença?! Hoje, a diferença de qualidade entre as duas equipas é brutal. Em 2012 tínhamos melhor equipa, mas a diferença não era suficiente, e neste momento o Benfica de Jesus já sabe defender, congelar a bola, algo que nas primeiras épocas do Jesus no Benfica não acontecia... além disso, no actual plantel, a grande maioria dos jogadores, já tem uma grande experiência, em ser Roubado pelos Proenças e amigos... Pode parecer contra-natura, mas nestas situações é preciso ter muito coração, muita garra, mas também é preciso ter muita cabecinha, para não facilitar o trabalho ao Corrupto de serviço!!!
O facto de o Benfica ter finalmente vencido um Clássico com os Corruptos, apitado pelo Desdentado, após tantos anos, e tantos jogos, só por si deveria ser suficiente para a gentalha ter vergonha... se calhar foi a presença do Platini na bancada!!! Recordo um jogo no Dragay, onde um rumor da UEFA estar atenta, foi suficiente para a arbitragem ser razoável!!! Quem pensa que os Corruptos estão moribundos, está enganado... Prevejo para a próxima época, uma daquelas entradas estilo 2010/2011, onde o Benfica ao fim de 4 jornadas já tinha sido espoliado de 9 pontos!!!
Não vale a pena discutir tácticas, ou individualizar elogios, o Benfica foi superior, muito superior colectivamente, em todos os aspectos. Só destaco o André Gomes, não pelo golo que marcou, mas porque antes do jogo, quando se soube que ia ser titular, na Net (a vantagem de não ter ido ao Estádio!!!), foi um festival de argoladas!!! Se o André Gomes tivesse tido tempo, antes do jogo, para ler aquilo que foi escrito sobre ele, deveria ficar motivado!!! Se os expert's do teclado tivessem vergonha, nunca mais dariam uma opinião, mas eu tenho a certeza que vão continuar a espalhar ignorância...
Vamos ao Jamor, mais uma vez, espero que o estado de espírito da equipa, quando entrarmos no relvado do Jamor seja diferente do ano passado... e espero que o estado de espírito dos adeptos, quando acabar o jogo do Jamor, seja muito diferente em relação ao do ano passado. E se em caso de vitória do Domingo, espero que a equipa não festeje na rua com os adeptos, já que o jogo da Juventus é logo a seguir... já seria bom sinal, que a festa na rua com os adeptos e com a equipa, fosse feita após a Final do Jamor!!! 
Agora, depois da alegria, é preciso acalmar, respirar, e começar a pensar no jogo do Domingo. Desvalorizar o Olhanense é o primeiro passo para a desilusão. Recordo que o ano passado o empate fatal com o Estoril, foi após a vitória 'parecida' na Meia-final da Liga Europa com o Fernebache por 3-1 na Luz. O desgaste de ter jogado mais de 60 minutos com 10 jogadores vai ter consequências na saúde física dos jogadores. Com as muitas lesões (Oblak, Luisão, Sílvio, Fejsa, Rúben Amorim), com o Siqueira castigado, a rotação para Domingo não será muita, quase nenhuma. Se nenhum dos jogadores lesionados recuperar, o 11 será praticamente o mesmo, com o Almeida na esquerda, com o Markovic no lugar do Salvio, e o Lima no lugar do Cardozo, no resto, não deverá haver alterações, porque não existem jogadores disponíveis. E daqui a 8 dias temos o jogo com a Juventus!!!
É inacreditável como é que os títulos do Benfica só são possíveis, após caminhadas épicas, com obstáculos quase sobrenaturais!!! Para aqueles que continuam a duvidar da nossa competência interna, a todos os níveis; para aqueles que continuam a duvidar das intenções dos responsáveis do Benfica; para aqueles que continuam a duvidar da entrega e atitude dos nossos jogadores; já não tenho palavras... mas elas também não são necessárias.
Uma palavra de pêsames para o Presidente Vieira, que não merecia nesta noite de alegria, receber a noticia do desaparecimento da sua mãe.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Benfica júnior

"Depois de chegar pela 3.ª vez nas últimas 4 épocas a meias-finais europeias, e entre o último passo antes de se sagrar campeão nacional e o jogo de hoje para a Taça, importa falar dos juniores do Benfica. Não tanto porque são campeões nacionais e lideram este ano o campeonato português, mas porque foram finalistas da primeira UEFA Youth League, uma espécie de Champions para os mais novos.
Pelo caminho ficaram Real Madrid, Manchester City, Áustria de Viena e, na fase de grupos, PSG, Anderlecht, Olympiacos, com um assombroso score acumulado de 25-7, só sucumbindo, com honra, na final com o Barcelona (maldição de Guttmann ainda?)
É o resultado de um trabalho profundo, sólido e estável, depois de, durante muitos anos, as camadas jovens terem sido votadas ao ostracismo.Uma política que engrandece o clube e que é desportivamente compensadora e financeiramente reprodutiva. O Benfica tem 12 equipas entre juniores, juvenis, iniciados, infantis (designações que prefiro à, agora em voga, confusão dos sub-idade x) e entre classes com nomes sugestivos de benjamins e traquinas.
Espero que, na Luz, estes atletas não percam a dimensão que está para além do futebol-jogo. Que cresçam pelo seu exemplo de jovens competentes no seu trabalho e, ao mesmo tempo, com maturidade, sentido humano e ético que lhes permita encarar os obstáculos e os embates do mundo. Este sentido mais completo e integral da carreira de um jogador é também a medida do sucesso da formação de um grande clube como é o Benfica. Desde o Benfica Júnior ao Benfica Sènior. E como lhes disse Luís F. Vieira, «têm um futuro de vitórias pela frente»."

Bagão Félix, in A Bola

Força na recuperação...



Não conheço as condições do contrato entre o Sílvio e o Atlético de Madrid, e também não conheço as condições do empréstimo entre o Benfica e o Atlético de Madrid, mas espero sinceramente que o Sílvio fique no Benfica, emprestado, ou contratado em definitivo...
Veja-se agora, com a expulsão do Siqueira esta noite, com o Sílvio lesionado, sem substitutos à altura na equipa B, a solução para Domingo é o André Almeida, só que com o Fejsa e o Rúben Amorim também indisponíveis, ficamos quase sem soluções para a posição '6'...
Jogadores polivalentes como o Sìlvio são sempre necessários, é verdade que as lesões não largam o Sílvio, mas o azar não pode estar sempre a bater à porta... uma coisa são lesões crónicas, sempre iguais, normalmente musculares, outra coisa são lesões traumáticas, como tem acontecido vezes demais ao Sílvio...
Recupera bem e rápido, e espero ver-te novamente com a camisola do Glorioso, o clube do teu coração!!!

Cardoso... à defesa!!!

Orgulho de Portugal


Orgulho de Portugal! from Ben Fica on Vimeo.

Realizado e produzido por editor69, in Blog de Leste

Sinais exteriores de grandeza...

"Impressionante mar de gente do Benfica no jogo com o Arouca, em Aveiro. É óbvio que o entusiasmo por um título que estará, de facto, muito próximo de se tornar realidade ajuda à mobilização nacional dos benfiquistas, mas não deixa de ser um sinal exterior de grandeza.
A verdade é que o Benfica parece ter conseguido passar um largo período de tempo de indiscutível hegemonia portista no futebol português sem sofrer demasiado desgaste na sua condição de clube com mais popularidade no País. É um caso de estudo e que tanto pode ser avaliado pelo lado do mérito que o Benfica e os seus responsáveis têm tido na defesa de um sentimento de orgulho clubista, como poder ser entendido pela incapacidade que os responsáveis do FC Porto terão tido no total aproveitamento de décadas de superioridade desportiva, de alguma maneira esbanjada numa política cerrada de um regionalismo alicerçado numa cultura tradicional do clube, mas que poderia ter tido uma mais conseguida estratégia de expansão, tanto a sul, como a norte do País.
Seja como for, por uma razão, por outra, ou até pelas duas, a verdade é que o Benfica se vê regressado a uma imensa onda de paixão sem qualquer limite geográfico.
É previsível (embora incerto) que o Benfica possa celebrar o título na Páscoa. A acontecer, ou melhor, quando acontecer, irá celebrá-la em todo o Portugal e também por esse mundo fora, onde houver comunidades portuguesas. Será, certamente, uma festa de dimensão invulgar, principalmente, porque era esse o grande objectivo da época para os benfiquistas. Mesmo assim, uma festa à qual dificilmente a equipa, pelo menos numa primeira fase, se deverá associar, uma vez que ainda tem de pensar noutras conquistas."

Vítor Serpa, in A Bola

Falta um só passo... grande

"Apesar de lhe ter tocado o adversário mais incómodo nas meias-finais da Liga Europa, o Benfica acabou por ser feliz. Sendo - ao menos em teoria - a Juventus a equipa mais forte das 4 que restam em prova, torna-se assim mais fácil apurar-se para a final numa eliminatória a duas mãos, uma das quais terá por palco o enorme, caloroso e temível Estádio da Luz. Tudo isto, obviamente, porque a final terá lugar no Juventus Stadium, em Turim, e no pressuposto de que um dos finalistas seria o proprietário do campo. Mas o inverso também é verdadeiro: de facto, o antagonista que a turma italiana menos desejaria nesta fase, era justamente o Benfica. São muitas as similitudes entre os dois contendores: ambos têm um historial prestigioso; ambos podem, desde há muito, encomendar as faixas de campeões dos respectivos países; ambos iniciaram a campanha na Liga dos Campeões com grandes expectativas que depois, surpreendentemente, não confirmaram; ambos dispõem de um plantel repleto de internacionais. Onde as coisa divergem é na situação financeira: enquanto a vecchia signora tem a poderosa FIAT a sustentá-lá, a águia nem sempre tem desafogo para voar ainda mais alto.
Ao invés dos primeiros anos, quando a Liga Europa esteve prestes a ser canibalizada pela Champions (prémios insignificantes e prestígio reduzido), as circunstâncias mudaram substancialmente. Beneficiando da revolução levada a cabo por obra e graça de Platini nos últimos 4 anos, a competição passou a ser mais competitiva e apetecida. O facto de se ter tornado mais acidentado o caminho de acesso ao seio do irmã mais rica para muitos dos não campeões nacionais, veio valorizá-la em todas as vertentes e as consequências saltam à vista: participação de grandes equipas que saíram da Champions na fase de grupos, mais espectáculo, mais gente nos estádios, mais dinheiro. E embora o título de campeão, por uma questão meramente clubística, seja o mais desejado, um troféu europeu é sempre mais fascinante."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 15 de abril de 2014

A noite em que as papoilas espezinharam as tulipas...

"É longa a história do Benfica contra equipas holandesas. Um dos momentos mais fantásticos foi vivido na Luz, no dia 22 de Março de 1972: 5-1 ao Feynoord que fora dois anos antes campeão da Europa.

Vem isto a propósito do Benfica-AZ Alkmaar. Ou do Benfica de novo frente a frente com equipas holandesas. Para já, peço desculpa, mas os maus hábitos pegam-se mais facilmente do que os bons - mais ou menos com as bexigas. E peço desculpa porque o AZ Alkmaar não deveria escrever-se. É, pode dizer-se , uma anáfora. Porque AZ significa Alkmaar Zaantreek, nome da cidade e da região onde ela se situa, pelo que o Alkmaar que vem a seguir ao AZ é dispensável. Mas siga a prosa.
O AZ não é um monstro do futebol holandês, longe disso, tem apenas dois campeonatos no bornal, mas já esteve presente numa final da antiga Taça UEFA (jogo em casa formidável frente ao Ipswich de Bobby Robson) e conta com mais uma meia-final.
Só que o que me leva a escrever não é propriamente o AZ, embora tenha sido esse o desbloqueador do texto. Quero falar do Feynoord e, para isso, recuo aos anos 70. Precisamente 1970: o clube de Roterdão ganha pela primeira vez (e até agora única) a Taça dos Campeões Europeus.
O treinador é o austríaco Hernst Happel, um papa-títulos-e-honrarias impressionante: campeão da Europa com Feynoord e Hamburgo, finalista da Taça dos Campeões e da Taça UEFA com o FC Brugge, finalista da Taça UEFA com o Hamburgo, finalista do Campeonato do Mundo com a Holanda. As estrelas são Israel, Jensen e Van Hanegen.
O Feynoord elimina sucessivamente o KR Reykavik, da Islândia (12-2 e 4-0), o AC Milan, da Itália (0-1 e 2-0), o ASK Vorwaerts, da RDA (0-1 e 2-0) e o Légia Varsóvia, da Polónia (0-0 e 2-0). Na final, em San Siro, bate o Celtic por 2-1 após prolongamento. O Celtic que ultrapassara o Benfica pelo maldito sistema de moeda ao ar.
Faltavam dois anos para que Feynoord e Benfica se encontrassem numa eliminatória fantástica.

Eusébio e Simões, Artur Jorge, Nené e Jordão. Que luxo!
Na época seguinte, o Benfica disputa a Taças das Taças e cai na segunda eliminatória frente ao ASK Vorwaerts da RDA.
O Feynoord defende o título de campeão europeu e sai humilhantemente logo na primeira eliminatória às mãos do desconhecido UT Arad, da Roménia. Apesar disso, o domínio holandês mantem-se e é o Ajax que vence essa edição do Taça dos Campeões.
Em 1971-72, Benfica e Feynoord estão outra vez na mais brilhante de todas as taças. E vão cumprindo a sua obrigação: 1.ª eliminatória - Benfica-Wacker Insbruk, da Áustria (3-1 e 4-0), Feynoord-Olympiacos Nicócia, do Chipre (8-0 e 9-0); 2.ª eliminatória - Benfica-CSKA de Sófia, da Bulgária (2-1 e 0-0), Feynoord-Dínamo de Bucareste, da Románia(2-0 e 3-0)...
Nos quartos-de-final, eis que se encontram. Dia 8 de Março de 1972, em Roterdão. Um jogo desvairado. Jimmy Hagan era o treinador do Benfica; Happel continuava à frente dos holandeses.
Logo no segundo minuto, Jordão isolado perde a hipótese de adiantar o Benfica. A primeira parte dos encarnados é excelente, dominando o jogo e o adversário. Jaime Graça, Eusébio e Simões, Artur Jorge, Nené e Jordão são as feras à solta pelo meio da defesa holandesa. Que ataque de luxo! Mas a segunda parte traz um jogo diferente. O Feynoord apresenta-se melhor em termos físicos. Carrega sobre a baliza de José Henrique que sofre a bom sofrer. Há seis cantos consecutivos contra o campeão português e, num deles, aos 50 minutos, Van Hanegen obriga o gato a defender para a frente e para a recarga fatal de Laseroms. Eusébio ainda tem uma boa chance, de cabeça, no minuto 62, mas será o 0-1 a transitar para Lisboa.
Dia 22 de Março a Luz rebentava pelas costuras duas horas antes de o jogo começar. O Benfica perdera Simões que partiu um braço na véspera. Ernest Happel, o austríaco que treinava o Feynoord não perdeu a hipótese de se lançar numa guerra psicológica agressiva, apelidando o Benfica de «equipa de província» e considerando que «não tinha qualquer hipótese de se apurar para as meias-finais». Cedo falou.
Com Eusébio e Toni no meio-campo e Nené, Jordão e Artur Jorge na frente, a equipa comandada por Jimmy Hagan era uma máquina de fazer golos. À meia-hora já o Benfica virara a eliminatória com golos de Nené e Jordão. Mas Shoemaker fez o 2-1 a 15 minutos do fim, deixando o público da Luz em suspenso. Nené faz o 3-1 aos 81 minutos; Jordão o 4-1 aos 87; e Nené os 5-1 aos 89. Um massacre terrível que dobrou a soberba de Ernst Happel.
Há quem diga que foi o melhor jogo da carreira de Toni. Talvez. Hei-de perguntar-lhe.
O Benfica não chegou à final, que se realizou precisamente na Banheira de Roterdão. Foi eliminado pelo Ajax nas meias-finais (0-0 e 0-1). Mas nessa noite de Março, as papoilas saltitantes espezinharam as tulipas."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 14 de abril de 2014

#reservado

Lixívia 27

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......70 (-7) = 77
Sporting........63 (0) = 63
Corruptos...55 (+3) = 52
Braga.........35 (+3) = 32

Off Topic: Começo de forma estranha!!! A nomeação do Proença para o jogo de Quarta-feira, com os Corruptos, é mais um episódio vergonhoso - nas nomeações, fruto da coação Lagarta e Corrupta... -, deste final de época. Recordo que o Benfica nunca venceu um clássico com o Proença a apitar; recordo que no recente jogo dos Corruptos em Alvalade, onde o Proença pela primeira vez, os prejudicou... o principal prejudicado com a vitória do Sporting, foi o Benfica!!! Não estava a contar ir a Lisboa assistir a este jogo, como já escrevi anteriormente, os jogos com os Corruptos metem-me nojo!!! Mas agora, tenho a certeza que não vou... Num país onde o controle anti-doping no Futebol é uma anedota, como se viu no jogo da 1.ª mão; com o Proença a apitar; com o Benfica a estar obrigado a vencer por 2 golos de diferença, o resultado é previsível... No lugar do Jesus não arriscava nada, além do jogo com o Olhanense, para a semana vamos ter já, o jogo com a Juventus... Estarei como é óbvio a sofrer pelo Benfica em casa, mas não 'alimento' palhaçadas...!!!

A festa do título devia ter sido a semana passada no Benfica - Rio Ave, mas este ano, parece que os apitadeiros só conseguiram adiar o inevitável... A jornada até foi calma, continuo a pensar que o facto dos Corruptos terem abdicado do Campeonato, tem sido fundamental na diminuição dos casos, nesta fase final de época. Só a coação do Picareta Falante, conseguiu influenciar algumas decisões, de resto tudo tem estado estranhamente calmo... até o Hugo Miguel, parece que é um árbitro a sério!!!

Um dos mais absurdos argumentos que de vez enquanto somos obrigados a ouvir, inclusive na televisão, é quando os anti's reclamam da coação que as Marés Vermelhas têm sobre os árbitros, como aconteceu Aveiro!!! Eu compreendo, estão habituados a estádios vazios, bancadas repletas cheias de entusiasmo, não é natural... Eles acham que os árbitros ficam condicionados, por estas manifestações de Benfiquismo!!! Eles, acham que só os chefes do Calor da Noite, podem coagir ou corromper os árbitros!!!
Em Aveiro, não houve casos de grande monta, mesmo assim a impunidade disciplinar que foi concedida ao Arouca na 1.ª parte foi assinalável. E mesmo a terminar, um fora-de-jogo claro, num livre lateral, não deu golo do Arouca por milímetros... o Cardozo bem abriu os braços, mas o fiscal, nada!!!

Não vi os outros jogos, confiando no tribunal d'Nojo ficou um penalty por marcar a favor dos Corruptos em Braga... noutra jogada, o Varela viu um golo ser anulado, no resumo, nas imagens que vi, não me parece ter existido qualquer falta.
O Sporting, jogou contra um Gil Vicente versão mansa... sem casos!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenenses(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Gil Vicente(f), E(1-1), Paixão, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
18.ª-Sporting(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Estoril(c), V(2-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
23.ª-Nacional(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
24.ª-Académica(c), V(3-0), Rui Costa, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
25.ª-Braga(f), V(0-1), Proença, Prejudicados, Sem influência no resultado
26.ª-Rio Ave(c), V(4-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
27.ª-Arouca(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Académica(c), E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
18.ª-Benfica(f), D(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Olhanense(c), V(1-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
20.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(2-1), Soares Dias), Nada a assinalar
22.ª-Setúbal(f), E(2-2), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), Impossível contabilizar
23.ª-Corruptos(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
24.ª-Marítimo(f), V(1-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
25.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
26.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
27.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), D(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Cosme Machado, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Gil Vicente(f), V(1-2), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
20.ª-Estoril(c), D(0-1), Vasco Santos, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(f), E(2-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
22.ª-Arouca(c), V(4-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(f), D(1-0), Proença, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
24.ª-Belenenses(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Nacional(f), D(2-1), Capela, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), (-1 ponto)
26.ª-Académica(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
27.ª-Braga(f), V(1-3), Rui Costa, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado 

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
17.ª-Belenenses(f), D(2-1), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Gil Vicente(c), V(4-1), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Estoril(f), D(2-1), Xistra, Nada a assinalar
20.ª-Arouca(c) E(2-2), Duarte Gomes, Nada a assinalar
21.ª-Sporting(f), D(2-1), Soares Dias, Nada a assinalar
22.ª-Nacional(c), V(2-1), Nuno Almeida, Nada a assinalar
23.ª-Académca(f), E(1-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
24.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Rui Silva, Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
25.ª-Benfica(c), D(0-1), Proença, Beneficiados, Sem influência no resultado
26.ª-Olhanense(f), V(0-2), Duarte Gomes, Nada a assinalar
27.ª-Corruptos(c), D(1-3), Rui Costa, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Orgulho na luta... contra uma tremenda injustiça

Benfica 0 - 3 Barcelona

Não foi um resultado exagerado, foi um resultado totalmente injusto. Foi o Benfica que criou jogo ofensivo, foi o Benfica que teve posse bola ofensiva, foi o Benfica que rematou: de longe, na área, com o pé,de cabeça... As individualidades ofensivas do Barça marcaram 3 das 5 oportunidades (e 1 das desperdiçadas, foi após um empurrão descarado do Traoré sobre o João Nunes, não assinalado) que tiveram, e nós falhámos oportunidades atrás de oportunidades. O momento do jogo, acaba por ser o penalty falhado pelo Romário.
O Barça só conseguiu fazer o seu típico jogo de passe, em zonas recuadas, o Benfica pressionou alto, até recuperou várias bolas em zonas avançadas, mas nunca tivemos a clarividência para castigar o adversário...
Apesar da 2.ª parte razoável de hoje, o Gonçalo Guedes esteve bastante abaixo do normal nesta Final-Four. O Romário além de falhar o penalty, confirmou a minha opinião sobre ele: é forte, é rápido, mas é burro a jogar futebol, a tomada de decisões é horrível... Se a inteligência de jogo, do Nuno Santos, se juntasse ao cabedal do Romário teríamos um dos melhores jogadores do Mundo!!! O Rochinha fez um jogo de enorme sacrifício, a atacar e a defender. O Estrela foi um dos melhores nos dois jogos. O Gilson foi o substituto do Guzzo, como eu esperava, e esteve bem... A defesa hoje teve muitos problemas, o Rebocho na 1.ª parte não conseguiu parar o Traoré, os Centrais foram macios, no 2.º golo do Alfaiate tem que cortar aquela bola, o Rafael Ramos também melhorou defensivamente no 2.º tempo, e tentou sempre atacar com propósito. O Hildeberto entrou com muita vontade, mas acrescentou pouco... Um dos problemas desta equipa, mesmo a nível nacional, é a falta de uma referência de área, o João Gomes, entrou perto do fim, e participou logo numa das jogadas mais perigosas do Benfica... a fraca utilização do João Gomes este ano, deixou-me bastante desiludido...
A participação do Benfica nesta prova, apesar do resultado de hoje, só pode ser considerado como um enorme sucesso. O trajecto foi magnifico... Também é preciso recordar que temos aqui vários atletas de 1.º ano, que na próxima época, podem repetir a participação nesta prova: Gilson, Guedes, Romário, Hildeberto, André Ferreira, Filipe Ferreira, Rony, Lima...
Apesar das comparações, as provas parecidas que se realizaram recentemente, não tiveram a ampla participação que esta UEFA Youth League teve, sendo assim acho um pouco estranho, estarem sempre a recordar as participações do Sporting em anos anteriores. Mas para quem foi obrigado a ouvir comentários em Português, em várias televisões, onde parecia que os comentadores estavam a apoiar os Espanhóis, não me surpreende!!!
Recordo que o Barcelona foi castigado recentemente pela FIFA, exactamente devido às ilegalidades na contratação de jovens jogadores para a sua Formação. Da equipa de hoje do Barça, somente 3 jogadores têm origem Espanhola, o resto são africanos, quase todos dos Camarões...!!! Recordo também, que o Benfica, tem a treinar no Seixal, um jogador: Kevin Oliveira, potencialmente um dos melhores jogadores desta geração, que devido ao seu passaporte, está impedido de competir oficialmente com a camisola do Benfica, porque o Benfica não usou as 'xico-espertices' - ilegalidades -, que o Barcelona usou.
A UEFA resolveu apostar nesta prova este ano, mas se não conseguir impedir a selvajaria na contratação de adolescentes, e se não conseguir garantir a veracidade das certidões de nascimento, iremos ter mais situações onde a diferença de 'cabedal' entre os jogadores é evidente, como foi hoje...


PS: Numa modalidade diferente, tenho que dar os parabéns ao Sérgio Silva, que no último Sábado se sagrou Campeão da Europa de Duatlo Sprint, na Holanda.

Rodrigol, decisivo...

De viva voz !!!

Para mim, não é novidade, para quem esteve mais atento às manobras dos Tarecos dos advogados dos Corruptos, esta estória já era conhecida, e já tinha sido escrita em alguns jornais, mas pela primeira vez, foi dita, em voz alta, na TV, e por alguém com responsabilidades no processo... Agora além de se arquivar a queixa contra a Maria José Morgado, devia-se era investigar - na altura -, e acusar, quem redigiu o ditado que a Ana Salgado foi palrar no interrogatório. Se calhar o senhor advogado ficaria proibido de exercer...!!!