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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Vieira e Rui Costa: serão assim tão diferentes?


"Luís Filipe Vieira (LFV) assumiu a sua candidatura à presidência do Benfica. Nas várias aparições públicas têm sido muitas as críticas que apontou à gestão de Rui Costa, mas será que os dois são assim tão diferentes?

Performance desportiva
O período da presidência de Rui Costa à frente do Benfica tem sido marcado (desportivamente) por três fatores muito óbvios: vendas consideráveis, investimentos avultados e resultados abaixo das expectativas.
Em quatro anos como presidente, Rui Costa venceu um Campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça. Adicionalmente tem um terceiro e dois segundos lugares na principal competição nacional. O insucesso desportivo é o melhor argumento que todos os candidatos à presidência do Benfica têm a seu favor, até porque é aquele que os adeptos melhor compreendem.
No caso de Luís Filipe Vieira será que este argumento faz sentido? Será que faz sentido referir que com ele no Benfica o clube encarnado estaria melhor desportivamente? Para podermos tirar uma conclusão devemos analisar a performance de LFV na presidência do Benfica. Seria injusto fazer esta comparação com base no primeiro mandato de LFV à frente dos encarnados, até porque em 2003 as condições financeiras e a estabilidade que o clube apresentava eram muito diferentes da que atravessava quando Rui Costa tomou posse.
Assim, para podermos fazer uma comparação justa deveremos encontrar um período em que as condições sejam semelhantes. Os últimos quatro anos da presidência de Vieira no Benfica enquadram-se no contexto que Rui Costa herdou quando assumiu a presidência do clube. Se contextualizarmos, os últimos quatro anos de LFV à frente do Benfica coincidiram com a invasão de Alcochete que fez com que o Sporting tivesse ficado mais frágil, e com o FC Porto a passar por problemas de fair-play financeiro.
Já o Benfica, não só estava equilibrado financeiramente com vendas muito altas de jogadores (ex. João Félix em 2019/2020), como concretizava investimentos muito elevados na equipa, como o demonstra o forte investimento de €115 M na época 2019/2020.
Com um contexto similar, com vantagem sobre os rivais, com vendas e investimentos consideráveis, quais foram os resultados desportivos da gestão de LFV? Em quatro anos venceu um Campeonato e duas Supertaças. Adicionalmente, assim como Rui Costa, tem um terceiro e dois segundos lugares na Liga, ou seja, precisamente os mesmos resultados que Rui Costa conseguiu no mesmo período de tempo!
Tendo em conta estes factos, no capítulo desportivo, farão sentido as críticas que LFV tem vindo a fazer a Rui Costa? Ou será que Rui Costa apenas se limitou a seguir a trajetória que LFV tinha iniciado quatro anos antes? Será que o critério das contratações foi assim tão diferente nos mandatos de Rui Costa e LFV? Neste caso os factos falam por si...

Gestão financeira
Uma das ideias que LFV tem vindo a passar é que, quando se demitiu, o clube tinha uma situação financeira muito melhor do que atualmente com uma dívida financeira líquida de €80 M. Tal não é verdade.
Para isto basta analisarmos o Relatórios e Contas 2020/2021 e compará-lo com o de 2023/2024. De uma forma simples, o Benfica em 2020/2021 tinha um valor total de empréstimos de €145 M. A estes devemos juntar a cedência de créditos (que também devem ser considerados como dívida financeira) que totalizavam €90 M. Estas cedências de créditos corresponderam à antecipação de 50% dos direitos de TV até à época 25/26. No total a exposição à dívida era de €145 M+€90 M o que perfazia €235 M.
Para chegarmos à dívida líquida temos de retirar o valor que estava em caixa e que na altura era de €44 M. Assim a dívida líquida que LFV deixou foi de €191 M. Contudo, será importante referir que quando LFV se demitiu estava em curso um empréstimo obrigacionista de €35 M. Ora se juntarmos estes €35 M, a dívida líquida do Benfica na data em que LFV se demitiu era de €226 M.
Ao analisarmos o último Relatório e Contas anual (2023/2024) percebemos que a dívida atual é muito semelhante: €222 M em empréstimos, aos quais devemos acrescentar €42 M em cedência de créditos, o que perfaz um valor de €264 M. A este valor retiramos o valor que consta em caixa (€20 M) de forma a obtermos o valor global de €244 M de dívida líquida.
Os factos comprovam que a exposição à dívida no mandato de Rui Costa se manteve estável. Contudo, devo reconhecer que LFV tem razão quando refere que hoje em dia existe um descontrolo muito maior na gestão financeira do Benfica. Exemplo disto mesmo é a forma como a rubrica fornecedores passou de €109 M (2020/21) para €187 M (2023/24).
Importa referir que esta rubrica corresponde, praticamente na sua globalidade, a dívidas a clubes, ou seja, às contratações de jogadores, o que demonstra a trajetória que o clube encarnado tem vindo a seguir. Através de factos, também na parte financeira, comprovamos que a forma de gerir de Rui Costa e LFV é similar, com a diferença de que no mandato de Rui Costa o descontrolo financeiro aumentou.

O que os separa?
São muitos os pontos que os ligam. Uma grande percentagem da equipa de Rui Costa foram pessoas escolhidas por LFV. Os dois evitam fazer uma auditoria às contas que dissipe fantasmas, traga transparência e mais credibilidade. Afinal o que os separa?
Parece-me óbvio que aquilo que os coloca em lados opostos foi a falta de solidariedade que Rui Costa demonstrou com LFV. O primeiro sinal foi o momento da tomada de posse em pleno relvado onde Rui Costa por nenhuma vez tocou no nome de LFV. Posteriormente e ao longo de todo o seu mandato a ideia que passa é que LFV é persona non grata.
Os próximos dois meses serão, sem dúvida, muito interessantes até para percebermos as estratégias de campanha de cada um deles. Uma coisa é certa, apesar das críticas que LFV tem vindo a fazer a Rui Costa, o percurso de Rui Costa no Benfica é o seguimento da trajetória que LFV estava a imprimir.
Até no caso do apoio a Pedro Proença as ações dos dois são similares: em 2019 LFV deixou andar (segundo palavras suas) e apoiou Proença; em 2025 Rui Costa deixou andar e apoiou Proença!

A valorizar: Renato Veiga
A sua contratação é o maior investimento da história do Villarreal. Um passo importante para o jovem português com os olhos no Mundial que irá decorrer nos EUA.

A desvalorizar: Santa Clara
O início de temporada do clube açoriano não está a corresponder às expectativas."

A importância dos fracassos no futebol… e na vida (a lição de Guardiola)


"Pep Guardiola, numa entrevista recente, disse algo que desarma qualquer discurso triunfalista do futebol moderno: amo os fracassos!

No meio de uma era em que só o sucesso é partilhado, em que a vida se mede por número de seguidores, likes em fotos de Instagram, show off e sorrisos forçados, ouvir um dos melhores treinadores do mundo dizer que fracassar faz parte da vida soa quase a revolucionário.
No futebol, vive-se obcecado com a perfeição. Exigem-se vitórias, o mérito é medido por pontos e títulos, e as redes sociais amplificam qualquer deslize como se fosse uma tragédia. Mas Guardiola recorda-nos algo essencial: perder faz parte do crescimento. Fracassar é humano, e no futebol é inevitável que aconteça mais dia menos dia. O problema não está em cair - está em não aprender nada quando caímos.
Pep Guardiola assumiu o comando do Manchester City em julho de 2016 e, quase nove anos depois, continua a marcar uma era rara de longevidade e sucesso na elite do futebol moderno. Desde então, conquistou 18 títulos oficiais, entre eles seis Premier Leagues, uma histórica Champions League (integrada no treble de 2023), quatro Taças da Liga, duas Taças de Inglaterra, além de troféus internacionais como a Supertaça Europeia e o Mundial de Clubes. Mais do que a quantidade, impressiona a forma: Guardiola liderou a equipa que atingiu a marca inédita dos 100 pontos na Premier League em 2018, criou o primeiro ciclo de quatro títulos ingleses consecutivos (2021-2024) e transformou o City numa máquina de jogar futebol, reconhecida mundialmente pela qualidade e consistência. O que antes era apenas um clube com ambição tornou-se, sob o seu comando, num dos projetos mais dominadores da história do futebol europeu. Mas… na vida, como no futebol, é impossível ganhar sempre e, felizmente, é assim…
Guardiola assumiu, numa entrevista, que a época 2024/2025 teve resultados abaixo das expectativas. Podia esconder-se atrás de desculpas, ou alimentar a ilusão de que nada aconteceu. Mas preferiu encarar a realidade: Correu mal, tivemos resultados piores do que eu esperava… mas no dia seguinte há treino. E eu vou tentar outra vez. Eis a essência de qualquer carreira de sucesso: a persistência. Os fracassos não são o fim - são o combustível para recomeçar.
No futebol, como na vida, só quem se expõe à derrota pode saborear a vitória com autenticidade. Um jogador que falha um penálti decisivo ou um treinador que é eliminado de uma competição não são menos competentes por isso. Pelo contrário, são mais humanos. Guardiola sublinha essa importância de aceitar emoções negativas: Perdemos, estamos lixados. Estar lixado está tudo bem. Temos de viver com isso. É uma lição simples e poderosa num mundo que confunde sucesso com fingir felicidade 24 horas por dia.
Fracassar, portanto, não é um destino. É uma etapa. O fracasso é o mestre silencioso que separa os que desistem dos que evoluem. Guardiola não ama o fracasso porque gosta de perder; ele ama o que o fracasso lhe ensina e lhe acrescenta. E talvez esteja aqui o segredo dos grandes líderes do futebol: não são os que evitam cair, mas os que se levantam mais fortes depois de cada queda.
E esta lição de Guardiola não serve apenas para Manchester City, Bayern Munique ou Barcelona, serve para qualquer balneário, do futebol profissional aos campos sintéticos ou pelados do distrital. Cada derrota das grandes equipas traz uma onda de críticas e memes instantâneos nas redes sociais; cada falhanço na formação é um rótulo colado demasiado cedo a uma criança ou a um adolescente. Mas o futebol precisa de aprender a viver com o fracasso para poder crescer com ele. Porque só quem aceita perder de forma honesta tem a coragem de voltar a tentar.
No futebol, como na vida, os fracassos não são um destino final, mas etapas necessárias de um caminho maior. Quem os enfrenta com coragem e humildade descobre que cada falha pode ser um degrau para algo maior. Não é fácil aceitar a dor da derrota ou o peso do erro, mas é justamente aí que nasce a oportunidade de recomeçar mais forte, mais consciente e mais preparado.
Quantos jogadores de elite não foram dispensados em jovens por clubes que não acreditaram no seu potencial? Quantos treinadores não caíram, quase no anonimato, para mais tarde regressarem com novas ideias, um legado que mudou o jogo e a sua própria história? O fracasso, quando bem interpretado, é a prova de que a perfeição não existe e de que o caminho para o sucesso é feito de curvas, quedas e reergueres constantes.
Por isso, é fundamental mudar o olhar sobre o fracasso: não é o oposto do sucesso. É parte integrante dele. Em vez de o ver como uma ferida, encará-lo como uma semente. Uma semente que, regada com trabalho, resiliência e confiança, acabará por florescer em novas conquistas. Quem foge da derrota foge também da oportunidade de crescer. O fracasso é, no fundo, um treinador invisível, que nos obriga a rever processos, a questionar certezas e a encontrar novas soluções para velhos problemas.
E há ainda algo maior: o fracasso humaniza-nos. Aproxima-nos uns dos outros, porque todos, sem exceção, já caímos. E é nessa consciência coletiva que se constrói também o espírito de equipa, a solidariedade e a empatia que fazem do futebol muito mais do que simplesmente um jogo.
Porque no futebol, como na vida, a grandeza não está em nunca cair, mas em levantar-se sempre - sabendo que amanhã haverá outra partida, outro desafio e outro capítulo para escrever."

Angel...

Mais uma jornada...

A regra mudou de uma jornada para a outra!!!

Vitória com mérito


"Nesta edição da BNews, destaque para o triunfo do Benfica, por 3-0, frente ao Tondela.

1. Objetivo cumprido
Na opinião de Bruno Lage, "a equipa teve um comportamento muito bom". "Fomos muito fortes juntos. Muito mais importante é valorizar aquilo que fizemos em termos coletivos, quer aqueles que iniciaram, quer aqueles que entraram. E, depois, o objetivo do jogo, que era vencer, garantir os 3 pontos", afirmou.

2. Prioridade ao coletivo
Considerado o homem do jogo (Man of the Match), Dedic sublinha que está "muito feliz com o prémio, mas, primeiro que tudo, com a vitória, com a equipa". "Ganhámos, isso é o mais importante", realçou.

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos do Benfica marcados frente ao Tondela.

4. Supertaça conquistada
O Benfica é o vencedor da Supertaça de andebol no feminino. No embate com o Madeira SAD, triunfo benfiquista por 26-18. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, destaca "a final em que demonstrámos toda a nossa ambição".

5. Medalhas no Mundial
Canoístas do Benfica em destaque no Mundial de canoagem. João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha (juntamente com Gustavo Gonçalves) sagraram-se campeões do mundo em K4 500 metros. João Ribeiro e Messias Baptista conquistaram a medalha de prata na prova de K2 500 metros. Fernando Pimenta foi 3.º classificado em K1 1000 metros.

6. Jogos de preparação
Em futebol no feminino, o Benfica foi derrotado pelo Atlético de Madrid no desempate por pontapés da marca de grande penalidade (2-2 no tempo regulamentar). No futsal masculino o Benfica ganhou ao Barcelona nos penáltis após empatar 3-3.

7. Jogos do dia
Os Juniores do Benfica visitam a União de Leiria às 17h00. Em futsal, o Benfica defronta o Palma, às 14h00, em Portimão no International Masters Futsal.

8. B amanhã
A equipa B do Benfica visita o Lusitânia de Lourosa na segunda-feira às 18h00.

9. Chamadas internacionais
O Benfica tem três basquetebolistas convocados para o Campeonato da Europa: Daniel Relvão e Diogo Gameiro por Portugal, e Aleksander Dziewa pela Polónia."

Zero: Mercado - Harder marca e Milan aperta o cerco

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica e Sporting cumpriram, tem agora a palavra o FC Porto

Zero: Ligados - S01E04 - Jimmy P

SÓ TRÊS???


"BENFICA 3 - 0 Tondela

(peço desculpa porque só hoje, domingo, pelas 08h45, me lembrei que não tinha aberto os comentários a todos os seguidores)

Pré-jogo 1 cruzo-me com a claque do Tondela à entrada do estádio - e gostei: muitos mais do que podia imaginar para um clube pequeno, longe de Lisboa, que vem de duas derrotas em dois jogos. Para mais sem arruaceirices e cheios de boa disposição - o meu 👏👏👏
Pré-jogo 2 mudanças na equipa: Samu, Tomás e Obrador no onze. Maior curiosidade dos três é Obrador, uma novidade. Dahl tem estado bem, vamos ver se Obrador já é alternativa - esteve muito bem na equipa B

BORA LÁ AO JOGO
(do meu lugar de Fundador) LA-LA-LA-LA-LA EU-AMO-O-BENFICA Para cima de 50 mil, será que chegamos aos 60 mil?
01 e já moram duas ocasiões de golo - entrada a todo o vapor
06 eles a atreverem-se mais no ataque e, entretanto, o Barrenechea no chão - não é nada, felizmente
12 cada vez que vamos à área deles criamos perigo - agora foram duas do Pavlidis que o redes tirou lá de dentro
25 as equipas do Ivo Vieira não se metem lá trás, num ferrolho inconsequente para tardar o mais possível o primeiro golo dos adversários
28 Dedic a dar um safanão no marasmo - e bem estamos a precisar, isto está muito lento e previsível
31 toma lá mais uma arrancada do Dedic, parece assistência açucarada a isolar o IVANOVIC e o um-zero já está!
35 uma obra do Obrador lá junto à bandeirola de canto - bem!
37 mais uma jogada linda do nosso ataque, desta vez perdida pelo Pavlidis. E mais uma perdida, desta vez perdida pelo Ivanovic
41 fdx, de bacalhau para bacalhau, que assistência do Schjelderup, que golão do Aursnes: não pensou, não hesitou, pumba que já está nas redes da baliza norte
46 o Tomás a meter em profundidade para o Dedic, e olhem lá, o 17 parecia que estava na final olímpica dos 100 metros, que sprint!
50 daqui pareceu fora, o VAR que decida - decidiu que foi fora, decidiu bem, foi fora, mostrou-me o telemóvel aqui do vizinho. Não há penálti para o Tondela e o Samu perdeu uma oportunidade de brilhar 55 um do Tondela a tirar o três-zero ao Otamendi
60 talvez refrescar a equipa...
64 agora não é amarelo? 67 grande ovação para Dedic - mais que merecida! Vai descansar para quarta-feira
72 Prestianni para a bancada - e a sensação que temos de que estamos a desperdiçar uma goleada das antigas?
Mais de 60 mil na Catedral, impressionante!
84 quantas jogadas já este apitadeiro parou para marcar falta com a bola na nossa posse em transição de perigo? Conhece as leis do jogo?
86 antes que me esqueça: muito bom ver o Tomás Araújo de volta, em perfeitas condições físicas
88 hoje não era mesmo o dia do Plavidis faturar
90 mais 6 para marcarmos mais um?
90+5 o Prestianni já merecia! Três-zero.
90+6 e como é que isto acabou só três-zero??? Quarta-feira vai ser mais duro."

Numa exibição da profundidade do plantel, o Benfica pouco mais podia fazer do que ganhar ao Tondela


"Bruno Lage adotou uma certa sobranceria contra o Tondela (3-0) e até na baliza mudou. Rafael Obrador estreou-se na equipa principal do Benfica e deu sinais de que pode competir com Dahl. No entanto, foi outro reforço, Ivanović, que marcou pela primeira vez no campeonato. Na análise de José Mourinho ao adversário que encontrará na segunda mão do playoff da Liga dos Campeões, o Special One vai ver uma brevíssima nota artística misturada com falta de consistência

Bruno Lage entrou numa discussão que não tem fim. Assim como não é erudito filosofar sobre a data de nascimento do ovo e da galinha, também o debate sobre se é mais importante ganhar ou mostrar jogar bem tem um nível rasteiro. O brilhantismo devia guiar constantemente qualquer técnico, mas, por vezes, é notável como ao treinador do Benfica isso pouco importa.
O Benfica tem soluções variadas e de um patamar inalcançável pelo Tondela. Por mais que os encarnados entrem em modo de gestão, têm plantel para vencer qualquer equipa do campeonato. No entanto, há sempre o risco de algo correr mal, o que até não aconteceu, de todo. Rafael Obrador (estreia na equipa principal), Tomás Araújo (a regressar de lesão) e Samuel Soares foram incluídos num onze que olha o Tondela de cima para baixo, com alguma presunção. Curioso que Trubin tenha sido um dos poupados. Certamente, estará a precisar de pôr as mãos de molho a meio do playoff da Liga dos Campeões, contra o Fenerbahçe.
O gabarito dos encarnados serviria sempre para, mesmo em piloto automático, fazer com que os recém-promovidos passassem dificuldades. Foi o que aconteceu. Bernardo Fontes é um membro da cada vez mais prestigiada escola de guarda-redes da formação do SC Braga e foi graças a ele que o Tondela não se afundou mais. Os remates dos avançados do Benfica pareciam pouco esforçados em desviarem-se da ampla figura do brasileiro.
Amar Dedic vai-se afirmando como o reforço mais consistente da equipa da Luz. Define bem, conduz bem, passa bem e, quando calha, faz tudo isso num só ato como o que encontrou Ivanović. O espaço em que o croata apareceu, entre Maviram e Christian Marques, já antes tinha sido alvo das movimentações de Pavlidis, estando identificado como o sweet spot.
Rafael Obrador parecia aqueles tipos que entram numa sala cheia de desconhecidos e é capaz de manter conversa com todos. O espanhol foi estabelecendo ganchos com colegas que não são seus há muito tempo a um nível que rivaliza com Dahl. Tomás Araújo também aparenta estar bem de saúde pelo que fica a promessa de que Lage voltará a ter dilemas sobre quem utilizar no centro da defesa.
A associação entre Schjelderup e Pavlidis levou a bola ao lado de Aursnes. Além do regalo da jogada, regista-se o afetuoso beijo na careca do norueguês mais novo ao seu mestre. Para o Benfica, a cereja no topo do bolo foi uma vantagem mais ampla para poder entrar na toada de gestão sobranceira do ritmo que inferiu com o interesse dos acontecimentos.
As dúvidas sobre Obrador podem ser as técnicas de autodefesa. Não foi exposto ao ponto de se retirarem conclusões. De qualquer modo, ao derrubar Yarlen, ia dando à equipa que usa o símbolo de campeão da Segunda Liga a oportunidade de se estrear a marcar no regresso ao principal escalão, onde ainda não somou pontos. O árbitro equivocou-se e reverteu o penálti inicialmente assinalado.
Pavlidis, por mais desejoso que parecesse estar, não se saciou com aquilo de que os avançados vivem. Nos minutos finais, a resistência do Tondela esvaiu-se ao ponto de deixar de existir. Ainda com pilhas, o Benfica aproximou-se da grande área como poucas vezes na segunda parte. Gianluca Prestianni apreciou vaguear entre adversários rendidos e marcou num ressalto.
O perigo de um treinador dar os sinais que Bruno Lage deu à sua equipa com as opções que tomou é o défice competitivo que a impede de imaginar que pode vencer o adversário por uma diferença de dois dígitos. Por cá, não há problema. Lá fora, é que as carências se notam."

A verdade do jogo? Ganhar ao Tondela a pensar em Mourinho


"Apesar da boa réplica dos beirões, Bruno Lage, mesmo que diga que é mentira, reservou recursos para a final europeia frente ao Fenerbahçe. A vitória das águias não merece contestação, e a dupla Aursnes-Dedic começa a ser interessante: o norueguês é quem é, o bósnio começa a perceber onde está...

Noventa minutos volvidos, o Benfica continuou sem sofrer golos, e o Tondela sem conseguir marcá-los. As concretizações de Ivanovic e Aursnes, para os encarnados, fizeram a diferença, e os três pontos em disputa ficaram, sem ponta de surpresa, no estádio da Luz.
Mas há que não tapar o sol com a peneira e dizer as coisas como elas são: o Benfica não jogou ‘apenas’ para ganhar ao Tondela; a equipa de Bruno Lage esteve sempre com um olho no adversário beirão, e com outro no Fenerbahçe, que estará em Lisboa na quarta-feira para discutir uma presença na fase milionária da Champions. Ou seja, sempre desconfiados do Tondela e de Ivo Vieira (que já lhes provocou amargos de boca), os encarnados geriram recursos, geriram ritmos, e geriram desgastes, a pensar na forma de chegar em melhores condições ao duelo com os pupilos de José Mourinho. Sem nunca menosprezar a capacidade do Tondela, o Benfica não colocou a carne toda no assador, fez o quanto baste para sair justo vencedor do encontro, e criou melhores condições para lutar por uma presença entre a elite do futebol europeu.
E fê-lo como? Em primeiro lugar, dando descanso (a uns mais, a outros menos) a António Silva, Dedic, Dahl, Akturkoglu, Berrenechea e Ivanovic; depois, optando por jogar a velocidades diferentes, carregando ou levantando o pé do acelerador, para manter as operações sob controlo. Pode dizer-se que a estratégia de Bruno Lage, que não teve como efeito uma exibição, como dizia Eriksson «à la champagne» resultou, os três pontos nunca estiveram em causa, e os recursos para enfrentar os turcos foram preservados. Mas sendo este o panorama geral do Benfica- Tondela, haverá mais que se diga, do ponto de vista individual e coletivo.

TONDELA ATREVIDO
O treinador do Tondela abordou a viagem à Luz com uma atitude positiva: decidiu defender em 4x4x2, deixando Miro e Hodge na frente para atrapalharem as saídas de bola dos donos da casa, e rapidamente se mostrou capaz, o que dá nota de uma equipa bem trabalhada, de atacar em 4x3x3 e, se muito pressionado, fechar-se em 4x5x1, tudo feito de forma harmoniosa. A estas dificuldades colocadas pelo adversário, o Benfica respondeu essencialmente virado à direita: o flanco onde sobressaíam Dedic e Aursnes (os melhores em campo), deu água pela barba aos beirões e muito cedo o brasileiro Bernardo Fontes, 23 anos promissores, foi chamado a trabalho aturado, a remates de Ivanovic e Pavlidis, este por duas vezes. Já do outro lado, o Benfica mostrava-se ferido de asa, com Obrador (tem qualidade, precisa de confiança) e Schjeldrup (melhor da ala para o meio, do que da ala para a linha de fundo) a ficarem apenas com 25 por cento das iniciativas.
Talvez valha a pena sublinhar a subida de produção de Dedic, que embora beneficiando do conforto tático de Aursnes na direita, esteve mais focado nas finalizações dos lances (leia-se passes ou cruzamentos), criando uma dinâmica que em nada ficou a dever aos melhores momentos de Grimaldo ou Carreras. E foi de uma combinação entre os ‘austríacos’ - um bósnio e o outro croata – Dedic e Ivanovic, que o Benfica chegou à vantagem aos 31 minutos.
Até ao 2-0, que demorou mais 11 minutos, e saiu da parceria norueguesa entre Schjelderup e Aursnes, o funcionamento do lado direito do Benfica foi de grande nível, não só pelo volume de ataque, mas ainda pela forma como foram criados equilíbrios defensivos. O Benfica chegou ao intervalo com o jogo controlado, e a poder gerir o jogo com o Fenerbahçe. Mas...

AVISO E CONTROLO
Após o intervalo, Ivo Vieira deu mais ambição ao meio-campo (Tavares por Hugarte) e refrescou o ataque (Hodge por Sitholde), e muito rapidamente criou uma situação (o árbitro, ‘tenrinho’ - ai a lei da vantagem...-, assinalou grande penalidade, revertida pelo VAR) que colocou o Benfica em sentido. Os encarnados reagiram, Otamendi esteve perto de marcar aos 55 minutos, mas foi novamente o técnico do Tondela a não atirar a toalha ao chão, procurando ainda, com Rodriguez e Outtara, adensar as preocupações defensivas dos encarnados.
Mas Lage tinha argumentos no banco, e usou-os: Dahl e Akturkoglu foram revolucionar o flanco esquerdo (68) e Prestianni deu mais velocidade à direita, passando Aursnes para lateral. Com esta resposta, e independentemente do que os beirões ainda fizeram, com a entrada de Ceitil e uma boa atitude competitiva permanente, o Benfica fez xeque-mate. E para que não subsistissem dúvidas, nem relativamente à vontade de manter os três pontos, nem quanto a uma estratégia (jamais assumida, por certo), que tinha o Fenerbahçe em mente, Bruno Lage ainda descansou Ivanovic e Berrenechea, fazendo entrar uma dupla mais defensiva, Barreiro, mais à frente e Florentino mais atrás.
Com este desenho, e depois do Pavlidis ter visto o excelente Tiago Manso negar-lhe o 3-0 (90+3), foi preciso esperar mais três minutos até que Prestianni, após uma jogada de insistência em que interveio Aursnes, voltasse a colorir o ‘placard’ para o Benfica. A última imagem que fica deste Benfica-Tondela é a de Otamendi, 37 anos, celebrar, pegando pelos pés e virando-o, como dizem os brasileiros, «de ponta-cabeça», o compatriota Prestianni, 18 anos mais novo, numa conjunção de gerações e vontades comuns, que quem sabe como funciona um balneário só pode valorizar. Aconteça o que acontecer na quarta-feira, na ‘final’ europeia com o Fenerbahçe.."

É impossível não Amar Dedic


"Lateral-direito deu espetáculo do lado direito e bem podem agradecer-lhe a vantagem ao intervalo; Aursnes foi companheiro de viagem perfeito

O melhor em campo: Dedic (8)
Se fosse espanhol e jogasse do lado esquerdo poderiam chamar-lhe Álvaro Carreras, pela forma como driblou, correu, desequilibrou e varreu o flanco. Dedic deu espetáculo desde o início, literalmente. Começou por encontrar muito bem Ivanovic na área do Tondela logo aos 20 segundos de jogo, com belo lance individual. Ao minuto 12, não satisfeito, combinou com Aursnes, que entregou depois a Pavlidis para finalizar. A jogada do 1-0 é de génio e mostra como é ofensivo, versátil e inteligente. Arrancou no seu meio campo defensivo e acabou a isolar Ivanovic com passe perfeito. Aos 38', mais uma bola de luxo, servindo de bandeja o 2-0 a Pavlidis, mas o grego não conseguiu fazer o desvio para a baliza. Arrasou o Tondela no primeiro tempo, moderou-se no segundo, a pensar no Fenerbahçe, mas defendendo bem.

Samuel Soares (6) — Começou a aquecer ao minuto 16, encaixando bola disparada de primeira por Tiago Manso, aos 26' neutralizou facilmente livre direto, com o jogo a terminar ainda defendeu com segurança bola rematada por Xabier Armendariz. Foi relativamente fácil, mas fez tudo bem e deixou Trubin em sentido.

Tomás Araújo (6) — Coroou o regresso à competição com um bom jogo, seguro, que permitiu perceber que mantém características intactas: velocidade e qualidade no toque de bola.

Otamendi (6) — Cartão amarelo tão necessário quanto desnecessário. Fez má abordagem ao lance, aos 25', deixando escapar Hélder Tavares, depois só lhe restava a falta. Subiu de rendimento e até apareceu no ataque: atirou de cabeça aos 55', mas Tiago Manso intercetou a bola. E foi visto perto do final a correr e a jogar em antecipação como um jovem.

Obrador (5) — Em dia de estreia, primeiro cruzamento falhado, logo aos 10'. Era difícil acertar de primeira na bola, mas ficou a penitenciar-se, puxando os calções. Recuperou a calma e foi mostrando qualidade técnica, mas ainda apanhou valente susto quando derrubou Yarlen e viu o árbitro assinalar penálti. Por sorte, a falta aconteceu a poucos centímetros da linha da área e o VAR corrigiu, sendo livre direto.

Aursnes (8) — Bem servido por Dedic aos 12', deu seguimento ao lance oferecendo a Pavlidis a oportunidade de marcar. Depois, por duas vezes apareceu no coração da área, mas não definiu bem, acabando por encontrar adversários e não a baliza. Aos 42', à terceira, todavia, fez um golaço! Bola impecável de Schjelderup e em posição perfeita, com tempo para tudo, uma bomba. Na segunda parte foi generoso, oferecendo passes de golo a Otamendi e Prestianni e regressando à velha posição de lateral-direito.

Barrenechea (5) — Pendular, tranquilo, mas nem sempre tão esclarecido quanto deve ser um jogador na sua posição. Viu o cartão amarelo por simular uma falta e nesse momento passou a correr um risco desnecessário.

Richard Ríos (6) — Sobressaiu aos 37', com disparo forte, bola bem defendida, perto do final não evitou a mancha de Bernardo Fontes. Ficou, sobretudo, a ideia de um jogador disciplinado taticamente, que se conteve quando foi preciso e que se soltou quando sentiu a situação controlada.

Schjelderup (6) — Por duas vezes deixou Aursnes em posição de marcar na primeira parte. O compatriota norueguês desaproveitou uma, na outra fez o 2-0. Segunda parte de menor discernimento, talvez pelo cansaço.

Ivanovic (7) — Esteve em (quase) todas! Aos 22 segundos atirou para defesa de Fontes, mas aos 31', isolado novamente por Dedic, entrou na área e rematou para golo, 1-0. Aos 39', novo duelo favorável ao guarda-redes, mas sempre com o croata a aparecer em zonas de finalização, escapando à marcação. A subir de produção.

Pavlidis (6) — Jogou bem, teve ações de qualidade, mas não marcou. E deveria tê-lo feito, tal o número de ocasiões. Aos 12' encontrou o guarda-redes, aos 38' falhou incrivelmente o desvio à boca da baliza, aos 70' voltou a errar perto da linha de golo, quase no final picou a bola com classe, mas Tiago Manso desviou-a para a trave. Terá de ser mais letal.

Dahl (6) — Entrou aos 68', um minuto depois ofereceu golo a Pavlidis. Integrou-se bem.

Akturkoglu (3) — Entrou aos 68' e as coisas saíram-lhe mal.

Prestianni (6) — Entrou aos 68' e entrou bem, assumindo o jogo e a bola e marcando um golo merecido e justo para a equipa.

Leandro Barreiro (5) — Entrou aos 79' e ainda ganhou bolas.

Florentino Luís (-) — Entrou aos 83' para ajudar a fechar a zona central."

Esteves: Tondela...

BF: Tondela...

Observador: Relatório de Jogo - Aursnes? Está sempre onde é preciso

Vinte e Um - Como eu vi - Tondela...

domingo, 24 de agosto de 2025

Vermelhão: Gestão vitoriosa...

Benfica 3 - 0 Tondela


Com tantos jogos, em pouco tempo, era esperado alguma gestão, mesmo assim, fiquei surpreendido, com o Samu e o Obrador no onze! O Araújo era mais ou menos esperado.

A equipa não se ressentiu, aliás até entrámos fortes, com intensidade, mas a bola acabou por não entrar, com o cenário habitual do guarda-redes contrário engatar... até com a cabeça defendeu remates!

Até que finalmente, com o Dedic a inventar uma jogada e o Ivanovic a finalizar, o jogo ficou desbloqueado... Ainda antes do intervalo, a dupla norueguesa, fabricou o 2-0, em mais uma daquelas jogadas, onde praticamente todos os jogadores do Benfica tocaram na bola!

O 2-0 ao intervalo, sabia a pouco... E como sabemos, 2-0 é um resultado perigoso, por isso esperava um Benfica, intenso, á procura do terceiro, mas isso não aconteceu... O Tondela, não baixou os braços, mas o Benfica começou a gerir demasiado cedo...

Nos últimos minutos, a resistência do Tondela finalmente caiu, e até podíamos ter goleado, na recta final, com tantas as oportunidades desperdiçadas...

A vitória vai ser desvalorizada, como é habitual, mas uma nota sobre o adversário, que ainda não pontuou esta época! Aliás, os dois primodivisionários, que ainda não fizeram um ponto, merecem um comentário: estão a jogar melhor do que os resultados traduzem, tanto o Alverca como o Tondela nas primeiras jornadas, desperdiçaram muitas oportunidades, mas como se viu hoje na Luz, têm fio de jogo, transições ofensivas rápidas...

Vai se falar seguramente, do Benfica ainda não ter sofrido um golo, em jogos oficiais. É de facto interessante, e ao contrário doutros candidatos ao título, o Benfica têm tido um calendário mais complicado. E não têm sido as exibições dos guarda-redes, aliás o Tribun e hoje o Samu, quase não tiveram trabalho, a equipa coletivamente está de facto a defender melhor...


O Dedic mereceu a distinção de MVP... neste tipo de jogos na Luz, vai ser uma maravilha! O Ivanovic se tivesse marcado mais uns golinhos seria candidato a MVP, mas mesmo assim, jogou bem... Continuo a defender, que o Pavlidis deve baixar e o Ivanovic deve ser o avançado mais perto da baliza!


Obrador safou-se no penalty revertido, mas na minha opinião esteve quase sempre bem... Tem que melhorar, mas o potencial existe, e com mais minutos, poderá ser sem exageros um novo Grimaldo ou Carreras, sendo que tem características diferentes dos outros dois!!!


Aursnes, está on fire, nos golos e assistências, é verdade que está a jogar mais adiantado, mas sempre achei que o nosso Bacalhau era tímido no remate à baliza, e hoje não foi nada tímido!!! Schjelderup, o bacalhau mais jovem, está mais confiante... deve, fazer combinações interiores, mais vezes, como aconteceu no 2.º golo, e deixar a Ala para os Laterais...


Mais um árbitro novinho e com futuro: normalmente os apitadeiros tentam dar a Lei da Vantagem, contra o Benfica, é a Lei da Desvantagem!!! Afinal as entradas com pitõns, só dão Vermelho noutros jogos!!!

Agora, o segundo jogo do ano, desta época, após a Supertaça: a presença na Champions, é importantíssima financeiramente, e servirá de motivação extra para os jogadores! Quarta-feira teremos um jogo muito complicado, contra uma equipa manhosa, muito manhosa, com jogadores de qualidade, e com vários artistas de teatro, mesmo assim, somando tudo, o Benfica, tem tudo para qualificar-se, agora não podemos descurar as transições defensivas, o espaço entre-linhas, principalmente quando os pontas-de-lança baixam, e muito cuidado com o Amrabat... Esta época, não tem faltado motivação, a equipa está mais agressiva, e neste jogo, todos os jogadores vão querer marcar presença na Champions, o facor pode ajudar, mas também pode complicar as emoções... Recordo, que na famosa Meia-final da Liga Europa, onde eliminámos o Fenerbahçe, sofremos um golo que na altura parecia fatal, mas ainda fomos a tempo com o Tacuara a facturar!!!

5.ª Supertaça

Benfica 26 - 18 Madeira SAD
12-8


Vitória claríssima, que nem a inclinação absurda dos apitos, permitiu às Madeirenses se aproximarem!!! Mesmo com algumas das nossas melhores jogadoras, com manhã abaixo do normal! Mas a juventude da Constança e da Rosa, já chegam para ganhar, quase sozinhas!

Depois da derrota inesperada o ano passado, reconquista do Troféu...

Bastidores: Andebol...

Ouro e Bronze !!!


Mundiais de Canoagem, com duas medalhas:
- 1.º lugar no K4 500m, com os nossos João Ribeiro, Pedro Casinha e o Messias Baptista (além do Gustavo Gonçalves) conquistaram o Ouro.
- 3.º lugar, no K1 1000m, com o nosso Campeoníssimo Fernando Pimenta, desta vez, a ficar pelo Bronze...

SIC: Manteigas...

Zero: Mercado - Rodrigo Mora: o novo príncipe das arábias?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica "pré-europeu" e Sporting sem previsão de nevoeiro

Canoagem é o atletismo do século XXI


"Vitórias como a da canoagem nos Mundiais, num momento em que o país é assolado pela tragédia dos fogos, fazem-nos pôr os olhos num Portugal injustamente esquecido

Fernando Pimenta tem afirmado nos últimos tempos, meio a sério meio a brincar, que é o melhor desportista português de sempre, à frente do próprio Cristiano Ronaldo. Os títulos de campeão do mundo, da Europa, as medalhas olímpicas e uma consistência longa e competitiva ao nível do avançado do Al Nassr podem sustentar essa ideia - nada descabida, já agora, porque o canoísta de Ponte de Lima já ganhou tanto que mais um triunfo entre a elite parece ser apenas mais um dia no escritório.
É natural que a cada conquista portuguesa em modalidades que não o futebol surja a velha conversa de que é dada pouca atenção a estes campeões no circo mediático. Têm, de facto, pouco espaço ou tempo de antena comparativamente ao tema da bola, mas tal se deve à verdade nua a crua de que é o público quem prefere uma boa discussão sobre um penálti em vez de conhecer mais sobre o esforço, dedicação e sacrifício por detrás de cada pagaiada.
Num país com pouca cultura desportiva, cabe por isso a cada modalidade encontrar uma forma de se destacar. E a melhor forma de fazê-lo é… ganhar. E nenhuma outra modalidade tem conjugado esse verbo mágico como a canoagem, estando para o século XXI o que foi o atletismo no século XX no panorama do desporto português.
Fernando Pimenta é o Carlos Lopes das águas doces e por isso mais extraordinária é a notícia da medalha de ouro em K4 500 conquistada ontem, nos Mundiais que se disputam em Milão, por outros canoístas que não o melhor de todos. Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha venceram um título que é desejado por todas as seleções, cuja vitória torna o país vencedor, oficiosamente, a potência mundial da modalidade.
Ganhar é sempre bom, mas vitórias como esta e em momentos como o atual, com o país a viver (mais) uma tragédia provocada pelos fogos, torna-se ainda mais simbólica porque nos fazem olhar para os mais esquecidos e valorizar a sua extraordinária abnegação, seja na luta pela sobrevivência ou por tentar atingir a glória numa canoa.
Quando passou às meias-finais em K1 1000, Pimenta recordou que tem bombeiros na família e estou certo de que hoje, quando lutar pela medalha de ouro na final, é neles que também estará a pensar. Este é um Portugal de que todos nos devemos orgulhar, nem que seja por breves momentos, despindo as camisolas dos clubes e sem precisar de colocar bandeiras à janela. O sentimento de pertença coletiva nasce de uma força muito maior."

Que giro, Bruno Lage acha que tem tempo...


"«Neste momento temos de vencer e com certeza depois teremos tempo de convencer»
Bruno Lage, treinador do Benfica, em conferência de imprensa esta sexta-feira

No essencial, Bruno Lage tem razão. Não seria expectável que o Benfica pudesse apresentar-se, em agosto, ao nível que os adeptos pretendem, e que imagino o treinador também pretenda.
Porque a pré-época foi atípica, com muito menos tempo para trabalhar devido à participação no Mundial de Clubes; porque era preciso começar a temporada já a um bom ritmo competitivo, por causa da Supertaça com o Sporting e dos jogos da UEFA Champions League, e isso pode ter atrasado o aperfeiçoamento tático; porque há reforços para integrar (Dedic, Barrenechea e Ríos sempre titulares, Ivanovic às vezes); porque, se o padrão for o da época passada, há tanto para corrigir que não é em um mês, e a jogar duas vezes por semana, que poderá fazê-lo.
Mas o problema não está em convencer mais tarde — está em não frustrar agora. Sim, o Benfica tem vencido, tirando na quarta-feira na Turquia, em que empatou com o Fenerbahçe. Mas a qualidade das duas últimas exibições foi de tal forma preocupante que só vencer pode não chegar. E a jogar assim fica difícil vencer...
Bruno Lage acha que tem tempo para convencer depois. Se continuar a ganhar talvez tenha, embora seja preciso perceber o que vai sair das eleições de outubro. Mas se não jogar um poucochinho mais dificilmente continuará a ganhar, e com o lastro da época passada a areia corre pela ampulheta muito mais depressa."

Há tempo


"“O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem? O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.” O trava linguas é antigo, eventualmente, até mais do que o nosso clube e, contudo, parece que perdemos a capacidade de ouvir os ensinamentos mais básicos. Dir-me-ão que é uma brincadeira para crianças, só que até nos jogos mais inocentes e simples se pode aprender muito.
Falta tempo, tanto tempo, até às eleições do nosso clube. Sei que parece que todo o tempo conta, mas não nos esqueçamos que já vamos com 20 anos de atraso e não são dias que vão fazer a diferença. Há urgência de mudar, claro, só que a prioridade deve ser discutir de uma forma informada e fundamentada e evitar feelings, crenças ou perceções. Isto é válido na política como no nosso clube. Se acham que não há ligação (não é correlaçõa) entre os dois mundos, podem já ficar por aqui. Quando comecei o Brinco do Baptista com o Aires e o Sérgio, questionaram-nos muito sobre a nossa insistência em juntar os dois mundos. “O futebol é só um jogo, deixem-se disso”, diziam-nos. Não concordámos na altura, hoje também não. Entre o futebol e a política há muita coisa em comum: umas que se podem aprender, outras que se devem evitar.
Pára o jogo. Pausa para respirar, beber água e ouvir as indicações do treinador — um daqueles bons, dos que sabe muito da jogo e conhece bem o mundo do futebol. Em voz alta e de forma assertiva remata sem deixar cair a bola: Jogadores, adeptos, voluntários, desconhecidos e indecisos, tirem o pé do acelerador, não se cansem. O campeonato ainda não começou. Isto são só jogos de preparação — não lhes chamem amigáveis, por favor. Claro que há equipas que levam mais tempo de treino, outras têm mais experiência, algumas história, outras dinheiro, algumas vivem nas sombras de ataques hediondos e, claro, temos aquelas que só vivem do sistema montado e da distribuição de privilégios — sabendo que o poder compra muitos soldados, mas pouca dignidade. Dito isto, nada está decidido. O campeonato só começa quando conhecermos todas as equipas e estudarmos todos as propostas e estratégias. Por isso, aproveitem os prazeres deste jogo que é Democracia e deixem-se de faltas desnecessárias. Quem for ao homem, até pode não levar cartão, mas dificilmente ganha o jogo.
Fecho o livro das alegorias porque nem todos gostam de “ficção” e, por vezes, temos de ser mais diretos e concretos. Esperamos tanto tempo por este momento que parece que esquecemo-nos de como funciona a discussão de ideias e argumentos. Não é estranho ou anormal, aconteceu o mesmo no pós-25 de abril. A discussão e o debate dão trabalho e é necessária experiência de como fazê-lo, mais do que isso, exige algo que parece cada vez mais esquecido: ouvir e falar. Atenção, têm mesmo de ser servidos na mesma dose ou o prato sai estragado. Vivemos tantos anos sem debates e entrevistas verdadeiras, obcecados com uma narrativa de que atacar um homem/presidente era atacar o clube ou a sua história que perdemos a noção que ninguém se pode confundir com o clube, nem mesmo Cosme, Eusébio ou Chalana.
Há tempo, meus caros. Reitero: já esperamos tanto tempo que podemos esperar pelos programas e equipas para discutir o que é melhor para o clube. Não vão no canto da sereia de atacar tudo e todos que pensem diferente porque há sempre alguém que está calado e de tampões e passa à margem de tudo — e, quase sempre, é daí que vem o mal. Quando tivermos acesso às estratégias para comparar e discuti-las será possível ver que há projetos mais e menos preparados e que há pessoas mais e menos competentes para executá-los. Porque, mais do que tudo, o Sport Lisboa e Benfica precisa de exigência da nossa parte para escolher melhor e o melhor para o nosso futuro."

Foco na vitória


"Nesta edição da BNews, os destaques são o desafio com o Tondela nesta noite na Luz (20h30) e a Supertaça conquistada pela equipa feminina de andebol.

1. Vencer
Para Bruno Lage, é necessário "foco, determinação e agressividade" para o Benfica vencer. "Temos de estar muito concentrados, muito empenhados para vencer o jogo, que é o mais importante", afirma. E partilha que sente "a equipa muito motivada em continuar a dar projeção a este início de época".

2. Mais uma Supertaça
O Benfica conquistou a Supertaça de andebol no feminino. Frente ao Madeira SAD em Sines, vitória benfiquista por 26-18.

3. Apoio a quem mais necessita
A Fundação Benfica recebeu o presidente da República de Cabo Verde no Estádio da Luz. É o reconhecimento do "impacto muito forte" em São Vicente.

4. Crescer mais depressa
Conheça a estratégia de aceleração da evolução dos jovens talentos no Benfica Campus.

5. Últimos resultados e agenda
No futebol de formação, os Sub-23 do Benfica ganharam, por 3-2, frente ao Sporting, e os Sub-17 venceram, por 5-1, ante o Torreense. Em andebol, as águias obtiveram um triunfo, por 36-25, no jogo de apresentação com o Puente Genil. Nesta manhã, a equipa feminina de futebol defrontou o Atlético de Madrid e perdeu no desempate por pontapés de grande penalidade (2-2, 4-1 gp). A equipa masculina de futsal jogou com o Barcelona no International Masters: empate 3-3 nos 40 minutos, vitória por 5-3 nos penáltis.

6. Reforços
No basquetebol, o poste Temidayo Yussuf junta-se à equipa masculina e a base Joana Soeiro regressa ao plantel da equipa feminina.

7. Red Pass Modalidades
O período de renovação do Red Pass Modalidades 2025/26 começou no dia 22 de agosto e prolonga-se até 30 do mesmo mês.

8. Supertaças agendadas
Edições do troféu no masculino e no feminino marcadas para 3 de setembro em Gondomar.

9. Ouro na canoagem
Os canoístas do Benfica João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, juntamente com Gustavo Gonçalves, sagraram-se campeões do mundo em K4 500 metros.

10. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

11. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

12. Casa Benfica Barcelos
A BTV acompanhou a inauguração da nova imagem desta embaixada do benfiquismo."

Aquecimento...


Lanças...


Valdano...

O Brasil ainda é para velhos?


"Na semana passada, o CSA, clube da Série B brasileira, reforçou-se na Série C. Contratou Ciel, o goleador, 13 golos em 2025, ao Ferroviário. Ciel tem 43 anos. Fábio, a um mês de completar 45, é titularíssimo na baliza do Fluminense e até superou Peter Shilton em número total de jogos esta semana. Nenê, 44, marcou, na jornada anterior do Brasileirão pelo Juventude — um nome curioso neste contexto — de Caxias.
Em 2022, 2023 e 2024, a Série A teve sempre mais de 50 jogadores acima de 35 anos espalhados pelos 20 clubes (a B, a C e a D, muitos mais). No início desta edição da prova, porém, eram apenas 49. O Fluminense, de Fábio, melhor clube brasileiro no Mundial de Clubes, lidera com oito nomes. O Mirassol, sensação da temporada, tem seis. O Atlético Mineiro só um, mas incrível: Hulk, 39.
Há, por trás disso, uma tendência mundial: metodologias de treino e de recuperação e melhores hábitos de sono e de alimentação permitem que atletas excepcionais, como Modric, recebido em festa no Milan a um mês de chegar aos 40, ou Cristiano Ronaldo e Messi, com presença muito provável no próximo mundial, aos 41 e 39, respetivamente, continuem a render muito.
Por outro lado, o culto aos craques, independentemente da idade, é algo muito especificamente brasileiro — no país em que Romário ainda jogava, parado, pelo Vasco, aos 42, e Túlio Maravilha resistiu à reforma, arrastando-se por pequenos clubes, até aos 46, favorece-se quem toca na bola de forma especial em detrimento de quem corre muito sem revelar tanta intimidade com ela.
Porém, Enzo Maresca, treinador do Chelsea, ficou sem palavras quando, depois de se queixar em conferência de imprensa no Mundial de Clubes que o clube inglês já ia no 62.º jogo da temporada, foi informado de que os representantes brasileiros na prova, Flu, Flamengo, Palmeiras e Botafogo, no mesmo intervalo de tempo, disputaram todos mais de 70.
O futebol brasileiro é, muitas vezes, associado a um tipo de futebol mais técnico do que físico, mais lento do que rápido, mais doce do que salgado mas com tanto jogo — e viagens continentais entre eles — não há corpo, nem o de CR7 ou o de Hulk, que resista. Até no Brasil, o jogador tenderá a ser mais musculoso, mais forte, mais resistente.
Por isso, contrariando a prática pro-veteranos dos clubes da Série A, a primeira convocatória de Carlo Ancelotti não contemplou nenhum atleta acima dos 35. Na próxima, no entanto, deve chamar Neymar, que, com tanta lesão, com tanto escândalo, com tanta fofoca, parece já ter uns 50 mas ainda tem 33, porque a juventude também está na cabeça."

Centralização...

Jornalista ou adepto?


"O jornalista conta histórias e produz memórias. Deve ser rigoroso, procurar os pormenores, detalhar os protagonistas. Os manuais, ainda que de há décadas, não deixam margem para dúvidas.
Sou do tempo em que os jornalistas da área do desporto não o eram, pelo menos no reconhecimento como profissionais de corpo inteiro e no direito ao usufruto de uma carreira profissional. Uma segregação que, combatida com o tempo e com as evidências de uma preparação aturada, aprofundada e com níveis elevados de qualidade, foi ultrapassada, fazendo destes profissionais um grupo específico, é certo, mas absoluta e totalmente reconhecido entre os seus pares.
De resto, quando se fala de jornalismo desportivo, tenho sempre imensas reticências. Porque ele, pura e simplesmente, não existe. Haverá jornalismo especializado nesta área de intervenção, como há nos campos político, internacional, económica ou social. Mas há, no essencial, jornalistas.
Porém, salvaguardemos a óbvia especificidade. O desporto é catalizador de atenções e motivador de emoções especiais, aumentando o grau de exposição e de influência do jornalista da área, o que, evidentemente, aumente também, em direta proporção, a sua responsabilidade e a necessidade de um rigor muito especial.
Sabemos que, nos países latinos e no hemisfério sul, essa exposição transforma o jornalista em referência pública. E obriga-o a um dever de equilíbrio e equidistância reforçado. Aqui chegados, elegemos os dois principais argumentos que distinguem o jornalista de um simples adepto, que o motivam e que o forçam a um posicionamento ético irrepreensível.
Nos manuais, sublinha-se a necessidade de o profissional de comunicação social ser, na sua atividade, isento e objetivo. Não concordo, e costumo fazer disso modelo elementar aos meus alunos e formandos. Porque a total isenção não existe, e porque é impossível chegar à máxima objetividade. Se vos pedir para me descreverem uma sala, fá-lo-ão de modo completamente distinto, em função da posição que nela ocuparem e das prioridades e opções que nortearem essa descrição.
Por isso prefiro substituir esse primado pela observância de um outro: independência e honestidade. São valores incontornáveis da profissão, e tornam-se modelos para o dia-a-dia de quem se aventura nesta vida.
A independência em relação a todos os poderes e influências (e as tentações são muitas, diárias e pressionantes), e a honestidade no momento de decidir o que revelar, como o fazer e as consequências dessa atitude.
E na componente desportiva, especialmente, há uma forte tendência para assumir uma postura agressiva, contundente, confundindo a natureza simples do jornalismo com justiça, com ajuste de contas ou com a extrapolação do sentido e do objetivo das funções profissionais.
Definir o equilíbrio nem sempre é fácil, sobretudo com a transversalidade e a abrangência das redes, que permitem e estimulam reações rápidas e nem sempre concordantes com a natureza objetiva de uma entrevista, de um artigo ou de uma posição assumida pelos entrevistados.
As redes são vorazes, caóticas e, na maioria dos casos, perigosas. E desvirtuam o que se diz, como se diz, quando se diz. Maximizam o acessório, desvalorizam, tantas vezes, o essencial. A crítica faz-se no imediato e de modo brutal, perdendo valores básicos e acrescentando uma espuma pouco recomendável.
Todo o cuidado é pouco, portanto. O cuidado na assunção de posições, na dimensão da crítica, no tal equilíbrio e na tal independência. O jornalista não é justiceiro, mas tem de se defender, ainda que tal implique, por vezes, a necessidade de uma posição mais distante, menos interventiva nos argumentos e de expetativa perante as situações.
No âmbito desportivo, há uma fronteira muitas vezes ultrapassada, seja por força dos estímulos exteriores à atividade jornalística, seja pela popularidade fácil quando tal acontece, seja, até, pela ideia de que, dessa forma, se assume ainda mais protagonismo: o patriotismo, a narração de bandeirinha e cachecol, como se o jornalista ou o narrador fosse uma extensão pública do adepto, com acesso a uma câmara ou a um microfone, vestindo a camisola. Em algumas situações, sobretudo no hemisfério sul (África e América do Sul), no literal sentido do termo, confundindo as suas funções com a paixão do torcedor, misturando a realidade presumível da profissão com o momento, a loucura e a exaltação do mais fanático adepto.
Um erro crasso, que as novas gerações devem mitigar e que as gerações mais experientes devem anular, seja nas redações, seja no exterior, onde a chama da paixão é sempre mais exacerbada. Um jornalista não é um adepto com acesso privilegiado a tecnologias de comunicação, não deve misturar experiências e não pode deixar-se levar pelo momento, sob pena de descredibilizar a sua profissão, nos modelos mais básicos e nas expetativas essenciais.
O equilíbrio, a independência e a equidistância são valores essenciais, e que devem ser apreendidos de muito jovem, tal como a capacidade de perceber as ameaças de uma postura mais dada a dinâmicas características dos adeptos, e nunca de um profissional investido, em pleno, das suas funções. Na síntese, um jornalista não é um adepto privilegiado, com uma caneta, uma câmara ou um microfone. Se o pensar, deixa de ser jornalista, perde a capacidade crítica e jamais será capaz de regressar ao essencial da sua profissão.

Cartão branco
Tem 33 anos, está filiada na Associação de Futebol de Coimbra. Filipa Prata, árbitra internacional de futsal, representará Portugal no primeiro Mundial feminino da modalidade, em novembro e dezembro, nas Filipinas. Se a presença da Seleção Nacional não surpreende, a nomeação da Filipa demonstra a qualidade do seu trabalho e o reconhecimento internacional do mesmo. Uma ótima notícia para a arbitragem portuguesa de futsal, assim representada numa competição que fará história.

Cartão amarelo
Não é caso virgem. Quando uma equipa fora do circuito tradicional dos candidatos à Europa consegue uma posição nas competições do Velho Continente, tem, na temporada seguinte, um défice na sua prestação nacional. O Santa Clara corre esse risco. Pode até dar a volta à última ronda de apuramento para a fase de liga da Liga Conferência, frente aos irlandeses do Shamrock Rovers, mas o seu início de campeonato (dois jogos, duas derrotas), recentra a questão das opções estratégicas. Veremos, nas próximas semanas, se a equipa açoriana retoma o trilho dos bons resultados, ou se o início prematuro da temporada se refletirá (e de que modo…) no rendimento nacional."