Últimas indefectivações

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Preparados


"Ponto final no ciclo de preparação para a nova temporada, cujo início se reveste de dificuldade acrescida em torno da participação na 3.ª eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Estão agendados três desafios na primeira semana de competição. O jogo de estreia será em Moscovo, no dia 4, relativo à primeira mão da eliminatória disputada com o Spartak, seguido do desafio em Moreira de Cónegos (dia 7) no pontapé de saída do Campeonato Nacional e da receção ao Spartak, no dia 10.
Desde que foram iniciados os trabalhos no passado dia 25 de junho, a nossa equipa tem-se vindo a preparar afincada e intensamente, norteada pelo objetivo de entrar com o pé direito na temporada, que se sabe exigente, como o é sempre face às aspirações de um clube com a grandeza do Benfica.
O balanço é francamente positivo, com o plantel a dar importantes sinais de estabilidade. Jorge Jesus, em declarações após o término da derradeira partida de preparação com o Marselha, deu conta da sua satisfação com o desempenho da equipa nos últimos dois jogos, frente a adversários difíceis como o são Lille, campeão francês, e o já referido Marselha, habitualmente um dos melhores emblemas franceses e muito reforçado neste defeso.
O nosso treinador elogia ainda o trabalho desenvolvido pela equipa ao longo da pré-época e, quanto ao embate com o Spartak, o qual considera um adversário "forte", realça que o Benfica terá mais uma semana de preparação e que haverá tempo para "trabalhar com o objetivo que temos para esse jogo".
Noutra latitude, esta manhã acompanhámos o invulgar abandono precoce de Telma Monteiro de uma competição internacional.
É da mais elementar justiça que dirijamos uma palavra de apoio e carinho para a nossa magnífica judoca, eliminada dos Jogos Olímpicos no ponto de ouro, ao fim de quase dez minutos de combate da 2.ª eliminatória, após ter vencido na estreia da presente edição da prova por ippon.
A saída prematura do certame por parte da melhor judoca portuguesa de sempre não deslustra a extraordinária carreira de Telma Monteiro, bronze em 2016, no Rio de Janeiro, e múltipla medalhada em Campeonatos do Mundo e da Europa e Jogos Europeus.
Estamos convictos de que Telma Monteiro continuará a dar muitas alegrias aos portugueses, os benfiquistas certamente com particular carinho. É uma verdadeira campeã, trata-se de uma atleta com uma carreira ímpar a quem sempre lhe foi reconhecida excelsa competência e inigualável capacidade de superação. Obrigado, Telma!"

Emissão de obrigações: SAD arrecada 35 milhões de euros


"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD atingiu o objetivo proposto ao alcançar os 35 milhões de euros com a emissão obrigacionista 2021-2024.

Segundo a informação divulgada pela Euronext Lisboa e publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) nesta segunda-feira, 1887 investidores adquiriram as obrigações da SAD do Benfica, registando-se uma procura total de 35,179 milhões de euros.
A Oferta Pública de Subscrição, que tinha um valor nominal de cinco euros por obrigação, garantia uma taxa de juro bruta de 4%. A maturidade desta operação ocorre dentro de três anos, a 28 de julho de 2024."

Soualiho Meité | O cadeado de Jesus para o miolo


"O Sport Lisboa e Benfica tem aproveitado a abertura de mercado para reforçar o seu plantel com o intuito de atacar a nova temporada. Recentemente aterrou em Lisboa Soualiho Meité, médio centro de 27 anos proveniente do Torino FC, ainda que na temporada transata tenha jogado pelo AC Milan.
Internacional pelas camadas jovens gaulesas, Meité chega à Luz para o miolo encarnado, podendo atuar tanto na posição “6” como na posição “8”, pese embora não tenha uma qualidade de excelência ema ambas. Não deixando de ser um bom jogador, chega para terrenos ocupados por Weigl e João Mário/Pizzi, respetivamente, e será difícil ganhar um lugar no onze inicial.
Meité chega, creio, para ser médio defensivo e é um jogador de passada larga, que recupera a sua posição defensiva rapidamente e com capacidade de se impor fisicamente. No entanto, tem um concorrente a altura no plantel, um jogador que foi, inclusive, um dos melhores do Sport Lisboa e Benfica na temporada passada.
Quando comparado a Weigl, Meité é claramente inferior em posse e com pior capacidade de decisão no transição para o plano ofensivo, até porque tem mais dificuldade em jogar sob pressão e em espaços curtos. Em terrenos mais subidos, o médio peca pela falta de criatividade no último terço.
Julgo que a contratação de Meité não faz muito sentido quando se tem Florentino no plantel. E se era uma alternativa a Al Musrati, fica muito a desejar. João Mário parece ser a opção de Jorge Jesus para a posição “8” e a alternativa passará sempre por Pizzi ou Taarabt e nunca por Meité, daí considerar a vinda do ex-Torino FC desnecessária.
Contudo, há uma alternativa que coloca Meité como uma contratação viável e seria apenas se o SL Benfica pretender jogar com um meio-campo a três. Num esquema tático 4x3x3, com Weigl e Meité a jogar nas costas de João Mário, a equipa teria mais soluções defensivas, mas colocariam outros problemas para o técnico encarnado, tais como o elevado número de jogadores disponíveis para a frente de ataque que ficariam sem espaço.
Jogadores como Chiquinho e até mesmo Waldschmidt, que não são pontas de lança, mas sim segundo avançados, ficariam sem lugar na equipa e não teriam grandes hipóteses para jogar. Também Haris Seferovic, Rodrigo Pinho, Darwin Nunez, Carlos Vinícius e Gonçalo Ramos estariam todos a lutar por um lugar, o que não se torna viável.
Um meio-campo a três poderia funcionar, até porque daria continuidade ao esquema tático utilizado na formação e que traria mais facilidade de adaptação aos jovens que sobem à primeira equipa encarnada, no entanto, quando analisados os jogadores que estão na equipa principal, torna-se praticamente impossível implementar-se este modelo de jogo.
Falou-se, durante muito tempo, do interesse do Sport Lisboa e Benfica em Al Musrati, do Sporting Clube de Braga e se Soualiho Meité chegou como seu substituto, os encarnados ficaram claramente a perder. O líbio é muito mais jogador, para além de ter como vantagem o conhecimento que tem pela Primeira Liga."

Benfica After 90 - End of Pre-Season...

Corre Rafa, Corre


"O pouco Benfica que houve na noite de ontem foi de inteira responsabilidade de Rafa Silva – com um jogo tão desligado, as correrias do extremo encarnado podem ser um ponto de salvação. Só em Transição Ofensiva – passagem do momento defensivo para o ofensivo – o Benfica desequilibrou. Se no primeiro lance, Rafa resolve de forma brilhante no primeiro momento da transição, descobrindo Taarabt na frente, no segundo é o combinar de movimentos diferentes que arrastam defesas e geram o espaço onde Rafa entrou."

Luisão...

1, 1 teste


"Segue a pré temporada encarnada no mesmo ritmo pouco entusiasmante com que “passeou” pela época passada. Em ataque posicional, carece de maior qualidade quer de combinações coletivas, quer de capacidade individual – Ter nos quatro homens da frente, Pizzi, Rafa, Ramos e Taarabt é desde logo sinal de que apenas um terá capacidade de desequilíbrio. Se a tal juntarmos laterais sem a velocidade de deslocamento que tantas vezes faz a diferença no corredor lateral, facilmente se conclui que para criar será preciso algo de extraordinário.
Como que a prová-lo, foram as duas arrancadas de Speedy Rafa que abanaram o jogo do Benfica – Sofreu penalty e marcou o golo que viria a ser anulado.

Organização Defensiva no Meio Campo Ofensivo – HxH

A incapacidade para ser perigoso com bola, para dominar o jogo em posse é óbvia e um problema que não se resolverá fazendo o mesmo e utilizando os mesmos jogadores.
Cada vez mais notória é a forma como os encarnados procuram defender sempre que a bola se encontra no meio campo adversário – Homem a Homem a campo todo, que permitiu somar algumas recuperações da posse, mas que faz também consentir vários momentos em que a sua linha defensiva fica exposta e obrigada a defender espaços largos com pouca relação numérica. Beneficia de ter centrais de grande categoria. Porventura, o ponto mais forte de todo o conjunto encarnado.
Sem qualidade desequilibradora na frente – O Benfica precisa que Everton rubrique uma temporada de excelência para poder encurtar distâncias para os dois rivais – o jogo no Estádio da Luz foi arrastando-se numa toada pouco veloz, pouco criativa e como tal, sem lances de perigo.
Ao golo de Pizzi de penalty, respondeu Payet num lance genial, mas que voltou a colocar bem patentes as dificuldades que Grimaldo tem no 1×1 defensivo.

5x4x1 que se transforma em 3x4x3 com a projecção de laterais e alas

No segundo período, Jorge Jesus experimentou um sistema que provavelmente passará a plano A com o tempo. Porque permite utilizar os três centrais – Eles que são provavelmente as três mais valias de toda a equipa. Todavia, apesar da qualidade que ganha na ligação para o ataque – onde Lucas é tremendo, perde em presença na frente. Pizzi define com categoria na fase da finalização, mas em tudo o que seja criar, sem espaço perde tempo e é ineficiente e ineficaz. Gil Dias não tem nível defensivo para um clube da dimensão do Benfica, e ofensivamente jogando de pé trocado, deixa o seu jogo muito previsível – Muito tem sentido a ausência de Diogo Gonçalves no corredor direito.
O jogo encarnado continua lento, previsível, e preocupante. Talvez o caminho seja mesmo o de assegurar competência defensiva e construir o seu jogo a partir daí, à semelhança do que fez o actual campeão nacional.

Figuras:
Rafa Silva – Sempre esporadicamente, mas é das iniciativas individuais de Rafa que vive todo o ataque do Benfica;
Gonçalo Ramos – A passada larga que se torna eficaz não apenas na chegada à frente com bola, mas também nos momentos de pressão, e a confiança que denota agora também fora das zonas de finalização tornam Gonçalo uma possível primeira opção muito forte para o ataque encarnado. Contudo, não é um criador, e precisa que o alimentem;
Lucas – Otamendi – Vertonghen – A qualidade do passe vertical ou para o lateral, expresso na forma tensa como batem a bola e rasgam linhas adversárias é uma tremenda mais valia, num trio que ainda traz presença forte nas bolas paradas, e imponência no duelo defensivo. Mas, precisam também eles que na frente haja qualidade para receber e jogar em zonas de criação."

Vermelhão: último ensaio...

Benfica 1 - 1 Marselha


Último jogo antes do início oficial da época, desta vez não vencemos, não até foi um jogo com uma intensidade interessante para o habitual das pré-épocas, com um adversário muito motivado, a ajudar! Não foi bonito, nem muito bem jogado, mas deu para observar algumas coisas:
- a 'tentativa' de meter o Otamendi a jogar em 442 (para mim não dá...)!
- a dupla João Mário/Taarabt a pensar no jogo de Moscovo....
- o regresso dos 3 Centrais no 2.º tempo, para deixar a dúvida no ar, se vamos jogar assim, ou com uma linha de 4 em Moscovo!
- sem o reforço francês, continuamos a demonstrar falta de capacidade física na pressão...
- opções estratégicas, desta partida, claramente condicionadas pelo jogo com o Spartak... umas para 'testar' outras para dificultar a 'observação' do adversário!
Diga-se ainda que neste momento o Everton(da seleção) e o Darwin fazem muito falta... Foi pena Meite não ter minutos hoje! O Gedson merecia mais minutos.... no lugar do Pizzi!
Sem o Digi e o Almeidinhos, estamos dependentes do Gilberto...

domingo, 25 de julho de 2021

Directo: Benfica - Marselha...

Roman Yaremchuk | A solução avançada de Jesus?


"Roman Yaremchuk é o nome escolhido para reforçar o ataque dos encarnados. O ucraniano foi figura da seleção de Andreyi Shevchenko no último Europeu e fartou-se de marcar golos ao serviço do KAA Gent. West Ham, Bayer Leverkusen e Sevilha FC concorrem com os encarnados pela contratação do atleta, avaliado em 17,5 milhões de euros pelo “Transfermarkt”.
O grande Europeu protagonizado por Haris Seferovic chamou a atenção dos clubes ingleses, principais dinamizadores de mercado, sendo previsível a sua entrada pela porta grande da Premier League.
O SL Benfica está preparado para vender o avançado e foi acumulando soluções no seu plantel, que conta agora com seis jogadores para os dois lugares da frente – a juntar a Haris, há Carlos Vinícius, Rodrigo Pinho, Darwin Núñez, Luca Waldschmidt e Gonçalo Ramos, prodígio que justifica aposta mais continuada pelo grande rendimento nesta pré-época.
Com a saída do primeiro e os insistentes rumores de uma venda de Vinícius para forrar os cofres encarnados, surge necessidade de apetrechar a equipa com um elemento mais fixo que agarre imediatamente a titularidade e garanta tantos ou mais golos do que Seferovic.
Roman Yaremchuk é um ponta-de-lança ucraniano, nascido em novembro de 1995 em Lviv e cedo recrutado pelo FK Dynamo Kyiv. Foi lá que evoluiu e cumpriu todos os patamares formativos até aos seniores, onde ascendeu em 2016 – ano em que foi emprestado, por seis meses, ao FK Oleksandryia, clube menor da Liga Ucraniana.
De julho a dezembro, na região do Kirovogrado, assumiu-se desde logo como titular, contabilizando 17 partidas e seis golos, mais o prémio de Melhor Jogador do Mês em outubro, o que justificaria prontamente o regresso ao clube mãe. No plantel principal do Dynamo, duraria apenas mais oito meses: ou seja, no agosto seguinte, já em 2017, o talento inegável obriga o KAA Gent a desembolsar dois milhões de euros pelo seu passe.
Com a camisola azul do KAA, estatísticas próprias de um grande matador – 61 golos em 152 jogos, mais 18 assistências – garantiram-lhe paralelamente sempre lugar entre os escolhidos para a seleção do seu país, ao serviço da qual conta 10 golos em 29 jogos desde a estreia, em 2018.
Assume-se, naturalmente, como o ativo de maior importância para os responsáveis belgas, que se preparam para perder a sua joia ao afinar esforços na sua substituição: foram já garantidas duas soluções de ataque neste mercado de verão, que dão pelos nomes de Gianni Bruno, recrutado ao Zulte Waregem, e Vakoun Bayo, repescado em Glasgow, exigindo o Celtic FC um milhão de euros pelo seu passe.
É notória a preocupação belga em garantir o equilíbrio do seu plantel e, consequentemente, a continuidade de sucessos que o clube tem atravessado – além do campeonato em 2014/15, foram segundos em 2019/20, juntando a isso a Taça de 2018/19.
Presença habitual nas competições da UEFA, o sétimo lugar da época passada abriu as portas da Liga Conferência aos comandados por Hein Vanhaezebrouck, treinador belga que já conseguiu a primeira vitória na competição – quatro golos sem resposta ao Valerenga, na primeira mão da 2ª pré-eliminatória. Yaremchuk não jogou, não foi sequer inscrito na lista enviada à UEFA (que pode ser atualizada em cada ronda até à fase de grupos), mas o treinador mantém a calma, pedindo tempo e espaço para o jogador.
“O Roman está de regresso, está bem de saúde, mas claro que não está ao nível que pretendemos. Por enquanto, ainda trabalha individualmente de forma condicionada , não estando disponível para ir a jogo. Vai demorar um pouco. (…) Não queremos fazer disso um assunto. Roman tem que trabalhar em paz para recuperar a forma, quando estiver pronto decidiremos: a não ser que a transferência esteja já consumada”.
O próximo jogo é domingo, em casa do Saint-Truiden, desafio que contará para a primeira jornada da Jupiler Pro League. A ausência de Yaremchuk, fator compreensível dadas as férias prolongadas em virtude do Euro, vai alimentando rumores e possibilitando um sem-número de abordagens.
Em Inglaterra, fala-se insistentemente no interesse de David Moyes na contratação do jogador: diz a “Eurosport” que Yaremchuk é alternativa do West Ham ao negócio em andamento de Tammy Abraham (incluído na troca com Declan Rice), do Chelsea, caso este falhe. Dia 12 deste mês, vinham a público as notícias de que o jogador ucraniano tinha seguido o clube nas redes sociais, metendo like em diversas publicações da página oficial dos hammers. Factos que não devem amedrontar o SL Benfica, que está dependente, sobretudo, da prestação europeia para concretizar as abordagens ao jogador.
Na Luz, o momento é ainda de indefinição face ao plantel. Com Chiquinho e Jota já postos de parte, sobra outra mão cheia de nomes que se têm de riscar face ao número exagerado de jogadores que ainda se encontram em estágio (34).
Além dos problemas a meio-campo, onde se espera colocação de Gabriel ou Gedson, na frente de ataque o problema é outro: além da questão Europa, tudo fica dependente da venda de Seferovic e/ou Vinícius. Haris tem sido recorrentemente associado a Tottenham, Everton ou West Ham: neste último caso, é uma questão dominó, passando totalmente a decisão para Moyes – que tem desta forma prioridade para concretizar um dos avançados já referidos, com a sua escolha a desbloquear as intenções encarnadas.
Optando por Seferovic ao invés de Abraham ou Yaremchuk, ativará o turno das águias, que se encaminharão para a ronda final de negociações com o Gent pelo avançado ucraniano. Vinícius, por outro lado, é um nome que não agrada totalmente a Jorge Jesus e, depois do empréstimo ao Tottenham na época anterior, é visto pelos responsáveis encarnados como uma das principais fontes de receita, caso seja necessário. De pedra e cal no plantel parecem estar Gonçalo Ramos, Waldschmidt, Pinho e Darwin Núnez."

Comunicado aos Sócios do Sport Lisboa e Benfica


"Caros Consócios, caros Benfiquistas:
Tomei conhecimento no passado dia 23 de julho, através de diversos Órgãos de Comunicação Social, de uma carta aberta apresentada pelo grupo de Sócios, autodenominado "Servir o Benfica", pedindo a minha renúncia imediata de Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, com o argumento de que não marquei para o mês de julho a Assembleia Geral Extraordinária pedida por um grupo de Sócios.
Na verdade, em 29 de junho passado, no comunicado que dirigi a todos vós, referi:
"Compreenderão todos os Sócios que a organização de qualquer AG, quer Ordinária, quer Extraordinária, independentemente das Ordens de Trabalho de cada uma, exige a intervenção de várias estruturas do Clube, e em momento de pandemia como a que estamos atravessando, e de muitas restrições decretadas pelas entidades Governamentais e da DGS (a proibição de deslocações de e para a AML ao fim de semana é uma delas), a mesma só se poderá realizar caso exista a concordância da DGS ao Plano de Contingência elaborado no seio das estruturas do Clube e já apresentado junto desta entidade pública.
É intenção da Mesa, caso não exista qualquer decisão contra ou condicionantes que tornem impossível a sua realização, conforme atrás referi, proceder à sua marcação ainda durante o mês de julho próximo, com a Ordem de Trabalhos que vier a constar da sua convocatória e, em caso algum, a Mesa decidirá em função de notícias publicadas nos jornais ou difundidas através de meios de comunicação social, independentemente da orientação que cada um venha demonstrando, ou de timings que nos queiram ser impostos."
Ainda no fim de junho, o Secretário-Geral do SLB enviou à Senhora Diretora-Geral de Saúde uma carta a informar que "o Benfica pretende realizar em julho próximo a AGE pedida por um Grupo de Sócios, se as condições de saúde pública o permitirem e for garantida a proteção dos cidadãos/Sócios".
Na mesma missiva, continua o Senhor Secretário-Geral: "Em função da situação que vivemos, vimos pedir a V. Ex.ª autorização para a realização da referida Assembleia Geral Extraordinária e enviamos em anexo dois Planos de Contingência elaborados com o contributo dos principais responsáveis de saúde do grupo Benfica."
Termina a carta com: "Naturalmente, para podermos prestar todas as garantias aos nossos associados, seria especialmente relevante que a ARS de Lisboa e Vale do Tejo se pronunciasse sobre o assunto."
Caros Consócios, caros Benfiquistas:
Todos os membros da Mesa da Assembleia Geral conhecem os Estatutos do SLB e eu, como Presidente dessa mesma Mesa, sou um defensor acérrimo do estabelecido nesses mesmos Estatutos, só que acima dos Estatutos do SLB estão as Leis do País e as normas que as entidades Governamentais e de Saúde aprovam para nos ajudarem a enfrentar a pandemia que tem assolado o mundo em geral e o nosso país em particular.
Assim, continuo a aguardar a resposta da DGS à carta dirigida pelo Senhor Secretário-Geral, para então marcar a data da Assembleia Geral Extraordinária e apresentar o modo de funcionamento da mesma.
Informo-vos, ainda, e no seguimento daquele meu comunicado do passado dia 29 de junho, que, antes do final do corrente mês de julho, uma empresa multinacional irá proceder à abertura das urnas e à contagem dos votos físicos, sendo acompanhada pelos serviços do Benfica.
Esta empresa, cuja identidade entendo dever ser salvaguardada por questões de segurança até ao fecho deste processo, não é um fornecedor habitual do grupo Benfica.
Dirigi convites aos mandatários de cada uma das listas concorrentes ao Ato Eleitoral de outubro passado para se fazerem representar na abertura das urnas e contagem dos votos. Nenhuma das listas respondeu positivamente ao convite endereçado há cerca de três semanas.
Apesar disso, tudo farei para que este ato decorra com a normalidade que todos desejamos.
Também os serviços do SLB estão em fase de conclusão do processo de contratação da empresa de Auditoria para fazer o trabalho de análise ao software informático que suporta o voto eletrónico. A empresa a contratar será também uma multinacional que não presta serviços ao grupo neste domínio.
Uma vez terminados todos os trabalhos, o resultado dos mesmos será disponibilizado a todos os Sócios através dos mecanismos adequados.
Finalmente, e agora dirigindo-me aos Sócios que pedem a minha renúncia imediata de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, quero comunicar que não me deixo abater por pedidos públicos como o apresentado, sem qualquer fundamento legal, e que continuarei a trabalhar e a servir o Benfica com a mesma energia com que aceitei o cargo e conto com o apoio dos Benfiquistas para organizar, em conjunto com os restantes membros da Mesa, o próximo Ato Eleitoral antecipado, já anunciado, para concretizar até ao final do ano corrente.
Viva o Benfica!"

Florentino...

Uma Semana do Melhor...

sábado, 24 de julho de 2021

Análise: Meite...

Meité, o Anti Weigl


"Não é novidade que a incapacidade defensiva e o raio de acção curto do meio campo a dois do Benfica da temporada passada fez ruir possíveis expectativas numa época triunfante. Sem surpresa partiu a equipa de Jesus para a nova temporada em busca de reforçar o seu sector mais carenciado.
Meité que poderá ocupar ambas as posições do meio campo. Ser o seis ou o oito, traz as características que faltavam na equipa de Jesus. A passada larga e a capacidade de se impor na pressão, bem como a capacidade de recuperação defensiva em momento de transição. Com João Mário, indubitavelmente que o Benfica terá um sector intermédio com outra capacidade para o jogo sem bola que o meio campo da época transacta.
Porém, em posse e embora não seja de todo incapacitado tecnicamente, Meité é também ele o oposto de Weigl. Desta feita, para pior. Nem sempre assertivo na sua decisão e muito menos tão capaz de jogar sob pressão, porque demora mais a perceber o que o rodeia para poder orientar a saída para o ataque para o espaço certo.
Como oito, terá sempre dificuldades tremendas para jogar em espaços mais curtos e definir com criatividade nas imediações do último terço, como seis não terá a capacidade de selecção das melhores rotas ofensivas para que a ligação ofensiva seja de excelência.
Não é completamente claro que o Francês seja um upgrade a Florentino, por exemplo. Onde o Benfica ganhará sem bola, perderá capacidade em posse, mesmo que o médio oriundo do Torino tenha alguns momentos de esclarecimento.
Se Meité é o “substituto da opção Al Musrati”, o Benfica sai a perder decisivamente."

Valentin & Vaz...

Meite


É oficial Souahilo Meite assinou pelo Benfica. O ex-Torino, que jogou a ultima época emprestado ao AC Milan vai representar o Benfica nas próximas épocas. Antes de jogar em Itália, destacou-se no campeonato Francês... fisicamente imponente, pode fazer um pouco de tudo no meio-campo (6 ou 8), forte nos duelos defensivos, e qualidade na proteção de bola, com chegada à área...
O Benfica na minha opinião tem tido nas últimas épocas, um défice físico, falta de músculo! Uma equipa tem que ser equilibrada, existe espaço para os jogadores mais talentosos, mais rápidos, mas também é necessário 'força' e o Benfica precisa urgentemente de jogadores que ganham facilmente as disputas físicas...
Por tudo isto, tenho as esperanças elevadas, e espero que o Meite se adapte rapidamente ao Benfica... o meu único receio é na questão mental: vários jogadores franceses com este perfil, tem problemas de competitividade...


Treino...

Bastidores: Lille...

Spartak


"Não gostei do sorteio que coloca o Spartak Moscovo no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Desde logo por se tratar de um bom adversário, 2.ª classificado no seu país na época transacta e agora liderado por Rui Vitória, bicampeão pelo Benfica em anos recentes, logo profundamente conhecedor do clube. Acresce o conjunto de bons resultados conseguido ao longo da presente pré-temporada, incluindo goleadas ao Khimki e ao Rubin Kazan.
Também por ser um clube de um país distante, a mais longínqua das possibilidades no sorteio, obrigando a viagens longas, seguidas da deslocação ao Moreirense na jornada inaugural do campeonato, e à adaptação a um fuso horário diferente (duas horas). Em escassos 7 dias jogaremos em Moscovo, em Moreira de Cónegos e na Luz, novamente com os russos.
E, sobretudo, porque o adversário que se oporá à nossa equipa terá já dois jogos 'oficiais' nas pernas, o que poderá dificultar a nossa tarefa, sendo que não seria esse o caso com os restantes potenciais adversários.
Dito isto, e até por uma questão do etos benfiquista, em que a nós, benfiquistas, só o Benfica nos interessa, e o resto é penumbra ou paisagem, creio que temos todas as condições para superarmos os obstáculos que esta eliminatória nos coloca.
É certo e sabido que não será fácil, o que não surpreende por aí além, afinal é o acesso à Liga dos Campeões que estará em jogo, mas acredito que estaremos preparados. A estrutura focar-se-á em minimizar as dificuldades inerentes ao confronto com este adversário nesta fase da época e fá-lo-á bem, enquanto a equipa técnica e os jogadores são detentores da competência e da experiência necessárias e suficientes para lograrmos o sucesso ante este opositor. Venham eles!"

João Tomaz, in O Benfica

Partida, largada... fugida!


"A inauguração da primeira pista de atletismo do Benfica foi um novo ponto de partida na história da modalidade

O Benfica começou a praticar atletismo em 1906 e, nos primeiros tempos, os atletas treinavam em terrenos públicos, nos campos de jogos ou em pistas alheias, o que tornava 'mais valioso ainda (...) o esforço dos nossos atletas, se pensarmos que os seus triunfos têm sido à custa exclusiva da sua abnegação, dada a carência de meios próprios para a sua preparação física'. O sonho de possuírem uma pista de atletismo privada tornou-se finalmente realidade ao fim de 40 anos, no Campo do Campo Grande.
No histórico ano de 1946 foi decidido que o Benfica voltaria para a zona de Benfica, onde seria construído o Estádio da Luz. Porém, dadas as dificuldades de negociação com os donos dos terrenos e visto que a situação demoraria alguns anos, o Clube continuou a melhorar o Campo do Campo Grande e, ainda nesse ano, construiu uma pista de atletismo, num terreno adjacente que também arrendou à Câmara Muncipal de Lisboa.
A cerimónia de inauguração estava inicialmente prevista para 24 de Novembro, mas, devido à chuva que caiu sobre Lisboa, foi adiada para 1 de dezembro. O festival contou com a presença de centenas de adeptos, que aplaudiram fortemente no momento em que foi cortada a fita simbólica, 'um marco a assinalar uma obra' que daria 'início de uma nova era' no atletismo do Benfica. A pista era 'bonita e inteligentemente preparada'. Circundava o campo de treinos e tinha lugar para seis corredores, 'com as medidas regulamentares (360,60m) e o traçado das suas curvas, em asas de cesto, é talvez o mais perfeito de todas as pistas portugueses', além de uma 'ampla caixa de saltos' e quatro pistas de balanço, para saltos em comprimento, triplo e vara, que 'oferecem excelentes condições aos atletas para as provas nestas modalidades'.
O Benfica deixou de disputar jogos de futebol no Campo do Campo Grande a partir de 1954, mas manteve estas instalações até 1971, momento em que os atletas 'encarnados' tiveram de deixar 'o teatro de tão grandes e maravilhosas manhãs e tardes de glória'.
Saiba mais sobre as instalações desportivas do Benfica na área 17 - Chão Sagrado no Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Os 25 magníficos


"Que fique bem claro, desde já, que as mulheres que fazem parte da delegação de atletas do Sport Lisboa e Benfica aos Jogos Olímpicos de Tóquio são igualmente magníficas. O título desta crónica vai ao masculino só para facilitar a leitura. Eles e elas, do atletismo, judo, canoagem, andebol, taekwondo, triatlo e natação, são atletas de eleição.
Gente que abdicou de muito - e suas famílias - para concretizar um sonho ao alcance de poucos: participar numa edição dos Jogos Olímpicos. É certo que para alguns deles não é a primeira viagem, e outros até então entre os favoritos para um lugar entre os 16 primeiros. Ou entre os 8 excepcionais que têm direito a um diploma. Sem esquecer os iluminados que poderão de lá voltar com uma medalha. Todos são brilhantes e importantes.
É a maior delegação olímpica da história do Glorioso, e isso me envaidece. É resultado de um trabalho de anos que tem sido desenvolvido no Clube. O número 25 já era, em fevereiro deste ano, a previsão de participantes do Clube feita pela directora Ana Oliveira. Não foi atirado ao acaso, nada é a acaso na forma como o Projecto Olímpico do Benfica tem sido gerido.
Este quarteirão de talento equivale a quase um quarto do total da delegação portuguesa (fora os atletas estrangeiros do clube que irão representar o seu países) e os benfiquistas, mais do que exigir medalhas, devem sentir-se orgulhosos desta participação. Também eu, em adolescente, sonhei em correr nuns Jogos. Não o consegui, não tive qualidades nem espírito de sacrifício para lá chegar. Por isso, durante as próximas semanas, estes 25 magníficos e magnificas continuam a ter aqui um adepto incondicional. E a restante comitiva portuguesa também, como é óbvio."

Ricardo Santos, in O Benfica

Pouca sorte


"O Benfica não costuma ser feliz nos sorteios europeus. Não é preciso ir mais longe: na temporada passada disputámos a pré-eliminatória da Champions em jogo único, fora de casa, no terreno de um adversário cujo treinador conhecia bastante bem o futebol português. Ainda assim, há que o dizer, tínhamos obrigação de ter vencido. A verdade é que perdemos, e creio que esses factores terá sido preponderantes na eliminação.
No sorteio desta semana calhou-nos alguém que conhece bem não só o futebol português como o próprio Benfica. Rui Vitória esteve no clube entre 2015 e 2019, conquistou vários títulos, e orientou alguns dos jogadores do actual plantel. Não precisará de um estudo muito apurado para saber como joga a equipa de Jorge Jesus, para identificar os seus pontos fortes e os seus aspectos mais débeis.
É verdade que o Spartak de Moscovo está fora do top 50 do ranking da UEFA, e que o futebol russo já viveu dias mais empolgantes. Mas, além do conhecimento privilegiado de que o técnico ribatejano beneficiará, há que dizer que esta equipa - tal como o Benfica, a mais popular do seu país -, ficou em 2.º lugar na época passada, entrou a matar nesta pré-temporada somando goleadas atrás umas das outras, e vai começar o campeonato já amanhã, chegando à pré-eliminatória europeia com um ritmo competitivo tendencialmente superior ao dos nossos jogadores. Isto sem falar na distância geográfica, que será um factor adicional de desgaste - neste caso para ambos.
Preferia, com franqueza, Genk, Sparta de Praga ou Rapid Viena. Calhou-nos o Spartak. É o Spartak que teremos de ultrapassar."

Luís Fialho, in O Benfica

A caminhada europeia


"Será em Moscovo que iniciaremos a grande caminhada que nos levará à disputa da fase grupos da Liga dos Campeões. Ditou o sorteio que nos calhasse em sorte o histórico Spartak da capital russa, clube com larga experiência nos competições da UEFA. Serão dois jogos com grau de exigência máxima, duas verdadeiras finais, num mês alucinante que poderá implicar a disputa de oito jogos.
Esta eliminatória ficará marcada pelo reencontro com Rui Vitória, que nesta época ingressou no vice-campeão russo. Será curioso ver em campo os dois treinadores obreiros do tetra. É verdade que o Spartak poderá beneficiar do facto de o seu treinador conhecer muito bem o SL Benfica. Mas também é verdade que os moscovitas devemo temer o maior clube português, treinado pelo melhor treinador nacional da actualidade e um dos melhores do mundo. Jorge Jesus dispensa apresentações e frente a equipas russas tem conseguido vitórias importantes, como aconteceu com o Zenit, actual campeão russo.
E se é verdade que acabou a regra da importância dos golos fora, o facto de o segundo jogo ser em nossa casa pode beneficiar-nos em caso de empate. Estamos a 11 dias da primeira final, precisamente frente ao Spartak, equipa com três internacionais russos e cuja grande estrela é o avançado nigeriano Vítor Moses, que triunfou no Chelsea, tendo ajudado o actual campeão europeu a conquistar um campeonato e duas Ligas Europa. Com 220 jogos na Premier League, Moses exigirá todas as atenções. Até lá, mais dois testes importantes, ontem, frente ao Lille, campeão francês, e neste domingo, a recepção ao Marselha, clube que é, neste momento, o rei do mercado europeu, com oito contratações, grande candidato às conquistas do campeonato e da Liga Europa."

Pedro Guerra, in O Benfica

Walking Football de volta


"Obrigado à ciência pelo milagre das vacinas. Em meio ano, os seniores passaram de principais vítimas desta pandemia a primeiros imunizados, e com isso ganharam uma liberdade de movimentos de que há muito não desfrutavam.
Nem as limitações que a boa regra ainda nos impõe, e que nós seguimos à risca na Fundação, chegaram para estragar a alegria do convívio à volta de uma bola que rola, que finalmente rola! Foi tal o ambiente vivido no regresso do Walking Football, sob a forma de 'Challenge', que nos encheu a alma. As amizades há muito feitas saltaram dos ecrãs e do anonimato das chamadas telefónicas para a realidade palpável do campo com sons, movimento e tudo o que palpita no futebol jogado. E claro, os benefícios do Walking Football também regressaram aos corpos e mentes dos felizes praticantes desta modalidade benéfica a todos os títulos que começa, por isso, a despertar o interesse de cada vez mais especialidades médicas na esferas cardiovascular e da saúde mental. É bom ver isso acontecer, mas na realidade já o sabíamos quando criámos este projecto, porque o desporto, sobretudo o que se pratica em equipa, e o futebol em particular, tem uma capacidade de juntar as pessoas em torno de objectivos comuns e de lhes proporcionar a conquista dando-lhes a beber da taça da vitória. Um verdadeiro néctar dos deuses que poucas vezes nos é oferecido na vida. Ou, por outro lado, levando-nos a assumir com honra a condição dos vencidos, que sempre se motivam para a superação e vitórias futuras. Parabéns, por isso, a todas as pessoas que participaram, mas sobretudo parabéns à vida, que de forma tão bela se celebra no Walking Football!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"3
Continuamos a dar cartas na canoagem, com 3 dos nossos atletas (Messias Baptista - K1 200m; Fernando Pimenta - K1 1000m; João Ribeiro - K1 500m) a sagrarem-se campeões nacionais;

4
Ao fim de 2 jogos particulares*, são 4 os estreantes absolutos pela equipa da honra: Gil Dias, João Mário, Rodrigo Pinho e Paulo Bernardo. Destaque para este último, que tendo alinhado numa posição que não a sua e na qual não me recordo de o ver jogar, foi inexcedível no empenho e demonstrou a sua enorme qualidade;

25
É a maior 'delegação' benfiquista de sempre nuns Jogos Olímpicos, com 25 atletas em representação das suas selecções, cerca do dobro do anterior recorde, estabelecido em 1992, em Barcelona;

29
Com o golo marcado ao Almeria, Pizzi tornou-se no 29.º mais goleador de sempre de águia ao peito. Soma 97 golos em 359 jogos (incluindo particulares) e está a 2 de Magnusson e Jorge Tavares;

3907
Distância em quilómetros entre Lisboa e Moscovo. Preferia um adversário mais próximo geograficamente, mas assim ditou o sorteio. Acredito que eliminaremos o Spartak e, pelo meio, teremos os 3 pontos de Moreira de Cónegos na primeira jornada do Campeonato. Houve apenas 3 desafios entre Benfica e os moscovitas: o jogo de apresentação na temporada 1989/90 (2-3) e os 2 relativos à fase de grupos da Liga dos Campeões 2012/13 (derrota por 2-1 em Moscovo e vitória, na Luz, por 2-0). Em 20 jogos com clubes russos a contar para competições europeias, reina o equilíbrio: 8 vitórias, 4 empates e 8 derrotas: analisando somente as eliminatórias, a balança pende a nosso favor: em 6 passámos 5, 3 na Liga dos Campeões (1 no antigo formato, com o Torpedo, e 2 mais recentes com o Zeni).

*Não inclui o Benfica-Lille"

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - O Benfica vai defrontar o Spartak de Moscovo, na 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Será o reencontro com o treinador Rui Vitória mas apenas isso. Será uma eliminatória disputada entre duas valorosas equipas, e não um embate entre treinadores. Apesar do compreensível frenesi mediático em torno destes dois jogos, será em campo que se decidirá o vencedor da eliminatória. Que todos esperamos que seja o Benfica.
2 - Em entrevista ao programa Protagonista, Ana Vitória, uma das melhores jogadoras da liga feminina de futebol, descreveu a forma como já era benfiquista antes mesmo de integrar o plantel do Benfica, em 2018/19. Um enlace que começou em 2014, quando visitou o Estádio da Luz, enquanto jogadora da selecção de sub-15 do Brasil, de visita a Portugal. Um benfiquismo que a levou a recusar várias propostas de outros clubes, nacionais e estrangeiros, para renovar pelo Benfica.
3 - Estão quase a começar os Jogos Olímpicos, no Japão, onde vai competir a maior representação olímpica de sempre de atletas do Benfica. São legítimas as expectativas de medalhas, nuns casos, e de excelentes resultados internacionais, noutros. Esta representação, além de história, confirma a excelência do projecto olímpico do Clube, que assegura aos nossos atletas condições ímpares, em Portugal, de continuidade e de evolução.
4 - Fim de semana vitorioso para as nossas equipas de sub-23 de polo aquático feminino, de sub-19 de voleibol masculino e ainda para a equipa B de hóquei em patins masculino. Parabéns a todos os jovens atletas, pelas suas conquistas, pelo seu talento e pelo seu contributo para tornar o Benfica ainda mais eclético e vencedor."

José Marinho, in O Benfica

Rescaldo...

Almeidinhos...

Foi Feitiço


"A pré temporada segue e o Benfica de Jesus promete entrar na época oficial em 4x4x2, afinal assim tem-se apresentado em praticamente todos os testes mais complicados, como o foi o desta noite perante o campeão francês.
- No momento defensivo duas ideias chave:
Pressing a todo o instante – Que demasiadas vezes estendeu por completo a equipa encarnada no relvado, chegando a ter seis elementos sobre a área adversária, com espaço muito largo nas costas – Basta um erro na contenção, isto é, um adversário driblar um dos seis dos dois sectores avançados, e uma auto estrada se abrirá no meio campo encarnado:


- Mesmo em momento de Controlar, e fechar o espaço no seu tradicional 4x4x2, o espaço entre sector médio e defensivo sempre largo – Sem um médio capaz de o fechar rapidamente – Weigl e João Mário não são jogadores de deslocamentos largos. Será Meité? – muito sofrerá a linha defensiva encarnada.

Embora tenha dado espaços, Vertonghen e Lucas Veríssimo resolveram com qualidade as situações defensivas com que se depararam e o Benfica não sofreu defensivamente no primeiro período, à excepção de um lance que Pizzi não foi capaz de interceptar uma bola longa que encontrou o avançado do Lille.
Com bola, a velocidade de circulação foi baixa e as entradas no último terço foram escassas. Apenas Rafa por um par de vezes depois de receber entre linhas oponentes, foi capaz de acelerar o jogo do Benfica, mas sem efeitos práticos em termos de criação.

Contra 4x4x2, Saída a 3 para superioridade sobre os 2, e 2o médio (João Mário) de frente para dupla de médios adversários preparando saída em Transição Defensiva

As ideias no posicionamento não trazem novidades. Weigl baixou para a linha dos centrais para construir, desta feita surgiu preferencialmente sobre o lado direito, dando a Lucas o espaço central, e João Mário sempre de frente para os médios adversários, para que após a perda pudesse sair rápido e abafar saída adversária.
Num jogo sem lances de registo, o golo encarnado só poderia ser: a) de bola parada; b) marcado pelo feiticeiro. Começa a crescer uma curiosidade para acompanhar a temporada de Gonçalo Ramos. O miúdo que é apelidado de feiticeiro pelos próprios colegas porque parece estar sempre no sítio certo para atirar para as balizas adversárias, começa a demonstrar argumentos para ser já a opção número um do ataque encarnado.
A segunda parte somente trouxe novidades com a entrada de Taarabt para as costas de Seferovic. O marroquino elevou bastante o nível da posse encarnada – é incrível a sua eficiência técnica – e num posicionamento mais alto não compromete o jogo defensivo. Taarabt, muito pela sua própria condição física, tem condições óptimas para ser uma excelente opção partindo do banco. Menos impacto positivo terá quando tiver de somar mais minutos.

Destaques Individuais:
João Mário – Tem sido sempre o mais esclarecido de todos os encarnados. Sai da pressão girando com grande leveza e ligando o jogo mais à frente. Pausa, define, controla o ritmo, define com qualidade, paciência e critério. Procura um grande “seis” para se soltar ainda mais ofensivamente;
Gonçalo Ramos – Não é um primor técnico, mas antes um monstro físico com uma capacidade tremenda de antecipar decisões na grande área adversária. De bola parada, no ar onde é extraordinário, voltou a deixar a sua marca. O Feiticeiro é sinónimo de golo;
Lucas Veríssimo – Veloz, bem posicionado, sempre bem orientado para sair à frente ou atrás da linha defensiva, venceu todas as bolas que disputou e foi fundamental para que o Benfica não sofresse golos. Ofensivamente, não treme e demonstra uma qualidade de passe na ligação rara entre centrais. Tem condições para uma temporada soberba;
Taarabt – Menos preocupação defensiva, mais preponderância ofensiva. A qualidade do seu gesto técnico seja o passe ou a recepção é um hino ao jogo. Bem fisicamente, sobretudo quando os jogos estiverem mais cansados pode ser um joker na época encarnada. De início e como médio, terá sempre dificuldades para acompanhar o jogo e manter clareza de decisões ofensivas, e capacidade defensiva."
Lateral Esquerdo, in Lateral Esquerdo

A nova história de Lázaro e Jesus | SL Benfica


"“´Lázaro, levanta-te e anda!` E Lázaro andou”. Já o negócio de Lázaro não andou e aparenta não andar nem por milagre. De acordo com o agente do próprio, Valentino Lázaro deseja ficar no FC Internazionale Milano, numa clara relação unilateral, dado o desinteresse que o campeão italiano demonstra nutrir pela permanência do austríaco com raízes angolanas.
O SL Benfica vai insistindo e persistindo, como a amante que acredita que ele vai deixar a atual para assumir a nova relação. É triste um clube desta dimensão prestar-se a este papel? Não, não… Oh, é lá triste… Não, não… Vá, é um bocadinho. É um bocado. É. Se Lázaro não quer vir, não vem. Por mais qualidade que assista o jogador.
No entanto, a nova direção encarnada parece andar cega de amor pelo internacional austríaco de 25 anos. Apartando as questões mais subjetivas relacionadas ao amor (mormente a ideia que defende que este reside no ser amante mais do que no ser amado), indaguemos: o que é que Rui Costa e companhia veem de tão magicamente belo e apaixonante em Valentino Lando Lázaro?
Experiências em ligas de renome, qualidade técnica, características físicas interessantes, potencial rendimento financeiro e suprimento de uma lacuna do plantel. Lázaro já conheceu quatro campeonatos – o austríaco e três do top-5 das ligas europeias (Alemanha, Itália e Inglaterra). Como tal, o penta campeão austríaco tem granjeado várias experiências enriquecedoras.
Além disso, em todos os clubes que já representou (Red Bull Salzburg, Hertha BSC, FC Internazionale Milano, Newcastle United FC e Borussia VfL 1900 Mönchengladbach) Lázaro mostrou sempre competências técnicas notáveis, sobretudo no um para um ofensivo. Contudo, Valentino também goza de faculdades técnicas defensivas razoáveis. Falta-lhe, claro está, a consistência necessária para se estabelecer e estabilizar num só clube.
Às qualidades técnicas o jogador que fez dois golos em 28 encontros pelos alemães do Borussia M´gladbach em 20/21 alia traços físicos interessantes para um homem de corredor (neste caso, direito). O seu metro e oitenta e os seus 72 quilos permitem-lhe estar no ponto ideal para congregar poderio físico, agilidade e velocidade e fazem dele um lateral/ala à medida (e com as medidas) de Jorge Jesus.
Rui Costa e demais “estrutura” olharão com igual agrado para o aspeto financeiro do negócio. Aos 25 anos, é plausível que Lázaro, caso se torne jogador do SL Benfica, renda uns bons milhões quando deixar de o ser.
Com um valor de mercado atual de dez milhões de euros (de acordo com o Transfermarkt) e tratando-se de um futebolista que já esteve avaliado em 19 milhões (idem), é fácil acreditar que um eventual êxito desportivo se fizesse acompanhar de lucro financeiro.
Por fim, Valentino Lázaro viria suprir uma lacuna que se mantém no plantel das águias, apesar dos bons desempenhos de Diogo Gonçalves na segunda metade da época transata. Ideal para um sistema de três centrais, o austríaco cumpriria com sucesso também no 4-4-2 que tem sido escolha de JJ na atual pré-temporada.
Com Diogo Gonçalves lesionado, a titularidade de Valentino seria ainda mais um dado adquirido. E, então, com o português recuperado e com o austríaco em forma, o SL Benfica ficaria finalmente abastecido de laterais/alas direitos com a propensão ofensiva que se exige num clube que goza da posse de bola a larga maioria do tempo na larga maioria dos jogos.
Assim, compreendo até certa extensão a paixão que a “estrutura” do clube tem por Valentino Lázaro. Não compreendo, todavia, que se torne uma obsessão. Há mais Lázaros na Terra e, parafraseando Florbela Espanca, “o melhor de todos os Lázaros não merece um fanatismo”. Reiterando e resumindo, se não quer vir…"

O Rei de Copas nasceu duas vezes


"Orsi em italiano quer dizer ursos. Raimundo não tinha nada desses plantígrados. Pelo contrário, podia passar por tísico

Raimundo Bibiani tinha um diminutivo: Mumo. O seu nome de família era Orsi Iuturriaga. Nasceu duas vezes. Primeiro em Mendoza, na Argentina, no ano de 1901. Depois, quando, mais tarde, resolveu jogar no Flamengo, no Rio de Janeiro, em 1939, descobriram que, ao contrário do que se escrevia nas suas biografias, viera ao mundo em 1904, em Avellaneda, nos subúrbios da grande Buenos Aires.
Para ele ia dar no mesmo. Tinha o descaramento divino de desafiar o tempo. O seu primeiro clube foi o Independiente, em 1920, o último o Santiago Nacional, do Chile, em 1943. Pelo caminho foi o menino bonito de clubes tão grandes como a Juventus, o Boca Juniors, o Flamengo e o Peñarol. Brilhava fosse em que estádio fosse. Encostado à esquerda, tão sobre a linha que, muitas vezes tinha de contornar o fiscal para ir apanhar a bola do outro lado, tirava cruzamentos como nunca ninguém antes dele, descrevendo elipses perfeitas na direção da cabeça dos seus avançados. Depois, de vez em quando, fartava-se de ficar lá na esquerda, e surgia no meio para marcar golos. Muitos, muitos golos. E muitos golos não lhe chegavam. Adotou um estilo acrobático de disparar bolas para as balizas adversárias: pontapés de bicicleta, pontapés de moinho, remates de primeira sem deixar a bola tocar o chão.
Em italiano, a palavra Orsi significa ursos. Raimundo não se parecia minimamente com um desses plantígrados com tendência natural para serem peludos e brutos. Fisicamente passava por um tísico. Depois, quando corria, tornava-se praticamente invisível, uma sombra desdobrando-se em ziguezagues por entre defesas que procuravam pará-lo a patadas. Ganhou a alcunha de Rei de Copas. Era o seu trunfo. No quinteto atacante do Independiente, tinha a companhia ilustre de Zoilo Cabavery, na ponta-direita, Alberto Lalín como interior-direito, Manoel Seoane, interior-esquerdo, e Luis Ravaschino, a ponta-de-lança. Eram Los Diablos Rojos.
Em 1924, com 17 ou 20 anos, depende das versões, El Mumo vestiu pela primeira vez a camisola da seleção argentina. Um empate de zero-a-zero com os vizinhos uruguaios. A seu lado, estreou-se também Luis Monti. Dez anos mais tarde seriam amigo inseparáveis.
Orsi tinha jeito de vencedor. Depois de conquistar o campeonato argentino que há anos fugia ao Independiente, fez parte da equipa da Argentina que ganhou a Copa América em 1927, no Peru, com uma vitória inesquecível frente aos peruanos por 5-1. No ano seguinte esteve em Amesterdão, no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos, perdendo a final para o Uruguai (1-2) na finalíssima de desempate. Ganhou outra alcunha: El Cometa de Amsterdam!
Se na Argentina o futebol continuava profundamente amador, na Itália já se pagavam fortunas pelos grandes jogadores do mundo. Ainda por cima se tivessem antecedentes italianos, como Orsi, cujos avós tinham emigrado para a América do Sul. Abriu-se uma guerra entre o Independiente e a Juventus por causa de Mumo. Este já tinha assinado com o clube de Turim um contrato no valor de 100 mil liras e um automóvel da marca FIAT, a empresa a que o clube pertencia. A FIFA meteu-se ao barulho. O Rei de Copas ficaria um ano fora do baralho.
Entre 1931 e 1935, a Velha Senhora foi uma colónia de argentinos: além de Orsi e do seu grande amigo Luis Monti, havia Renato Cesarini, Juan Maglio e Eugenio Castellucci. Em 1934, com a camisola da Itália vestida, Mumo tornou-se campeão do mundo e marcou um golo na final. Monti jogara a final do Mundial de 1930, no Uruguai – seria o único jogador da história a jogar duas finais com duas camisolas diferentes. Os italianos não estavam nem aí para o assunto: se tivesse um trisavô italiano, qualquer jogador podia envergar a camisola da ‘squadra azzurra’. A estreia de Orsi pela Itália foi contra Portugal – vitória por 6-1 com dois golos marcados por ele.
Eram chamados de ‘oriundi’, esses netos e bisnetos de italianos chamados à equipa nacional do país de Mussolini. Il Duce, que resolvera fazer da nação um império, lançando-se na estapafúrdia guerra da Etiópia e da Abissínia, declarou que, como italianos, estavam disponíveis para o serviço militar. A fuga foi maciça.
Raimundo regressou ao Independiente e a Juventus passou 16 anos sem ser campeã. Mas não voltou apenas ao clube. Voltou também à seleção da Argentina. Em 1936, com a camisola das risquinhas azuis-claras e brancas, venceu o Uruguai por 1-0. Foi olá e adeus.
Orsi já não era nenhum garoto, tivesse nascido em 1901 ou 1904. Como veterano foi jogando aqui e ali, mas não prescindido dos grandes emblemas, como os do Boca Juniors, Peñarol e Flamengo. O Flamengo era como a Juventus: Agustín Cosso, Arcadio Lopéz, Atmio Villa, Agustín Valido, Francisco Provvidente e Raimundo Orsi. Um mundo argentino. «Estou velho», dizia ele. «Mas o futebol é um canto de sereia ao qual não consigo resistir...»."

Vamos viver a emoção, as lágrimas de alegria e desilusão. Agora é a hora do tudo ou nada


"“Declaro abertos os Jogos Olímpicos Tóquio 2020!” - esta frase mágica, que vai ser dita em Portugal às 12h00 de 23 de julho de 2021, faz arrancar os Jogos Olímpicos mais especiais de sempre, os da resiliência, do esforço em organizar competições desportivas em condições muito difíceis.
Para estes Jogos os nossos atletas levam a mascote Infante, por isso os podemos considerar leais descendentes do Infante D. Henrique, aquele que também nos lançou na aventura de conquistar o Mundo.
Os atletas que vão estar nestes Jogos têm todos muita experiência competitiva, mas precisam de sentir o nosso apoio, a nossa força, mesmo à distância.
Mesmo com as dúvidas que temos:
Será que a ausência de público vai ter impacto nas competições? Será que o adiamento por um ano vai ter resultados muito diversos? A ausência de alguns beneficia os outros? A paixão da competição e a dúvida sobre o que acontecerá no grande momento vão estar na mente de todos quando as competições começarem.
Tudo isto a multiplicar por 17 modalidades em que a Equipa Portugal estará presente, desde já um recorde da variedade, também conseguido com quase 40% de atletas mulheres. Que resposta aos longos meses de pandemia e da falta de apoio adicional a combater todas as dificuldades!
É o tudo ou nada.
Tudo fica para trás (pandemia incluída) e só vai contar o número de medalhas, o número de diplomas, a contabilidade pura e dura dos resultados. As condições em que cada um parte para este momento não contam para nada.
Mas como em todas as competições, vamos viver a emoção, as lágrimas de alegria e desilusão, o ritmo acelerado do nosso coração, que quer muito que tudo corra na perfeição aos atletas da Equipa Portugal.
É essa paixão que nos move, a loucura de ver a nossa bandeira acima de todas, o desejo de ir sempre mais longe.
Agora é a hora do tudo ou nada! Vamos Portugal!"

A sociologia e o desporto


"A sociologia é uma ciência que nos permite olhar para o mundo social, encarando diversos pontos de vista. Aliás, quando muitos alunos começam a estudar a “física social”, na perspetiva de Auguste Comte (1798-1857), ficam muito perplexos com a diversidade de abordagens teóricas. Alguns, até a consideram abstrata e aborrecida. Todavia, ela tem implicações práticas. Se conseguirmos compreender como os outros vivem, também adquirimos uma melhor compreensão dos seus problemas. Por outro lado, a investigação sociológica também nos fornece dados sobre as iniciativas políticas. Não devemos é conceber a sociologia como uma ciência que apenas ajuda os políticos a tomar as melhores medidas.
Se Auguste Comte, Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber são as figuras fundadoras da sociologia, é preciso não esquecer e ter em consideração que existem outros importantes pensadores. Ninguém fala dela, mas Harriet Martineau (1802-1876), jornalista e ativista, foi chamada de “primeira mulher socióloga”. Nasceu e cresceu em Inglaterra. Considera-se que introduziu a sociologia na Grã-Bretanha. Defendia que no estudo de uma sociedade é preciso ter em conta todos os seus aspetos (políticos, religiosos, sociais, económicos…) e insistia que, nesta análise, se deve incluir a vida das mulheres.
Os indivíduos são o produto de uma educação, que é decisiva ao longo da vida. E apoia-se numa pluralidade de atividades. A atração pela prática desportiva, excede amplamente a sua dimensão motriz. Praticar desporto não é apenas correr, nadar, lançar, saltar, marcar golos, etc. É também o reconhecimento do outro (“adversário”) e o respeito pelas regras do jogo. Neste sentido, o desporto não é apenas uma prática. É também uma ética. Portador de mensagens implícitas e explícitas, o desporto constitui um suporte de formação dos jovens e dos menos jovens.
Em Portugal, dever-se-ia organizar uns “Estados Gerais sobre o Desporto”, procurando fazer o “estado de arte” sobre os seus princípios, valores, modos de organização, políticas, etc. O desporto é, claramente, um elemento de enriquecimento pessoal e coletivo. E os sociólogos, sobretudo os do desporto, deveriam ser os promotores desse evento. É preciso sair do estado soporífero em que nos encontramos em matéria desportiva, bem como em muitas outras. E há mais práticas desportivas do que o futebol e o estado da justiça dos negócios. Finalmente, uma última nota: o atual ministro da Educação, numa audição na comissão Parlamentar da Educação, no passado dia 14 de julho, anunciou que vai ser lançada uma nova oferta de escola, intitulada “Desporto escolar-Escola activa”, com o propósito de desenvolver práticas não competitivas destinadas a alunos entre os 10 e os 14 anos. Com esta oferta, pretende-se que alunos assumam um compromisso de respeito pela “ética e o fair-play”. Não se percebe esta oferta, nem o que complementa relativamente às tradicionais aulas de educação física."

Vermelhão: Terceiras impressões... contra o Campeão Francês!

Benfica 1 - 0 Lille
Ramos(28')


Terceiro jogo (em 'sinal aberto'), desta vez com uma rotação mais a 'sério', sem o esquema de duas equipas, uma para cada parte!
Destaque para o 433 após as substituições aos 58 minutos, com o Weigl, o Adel e o João Mário a fazerem um triângulo no meio, parece-me ser uma antevisão daquilo que poderá acontecer no jogo de Moscovo com o Spartak...!!!
Individualmente, além do destaque merecido ao Gonçalo, que somou mais um golo... destaco a exibição do João Mário: o Benfica tem muitos jogadores que gostam de correr com bola, o João Mário às vezes até parece exagerar na vontade de jogar de primeira, mas acaba por marcar a diferença com os toques de primeira, dando velocidade à circulação de bola e critério... outro problema do 'Benfica-recente'!!! Outro jogador que merece destaque é o Gedson: começou a época praticamente com o empréstimo/venda certo, mas agora parece-me seguro no plantel... Uma última nota para o patinho feio: o Gilberto está a fazer uma boa pré-época!!!


Directo: Benfica - Lille...

Um Samaris a ferro e fogo na Luz | SL Benfica


"Andreas Samaris chegou ao SL Benfica em 2014. O médio grego que passou de titular para a bancada, devido a uma lesão no tendão de Aquiles, e está, neste momento, num “braço de ferro” com o clube. Há um tempo para cá, começou a falar-se do contrato de Samaris e, durante esta semana, esse tema parece ter ganho ainda mais destaque.
A comunicação social começou a dizer que o clube queria rescindir o acordo que tem com o jogador até 2023 e que este se recusa a aceitar essa rescisão. Samaris quer, alegadamente, cumprir o contrato que tem com os encarnados. Face a esta intransigência, o grego foi posto a trabalhar com a equipa “B”.
Ao que tudo indica, o grego não entra nos planos de Jorge Jesus para a próxima época. Primeiro, porque as opções para o meio campo são muitas: Pizzi, Taarabt, Weigl, João Mário, ou até mesmo, Paulo Bernardo, Florentino ou Gedson. Segundo, porque a lesão que o acompanha desde a época de 2019/20 ainda não está totalmente curada (na passada quinta-feira, o jogador foi a Madrid para ser avaliado pelo médico que o operou em março).
Esta é mais uma situação que tem dividido o universo benfiquista: uns concordam com o grego, outros opõem-se. Para alguns adeptos é importante manter Samaris na equipa, ou até mesmo na estrutura, porque é um bom exemplo, quer para os miúdos, quer para os mais graúdos, do que é ser um benfiquista “de alma e coração”.
Uma vez que este espírito se tem perdido cada vez mais, com a saída de jogadores como Rúben Dias e Cervi, é fulcral preservar os jogadores que sentem o verdadeiro peso de vestir o manto sagrado.
No entanto, como diz a antiga expressão “existe sempre o outro lado da moeda”, e é nesse lado que estão os que são contra o jogador. Para esses, o salário que Samaris ganha, tendo em conta os minutos que tem somado, é um autêntico balúrdio.
Com a rescisão de contrato, o médio poderia continuar a carreira noutro clube e o SL Benfica poderia apostar na contratação de outros jogadores que fossem úteis e que trouxessem novas dinâmicas para a equipa.
Samaris ainda tem mais dois anos de contrato e, com 32 anos, pode estar muito perto de pôr um fim na carreira. Assim sendo, a questão que agora se coloca é: será que o grego vai chegar a acordo com o clube e terminar a carreira no SL Benfica, ou até mesmo ser vendido, ou irá este “braço de ferro” prolongar-se até ao final do contrato?"

Tokyo...

João Mário...