Últimas indefectivações

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Os perdões imperdoáveis


"Porque é que um banco que é tão rápido a executar clientes comuns aceitaria revender os VMOCs ao Sporting com um desconto tão grande?

Na véspera das últimas eleições no Sporting, Frederico Varandas anunciou, com pompa e circunstância, que tinha resolvido um dos problemas que mais atormentava o Sporting, através de um acordo para a recompra dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) detidos pelo banco Millenium BCP.
Na altura, o Benfica criticou duramente o negócio através da sua newsletter, falando do “tristemente histórico dia em que foi consumado um perdão de dívida gigantesco à Sporting, SAD. (…) Um dia em que um banco intervencionado pelo Estado com dinheiro dos contribuintes, numa altura em que há cada vez mais investidores externos no futebol português, se desfez apressadamente de um ativo com 70% (ou mais) de desconto. Ativo esse que, por sua vez, já tinha sido sobrevalorizado aquando do início da operação“.
Para compreender a dimensão do desconto em questão, precisamos de voltar atrás para perceber os sucessivos perdões de dívida de que o Sporting beneficiou:
- Em 2011, o Sporting, que estava a enfrentar grandes dificuldades financeiras, com capitais próprios negativos e uma dívida exorbitante à banca, emitiu 55 milhões de euros em VMOC.
- Em 2014, voltou a recorrer aos mercados para emitir mais 80 milhões no âmbito de um Acordo de Reestruturação Financeira. No total, passaram a ser 135 milhões de euros em dívida sob forma de VMOC A e VMOC B.
- A partir de aqui, começam as operações de cariz altamente invulgar. A 8 de janeiro de 2016, a banca decide prolongar a maturidade dos VMOC em 10 anos, até 2026, introduzindo, também, uma cláusula que declarava que os juros, com uma simpática taxa de 4%, só seriam pagos “caso a SAD do Sporting tenha lucros e distribua dividendos”. Seguramente todos gostaríamos de ter gestores de conta tão generosos quanto este.
- Em 2018, quando ambos os bancos já tinham registado os VMOC como imparidades, Bruno de Carvalho revela num artigo que o Sporting os renegociou para pagar, em 2026, apenas 40,5 milhões de euros – 30 cêntimos por ação em vez de um euro, um desconto de 70%. Esperemos que os bancos estejam preparados para ter a mesma clemência para com os muitos portugueses que terão em breve de enfrentar a subida da taxa de juros no crédito à habitação.
- Em 2021, os bancos mandataram a Rothschild & Co para vender os VMOC, seguramente um ativo muito atraente para vários investidores que, em 2026, os poderiam converter em capital. Também em 2021, o BCP e o Novo Banco concederam ao Sporting uma dispensa para regularizar as suas obrigações até ao final do ano, já depois do clube ter entrado em incumprimento com o acordado.
- Finalmente, a 4 de Março de 2022, Frederico Varandas anuncia a recompra dos VMOC ao BCP, por apenas 14 milhões – muito abaixo dos 25 milhões de euros acordados aquando da renegociação feita em 2018 por Bruno de Carvalho. Curiosamente, o Novo Banco, à data com o Fundo de Resolução a controlar muitas das operações, não chegou a acordo. Mas o BCP sim – e decidiu vender milhões por tostões.
Ora, quando a decisão foi inicialmente anunciada, a venda dos VMOC gerou alguma estupefação. No entanto, desenvolvimentos recentes tornaram este negócio ainda mais incompreensível.
John Textor, investidor americano que tem tentado investir em diferentes SADs do futebol nacional, declarou publicamente que, pouco antes do anúncio de Frederico Varandas, tentou abordar os bancos com uma oferta de 150 milhões de euros para reaver as VMOC. O americano declarou ainda que, dadas as eleições prestes a acontecer, o clube rejeitou cabalmente encontrar-se com ele.
Olhando para trás, com a informação da tentativa de investimento de John Textor, levanta uma questão fundamental: Porque é que um banco, que é tão rápido a executar clientes comuns mal estes se atrasem com qualquer pagamento, aceitaria revender os VMOCs ao Sporting com um desconto tão grande – sobretudo tendo propostas superiores em cima da mesa?
Convém lembrar que, durante este período de tempo, o Sporting continuou a investir robustamente no plantel da equipa principal.
O certo é que, de um euro por ação, chegamos, uma década mais tarde, a 17 cêntimos, um desconto de mais de 80%. No total, o calote foi de mais de 100 milhões de euros. Há que perguntar aos acionistas do BCP como é que nunca questionaram a administração do banco sobre esta transação quando tinham uma proposta bem melhor. Mas, até existir uma explicação mais aceitável, o favorecimento sistemático da banca ao Sporting aparenta não passar de uma série de perdões imperdoáveis."

O coração mole do Nariz de Ferro


"Caju foi um jogador extraordinário - tão extraordinário que viveu entre Pelé, Tostão, Chico Buarque, Bob Marley e Salvador Dalí

O cognome ficava-lhe a matar. Na verdade, o nariz de Caju parecia um ferro de engomar. Nasceu pobre como Job e viria a ter a sua recompensa por nunca ter blasfemado em queixas contra o Senhor. Desde garoto que foi crente. Fedelho inquieto da favela da Cachoeira, em Botafogo, no Rio de Janeiro, onde nasceu no maldito dia 16 de junho de 1949. Pelo menos o pai, mestre de obras, achou o diabo do dia tão maldito que saiu de casa para nunca mais voltar, deixando-o sozinho com a mãe e a irmã. Dormia quase todas as noites em casa de um amigo, Fred, que começara a dar uns pontapés no Flamengo. Fred gostava de Paulo Cézar, o pai de Fred gostava de Paulo Cézar, a mãe de Fred gostava de Paulo Cézar e Paulo Cézar gostava de família de Fred. A mãe de Paulo Cézar nunca tinha dinheiro para feijão com arroz: lá em casa, a janta era ou feijão ou arroz, nunca os dois juntos. Fred tinha 11 anos, mais um do que Paulo Cézar, e pediu ao pai: «Paiê! Adota ele!» Foi adotado. A sua vida mudou para sempre.
O pai de Fred era treinador de futebol e aceitou o cargo de seleccionador das Honduras. Uma vez, quando estava no aeroporto de San Salvador, à espera de um avião para Tegucigalpa, um brasileiro curioso perguntou-me: «Para onde cê vai?» e Eu. «Tegucigalpa». Haviam de ter visto o ar horrorizado do hoem: «Tegucigaupa???!!! Cê vai deliberadamentchi pra Tegucigaupa???!!!». Fui. E muito antes de mim, Paulo Cézar, que tinha o apelido de Lima mas ficou com a alcunha de Caju, também esteve deliberadamente em Tegucigalpa e jogou futebol por lá. Futebol do bom. Paulo Cézar foi um dos melhores de todos os tempos e ponto final. Tornou-se, mais tarde, um bêbado incorrigível, um pinguço de cair com a cara na sarjeta. Mas nunca enquanto jogou futebol. Mantinha acesa na memória a frase que o pai adotivo lhe ensinou: «Ele nos dizia que o dinheiro ia embora com cigarro, farra e mulheres. Fiquei no meu pedaço, tranquilão, jogando a minha bolinha e me mantive fora de sarilhos».
Livrou-se de sarilhos e teve uma vida boa. Recusou a naturalização hondurenha porque queria ser campeão do mundo pelo Brasil e foi-o na melhor selecção de todos os tempos: a do Mundial de 70, no México. Jogou no Flamengo, no Fluminense, no Botafogo, no Vasco da Gama, no Grêmio, no Corinthians e no Marselha, lá da França. Tinha dinheiro como carraça em cão vadio. E gostava e encher aa boca cm aquilo que comprava: «Trouxe o surf, dos Estados Unidos. Tinha um apartamento no Leblon, em 70, importei uma Fiat Spider 174, abóbora e preta, da Itália, tirava onda pelas ruas do bairro e também colecionava quadros de Portinari, Picasso, Monet, Renoir, van Gogh e Salvador Dali». Não, Paulo Cézar não era nenhum pacóvio. Dos Estados Unidos, onde esteve numa longa digressão com a seleção brasileira, trouxe também o cabelo tingido de ruivo, como os Black Panthers, apologistas do poder negro. Foi por causa do raio do cabelo avermelhado que começaram a chamar-lhe Caju.
Paulo Cézar Caju adorava música. Era amigo de toda a gente que compusesse um samba, uma bossa nova ou um reggae e por isso não admira que apareça em fotos aos molhos acompanhado por Chico Buarque ou Bob Marley, que gostavam por seu lado tanto de bola como ele de balançar a anca na praceta. «Eu não era ‘negro sim senhor’. Era negro de bom gosto, barriga barra de chocolate, calça boca de sino, black power». Isto foi antes de se dedicar furiosamente, durante quinze anos, ao álcool e à cocaína. Também foi craque nisso. Tal e qual como tinha sido no futebol. Ou até melhor ainda, de tal forma se desgraçou perante toda a família e amigos que já não podiam nem vê-lo. Mas Paulo Cézar tinha um nariz de ferro e um coração mole. Por causa de uma paixão shakesperiana, abandonou os vícios e nem mais uma cachacinha emborcou na hora do cérebro começar a ficar embaciado.
Se foi em França que se ligou aos maus vícios, querendo passar por um monsieur de sociedade bebedor de champanhe ao pequeno-almoço, viu dois autores brasileiros, Roberto Corrêa e Jon Lemos, encaixarem-no de vez na história da Música Popular Brasileira. Cantava o Trio Maravilha:
«Faltavam só cinco minutos pra terminar o jogo
E o adversário fazia uma tremenda pressão
Sofria como um louco com o rádio colado ao pé do ouvido
Mas a nossa defesa é segura, é mesmo de seleção
Meu time bem armado, tranquilo, era final, era uma decisão
Até que o juíz apitou falta a favor do ‘mengão’
Paulo César prepara o seu chute fatal
Na barreira confusão é geral 
Atenção (thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou/É gol...
Que felicidade!
gol o meu time é alegria da cidade...».
Agradeçam tanta alegria ao Nariz de Ferro..."

26 de Outubro


Vermelhão: Magia... e uns pozinhos de sofrimento!!!

Benfica 4 - 3 Juventus


Foram 75 minutos mágicos, do melhor futebol jogado na nova Luz, por uma equipa do Benfica, com um 4-1 contra a Juventus, como prova... e que até podia ter sido 'maior'! Só o Rafa, tem dois desperdícios incríveis, aliás, o fim da magia, começou naquele desvio de aba levantada do nosso Speddy Silva!!! E se os minutos de sofrimento final foram totalmente desnecessários, acredito que para um 'independente', esta partida, foi um jogão!!!


Com o empate a ser suficiente, voltámos a jogar para ganhar... Voltámos a pressionar, voltámos a procurar a felicidade, voltámos a montar a nossa equipa, às nossas 'necessidades' e deixamos para o adversário as adaptações!!!

E sim, a Juventus tem vários lesionados... mas os aptos, seriam provavelmente um dos melhores plantéis que o Tugão alguma vez viu!!!

Não fomos perfeitos, por exemplo na 1.ª parte, deixámos em algumas ocasiões, os nossos 2 centrais, 'sozinhos' para 3 adversários!!! Os laterais tiveram que mudar o posicionamento, e começaram a jogar em zonas mais interiores... A pressão alta do Tino e do Enzo, muitas vezes, 'destapa' a zona central.

Mas não complicámos a 1.ª fase de construção, e o adversário tentou condicionar a nossa saída de bola, com muitos jogadores! Fizemos bem, as mudanças de flanco, para 'balançar' a defesa contrária... Como é habitual fomos tímidos no remate, com algumas combinações demasiadas elaboradas, que pediam mais objetividade... mas voltámos a marcar na sequência de um Canto (curto, mas foi um Canto), e se em igualdade não conseguimos muitas transições rápidas, em vantagem fomos muito eficazes, até ao 4-1, mas depois...!!!!

Agora é fácil, mas o Roger devia ter mexido mais cedo na equipa... Mas se Gilberto 'facilmente' entra para o lugar do Bah, no meio-campo é mais complicado! Jogar com Tino, Enzo e Aursnes a titular cria um problema: ficamos sem ninguém para os substituir...!!! E como o Roger, não é treinador de adaptar Centrais a Trincos, ou de 'meter' 3 Centrais para defender resultados, temos que 'defender' resultados com bola... e quando isso não acontecer, vamos ter problemas!

Rafa, Aursnes, João Mário, Enzo, Tino, Tó Silva, Grimaldo muitíssimo bem... Curiosamente, hoje, o Nico principalmente na 1.ª parte, 'falhou' alguns duelos, nada habitual... O Ody quase não teve trabalho!!! O Gonçalo fez um trabalho de grande sacrifício, muita pressão e muitas 'linhas' abertas para os companheiros... O Bah levou algum tempo a encaixar no Kostic, mas acabou por perceber como condicionar o Sérvio... mas com a entrada do Iling o cansaço foi evidente!

Estamos nos Oitavos, e vamos a Israel 'lutar' pelo 1.º lugar! Com o Maccabi e a Juventus a lutar pela Liga Europa, o jogo não será fácil, ainda por cima sem o Enzo, castigado.
E se a diferença entre o 1.º lugar e o 2.º lugar no Sorteio dos Oitavos, é 'grande' (apesar de com o Benfica, a nossa 'sorte' é sempre madrasta nas 'bolinhas'!), a verdade é que nota-se alguns jogadores cansados... tendo assim o Roger a possibilidade de fazer alguma gestão, nas próximas partidas, dando prioridade ao Tugão nestas 5 jogos que faltam, antes do Mundial!!!


Uma nota final sobre mais um grande ambiente na Luz! Ainda esta semana, falei com um casal de Americanos, conhecedores do 'nosso' Futebol, que foram ao Dragay ver o Clássico, com eles a contarem-me algumas histórias da aventura, e da perplexidade com o estilo de jogo do Tugão: as faltas, as simulações, as confusões, os Amarelos, os assobios, o ódio, a presença de elementos claramente ligados ao crime, facilmente visíveis em redor do estádio, etc...!!! E apesar de não terem planeado, tentei convence-los a ir hoje à Luz, ver o Benfica, na Champions, contra a Juventus. E expliquei-lhes, que o ambiente seria completamente diferente, nas bancadas... e no relvado, a atitude dos jogadores, das duas equipas seria totalmente oposto ao que eles assistiram no Porto!!! Não fiquei com o contato deles, mas se eles conseguiram arranjar bilhetes, tenho a certeza que eles neste momento estão a agradecer o momento em que seguiram o meu conselho!!!

Nos últimos temos tido alguns grandes ambientes em jogos Europeus, mas noutros nem por isso... A grande diferença, é que este ano, os Benfiquistas 'acreditam' na equipa, pois jogamos nos olhos, seja quem for o adversário!!!



Vitória na Eslováquia...

Presov 25 - 29 Benfica
(9-15)

Fim desta 'digressão' internacional com uma vitória na estreia da EHF European League, contra um adversário que em condições normais, seria acessível, mas com as lesões e as viagens, podia-se tornar perigoso, mas acabámos por 'facilitar' a nossa tarefa, vencendo de forma clara... A margem relativamente curta, pode enganar, já que a poucos minutos do fim, tínhamos o dobro da vantagem...

Importante não dar abébias, pois o nosso grupo não é nada fácil...

Derrota...

Benfica 78 - 97 Manresa
26-32, 23-26, 16-18, 13-21

Os Espanhóis, são melhores, ponto. Só um alinhamento estelar raro, com um exibição de superação do nosso lado, poderia contrariar a lógica, e hoje, cometemos alguns erros desnecessários, portanto o resultado acaba por ser normal... se calhar um pouco largo, mas justo!

Agora, estamos na luta pelo 2.º lugar... que poderá dar a qualificação!


Eliminados...

Benfica 2 - 3 Juventus


Segunda parte desastrosa, depois de uma excelente vantagem de 2-0, voltámos a 'conseguir' perder no Seixal, e dizer adeus à Youth League! Numa época, onde tudo aconteceu, mas onde cometemos demasiados erros...
Os plantéis da formação, são são todos iguais, e só porque ganhámos o ano passado, não éramos 'mais' favoritos este ano, mas mesmo assim, devíamos e podiamos ter feito mais...

O FC Porto - Benfica, os maus exemplos e uma malandrice em Chaves

Terceiro Anel: Antevisão...

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #7 - O Maracanazo

Estórias...!!!

Os limites do mau perder

Vasco Mendonça, in A Bola

Grande Zé Manel. 💖

Liga da Farsa, in Facebook

25 de Outubro


terça-feira, 25 de outubro de 2022

Terça-feira europeia



"Quatro palcos europeus, a mesma ambição: lutar por vitórias e honrar a camisola e o emblema do Benfica. Este é o tema da News Benfica.

1
No dia do 19.º aniversário do Estádio da Luz, confronto europeu com a Juventus (20h00) e a possibilidade de apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Roger Schmidt resumiu a abordagem benfiquista ao jogo: "Vamos tentar vencer, jogar bom futebol e vamos dar tudo."
O nosso treinador lembra que, "em Turim, o desafio foi difícil, sobretudo no início, mas depois entrámos no nosso ritmo e fizemos um bom jogo", e perspetiva a partida desta noite: "É outro jogo. A Juventus é uma grande equipa, com jogadores extraordinários e um treinador experiente. Temos de estar no nosso melhor nível para passar para a fase a eliminar, porque eles também querem passar. O grupo é difícil, dissemos isso à partida, e não caímos no erro de subestimar ninguém."
O apoio dos Benfiquistas é importante para a equipa: "Temos de acreditar em nós, ser corajosos e usar a vantagem de jogar em casa. Os nossos adeptos vão apoiar-nos, como sempre, e queremos deixá-los felizes." Uma ideia também vincada por Odysseas: "Jogamos em casa, é sempre uma grande atmosfera e estou contente por jogar com o Estádio da Luz cheio. Os adeptos são o 12.º jogador em campo."
Veja as conferências de imprensa de Roger Schmidt e Odysseas no Site Oficial.

2
A anteceder a partida com a Juventus há Liga de Campeões de basquetebol na Luz. A bola ao ar é às 17h30 e o adversário é o Baxi Manresa, de Espanha, colíder do grupo e finalista da edição da prova na temporada passada.
Norberto Alves elogia o adversário e realça a ambição da equipa em alcançar mais uma vitória: "Será um jogo que vai obrigar-nos a jogar ao nosso melhor nível, mas acreditamos que podemos vencer. É importante ter o pavilhão cheio, penso que os rapazes merecem. Ser do Benfica também é sonhar, sonhamos em ganhar e vamos fazer tudo para o conseguir."

3
A defesa do título da EHF European League de andebol começa hoje. A nossa equipa desloca-se à Eslováquia para defrontar o Tatran Presov (19h45) num embate englobado na primeira jornada da fase de grupos.
Chema Rodríguez considera o jogo "muito complicado", até pelo desgaste provocado pela recente participação na IHF Super Globo: "Devido às viagens, não teremos tempo para treinar ou descansar. Será o quinto jogo em sete dias, há que tentar recuperar os jogadores e dar tudo."

4
Os Sub-19 de futebol querem disputar as rondas a eliminar da UEFA Youth League e para tal é determinante vencer a Juventus no Benfica Campus (15h00). O treinador Luís Araújo assegura que a equipa só pensa em vencer: "Estamos confiantes, sabemos que temos de jogar para ganhar e temos de nos superiorizar ao adversário. Estamos focados nisso."

5
Marque já na agenda para amanhã: a 2.ª mão da ronda 3 de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões de voleibol joga-se na Luz (20h00). No primeiro jogo a nossa equipa venceu o Levoranta Sastamala por 1-3. Nota ainda para o início, também quarta-feira (15h00), na Roménia, da Ronda Principal da UEFA Champions League de futsal, a qual dá acesso à Ronda de Elite. Os adversários são Haladás, Uragan e United Galati."

Meio caminho andado


"1. O presidente da Federação Portuguesa de Judo parece não estar no seu juízo perfeito. 'A guerra é com a Telma, e não me demito'. Telma Monteiro, 'a Telma', é só a figura maior de todos os tempos do judo português, e o presidente da FPJ declarou-lhe guerra nos jornais. Como é possível? Será que gosta de aparecer?

2. 'O Benfica é um clube enorme. Fiquei surpreendido com a dimensão do Benfica. O estádio está sempre a ferver com 65 mil adeptos'. São palavras de Julien Draxler. Diz que o Benfica é um enorme, e tem tazão.

3. Diz também o jogador alemão que o estádio está sempre cheio de adeptos fervorosos. È verdade tem estado ao rubro a Luz. Que se mantenha vibrante este pacto entre os adeptos e a equipa de futebol ou entre a equipa de futebol e os adeptos. Uma união assim é meio caminho andado.

4. O Benfica segue em frente na Taça de Portugal depois de 120 minutos de jogo nas Caldas da Rainha contra um adversário de um escalão inferior que só foi inferior ao Benfica naqueles momentos precisos da decisão de tiros de penálti. Foi pouco para o Benfica e foi muito para o Caldas.

5. No calendário da Taça segue-se agora uma visita ao Estoril que vai exigir ao Benfica muito Benfica. Roger Schmidt mostrou-se impressionado com os números nada lisonjeiros que o Benfica apresenta nos últimos 25 anos da competição. Apenas três troféus conquistados. Como foi possível? A verdade é que foi. Contra todas as superioridades e inferioridades tem o Benfica de se concentrar de vez na Taça de Portugal. O foco é meio caminho andado. Queremos muito o 28.º.

6. Por falar em inferioridades, o presidente do FCP produziu nesta semana mais um pequeno circo de pulgas ideológicas. Sim, as pulgas é que são ideológicas, o circo é apenas pequeno. 'Um dos sinais mais relevantes para confirmar a boa situação em que nos encontrarmos é o ódio que a imprensa de Lisboa continua a dedicar-nos', disse o dirigente que ambiciona unir o país. Sobre o ódio, enfim, nem nos vamos meter nisso. No que respeita à parte da 'boa situação em que nos encontrarmos' não foi claro o presidente do FCP porque ficamos sem saber se se refere a si próprio e à sua boa situação ou se, pelo contrário, se refere à boa situação do clube de que é presidente. Lendo nesta semana o que se leu sobre as declarações do hacker Rui Pinto em tribunal, é legítimo concluir que o presidente do FCP estrava a referir-se a si mesmo e à boa situação em que se encontra.

7. Que Benfica esperamos no Dragão? Unido e focado é meio caminho andado."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Caldas


"O mundo benfiquista ia desabando (momentaneamente) com o que seria uma inaceitável eliminação prematura da Taça de Portugal frente a um clube do terceiro escalão nacional. Seja em que circunstâncias for, tal nunca poderá voltar a acontecer. Já chegou o Gondomar em tempos péssimos para o nosso Benfica, nem sequer comparáveis, para muito pior, aos que vivemos.
Entendo e aceito os elogios à equipa do Caldas, embora sejam repletos de indisfarçável paternalismo. Não há milagres: aquele jogo só foi possível porque, na cabeça de todos, excepto entre o nosso adversário, estava ganho de goleada pelo Benfica antes mesmo de ter começado, não obstante ser sobejamente conhecido que várias das vitórias benfiquistas frente a clubes do terceiro escalão nesta eliminatória em muitas das últimas 10/15 temporadas foram surpreendentemente apertadas.
Não embarco, no entanto, em se apontar o dedo à nossa equipa nem retiro da exibição qualquer ilação sobre o remanescente da temporada. Quem quer que acompanhe o desporto sabe quão comuns são desempenhos destes em jogos com estas características. E nem sequer é preciso estar muito atento, bastando constatar o desfecho desta eliminatória: oito clubes da primeira divisão, incluindo o Sporting, já estão fora da Taça, todos derrotados por clubes bem menores no presente, futebolisticamente falando.
Ainda sobre este jogo e no que respeita ao Benfica, além da passagem difícil e do excelente golo de Musa e do acerto nas grandes penalidades, de nada mais se falou além do lance infeliz de António Silva. A este propósito, há que protestar veementemente em relação à forma indigna como alguns meios de comunicação social trataram o episódio, quase rejubilando com o desacerto ocasional da mais recente extraordinária pérola do Seixal.
Na língua portuguesa há muito que foi cunhada uma expressão que caracteriza na perfeição o que motiva tais atitudes, é a “dor de cotovelo”. Lembro-me bem do que alguns disseram sobre Rúben Dias após uma infelicidade num jogo com o B SAD na Luz e veja-se o que fazem hoje esses críticos mal-intencionados: falam de António Silva enquanto podem, mas calam-se sobre Rúben Dias. Enfim, o esperado.

P.S.: Vamos ganhar no Dragão!"

João Tomaz, in O Benfica

O peso de uma notícia


"Trabalho há mais de 20 anos em jornalismo. Já escrevi sobre a maior parte dos temas e para as várias secções de jornais e revistas em Portugal. Felizmente, nos últimos anos, tenho dedicado o meu espaço profissional ao tema das viagens e do turismo. E ainda bem, porque há áreas para as quais não teria estômago para escrever. Politica seria uma delas, porque implica um relacionamento próximo com algumas pessoas que não admiro; Economia seria outra, porque sei muito pouco sobre o assunto e, sinceramente, não tenho grande interesse no tema; Deporto seria uma possibilidade - e até já o fiz no passado -, mas já não o faço. Prefiro manter bem vivo o amor pelo meu clube nas páginas deste prestigiado jornal, e agradeço-vos.
Apesar de todas estas considerações, não perdi nunca a capacidade de perceber o que é uma boa história, o que é notícia e aquilo que tem relevância informativa. Tenho pena de que em jornais como O Jogo ou o Jornal de Noticias isso se tenha perdido. A forma como (não) está a ser acompanhado o 'Caso dos E-mails' é lamentável e um sinal muito grave daquilo de que já se desconfiava há décadas - não se pode morder a mão do dono. Se houver uns míseros depoimentos que possam pôr em causa o Sport Lisboa e Benfica, muito bem, há notícias e destaques nesses meios de comunicação. Se, como tem sido normal quase todos os dias, o caso importunar a estrutura do FC Porto e seus companheiros de estrada, até se ouvem os grulos numa tarde de verão. Já nem incluo aqui o Porto Canal, de tão óbvia - e já demonstrada em tribunal - a influência da direcção do clube nessa estação de televisão que mais parece um apeadeiro onde se beija a mão do padrinho.
É sinal dos tempos. Hoje, a maioria da comunicação social perdeu a capacidade de informar, tendo alguns meios de transformado em agências de comunicação ao serviço de clientes específicos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Passar no teste para não ir a recurso


"Hoje é um dia marcante na época desportiva do Benfica. Depois de jogos europeus na Dinamarca e na Ucrânia, em Turim e em Paris, nove jornadas da Liga realizadas, nesta sexta-feira o Benfica terá, finalmente, o primeiro teste a sério. Agora é que é! Messi! Neymar! Mbappé, Milik e Vlahovic são bons atacantes, mas a verdade é que nenhum deles fez mais golos ao Glorioso do que Gonçalo Barreiras, médio do Caldas. Portanto, depois de um arranque muito simpático, onde os adversários estiveram sempre aquém do esperado (porque estavam em campo cheios de sono, nunca por mérito do Benfica), a visita ao Dragão será o primeiro verdadeiro obstáculo para Roger Schmidt.
Tal como pedia a universidade, para este teste é importante que a equipa técnica adopte uma estratégia diferente daquela que eu costumava utilizar: não basta estudar na véspera. Até porque não estamos a falar de duelos com o PSG - esses, sim, de preparação muito fácil, onde uma breve leitura dos apontamentos da Catarina antes de entrar para a sala é mais do que suficiente. Preparar uma visita ao lugar que herdou os genes do Estádio das Antas requer a mesma dedicação e empenho que a elaboração de uma tese exige. É preciso saber que há um Abel com mais história no futebol português do que o treinador do Palmeiras, juntar uns tapetes ao cesto dos equipamentos para o caso de os jogadores terem de se vestir no corredor ou juntar um pack de tacos ao cesto das bolas na eventualidade de se trocar o jogo de futebol por um jogo de golfe. Não há dúvida: para ganharmos o clássico, temos de ter a lição bem estudada e, depois, chegar lá e jogar para o 20. Até porque o João Mário está em grande forma."

Pedro Soares, in O Benfica

A (in)sustentável dureza do erro


"É um mal entranhado, encostado, disseminado e, neste novo tempo, infinitamente sangrado pela veracidade das redes socias, mas também pela mediatização das palavras dos sábios, todo-poderoso, de microfone na lapela, os ditos 'especialistas da especialidade' a quem é oferecido espaço de antena para 'picar carne'. No desporto em particular, como na sociedade em geral, a excessiva, desregulada e cada vez mais fácil penalização do erro é um exercício sem boas intenções, que só deprecia, amarrota, envergonha e enxovalha, no cumprimento de uma estratégica que, pelo potencial de reações desencadeáveis, reserva palco inter pares.
O maldizer é um automatismo que acende holofotes, cá outro lá. Em Inglaterra, um dos melhores e mais versáteis futebolistas do mundo na actualidade, João Cancelo esteve envolvido no lance que acabou por conduzir o Liverpool à vitória sobre o 'seu' Manchester City na mais recente jornada da Premier League e viu-se fustigado por críticas que, muito acima de um sempre bem-vindo plano de análise racional, são mais agressões verbais e escritas do que outra coisa.
Olhe-se para a falha ou para o (eventual) erro e, apenas 'porque sim', castiga-se, pune-se, agride-se, subtrai-se o valor, faz-se uma terraplanagem. No futebol, como noutros desportos, em qualquer abordagem, por mais vertiginosa que seja, há o momento de decisão e o da execução, por muito ténue que seja a linha que os separa. Uma decisão acertada pode ser traída por uma execução defeituosa, da mesma forma que uma decisão errada pode ser salva por uma execução perfeita. Entre os melhores é recorrente pensar-se bem, mas, por qualquer motivo ou imprevisto, por vezes comcretizar-se mal. Acontece, faz parte da existência.
Os fortes e indiferentes às demais vergastadas resistem, levantam-se e seguem o seu caminho, os vulneráveis toldam-se e, involuntariamente, instigam as 'estrelas' que substituem alimentado-se do 'está mal' ou do 'é fraco', para logo voltarem à carga com o 'ele não sabe o que faz' ou 'ele não serve para este nível'. Mas regra geral, esse cáusticos de juízos previsíveis estão invariavelmente disponíveis para um posterior 'mortal à retaguarda' sob a forma de retratação pública quando o 'desanexado' flutuar nos píncaros ou tornar à ribalta. Nada de novo para quem, como Cancelo, subiu e sobre a pulso, não é verdade?"

João Sanches, in O Benfica