Últimas indefectivações

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

É oficial: VAR está em crise!

"Os últimos dias vieram confirmar aquilo que já desconfiava há algum tempo: o VAR, sendo um fabuloso instrumento de auxílio à verdade desportiva, terá sempre vida difícil nos insondáveis caminhos do futebol português. A Liga está a entrar na fase decisiva e este deveria ser o momento ideal para o Conselho de Arbitragem e o seu presidente fazerem um ponto de ordem. Estará Fontelas Gomes em condições de resistir a outra jornada destas? Os problemas de Vítor Pereira, à frente do CA, começaram por muito menos.
Que explicação pode existir para o ‘apagão’ de João Capela em Tondela? Não ver a falta violenta de William, esquecer-se de olhar para o relógio e não sancionar o strip tease de Coates é muita coisa junta. E de que forma alguém conseguirá justificar a validação do primeiro golo do FC Porto no Estoril – logo numa bola parada, que facilita a análise a quem tem de ajuizar? Se o assistente de Vasco Santos ainda poderia ter direito a uma distracção momentânea, já o VAR estava obrigado a fazer muito melhor.
O vídeo-árbitro de serviço ontem era Luís Ferreira, que há 10 dias, em Alvalade, teve erros gravíssimos no Sporting-Feirense (a penalizar os leões). Foi também ele que, como VAR, não conseguiu ver dois penáltis no FC Porto-Belenenses em prejuízo dos lisboetas. Não será demais?"

A incompetência tem de ter limites

"Certamente, o FC Porto resolveria sempre o jogo e nunca iria precisar de muito tempo para o conseguir, tal a superioridade demonstrada desde o primeiro minuto desta segunda parte de tão estranho jogo e tal a maneira inútil e assustada como o Estoril quis defender a escassa vantagem. Porém, é de todo incompreensível como o árbitro, o seu (des)auxiliar e o videoárbitro conseguiram estar unidos naquela ridícula negação da evidência de um triplo fora de jogo no primeiro golo portista.
Depois daquele interminável tempo extra oferecido por João Capela ao Sporting, esta desastrada decisão, no Estoril, do portuense Vasco Santos. Só falta, na próxima jornada, um árbitro marcar um golo de cabeça a favor do Benfica para a arbitragem fazer o pleno do favor aos três grandes clubes nacionais. E teme-se que, com o aproximar do final do campeonato, esta tendência se torne (se possível) ainda mais marcante, sobretudo se se mantiver a filosofia da escolha dos árbitros menos capazes e se a incompetência continuar a não ter limites.
A verdade é que os factos recentes parecem dar razão à tese do presidente do Tondela, que admitia que seria melhor, no futuro, haver dois campeonatos, um para os que aspiram a ser campeões e outro para os restantes.
A situação é grave e o ensurdecedor silêncio das autoridades da arbitragem nacional só tornam o momento mais propício à especulação.
Voltemos, no entanto, ao princípio, para que fique claro. O FC Porto não foi beneficiado, foi prejudicado. Ficou uma sombra inadmissível sobre o que seria sempre uma vitória óbvia de um elogiável espírito e alma de campeão."

Vítor Serpa, in A Bola

Dois países

"Foi há 20 anos a minha primeira saída para o terreno. Ia com um objectivo: acompanhar um repórter sénior e perceber o dia a dia de um jornalista no exterior. Tive aí o primeiro choque de realidade que nenhuma universidade ensina: ao perceberem que éramos jornalistas, um grupo de adeptos dirigiu-nos um sem-fim de injúrias, ali entre a sala de imprensa e a entrada principal do Estádio da Luz. Motivo: os jornais tinham noticiado a falta de pagamento do passe de Karel Poborsky ao Manchester United e mais algumas imprecisões de João Vale e Azevedo, o presidente que ganhara as eleições, meses antes, com um discurso populista e apontando o FC Porto como inimigo.
Não demorei muito tempo a perceber a idiossincrasia do futebol português: para combater a promoção do ódio feita por Pinto da Costa (o mais instigador de que me recordo), a resposta tinha de ser proporcional por parte dos clubes de Lisboa. Uma contramentalidade. Foram incontáveis as vezes que ouvi isto da boca de altos responsáveis do Benfica e do Sporting: «Se eles fazem isto, nós também». «Isto» era maltratar jornalistas. Podia elencar uma série de incidentes que testemunhei e aos quais não atribuí muita importância pelo facto de a violência ter-se tornado coisa tão normal no futebol quanto um golo. Como por exemplo das vezes em que Luís Filipe Vieira ofendeu repórteres só porque lhes queríamos fazer perguntas.
Não me surpreende o aparecimento do fenómeno Bruno de Carvalho e os seus cães de fila: ele não é a origem, é uma consequência. E também compreendo a condenação geral ao presidente do Sporting: porque o Portugal de 2018 já não obedece ao «fatalismo muçulmano» de que falava Eça, de «nada a desejar e nada a recear». Um primeiro-ministro já foi detido e o maior banqueiro também. O país está a mudar. Mas só o país que não respira futebol. É pena. Rezemos para que o outro acorde par ao novo século."

Fernando Urbano, in A Bola

PS: Extraordinária a incapacidade de falar do presidente do Sporting, sem fazer falsas equivalências com o Benfica!

Não se tem tempo para elencar 'incidentes', sem importância, mas depois lá se identifica o presidente do Benfica, que muito provavelmente usou algumas expressões 'populares' à frente de jornalistas, mas seguramente de grau muito inferior às que são usadas pelos próprios jornalistas, sobre o presidente do Benfica...

Capela: bitola do incrível

"Muito mérito alargou avançou para 5 pontos. Estoril: inércia/descalabro como já não se usa! Árbitros/VAR regridem! E Capela... que 'avaria'!!!

Avanço de 5 pontos é muito diferente de apenas 2. Foi esse o grande pulo que o FC Porto ontem deu para o título. Entrando com tudo na tal 2.ª parte atrasada em um mês, num ápice deu a volta ao 1-0. Evidente o mérito portista. Levaria tudo à frente, mesmo sem ajuda no 1.º golo em flagrante(s) fora(s) de jogo. Porque acutilância e peso dos ataques portistas são habituais, nada surpreendente. Tal como não o foi a tremenda fragilidade da defesa do Estoril. Vira-se poucos dias antes, perante o Belenenses; e, ontem, com outros jogadores e esquema de 3 centrais, evoluiu para... calamidade! Poderiam ter sido 6 ou 7 golos em 45 minutos, apesar de o FC Porto ter desacelerado ao 3.º (20 minutos bastaram). Futebolistas = equipa tão inertes e incompetentes como ontem, já não se usa na I Liga! Exactamente como o treinador disse: «Meteu dó!»
Problema portista: precioso Alex Telles fora de combate. Por quanto tempo, eis magna questão.

Arbitragem. Vida está muito difícil. Para os árbitros e para as equipas que sofrem com os seus erros. Sempre compreendi, e compreendo, a extrema dificuldade de juízes tendo de assumir decisões, amiúde cruciais, em qualquer tipo de jogo - e, no caso de futebol, sob cerradíssimo escrutínio público, por regra gravemente ferido de cega clubite provocadora de desonestidade intelectual.
Pensei - ou melhor: muito desejei - que, nesta temporada, houvesse notória melhoria no nível das arbitragens, até pela chegada do VAR (importantíssima!). Fico a léguas de ser exaustivo, talvez nem sequer seja mediano, no registo de boas e más decisões, muito menos clube a clube, ao longo de uma época. Quanto ao VAR, meio ano decorrido, creio que o seu balanço andará por 50% para cada lado: as intervenções preciosamente positivas e os erros, muitos por incompreensível omissão. Devemos entender tratar-se da 1.ª época e suscitando dúvidas sobre aplicação do chamado protocolo. O que não entendo: nos últimos tempos, quando se esperava que os árbitros, no campo e no VAR, assentassem ideias, verifica-se o oposto: tendência para mais erros (crassos). Curioso: de uma semana para outra, Sporting muito prejudicado (frente ao Feirense, limpíssimo golo de Doumbia - evitaria intenso sofrimento até quase ao final - anulado por intervenção do VAR!; confirmação de que árbitro medíocre não passa a bom ao dispor de n câmaras de vídeo...) e Sporting beneficiadíssimo pelo descontrolo (absurdo, incrível!) do árbitro em Tondela. Ontem, no Estoril, no 1.º golo, árbitro auxiliar, árbitro principal e árbitro no VAR não viram fora de jogo de 3 jogadores, interferindo na acção/reacção do guarda-redes! Outro exemplo de... por que falha o VAR onde é tão simples? E, no mesmo jogo, atitude do estorilista Vítor Andrade não punida com drástica consequência: expulsão.

João Capela. Quando se estatela, atinge bitola de incrível. Bom árbitro implica controlo/estabilidade emocional - exactamente o que Capela parece não ter. Daí, como exemplo, a muita razão do Sporting num jogo com o Benfica (salvo erro), do FC Porto, em Chaves (na época passada), do Tondela agora. Errar julgamentos no sim ou não a penalties, foras de jogo, expulsões acontece aos melhores - fazê-lo com demasia frequência é para os piores (e, quando ultrapassam todos os limites - como o árbitro que levou ao colo a Coreia do Sul no Mundial de 2002 e o outro que, na Champions, sonegou 4/5 penalties ao Chelsea frente ao Barcelona -, imperioso é obrigá-los a mudar de profissão).
Espatifanço como o do árbitro no Tondela-Sporting é que eu nunca vira! Anunciou mais 4 minutos por tempo perdido (correcto), nadinha de especial ocorreu nesse período até à lesão de Bruno Monteiro - duríssima entrada de William, para a qual cartão amarelo seria o mínimo... e nem falta foi assinalada! Faltavam 20 segundos para o termo dos tais 4 minutos. Portanto, só esse tempo deveria o jogo ter depois de recomeço. Claríssimo! O árbitro, vá lá saber-se porquê, acrescentou quase 2 minutos!
Que raio atingiu discernimento de João Capela?! Só apagão vindo do descontrolo emocional pode ter sido. O mesmo que o levou a não punir Coates com cartão amarelo após despir camisola nos naturalíssimos festejos e em trono nu percorrer metade do campo... Árbitros auxiliares e 4.ª árbitro também apagados? Chama-se arte de complicadex...!!!"

Santos Neves, in A Bola

PS: Alguns 'tiques':
- O Sporting, não foi prejudicado com o Feirense, ponto! A falta existiu, Luís Ferreira erradamente não marcou... É verdade que o protocolo do VAR não permitia a revisão deste tipo de casos, mas o potencial golo, nasceu mesmo, de uma falta...! Além disso como é que o Sporting foi prejudicadíssimo, se acabou por ganhar o jogo?!
- Sim, o Capela ficou 'famoso' num Benfica - Sporting, na qual os Lagartos choraram por 5 penalty's, sendo que só num tinham razão...!!! (e onde o Benfica venceu por 2-0, com dois golos monumentais!). Mas o Capela também deveria ter ficado 'famoso' quando expulsou o Cardozo na Luz, num Benfica - Sporting, por ter dado um murro na relva...!!!
Chama-se a isto, memória selectiva...!!!

Emoção a rodos

"Quem segue esta coluna sabe que o autor admira o espírito guerreiro desta equipa do FC Porto, torce para que Sérgio Conceição afirme todo o seu potencial como técnico; e acha natural que um plantel feito de retalhos emprestados, mas sem pressão de comissionistas, e cheio de jogadores valorosos com o orgulho ferido, possa naturalmente chegar ao título.
Porém, ver a triste figura feita pela arbitragem portuguesa, através dos seus representantes, neste jogo frenético do Estoril, é uma lástima para quem gosta de futebol. Para quem deseja que os jogos sejam ganhos com justiça. Quem celebrou a chegada do vídeo-árbitro, como grande passo para a objectivação das decisões da justiça sobre a relva.
Como é possível o vídeo-árbitro não ter dado indicação de fora-de-jogo no primeiro golo do FC Porto? Estava a dormir ou com medo? Não é possível encontrar explicações mais benignas para um técnico experimentado não descortinar o que todos viram: estavam três jogadores do FC Porto em posição irregular. Todos se movimentaram para atacar a bola. O mais próximo do primeiro poste (Soares) tentou cabecear, tendo claríssima intervenção no lance. O juízo vai ao vídeo-árbitro, que manda seguir com a validação do golo. Uma vergonha! O que vai acontecer a este árbitro que não arbitra? Irá deixar de arbitrar?
O árbitro de campo, esse, deixou jogar e jogar para além das marcas do jogo duro. Muitos lances aproximaram-se perigosamente da violência de choque do futebol americano. Sem consequências disciplinares. Esta segunda metade do jogo interrompido há três semanas teve toneladas de emoção concentrada. Uma velocidade estonteante, com excelentes momentos de execução técnica por parte do FC Porto. Está dado mais um passo largo a caminho do título. Torna-se ainda mais decisivo o próximo embate com o Sporting. Sempre com o Benfica à espreita.
Em Alvalade, mora uma equipa valorosa, dirigida por um técnico de grande qualidade e inteligência, suportados pela mais generosa massa adepta dos grandes nacionais.
Os sportinguistas são mais pacientes do que os outros. Mais fatalistas do que os outros. Mais poéticos, até, em regra. A seca de títulos nacionais vai muito longa. Todos merecem essa alegria de vencer a prova rainha. Muitos adolescentes sportinguista nunca viram o Sporting ser campeão. Não têm essa memória vivida na primeira pessoa. Será esta época? O futebol jogado diz ser ainda possível.
Conseguirá Bruno de Carvalho um ponto de equilíbrio que lhe faça chegar a bênção do silêncio pelo menos até ao jogo com o FC Porto? Jogadores e técnicos mereciam outra tranquilidade para atacarem os jogos decisivos da época."

Interdição a Estádios de futebol

"1. Quando se aplica a interdição de acesso de pessoas a um estádio de futebol?
A interdição de acesso a recintos desportivos impede a presença temporária de uma pessoa num ou mais recintos desportivos.A interdição visa combater actos violentos, racistas, xenófobos e intolerantes e assegurar que o jogo decorre com segurança e ética.Aplica-se a pena acessória de interdição após o trânsito em julgado da decisão que condena o arguido pela prática de um destes crimes:dano qualificado; participação em rixa na deslocação para ou de um evento desportivo; arremesso de objectos ou produtos; invasão da área do espectáculo; ofensa à integridade física com a colaboração de outrem.A interdição vigora entre 1 a 5 anos, se pena mais grave não lhe couber, e pode implicar a obrigação de apresentação do infractor a uma autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal (OPC) em dias e horas concretos, vulgarmente nos horários de jogo do clube do arguido.Na pendência do processo crime, se existirem fortes indícios da prática de um dos crimes identificados ou do crime de distribuição e venda de títulos de ingresso falsos ou irregulares, o juiz pode aplicar a medida de interdição e/ou proibir a aproximação do arguido do recinto nos 30 dias anteriores à realização de um jogo.

2. É possível a interdição sem processo crime?
A decisão condenatória proferida num processo contraordenacional pela prática de actos ou incitamento à violência, racismo, xenofobia e à intolerância; pela introdução ou utilização de engenhos explosivos, pirotecnia e arremesso de objectos que não constitua crime, para além de gerar coimas, pode determinar uma interdição de acesso até 2 anos.A instrução do processo compete ao Instituto Português do Desporto e Juventude, que o inicia oficiosamente com a recepção das participações dos OPC, cabendo ao IPDJ a decisão de interdição de acesso.Os clubes têm legitimidade para denunciar ao IPDJ comportamentos que possam gerar interdição de acesso, para que este inicie o respectivo processo."

O VAR conjuga-se neste pretérito perfeito

"O VAR tem verbo.
E como o VAR chega sempre depois do acontecimento ele fala no passado.
Todos os adeptos do futebol português já decoraram o verbo VAR. Sabem de cor a conjugação desse pretérito perfeito que ele é.
Se por um acaso veio aqui parar vindo de outro planeta, o verbo do VAR é assim.
Eu vi
Tu viste
Ele não viu.
Nós vimos
Vós vistes
Eles não viram.
Já o escrevi e repito: sou a favor da introdução do VAR.
Já o escrevi e repito: é óptimo para o resultado e péssimo para o jogo.
O VAR também é óptimo para os árbitros. E, ao mesmo tempo, péssimo para eles - para a parte deles que é incompetente.
Podia ser outro qualquer - não houve campo na Liga que não tivesse seu caso -, mas lembro-me, assim por exemplo, de um jogo em Alvalade de um lance numa área. O árbitro principal foi à linha lateral ver as imagens, que contrariavam o que tinha assinalado.
Eu vi
Tu viste
Nós vimos.
Vós vistes
Eles viram
(Ah) Ele não viu.
E o que era de facto uma coisa afinal foi outra.
Portanto, usa-se o verbo do VAR também quando se quer falar de competência na arbitragem nacional.
Eu não vejo
Tu não vês
Ele não vê.
Nós não vemos
Vós não vedes
Eles veem.
Presente do indicativo perene no futebol português.
Enquanto assim for, enquanto tivermos apenas dois ou três árbitros de bom nível (você está na minha opinião) a usar uma óptima ferramenta, por muito claro que possa vir a ser o protocolo, o VAR nunca passará da condição de futuro do pretérito com que foi idealizado e chegou a Portugal.
Eu veria, tu verias, ele veria…"

Bruno de Carvalho, o pequeno ditador

"Lutar contra um sistema corrupto utilizando métodos totalitários é o bê-á-bá de qualquer aprendiz de ditador. Pobre Sporting. Pobre futebol português. Pobre país.

É muito difícil para quem tenha um conhecimento mínimo da história política do século XX ouvir o discurso de Bruno de Carvalho na assembleia geral do Sporting e não imaginar o seu braço direito a ganhar vida própria e a subir de forma descontrolada, tal como Peter Sellers no Dr. Estranhoamor. Há gente que se espanta por o futebol ocupar tanto espaço em jornais respeitáveis como o Público, mas um discurso totalitário é um discurso totalitário e deve ser sempre denunciado, venha de onde vier.
Uma característica comum a qualquer regime totalitário, seja ele comunista, fascista ou, pelo que se vê, desportista, é a invasão integral da vida dos cidadãos. Tudo passa a ser político, não apenas a forma como nos comportamos no espaço público, mas também aquilo que fazemos em privado. A ambição de Bruno de Carvalho é exactamente essa: no seu entendimento, ser sportinguista não é apenas um aspecto, entre centenas de outros, que caracterizam um indivíduo, mas sim a principal singularidade que define as suas vidas, e que por isso deve ser assumida como prioridade existencial. Dito assim, esta ambição parece absolutamente ridícula e desmedida — e é —, mas é ela que permite a Bruno de Carvalho definir preceitos e sugerir regras comportamentais, não só aos sócios do Sporting, mas à totalidade dos sportinguistas, como se fosse o bispo Edir Macedo ou Il Duce.
Ao pequeno ditador nem sequer falta um pequeno ministro da propaganda, para discriminar exactamente aquilo que pode ou não ser praticado pelos membros da nova igreja sportinguista. Eis a lista de impedimentos proposta pelo director de comunicação, Nuno Saraiva: “Ver ou participar em programas de debate desportivo, ser convidado a falar de temas do Sporting CP, escrever artigos que não sejam para o Jornal Sporting, falar sobre o Sporting CP às rádios, passar links de OCS [órgãos de comunicação social] nas redes sociais, comprar jornais desportivos e também o CM, ou ver canais portugueses sem ser por lazer ou a Sporting TV."
É um patético índex digno da Santa Inquisição, que deverá ser seguido pelos verdadeiros fiéis do “universo leonino” (35% da população portuguesa, segundo Saraiva), sendo de assumir que os incumpridores passem a fazer parte da perigosa e ímpia casta dos “sportingados”. Tal distinção, aliás, marca com clareza a pulsão totalitária de Bruno de Carvalho, separando os adeptos entre os puros (sportinguistas) e os impuros (sportingados). Só falta mesmo atribuir, numa próxima assembleia geral, uma estrela vermelha a cada sportingado e obrigar a usá-la na lapela, ao mesmo tempo que se acende uma fogueira junto ao estádio de Alvalade com exemplares de A Bola e do Correio da Manhã.
É certo que Bruno de Carvalho não tem um exército para invadir a Segunda Circular e que apenas seis mil sportinguistas subscreveram as suas posições em assembleia geral (falta ainda escutar a opinião de 99,82% dos adeptos). Mas nada disso deve servir para desvalorizar a gravidade do seu discurso e o índex do seu fiel escudeiro Saraiva, que em nome da limpeza do futebol português tem vindo a alargar o lamaçal onde ele diariamente se afunda. Por mais que Bruno de Carvalho goste de citar o seu tio-avô Pinheiro de Azevedo, a verdade é que não aprendeu absolutamente nada com ele acerca do valor da liberdade. Lutar contra um sistema corrupto utilizando métodos totalitários é o bê-á-bá de qualquer aprendiz de ditador. Pobre Sporting. Pobre futebol português. Pobre país."

Futebol português: uma paródia

"O futebol português vai de mal a pior, com todo o tipo de "casos" e "casinhos" que, nada enobrece este belo desporto que, deve ser jogado com os pés e não com a boca, com cabeça e não com maus modos, com exemplos e não com vergonhas.
O que se passou neste fim-de-semana na Assembleia Geral do Sporting é inenarrável. O presidente de um clube tem mais poder que um líder de um partido, um ministro ou do próprio Primeiro- ministro! O tempo de antena na televisão é enorme, a acrescentar o canal próprio do seu clube. Movimenta massas e consegue manipulá-las para os seus fins.
Fala-se da política com vícios inadmissíveis e procedimentos obscuros, mas à beira do futebol tem muito que aprender.
Um presidente de futebol faz negócios com jogadores, distribui bilhetes, viagens e lugares do seu camarote presidencial em que imensa gente, a começar por políticos fazem tudo para lá estarem sentados e aparecerem na televisão.
Um presidente de um clube pode fazer tremer o lugar do Ministro das Finanças de um governo português, ao oferecer bilhetes.
Convenhamos que é muito poder, infelizmente mal utilizado, para fins muitas vezes não recomendáveis, dando um péssimo exemplo do que deve ser uma liderança num desporto belo que, deveria unir, em vez, de separar as pessoas.
Chegar ao ponto de aconselhar os adeptos para não verem televisão e comprarem jornais é digno de uma ditadura à moda antiga. Porque as ditaduras dos novos tempos são muito mais light e aceitam inúmeras coisas dando uma falsa ideia de pseudo- abertura.
Os adeptos de futebol são muito melhores dos que os presidentes de alguns clubes. Apoiam sempre, vão ao futebol, são sócios, amam o clube e os jogadores. Pertencer a um clube é uma forma de estar na vida que cria laços e companheirismo marcantes para a vida.
O futebol está num caos total e numa espiral de violência verbal que não sei onde vai parar. Há um clima bélico, de guerrilha, pior que as próprias claques.
O futebol já chegou ao ponto que, o presidente da Federação, o presidente da Liga e o secretário de Estado não têm mão nesta paródia.
Chegar, ao cúmulo, do presidente da República ter que se referir a uma actividade de um clube por maus motivos. É, o princípio do fim, do que pode vir a seguir.
Esta paródia é feita a partir de uma peça teatral: "como anular os adversários e quem não pensa como eu".
Esta paródia burlesca não sei se dá para rir ou chorar!
Esta paródia em que ninguém se entende, em que não há limite para a verborreia. O futebol português é um caso de saúde mental, está numa ala de psiquiatria e parece que não tem cura. O futebol não é tudo na vida, há outros interesses muito mais importantes. A máxima "mente sã em corpo são" já não se aplica. A verdade desportiva foi atirada para as calendas gregas. O que interessa é vencer de qualquer maneira, não se olha a meios para atingir os fins. Os clubes grandes são sempre favorecidos e o ambiente torna-se intragável quando jogam entre si.
Ao contrário, os resultados desportivos no futebol são acalentadores, em que somos uma potência no futebol, mas a nível de dirigentes somos uma vergonha.
Em relação ao boicote que o presidente Bruno Carvalho propôs. Porque é que os jornalistas não deixam de falar do Sporting e transmitir os seus jogos? E, se todos os portugueses deixassem de ir e ligar ao futebol? Acabava-se a razão de ser de alguns senhores presidentes. Há um enorme desgaste, exaustão, fadiga e degradação de tudo que é relacionado com o futebol.
O problema é que o presidente de um clube para fazer afirmações destas, está bem escudado e sabe que a retaliação dos jornalistas não passará de um fait-divers. O poder que detém, o poder económico e influência supera o poder da ética, da postura e do respeito pelos outros.
Se fosse um político a fazer algo semelhante teria os dias contados.
Por isso, cada vez mais, acho que o futebol comanda as vidas dos portugueses. A minha não, cada vez vejo menos futebol português e mais futebol internacional. Aliás os melhores jogadores e treinadores não param por cá.
País pequenino, mesquinho e muito mal frequentado ao nível de dirigentes no futebol. O futebol português precisa de uma higienização psíquica, modos e cultura. Não há a noção do ridículo.
Assim não vamos a lado nenhum. Podemos ganhar títulos, ter o melhor jogador do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, mas depois a cara não diz com a careta. É pena!"

Benfiquismo (DCCLVI)

O 37... será como subir a um Himalaias, 37 vezes mais alto, do que o original!!!

Lanças... as vergonhas!!!

Conversas à Benfica 33 - Ricardo Rocha

Vitória na Aldeia...!!!

Turquel 1 - 6 Benfica

Vitória mais fácil do que se esperava... e ainda estivemos em desvantagem por 1-0!!!
Aparentemente o João está de novo com a pontaria afinada, depois dos sete golos na Suíça, mais 4 hoje...!!!
Mais um jogo onde o nosso adversário chegou à 2.ª falta cometida, quando faltavam 10 minutos para acabar o jogo, quando tudo já estava definido!!!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Lixívia 18 (jogo atrasado)

Tabela Anti-Lixívia
Benfica ........ 56 (-4) = 60
Corruptos.... 61 (+9) = 52
Sporting .... 56 (+12) = 44

Somente um dos maiores escândalos do Tugão!!! Ao nível dos 80's e 90's...Ao nível do pior do Apito Dourado...

Um jogo que os Corruptos estavam a perder ao intervalo, com vários jogadores ausentes, outros em má forma... outros 'cansados'! Com um onze escolhido pelo treinador completamente 'errado' (4 defesas laterais!!!), as perspectivas para aquela 2.ª parte eram 'negras'!!!
Fácil: partem-se uns azulejos na casa-de-banho, faz-se algum barulho, invade-se o relvado, diz-se que se ouviu um qualquer barulho... Inventa-se que a bancada está a ruir...
Rapidamente se faz uma inspecção, e nada é detectado... Manda-se recomeçar o jogo, mas aqueles que invadiram o campo, não querem sair... Roubam as bandeirolas de canto, recusam-se a sair... Alega-se que não havia possibilidade de revistar os adeptos novamente, quando aquilo que era necessário era o relvado estar 'limpo'!!! Na pior das hipóteses, no final da partida, se houvesse gente que ficasse sem ver a 2.ª parte, poderiamexigir o reembolso do bilhete!!!
Não satisfeitos com toda esta pouca vergonha, a Liga em vez de marcar o jogo para as 24 horas seguintes (com os mesmos jogadores), como manda os regulamentos (não havendo nenhum razão lógica para não o fazer...), permite a 'fuga' dos Corruptos... E no meio de ameaças marca a 2.ª parte para 37 dias depois!!!!!!!!
Curiosamente 37 dias depois, os jogadores mais importantes Corruptos, que estavam lesionados, já não estão... Curiosamente, a fadiga já não existe... Curiosamente, jogadores que não estavam em péssima forma, recuperam... Curiosamente, no Estoril aconteceu o contrário!!! Os lesionados, continuam lesionados... e ainda venderam alguns jogadores, e 'compraram' outros que não podiam jogar, porque não estavam inscritos na data da 1.ª parte!!!
Resumindo, os Corruptos fazem 6 alterações ao 'intervalo' !!! Somente 4 titulares da 1.ª parte, foram 'titulares', na 2.ª parte...!!! Terminando o jogo, com 9 substituições!!! Recorde mundial, seguramente...!!!
O Estoril, que começou este jogo com 12 'impedimentos', só conseguiu apresentar como 'titular' 4 jogadores que começaram a jogo, no passado fim-de-semana com o Belenenses!!! (os Corruptos repetiram o onze, do último fim-de-semana). Eu até 'desculpo' as palavras do treinador do Estoril, quando admitiu que 'Até meteu dó...' ver os canarinhos a jogar!!! Nem vou por aí...!!! Se calhar devia...!!!

Como tudo isto não fosse suficiente, a dupla de apitadeiros, é do mais Corrupto possível! Corrupto aqui é usado com duplo-significado: adeptos dos Corruptos, e como adjectivo qualitativo!!!
Após 9 minutos de tentativas falhadas, com pouca réplica dos Estorilenses, e com a necessidade absoluta de recuperar a desvantagem de 0-1, nada melhor que validar um golo, com 4 jogadores em fora-de-jogo!!! Com a anuência do VAR...!!! O VAR chama-se Luís Ferreira: além de ter sido advogado no Apito Dourado, este ano também foi o VAR no Corruptos-Belenenses onde não viu 2 penalty's do 'tamanho do mundo' na área dos Corruptos (com 0-0), que dariam ainda a expulsão do Filipe... O ano passado esteve no absolutamente vergonhoso Benfica 3 - 3 Boavista e ainda no Corruptos - Tondela, onde jogadores do Tondela agredidos por jogadores Corruptos foram expulsos, simplesmente por terem sido agredidos!!!
(a resposta dos Corruptos nas redes sociais foi mostrar o lance do Corruptos-Benfica, onde houve um fora-de-jogo mal assinalado aos Corruptos, mas nesse caso o protocolo do VAR não permitia a rectificação da decisão, algo que aqui, neste lance, era óbvio)!!!

Tudo isto é vergonhoso, tudo isto seria suficiente para esta gente ir toda presa... mas isto é o Tugão!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
11.ª-Guimarães(f), V(1-3), Soares Dias (Malheiro), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(c), V(6-0), Godinho (Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (8-0), Sem influência no resultado
13.ª-Corruptos(f), E(0-0), Sousa (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Estoril(c), V(3-1), Pinheiro (Manuel Oliveira), Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Tondela(f), V(1-5), Tiago Martins (Malheiro), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c) E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Prejudicados, (5-0), (-2 pontos)
17.ª-Moreirense(f), V(0-2), Mota (Godinho), Nada a assinalar
18.ª-Braga(f), V(1-3), Soares Dias (Godinho), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
19.ª-Chaves(c), V(3-0), Esteves (Vasco Santos), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
20.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paixão (Rui Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Rio Ave(c), V(5-1), Manuel Oliveira (Vítor Ferreira), Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (Rui Oliveira), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(4-0), Tiago Martins (Malheiro), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Braga(c), E(2-2), Xistra (Rui Costa), Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
12.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Tiago Martins (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Belenenses(c), V(1-0), Almeida (Godinho), Nada a assinalar
14.ª-Boavista(f), V(1-3), Godinho (Vasco Santos), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(2-0), Capela (Xistra), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Beneficiados, (5-0), (+ 1 ponto)
17ª-Marítimo(c), V(5-0), Xistra (Esteves), Nada a assinalar
18.ª-Aves(c), V(3-0), Pinheiro (Sousa), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
19.ª-Setúbal(f), E(1-1), Veríssimo (António Nobre), Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar
21.ª-Estoril(f), D(2-0), Mota (Luís Ferreira), Nada a assinalar
22.ª-Feirense(c) V(2-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), (1-0), Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Tondela(f), V(1-2), Capela (Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), Veríssimo (Luís Ferreira), Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
12.ª-Aves(f), E(1-1), Rui Costa (Esteves), Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-5), Tiago Martins (Rui Oliveira), Beneficiados, (0-3), Impossível contabilizar
15.ª-Marítimo(c), V(3-1), Mota (António Nobre), Nada a assinalar
16.ª-Feirense(f), V(1-2), Veríssimo (Paixão), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
17.ª-Guimarães(c), V(4-2), Soares Dias (António Nobre), Prejudicados, Beneficiados, (4-2), Impossível contabilizar
19.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho (Soares Dias), BeneficiadosPrejudicados, (2-0), Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), E(0-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(3-1), Hugo Miguel (Almeida), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
22.ª-Chaves(f), V(0-4), Soares Dias (Mota), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), (+3 pontos)
23.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Xistra (Rui Oliveira), Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-3), Vasco Santos (Luís Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)

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2015-2016

Tempos máximos garantido - Verdade desportiva ('Voucher' de tempo)

"Este medroso e incompetente árbitro não deveria arbitrar mais. Simplesmente vergonhoso. Uma bandalheira. Uma batota.

Eis a verdade desportiva em todo o seu esplendor mentiroso. João Capela arbitrou o Tondela - Sporting com um relógio que estica dedicadamente o tempo. Jogo empatado aos 90 minutos. Desconto de 4 minutos. Interrupção por lesão de jogador do Tondela aos 93m 42s, faltavam 18 segundos para se concluírem os 4 minutos de tempo adicional. Jogo reiniciado aos 96m 07s (interrupção de 2m 25s). Logo, deveria ter terminado 18s depois, ou seja, aos 96m 25s. Não houve nenhuma paragem do jogo depois de reiniciado. Golo do Sporting aos 98m 01s. Assim sendo, o desconto sobre desconto (até ao golo) foi de 4m 01s, ou seja 1m 35s depois de dever ter sido terminado. Aqui não há subjectivismos, faltas discutíveis ou lances duvidosos. Nem sequer já falo da brutal falta de William que originou a lesão do tondelense, e que nem sequer foi assinalada. Aqui, trata-se de pura cronometragem, quantificada, objectiva.
Jorge Jesus disse na flash interview que vira o árbitro indicar que dava mais 3 minutos, o que até era quase rigoroso (2m 25s de interrupção + 18s que faltavam). O golo salvador, porém, surgiu a seguir aos 4 minutos do redesconto.
Não sei a marca do relógio de Capela. Suspeito que é um Roskopf do século XIX, mais de acordo com o adestramento aritmético da cabeça do árbitro. Em qualquer caso, merece registar a patente do seu cronometro. É um 'roscofe', mas com modernices: tem incorporado um chip sensível à inteligência emocional, que lhe permite possuir um automatismo para o tempo máximo garantido e está conectado a um email inovador (capela.relogioestica@golo.com). Mesmo assim, necessita de um reciclagem aritmética baseada em adições (para uns) e subtracções (para outros). Como faria o relógio de Capela se fosse ao contrário?
Um último e caricato ponto: Coates na sua natural alegria resultante da dádiva arbitral festejou o golo tirando a camisola e correndo do meio-campo com ela no ar. Veria o amarelo, que por sinal o tiraria do próximo jogo. Capela nada viu. Auxiliares e quarto árbitro nada viram. Uma cegueira súbita e total. Uma anedota para o seu (deles) currículo.
Este medroso e incompetente árbitro não deveria arbitrar mais, havendo um pingo de decência nos órgãos decisores. Simplesmente vergonhoso o que se passou. Uma bandalheira. Uma batota que vale dois pontos. No fim do campeonato logo se verá cristalinamente a falta que um ponto sonegado ao Tondela lhe pode ter causado e se verificará se o bónus de dois pontos ao Sporting significou milhões a mais para si e milhões a menos para outros. A verborreia, pelos vistos, está a resultar. Assim se criou uma nova figura no luso futebol: a de 'vouchers' em forma de tempo de jogo. Uma nova espécie de 'banco de horas', que tanto jeito está a dar aos paladinos da guerra dos 'vouchers'.

Benfica A+ e B+
1. Brilhante jogo contra o Boavista, uma equipa que derrotou o Benfica na primeira volta e que lhe havia tirado, nos últimos três jogos com ela disputados, 7 pontos em 9 possíveis. Uma primeira parte de alta qualidade, com alguns jogadores em excelente momento: Cervi, Zivkovic, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo. A equipa está confiante, as jogadas saem com fluidez e a velocidade tem sido uma poderosa arma. Rui Vitória tem um atributo muito bom que é essencial num treinador de futebol nos tempos actuais: é um magnífico gestor de pessoas. Não vem para a praça pública inferiorizar os que têm de substituir um qualquer titular, procura encontrar soluções sem queixumes ou desvalorizações do plantel e, julgo, consegue construir um ambiente de trabalho unido e solidário.
Alcançar o almejado penta não se afigura fácil, depois de alguns pontos perdidos em fase de menor consolidação de processos. Mas está na luta e vê-se que os jogadores estão concentrados na consecução desse objectivo. Hoje, disputa-se a segunda parte do Estoril - Porto - incompreensivelmente adiado por tanto tempo, ao arrepio dos regulamentos - que será importante consoante o resultado final.

2. A 2.ª Divisão - volto a assim chamar-lhe - continua a ser uma prova bastante competitiva. Muitas equipas continuam a sonhar com a subida e outras tantas enfrentam o espectro da despromoção. Outro ponto que acho positivo nesta Liga é a possibilidade que é dada aos principais clubes de nela participarem através do que se convencionou chamar equipas B. É ou deveria ser uma oportunidade para lançar jovens e para servir de lugar para adaptações quer de jogadores portugueses, quer de estrangeiros que procuram chegar à primeira equipa. O Benfica tem tido ao longo destes anos exemplos magníficos desse modo de construir a equipa B. Basta recordar, nos últimos anos, Bernardo Silva, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Lindelof, Nélson Semedo, Rúben Dias, João Carvalho, Diogo Gonçalves, entre outros. Este ano lá despontem João Félix, Ferro, Heriberto, Gedson e outros atletas com promissoras expectativas. Mérito também para o técnico Hélder Cristóvão.
Acontece que, ultimamente, tenho visto com desagrado as prestações desta equipa B. Não sei o que se passa, mas, pelo que pude ver, há uma aparente desmobilização e uma clara desconcentração no modo de encarar os jogos. Até compreendo que não é tarefa fácil motivar os jogadores, ou, pelo menos, alguns deles. Por exemplo, lá estão alguns que vieram para o Benfica no último Verão, com algumas expectativas de poderem jogar no escalão superior. É o caso do ex-arsenalista Willock ou do eslovaco Chrien. No entanto, os últimos dois jogos foram catastróficos. Derrotado há uma semana, em casa, pelo Académico de Viseu por 1-5 e este fim-de-semana copiosamente derrotado também por 1-5 com o Real de Massamá, último classificado, que já não ganhava há mais de 10 jornadas! Não andarei muito longe da verdade se afirmar que toda a folha salarial do Real é inferior ao ordenado de dois jogadores que atrás citei. Em suma, alguma coisa tem de ser feita. Equipa A ou B ou C, é o Benfica que está em jogo...

O fim da tabela
Se o título se joga a três, a luta pela permanência joga-se a sete: Moreirense, Feirense, Aves, Estoril, Paços de Ferreira, Vitória de Setúbal e Belenenses (ou oito, se agora juntarmos o espoliado Tondela) curiosamente cinco clubes (com excepção do Feirense e Paços de Ferreira) que já tiraram pontos aos grandes. Vai ser certamente uma luta desesperada até ao último minuto da última jornada e percebe-se que qualquer pontinho pode ditar uma coisa ou o seu contrário.
A propósito, há quem diga que o calendário do Benfica é mais fácil do que do Porto e Sporting. Não tenho necessariamente essa opinião. Nesta altura é mais complicado jogar com uma destas equipas do que com equipas no meio da tabela já sem a pressão de serem obrigados a ganhar (veja-se, por exemplo, as goleadas do Rio Ave, Chaves e Boavista ou a quebra do Marítimo) e a jogar mais aberto. Dos citados sete clubes o Benfica vai jogar fora com o Paços de Ferreira, Feirense, Estoril e Vitória de Setúbal. Todo o cuidado é pouco...

Contraluz
- Estatística: Zero
O Porto é a única equipa que, ao fim de 22 jornadas, ainda não viu assinalado nenhum penálti contra si. O Marítimo é a única equipa que ainda não teve um penálti a seu favor.
- Regresso: Casillas
Visto de fora, parecia incompreensível o magnífico guarda-redes espanhol estar no banco, sobretudo na Champions. Foi preciso um frango de José Sá para tudo mudar.
- Compensação: 0-5 e 5-0...
... afinal a diferença entre o futebol de primeira água e o futebol de trazer por casa. Em larga medida, por causa da diferença abissal de recursos financeiros, mas também por causa da nossa permanente autofagia doméstica.
- Frase: «Um dos maiores problemas do futebol português foi ter perdido o sentido de humor», (Manuel Cajuda, em A Bola, 17/02/18)
- Cores: a proibida...
(peço desculpa por estar escrito a vermelho)!"

Bagão Félix, in A Bola

Tradutores... profissionais!!!

2028

"Hoje dei por mim a pensar no Sporting em 2028. Um mero exercício de imaginação, claro.
- O líder supremo anuncia a realização de testes nucleares.
- O líder supremo anuncia a construção de um muro na Segunda Circular.
- O líder supremo proíbe os casamentos de sportinguistas com benfiquistas.
- O líder supremo reafirma que não libertará os presos políticos.
- O líder supremo proíbe qualquer outro sportinguista de ter o seu nome.
- O líder supremo proíbe todos os sportinguistas de usarem vermelho e de sangrarem em público.
- O líder supremo reforça os poderes de Nuno Saraiva como director de propaganda.
- O líder supremo recebe a visita de Dennis Rodman, antiga estrela da NBA, do qual se tornou amigo.
- O líder supremo manda erguer uma estátua sua, junto ao estádio, com o seu nome.
- O líder supremo anuncia que os sportinguistas não podem sorrir, dançar ou beber durante um mês sempre o Sporting perder um título.
- O líder supremo decide que a primeira música que as crianças sportinguistas devem aprender não é o atirei o pau ao gato mas sim o mundo sabe que.
- O líder supremo informa que o seu nome só pode ser mencionado quando acompanhado por um adjectivo que o enalteça. Exemplo: querido.

P.S. - Neste mesmo ano, Luís Filipe Vieira diz que o Benfica não tem arguidos, apenas grupos organizados de suspeitos; Roger Federer volta a ser número um do ranking ATP; Portugal sagra-se campeão europeu do jogo do berlinde e a selecção é recebida por Marcelo Rebelo de Sousa em Belém; Quim recupera a titularidade no Aves; Rui Vitória lança o filho de Madonna na equipa principal do Benfica; Fábio Coentrão tem um descarga emocional; Jupp Heynckes renova pelo Bayern; Salvio é operado; realiza-se a segunda parte do Estoril - FC Porto; e o árbitro João Capela dá por terminado o Tondela - Sporting."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Manto de silêncio prejudica o futebol

"No futebol, a arbitragem continua mergulhada numa lógica de sociedade secreta e dessa opacidade não retira qualquer benefício. Esta forma de estar potencia a desconfiança dos adeptos e revela-se contrária ao princípio da transparência que devia vigorar.
Seguramente, todos os adeptos de todos os clubes participantes na I Liga, gostariam de ouvir a versão de João Capela do trabalho por este realizado anteontem em Tondela. Seria altamente o árbitro de Lisboa terá razões que importaria trazer à praça pública, fundadas por certo na interpretação que faz das leis do jogo; mas se, por hipótese, o árbitro viesse confessar que se tinha enganado, esse acto de humildade mostraria apenas a falibilidade de cada um de nós em determinado momento. O pior, para o futebol, é deixar crescer o monstro da suspeição e a onda da revolta de quem se sente prejudicado - e neste particular os mais pequenos são sempre aqueles que mais levam para contar, embora a amplificação dada aos grandes subverta a escala real do prejuízo.
O Conselho de Arbitragem da FPF, que na presente temporada já encetou algumas acções, casuísticas é certo, de elucidação das massas a propósito do VAR, tem obrigação de dar explicações: seria importante que se conhecessem as notas dos árbitros em cada jogo e quais os critérios aplicados e por quem.
A luta pela transparência no futebol deve ser uma causa de todos. E há que exigir mais e melhor comunicação com os adeptos - que são o alfa e o omega do beautiful game - ao Conselho de Arbitragem. Sob pena de ninguém acreditar em ninguém."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: E que interessante seria ouvir as comunicações do VAR do jogo de hoje na Amoreira!!!

Acções têm consequências

"O erro do cronómetro de João Capela nem é particularmente grave por si próprio, mas acabou por ter consequências importantes. Ao dar mais tempo do que deveria, o juiz lisboeta acabou por permitir que o Sporting apontasse o golo de uma vitória muito difícil e que pode vir a ter peso nas contas do campeonato. Mas só se fala disto porque, claro, a equipa de Jorge Jesus marcou.
Aliás, bem mais difícil de entender na actuação de Capela acabou por ser a omissão no cartão amarelo a Coates, numa situação perfeitamente clara aos olhos das leis e sem dupla interpretação possível. Como erro, é bem pior até do que a falta grosseira não assinalada a William sobre Bruno Monteiro, um lance que, por mil e uma razões, pode ter sido visto dentro de campo de forma diferente.
Posto isto, faz bem o Conselho de Arbitragem dar 'cartões amarelos' aos árbitros que cometem erros com influência nos jogos. Não são nenhumas crianças, são muito bem pagos e, como qualquer profissional, deve ser responsabilizado quando não cumpre bem o seu trabalho. Os jogadores que ficam abaixo do exigido pelo treinador vão para o banco, eles também devem ir.
Num país normal, isto seria encarado com naturalidade. O problema é que, na selva em que se transformou o futebol português, até num ato normal de gestão humana haverá quem veja segundas intenções ou uma agenda escondida. Hoje, depois de lerem Record, haverá quem pergunte porquê só agora há um árbitro 'sancionado'. A resposta é simples: porque não reparou nos outros anteriores."

Dois primeiros classificados são os que menos faltas sofrem

"Pode parecer estranho, mas a verdade é que os dois primeiros colocados são as equipas que menos faltas sofrem dos adversários (Benfica 316 e FC Porto 326). Esta constatação é ainda improvável se se acrescentar que dragões (58) e águias (59) são os conjuntos que marcam mais golos e que, sem surpresa, costumam ter a bola muito mais tempo em sua posse do que os opositores.
Já o Sporting, terceiro colocado, é das equipas que mais faltas provoca. As 408 sofridas somente são suplantadas pelas 455 do Rio Ave e pelas 460 do V. Setúbal.
No final do polémico Tondela-Sporting, os responsáveis leoninos fizeram mesmo alusão a esta questão, salientando o elevado número da faltas sofridas (22) pela sua equipa neste embate, em contraste com as infracções cometidas pelos beirões noutros duelos. Ora, os dados provam que na derrota caseira (1-5) com o Benfica o Tondela foi pouco agressivo (8 faltas), mas no Dragão fez 22, o registo máximo de faltas que alguém cometeu contra os portistas.
Certo é que, em jogos com poucas faltas sofridas, os grandes ganham sempre. E com relativa facilidade. A vitória caseira do Sporting face ao P. Ferreira (2-1) é a única excepção.
E o contrário é verdade? Assim-assim. FC Porto e Sporting ganharam igualmente os jogos em que sofreram mais faltas, embora seja evidente que os resultados são claramente mais ‘apertados’. A excepção acontece com o Benfica. Os encarnados não sentiram problemas de maior contra o Sp. Braga (3-1), mas foram incapazes de vencer os outros dois jogos em que sofreram 18 faltas: na recepção ao Sporting e na deslocação ao Restelo (dois empates 1-1).

Sabia que...
Após a goleada sofrida com o Sp. Braga (0-5), o V. Guimarães é a defesa mais batida? Os vimaranenses já encaixaram 43 golos, sendo que nas últimas nove jornadas viram sempre a sua baliza violada.
Mercê da histórica vitória em Guimarães, o Sp. Braga saltou para terceiro na lista dos ataques mais efectivos? Os arsenalistas somam 48 golos, tendo ultrapassado o Sporting, que tem 47. À sua frente seguem apenas Benfica (59) e FC Porto (58).
O Marítimo somente concretizou um golo nos derradeiros sete jogos? Sem surpresa, os insulares – lado a lado com o Moreirense – são a equipa com menos golos na prova (18).
A jornada 23 foi a que teve mais remates na época? Foram totalizados 212 ‘disparos’, superando os 210 registados na jornada 16.
Tal como na ronda 9, também esta teve cinco expulsões? São as duas jornadas com maior número de vermelhos."


PS: Analise interessante em relação às faltas... seria importante, perceber em que zona do terreno as faltas são assinaladas. Por exemplo, nos últimos 30 metros, no meio-campo defensivo, etc...