Últimas indefectivações

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Benfica Podcast #334 - Lessons to be Learned

Incomparável

"Luís Filipe Vieira desde cedo defendeu a importância da criação de um canal de televisão do Sport Lisboa e Benfica. Não estava enganado. Aos olhos de muitos estava a ser demasiado optimista, mas o tempo deu-lhe razão.
Noutros países, as televisões de clube não vingaram. Em Portugal, e com o Benfica, foi diferente. A MEO percebeu a vantagem de ter a Benfica TV na sua oferta, foi com ela que ultrapassou a barreira do milhão de lares. O canal revelou-se diferenciador, procurado e desejado.
A Benfica TV tornou-se num caso de estudo. Superou a barreira dos 300 mil assinantes ao desdobrar-se em dois canais para exibir competições. A estratégia fez-se Premium. Com totais impressionantes, os subscritores ligaram-se à BTV1 e BTV2, em HD.
A prova de que deixara de ser um canal de clube para se transformar num fornecedor de conteúdos de grande audiência foi-se tornando cada vez mais evidente. A inovação, preocupação constante na história com quase onze anos, tem levado a BTV a arriscar-se em novos objectivos e a superá-los.
O acordo celebrado entre o Sport Lisboa e Benfica e a NOS é o reconhecimento da qualidade, do número de assinantes, das audiências e do valor da marca BTV. Os três prémios “Cinco Estrelas” de melhor canal de desporto em Portugal, ganhos em três anos consecutivos, também o comprovam. A BTV é ainda o primeiro e único canal de clube do mundo a exibir os jogos da equipa principal realizados em casa, a contar para o campeonato.
Mais uma vez, não há termo de comparação, para além de nós não existe ninguém.
Talvez por isto surjam pontualmente algumas críticas, seja por despeito, por inveja, ou incapacidade procurando defender que, como canal de clube, não deveria transmitir os jogos da Liga NOS. 
Bastaria fazer a comparação, que não se faz mas que se justifica fazer seriamente, com os jogos da Liga NOS transmitidos pela Sport TV, para perceber as diferenças sobre quem mostra o que há para ver e quem o faz melhor.
A BTV faz emissões de muitas e muitas horas em dia de jogo do Benfica. Comparativamente, a BTV usa mais câmaras, drones, realidade aumentada e posições de câmaras BTV, incluindo apontadas às linhas de baliza; a BTV difunde verdade e não deixa de exibir os lances tal qual eles acontecem durante o directo.
Um simples exemplo da capacidade de isenção que fala por si: no último grande clássico na Luz, por quatro vezes, e não uma como de forma falsa houve quem o afirmasse, houve blocos com imagens dos adeptos da equipa adversária a festejar. No último jogo no Dragão, transmitido pela Sport TV, entre os mesmos clubes, só uma única vez houve em toda a transmissão imagens dos adeptos do Benfica.
Factos são factos e falam por si!
Ao longo destes onze anos a BTV fez escola e inspirou muita da aposta feita pelos canais generalistas nos seus canais por cabo na transmissão de jogos e programas de análise desportiva. Vemos também novos canais a nascer inclusive de iniciativa estatal e muitos dos profissionais criados nesta casa a ingressarem nesses projectos.
Temos orgulho e reconhecimento pela inovação constante, pela qualidade e isenção do projecto e por provarmos que, em Portugal, houve visão e liderança por parte de um clube para assumir pela primeira vez, em termos mundiais, a transmissão dos seus próprios jogos.
A BTV fez e faz Escola!"

Chiquinho: Um médio à Benfica

"Francisco Leonel Lima Silva Machado, mais conhecido no mundo do futebol como Chiquinho, é uma das caras novas do SL Benfica para a nova época. Curiosamente, em dois anos, o camisola 19 conseguiu ser anunciado em ambos como um dos reforços encarnados.
Acredito que, na época passada, já teria o destino traçado. A ida do médio para Moreira de Cónegos não se deveu seguramente à falta de qualidade. Aliás, foi pela qualidade inegável do jogador que o Benfica o resgataria novamente um ano depois da dispensa. Foram os 10 golos ao serviço do Moreirense FC que fizeram com que os holofotes da imprensa nacional estivessem todos virados para Chiquinho. A equipa minhota foi considerada a grande sensação da Liga 2018/2019 e foi o então médio natural de São Martinho do Campo o principal responsável pelo seu sucesso.
Chiquinho é a prova que a qualidade do futebol português não está centrada apenas e exclusivamente nos três grandes. Com formação maioritariamente feita no Leixões SC, atingiu o sucesso sem nunca ter representado qualquer selecção jovem. Sim, uso a palavra sucesso, pois para mim é a melhor definição de alguém que em pouco tempo salta do Campeonato de Portugal para o actual campeão nacional.
Talvez a época de Chiquinho ao serviço da Briosa tenha sido aquela que fez com que o seu nome chegasse a um patamar de excelência. Foi considerado unanimemente por todos os treinadores daquele campeonato, como o melhor jogador da competição, corria a época 2017/2018. Foi também aí a primeira vez que o vi jogar, numa partida a contar para a Segunda Liga, que opunha o SL Benfica B e a Académica OAF. Foi impossível para quem assistiu àquele jogo não ficar com o seu nome na retina. Os estudantes saíram vitoriosos com quatro golos sem resposta, sendo dois deles da autoria de Chiquinho. Para além dos golos do médio foi notório que todas as jogadas da sua equipa passavam por si. Era quase possível imaginar a bola a sorrir cada vez que saía dos seus pés.
Quando vemos o médio a jogar deparamo-nos com um jogador que não impressiona pelo físico, mas pela qualidade de passe e a inteligência com que ocupa os espaços. É aquele típico jogador que não precisa de correr mais que os outros, que não vai sobressair por uma corrida desenfreada ou pela finta espectacular. Chiquinho é um jogador que considero ter a inteligência como um dos seus fortes e talvez esta seja a sua maior qualidade.
Foi bastante prometedor o início da época com um golo logo na estreia de águia ao peito em jogos oficiais, contra o Sporting CP. Foi seguido de uma assistência contra o FC Paços de Ferreira e outra contra o Belenenses SAD, embora este último golo tenha sido anulado. Isto tudo sem que nunca tivesse sido titular.
Chegada a terceira jornada, surge uma péssima notícia e algo que ninguém esperava. No clássico com o FC Porto, o criativo entrou a 20 minutos do fim e saiu lesionado. As lágrimas eram visíveis. Sofreu, como informa o clube encarnado no seu site, “uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda”. O tempo de paragem não é clarificado, mas segundo a imprensa desportiva, será longo e não menos que três meses, podendo chegar a quatro, o que significará que só voltará a jogar em 2020.
Acredito seguramente que este será apenas um percalço na carreira do jogador. Desejo e aguardo ansiosamente pelo regresso de Chiquinho, porque sei que com ele o Benfica estará bem mais perto do sucesso."

Benfiquismo (MCCLXXV)

Steua...!!!

105x68... Reacção...

O problema está em RdT-Seferovic?

"O Benfica perdeu com o FC Porto por 0-2 no passado Sábado, mas pior que a derrota foi a maneira como a equipa jogou. O Benfica fez um único remate à baliza por Rafa, aos 74 minutos. A equipa teve muitas dificuldades na construção perante um bloco de oito homens do FC Porto. Foi uma questão de matemática. Tal como Bruno Lage disse, o Benfica atacava sempre com seis jogadores à frente da linha da bola. Mas o FC Porto defendia sempre com oito. Isso permitia que o FC Porto conseguisse sistematicamente encurralar alguém nosso e recuperar a bola ou obrigá-lo a errar. Dias maus acontecem a todos. Mas se nos lembrarmos bem não foi a primeira vez este ano que tivemos estes problemas. O mesmo aconteceu na primeira parte com o Sporting na Supertaça. Só no contra-ataque e com os erros da defesa do Sporting é que os conseguimos golear. O que é que está a prejudicar a nossa construção? O problema está em RDT-Seferovic?
1. O Benfica assume um 2-2-4-2 quando está em construção. Isto é, Rafa e Pizzi colocam-se entre a linha defensiva e a linha dos médios do adversário. Nuno Tavares e Grimaldo sobem como se de dois extremos se tratassem. Samaris e Florentino funcionam como pivots defensivos. Rúben Dias e Ferro ficam atrás. Tem sido assim nos primeiros jogos desta temporada. O FC Porto defendeu em 4-4-2, onde os dois avançados (Marega e Zé Luís) pressionavam Samaris e Florentino e os médios-ala (Baró e Diaz) fechavam por dentro deixando Rafa e Pizzi para quatro homens quando o Benfica jogava pela zona central. Quando o Benfica jogava pela zona lateral, o médio ala juntava-se ao lateral (Corona ou Telles) e faziam muitas vezes dupla pressão no nosso lateral. Foi assim o jogo praticamente todo.
2. Se a bola mal entrou em Rafa ou Pizzi (e nas poucas vezes que entrou, eles ficaram embrulhados em dois-três jogadores do FC Porto), ainda menos vezes chegou a RDT e a Seferovic. O Bruno Lage insistiu manter a dupla até 20 minutos do fim. Qual é a vantagem de ter dois pontas de lança se depois a bola não chega a nenhum. O problema não está no Seferovic ou no RDT individualmente. O problema está no facto de ambos jogarem ao mesmo tempo. Mesmo que tenham movimentos diferentes (RDT baixa mais que Seferovic), RDT não faz o trabalho que João Félix fazia e isso não cria os desequilíbrios que estávamos habituados no ano passado. Se RDT não baixa como deveria baixar, Rafa e Pizzi ficam embrulhados numa série de jogadores adversários e ninguém é capaz de ligar o jogo. Se ninguém liga o jogo, não saímos do meio-campo.
3. Isto foi debatido desde o início de Julho quando RDT foi contratado. RDT e Seferovic nunca pareceram conciliáveis. No entanto, a política de mercado do Benfica foi indicando o contrário. Depois da venda de João Félix, não se contratou um segundo avançado, mas sim outro ponta de lança. Ninguém sabe bem porque é que pagar 17M por Carlos Vinícius é um bom negócio, mas pagar 20M pelo Luca Waldschmidt já não é. A verdade é que o Benfica precisa de um Waldschmidt e não de um Carlos Vinícius. Se calhar até já o tem dentro do plantel. Chama-se Jota e Chiquinho. No entanto, por algum motivo Bruno Lage tem insistido na dupla que nem joga, nem faz jogar.
Os problemas em chegar à baliza adversária não são novos. É verdade que os Benfiquistas gostaram muito da vitória por 5-0 ao Sporting. Mas lembram-se como foi a primeira parte? As dificuldades que tivemos em chegar à baliza adversária? Se não fosse um enterranço do Mathieu e do Coates, se calhar a história desse jogo tinha sido diferente porque o Sporting naquele sistema de três centrais foi conseguindo contrariar a nossa construção. Só depois do 2-0 tivemos oportunidades para ganhar por mais do que 5-0, mas até aí o jogo estava a ser diferente. Vamos ver que 11 é que Bruno Lage vai apresentar na Pedreira. Tenho dúvidas que não haja novidades na frente de ataque."

Roubo

"Bilhetes a 31€ e 93€ (Bancada Nascente Superior) para o SC Braga - SL Benfica, do próximo domingo.
É este o valor absolutamente incompreensível que a direcção do SC Braga decidiu presentear os adeptos Benfiquistas.
Trata-se de um ataque/afronta ao SL Benfica, que infelizmente não surpreende, já todos percebemos as linhas orientadoras que saíram do almoço entre António Salvador, Pinto da Costa e Luís Gonçalves.
Também não duvidamos que aquando da deslocação do FCP a Braga, à semelhança do ano anterior, assistiremos a cedência total de bancadas e bilhetes a 10€. Tudo normal nesta Liga Portugal.
A intenção é atacar o SL Benfica, lesando por consequência os adeptos e o próprio fenómeno futebol. Tudo está bem porque o alvo é o mesmo de sempre? Onde anda o Presidente da Liga de clubes, Pedro Proença? É uma vergonha!"

Já se pode dizer?!

"Agora que já se analisou ao pormenor a vitória incontestável do Calor da Noite em todos os orgãos de Comunicação Social já se pode falar naquilo que toda a gente ocultou? Já se pode dizer que os jogadores do Calor da Noite vieram completamente drogados à Luz?
Já se pode dizer que o Pepe parecia que tinha 25 anos?
Já se pode dizer que o Teles aos 85 minutos faz um corte e parecia uma selvagem a festejar?
Já se pode dizer que o Marega (sim, o mesmo que andou injectado até ao tutano no ano passado) aos 80 e tal passou pelo Ferro de mota?
Já se pode dizer que o Zé Luis não conseguia articular uma frase na flash interview no final devido à droga naqueles cornos?
Já se pode dizer que, para além disso, a preparação da equipa do Calor da Noite previu um pico de forma para esta altura de forma a passar os jogos da Champions (aliás, tal como o Benfica no ano passado)?
Já se pode dizer que o Jorge Sousa foi o 12º jogador do Calor da Noite com mais uma arbitragem nojenta com um critério completamente disforme?
Neste lance de agressão ao Rafa nem falta marcou:
Já se pode dizer que o Pepe punha sempre a mão no ombro dos jogadores do Benfica e usava para empurrar ou puxar, nunca sendo marcada falta e cada vez que um jogador do Benfica soprava num jogador do Calor da Noite ou no próprio Pepe era sempre falta? (aliás, a propósito disto amanhã não percam a nossa publicação dedicada ao Pepe) Já se pode dizer que a entrada do Pepe sobre Vlachodimos é, no mínimo, uma acção de intimidação física ,o que é punido com expulsão?
Ou vamos ter que continuar a ouvir o que toda a Comunicação Social Dragarta tem para nos dar?"

Futsal 2019/2020 - Antevisão

"A época ecléctica do Sport Lisboa e Benfica terá início na próxima sexta-feira às 20h e 45min, com a disputa da Supertaça de futsal entre o Benfica e o Sporting. Já a Liga Sport Zone terá início no fim-de-semana de 7/8 de Setembro, com a equipa encarnada a ter uma deslocação difícil ao reduto do eléctrico de Ponte-Sôr.
Depois de uma época que terminou com a conquista do campeonato, quebrando o maior jejum da história do clube na modalidade, o Benfica parte para a nova época com a ambição de ganhar todos os troféus em que irão participar.
Para a nova época, o plantel sofreu poucas alterações. No entanto, estas alterações podem implicar uma mudança na forma de jogar da equipa, mas já lá vamos. A primeira novidade oficializada pelo clube foi a renovação do treinador Joel Rocha. Após ter conquistado o seu segundo campeonato em cinco épocas ao serviço do Benfica, Joel Rocha prolongou o seu vínculo contratual por mais duas temporadas.
Ainda no decorrer da última época, a imprensa espanhola anunciou as saídas dos nossos internacionais espanhóis Marc Tolrá e Raúl Campos, que estariam de regresso ao seu país. Raúl Campos ingressou no Palma Futsal, enquanto Marc Tolrá transferiu-se para o El Pozo Murcia. Em sentido inverso, da equipa vice-campeã espanhola viria outro fixo para o Benfica: o internacional brasileiro Fernando Drasler.
Na baliza também haveria mexidas com a contratação de André Sousa, ficando assim o Benfica com cinco campeões europeus pela selecção nacional no plantel. Enquanto isso, o jovem Cristiano Marques, após cinco anos no plantel principal, foi emprestado ao Eléctrico de Ponte-de-Sôr, juntamente com os jovens Bruno Graça e Silvestre Ferreira. Outros jovens do Benfica prosseguiram emprestados: o pivot brasileiro Jacaré permanece emprestado ao Futsal Azeméis, o jovem Tiago Fernandes foi emprestado ao Módicus, enquanto Bruno Pinto foi emprestado aos Leões de Porto Salvo.
A última contratação do clube foi o jovem Célio Coque. O fixo de 19 anos foi o capitão da equipa de juniores do Sporting que se sagrou campeã nacional na época passada. Integrou os trabalhos da equipa principal na pré-temporada, mas deverá passar grande parte da época nos juniores, tal como o ala Luíz Silva, jovem de 19 anos contratado na época passada.
Já campeão europeu Sporting CP, que será nosso adversário directo em todas as frentes, também fez poucas alterações no plantel. Para além do já mencionado André Sousa, Dieguinho, Pedro Cary e Edgar Varela (emprestado ao AD Fundão) também deixaram a equipa orientada por Nuno Dias.
As aquisições foram o ala português Pauleta contratado ao AD Fundão e o internacional cazaque Taynan oriundo do Kairat Almaty, que esteve incluído no cinco ideal da última edição da Champions. Destaque ainda para a promoção do jovem guarda-redes Bernardo Paçó.
Resumindo, foi um Verão em que ambos os rivais desinvestiram no plantel, com o Benfica a não ter contratado nenhum jogador para substituir Raúl Campos e o Sporting a ter menos um pivot no plantel. Apesar disso, espera-se que haja mais confrontos emocionantes e disputados até ao fim entre estas duas equipas.
O Sporting continua a ter um plantel de grande qualidade, mas ainda assim, existem algumas reticências em relação a esta equipa, começando pela questão do pivot. A forte exploração do jogo de pivot é uma das imagens de marca da equipa de Nuno Dias. Nesta última temporada, Rocha esteve junto com Dieguinho no plantel, de modo a poder aprender com ele e adaptar-se de forma mais tranquila sem a pressão de ter de causar impacto imediato. Agora que irá assumir o lugar, espera-se que o Rocha consiga evoluir o seu jogo. Na última época, o seu jogo resumia-se muito a receber a bola na direita e flectir para dentro para finalizar, mas sendo ainda um jogador jovem, certamente terá tudo para evoluir.
Outra questão que prevalece no plantel do Sporting, é o facto de continuar a ter um plantel envelhecido e com vários jogadores em fim de ciclo, tais como Cardinal, João Matos e Déo (que conta como formado localmente). Isto faz com que o plantel do Sporting esteja algo limitado a nível de jogadores portugueses. Actualmente, o único português no plantel que dá reais garantias é o Erick Mendonça, que é provavelmente o jogador que mais evoluir no futsal português na última época. Resta saber se Pauleta será capaz de se assumir como um jogador influente.
Outro problema que se verificou no plantel leonino na final do play-off da época passada foi a ausência de um joker capaz de desbloquear estes jogos. Normalmente, era Alex Merlim que desempenhava esse papel, mas o ala italo-brasileiro esteve na última final a um nível muito abaixo daquilo que já mostrou. Vamos ver se Taynan será capaz de assumir esse papel de jogador diferenciador, mas qualidade não lhe falta.
Também existem algumas reticências em relação ao plantel do Benfica. A começar pelo facto de não se ter contratado nenhum ala/pivot que possa rodar com um Fernandinho prestes a chegar aos 36 anos. Apesar dele e Robinho serem os jogadores mais velhos da equipa, são aqueles que mais fazem a diferença e até ao momento, não mostram grande sinais da idade. e a gestão que Joel Rocha tem feito feito na pré-época, dá a entender que os dois jogadores deverão ser geridos de forma mais rigorosa. 
Outra questão que se prende com este plantel é em relação à posição de fixo. Marc Tolrá era um defensor nato, algo que se revelou muito importante face aos pivots do Sporting (apesar de ter falhado três jogos da final devido a lesão). Fer Drasler é um fixo mais tecnicista e mais influente no ataque, podendo não ser tão eficiente na marcação ao pivot.
Mas como aqui disse, as contratações deste Verão podem implicar uma mudança no modelo de jogo da equipa. Em cinco anos de Joel Rocha no comando técnico do futsal encarnado, já vimos a equipa jogar de várias formas diferentes. Já a vimos jogar com um pivot fixo no ataque, com um pivot mais móvel e também num sistema de 4-0 sem pivot, mas mais fluido e dinâmico. A meu entender, as contratações de um guarda-redes que sabe jogar com os pés e de um fixo de características construtivas dá a entender que o Benfica pode voltar a jogar mais em 4-0.
No jogo da Masters Cup contra o Kairat, que terminou com uma vitória encarnada por 3-1, a equipa de Joel Rocha conseguiu este triunfo fruto de uma postura exímia em organização defensiva e de uma reacção agressiva à perda da bola. Por outro lado, a equipa mostrou bastantes dificuldades em organização ofensiva, fruto da pressão alta da equipa cazaque, que por sinal, é um dos pontos fortes da equipa do Sporting. Espero que Joel Rocha tenha tirado ilações desse aspecto de jogo para trabalhar na preparação para a Supertaça.
Certamente, vai ser mais uma época de emoções fortes e com o campeonato a ser disputado até ao fim. E espero que esta equipa traga mais troféus para o nosso museu nesta época. 
Plantel 2019/2020:
Nº 1 - André Correia
Nº 2 - Chaguinha
Nº 3 - Afonso Jesus
Nº 4 - André Coelho
Nº 5 - Fábio Cecílio
Nº 6 - Tiago Brito
Nº 7 - Bruno Coelho (capitão)
Nº 8 - Rafael Henmi
Nº 9 - Miguel Ângelo
Nº 10 - Robinho
Nº 11 - Célio Coque
Nº 12 - André Sousa
Nº 14 - Luíz Silva
Nº 17 - Fernando Drasler
Nº 18 - Fernandinho
Nº 19 - Fits
Nº 22 - Diego Roncaglio"

No Rain 🎵

"S/S Benfica 2003/2005 Europa (alternativa)
Parafraseando o Blind Melon na sua musiqueta "No rain":
"All I can say
Is that my life is pretty plain
You don't like my point of view
You think that I'm insane
It's not sane... it's not sane."
Fácil.
Eu quero o Benfica a ganhar.
E quando isso não acontece eu fico de melão. E cego.
Pelos acontecimentos do passado fim de semana e pela cegueira que esta camisola provoca a certos colegas de bancada (apesar de todas as minhas tentativas da defender), decidi trazer-vos aqui a edição europeia alternativa das épocas 2003/2005.
Épocas idas em que além de termos equipamento principal e alternativo, tínhamos equipamento principal e alternativo para as competições europeias.
Esta camisola foi utilizada em duas épocas (2003/04 e 2004/2005), com grande sucesso:
- 2003/04 - Borreganço na pré-eliminatória da champions às mãos da Lazio e queda nos oitavos, novamente com italianos, mas desta vez às mãos do Inter numa eliminatória épica (até para quem tem medo de andar avião);
- 2004/05 - Novo borreganço na pré-eliminatória da champions, desta vez com o Anderlecht, com um estupendo 3-0 na Bélgica depois de um 1-0 na Luz muito elogiado por não sofrermos golos. Na Taça UEFA, fomos eliminados pelo CSKA de Moscovo que viria a ganhar a prova numa final disputada em Lisboa);
Efemérides à parte, a história que eu tenho com esta camisola é uma pressão eterna para não a usar porque, e passo a citar, "é horrível" e "dá azar".
Eu fui deixando andar até um certo dia que decidi contrapôr esses dois argumentos:
- Olha lá, nenhuma camisola com o símbolo do Benfica é horrível!
- Ai dá azar? Então para rebentar com isso vou usá-la no jogo de hoje!
E que jogo foi?
Basileia x Benfica. Adeus e boa noite.
Desde aí, nunca mais a vesti. Até um dia que force uma contra-macumba. 
A título de curiosidade:
- Esta foi a minha camisola nº 3 do Benfica;
- Uma das vezes que me lembro de ter usado esta camisola foi na derrota em Munique por 1-0 na época 2015/16. Como obtivémos a chamada vitória moral por termos feito uma bela exibição, mais tarde elogiada por Pep Guardiola, considerei que a camisola tinha sido injustiçada. Dar-lhe-ia uma nova oportunidade;
- 5ª feira há sorteio de champions.

Blind Melon: No rain https://open.spotify.com/track/6txWz9UapYHVxEd7dDIHXT"

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Reviravolta no 2.º tempo...

Benfica 4 - 2 Guimarães


Resultado enganador. Estávamos a perder 0-2 ao intervalo, fizemos a remontada, mas só após um penalty e uma expulsão dum Vitoriano! Sendo que o penalty foi mal assinalado, já que o defesa, tocou primeiro na bola... a expulsão foi devido aos 'protestos' e nesse caso, o árbitro cumpriu as regras!

Este Guimarães levou 0-6 em casa dos Lagartos, talvez por isso tivesse havido algum facilitismo da nossa parte, mas este terá sido dos quatros jogos do Benfica, aquele que entrámos pior...

Pelo menos, deu para ver o Tiago Araújo a defesa-esquerdo... o regresso do Diogo Pinto aos sub-23 (não tem jogado na B), e o regresso do Paciência.

Os 5 melhores jogadores portugueses a atuar ao serviço do SL Benfica

"O SL Benfica, pertencendo à elite do futebol nacional, sempre teve, nos seus plantéis, ao longo dos anos, alguns dos melhores jogadores do país. Foram jogadores que mudaram a história do clube, trouxeram glória, levantaram estádios e, acima de tudo, honraram o clube que representaram. Esta lista apresenta aqueles, que para mim, são os cinco melhores portugueses a actuar ao serviço dos encarnados.

1. Eusébio – Eusébio da Silva Ferreira, ou Pantera Negra, é, sem qualquer dúvida, o melhor jogador português do SL Benfica de todos os tempos. Com um faro de golo inigualável, Eusébio é, ainda hoje, um dos maiores símbolos dos encarnados. Campeão nacional por 11 vezes em 14 temporadas, o Pantera Negra é ainda o herói da final da Taça dos Campeões Europeus de 1962, ao apontar dois golos. Em 15 anos de Benfica, marcou uns impressionantes 473 golos em 440 jogos. Um feito apenas ao alcance de um dos melhores jogadores não só do Benfica, mas de sempre.
2. José Águas – O que se pode pedir mais a um ponta de lança do que golos? Pois, José Águas é aquilo a que se pode chamar o ponta de lança perfeito. Exímio na arte de marcar golos, Águas era elegante com a bola, não só nos pés, bem como na cabeça. Não lhe importava como é que entrava, desde que entrasse. Foi, por cinco vezes, o melhor marcador do campeonato nacional e fica na história dourada do SL Benfica por ser o capitão do Benfica versão bicampeão europeu, tendo apontado um golo em cada final. Foram 13 anos de Benfica, em que disputou 384 jogos e marcou uns impressionantes 379 golos.
3. Mário Coluna – É o “Monstro Sagrado” do SL Benfica e isso, por si só, já explica a razão de estar nesta lista. Dono e senhor do meio campo encarnado entre as épocas de 1954 e 1970, Mário Coluna é um dos ídolos encarnados. Marcou nas duas gloriosas finais europeias, frente ao FC Barcelona e ao Real Madrid CF. Sem precisar da braçadeira de capitão, era líder dentro do balneário. Coluna era duro de roer dentro das quatro linhas e tinha a voz de comando imperial no terreno de jogo. Pelo Benfica, disputou 525 jogos e fez balançar as redes adversárias por 127 vezes.
4. Rui Costa – Foi um futebolista português que, em Portugal, actuou apenas ao serviço do SL Benfica.
Nascido e criado na Luz, o médio rumou à Fiorentina após três anos de águia ao peito. Para a história fica o golo que Rui Costa marcou ao Benfica, com a camisola dos italianos, que o levou às lágrimas. 
Regressou, em 2006, para ser capitão dos encarnados e um dos melhores jogadores a actuar pelo clube. No total, realizou 177 jogos com o Manto Sagrado e apontou 29 golos.
5. Simão Sabrosa – É, sem qualquer dúvida, um dos grandes capitães do SL Benfica e uma das maiores estrelas nacionais a jogar pelo clube.
Dotado de um talento inigualável, Simão fazia levantar o estádio com o seu pé direito, capaz de jogadas impossíveis. Especialista na cobrança de livres directos, destacava-se também pelas diagonais que fazia em campo. Representou o glorioso durante seis temporadas, em que disputou 230 jogos e apontou 93 golos."

África benfiquista

"A dinâmica das Casas do Benfica, o “braço armado” do clube conforme o Presidente Luís Filipe Vieira um dia as apelidou, é elevada e imparável. Este facto é visível tanto na expansão como na modernização das mesmas, constituindo-se como um dos alicerces da estratégia de internacionalização da marca Benfica.
A aposta no crescimento da marca Benfica no estrangeiro incide, sobretudo, nos mercados emergentes do futebol, nos destinos privilegiados da diáspora portuguesa e nos países da lusofonia.
A visita, durante a digressão de pré-época da nossa equipa de futebol pelos Estados Unidos da América, a sete das onze Casas do Benfica na América do Norte, tratou-se de mais um exemplo cabal da relevância atribuída a este importante eixo de fixação e crescimento do benfiquismo além-fronteiras.
Na próxima semana, dia 7, será a vez da inauguração oficial da Casa do Benfica da cidade da Praia, em Cabo Verde, e o evento contará com a presença de Luís Filipe Vieira, bem como dos vice-presidentes Alcino António e Domingos Almeida Lima, além do antigo jogador Luisão e de vários elementos afectos à estrutura benfiquista.
A forte implantação do Sport Lisboa e Benfica na África lusófona, e em particular em Cabo Verde, é sobejamente conhecida. São inúmeros os episódios demonstrativos de dedicação ao Benfica e da inabalável paixão pelo clube que nos chegam do continente africano, comprovando que a distância ao Estádio da Luz, por maior que possa ser, não é impeditiva, nem sequer redutora, da inquebrantável ligação ao clube.
Mas mesmo sabendo-se desta característica do benfiquismo, o clube tem vindo, com maior intensidade na última década e meia, a estimular e a reforçar esta ligação.
Assim, a visita a Cabo Verde extravasa a mera inauguração da Casa. A comitiva chegará ao território cabo-verdiano no dia 6, onde se espera que seja recebida por muitos benfiquistas no aeroporto. À tarde, está prevista a recepção oficial, com as presenças do Primeiro-Ministro Ulisses Correia e do Presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos.
No dia seguinte, Luisão marcará presença na Universidade de Cabo Verde para dar uma palestra subordinada ao tema “Vontade de vencer”. E, à tarde, ocorrerá a já referida inauguração oficial da Casa do Benfica da Praia, seguida de jantar e animação.
Há quatro anos, durante uma visita do Benfica a Cabo Verde, o então Presidente da Câmara da cidade da Praia e hoje Primeiro-Ministro Ulisses Correia, desafiou Luís Filipe Vieira para que o Benfica apoiasse a criação de uma rua dedicada a Eusébio da Silva Ferreira na capital de Cabo Verde.
Assim surgiu a localização da Casa, no bairro de Achada de Santo António, cujo desenvolvimento prevê mais que um local de convívio benfiquista. Este espaço insere-se já no novo modelo das Casas, com incidência nas áreas social, desportiva, académica e cultural em benefício, sobretudo, das crianças. E também existirão outras infraestruturas que permitirão a realização das diversas actividades no âmbito das vertentes da Casa.
Reforça assim o Benfica a sua histórica ligação afectiva ao mundo Lusófono e onde se sente naturalmente em casa."

A tarde desgraçada do pobre Barrigana...

"A três jornadas do fim do campeonato nacional de 1944-45, o Benfica recebeu o FC Porto e venceu por 7-2. Resultado doloroso para os portistas, que se lamentaram das baixas de Capitolino e Correia Dias. Guilherme Espírito Santo não teve piedade. E Teixeira também não.

A três domingos do fim, salientavam os jornais. A três domingos do fim do campeonato, claro. Agora, seria a três domingos do início, se os jogos fossem todos aos domingos, como nesse ano de 1945.
Barrigana, o grande Barrigana, teve uma tarde desgraçada. Pior do que desgraçada. Foi um tormento!
E Barrigana era uma figura!
Alfredo e Guilhar, na sua frente, também suaram as estopinhas.
O Benfica, mal se ouviu o trilar do apito de Augusto Pacheco, árbitro de Aveiro, atirou-se para a frente.
Espírito Santo, Arsénio, Teixeira e Rogério estavam endemoninhados.
Como segurá-los?
Não valia a pena perguntar aos defesas do FC Porto: eles não faziam a mais pequena ideia.
A velocidade posta em campo é impressionante.
Tanto por uma como por outra equipa. Havia uma diferença gritante. O Benfica atacava, atacava e atacava. Os portistas respondiam com a mesma gana, mas sempre lá atrás.
Espírito Santo tem um remate tremendo que o poste devolve.
Estão decorridos 20 minutos.
No mínimo seguinte, Rogério desmarca-se uma das laterais, isola-se e faz 1-0.
Há festa no Campo Grande. E veste de encarnado.
Oito minutos mais tarde é a vez de Mário Rui molhar a sopa.
Não é preciso perceber muito e em profundidade do jogo inventado pelos ingleses para se perceber que a vitória do Benfica vai ser uma realidade. E que os números serão pesados. Mas não se adivinhariam tantos golos.

Espírito Santo!!!
O povo feliz. Feliz porque, em maioria, adepto da equipa da casa, claro está. Os que tinham vindo do Porto estavam de cabeça baixa. Compreensível.
As diferentes entravam pelos olhos adentro.
Queixavam-se os portistas de que estavam diminuídos. Gente que ficara de fora. Gente importante como Capitolino, por exemplo. Ou Correia Dias.
O Benfica, por seu lado, não tinha culpa dessas limitações do adversário.
Fazia o seu jogo e tirava proveito das debilidades contrárias.
Rosa, ainda assim, fez uma ou outra defesa complicada.
Guilhar, trapalhão, toca a bola para a própria baliza. Azar!
Na segunda parte, as diferenças acentuaram-se.
Guilherme Espírito Santo faz o 4-0, mas o lance é anulado.
Araújo reduz. Surpreendentemente.
Tudo está em suspenso, agora. Serão os nortenhos capazes da reviravolta? Mesmo a despeito das suas limitações?
Ah! Reviravolta! Algo de praticamente impossível perante o que acontecia dentro das quatro linhas.
Uma quimera. Um sonho.
Um sonho sem consequências.
Porfia o Benfica.
O ritmo do jogo baixa significativamente. É natural. Ninguém aguentava tamanha correria de forma contínua como esta se desenrolava.
27 minutos da segunda parte: Espírito Santo voa para uma bola centrada do lado direito. Guilherme era um atleta completo. Voava no salto em comprimento, modalidade em que foi recordista nacional. Voava no futebol. Do seu voo saiu mais um golo. Cabeçada perfeita, espectacular.
Logo a seguir, Arsénio.
Cinco a um.
Caramba! Já era um resultado pesado. Muito pesado.
Ainda há rebeldia nos homens que vieram da capital do Norte. Uma rebeldia que os faz resistir, resistir ainda...
Araújo reduz. Mas é apenas um gesto de desespero.
É a vez de Teixeira entrar em funções. Teixeira era forte, resistente. Aguentava até ao último dos noventa minutos com a gana que apresentava no primeiro.
É ele que vai fechar o resultado: 7-2.
A três jornadas do fim.
Um Benfica de golos. Em casa deu 7-2 ao FC Porto, 5-0 ao Vitória de Guimarães, 6-1 à Académica, 7-2 ao Vitória de Setúbal, 11-3 ao Salgueiros.
Golos e mais golos:79 em 18 jogos.
E um título de campeão. Mais um. Nessa altura foi o sexto. Já vai em 37..."

Afonso de Melo, in O Benfica

De afastado do futebol a bicampeão europeu

"Ângelo viu o sonho de jogar futebol ser recuperado no Benfica.

Com 17 anos, tinha tudo acertado com o FC Porto para começar a sua primeira época no futebol. Contudo, quando os portistas deram seguimento ao processo na Associação de Futebol do Porto foram confrontados com a informação de que o Académico tinha entregue a ficha do mesmo jogador. A inusitada situação motivou a que a AF Porto abrisse um processo e 'as conclusões do inquérito motivaram a irradiação de Ângelo e de um dirigente do Académico', pelo facto de o jogador, com 15 anos, se ter comprometido com os academistas. A lei não permitia que jogadores com idade inferior a 17 anos se comprometessem ou praticassem futebol como federados.
Impossibilitado de praticar a modalidade de forma oficial, passou a jogar nos Campeonatos Corporativos, representando a Fábrica da Silva Renito. Com o seu enorme talento, despertou a atenção de um adepto benfiquista residente no Porto, que o elogiou a um consócio lisboeta, que por sua vez transmitiu a informação a Francisco Retorta.
O vice-presidente do Benfica mostrou-se interessado e pediu que o jogador se apresentasse no Clube para o aliviarem. O treino correu de feição a Ângelo, afirmando: 'a verdade é que a bola pareciam mais um íman a atrair uma barra de ferro do que propriamente umas botas de futebol'. Agradou ao técnico Ted Smith e o Benfica iniciou o processo junto da Federação Portuguesa de Futebol para que o seu caso fosse revisto. Os trâmites foram morosos, demoraram um ano. O ano mais longo da vida de Ângelo, em que já se imaginava a jogar de 'águia ao peito'. A FPF acabou por despenalizar o jogador.
Com a situação resolvida, estreou-se pela equipa de honra a 9 de Novembro de 1952, frente ao Barreirense, em substituição de Moreira, que estava castigado. Os 'encarnados' venceram por 3-0 e Ângelo foi muito elogiado: 'não se deslumbrou nem se atemorizou com o ambiente. Revelou personalidade e qualidades que fazem augurar-lhe um bom futuro. (...) Passa com precisão, sabe estar no 'seu sítio', e, quer quando ataca, quer quando defende, é um médio do tipo 'carraça', que não volta a cara e que nunca abdica' de lutar. Era o início de uma carreira recheada de títulos, com o ponto alto a ser a conquista de duas Taças dos Clubes Campeões Europeus.
Saiba mais sobre este magnífico jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

O fora-de-jogo no clássico e a dupla intervenção do VAR em Portimão

"Com a anulação ou validação de golos, por fora-de-jogo, em que a tecnologia ajuda a tomada de decisão por centímetros, a colocação exacta das linhas torna-se fundamental.

No clássico entre Benfica e FC Porto, que teve uma arbitragem globalmente positiva, assertiva e competente por parte de Jorge Sousa e restante equipa, destaco um dos últimos lances do jogo, ocorrido ao minuto 90+5’, com a anulação do golo por fora-de-jogo de Seferovic, aquando da assistência feita por Pizzi. No lance corrido, ficou a ideia de o avançado suíço estar adiantado em relação à linha da bola, no momento do passe, e com a nova tecnologia ao serviço do videoárbitro (VAR), tal veio a confirmar-se: 62 cm de diferença, entre a linha azul colocada em Pizzi e a linha vermelha colocada em Seferovic.
A única questão relativamente à colocação das linhas é a seguinte — em relação à vermelha, que foi colocada ao nível do pé e do joelho, nada a dizer, pois são as partes do corpo de Seferovic que estão mais à frente, ou seja, de acordo com a lei, mais próximas da linha de baliza do adversário; quanto à linha azul, esta foi colocada na ponta do pé de Pizzi, ora aqui é que está o erro, pois o que contava na análise do fora-de-jogo, neste caso, era a posição da bola, porque se Seferovic estivesse em linha com a bola ou atrás da linha da bola estaria em jogo. Assim, se a linha fosse colocada de forma correcta (na parte da frente da bola) teríamos na mesma fora-de-jogo, mas não seria de 62 cms, seria menos. 
Isto é importante para o futuro, pois com a anulação ou validação de golos, por fora-de-jogo, em que a tecnologia ajuda a tomada de decisão por centímetros, a colocação exacta das linhas torna-se fundamental. Se dúvidas houver em relação a isto, vejam o golo anulado a Cristiano Ronaldo no fim-de-semana, ao serviço da Juventus, por escassos centímetros.
No jogo entre o Portimonense e o Sporting, também há um lance muito interessante para análise, onde o que está em discussão é o protocolo do VAR e a sua interpretação. Foi ao minuto 10: Pedro Sá rasteirou e derrubou Luiz Phellype, o árbitro assinalou de pronto livre directo por infracção ocorrida fora da área, mas o VAR corrigiu, pois o toque foi dentro e Carlos Xistra emendou e assinalou penálti. Contudo, o VAR interveio de novo para dizer que, no início da jogada, houve uma falta atacante por parte de Thierry e isso levou de novo o árbitro a corrigir a sua decisão, transformando um penálti a favor do Sporting num livre directo a favor do Portimonense. A questão de fundo para entendermos a decisão correcta a tomar é a seguinte: se entre a falta cometida por Thierry e a rasteira cometida por Pedro Sá o Portimonense ficou ou não na posse da bola. É que se considerarmos que ficou, o VAR não pode fazer a revisão do lance considerando a falta de Thierry; se entendermos que não ficou, aí sim, podemos ir buscar esse momento e tomar a decisão que acabou por ser tomada.
O que aconteceu foi que, antes de ocorrer o penálti, a bola foi cruzada para a área e Jadson cortou-a, impedindo-a de chegar a Bruno Fernandes. Na sequência deste corte, a bola sobrou para Pedro Sá, que primeiro deu um toque com um pé, depois com o outro, adiantou e jogou a bola para a frente, sendo aí surpreendido pela chegada de Luiz Phellype, que acabou por ser rasteirado.
A atenuante para a decisão do árbitro é que no protocolo se determina que “se a bola se mantiver numa zona de pressão por parte dos adversários, os toques dados por parte dos defesas podem não ser considerados como posse de bola”. Pode ter sido esta a base legal que o VAR e o árbitro usaram. Contudo, o mesmo protocolo diz claramente que “não há posse de bola em situações de defesa, alívios ou ressaltos”, que, na minha opinião, não foi o que aconteceu. O primeiro e o segundo toques na bola são cortes e recepção, mas o terceiro toque dado por Pedro Sá já foi a sair claramente a jogar a bola.
Este protocolo dá ainda ao árbitro poder de decisão em função da sua interpretação do que é ou não posse de bola. A minha opinião em relação a este lance é que a decisão final não foi correcta. Considero que deveria ter sido assinalado pontapé de penálti, que o VAR não poderia ter ido buscar a falta de Thierry, pois a intervenção dos dois jogadores do Portimonense e os três toques que deram na bola estão enquadrados no conceito de “posse de bola”, nomeadamente a opção de Pedro Sá, que jogou a bola para a frente após uma recepção orientada."


PS: Interessante o pormenor do fora-de-jogo, que eu nem sequer tinha notado... mas em relação aos Cartões ao Danilo e ao Pepe: nada!!!!
Sobre o lance de Portimão, a ginástica que é feita para dar 'razão' ao Sporting, é inacreditável: então o próprio Pedro Henriques recorda que 'se a bola se mantiver numa zona de pressão por parte dos adversários...', e mesmo assim consegue chegar à conclusão oposta!!!

Benfiquismo (MCCLXXIV)

Vitória...

Chama Imensa... rescaldo

Segunda Bola - 3.ª jornada

Benfica FM - com D'Arcy