Últimas indefectivações

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Futebol - da euforia ao conflito ... da paixão à agressão!...

"Como sabemos a modalidade de Futebol tem um forte impacto na sociedade, inspirando artistas, despertando paixões, suscitando críticas, tudo isto justificado pelo maior impacto social transmitido pelos media, envolvendo directa e indirectamente bilhões de pessoas quer na sua prática, quer na condição de adeptos e profissionais pelos serviços prestados. Daí que qualquer jogo, especialmente quando se apresenta como um fenómeno de consumo como expressão de alta popularidade, gera forte impacto nos hábitos e atitudes de um povo, podendo mesmo constituir-se como um laboratório de análise social.
O Futebol assume-se de facto como um fenómeno de grande complexidade, servindo de espaço de união ou dispersão, alicerçando de forma abrangente toda uma sociedade sem fronteiras, onde a sua linguagem universal se documenta e exalta.
Perante a dinâmica que o jogo faz incidir e da importância excessiva atribuída tanto às vitórias como às derrotas, pode desempenhar um papel projectivo e colector de frustrações dos adeptos quando perdem e exaltação desmedida daqueles que simplesmente ganham, abrindo espaço para ondas de violência como feridas abertas, prontas a latejar. Quantas vezes, frases feitas de boas maneiras envoltas em gestos de simpatia cobertos por sorrisos, escondem frustrações de desempenho, que a impulsividade duma simples acção acaba por ser a tampa dum ódio libertador pronto a ser disparado. 
A dinâmica imprimida pela conquista da bola, a inquietude revelada nos lances falhados, a má interpretação pelo julgamento do jogo, a conquista do resultado positivo como única garantia para premiar o sucesso, associado a demais causas, tais como: deficiente formação educativa, acompanhada duma degradante iliteracia desportiva, impreparação e masculinidade dos intervenientes, natureza do recinto desportivo, obscuridade e ruído, álcool e outras drogas, rivalidade e racismo, historial qualificativo de violência, grupos ultras e hooliganismo, apresentam-se como índice de causalidade mais evocativo para a violência.
Por vezes o estado de alma, como eco libertador da consciência de quem joga ou assiste, dirige ou treina, julga ou comenta, pode gerar festa e tragédia, esperança e medo, dúvida e razão e da euforia ao conflito, como da paixão à agressão, vai a distância dum tempo favorável para a criação de situações conflituosas, dando lugar à euforia e à cólera perante as fases mais relevantes: marcação ou não de penalty, o golo marcado ou invalidado, a falta inexistente e o estádio transforma-se numa labareda de opiniões com efeitos por vezes dramáticos.
Cria-se à volta e por dentro do espaço de jogo um ambiente propício ao conflito, dado que proliferam escondidos nas próprias sombras, um contingente de inadaptados e marginalizados, que sempre estão dispostos a reincidir as regras do bom senso, incitando ao conflito, tendo ali uma boa oportunidade de provocar o tumulto. São como bestas humanas que se infiltram na multidão, estendendo tapetes de sangue por onde passam, cobrindo de luto a essência pacífica e emuladora que sempre o belo jogo deve promover.
Agressões de forma continuada a árbitros por parte de jogadores e adeptos, absurdas incongruências de ira e raiva portadoras de graves conflitos corporais entre assistentes, discussões acesas em alguns programas de comunicação social que nos entra pela casa dentro documentadas por imagens que enganam e disfarçam com a falta de vergonha como são expostas. Futebol, este belo jogo, também sugado pelo trânsito das palavras e das ideias, demente entre as pessoas que espreitam o conflito, dele se alimentam e se revisitam no espelho da própria ignorância … eis a loucura de trato misturada por uma linguagem rasca entre alguns figurões, prisioneiros pelas malhas da animalidade, grosseria e bestialidade.
É urgente e necessário tomar mediadas severamente punitivas para quem não é capaz de viver de forma social e pedagógica o compromisso do Fair – Play, que implica o respeito pelas regras, a garantia de cumprimento de um conjunto de deveres, obrigações e comportamentos, um modo de pensar e actuar, perante uma filosofia de vida que enriquece de forma exemplar a identidade individual ou colectiva, pelas manifestações de orgulho cooperante e participativo.
A título de exemplo, podemos apelar a um maior reforço de segurança, a identificação e imediata punição do agressor, eliminando-lhe o acesso ao recinto do jogo, (deslocando-se para o efeito à esquadra ou comando policial, possibilitando-lhe a audição em relato ou visualização do mesmo), formação e educação cívica e desportiva e trabalho comunitário congruente até à irradicação absoluta.
Creio que deste modo, estarão criadas as condições para deixarmo-nos envolver por este belo sentimento de amor ao Futebol, transferindo-o para um jogo fantástico, apelando a raros e únicos momentos de inspiração em movimento, onde a harmonia do gesto, insubordinado umas vezes, inspirador e ousado noutras, mas sempre emocionalmente excitante, nos confere.
Então sim, será apresentado o Futebol em jogo como arte, cultura, ciência e razão, gerado por uma fonte mobilizadora, onde possamos situar a dignidade da pessoa com a autenticidade do cidadão e de onde poderão ressaltar boas notícias … notícias de paz, de generosidade e duma inatacável honestidade de processos!..."

As declinações semânticas da bola

"Começa por uma proclamação simbólica, de carácter arquetípico: ela é esférica e a esfericidade é, como intuiu o próprio Parménides, expressão simbólica de uma infinitude, sem começo e sem fim: simboliza a própria redondeza do ser cuja propriedade é simplesmente ser! Mas a bola, como principal protagonista do jogo, ela é sinal de contradição: todos a querem ter e todos a querem acariciar – embora só uns tantos sejam entendidos neste tipo de carícias - , mas todos passam o tempo dando-lhe pontapés – ou pauladas, como no hóquei em patins ou no hóquei em campo! As equipas andam o tempo todo em busca dela, mas o que realmente se verifica é que não descansam enquanto não a vêem longe de seus domínios: ela gera simultaneamente os fenómenos de atracção e de rejeição.
As equipas têm horror que ela possa anichar-se caprichosamente nas redes do seu território definitivo e inegociável – a baliza (o gol, no Brasil) – mas festejam em delírio quando isso acontece nas redes do lado contrário do campo, um campo simultaneamente de batalha e ringue de Wrestling, de rijos gladiadores e de macios fiteiros: sim, a maior parte do tempo os soldados desta peleja entretêm-se a desentenderem-se da bola e a rebolarem-se, em estridente gritaria, na relva fofa desta versão urbana e sofisticada das guerras púnicas. A bola também como elemento de um exercício manhoso de simulação e engodo, algo que está convertendo, sobretudo o futebol, num espectáculo ilusório, o que seria bem fácil de contornar: um cronómetro que ignore, como no basquetebol ou no futsal, o tempo gasto com interrupções resolveria o escândalo.
Mas a bola, enquanto símbolo redondo do ser, encarna também, talvez por isso mesmo, a simbologia da sensatez, do juízo, daquilo que deve ser: fulano ou sicrano não bate bem da bola, isto é, ele não gasta da loja do bom senso – ele não é bom da cabeça, tendo esta como o último andar do edifício corporal onde supostamente está instalado o painel de comando – e sabemos todos os problemas clássicos dos últimos andares, sobretudo quando os prédios são muito altos. Por isso uma agressão em campo a um adversário implica que o autor se esqueça da bola e perca a cabeça – que sem cabeça não há jogo que se veja, que possa agradar aos espectadores.
Mas a bola é também motivo de qualificação performativa: dizer, por exemplo, que o Bernardo Silva “é bom de bola”, como ouço aqui no Brasil invariavelmente da boca dos exuberantes relatores, é afirmar que ele é particularmente habilidoso, com superiores qualidades técnicas, que é, enfim, um desses raros acariciadores justamente da redondinha. Neste caso, uma vez mais, a bola como signo cinético de uma perfeição que se busca na orla do infinito. Como na consagradíssima e brasileiríssima expressão “show de bola” que expressa de forma gutural e quase em registo de samba, que isso ou aquilo não poderia estar melhor, como tão gracil e sugestivamente o mostra o vendedor (brasileiro) de bolas de Berlim nas areias intermináveis de Monte Gordo, ou nas praias de Copacabana e Ipanema, onde curiosamente espontâneas equipas de vólei dão, nem mais, um grande “show” de bola!
A bola como metáfora em movimento de ventos ora benéficos ora maléficos: ela não vai à minha bola, ou seja, ela “deu-me com os pés” – pontapeou-me para longe do seu território, quanto mais longe melhor – como as equipas fazem, contraditoriamente, com a bola. A bola é a princesa da corte do jogo, pois encarna as qualidades de leveza, de perfeição, de amor – e todos se empenham em ostensivo galanteio: todos, tomados de tórrida paixão se perdem num infatigável exercício de sedução. É por isso que a bola simboliza também a dimensão empática e convivial do jogo: “eu vou à bola dele” (ou dela), querendo com isso enfatizar a simpatia que por ele ou ela nutro – sinal unitivo, de conciliação.
Atendo-nos em exclusivo ao futebol, verificamos que é um jogo contraditório,, paradoxal: tem na bola a sua menina dos olhos e desata aos pontapés a ela. Mais: reclama mestres da táctica, engenheiros que pensem um jogo que, paradoxalmente se joga com os pés, as extremidades mais afastadas da cabeça, onde se localiza o cérebro, alegadamente a sede desse pensar. O futebol é um jogo dúplice – por várias razões, mas sobretudo porque, reclamando a cabeça, ele se baseia no timus (thymus), na sede das emoções, o que faz com que amiúde se choquem a beleza geométrica do jogo e o excesso agonístico, o que acontece quando os agentes perdem a cabeça, quando passam a bater mal da bola.
E falta fazer referência à expressão que o meu querido leitor tem entalada na garganta; “baixa a bola (bolinha)”. E eu baixo, que não quero provocar nem pôr-me em bicos-de-pés. Expressão que conhece a seguinte variação: “bate a bola baixo”, isto é, “não faças ondas”. Não, não faço: não quero molhar ninguém!"

Quando os "golden boys" se transformam em "shadow boys"

"Por esta altura do ano começa-se já a falar da 15ª edição do "Golden Boy", prémio atribuído anualmente pelo diário desportivo italiano "Tuttosport" ao melhor jogador com menos de 21 anos a actuar na Europa.
Em 2016, Renato Sanches foi o feliz contemplado com o galardão e, em 2017, repete esta nomeação, partilhando agora o "palco dos possíveis candidatos" com os portugueses Rúben Neves, Rui Pedro, Diogo Dalot e José Gomes.
Alguns dos ex "golden boys" mais conhecidos são Lionel Messi, Wayne Rooney, Pogba, Fàbregas, Agüero, Van der Vaart e também Balotelli.
Contudo, e de posse destes dados, atendendo a que esta lista de nomeados chega quase aos 100 candidatos e que já vai na 15.ª edição, a reflexão que se impõe deverá ser:
Onde andam estes (se calhar) quase 1500 promissores talentos?
O caso paradigmático de Renato (o qual não irei comentar, por razões de natureza ética, mas que, por agora, faz lembrar os rumos de tantas outras "jovens promessas"), com a própria imprensa local a questionar a sua rara utilização, deveria fazer-nos parar e questionar todo este processo.
Estarão os Clubes e os "adultos significativos" destes jovens (encarregados de educação) a fazer, efectivamente, o seu papel no processo formativo dos mesmos?
Estarão focados em todas as dimensões da formação do atleta e do atleta como pessoa?
Ou, tal qual adeptos, perdem o seu foco na "contabilização" do número de assistências, remates e golos que estes conseguem fazer? No valor do seu passe?
Quantos destes atletas, projectados para um "aparente" sucesso, muitas vezes efémero, chegam a uma idade "adulta" (18 anos) com a devida preparação para lidar com a exposição associada ao sucesso, com as questões associadas à gestão financeira do seu património ou à própria gestão emocional que precisam fazer com os seus "entes queridos".
Quantos deste jovens não protagonizam apenas, uma espécie de "canto do cisme", onde após uma primeira transferência de grande visibilidade, acabam por se "esfumar" no clube que os acolhe, nunca dado continuidade ao talento outrora demonstrado?
Onde termina a responsabilidade dos clubes, dos pais... onde começa a dos próprios atletas que, muito frequentemente, aos 18 anos evidenciam uma imaturidade sócio-afectiva que os impede de ter o discernimento necessário para tomar a "decisão certa"?
A própria Premier League publicou no passado ano de 2016 um desconcertante estudo que aponta para o facto de que cerca de 60% dos seus atletas, 5 anos após o término das suas carreiras, se encontrarem na falência... financeira e afectiva, pois a taxa de desestruturação do agregado familiar e, até de consumo abusivo de substâncias (ex: álcool), é também ela, elevadíssima.
Estes dados são públicos e do conhecimento de uma larga maioria de intervenientes no contexto desportivo (dirigentes, treinadores, pais...) e, face a isto, o que tem sido feito?
A frequência com que chegam ao meu local de trabalho, "jovens promessas" cuja preparação para a vida e para a disciplina que os contextos de excelência exigem é francamente diminuta, é efectivamente elevada.
Frequentemente, e a titulo de mero exemplo, antes mesmo de me poder debruçar sobre os aspectos específicos do treino de competências psicológicas para a performance, torna-se emergente encaminhá-los para um nutricionista que os ensina a gerir o apport energético que têm que fazer para competir no máximo da sua capacidade. Na realidade, um especialista que, às vezes, tem que os ensinar até a fazer as compras necessárias, ajudando-os a reconhecer o que devem ingerir e onde comprar.
É que, sem "energia", qualquer treino de optimização da gestão emocional será sempre deficitário, face ao que poderia trazer ao desempenho do atleta.
Profissionais que trabalham no seu quotidiano em processos one-to-one, em contexto privado, dificilmente conseguirão ter o "impacto em massa" necessário.
Os grandes players que actuam neste segmento e que tem acesso directo aos atletas e, por essa mesma razão, Partilham em conjunto a responsabilidade da sua formação (pais, clubes, federações e outros organismos), Precisam, neste contexto, fazer um statement diferente, quanto mais não seja, e se não for pela preocupação com a pessoa que está por trás do atleta, por uma questão de aumentar as condições de sucesso daqueles que são o seu "activo financeiro":
- Maior diferenciação cognitiva (entenda-se, aposta genuína no plano escolar), maior educação da sua consciência corporal (fisio-nutricional) e maior destreza em processos psico-emocionais, associados à Pessoa e à optimização desportiva do atleta, resultarão sem dúvida, num maior retorno financeiro a médio-longo prazo, na medida em que teremos atletas com mais e melhores ferramentas para lidar com aquele que é, demasiadas vezes, um contexto extraordinariamente hostil: o da alta-Competição.
Se não o fizermos, continuaremos todos, a "instrumentalizar" miúdos em larga escala, negando-lhes, à partida, o conhecimento necessário para "sobreviverem" ao "pseudo-sucesso" para que são formatados.
Urge, sem dúvida, uma atitude diferenciada.
(nota: entenda-se "contexto hostil", nesta linha de pensamento, como qualquer contexto onde nos sintamos obrigados a performances de elevada exigência, sem que se observem as condições ideias para as mesmas, exemplo: ter que assumir o seu talento, num país, cultura e dialeto diferentes... num balneário repleto de rostos desconhecidos)"

História!

Emocionante !!!

A verdadeira cartilha

"Aparentemente, tem provocado grande ruído o facto de o Benfica enviar informação circunstanciada a alguns comentadores, pasme-se, afectos ao clube. Ainda não consegui perceber qual é exactamente o problema com este facto.
A semana passada, quando confrontado com a existência de tal informação, quer no Record, onde escrevo vai para quatro anos, quer na Sport TV+, onde comento desde o início do canal, fui claro na resposta, que recupero: "Cartilha só conheço a Maternal do João de Deus e o facto de um clube enviar informação sistemática é sinal de organização e de profissionalismo". Acrescentei que escrevo aquilo que penso e digo o que me apetece e que, para mim, é muito mais importante para formar a minha opinião as conversas quotidianas que tenho com outros grandes benfiquistas, os meus amigos Bernardo Azevedo, João Tomaz e Manuel Castro.
Este ponto é fundamental porque ajuda a perceber a verdadeira cartilha que rege os benfiquistas. Uma cartilha que firma um clube que não só existe para além de qualquer direcção, por natureza transitória no tempo e limitada no seu poder, como recusa qualquer tipo de culto da personalidade do Presidente, quem quer que ele seja. O Benfica de que me habituei a gostar, e que sinto como meu, é mesmo uma agremiação de inclinação popular, pluralista e com adeptos hipercríticos e de pendor pessimista face à performance desportiva. Quando no nosso estádio os cânticos forem a Presidentes ou nas bandeiras se vir a face de dirigentes, é a identidade do Benfica, clube de espírito democrático e nascido nos meios populares de Lisboa, que estará a ser afrontada. Bem sei que isto custa a perceber a todos aqueles que veem os outros à sua imagem e que, por isso, não hesitam em utilizar epítetos como 'avençados'. Tudo o que devo ao Benfica, e não é pouco, é do domínio imaterial: angústias diárias e emoção incontida nas vitórias.
Quem quiser fazer o exercício, que julgo penoso, de recuperar todos os meus textos no Record, concluirá que está perante um olhar não isento sobre o futebol e o Benfica em especial (afinal sou o sócio 8001 do Glorioso), mas também perante uma visão livre. Bem sei que para o lúmpen que pulula em redor do mundo do futebol seja difícil perceber que é possível ter uma filiação clubística inegociável, vibrar com as vitórias da nossa equipa, mas manter espírito crítico sobre a forma como a equipa joga ou até sobre as opções estratégicas que o clube toma. Não há opinião neutra e muito menos comentário higienizado. Os que me leem e ouvem sabem que sou – e, posso garantir, serei sempre –, com orgulho desmedido, benfiquista."

105x68... Falar daquilo que ninguém quer falar!!!

Benfiquismo (CDXXXV)

Rei...

A maior ameaça de sempre ao futebol

"Se tivéssemos ganho aquele jogo que perdemos em dezembro, agora bastava empatar este. Se aquela bola que bateu na trave tivesse entrado, o jogo seria totalmente diferente. Se o árbitro tivesse visto aquela falta, se calhar até nem perdíamos.
O futebol tem muitos «ses» e o mais normal é aparecer logo alguém a dizer que o «se» não interessa. Mas…e se? Já interessa? Interessa e muito.
E se aquele frango não tiver sido bem um frango? E se aquele passe falhado tiver sido, afinal, calculado com toda a precisão? E se aquela reviravolta não tiver sido incrível mas consentida? E se na bancada estiver alguém sentado conhecedor de resultado e marcha do marcador ainda o árbitro não tinha apitado para o início?
Enquanto meio país discute com o outro meio se foi fora de jogo ou não, se o penálti foi bem assinalado ou aquela bola entrou mesmo na baliza, um problema bem maior corrói, centímetro a centímetro, a estrutura que sustenta todo o fenómeno.
O problema das apostas é a maior ameaça de sempre ao futebol. Maior do que o doping, por exemplo. Nem um presidente incompetente, um director corrupto, um treinador mal intencionado e, muito menos, um jogador com pouco jeito têm capacidade para fazer tão mal ao desporto como a desconfiança.
Antes, o Liverpool recuperava de um 3-0 em 45 minutos e era só épico. Hoje fazem o mesmo e é de investigar. O 5-3 de Portugal à Coreia do Norte levantaria muitos sobrolhos houvesse apostas online na década de 60.
O problema central não é, assim, o que se ganha, o que se perde, se serão ou não apanhados. O maior golpe é mesmo a desconfiança. Que o imprevisto passe a ser sempre suspeito, o que fere de morte toda a lógica do futebol.
A sociedade actual acredita em cada vez menos coisas. Não há fé no amor, na amizade, no casamento, na boa vontade, na política, no jornalismo, na solidariedade. Olhamos para uma imagem à procura do Photoshop, ouvimos um cantor identificando os efeitos que a gravação levou.
Vemos uma prova de ciclismo à espera da contra-análise. Apresentam-se números de vendas e fala-se em «milhões da treta». Vê-se um erro de um árbitro e tenta-se logo descobrir intencionalidade.
Não há fé em nada e nem sequer entramos por caminhos religiosos.
Era mesmo preciso acrescentar o jogo da bola, até agora território sagrado?
É urgente uma solução que limpe de vez a dúvida e deve ser esse o foco dos responsáveis do futebol nos próximos tempos. Pois se deixamos de acreditar que aquele remate foi naquela direcção porque havia a melhor das intenções, mais vale fechar o campo e, como no velhinho jogo da rua, pegar na bola e levá-la para casa. Porque aí, pelo menos, todos suavam para ganhar e a única aposta que valia era a do vais ver como eu te ganho."

terça-feira, 11 de abril de 2017

Irado... e com razão!


PS: A única coisa que está a mais neste clip, é a comparação entre os tweets do João Gabriel com os post's e a intoxicação dos actuais directores de comunicação Corrupto e Lagarto... são em tudo diferentes... mas como é visível nas imagens, é aquela velha estratégia de meter tudo no mesmo saco! Aliás quem tiver a paciência de rever o programa todo, vai verificar que os comentadores Lagarto e Corrupto, defendem que o culpado do clima actual do Tugão é do Benfica!!!!!!

Benfiquismo (CDXXXIV)

Espírito Santo

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Lixívia 28

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 68 (-10) = 78
Corruptos..... 67 (+15) = 52
Sporting........ 60 (+11) = 49

Cada vez tenho menos motivação para falar do Tugão... a intoxicação para opinião pública está a atingir níveis estratosféricos!
Tudo começa com as Realizações para PorkosTV (esta semana o 'nível' dos comentários em directo foi de bradar aos céus...!!!), os Casos e os pseudo-Casos são fabricados ou escondidos, tudo em directo... A forma como a restante descomunicação social repete os sound-bytes 'manipulados' mal os jogos terminam é exemplar de tudo o que não deve ser feito, por supostos jornaleiros...
Como quero ser 'curto' deixo aqui os Links, a vários post's da Gloriosesfera, que mostram vários lances desta época (e da última) que passaram quase 'despercebidos' pelas TV's e pasquins... sem indignações, sem histeira, tudo normal: Guachos Vermelhos, O Antitripa, Hugo Gil, Influência Arbitral...!!!
É só escolher...!!!! E nenhum destes Casos abriu Telejornais, em TV's generalistas, nem sequer apareceram nos resumos que essas TV's generalistas normalmente mostram os golos... Hoje, foi um massacre...

A arbitragem de Tiago Martins foi horrível... mas ao contrário daquilo que os avençados tentam 'mostrar', os erros foram muitos e variados... Para mim, ao não mostrar vários Amarelos aos jogadores do Moreirense, durante o jogo (tal como tem acontecido em todos os jogos do Benfica...),  condicionou totalmente o desenrolar do jogo, e inclusive provocou a ira (parva) do Samaris no final da partida... Não é fácil estar no banco a assistir a um festival de 'paulada' e depois quando o grego 'entra', faz uma falta 'normal', e tem que ouvir a indignação (parva), de quem fez mil vezes pior durante o jogo todo!!!!
Logo aos 10 minutos o Caue dá uma cotovelada no Semedo no pescoço...  a falta foi marcada, mas cartão nada... e mesmo assim o banco do Moreirense fartou-se de protestar!!!! E foi assim o jogo quase tudo... Sané, Nildo, Dramé, Neto, Sagna... faltas atrás de faltas...
Por exemplo, na jogada antes do golo do Mitro... o Salvio tem um remate de longe à figura do guarda-redes... esta jogada começa com uma tabela do Jonas, que leva uma cacetada enorme e fica no chão, o árbitro, bem, deu a lei da vantagem... A 'entrada' sobre o Jonas, é idêntica à do Luisão, mas não houve repetição... O remate do Salvio até teve várias repetições, mas a repetição começava sempre, já com o Jonas na relva... Isto, é pura e dura manipulação...
Eu (todos nós) não sei se a falta sobre o Jonas foi para Vermelho, porque o PorkosTV não quis que ninguém a visse...!!!
O Luisão devia ter levado Vermelho, a 'entrada' é igual, à falta que o Luisão sofreu em Setúbal... mas curiosamente não me recordo da indignação porque o Nuno Pinto não foi expulso...
O Dramé quando levou o 1.º amarelo (e único) devia ter sido o 2.º!!! E perto do final ainda agrediu o Cervi...
O Samaris mesmo com toda a razão do mundo, não podia reagir daquela maneira... Mas curiosamente a 'vitima' do Samaris, nem sentiu o murro!!!


Curiosamente, tudo isto acontece na mesma jornada, onde o Veríssimo permitiu que o Filipe mais uma vez, chegasse ao fim do jogo!!!! Sim, mais um jogo onde o Central dos Corruptos merecia a expulsão... e não foi!!! Em cada 10 jogos, o caceteiro merece 9 expulsões... é uma boa média.. e curiosamente, como jogador dos Corruptos, nunca é expulso!!!!!!!

Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
20.ª-Nacional(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(3-0), Mota, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Braga(f), V(0-1), Tiago Martins, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
23.ª-Chaves(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), Sem influência no resultado
24.ª-Feirense(f), V(0-1), Soares Dias, Nada a assinalar
25.ª-Belenenses(c), (4-0), Esteves, Prejudicados, Beneficiados, (4-0), Sem influência no resultado
26.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Pinheiro, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
27.ª-Corruptos(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), (-2 pontos)
28.ª-Moreirense(f), V(0-1), Tiago Martins, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
20.ª-Corruptos(f), D(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
21.ª-Moreirense(f), V(2-3), Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
22.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Esteves, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
23.ª-Estoril(f), V(0-2), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
24.ª-Guimarães(c), E(1-1), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
25.ª-Tondela(f), V(1-4), Paixão, Nada a assinalar
26.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
27.ª-Arouca(f), V(1-2), Godinho, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28.ª-Boavista(c), V(4-0), Mota, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), V(1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
20.ª-Sporting(c), V(2-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
21.ª-Guimarães(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
22.ª-Tondela(c), V(4-0), Luís Ferreira, Beneficiados, (0-1), (+ 3 pontos)
23.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (+2 pontos)
24.ª-Nacional(c), V(7-0), Paixão, Beneficiados, (6-0), Sem influência no resultado
25.ª-Arouca(f), V(0-4), Hugo Miguel, Nada a assinalar
26.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Beneficiados, Impossível contabilizar
27.ª-Benfica(f), E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), (+1 ponto)
28.ª-Belenenses(c), (3-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível de contabilizar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
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Épocas anteriores:
2015-2016

O desporto e os perigos do mundo...

"O jogo entre as Coreias, disputado no último sábado, foi um óasis de esperança num deserto de preocupação à escola global.

Os mais recentes desenvolvimentos na Síria tornaram o Mundo mais instável e imprevisível.
Os factores de preocupações acumulam-se a ninguém pode garantir exactamente onde iremos parar. É a tensão entre norte-americanos e russos, a insegurança na Europa provocada pelo Daesh, a crise regional no extremo oriente, a fragilidade dos Estados africanos, a ameaça fundamentalista islâmica, a que acresce uma lógica populista na América do Sul que só contribui para a incerteza. Esta pulverização de players, que nasceu do fim da guerra fria, torna o futuro insondável. E com sinais de esperança cada vez menos nítidos.
Vem este introito a propósito do papel que o desporto pode ter como agente de détente. Não há nenhuma linguagem comum no planeta tão eficaz como a prática desportiva. Há dois dias, em Piongyang, Coreia do Norte e Coreia do Sul defrontaram-se num jogo de futebol (Mundial feminino, 1-1), perante 40 mil espectadores, sem incidentes, ao contrário do que vai marcando as relações entre dois países que são uma nação.
Há mais de um quarto de século (1991), Portugal foi palco do Mundial de sub-20 onde participou a equipa unificada da Coreia, representando na mesma selecção o Norte e o Sul. Pensou-se na altura, o Muro tinha acabado de ir abaixo, que o desanuviamento ia vencer e os tempos vindouros seriam de paz e progresso. Sabe-se que nada aconteceu assim, o equilíbrio da Guerra Fria deu lugar a uma era mais confusa, de globalização, de prognóstico reservado. Mas o potencial do desporto - onde a diferença é feita apenas pelo talento e nunca por raça, cor, credo ou ideologia - como força inclusiva continua a ser diferenciador.
O futebol, como modalidade mais popular do planeta, tem um contributo importante a dar, assim as Nações Unidas tenham capacidade para compreender a sua eficácia. Mas as restantes modalidades também são relevantes, tornando-se desde já uma prioridade garantir que o movimento olímpico não é contaminado pela radicalização de posições, nomeadamente pela medidas anti-emigração de Donald Trump que estão a um pequeno passo de minar as hipóteses de Los Angeles como sede olímpica de 2024.
Hoje, o Mundo é um sítio perigoso. Que o desporto pode ajudar a ser melhor. Vamos a isto?

(...)
Rei
Rui Vitória
Na semana em que prolongou a ligação ao Benfica, viu a sua equipa passar o obstáculo de Moreira de Cónegos e continuar na liderança do campeonato. No entanto, a forma como os encarnados actuaram frente ao detentor da Taça da Liga deve motivar profunda reflexão de Rui Vitória. O melhor foi o resultado.

Jorge Jesus, por vezes, é difícil de entender...
«Ao longo dos anos tenho tido batalhas de comunicação com os meus rivais (...) Depois do jogo, fora do contexto, respeito toda a gente»
Jorge Jesus, treinador do Sporting
Fez bem, o treinador do Sporting em voltar ao tema de Rui Vitória no Fórum de Treinadores da ANTF. Concordo que a comunicação é um instrumento que pode ajudar a ganhar jogos de futebol (e outros coisas, claro está...) e que deve ser entendida numa lógica de estratégia. O problema é quando se pisam linhas que não podem ser pisadas. Creio que, à sua maneira, Jesus pediu desculpa...

Barcelona afundou-se a 'Sur' da Andaluzia
Depois do empate caseiro com o Atlético de Madrid (1-1), muitos adeptos do Real temeram pela conquista da Liga. Porém, o Málaga, treinado por um madrilista sem mácula, Michel, impôs uma derrota ao Barcelona (com golo de um ex-'culé', Sandro) que mereceu honras de capa do diário 'Sur'. Grande campeonato!

Português voador
Miguel Oliveira continua a mostrar atributos para brilhar ao mais alto nível no motociclismo. Ontem foi segundo no GP da Argentina em Moto2, subindo ao terceiro lugar na classificação do Mundial. Depois de ter-se revelado como competidor credível na categoria mais baixa, e cumprida que foi a temporada de adaptação ao escalão intermédio, o piloto de Almada espreita a possibilidade de aceder, mais ano, menos ano, à piscina dos grandes, o palco natural para quem tem demonstrado tanto talento e tão grande capacidade competitiva."

José Manuel Delgado, in A Bola

Uma outra forma de ganhar

"Vitória devia ter mexido mais cedo. O Benfica ficou mais organizado após as substituições.

Faixas tomadas, pouco Jonas
1. Não houve muito futebol na primeira parte. A bola andou muito pelo ar e o Benfica não teve muitas oportunidades. O Moreirense apresentou uma estratégia que assentava em anular o jogo lateral do adversário e apostar nos contra-ataques rápidos para Dramé e Boateng. Com as faixas tapadas, o Benfica apresentou uma defesa a três, com o recuo de Fejsa, projectando os laterais e apostando no jogo interior de Salvio e Rafa. Mas a equipa não conseguiu sair a jogar com qualidade porque a estrutura do Moreirense não deixou, deixando Mitroglou demasiado sozinho. Foi como uma ilha no meio do ataque, com o avançado grego a ser muito pouco servido e sem que Jonas tivesse feito um bom jogo. Digo mesmo que pouco se viu de Jonas. Só que num livre lateral com excelente execução de Pizzi (foi como se tivesse colocado a bola com a mão na cabeça de Mitroglou) as águias inauguraram o marcador. E em relação a Pizzi deve dizer que apesar de não ter feito um grande jogo, esteve em dois lances muito importantes: esse livre e um passe a rasgar para isolar Rafa.

Lindelof tira o golo a Dramé
2. Na segunda parte o Moreirense melhorou. Nada tinha a perder, ficou mais desinibido e criou duas/três oportunidades de golo. O Benfica sentiu muitas dificuldades e um dos momentos do jogo foi aquele corte do Lindelof que impediu o golo de Dramé, que na minha opinião foi o melhor jogador em campo. Penso que o Rui Vitória podia ter mexido mais cedo, porque a partir do momento em que pôs Zivkovic, Cervi e Samaris o Benfica passou a estar mais confortável e organizado, com Samaris a dar mais apoio a Fejsa e a Pizzi. Foi nesses últimos 10 minutos que os encarnados criaram a melhor oportunidade da segunda partem quando Mitroglou se isolou e tentou o golo de pé direito, já descaído para a direita.

Os anormais buracos
3. Em termos gerais, podemos dizer que não foi um jogo bem conseguido do Benfica e que deve merecer alguma reflexão por parte da nação benfiquista. Ao contrário do que a equipa habituou os seus adeptos, não houve solidez, porque na verdade o Moreirense encontrou muitos buracos.

Valem os três pontos
4. Em suma, foi uma vitória de rendimento mínimo, mas as grandes equipas também têm maus momentos. Mas valem os três pontos e neste momento o que mais importa na luta pelo título são as vitórias. Há várias formas de ganhar, esta é uma delas."

Vítor Manuel, in A Bola

Sinais da bola

"Enchente
A onda vermelha invadiu Moreira de Cónegos e horas antes da partida já as ruas da localidade estavam cheias de camisolas encarnadas. Durante o jogo, os adeptos transformaram o recinto em miniestádio da Luz. Bancadas cheias são sinal de cofres recheados...

Olha quem voltou
Noite de regressos (na Liga) na equipa de Rui Vitória: Fejsa e Grimaldo são opções que o treinador encarnado agradece nesta recta final de época que se advinha intensa. O médio sérvio e o defesa-esquerdo espanhol ainda procuram ritmo mas dão mais futebol à equipa.

Sem travões
Relvado com medidas mais curtas foi teste aos velocistas de ambas as equipas, que aplicaram a fundo os sistemas de travagem. Quando não conseguiram parar, pagavam os repórteres fotográficos que devem ter ficado com algumas nódoas negras.

Lado bom do futebol
Mitrolgou voltou a ser decisivo para as águias: um golo deve valeu pela quinta vez a vitória encarnada. O grego foi também protagonista no final: um menino atrevido pediu-lhe a camisola. Tirou-a e ofereceu-a ao petiz. O futebol também é bonito por isto.

Lado mau do futebol
Os nervos têm andado à flor da pele nas últimas semanas. Ontem os ânimos incendiaram-se após lance em que Samaris foi (mau) protagonista, envolve socos no estômago de Diego Ivo. Não havia necessidade. O lado mau do futebol está de volta..."

Paulo Alves, in A Bola

PS: É curioso que autor desta crónica, adepto Corrupto, que normalmente faz a cobertura aos jogos e à semana Corrupta, ache que o lado mau do futebol está de volta por causa do Samaris...
Não me recordo de ler nenhuma crónica assinada pelo próprio, preocupado, com o lado mau do Filipe do Alex Telles do Mini, dos mergulhos constantes do Piscineiro Silva... não sei o que o senhor pensa do Canelas das invasões aos locais de treino dos árbitros... nem me recordo de ler crónicas deste senhor a falar sobre o Apito Dourado...!!!

A lei 14: o penálti (não digam "grande penalidade"!)

"Estamos quase a terminar esta viagem pelas leis de jogo. Hoje iremos partilhar o que de mais relevante há para saber sobre um dos momentos mais decisivos e emocionantes do jogo.
Lei 14 - O pontapé de penálti
Ponto prévio: não digam mais "grande penalidade".
A nossa tradução das leis de jogo já retirou essa expressão. É mesmo penálti (ou melhor, pontapé de penálti).
Então vamos a isso...
Um pontapé de penálti é concedido à equipa que sofre uma infracção passível de livre directo mas no interior da área adversária (ou, como agora prevêem as regras, também às que são cometidas pelo defensor, fora do terreno de jogo mas na zona onde se enquadra a área de penálti).
Procedimentos mais importantes:
A bola tem que estar imóvel e sobre a marca. O executante identificado pelo árbitro. O GR deve estar de frente, sobre a sua linha de baliza e entre os postes, até o pontapé ser batido. Para que "entre em jogo legalmente", a bola deve ser chutada para a frente e deve mover-se claramente.
Mas há mais...
Todos os jogadores (menos quem executa e quem defende) devem estar dentro do terreno de jogo, fora da área, atrás da linha da bola e a pelo menos 9.15m da bola (daí a importância da "meia lua").
O executante pode até pontapear a bola de calcanhar... desde que ela se mova claramente para a frente. Ele não está obrigado a estar de frente para o GR.
Se o executante tocar na bola uma segunda vez consecutiva (ex: se fizer uma recarga ao seu remate, que foi devolvido pelo poste ou pela barra), é punido com pontapé livre indirecto no local do 2' toque.
Se esse segundo toque for com a mão, o livre passa a directo.
Outra. Considera-se que o penálti está concluído quando a bola sai do terreno, deixa de se mover ou se o árbitro interromper a partida para assinalar uma infracção.
Mais uma que muitos desconhecem: o tempo de jogo (no fim da 1P ou da partida) pode ser prorrogado para que se execute o penalti assinalado no limite do tempo regulamentar: aí o árbitro deve informar os capitães que, assim que este termine o seu efeito, o jogo termina de imediato. 

Infracções / Sanções
São muitas e para variadíssimas situações possíveis.
Vamos aqui tentar apresentar apenas as mais significativas. Então estejam bem atentos:
Falta do executante ou de algum outro atacante (ex: entrada na área antes do pontapé ser batido).
Se for golo, repete.
Se a bola não entrar, o árbitro interrompe de imediato e marca livre indirecto no local da infracção. 
Falta do GR ou de algum outro defesa (ex: entrada na área antes do pontapé ser batido).
Se for golo, é validado.
Se não for, o penálti é repetido. Se a falta for do GR (por exemplo, mexer-se para a frente antes do pontapé, é-lhe exibido o amarelo).
Faltas que são punidas com livre indirecto contra a equipa atacante quer o penálti resulte ou não em golo.
Penálti executado para trás.
Colega do executante remata na vez do seu colega que já estava identificado para pontapear (aqui ainda vê o amarelo).
"Paradinha". Ou seja, depois de terminar a sua corrida, o executante simula, de forma ilegal, bater a bola mas não o faz de imediato. Também é advertido.
Infracção simultânea das duas equipas. O pontapé de penálti é sempre repetido (resulte ou não em golo).
Bola toca num elemento estranho depois de entrar em jogo mas antes de terminar o seu efeito.
Pontapé é sempre repetido (depois de retirado o objecto do terreno de jogo).
Depois de tocar no poste, barra ou GR, bola ressalta para o terreno e toca num elemento estranho.
Considera-se que já terminou o seu efeito. Aí o jogo é interrompido, o elemento a mais é retirado e a partida recomeça com bola ao solo.
Difícil de decorar tudo isto, certo? Imaginem lá dentro. Com suor e transpiração, com menor lucidez devido ao cansaço acumulado e às peripécias do próprio jogo. Ter que pensar e decidir bem, numa fracção de segundo. Aplicar a teoria na prática ali. Sem hesitar. Rapidamente. Com coragem e firmeza.
Na televisão parece tudo tão simples...
Voltamos para a semana."

O apoio que um atleta dá ao outro: os milhões que isto vale!

"Durante a minha convivência e trabalho na equipa profissional de futebol que acompanho, tenho-me deparado com uma situação regular e bastante positiva. Atletas com uma regular predisposição para estarem sempre a apoiar e manter os outros focados na tarefa e num estado de espírito fantástico. 
Comento com os outros treinadores que aquilo não tem preço. Vários estudos compravam que o apoio e o feedback positivo que os colegas dão uns aos outros é do que mais contribui para manter os atletas/colegas num estado motivacional para a tarefa, em níveis bastante elevados.
Os meus colegas treinadores dizem-me que sempre conheceram aqueles atletas em contexto de treino e de jogo deste modo. Situações que se sucedem diversas vezes de um apoio a um atleta mais jovem, ao atleta que joga na frente dele, às tarefas, ao não esquecer isto e aquilo, ao manter o foco após o erro. Por vezes consideramos isto bom, mas não sabemos até que ponto isto supera o feedback de qualquer outro elemento da equipa.
Um atleta que funciona com um registo activo e focado para si e para os outros é daqueles valores nas nossas equipas que deveria ser mais valorizado. Não forçado, mas valorizado para que esses elementos mantenham esse registo ou permitam abrir portas para que outros o façam. Se calhar de modo menos genuíno, é verdade, mas poderão sempre começar aos poucos a ter um comportamento de interajuda que vale ‘milhões’.
Quando leio entrevistas de grandes jogadores, quase todos referem a importância do apoio que tiveram nas suas equipas. Da equipa técnica e de algum colega em especial que o suportou em muitos momentos. Que para os mais distraídos, seriam momentos banais, mas que o colocaram sempre numa autoestima e confiança superior ao que estaria sem aquele apoio.
Parabéns a esses profissionais (no futebol e noutros ramos) que percebem que existem outras ajudas que podem trazer para os plantéis das nossas equipas e dos nossos desafios da vida. Não fazem deles os melhores jogadores ou pessoas, mas conseguem acrescentar valor de outro modo. Aos Vascos Fernandes, Fábios Cardosos, Brunos Cardosos, Paulos Sousas, Gonçalos Álvaros, obrigado! O futebol e a vida deveriam ter mais desses!"

Cadomblé do Vata

"1. Uma vez mais a festa da liderança portista durou apenas 24h00... isto é tão rotineiro que da próxima vez que o FCP assumir a liderança à condição, a Liga deve colocar sobre a classificação a frase "Pedimos desculpa pela interrupção, o líder regressa dentro de momentos".
2. Uma daquelas vitórias que aumenta em muito os níveis de confiança dos adeptos do SLB... sejam sinceros, quem não pensou ainda "porra se nem a jogar assim perdemos pontos, não vamos perder nunca".
3. Facto: o SLB jogava muito mais à bola quando tinha 10 jogadores lesionados do que agora que tem quase tudo são... é algo tão óbvio que durante o jogo desejo secretamente entorses em tibiotárssicas, micro-roturas e infecções bacterianas distribuídas aleatoriamente pelo plantel encarnado.
4. No final do jogo, os atletas do SLB festejaram efusivamente a vitória em Moreira de Cónegos... no Dragão ficou tudo altamente admirado "então, mas os lampiões empataram?".
5. Como confesso admirador do Sálvio, estou constantemente a tentar encontrar razões para o facto dele ser titular, mas já está muito complicado de sacar alguma coisa... neste momento já só me resta "porque tem uma águia tatuada no braço esquerdo"."

Benfiquismo (CDXXXIII)

Diamante!!!

Os 18 milhões que o Benfica deu por Rafa davam para comprar um hotel em Torremolinos, entre outras coisas

"Ederson
Como é que uma noite com tão pouco trabalho gera tanto zunzum perto da sua baliza? Ederson terá chegado ao fim como nós: sem perceber se faltam sete finais para o título ou sete meias-finais da Taça da Liga.

Nélson Semedo
Travou um interessante duelo com Dramé, que o nosso autocorrect insiste em corrigir para Drama, desta vez com alguma razão. Está numa fase da carreira em que a sua presença em campo intimida os adversários mesmo que não esteja particularmente inspirado, uma das muitas razões pelas quais será titular indiscutível desta equipa até ao fim dos seus dias na Luz. Por falar nisso, já só faltam umas semaninhas.

Luisão
Aos 30’, em desespero porque nada acontecia no seu raio de acção, avançou alguns metros para fazer o habitual lance de belo efeito em que desliza graciosamente no relvado e tira o pão da boca a um adversário, mas desta vez quase arrancava uma perna a Boateng. Felizmente o árbitro percebeu a nobre intenção do gesto e perdoou a expulsão a Luisão, que passou os restantes 60 minutos em campo a agradecer ao destino pelas segundas oportunidades.

Lindelof
Evitou que o chapéu de Dramé a Ederson aos 49 minutos entrasse na baliza, e quando assim é torna-se complicado dizer mal do rapaz. Reparámos que aos 31’ foi obrigado a jogar com o pé esquerdo, provocando uma reacção nos colegas semelhante à de George Costanza no episódio “The Little Kicks” quando viu a Elaine dançar.

Grimaldo
Não jogava há 6 meses, portanto adaptou-se facilmente ao ritmo de jogo e lucidez do futebol benfiquista. No caso do espanhol, estamos a contar com alguma margem de progressão.

Fejsa
É sempre agradável ter em campo um médio defensivo que sabe fazer faltas. Ao contrário de Samaris, passou o jogo a distribuir presentes, como por exemplo aos 24 minutos, em que atropela Boateng como se as suas circunstâncias anatómicas o tivesse obrigado a isso. Fejsa tem esta vantagem: não é exactamente um jogador de futebol e é quase sempre um dos melhores jogadores em campo. Com ele por perto, os colegas sentem-se mais seguros para falharem as iniciativas ofensivas. 

Pizzi
Começou o jogo alternando entre passes para as costas da defesa adversária e algumas tentativas de acelerar o jogo pelo centro. Percebeu que a coisa não resultava e tentou combinações com os colegas mais próximos, só que a maioria dessas combinações envolviam uma daquelas pessoas que diz “espera aí puto, já lá vou ter” e nunca mais aparece nem se digna a dizer nada, apesar de sabermos que leu as nossas mensagens no WhatsApp. Imune às piadolas, Pizzi acabaria por fazer mais uma assistência para golo.

Salvio
Estrela maior de um dos melhores movimentos colectivos da equipa, designado por “afastem a bola do Salvio”. Acontece sempre que é dado a Nélson Semedo a opção entre um passe para Salvio ou para Fejsa e o português opta pelo sérvio. A partir daí, a bola afastar-se-á do raio de acção do argentino, dando esperança a todos os adeptos. Foi substituído aos 66’ e a reacção não se fez esperar. A sua esposa Magali Aravena foi ao Twitter e escreveu ”En serio???????????”, uma pergunta com 11 pontos de interrogação, curiosamente o mesmo número de jogos em que Salvio não devia ter sido titular ou de intervenções incompreensíveis ao longo do jogo.

Mitroglou
Um cabeceamento perfeito que evitou seis milhões de cabeçudos, e pouco mais se lhe poderia pedir. Passou muito tempo de costas para a baliza a ver jogar Rafa e Salvio. Nem um nem outro lhe pediram desculpa no final.

Jonas
O Shéu apareceu agora na televisão. Autografou duas camisolas de jovens adeptos. Está tudo bem. Agora apareceu o Eliseu, que apresenta um novo penteado. Ninguém terá coragem de lhe dizer que parece estar a usar uma daquelas toucas de um empregado do McDonalds que trabalha na grelha. O Pizzi está a tirar fotografias com adeptos, com um olho na câmara e outro no autocarro. Agora apareceu o Luisão. Parece estar a pedir desculpa a uma senhora que lhe pergunta certamente pelo Jardel. Cortou para o Petit, que começa a falar no exacto momento em que desligamos o som. Dirá certamente que a sua equipa tem seis finais pela frente enquanto os jornalistas evitam o bocejo. E o Jonas? Alguém sabe do Jonas?

Rafa
Pedimos aos fãs da página que nos dissessem, na sua opinião, em que é que poderiam ser gastos os 16 milhões pagos por Rafa. A saber: um hotel em Torremolinos para organizar estadias de finalistas, bifes e costeletas para o Eliseu, dois Depoitres, mulheres e álcool, stock de cerveja para todos os jogos do Benfica até 2030 ou até Luisão abandonar o futebol, três Cervis, médicos e fisioterapeutas, mais 10 anos de avenças aos árbitros, uma piscina para o Jonas, a dívida do Vieira ao BPN, vouchers até aos 50 títulos nacionais, trinta e dois milhões e oitocentas mil pastilhas elásticas, segurança para o próximo jogo do Canelas em casa, e continuar a pagar à bruxa que nos garante a mija que temos tido. Aquela trivela de meia tigela é que não foi certamente.

Zivkovic
Antes de entrar, Rui Vitória pediu-lhe que evitasse surpreender o adversário com algum laivo de criatividade. O sérvio desobedeceu e foi, apesar de tudo, um dos responsáveis por empurrar um pouco mais o Moreirense de volta para o seu meio-campo. À medida que os minutos passavam, e perante a insistência de Rui Vitória, o sérvio acabou por obedecer e lá se diluiu na extenuante falta de ideias do futebol benfiquista.

Cervi
Um dos autores desta análise tem um filho de 4 meses que apresenta actualmente um penteado muito semelhante ao do Cervi. Ainda que no caso do bebé isso se deva às vicissitudes da genética, é suficientemente amoroso para nada dizermos de negativo acerca do jovem argentino, a quem atribuímos o mérito de não ter bolçado para cima de ninguém durante o jogo.

Samaris
Lançou hoje a sua candidatura a vice-presidente da FPF, mas o melhor que deverá conseguir é uma queixa do Sporting e uma merecida suspensão, tão justa pela agressão como pela estupidez do seu comportamento. Aconselhamos a estratégia de defesa Canelas 2010: se alguém perguntar, não te lembras de nada mas pedes desculpa à família do jogador, aos adeptos e ao futebol português."