Últimas indefectivações

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A renovação

"Conquistado o bicampeonato, indiscutivelmente o grande objectivo da época, a SAD prepara o futuro que se prevê de grande renovação. E fá-lo com tempo, evitando atropelos. Luís Filipe Vieira será, por estes dias, um presidente a desdobrar-se entre compras e vendas, e os milhões que consegue tirar a uns negócios para compensar outros. As saídas são inevitáveis. Sempre, mas ainda mais num ano em que o financiamento é escasso. O crescimento passa muito por alargar horizontes e continuar a expandir a marca Benfica para mercados que não sejam apenas os europeus, pelo sucesso desportivo na Champions, pelo rigor orçamental e, muito, pela venda de activos. São milhões de euros em causa e Vieira tem seguido, sem hesitações, o rumo que traçou para o clube. Tem contado com vários aliados, um dos quais o treinador, que tem mostrado que no futebol quase tudo se reinventa."

Vanda Cipriano, in Record

De Jardel a Jorge Jesus

"Para além de ter sido em Alvalade, o Kelvin do Benfica, Jardel fez esquecer Garay! Jesus: o seu salário... ou o próximo plantel?

Jardel foi, neste campeonato, o Kelvin de há dois anos... Quanto a golo inesperado, e decisivo!, nos derradeiros segundos de jogos que marcaram a história na conquista do título.
Aquele remate de Kelvin, tão surpreendentemente inspirado, ao minuto 90+2 de FC Porto-Benfica na penúltima jornada, virando tudo do avesso, fica na memória do país futebolístico e será eterno na memória portista; ainda mais crucial do que o lendário golo de Madjer que embalou o FC Porto para o seu primeiro título de campeão da Europa.
Aquele pontapé de Jardel, explodindo raiva a fechar Sporting-Benfica, terá sido mais decisivo do que possa parecer ainda na terceira jornada da segunda volta. Sem empate assim arrancado (num dia importantíssimo também para o Sporting, cuja candidatura a campeão ali de vez se evaporou...), o Benfica veria reduzida a metade a vantagem de 6 pontos sobre o FC Porto com que concluíra a primeira volta, e, sobretudo, sofrendo segunda derrota em três jogos (quase na passada de Vila do Conde), muito poderia abanar psicologicamente. Não existe qualquer vislumbre de outra sintonia entre Kelvin e Jardel...
O extremo portista acabara de ser posto em campo num tudo por tudo roçando desespero do treinador Vítor Pereira. Somava temporadas sem sequer ser primeiro suplente...; e aquela tamanha proeza não o lançou para superior nível; praticamente não voltaria a jogar, apesar da mudança de líder técnico, um ano depois confirmou-se ser dispensável (sempre flagrante défice de firmeza em estrutura competitiva) e, mais um ano decorrido, dele não há boas notícias vindas do Brasil... Fogo fátuo naquele inspiradíssimo pontapé...
O defesa central Jardel define-se pelo oposto de Kelvin: muito forte estrutura competitiva. Foi suplente da magnífica dupla Luisão-Garay, mas um suplente com muito boa resposta sempre que chamado, nomeadamente por castigos e lesões de Luisão. Para esta temporada, pesadíssima responsabilidade: preencher a vaga aberta pela transferência de senhor titular na selecção da Argentina. Poucas vezes alguém se lembrou de que Luisão já não tinha ao seu lado a classe com nível mundial, de Garay... Apetece dizer que só numa noite: primeiro jogo da Champions, na Luz, perante Zenit com Garay, Javi, Witsel...; derrota por 2-0, duas fífias de Jardel (o jogo que terá levado Jorge Jesus a 'desistir' da Champions; mas essa minha ideia será explicada noutro dia).
A forte estrutura competitiva de Jardel muito mais veio ao de cimo no rescaldo dessa noite desastrada que poderia tê-lo afundado. Não se ganha campeonatos sem jogadores (e, óbvio, treinadores) mentalmente pujantes na reacção a graves erros. Que campeonato, que temporada, Jardel veio a fazer! Concentradíssimo, eficaz. E com notório progresso na qualidade técnica, progresso que já expressara enquanto primeiro suplente. O seu mais poderoso trunfo já era conhecido: não há em Portugal defesa central mais rápido do que ele. Crucial na recuperação face a adversários que se escapam nas costas de cobertura defensiva, inclusive nas dobras a laterais ultrapassados. E essa velocidade de Jardel torna-se ainda mais importante ao lado de Luisão, o grande líder não especialista em rapidez a recuperar terreno. Jardel; decisivo no precioso empate, para o Benfica, em Alvalade, foi fulcral na consistência defensiva do campeão.  
Jesus continuará no Benfica? Muito se tem falado da questão financeira: aceitar, ou não, menor salário em novo contrato (insólita redução para quem é bicampeão e soma 6 temporadas a valorizar jogadores à escala de larguíssimo milhões em mais-valias).
Sim, esse poderá ser obstáculo a 4.º contrato no Benfica. Mas será mesmo o maior? Talvez outro... Decerto com muita razão, Luís Filipe Vieira faz questão fechada em orçamento substancialmente ainda mais baixo (já diminuído para esta época, vide perda de mais de meia equipa), mais, quase de certeza, continuidade de forte receita em transferência (s). Jorge Jesus, que pode sair em grande, com 3 títulos e mais 6 troféus (veremos se 7) em 6 anos, perguntará: que plantel para a próxima temporada? Exigência de novo milagre? Talvez aqui resida a questão chave."

Santos Neves, in A Bola

Cota... no Maracanã, a rebentar o nalgueiro, com burritos Bascos!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Custou mas foi !!!

Benfica 100 - 67 Ovarense
(3-2)
29-14, 16-14, 23-13, 32-26

Finalmente, um jogo normal!!! Sim, esta eliminatória era para ter sido decidida com três jogos parecidos com este!!! Mas não foi isso que aconteceu...
Tivemos uma entrada demolidora no jogo, foi um daqueles jogos, onde o adversário nunca teve a mínima hipótese. Defendemos bem, e atacámos melhor... Com o Slay a fazer provavelmente o melhor jogo no Benfica!!!
Agora, é preparar a Final com o Guimarães. E é melhor começar a jogar com esta atitude desde do jogo 1, porque o Vitória é melhor equipa que a Ovarense, e o(s) jogo(s) em Guimarães vão ter seguramente ambientes muito complicados, e se nós lhes dermos esperança, será ainda pior...
Estamos a 3 vitórias do Tetracampeonato, talvez por isso as bancadas tiveram bem compostas com um bom ambiente, empurrando a equipa para a vitória. Ainda tivemos o Jean-Jaques e o Heshimu nas bancadas a dar apoio, espero que se inspirem nestes múltiplos campeões pelo Benfica, e não facilitem... O Vitória é uma equipa diferente da Ovarense, têm mais peso, mais centímetros, têm jogadores 'ratos', e vão apostar tudo na agressividade defensiva, se igualarmos a intensidade a defender, seremos Tetracampeões, de certeza.
Parabéns à Ovarense (que não tiveram culpa do Benfica ter jogado abaixo do habitual nos primeiros jogos), que fez uma Meia-final muito boa, com alguns jovens a demonstrar bom potencial...

É importante não esquecer: o Benfica é Bicampeão!!!

Três boas leituras...

Ainda sobre os incidentes, que têm sido usados para tentar esquecer o facto do Benfica ser um actual Bicampeão, hoje, tivemos 3 post's exemplares:
Três textos, que informam mais e melhor, do que as horas e horas de televisão rasca, e jornalismo incompetente, que temos tido estes últimos dias.

Repito aquilo que já escrevi anteriormente: independentemente das supostas provocações, a reacção da PSP no Marquês, foi a principal responsável pela dimensão da batalha campal que tivemos no final dos festejos do Bicampeonato... Ainda agora na CMTV ouvi um deputado, elogiar a acção da PSP no Marquês, e depois elogiar uma acção do Corpo de Intervenção numa das manifestações junto da Assembleia da República, onde tiveram horas a levarem com uma chuva de objectos, incluindo garrafas em cima, e não reagiram!!! Só depois de terem avisado através de megafone, que iriam carregar, pedindo às pessoas para desmobilizar é que o fizeram...!!! Assim é fácil opinar, quando se consegue contradizer em pouco minutos...!!!
A segurança no Futebol, é hoje um negócio, para as empresas privadas, mas também para as próprias forças de segurança públicas. Além da incompetência evidente em alguns casos, desconfio que alguns dos casos mais mediáticos, só servem para gastar mais dinheiro, sem nunca atacar os verdadeiros focos de violência...

Com a conivência da comunicação social, sequiosa de espectáculo televisivo, e de informações privilegiadas junto das forças de segurança, temos os jornalistas a fazer analises totalmente parciais sobre os acontecimentos, é assim há muito tempo. As imagens da SIC, que mostram um polícia de cabeça totalmente perdida a provocar os cidadãos, e outro policia a pontapear outro cidadão pelas costas, aparentemente sem justificação para isso, inicialmente foram narradas, como uma excelente e profissional acção do Corpo de Intervenção!!! Só depois da denúncia das redes sociais, é que mudaram a cassete... Hoje, tivemos a foto do Polícia lançador de garrafas...!!! O João Guilherme diz bem, a grande diferença da agressão ao Pai em Guimarães, foi o facto fortuito da cena ter sido filmada, porque coisas daquelas acontecem todos os dias... e depois escrevem o querem nos relatórios, e no final é a palavra da autoridade contra a do cidadão. Isto não acontece por uma falta de regulamentação, leis, ou falha das instituições, isto acontece essencialmente devido a uma cultura geral podre...

E assim se diz algumas verdades...

Operação Marquês 34 (I)

"TRINTA E QUATRO. O número que mais ecoou no domingo depois das 20 horas, em Lisboa, como no Porto, Guimarães, Portugal de lés a lés, e na nossa diáspora. Num dia em que, estranhamente, o Benfica não marcou golos. Bastou que o meu segundo clube, Os Belenenses, tivesse marcado um. Depois de empolgantes 20 minutos iniciais em Guimarães em que o Benfica poderia ter selado o 34.º título, acabou por ser saboroso ter pressentido o «cheira a Lisboa» no belo Estádio do Restelo.
Um título indiscutível. 26 vitórias em 33 jogos, líder quase desde o início, mais golos marcados, nenhum golo sofrido de bola parada (excepto penalties), invencível na Luz, uma defesa coriácea (15 golos), uma dupla atacante (Lima e Jonas) com 35 golos, um colectivo acima das individualidades, algumas exibições de gala. 
Dois momentos decisivos: a vitória no Dragão e o golo de Jardel em Alvalade, quase a redimir o de Kelvin, de há dois anos. Uma conquista que revela quão importante é juntar a liderança de Luís Filipe Vieira, à notável competência de Jorge Jesus para reinventar jogadores e colectivos e à entrega dos atletas feita de capacidade, profissionalismo e união.
Neste seis anos de Jorge Jesus, três campeonatos e três segundos lugares (um dos quais terrivelmente inglório). O seu mais directo opositor venceu os outros três, mas teve apenas um 2.º lugar e ficou duas vezes na 3.ª posição. Essa coisa de que agora tanto se fala - ciclos - evidencia que muito está a mudar. Ainda que o único e objectivo ciclo seja o de toda a vida dos clubes. E aí, não há dúvidas. Um domingo à noite bem saboroso, perturbado por gente que não sabe ou não merece ganhar."

Bagão Félix, in A Bola

O golo que podia ter sido !!!

O açambarcador de títulos

"Jorge Jesus aponta ao sexto título (!) no espaço de um ano e à inédita dezena de troféus. Só falta passar no exame da Champions.

Jorge Jesus penou muito mas desde que começou a ganhar... tomou-lhe o gosto e não quer outra coisa. Tornou-se um açambarcador. Na época passada ganhou tudo. No último domingo assegurou o bicampeonato e igualou Artur Jorge e Jesualdo Ferreira na gotha dos tricampeões nacionais. Vai com uma safra de nove títulos em seis épocas no Benfica (3 campeonatos; 1 Taça de Portugal; 4 Taças da Liga; 1 Supertaça) e pode chegar ao dez - dez! - se vencer a final da Taça da Liga com o Marítimo, que está marcada para o dia 29 de Maio (sexta-feira) no estádio Cidade de Coimbra. Não sei se o Benfica vai vencer mais uma vez a sua competição fétiche (cinco triunfos em sete edições), mas que é favorito, isso é. Fique o leitor a saber que não há nenhum treinador na história do Benfica com uma dezena de títulos no palmarés. Nem na história do FC Porto - o recordista é Artur Jorge, com 8 títulos; nem na história do Sporting - o recordista é o húngaro Joseph Szabo, com 6 títulos (só estamos a contabilizar as competições nacionais; se incluirmos as regionais, Szabo ganhou 12 troféus para os leões).
Seja como for, o momento é de Jesus. Goste-se ou não dele, um facto é incontestável: este homem não só devolveu ao Benfica o hábito de ganhar como parece ter travado a histórica hegemonia do FC Porto - não quer dizer que o FCP não venha a reagir e não volte a dominar, mas neste momento a potência dominante é o Benfica - o Benfica de Jesus. Os sinais são evidentes. Na época passada, Jesus tornou-se o primeiro treinador benfiquista a ganhar três títulos numa época desde o cavalheiro húngaro Lajos Baroti em 1980-81 - o homem que dizia em cada frase: faz favor, senhor. Em Coimbra, no dia 29, Jesus pode erguer o sexto troféu em menos de um ano (!) e tornar-se o primeiro treinador na história do Benfica a ganhar três títulos em duas épocas seguidas... ele que no ano de 2014 cometeu a proeza inédita - sim, nem o FCP conseguiu uma coisa assim!... - de ganhar todas as provas nacionais de enfiada: Campeonato (assegurado a 20 de Abril), Taça da Liga (7 de Maio), Taça de Portugal (18 de Maio), e Supertaça Cândido de Oliveira (10 de Agosto), as três últimas à custa do Rio Ave...
Dirão alguns críticos que Jorge Jesus é uma espécie de campeão de trazer por casa, incapaz de mostrar serviço na Liga dos Campeões. Há verdade no remoque. Só um cego não repara que Jesus tem chumbado consecutivamente no exame da Champions. E, convenhamos, é difícil considerar mestre da táctica um treinador que, por norma, não consegue ultrapassar a fase inicial da competição mais importante, onde se forjam as grandes equipas, os grandes treinadores e os grandes jogadores. Essa é a grande pecha da carreira de Jesus. O ponto de interrogação não esclarecido, a dúvida que lhe ensombra a imagem - até internacional - a cadeira que lhe falta para terminar o curso. Acredito que Jorge Jesus só ainda não conseguiu a unanimidade entre os adeptos benfiquistas devido aos fracassos constantes (a ponto de se tornarem embaraçosos...) no exame que o FC Porto costuma passar com uma perna às costas.
Talvez para o ano?
(...)"

André Pipa, in A Bola

Momentos decisivos

"No fim do jogo do Dragão em que o Benfica ganhou 2-0, Lopetegui disse qualquer coisa como: 'Agora ainda tenho mais certeza de que seremos campeões'. Esta declaração fez-me lembrar Paulo Fonseca, que um ano antes, após uma derrota, dissera: 'Tenho a certeza absoluta de que em maio estaremos em 1.°'. Assim, ao ouvir Lopetegui, pensei: será que a história se vai repetir?
Até ao fim, o treinador do Porto foi fiel a si próprio: arrogante, desmerecendo os adversários, atribuindo as culpas dos desaires a terceiros. E no domingo aconteceu o pior que lhe poderia acontecer. Se o Benfica e o Porto ganhassem, o Benfica seria na mesma campeão mas Lopetegui teria a possibilidade de dizer: 'A equipa fez a sua obrigação, mas infelizmente não chegou'. Só que, mais uma vez, o Porto não conseguiu aproveitar a escorregadela do Benfica. Mais uma vez, Lopetegui falhou. E, não se sabendo se ficará ou não, uma coisa é certa: se ficar, será por vontade do presidente contra a vontade dos adeptos. Entretanto, a meu ver, o momento decisivo do campeonato não foi aquele clássico no Dragão - mas sim o golo de Jardel ao minuto 90+3 que evitou a derrota em Alvalade. Esse golo não valeu pelo ponto que proporcionou: foi o tónico que salvou o Benfica num momento crítico.
Se esse golo não tivesse entrado, o Benfica soçobrava. Carregando a memória cruel de golos fatais no fim dos jogos - o de Maicon na Luz, o de Kelvin no Dragão, o de Ivanovic na final da Liga Europa -, os benfiquistas viram nesse golo tardio de Jardel em Alvalade o sinal de que a sorte tinha mudado. E essa crença foi determinante para o ataque ao último terço do campeonato."

Maus exemplos

"O que se passou em Guimarães e no Marquês de Pombal confunde. Há coisas do futebol, mas há outras que não têm nada a ver com o fenómeno desportivo. Insultos, uns quantos socos e pontapés entre adeptos rivais é futebol, sempre existiu e sempre existirá quando se mexe com as paixões das pessoas. Umas dezenas de idiotas a provocar e a agredir polícias, escudados em milhares de inocentes, é um ato criminoso e também um sinal de que a sociedade portuguesa é nesta altura pouco menos do que um barril de pólvora. Os polícias usaram de violência excessiva? Em alguns casos seguramente que sim. Mas ninguém estará à espera que vistam um manto de santidade juntamente com o uniforme e, depois, o Marquês foi palco de uma guerra e era preciso firmeza, ou a coisa seguramente teria sido ainda mais grave. Mas isto não foi futebol. Aconteceu agora na festa do Benfica, mas, por exemplo, aconteceu também há pouco tempo em Cascais, num concerto do Anselmo Ralph, lembram-se?
O que se passou em Guimarães também não foi futebol, nem é a imagem da nossa polícia. A provar-se tudo o que mostram as imagens, o que vimos foi um abuso de autoridade bárbaro e injustificável. Tem de ser punido.
Ao futebol, infelizmente, não podemos deixar de associar a carta aberta escrita por um vice-presidente do Benfica, depois de ganho o campeonato, a gozar com o treinador do FC Porto. Nem as publicações quase diárias de textos insultuosos para o Benfica numa revista digital oficializada pelo FC Porto. Ou ainda os constantes discursos de vitimização e ataques do presidente do Sporting aos jornalistas. São exemplos. De má sociedade e de mau futebol."

Nélson Feiteirona, in A Bola

PS: Devo esclarecer, que pessoalmente até compreendo o conteúdo do post do Rui Gomes da Silva, a forma como tem sido atacado constantemente, tanto no programa, como nas redes sociais, não deve ser fácil de encaixar... Mas como vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica (clube), acho que não devia ter aquele tipo de discurso em público. Mesmo que tenha toda a razão do Mundo...

A semiótica no nosso futebol

"A semiótica é a ciência que estuda os signos. Cem anos que viva, cem anos me recordarei das palavras do professor Henrique Levy, numa das primeiras aulas do segundo ano de universidade. Lembro-me de estranharmos (quase todos) o conceito e de como ao longo da vida o mesmo se foi tornando cada vez mais claro, sobretudo pela observação.
Se os semiologistas se dedicarem a estudar as imagens fortes do último fim de semana desportivo em Portugal, não lhes faltará matéria.
Comecemos pelo mais chocante, o caso do polícia que agrediu um pai de família que assistia o filho de 9 anos. As fotografias que o JN nos trouxe de um outro agente a abraçar a criança devolvem a esperança: afinal, ser chefe não deu mais autoridade ao oficial que se descontrolou emocionalmente. Melhor: os seus subordinados ficaram chocados, como todos nós.
No FC Porto: Lopetegui ajoelhou-se, repetindo o gesto de Jesus há dois anos (aos pés de Vítor Pereira) e assim assumiu a derrota. Mais: enquanto destruía o banco de suplentes no Restelo, os elementos da estrutura mostravam estado de espírito muito diferente, dando a entender que o espanhol não é propriamente o homem mais acompanhado do planeta azul.
No Benfica: a serenidade de Jorge Jesus e de Luis Filipe Vieira na celebração do título é contrastante com a euforia das outras conquistas na era Jesus. E na ciência (mesmo que seja a semiótica) como na vida, julgamentos precipitados são sempre perigosos.
Jesus não estava eufórico porque o seu ciclo na Luz chegou ao fim, terá ocorrido a muitos. Sobretudo quando assistiam à subida do treinador ao palanque, no Marquês de Pombal. Ia sereno ou desinteressado? Afinal, ia só devagar, para fazer o caminho ao lado do presidente, por quem esperou. Afinal, o segredo do sucesso..."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Foi assim...

Por dentro...


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De Trás-dos-Montes, às Beiras, às Lezíria e às Ilhas!!!

Norte

Benfiquilândia !!!

Marquês

Sul