"Logo em julho, quando Roger Schmidt começou a moldar e a afinar a equipa do Benfica para dobrar a primeira montanha da época e validar a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, ficou surpreendentemente claro que o ponta de lança preferencial do florescente sistema tático 4x2x3x1 seria Gonçalo Ramos. Desafio após desafio, a firme aposta do treinador foi retribuída pelo avançado que fez da afirmação o seu pontapé mais certeiro nesta temporada. Participante em 21 jogos (sempre como titular) da série de 25 encontros oficiais de invencibilidade das águias até à pausa (ou abrandamento competitivo, vá) para a realização do Mundial 2022, o jovem 'Made in Benfica' marcou 14 golos no somatório de todas as frentes, emergiu como principal 'matador' do Campeonato português e, indirectamente, promoveu o debate sobre um eventual papel na Selecção Nacional, já neste Campeonato do Mundo, assim Fernando Santos concedesse/conceda. O pedido de dispensa de Rafa da equipa das Quinas precipitou o inevitável: Gonçalo Ramos mereceu a convocação quando o selecionador refez a chamada em fase pré-Mundial. Mal seria se agora o número 88 benfiquistas não fosse incluído na lista final dos eleitos de Portugal para o Catar. Gonçalo Ramos trabalhou para justificar a titularidade no Benfica e, de caminho, foi recompensado tanto no Clube como na Selecção. E se se fundamenta a existência de equipas, de ideias de jogo e de lances de laboratório de autor, então é justo retratar-se a entrada do avançado das águias na Selecção como uma 'convocação de autores', com as assinaturas de Roger Schmidt, pela aposta, e, claro, de Gonçalo Ramos, pela sua fidelidade.
Darwin: já não falta tudo para a 'chacha'
O lugar que hoje 'é' de Gonçalo Ramos no Benfica foi de Darwin na época passada. O internacional uruguaio mudou-se para o Liverpool no começo do mercado de verão, num negócio que poderá atingir o montante de 100 milhões de euros, e depressa os deformadores de opinião se soltaram para colocar em causa a escolha e o volume do investimento do emblema inglês. Entretanto, a narrativa esboroa-se com a utilização, com os golos e com as assistências de Darwin... e já faltou mais para se ouvir ou ler a 'chacha' que, afinal, o Benfica vendeu mal e o Liverpool comprou barato."
"Há muitos e bons motivos para não devotar qualquer entusiasmo a este Mundial.
Desde logo o país que o recebe, sem tradição futebolística, onde os direitos humanos não são minimamente respeitados, e a quem a organização foi atribuída por métodos obscuros. Decorrente dessa atribuição, também a altura em que se realiza, interrompendo abruptamente, a meio da temporada, provas de clubes que seguiam empolgantes.
Tudo isto já seria suficiente para um boicote generalizado, mas há ainda factores desportivos, como o progressiva perda de interesse do futebol de selecções, resultado da acumulação de talento nos principais clubes europeus. Se outrora o Mundial era o pináculo dos bons jogos e do brilho das estrelas, esse papel é agora desempenhado pela Liga dos Campeões. Mundiais como os de 1982 e 1986 são hoje uma quimera histórica.
Noutro plano, a equipa nacional, embora recheada de jogadores extraordinárias, tem-se perdido era prestações medíocres. O Euro 2016, conquistado com uma dose substancial de sorte, já aconteceu há mais de 6 anos. Desde então, aqui e ali a sorte foi-se mantendo, mas o mau futebol também. Ronaldo é um jogador acabado, que continua, mais o seu umbigo, a ser elemento, condicionador (agora também desestabilizador) de todo o jogo da equipa. E depois há Otávio.
O jogador do FC Porto não tem perfil para representar o nosso país. E alguém que dentro de campo insiste em simulações e provocações para obter favores de arbitragem, e fora dele demonstra total de respeito pelos adversários. Lamento, mas não consigo sentir afecto por uma equipa integrada por este indivíduo."
"A bola já tola no projeto 'Para ti Se não faltares!', um pouco por todo o país. Rola a bola e rola a vida académica de centenas de jovens, rapazes e raparigas que encontraram neste projeto uma forma de explorar o seu potencial, descobrir novos interesses e aprofundar as suas capacidades numa lógica de melhoria individual continua e interdependência de equipa.
O projeto resume-se a isso. É simples, e o que é simples tende a funcionar. É um projeto que 'não dá lições de moral' aos jovens, não castiga: premeia, não obriga: negoceia, não exige: incentiva, e por aí a fora. E, sobretudo, é um projeto que não recrimina, é um projeto que não recrimina, que acredita verdadeiramente nos jovens e lhes diz isso olhos nos olhos.
Na verdade, o projeto acredita incondicionalmente em cada um destes jovens, nas suas capacidades, na sua vontade e na verdade do que dizem e fazem. Do lado de cá, a Fundação leva o Benfica e os seus valores, justiça, ambição e solidariedade. Leva ainda mais Benfica na mística que tudo faz acontecer e que faz tudo possível quando estamos juntos e damos o máximo de nós. Porque nós sabemos bem que um de nós ganha, vencem todos, e, sempre que todos ganham, vence cada um de nós."
Álvarez, Nicolía e Ordoñez são os 3 hoquista do Benfica campeões do mundo de hóquei em patins. Foram mais 2 na final: Diogo Rafael e Pedro Henriques;
6
São 6 os jogadores do Benfica presentes no mundial de futebol: António Silva; Bah; Enzo; Gonçalo Ramos; João Mário; Otamendi;
13
É a 16ª vez que o Benfica está invicto nos primeiros 13 jogos do campeonato, mas somente a 5ª que o consegue com, no máximo, um empate;
25
“Jogos oficiais” invencível desde o início da temporada. É a 4ª vez, considerando todas as competições oficiais (regionais, nacionais e internacionais – é também a 4ª vez excluindo as regionais) que o Benfica não perde nos primeiros 25 jogos (anteriormente conseguiu-o em 1964/65, 1971/72 e 1977/78). Sem regionais, 1959/60 substitui 1964/65 na lista);
33
Gonçalo Ramos chegou aos 33 golos pela equipa de honra do Benfica (incluindo particulares) e figura agora no top100 dos goleadores benfiquistas. Em competições oficiais soma 28;
37
Ao fim de 13 jogos o Benfica leva 37 golos marcados na presente edição do Campeonato Nacional. Para encontrar um registo mais volumoso há que recuar a 1989/90. E desde 1976/77, inclusive, só em 2 épocas o Benfica foi mais concretizador (38 em 1983/84; 40 em 1989/90);
134
Grimaldo passou a ser, a par de Salvio, o jogador com mais jogos neste estádio da Luz (inclui particulares);
250
Rafa representou o Benfica pela 250ª vez em competições oficiais. 47º com mais “jogos oficiais” pela equipa A do Benfica, é o 3º entre os atuais membros do plantel (André Almeida e Grimaldo lideram este ranking);
300
Grimaldo atingiu os 300 jogos pela equipa de honra do Benfica (incluindo particulares). É o 50º a fazê-lo."
"1. 25 jogos sem derrotas. Primeiro lugar com 8 pontos de avanço, ao qual se juntam melhor ataque e melhor defesa do campeonato. Todos os objectivos planificados foram alcançados com sucesso. Passo a passo. Primeiro, o apetrechar da equipa com os reforços pretendidos de forma atempada para garantir um sólido e estável arranque de época. Depois, o apuramento para a fase de grupos da Champions, com uma eliminatória e um playoff ultrapassados com distinção. Por fim, lugar nos oitavos de final da mais importante competição europeia, numa campanha selada com o primeiro lugar do grupo, deixando para trás PSG e vencendo por duas vezes os italianos da Juventus.
2. Em todas as provas, em todos os campos, traços fundamentais onde se forja o Benfica desta temporada: futebol ofensivo, personalidade, identidade, ambição, solidez e uma imensa comunhão com os adeptos. Mais de 57 mil adeptos no último jogo na Luz com o Gil Vicente é um número que fala por si. Mais: desde o ano do tetra que o Estádio da Luz não tinha uma taxa de ocupação tão elevada. A trajectória está definida, com humildade, realismo e sem foguetório antecipados. Venham os jogos da Taça da Liga e prossiga o campeonato. Venham os desafios e mantenha-se a superação. É este Benfica que queremos.
3. Em destaque neste jornal a reportagem sobre o lançamento da série Factory os Dreams: Benfica. Em 4 episódios, com distribuição na Amazon Prime em Portugal e diferentes plataformas além-fronteiras ao longo das próximas semanas, ficamos a conhecer por dentro o que é o Formar à Benfica e a excelência do trabalho que é desenvolvido no Benfica Campus. Com testemunhos de António Silva, Henrique Araújo, Rúben Dias, João Cancelo, Ederson, João Félix e Rui Costa, acompanhamos o trajeto da equipa da Youth League que se sagrou campeã europeia e venceu a intercontinental. Um documentário a não perder."
"A mais recente aposta do SL Benfica, a plataforma digital Benfica Play, começa a apresentar cada vez mais conteúdo original sobre o clube.
Durante a semana, foi lançada uma das mais antecipadas séries na plataforma. A série documental, Champions Cam, é baseada na campanha dos encarnados na mais recente edição da Liga dos Campeões.
Com quatro episódios, lançados um por dia desde terça-feira, os adeptos podem contar com conteúdo inovador que lhes oferece uma perspectiva nova junto do plantel, seja no balneário, no autocarro ou mesmo no avião.
Portanto, com quatro episódios no total, a série produziu momentos engraçados, momentos de harmonia, união, dedicação, ação e drama. Mas de todos os momentos proporcionados, quais são os que se destacam?
5.
Luisão coloca a braçadeira no braço de Otamendi (Ep. 3 – “Vou a Paris e já volto”) – Neste episódio, as águias tinham a difícil tarefa de jogar nos Parc des Princes após um empate na Luz.
A equipa preparava-se no balneário para um jogo com uma atmosfera difícil e num momento curto, mas importante, o ex-jogador e dirigente do SL Benfica pegou na braçadeira de capitão e colocou-a no braço de Otamendi.
Assim conseguimos ver o significado que a braçadeira tem para a equipa e a responsabilidade de quem a carrega tem.
4.
Julian Draxler fala português (Ep. 3 – “Vou a Paris e já volto”) – A contratação de Julian Draxler é a mais recente do clube, porém, mesmo sem estar no clube há muito tempo, parece já saber as palavras mais acessíveis.
Foi assim que assistimos a este momento caricato, acabando por ser o momento mais engraçado de toda a série, após se encontrar com dificuldades técnicas no seu lugar do avião.
3.
Rui Costa e Roger Schmidt partilham um momento (Ep. 1 – “Sem medo da Vecchia) – No primeiro episódio, a equipa viajou até Turim, não era favorita neste confronto e sem termos uma noção do que esperar no documentário, acompanhámos o plantel a chegar ao Estádio e a preparar para entrar na partida.
Contra todas as expectativas, o SL Benfica saiu do jogo como vencedor e no final do jogo, o Presidente do clube deslocou-se ao balneário e partilhou um momento com o treinador Roger Schmidt, que abraçados festejaram a vitória que tanto significa para ambos.
2.
Discursos de João Mário e Otamendi (Ep. 3 – “Vou a Paris e já volto”) – No terceiro episódio, como mencionado antes, a tarefa não era acessível e após um golo inaugural de Kylian Mbappe, parecia tudo mais complicado.
Todavia, antes do jogo começar, dois dos líderes da equipa, João Mário e Otamendi falaram com o resto do plantel para os preparar, transmitindo a vontade de mostrar personalidade, disputar todos os lances e dar tudo no campo.
No final, a verdade é que as palavras tiveram um impacto porque no final do jogo, os encarnados conseguiram marcar e sair de Paris com um empate.
1.
Show de Rafa assegura a passagem para os oitavos (Ep. 4 – “Mamma Mia!”) – Avançamos para o último episódio, e neste encontro o SL Benfica recebeu a Vecchia Signora no Estádio da Luz com o objetivo de se qualificar para os Oitavos de final.
Primeiro foi o jovem António Silva a marcar na Liga dos Campeões, seguindo-se de João Mário, porém, mesmo com alguma luta por parte da Juventus, não conseguiram parar Rafa Silva.
O Bis de Rafa fechou as contas do encontro, sinalizando o final 4-3, estando assim assegurada a passagem para os oitavos de final.
Concluiu assim a série, com o plantel a colher as sementes de trabalho árduo implementado ao longo de cada jogo. A série mostrou-nos um lado novo da equipa, de cada jogador e as suas posturas fora de campo. Uma excelente aposta e inovação de conteúdo que fascina qualquer adepto de futebol português, abrindo portas para o futuro do mundo digital."
"Lamento, mas não tenho tema. O Mundial está aí, e nem os bocejos antecipados pela perspetiva de assistir a um excitante Qatar - Equador na abertura me desmoralizam.
Li as recentes declarações de Blatter sobre o erro da escolha do organizador do Campeonato do Mundo e pensei em recuperar a história da atribuição do evento ao Qatar, o que daria para exibir o conhecimento dos muitos pormenores sórdidos apreendidos com a leitura do notável Red Card, de Ken Bensinger.
Coloquei também a hipótese de partir da sumptuosidade dos estádios para relembrar os mais variados relatórios sobre atropelos de direitos básicos dos trabalhadores, do sistema Kafala, das condições de trabalho horripilantes e das estimativas conservadoras de cerca de 6500 mortos.
Refleti ainda sobre os valores das sociedades ocidentais e como estes são tão facilmente relativizados em prol dos muitos milhões gerados por entretenimento. Combate à intolerância, democracias liberais, liberdades individuais e outras coisas, pelos vistos, são muito importantes...em circunstâncias convenientes.
Ponderei também dar brado à minha indignação pelo comunicado conjunto de várias federações, incluindo a portuguesa, exercendo um papel ativo numa operação de cosmética inaceitável deste Mundial e do Qatar. Assim como a versão polida e moderna, "powered by FIFA", do bafiento "cala-te e joga" face a protestos tímidos pela violação de direitos humanos.
Ou até poderia desenvolver algumas ideias sobre as aparentes políticas de eficiência fiscal por parte de uma entidade cuja existência se deve unicamente à delegação de poderes do Estado (gostaria de conhecer a opinião da Segurança Social sobre a forma como foi contratualizada a relação da FPF e equipa técnica).
No entanto, ouvi o Presidente da República: "O Qatar não respeita os direitos humanos. (...) Mas, enfim, esqueçamos isto. É criticável, mas concentremo-nos na equipa." E dei por mim a pensar no melhor onze português, esqueci essas coisas dos direitos humanos e afins - e fiquei sem tema."
Se a ideia é definir o melhor do Mundo num jogo de Xadrez como o do anúncio da Ferrari das malas, saibamos que aquela disposição das peças, mesmo sobre um tabuleiro irregular com 9 colunas, era de empate, sem saída para chegar ao xeque-mate sugerido por um caçador de “sound bytes” na conferência de imprensa a que o português se apresentou de surpresa.
A marca de acessórios preferida dos patos-bravos da bola realizou um genial golpe de “ambush marketing” por associação - que, para os patrocinadores oficiais da FIFA, terá o mesmo significado de uma banca da feira de Carcavelos -, com os dois melhores jogadores do mundo numa fotomontagem que pouco acrescenta ao prestígio de retratista de Annie Leibovitz.
A disposição das peças recria um “match” muito estudado entre o norueguês campeão do mundo Magnus Carlsen e o americano nascido no Japão Hikaru Nakamura, no Norway Chess de 2017.
Carlsen jogou com as brancas, como Ronaldo, e Nakamura com as negras, como Messi.
Carlsen e Nakamura empataram, mas o europeu venceu o torneio e o americano ficou em segundo - o que seria inspirador para um grande “match” de despedida, talvez sonhado pelos comerciais da FIFA, entre Portugal e Argentina, pela dimensão global dos dois G.O.A.T. do futebol.
Por alturas do Mundial da Rússia, alguém disse que "Cristiano Ronaldo é um excelente jogador de Xadrez, mas com a cabeça e os pés em todo o tabuleiro, movendo-se como a Rainha, em todos os sentidos e sem limites, pois sabe antecipar as jogadas e depressa encontra uma solução para os problemas”.
Esta conferência de imprensa, seguramente imaginada por um estrategista mais astuto do que quem o conduziu àquela armadilha do gambito do Manchester United frente a Piers Morgan, sem jornalistas ingleses nem perguntas incómodas, se fosse uma partida de Xadrez, passaria aos anais do jogo como a “Abertura Cristiana”.
Uma sequência de pequenos ataques por um jogador sereno, calculista e seguro dos seus movimentos sobre os vários tabuleiros onde joga o futuro, incluindo o de por-se a salvo de algum “sacrifício de troca” que o deixasse no banco de suplentes, pela FEMACOSA, frente ao Gana.
A grande-mestre Irina Krush diz que os três pilares do sucesso no Xadrez são a conjugação do tempo com o espaço e a harmonia, sem nunca perder de vista a segurança do Rei. No fundo, o “timing”, que Cristiano Ronaldo invoca como exclusivamente seu, em conjugação com o espaço do Mundial e a harmonia da equipa, procurando não expor a Seleção.
Mas uma predisposição psicológica que promete soluções e coragem, perante o maior repto da longa carreira, mostra-o apto e convicto, a fazer lembrar a legenda dos inesquecíveis diagramas de quebra-cabeças xadrezísticos de João Cordovil, no Diário Popular de há 50 anos:
"Em 1982, assisti ao jogo de abertura do Mundial, que se disputava em Barcelona, num salão do parador de Carmona, perto de Sevilha, junto com toda a seleção do Brasil. Treinadores, jogadores e jornalistas juntos frente ao único ecrã gigante do hotel, muitos a fumar na sala, o Daniel Reis na primeira fila causando um tumulto quando acendeu o cachimbo, "chopp" à discrição, rodinha de imprensa de Telé Santana mal terminou esse Argentina-Bélgica [a cena da foto, de há 40 anos].
Nada disto é sequer imaginável por um jornalista do século XXI, o tempo dos “direitos” de televisão e das restrições à comunicação. Mas tenho a certeza de que será possível muito melhor do que tem sido oferecido pelas televisões portuguesas, porque vejo-o nas brasileiras, inglesas e espanholas que me trazem a melhor e mais atual informação, inclusive sobre a seleção de Portugal.
O afã das equipas de reportagem das nossas televisões nestes primeiros dias no Catar lembra-me a febre da troca de “pins” nos Jogos Olímpicos.
“Já tenho o pin do Nepal, o mais raro”.
“Ora, eu tenho o da Coreia do Norte, o mais difícil”.
No Catar, tem sido idêntico.
“Hoje entrevistei um gajo da Indonésia com a camisola do México”.
“Ora, eu entrevistei um tailandês casado com uma brasileira”.
“Incrível como há pessoas do mundo inteiro num Mundial”.
“Incrível como há pessoas do mundo inteiro que respondem ‘Cristiano Ronaldo’ quando perguntamos se conhecem Portugal”.
Estender o microfone nas ruas de Doha a quem passa vestido às cores afigura ser o pináculo da carreira de um jovem repórter dos nossos dias. Ir ao Mundial e fazer memoráveis diretos ouvindo o máximo possível de sotaques diferentes de inglês de aeroporto, como quem colecciona medalhas para o currículo.
Nos Jogos Olímpicos andamos atrás das celebridades e a minha relíquia é, entre outros, um pin espanhol trocado com a Rainha Sofia no restaurante da aldeia olímpica de Atenas-2004. No Catar, andam atrás de “my friends” anónimos e desdenham as centenas de figuras históricas do futebol que lá estão, como convidados, espectadores ou comentadores de televisão.
“Hoje passei por um gajo da seleção do Brasil de antigamente, que está cá com a TV Globo, não me lembro agora o nome, mas estava ocupado a ouvir os prognósticos de um grupo de paquistaneses”.
“E o Pujol, da Espanha, passou mesmo rentinho a mim, mas na altura estava a entrevistar uns bacanos do Bangladesh”.
Trinta e duas seleções concentradas em 50 quilómetros quadrados, treinos e conferências de imprensa de manhã à noite, e nem uma reportagem sobre futebol. Nas últimas 24 horas: a chegada do Brasil, a lesão do Benzema, o catari de Mem Martins, o Plata do Equador, Paulo Bento com a Coreia do Sul, Coates e Darwin com o Uruguai, os desconhecidos do Gana - enfim, tudo o que eu gostaria de ter visto nestes dias parece ter sido tarefa impossível para os enviados portugueses.
Só pode melhorar!"
"Num jogo com muitas mudanças no onze inicial, a nossa equipa voltou a ganhar e a fazer uma boa exibição. A tarefa de entrar a vencer na Taça da Liga foi cumprida. Este é o tema em destaque na News Benfica.
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Frente ao Estrela da Amadora, em Leiria, apresentando um onze em campo diferente do habitual, a nossa equipa manteve a identidade, dominou o jogo e venceu.
Roger Schmidt elogiou a exibição e só lamentou alguma ineficácia no aproveitamento das muitas oportunidades de golo criadas: "Merecemos ganhar, mas penso que poderíamos ter sido um pouco mais inteligentes e converter as oportunidades que criámos, matar o jogo mais cedo e não termos de lutar até ao último segundo."
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Entre as várias novidades no onze inicial, saliente-se a estreia, a titulares, de João Victor e Brooks. No decurso da partida, Morato e Draxler regressaram após paragem por lesão e Gil Dias estreou-se na presente temporada. Schmidt frisou este aspeto: "Estou muito feliz por ter podido dar minutos a vários jogadores, com o regresso dos que estavam lesionados e que hoje voltaram e com os que jogaram pela primeira vez. É importante para nós que estes jogadores voltem."
Musa, Chiquinho e Draxler foram os autores dos golos benfiquistas. O médio português manifesta a ambição coletiva de "continuar o caminho bem feito" e aponta a conquista da Taça da Liga como um dos objetivos da temporada: "É uma competição que queremos ganhar, como todas as outras que disputamos."
Com este triunfo, o Benfica chegou invencível ao 26.º jogo oficial desde o início de época, igualando as séries registadas em 1971/72 e 1977/78, restando apenas 1959/60 com invencibilidade mais duradoura (31 — excluindo competições regionais; incluindo competições regionais, as maiores séries — 28 jogos — ocorreram em 1971/72 e 1977/78).
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O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, concedeu uma entrevista no âmbito do Thinking Football Summit, a qual pode ver no Site Oficial.
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Confira todos os resultados do fim de semana e marque já na sua agenda os vários compromissos das nossas equipas ao longo da semana, incluindo mais uma jornada da EHF European League de andebol, na Luz (amanhã, terça-feira, às 19h45, ante o Fejer Veszprém) e o desafio com o Rosengard, no Benfica Campus, a contar para a Liga dos Campeões de futebol feminino (quinta-feira, às 20h00)."
"O Mundial tinha começado há dois minutos e logo um adepto do Equador foi filmado a fazer um gesto de dinheiro roubado, com os dedos, no meio da bancada do Al-Bayt, duas filas abaixo de um grupo de locais, reagindo à anulação do golo de Enner Valência por causa de um fora de jogo só detectável pelo VAR semi-automático, numa sugestão de que aquilo estava tudo comprado a favor do Catar.
Parecia Paulo Bento a saudar Lucílio Baptista por causa de um penálti martelado nos tempos do pré-VAR. Percebeu-se o incómodo, numa bancada sem separação de claques, e estivemos perto de uma primeira escaramuça transcontinental, entre sul-americanos coloridos e emotivos e árabes circunspectos, imperturbáveis nos seus cafetões da cor da pureza, as túnicas brancas a que eles chamam “Kandoora”.
Nas redes sociais dispararam os “mêmes”, dois deles muito expressivos: uma imagem dos tempos da Al-Qaeda em que o VAR é a vítima de joelhos sob a ameaça de ser decapitada por um árabe de cara tapada; e outra de um jogador do Equador enfiado numa banheira cheia de notas de dólar da FIFA como compensação pela derrota frente aos donos da bola.
Foi tudo um exagero, felizmente, porque a equipa do país “organizador” é tão fraquinha, talvez a pior de sempre num Mundial desde o Haiti de 1974, que não haveria complô que a salvasse.
Depois de vermos as repetições televisivas e a exposição gráfica percebemos que a decisão do VAR foi boa. Mas a suspeição em torno do futebol, mesmo à escala mundial, está muito longe de ser erradicada.
A profecia de que o futebol nunca mais será o mesmo, por causa do VAR, espécie de “kandoora” vestida da cabeça aos pés pela FIFA de Infantino, ainda está longe de ser confirmada, porque é abissal a diferença tecnológica entre as competições de elite e as provas domésticas.
Este “esforço” pela transparência do jogo, apresentado numa parte do mundo onde os homens vestem de branco sem nódoas um traje que pode significar a portuguesíssima “candura” (“qualidade do que é puro, de quem é inocente, ingénuo, crédulo”), é, isso sim, uma perfeita metáfora da actividade global da FIFA, despejando dinheiro, às claras, em cima de um mundo obscuro de contradições, abusos e violações.
E o que fica, como expressão simbólica deste primeiro episódio, é que “os ricos não roubam”."
"1. Acho que nunca fiquei tão feliz por ver um jogo do Benfica sozinho em casa como hoje... é que ontem parti um dente a comer um caramelo e se visse o jogo em público ia ser embaraçoso mostrar o buraco na dentição a toda a gente, de cada vez que bocejei com a peladinha.
2. Entendo perfeitamente a falta de motivação dos nossos jogadores hoje... eu nunca tenho férias no verão por isso sei o que é andar a trabalhar enquanto os amigos publicam fotos na boa vida a curtir o solinho.
3. Quando Schmidt lançou António Silva, todos o apelidaram de corajoso... agora coragem vai ser dizer ao Brooks que vai voltar para o banco, cara-a-cara, sem o Kugel de guarda costas.
4. Esteve muito mal Roger Schmidt nesta visita a Leiria... acusou as entidades competentes de desvalorizarem a Taça da Liga com esta calendarização e depois define o Chiquinho como marcador prioritário de penalties na competição.
5. Em vinte e seis jogos, ganhamos vinte e dois, empatamos quatro e perdemos zero... este Benfica continua a não sujar os calções com derrotas."
"O Benfica entrou na Taça da Liga derrotando (3-2) o Estrela da Amadora. Privado dos jogadores que estão no Mundial, Schmidt foi obrigado a fazer alterações, mas os titulares que não foram ao Catar não foram poupados. Musa, Chiquinho e Draxler marcaram
É uma originalidade da sempre criativa bola portuguesa. Para preencher a paragem a que o Mundial 2022 forçou a I Liga, as autoridades do futebol nacional decidiram que parte da Taça da Liga 2022/23 deveria ser disputada enquanto o planeta centra atenções no Catar. É mais uma encarnação na vida desta competição que só começou em 2007 mas que já tem tantas versões, polémicas e formatos que daria para escrever um livro.
Com António Silva, Otamendi, Bah, Enzo Fernández, João Mário e Gonçalo Ramos no Mundial, o Benfica entrou em campo no grupo C, onde compete com Estrela da Amadora, Moreirense e Penafiel. A vitória, por 3-2, contra o Estrela acentua o registo fantástico desta campanha: 22 vitórias e quatro empates em 26 jogos.
Schmidt teve de lançar João Victor, Brooks, Gilberto, Chiquinho, Diogo Gonçalves e Musa para os lugares dos internacionais que se encontram no Médio Oriente, mas o resto dos titulares não foi poupado. Rafa Silva, com direito a braçadeira de capitão, voltou a ser o principal desequilibrador, fazendo a assistência para o 1-0 e ganhando o penálti que levaria ao 2-1.
O jogo começou querendo fazer uma linha de continuidade para com o passando recente do Benfica. Ainda nem cinco minutos tinham sido jogados e já Rafa, pisando aqueles terrenos interiores onde é agora letal, onde cada aceleração ou mudança de direção ferem o rival, roçou o golo.
Não chegou ali a inauguração do marcador, mas chegou ao minuto 13. E novamente com o supersónico atacante em destaque. Rafa, de calcanhar, tocou para Musa. O croata devolveu para o português, mas o passe saiu algo tosco, com a bola alta. Indiferente a isso, Rafa fê-la colar-se à relva. O capitão devolveu-a educada para Musa, que marcou de fora da área. O croata vai-se mostrando alternativa sólida a Gonçalo Ramos, tendo já seis golos na temporada.
O Estrela segue em 3.º na II Liga, vivendo, de longe, o melhor momento dos últimos anos. O clube da Amadora desceu aos invernos da bola nacional, vítima do pior que há no jogo, mas tenta reerguer-se e voltar a tornar hábito olhar os grandes nos olhos.
Aos 22’, um livre da direita foi desviado por Guzman ao primeiro poste e, ao segundo, João Silva rematou de forma acrobática para fazer o 1-1. Na resposta, Chiquinho cruzou para Musa, mas o cabeceamento do avançado foi defendido por Bruno Brígido, evitando depois a muralha defensiva do Estrela o golo de Diogo Gonçalves.
A igualdade só durou sete minutos. Aos 29’, Rafa entrou na área com os seus passinhos velozmente pequenos e Omurwa derrubou-o. Para transformar o penálti, Chiquinho fez de João Mário para voltar a dar vantagem ao clube da I Liga.
No final da primeira parte e no começo da segunda, David Neres roçou o 3-1, mas ou a pontaria não era a melhor, ou Almeida evitava o pior para o Estrela em cima da linha. Quando o Benfica recuperava em zonas altas criava perigo, e foi assim que Rafa também esteve perto do 3-1.
O Estrela manteve-se na discussão do resultado até final. Ronaldo Camará forçou Vlachodimos a uma defesa apertada enquanto, do outro lado, David Neres continuava a tentar marcar, sem êxito.
Em cima do apito final, ao minuto 90, um contra-ataque do Benfica levou ao 3-1. Draxler, assistido por Rodrigo Pinho, marcou no seu regresso de lesão. Quase no último lance do encontro, aos 95', uma perda de bola das águias permitiu que Gustavo Henrique fixasse o 3-2 final.
Em Leiria, o Benfica somou novo triunfo numa temporada que continua a ser praticamente perfeita. Segue-se a receção ao Penafiel, no dia 26."
"A Crónica: Benfica Fiel A Si Mesmo Arranca Com O Pé Direito Na Taça Da Liga
Em dia de início de Mundial 2022, numa época completamente atípica, CF Estrela da Amadora e SL Benfica entravam em campo para o primeiro jogo do grupo C da Taça da Liga, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Numa fase tão peculiar como esta e com alguns nomes ausentes, era de esperar um Benfica a rodar mais a equipa e a fugir ao seu onze habitual. Ainda assim, e mesmo dando a entender que a Taça da Liga não tinha a importância de outras competições, o Benfica entrava em campo a proteger o registo impressionante de só não ter vencido por quatro vezes em 25 jogos e sem qualquer derrota.
Os comandados de Roger Schmidt entraram com fome de vencer e a mostrar serviço. O Estrela não se fazia de rogado e procurava ter bola, mas com o Benfica a controlar bem as variações de flanco amadorenses. Paulinho era ausência na equipa ‘da casa’ e João Silva tentava dar-se a conhecer à defesa encarnada, mas ia esbarrando na dimensão física dos centrais das águias. Víamos então um Estrela sem medo de ter bola, mas inofensivo e incapaz de chegar a zonas adiantadas com perigo numa fase inicial.
Apesar de um início dividido, começou-se a ver um Estrela remetido ao seu meio-campo, com o Benfica a começar a chegar mais vezes à sua área. E é nesta fase que entra Petar Musa, aos 13 minutos. Rafa e Musa combinaram numa troca sucessiva de passes, numa excelente jogada, e o croata finalizou de forma colocada à entrada da área. Não passaram muitos minutos até a formação tricolor dar resposta quando, aos 22’ minutos, João Silva aproveitou um cabeceamento ao primeiro poste de Guzmán e a falta de reação da defesa encarnada para fazer o 1-1.
O golo pareceu colocar o Estrela mais confiante e encontrar-se com firmeza no jogo e a ser atrevido no jogo, mas o Benfica reagiu. Por três vezes, aquando do minuto 25’, o Benfica podia ter-se colocado em vantagem. Musa cabeceou na sequência de um pontapé de canto, mas, por duas vezes, viu Brígido a negar-lhe essa possibilidade. Nesse mesmo lance, Diogo Gonçalves também ficou perto de ver a bola entrar na baliza, porém o Estrela tinha uma barreira na linha de baliza e impediu o golo.
Ao minuto 28’, a equipa que alinhou de amarelo aproveitou uma bola colocada por Grimaldo para Rafa em zona interior, com este último a romper para dentro e a ser derrubado dentro de área. Penálti para o Benfica. Chiquinho não perdoou e finalizou com mestria, 1-2. Três golos em 15 minutos e Neres esteve perto de juntar mais um no marcador, mas viu o defesa do Estrela tirar a bola na linha, depois de o brasileiro tirar Bruno Brígido da frente. O resultado manteve-se ao intervalo.
A segunda parte não fez o Benfica tirar o pé do acelerador, com a equipa de Roger Schmidt a dispor de duas oportunidades de golo nos primeiros dez minutos, com Rafa e Neres a serem perdulários em frente à baliza. O Estrela sentia mais dificuldades e não conseguia fazer a bola chegar aos seus avançados.
Benfica melhor e Estrela a demorar a reagir, contudo a resposta surgiu. Aos 65’ minutos, Ronaldo Tavares pôs à prova Odysseas Vlachodimos, que respondeu afirmativamente e negou o golo ao jogador recém entrado.
As oportunidades foram escassas no decorrer desta segunda parte e só perto do fim é que houve mais ilusão de golo. Neres era o mais inconformado e por duas vezes a bola esteve perto de entrar. A primeira, num momento característico do jogador, a fletir da direita para dentro e com o pé esquerdo a colocar a bola em arco para uma boa defesa de Bruno Brígido. A segunda, já com um remate mais tímido, com pouca força, contudo, perto da baliza.
Já aos 90 minutos, num contra-ataque rápido a um/dois toques, Rodrigo Pinho colocou a bola em Julian Draxler, que finalizou com categoria e fechou o jogo. O marcador acabou mesmo por se fixar em 2-3, quando já mesmo no último minuto do jogo, Morato oferece a bola à entrada da área e Diogo Salomão serviu a bola numa bandeja para Gustavo finalizar. Vitória por 2-3 dos encarnados, que entram nesta edição da Taça da Liga com uma vitória.
A Figura
Máquina bem engrenada de Schmidt – Num jogo difícil, o grande destaque vai para a equipa numa nota geral. Mudam os intérpretes, mas a qualidade jogo, nem sempre com o melhor brilhantismo, vai permanecendo. Conseguiram controlar o jogo ofensivo do CF Estrela da Amadora e geriram a bola e controlaram o jogo com bola. Apesar dos dois golos sofridos, a formação encarnada não passou por nenhum verdadeiro susto.
Fora de Jogo
Omorwa – Num jogo em que a organização do Estrela foi bastante competente e compacta, o defesa tricolor revelou alguma ansiedade e falta de concentração que comprometeu a equipa. Perdeu quase sempre os duelos com Musa e a sua desatenção constante deu alguns calafrios à sua equipa.
Análise Tática – CF Estrela Da Amadora
Sérgio Vieira montou a sua equipa num 3-4-3, com a defesa bastante subida, apenas um pouco atrás do meio-campo. Nesta ideia de jogo, Guzmán e Aloísio assumiam um papel importante, ora a mostrar-se ao jogo e darem soluções com bola, ora a pressionar e a não deixar Chiquinho e Florentino verem o jogo de frente. Foram também os principais elos de ligação entre defesa e ataque.
11 Inicial e Pontuações
Bruno Brígido (6)
Omorwa (5)
Miguel Lopes (5)
Almeida (6)
Jean Felipe (6)
Aloísio (6)
Sebastian Guzmán (7)
João Reis (6)
Ronald (6)
Shinga (7)
João Silva (6)
Subs Utilizados
Gustavo Henrique (6)
Ronaldo Tavares (5)
Lucão (6)
Hevertton Santos (6)
Diogo Salomão (6)
Análise Tática – SL Benfica
Roger Schmidt alinhou no seu sistema de jogo habitual, um 4-2-3-1, com Rafa como segundo avançado. O triângulo ofensivo de Chiquinho, Grimaldo e Rafa ia assumindo protagonismo no ataque do Benfica, com várias combinações pelo lado esquerdo. Do lado direito, Neres permitia o overlap de Gilberto, com os dois jogadores brasileiros a terem movimentos complementares.
O SL Benfica procurou sempre bloquear as saídas curtas do Estrela desde a reposição, com os dois homens mais adiantados a cumprirem o papel de pressão aos elementos mais recuados com bola. Foi um Benfica fiel ao que já demonstrara na sua ideia de jogo, com os extremos a virem muito para zonas interiores e darem a profundidade a Grimaldo e Gilberto.
Resultado enganador, com um nível de eficácia 'normal' e sem o erro no minuto 95 que deu o 2.º golo ao Estrela, este teria sido um jogo para terminar 1-4 ou 1-5... sem grandes preocupações!
Nota muito positiva para o 1.º e o 3.º golo do Benfica, duas excelentes combinações coletivas... no caso do 3.º, com jogadores 'diferentes' assistimos a uma jogada já vista, com os 'titulares', razão para percebermos que as movimentações, são mesmo ensaiadas...
O Estrela deu luta, com muita agressividade e permissividade do árbitro, e o Ody em dois momentos do jogo, acabou por fazer 4 defesas importantes (duas em cada ataque!!!), dando justiça ao resultado!
Sem 7 habituais 'titulares', acabámos por fazer um jogo interessante, com alguns jogadores com ritmo baixo, num mau relvado...
A arbitragem, foi mais do mesmo: incrível como na parte final, assinala falta do Brooks numa jogada onde é o americano a ser agarrado, mesmo à frente dele; e logo a seguir, o Draxler é completamente atropelado à entrada da área, e não marca nada...!!! Mas o critério disciplinar torto acabou por ser o erro que mais influenciou o desenrolar da partida!
Chiquinho muito bem a '8'; bem coadjuvado pelo Tino do 'costume'; com um Musa mais confiante; um Rafa com fogachos; Brooks, tal como com o Caldas a mostrar qualidades...; João Vítor demasiado ansioso...; boa entrada do Pinho; Draxler a precisar de minutos, mas a forma como no golo 'engana' o guarda-redes, é de goleador...
Esta fase de Grupo vai-se decidir na 3.ª jornada em Moreira de Cónegos, independentemente dos resultados da 2.ª jornada!!! Pode parecer estranho, mas a matemática não engana! A 17 de Dezembro, até já poderemos até alguns reforços vindos do Catar... mas para a semana, com o Penafiel, além da manutenção da senda vitoriosa, creio ser importante dar minutos, aos jogadores com menos utilização. Gostaria de ver o Ristic a titular...
"A nossa participação na Taça da Liga começa hoje, em Leiria, frente ao Estrela da Amadora (19h00). Este é o tema de abertura da News Benfica, na qual também destacamos duas conquistas.
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Com a realização do Mundial, jogos de preparação das seleções de Sub-21 e Sub-19, são vários os ausentes para a entrada benfiquista na Taça da Liga, o que não nos desvia do fito da vitória. Roger Schmidt é claro: "Vamos dar o nosso melhor nesta competição."
Segundo o nosso treinador: "Tivemos treinos de muita qualidade e é especial jogar agora uma nova competição, enquanto decorre o Mundial, com muitos jogadores ausentes. Preparámo-nos muito bem. Vemos como algo positivo que outros jogadores possam ter minutos e estamos desejosos de jogar. Teremos de mudar pelo menos seis jogadores, mas queremos jogar um futebol semelhante ao que temos vindo a praticar."
Pode também ver a entrevista a Roger Schmidt no âmbito do "Thinking Football Summit", na qual o nosso treinador aborda os primeiros meses no Benfica e em Portugal.
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Na antecâmara da estreia na edição presente da Taça da Liga, veja os principais números dos 25 jogos oficiais disputados desde o início da temporada num artigo do Site Oficial.
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A nossa equipa feminina de judo é campeã nacional. Mais um feito das nossas judocas a elevar bem alto o nome do Benfica e de Portugal. Saiba mais, aqui.
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Vencemos a Taça Jesus Correia no hóquei em patins. Na final da primeira edição da prova, organizada pela Associação de Patinagem de Lisboa, na nossa equipa bateu o Murches, por 5-2. Veja o resumo.
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Ontem houve mais jogos. Embalados pelos triunfos de sexta-feira, em andebol e futsal masculinos, somámos vitórias em andebol feminino, basquetebol masculino e feminino e futsal feminino, mas não fomos felizes no voleibol masculino. Consulte a agenda, a qual contém ligações para artigos sobre as várias partidas e resumos.
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Além do desafio com o Estrela da Amadora, há outros para apoiarmos o Benfica. A nossa equipa feminina de futebol joga em Moreira de Cónegos para a Taça de Portugal (15h00). No voleibol visitamos o Castêlo da Maia (15h30). E, no voleibol feminino, deslocação ao Boavista (17h00)."
"Luis Enrique preferiu Jordi Alba e Gayá na lista para o Catar. Quando o capitão valenciano ficou indisponivel, surgiu o nome de Alejandro Baldé, wonderkid culé – e Grimaldo, depois dum início de 2022-23 sensacional, ficou em terra junto a Cucurella, Marcos Alonso, Pedrazza ou Angeliño. O lateral benfiquista sabe que a Liga Portuguesa é um entrave ao reconhecimento internacional do seu talento, por muito bem que jogue em contexto de Champions League, e daí que as suas reticências em renovar sejam tantas e a demora numa decisão seja frustrante para a massa adepta, que vê Janeiro ali tão perto – e a oportunidade do lateral espanhol decidir livremente o seu futuro.
Nesse caso, deixará legado no corredor esquerdo da Luz e um enorme vazio, difícil de preencher e por isso pedir-se-á a Rui Costa e Roger Schmidt muito tino na escolha do próximo. Não é escolha que se faça espontaneamente nem de forma atabalhoada, confiando em critérios pré-definidos e pouco vagos – ao futebol do Benfica interessa alguém tão inteligente e tecnicista como o espanhol, ainda que isso seja difícil, além da característica rara de se agigantar nos jogos de maior importância. Ristic não teve ainda oportunidade de mostrar grandes credenciais e o plano para si não parece, até ao momento, de grandes apostas como opção inicial. É obrigatório recorrer ao mercado.
Em forma de sugestão, vão três nomes: três jovens que despontam nessa Europa do futebol com características semelhantes, jovens com experiência em ligas top5 ou Liga dos Campeões, jovens que são já decisivos nas suas equipas e que mostram preparação suficiente para dar o salto.
Borna Sosa
Excl. News Borna #Sosa: The 24 y/o left back is set to leave Stuttgart in winter. VfB HAS TO sell him due to the financial situation! The club is expecting €15-25m, depending on his performances at the WC! Ito = replacement. Medic is still a transfer target. @SkySportDE 🇭🇷
Em urgente processo de rejuvenescimento, a Croácia tem continuado a produzir quantidades industriais de talento geracional e um dos grandes nomes da nova vaga é Borna Sosa, malabarista dum aflito Estugarda que se vê em apuros na Bundesliga – em posição de play-off na chegada à pausa de Mundial – e os problemas financeiros que a isso levaram obrigam a repensar. Uma das boias de salvação poderá ser o Mundial do Catar e uma boa prestação da joia da coroa – concorre pela titularidade com Barisic, do Rangers – poderá dar margem de manobra na exigência por valores mais risonhos.
Sosa vem somando em 2022-23 época estrondosa, com oito assistências em… 13 (!!) jogos disputados pelos da Suábia, o que o coloca no topo de todos os rankings de produção ofensiva – nesse capítulo, nada deixará a dever a Alejandro Grimaldo. No ranking de expected assists por 90’só perde para Messi, De Bruyne, Alba, Cabella ou Neymar – nenhum deles actuando tão recuado – e nas expected threats é este o figurino:
Comparing Players in the Top 5 Leagues by Threat Created and Threat Received. pic.twitter.com/MHE9hwd7MG
Barcelona, Chelsea e Tottenham perguntaram por ele no início do ano civil e o Estugarda apontou para a placa – 25 milhões ou nada. Mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e agora são o Inter e a Atalanta quem está na pole position para aproveitar as fragilidades financeiras do clube alemão. Simone Inzaghi quer alguém para ocupar a vaga de Gosens – que ainda não impressionou em Milão – e Sosa é a opção número um dum leque com Besenbaini (Monchengladbach), Mazocchi (Salernitana) ou Pedrazza (Villareal).
Tem a palavra o Benfica, que pode oferecer a Sosa a preponderância no onze que no Giuseppe Meazza é dificil alcançar, até pela concorrência de DiMarco, e os títulos, que têm faltado ao Inter.
Viktor Kristiansen
Este golo com que finalizou o 0-2 aplicado ao Aarhus neste fim de semana é um boost motivacional para o jovem dinamarquês de 19 anos, que apesar da idade já é nome consolidado no futebol escandinavo pelo potencial monstruoso que demonstra. Formado no clube da capital, estreou-se em 2020, ainda com 17, e desde aí que ficou à vista dos mais atentos que é um dos grandes nomes para a posição nesta década: muito completo e versátil, é tão desenvolto nas tarefas defensivas – com ele a fazer 90’, o Copenhaga conseguiu clean sheet versus Manchester City e Sevilha nesta Champions – como na chegada à frente, onde faz do sentido prático a base das suas decisões, sendo por isso um perigo constante. Em 2022-23, tem mostrado associação profícua com Daramy, joia do Ajax emprestada de volta na Dinamarca, construindo ala esquerda de grande gabarito.
FC Copenhagen's Victor Kristiansen has 3 assists in the first 4 games of the season as well as the most key passes (6) in the league. The 18 year old LB has a decent physical profile along with high technical quality, displays impressive deceptiveness + vision in this clip. pic.twitter.com/oNnXdzQbGS
A campanha do clube dinamarquês em contexto interno foi a mais esperada – título nacional – mas quando se Kristiansen lesionou, em meados de Abril e para um período de dois meses (acabou por falhar 10 jogos, todos os da fase de apuramento de campeão), o Copenhaga ressentiu-se e chegou a dar esperanças aos adversários: perdeu dois jogos nesses dez (mais dois empates), o mesmo número de em toda a fase regular, que contou… 22.
Em Junho deste ano espalharam-se alguns rumores de que Rui Costa e Roger Schmidt estariam de olho em Viktor para suprimir a eventual ausência de Grimaldo – uma boa notícia para os adeptos que, depois da descoberta de Fredrik Aursnes, voltam a olhar para a Escandinávia com outros olhos, os mesmos dos tempos de Stromberg, Thern e Magnusson.
Viktor está avaliado em quatro milhões pelo Transfermakrt, uma pechincha que se justifica pela ausência do Campeonato do Mundo – Viktor concorre para o lugar de Maehle, portanto é compreensível que ainda só tenha conseguido acumular presenças até aos sub21: no total, desde os sub16, Kristiansen conta 23 internacionalizações.
Fabiano Parisi
Fabiano Parisi (22) 🇮🇹 versus Cremonese
1 ⚽️ 1 successful dribble 💨 4 times fouled (most) 😮💨 8 duels won (most) 💪 35 accurate passes 🎯 8 recoveries 🧠
Em 2019 era jogador do Avellino, na Serie D, recebendo 800 euros por mês. Três anos depois e depois duma subida meteórica, é mais uma flor a desabrochar para Mancini, que o chamou para os jogos de preparação frente a Albânia e Aústria na próxima semana.
Por indisponibilidade de Tóloi e Emerson Palmieiri, aproveita o técnico para renovar uma equipa marcada pelo fracasso da ausência do Mundial – falou-se muito da chamada dum adolescente da Udinese, de seu nome Pafundi, mas Parisi é outro estreante na lista, ainda que já tenha comprovado qualidades suficientes no Calcio ao serviço do Empoli, clube pelo qual vem encarrilando boas exibições.
Com elas obrigou o país da bota a olhar para ele – Sarri e a sua Lazio estão de olho, a Fiorentina é outra pretendente, mas é a Juventus que se assume na dianteira da corrida pelo ala de 22 anos, fruto das boas relações que os de Turim mantêm com o Empoli.
A intenção da Vecchia Signora é imitar o negócio feito por Cambiaso, outro prodígio canhoto contratado na antecipação ao Génova e que foi colocado quase imediatamente a rodar (no Bolonha) de forma a não apressar qualquer etapa de desenvolvimento – e é por aqui quese pode fazer valer o Benfica, oferecendo ao atleta outras condições e certezas quanto ao seu futuro. Valores? Fala-se a rondar os 10 milhões, bem aceitável para alguém prestes a tornar-se internacional italiano em tão tenra idade."
"De todas as alarvidades ditas por Gianni Infantino na véspera do pontapé de saída do Mundial, a maior foi ter-se considerado um “trabalhador migrante”, embora tecnicamente seja, até, menos hipócrita do que dizer-se “gay” ou “árabe” ou queixar-se de ter sido discriminado quando era um suissinho de sardas e cabelo ruivo, sujeito a “bullying” num miserável cantão helvético.
Como diz o outro, aquilo foi gozar com quem trabalha. Foi gozar com quem morreu.
Contra-argumentar citando outro evento com supostas semelhanças, o chamado “whataboutismo”, é uma praga dos nossos dias, nascida da intolerância das redes sociais, mas ninguém esperaria que um líder, na posição esmagadora de presidente da FIFA, tivesse de servir-se de tamanha incongruência para justificar o seu soldo multimilionário.
Ou entrou em “burnout” ou está mesmo desesperado, para encenar uma saída do armário tão dramática e desrespeitosa.
Esmagado pela censura dos críticos “ocidentais”, inventou que os europeus têm uma dívida milenar em relação ao Médio Oriente, alinhando ideologicamente no “lobby” dos envergonhados da História. Pela lógica deste manga de alpaca suíço, só daqui a 3.000 anos seria plausível censurar os crimes do Comité Organizador do Mundial de 2022.
Mas, a que “ocidente” pertencem a Índia, o Paquistão, o Nepal, o Bangladesh, onde os negreiros do Catar recrutaram a maioria dos escravos dos estádios, milhares dos quais morreram numa das obras civis mais sangrentas, em proporção, desde a construção da Muralha da China?
Infantino vai, a partir de hoje, mostrar-se nos púlpitos dos coliseus do Catar no seu trono de “Emirino”, adjunto do Sheik al-Thani, com o funcionário de estimação pela trela, distribuindo salamaleques e oxalás, a troco de votos futuros, pela cáfila de dirigentes regionais e nacionais na fila do beija-mão que suporta o mais perverso regime desportivo do Mundo, a dinastia de Havelange, Blatter e toda a camarilha da FIFA.
A partir de hoje, vão os nababos degustar o chazinho nas tribunas enquanto os gladiadores dos tempos modernos tentam respirar e sobreviver no meio do deserto a justas esgotantes que, só por acção do ar condicionado, não terão as consequências dramáticas das pelejas medievais.
Não, Gianni, nestas últimas horas em que é autorizado não falar exclusivamente de futebol, asseguro-lhe: não haverá festa que lave o rasto de sangue e corrupção em que assenta o seu poder de vassalo."
"20/11/2012 - Data do "suicídio" mais estranho de que há memória no Futebol Português.
Só dois dias depois do acontecimento, é que a comunicação social se deu conta de que o dirigente da Porto Comercial (empresa ligada ao FC Porto), Mesquita Alves, havia falecido com vários tiros. A arma do crime nunca foi encontrada e a investigação das autoridades policiais chegou à conclusão que o antigo dirigente, se suicidou. Portanto deu os tiros em si mesmo e depois escondeu a arma.
Apesar de não sermos portista, solidariamente prestamos a nossa homenagem à família e amigos de Mesquita Alves, neste 10° aniversário do seu desaparecimento."